06/02/2020

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Meu Pai do Céu, ajuda-me


A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, n. 3)

Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos.
Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé, verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se veem. Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno, se consumou o sacrifício redentor de Jesus.
Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José – a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, nn. 219–220)

THALITA KUM 93


THALITA KUM 93 

(Cfr. Lc 8, 49-56)



Às vezes não posso deixar de reparar em algumas pessoas que, durante a Santa Missa, parecem estar a rezar o Terço. É como se fossem ao cinema e, durante a projecção do filme, tentassem ler um jornal.
Evidentemente que não conseguem nenhuma das duas coisas: nem vêm o filme nem conseguem ler o jornal.
Isto resulta numa perda de tempo, uma despesa inútil, um disparate.
Na realidade, não fazem mal a ninguém, excepto a si mesmos por terem gasto dinheiro inutilmente, e não aproveitaram a projecção do filme nem a leitura do jornal.

Na Santa Missa oiçamos, participemos com a maior atenção e devoção.

Na recitação do Terço, sozinhos ou com outras pessoas, recitemos o Terço.

Tenhamos, pois, claro que, as nossas atitudes exteriores devem, sempre, reflectir a nossa disposição interior.
Só assim podemos ser coerentes.
   
Não há forma de agradar a Deus sem coerência.
   
Peçamos à Santíssima Virgem que nos ajude a ter sempre sãs e correctas disposições na nossa alma e no nosso coração e que elas se reflictam nos nossos actos externos.

As correctas disposições são também as disposições de exame, de entrarmos dentro de nós mesmos e vermos com cuidadoso detalhe a seriedade da nossa conduta, do nosso comportamento.
Algumas vezes, talvez, ao dar-nos conta do pouco que somos, das nossas misérias e deficiências poderemos ser levados pensar que “não vale a pena”, que só um milagre nos poderá salvar.

Quero receber-te, Senhor, como se fosse um Santo, um Anjo, a Tua Santíssima Mãe! Sim, é com essas mesmas disposições, humildade e abandono que desejo receber-te na minha alma.
Temo bem, Senhor, que vás encontrar pouco mais que isso: desejos... Mas, confio na Tua Bondade e Misericórdia para os ir transformando em realidade.[1]


(AMA, reflexões).



[1] AMA, orações pessoais

Evangelho e comentário

TEMPO COMUM



Evangelho: Mt 28, 16-20

Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».

Comentário:

A nós, simples homens correntes, parece-nos de certo modo difícil de aceitar que daqueles onze alguns ainda duvidassem.

De facto, sabemos muito mais que eles, conhecemos muitíssimo melhor a missão de Jesus, aceitamos com muito mais facilidade quanto nos deixou dito.

Mas foi preciso que aqueles onze, apesar de todas as suas deficiências e fraquezas de homens simples e pouco cultos nos fizessem constar – com suprema humildade – essas mesmas fraquezas e dúvidas para que a nossa Fé se confirme e assente na rocha firme que é o próprio Evangelho.

(AMA, comentário sobre Mt 28, 16-20, 08.01.2017)

Leitura espiritual

Novo Testamento

Cartas de São Paulo

1ª Carta a Timóteo

1Tm 5

II. CONSELHOS A VÁRIAS CLASSES DE PESSOAS (5,1-6,19)

As viúvas –

1 Não repreendas com dureza um ancião, mas exorta-o como um pai; 2 rata os jovens como irmãos, as anciãs como mães, as jovens como irmãs, com toda a pureza. 3 Honra as viúvas, as que são verdadeiramente viúvas. 4 Mas se alguma viúva tiver filhos ou netos, aprendam estes, antes de mais, a cumprir os seus deveres de piedade para com a própria família e a retribuir aos pais o que deles receberam, pois isso é agradável diante de Deus. 5 A que é verdadeiramente viúva e ficou só, põe a sua esperança em Deus e persevera em súplicas e orações, noite e dia. 6 Mas aquela que se entrega aos prazeres, embora vivendo, já está morta. 7 E recomenda-lhes isto, para que sejam irrepreensíveis. 8 Se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua própria casa, renegou a fé e é pior do que um infiel. 9 Só pode ser inscrita como viúva a que tiver pelo menos sessenta anos, tiver sido esposa de um só marido, 10 gozar do testemunho de boas obras, tiver educado os filhos, praticado a hospitalidade, lavado os pés dos santos, assistido os atribulados e for dedicada a toda a obra boa. 11 Não admitas as viúvas mais jovens, porque, quando são arrastadas por uma paixão que as afasta de Cristo, querem voltar a casar-se, 12 incorrendo na condenação de terem rompido o primeiro compromisso. 13 Além disso, estando na ociosidade, habituam-se a andar de casa em casa e a ser, não só ociosas, mas também loquazes e indiscretas, falando do que não convém. 14 Quero, pois, que as viúvas mais jovens se casem, tenham filhos, governem a sua casa, para não darem ao adversário nenhuma ocasião de maledicência. 15 Algumas, com efeito, já se desviaram, seguindo a Satanás. 16 Se alguma mulher crente tem viúvas na família, dê-lhes assistência e não se sobrecarregue a igreja, a fim de que esta possa assistir as que são verdadeiramente viúvas.

Os presbíteros –

17 Os presbíteros que exercem bem a presidência sejam julgados dignos de dupla honra, principalmente os que trabalham na pregação e no ensino. 18 Pois a Escritura diz: Não açaimarás a boca do boi que debulha; e ainda: o operário é digno do seu salário. 19 Não aceites denúncia contra um presbítero, se não for confirmada por duas ou três testemunhas. 20 Aos que cometem faltas, repreende-os na presença de todos, para que também os demais se encham de temor. 21 Conjuro-te, diante de Deus e de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, que observes estas regras com imparcialidade, nada fazendo por favoritismo. 22 Não imponhas as mãos a ninguém precipitadamente, nem te tornes cúmplice de pecados alheios. Conserva-te puro. 23 Não continues a beber só água, mas toma também um pouco de vinho, por causa do estômago e das tuas frequentes indisposições. 24 Enquanto os pecados de alguns são manifestos, mesmo antes de serem submetidos a juízo, os de outros só aparecem depois.

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





05/02/2020

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Vivei uma particular Comunhão dos Santos


Comunhão dos Santos. – Como to hei-de dizer? – Sabes o que são as transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos para a alma. (Caminho, 544)

Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só. (Caminho, 545)

Aqui estamos, consummati in unum, em unidade de petição e de intenções, dispostos a começar este tempo de conversa com o Senhor com renovado desejo de sermos instrumentos eficazes nas suas mãos. Diante de Jesus Sacramentado – como gosto de fazer um acto de fé explícita na presença real do Senhor na Eucaristia! – fomentai nos vossos corações o desejo de transmitir, pela vossa oração, um impulso fortíssimo que chegue a todos os lugares da terra, até ao último recanto do planeta, onde houver alguém gastando a sua existência ao serviço de Deus e das almas. Com efeito, graças à inefável realidade da Comunhão dos Santos, somos solidários – cooperadores, diz S. João – na tarefa de difundir a verdade e a paz do Senhor. (Amigos de Deus, 154)

THALITA KUM 92


THALITA KUM 92

(Cfr. Lc 8, 49-56)



O aparato, ou declarada intenção, de dar nas vistas, são ridículos e até condenáveis - as múltiplas rezas e benzeduras, o orar a todos os santinhos de uma Igreja percorrendo os diversos altares, o assistir e comungar em várias Missas por dia -, são falsas manifestações de piedade que Deus não deseja.

O contrário: a postura correcta numa Missa, ajoelhando-nos quando está indicado que o façamos, uma genuflexão bem-feita diante do Sacrário, o recitar as orações comuns, são atitudes que agradam a Deus porque demonstram os nossos sentimentos de respeito, veneração e adoração que devemos ao Nosso Senhor e Criador e que, também, atestam perante os outros, a nossa pública manifestação desses mesmos sentimentos, servindo-lhes de exemplo a imitar.

Muitos têm a tentação de ler com olhos estreitos os ensinamentos do Evangelho.
Para não participarem em manifestações religiosas - Santa Missa, a recitação do Terço, uma procissão etc. - dizem que Jesus disse que:

«Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta pà chave e ora a teu Pai que está em lugar secreto». [1]

À primeira vista até parece contraditório com a instrução antes dada sobre a luz que se deve pôr onde ilumine todos.

De facto, não é.

Jesus não se contradiz, antes pelo contrário, reforça a Sua doutrina.
Com efeito, devemos procurar participar nas cerimónias e manifestações religiosas públicas, conduzidas pela Igreja, porque a ela pertencemos e fazemos parte do Povo de Deus, mas, não devemos ficar-nos por aqui.
É preciso, também, procurar aquela conversa íntima com o Senhor, aquilo a que chamamos oração mental, que é aquela oração que fazemos recolhidos, num contacto íntimo com Deus.

Recolhidos, entenda-se, não necessariamente no nosso quarto - que apenas é uma expressão - mas no nosso coração, no nosso íntimo.

«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça», diz-nos Jesus neste trecho do Evangelho que estamos a meditar, como de resto no-lo repete por várias vezes.

O Senhor faz um apelo muito sério à recta intenção que devemos ter em todos os nossos actos, nomeadamente, naqueles que de alguma forma estão relacionados com Deus.
Seria um disparate, e um gravíssimo erro, tentar enganar Deus ou, de qualquer maneira, pressioná-lo, com práticas ou atitudes que não traduzam um são e correcto sentimento interior.

Tirar o chapéu, ou benzer-se, quando se passa em frente de uma Igreja, pode ser um acto de ofensa a Deus se for feito apenas mecanicamente, ou, pior ainda, para que alguém veja como somos respeitosos, porque revelará ou indiferença ou vaidade.
Pelo contrário, quem passe em frente de uma Igreja sem se descobrir ou benzer, mas no seu coração eleve um pensamento, uma saudação, ao Senhor ali presente na Sagrada Eucaristia, terá, com certeza, agradado muito a Deus.
Porque, o importante não é descobrir-se ou benzer-se, embora possa ser muito meritório, se for feito correspondendo a um verdadeiro desejo interior de saudar respeitosamente o Senhor ali presente, o importante é, sim, a atitude interior que nos brota do coração.

É importante preparar os nossos sentidos para participar na Santa Missa.

‘Vejo-me tal como sou: nada, absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
Eu, António, este pobre homem com pés de barro e vontade frágil, estou aqui na expectativa do momento sublime em que Te receberei, meu Deus e Senhor.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes.
Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno!
Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse.
Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.’ [2]


(AMA, reflexões).




[1] Mt 6, 6.
[2] AMA, orações pessoais.


Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 6, 1-6

1 E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no. 2 Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? 3 Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso. 4 Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.» 5 E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.

Comentário:

São Marcos diz expressamente que Jesus se admirava com a incredulidade dos Seus conterrâneos, não obstante ter por certo que "um profeta não tem crédito na sua terra".

As pessoas preconceituosas têm este costume reprovável: mais facilmente dão crédito a um estranho que a alguém conhecido!

Porquê?

Porque vêm nesse alguém incapaz de outra coisa que não seja a ideia que fazem dele: um carpinteiro, na sua opinião, só terá aptidões de carpinteiro...


(AMA, comentário sobre Mc 6, 1-6, 05.07.2015)


Leitura espiritual

Novo Testamento

Cartas de São Paulo

1ª Carta a Timóteo

1Tm 4

Os falsos mestres (1,3-11; 2 Tm 2,14-18; Tt 1,10-16) –

1 O Espírito diz abertamente que, nos últimos tempos, alguns hão-de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas diabólicas, 2 seduzidos pela hipocrisia de mentirosos, cuja consciência foi marcada com ferro em brasa. 3 Proibirão o casamento e o uso de alimentos, que Deus criou para serem consumidos em acção de graças, pelos que têm fé e conhecem a verdade. 4 Pois tudo o que Deus criou é bom e nada deve ser rejeitado, quando tomado com acção de graças. 5 Com efeito, tudo é santificado pela palavra de Deus e pela oração.

Modelo dos fiéis –

6 Expondo estas coisas aos irmãos, serás um bom servo de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tão diligentemente tens seguido. 7 Mas rejeita as fábulas ímpias, coisa de comadres. Exercita-te na piedade. 8 O exercício físico de pouco serve, mas a piedade é útil para tudo, pois tem a promessa da vida presente e da futura. 9 É digna de fé e de toda a aceitação esta palavra. 10 Pois se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos que crêem. 11 Eis o que deves proclamar e ensinar. 12 Ninguém escarneça da tua juventude; antes, sê modelo dos fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na castidade. 13 Enquanto aguardas a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14 Não descures o carisma que está em ti, e que te foi dado através de uma profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros. 15 Toma a peito estas coisas e persevera nelas, a fim de que o teu progresso seja manifesto a todos. 16 Cuida de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas, porque, agindo assim, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








04/02/2020

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Tu és sal, alma de apóstolo


Tu és sal, alma de apóstolo. - "Bonum est sal" - o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" - mas se o sal se desvirtua... de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco; deita-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. - Mas se te desvirtuas... (Caminho, 921)

Os católicos têm de andar pela vida como apóstolos: com luz de Deus, com sal de Deus. Sem medo, com naturalidade, mas com tal vida interior, com tal união com Nosso Senhor, que iluminem, que evitem a corrupção e as sombras, que repartam o fruto da serenidade e a eficácia da doutrina cristã. (Forja, 969)

Em momentos de desorientação geral, quando clamas ao Senhor pelas suas almas!, parece que não te ouve, que está surdo aos teus apelos. Inclusivamente chegas a pensar que o teu trabalho apostólico é vão.- Não te preocupes! Continua a trabalhar com a mesma alegria, com a mesma vibração, com o mesmo afinco. Permite-me que insista: quando se trabalha por Deus, nada é infecundo! (Forja, 978)

Filho: todos os mares deste mundo são nossos, e lá onde a pesca é mais difícil é também mais necessária. (Forja, 979)

Com a tua doutrina de cristão, com a tua vida íntegra e com o teu trabalho bem feito, tens que dar bom exemplo, no exercício da tua profissão e no cumprimento dos deveres do teu cargo, aos que te rodeiam: os teus parentes, os teus amigos, os teus companheiros, os teus vizinhos, os teus alunos... - Não podes ser um embusteiro. (Forja, 980)

THALITA KUM 91


THALITA KUM 91

(Cfr. Lc 8, 49-56)



Jesus não procura o rosto, mas o coração.

As lavagens e abluções feitas com cuidado e rigor, não conseguem limpar o coração, ou tornar a alma imaculada, mas, tão só, criar uma aparente ilusão de pureza, tal como, as atitudes de reverência ou piedade, nada valem se o coração se mantém distante e orgulhoso.

O nosso aspecto exterior, o nosso comportamento social, é sem dúvida importante e devemos tê-los muito em consideração, até porque, dependerá muito da forma como nos apresentemos aos outros, limpos, arrumados com bons modos, etc., a influência que poderemos exercer sobre eles, levando-os, por exemplo, a aceitar um convite para uma actividade de carácter espiritual.

Aliás, são vários os exemplos que Jesus nos dá, do Seu cuidado nas relações com os outros, na maneira de vestir e de se apresentar; por exemplo: Jesus repara que Simão não Lhe deu o beijo tradicional quando chegou a Sua casa; [1] ou o facto do Mestre, que não tinha onde repousar a cabeça; [2] possuir uma túnica que, por ser inconsútil, teria um valor apreciável o que levou os soldados sortearem-na entre si [3] ou ainda, as recomendações minuciosas que faz aos apóstolos, sobre o modo de saudar os donos das casas que visitassem. [4]

Portanto, temos a certeza que Jesus não desprezava as coisas do mundo, as aparências, ou seja, aqueles actos exteriores que de alguma forma devem ser reflexo dos sentimentos e disposições internas dos homens.

Assim, convém termos as coisas muito claras e não nos deixarmos levar por escrúpulos ou falsas premissas.

Os ensinamentos de Jesus são iniludíveis a este respeito:

«Ninguém, depois de acender uma lâmpada, a põe em sítio oculto ou debaixo do alqueire, mas no candelabro, para que vejam a claridade aqueles que entram». [5]

(AMA, reflexões).



[1] Cfr. Lc 7, 45.
[2] Cfr. Mt 8, 20.
[3] Cfr. Jo 19, 23.
[4] Cfr. Mt 10, 5-14.
[5] Lc 11, 33.