Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
16/12/2019
Nota de AMA
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NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
Tem sempre publicações diárias fixas como:
Textos de São Josemaria Escrivá-Evangelho diário com comentário-Leitura Espiritual-Pequena Agenda do Cristão e ainda outras cujos temas variam.
Nesta data tem uns milhares de visitas diárias oriundas de vários Países: Portugal, Espanha, Polónia, EUA, México, Sri Lanka, Indonésia, Japão, Ucrânia. Rússia, Vietnam, Bélgica, Holanda, UK, Índia, Brasil, Colômbia, Irlanda e muitos outros.
As suas páginas no FACEBOOK e no Tweeter têm mais de 15.000 "amigos" e "seguidores" regulares.
É um blog de minha exclusiva responsabilidade.
Assim, fica bem evidente - para todos e, principalmente para mim - que Deus Nosso Senhor Se serve dos instrumentos mais rudimentares para difundir a Sua Palavra e propagar o Seu Reino por toda a terra.
O Advento
Olhai
e levantai as vossas cabeças porque está próxima a vossa redenção (Lc 21,
28), lemos no Evangelho. O tempo do Advento é o tempo da esperança. Todo
o panorama da nossa vocação cristã, a unidade de vida que tem como nervo a
presença de Deus, Nosso Pai, pode e deve ser uma realidade diária. (Cristo que passa, 11, 4)
Procura
a união com Deus e enche-te de esperança – virtude segura! –, porque Jesus te
iluminará, mesmo na noite mais escura, com a luz da sua misericórdia. (Forja, 293)
Jesus Christus, Deus Homo,
Jesus Cristo, Deus-Homem! Eis uma magnalia
Dei (Act. II, 11), uma das maravilhas de Deus em que temos de
meditar e que temos de agradecer a este Senhor que veio trazer a paz na terra
aos homens de boa vontade (Lc 2, 14), a todos os homens que querem
unir a sua vontade à Vontade boa de Deus. Não só aos ricos, nem só aos pobres!
A todos os homens, a todos os irmãos! Pois irmãos somos todos em Jesus; filhos
de Deus, irmãos de Cristo. Sua Mãe é nossa Mãe.
É
preciso ver o Menino, nosso Amor, no seu berço. Olhar para Ele, sabendo que
estamos perante um mistério. Precisamos de aceitar o mistério pela fé,
aprofundar o seu conteúdo. Para isso necessitamos das disposições humildes da
alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres
conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na
sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens. (Cristo que passa, 13)
THALITA KUM 40
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Acompanha-nos uma
multidão enorme, a perder de vista e que vai engrossando constantemente como
uma onda do mar, mas, embora eu tenha consciência dela, parece-me, ao mesmo
tempo, que só existo eu, que só eu Lhe interesso, que só a mim dedica a Sua atenção.
Compreendo que
também cada um, cada uma, dessa enorme multidão, ouviu as mesmas palavras: Tu! Vem e segue-me!
Uns nota-se bem,
estão há muito na Sua companhia andando o Seu caminho, outros, como eu,
chegaram mais recentemente e ainda olham, de vez em quando, para trás. Alguns,
acabam por desistir, sentam-se à beira do caminho e vão-se deixando ficar.
Parecem tristes, abatidos, talvez recordem com apego o que terão deixado e que,
julgam, lhes faz falta.
O que estranho é
que sendo eu tão decidido, tão senhor das minhas acções, tão categórico nas
escolhas que faço, não me tenha ocorrido perguntar-lhe para onde vamos, onde me
leva. Poderia pensar, por momentos, que estou a agir como um “zombie” sem
vontade ou sem querer tê-la, ou, então, que não consegui resistir à Sua voz, senti
que não teria alternativa.
Mas não!
Sinto-me bem vivo e
cheio de força, algo estranho, assim como que um ímpeto que se foi
transformando numa certeza.
A certa altura
pensei dizer-Lhe: ‘não sei se sou capaz de Te acompanhar por muito mais tempo’!
Mas percebi, quase
imediatamente, que Ele conhece esse meu temor, esta minha fragilidade e que,
não obstante, me quer tal como no primeiro momento quando me disse:
‘Tu! Vem e
segue-me!’
Temas para reflectir e meditar
HumildadeUm dia, regressava Padre Macário do pântano para a cela levando umas folhas de palmeira. No caminho o diabo veio ao seu encontro, com uma gadanha: quis feri-lo com ela, mas não conseguiu. Disse-lhe então:
«Macário, por tua causa passo por muitos tormentos, pois não posso vencer-te. No entanto, faço tudo o que tu fazes: tu jejuas, e eu nunca como; fazes vigília, e eu nada durmo. Só me suplantas num aspecto».
«Em qual?», perguntou Macário.
«Na humildade, é ela que não me deixa vencer-te».
(Máximas dos Padres do deserto sécs. IV e V, Macário 11 a partir da trad. Solesmes 1966, p.217)
Evangelho e comentário
Tempo do Advento
Evangelho: Mt 21, 23-27
Naquele tempo, Jesus foi ao templo e,
enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele os príncipes dos sacerdotes e os
anciãos do povo, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes tudo isto? Quem
Te deu tal direito?» Jesus respondeu-lhes: «Vou fazer-vos também uma pergunta
e, se Me responderdes a ela, dir-vos-ei com que autoridade faço isto. Donde era
o baptismo de João? Do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a deliberar,
dizendo entre si: «Se respondermos que é do Céu, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe
destes crédito?’ E se respondermos que é dos homens, ficamos com receio da
multidão, pois todos consideram João como profeta». E responderam a Jesus: «Não
sabemos». Ele por sua vez disse-lhes: «Então não vos digo com que autoridade
faço isto».
Comentário:
Não
obstante a pergunta não ter razão de ser, Jesus não se escusa à resposta, mas,
põe uma condição: quer que, publicamente, que pergunta se manifeste sobre o
Baptista.
Fica,
pois, a descoberto a duplicidade e falta de critério dos chefes do povo.
Perguntar,
pôr em causa, sugerir abuso, malfeitoria, profanação da Lei… isto está ao seu
alcance e usam-no com uma frequência só justificada pela inveja e mau carácter,
mas… dar respostas que possam comprometer - nem que “fiquem mal” perante o povo
– isso de maneira nenhuma!
(AMA
comentário sobre Mt 21, 23-27, 02.10.2019)
Leitura espiritual
Ef 6
Cristo
e Igreja: modelo de amor familiar e social –
1
Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo: 2 Honra teu
pai e tua mãe - tal é o primeiro mandamento, com uma promessa: 3para que sejas
feliz e gozes de longa vida sobre a terra. 4 E vós, pais, não exaspereis os
vossos filhos, mas criai-os com a educação e correcção que vêm do Senhor. 5 Escravos,
obedecei aos senhores terrenos, com o maior respeito, na simplicidade do vosso
coração, como a Cristo: 6 não para dar nas vistas, como quem procura agradar
aos homens, mas como escravos de Cristo, que fazem a vontade de Deus, do fundo
do coração; 7 servi de boa vontade, como se servísseis ao Senhor e não a
homens, 8 sabendo que cada um, escravo ou livre, será recompensado pelo Senhor,
conforme o bem que fizer. 9 E vós, os senhores, fazei o mesmo para com eles:
deixai-vos de ameaças, sabendo que o Senhor, que o é tanto deles como vosso,
está nos Céus e diante dele não há acepção de pessoas.
As
armas do cristão –
10
Finalmente, tornai-vos fortes no Senhor e na sua força poderosa. 11 Revesti-vos
da armadura de Deus, para terdes a capacidade de vos manterdes de pé contra as
maquinações do diabo. 12 Porque não é contra os seres humanos que temos de
lutar, mas contra os Principados, as Autoridades, os Dominadores deste mundo de
trevas, e contra os espíritos do mal que estão nos céus. 13 Por isso, tomai a
armadura de Deus, para que tenhais a capacidade de resistir no dia mau e,
depois de tudo terdes feito, de vos manterdes firmes. 14 Mantende-vos,
portanto, firmes, tendo cingido os vossos rins com a verdade, vestido a couraça
da justiça 15 e calçado os pés com a prontidão para anunciar o Evangelho da
paz; 16 acima de tudo, tomai o escudo da fé, com o qual tereis a capacidade de
apagar todas as setas incendiadas do maligno. 17 Recebei ainda o capacete da
salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18 Servindo-vos de
toda a espécie de orações e preces, orai em todo o tempo no Espírito; e, para
isso, vigiai com toda a perseverança e com preces por todos os santos, 19 e
também por mim; que, quando abrir a minha boca, me seja dada a palavra, para
que, corajosamente, dê a conhecer o mistério do Evangelho, 20 de que sou
embaixador em cadeias; que, nele, eu possa falar aberta e corajosamente, tal
como é meu dever.
Notícias
e saudação final –
21
Mas, para que também vós, no que me diz respeito, saibais como vou, de tudo vos
informará Tíquico, o irmão querido e servidor fiel no Senhor. 22 Foi para isso
mesmo que eu vo-lo enviei: para que tomeis conhecimento do que é feito de nós e
console os vossos corações. 23 Paz aos irmãos, bem como amor e fé da parte de
Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. 24 A graça esteja com todos os que amam
Nosso Senhor Jesus Cristo, com um amor inalterável.
15/12/2019
Nota de AMA
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NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
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Em nome de Deus: não desesperes
São
santos os que lutam até ao final da sua vida: os que se sabem levantar sempre
depois de cada tropeção, de cada queda, para prosseguir valentemente o caminho
com humildade, com amor, com esperança. (Forja,
186)
Para
que não te afastes por cobardia da confiança que Deus deposita em ti, evita a
presunção de menosprezar ingenuamente as dificuldades que aparecerão no teu
caminho de cristão. Não temos de estranhar. Trazemos em nós mesmos –
consequência da natureza decaída – um princípio de oposição, de resistência à
graça: são as feridas do pecado original, agravadas pelos nossos pecados
pessoais. Portanto, temos de empreender as ascensões, as tarefas divinas e
humanas – as de cada dia – que sempre desembocam no Amor de Deus, com
humildade, com coração contrito, fiados na assistência divina e dedicando os
nossos melhores esforços, como se tudo dependesse de nós mesmos.
Enquanto
pelejamos – uma peleja que durará até à morte – não excluas a possibilidade de
que se levantem, violentos, os inimigos de fora e de dentro. E, como se fosse
pequeno o lastro, às vezes, acumular-se-ão na tua mente os erros cometidos,
talvez abundantes. Em nome de Deus te digo: não desesperes. Quando isso suceder
– não tem necessariamente que suceder, nem será o habitual – converte essa
ocasião num motivo para te unires mais com o Senhor; porque Ele, que te
escolheu como filho, não te abandonará. Permite a prova, para que ames mais e
descubras com mais clareza a sua contínua protecção, o seu Amor.
Insisto,
tem ânimo, porque Cristo, que nos perdoou na Cruz, continua a oferecer o seu
perdão no Sacramento da Penitência e sempre temos um advogado junto do Pai,
Jesus Cristo, o Justo. Ele mesmo é a vítima de propiciação pelos nossos
pecados, e não somente pelos nossos mas também pelos de todo o mundo, para que
alcancemos a Vitória. (Amigos de Deus,
214)
THALITA KUM 39
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Ainda não Lhe disse
muitas coisas, acho que não é preciso, Ele sabe o quero dizer-lhe, mas, nas
confidências de viajante, contei-Lhe das minhas expectativas, esperanças,
ousadias, desejos por satisfazer. Sem querer, acho, fui abrindo o coração e em
frases breves e curtas, deixei sair o que há tanto tempo estava como que
travado dentro de mim.
Não tenho vergonha
ou receio que me ache tonto, com pouco critério, talvez inconsequente.
Quis sempre tantas
coisas e ao mesmo tempo!
Ouve-me sem me
olhar, não pergunta nada, não faz um gesto de admiração ou surpresa. Parece que
tudo quanto Lhe possa dizer já o conhece, mas, estranhamente, parece gostar
que, não obstante, lho diga, Lhe conte as minhas privacidades, patenteie as
ilusões e as quimeras do meu espírito sonhador.
E, a caminhada,
prossegue.
Estamos agora tão
alto que posso, olhando à minha volta, ver o que deixei, considerar o que fiz
e, com grande pena, aperceber-me do que nunca cheguei a fazer. Como um filme,
sem protagonista, nem guião, nem enredo; um filme simples, de uma história
breve, comum e um pouco anónima.
Não me parece
“grande coisa”.
Não trouxe nenhum
equipamento especial para esta caminhada, vim tal qual estava, tenho a certeza
que não irei precisar de nada.
Aliás Ele disse-me:
nem cajado, nem duas túnicas, nem alforge…
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
ADVENTO
Santíssima Virgem
Não
se pode dissociar a Santíssima Virgem das reflexões sobre o Advento.
Com o seu "Fiat! - Faça-se! - torna-se a Mãe do Salvador cujo Nascimento ansiosamente esperamos.
Com o seu "Fiat! - Faça-se! - torna-se a Mãe do Salvador cujo Nascimento ansiosamente esperamos.
Ela é, portanto, figura fulcral e incontornável na história da salvação humana.
É a Mãe de Jesus Cristo nosso Irmão e, portanto, a nossa Mãe.
Junto do teu coração amantíssimo esperamos cheios de alegre expectativa o momento sublime do teu parto na gruta de Belém.
Leitura espiritual
Ef 5
1
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados, 2 e procedei com amor,
como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e
sacrifício de agradável odor.
Como
filhos da luz –
3
Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou ganância nem sequer se
fale entre vós, como é próprio de santos; 4 nem haja palavras obscenas,
insensatas ou grosseiras; são coisas que não convêm; haja, sim, acção de
graças. 5 Porque, disto deveis ter a certeza: nenhum fornicador, impuro ou
ganancioso - o que equivale a idólatra - tem herança no Reino de Cristo e de
Deus. 6 Ninguém vos engane com palavras ocas; pois são estas coisas que
provocam a ira de Deus contra os rebeldes. 7 Não sejais, pois, cúmplices deles.
8 É que outrora éreis trevas, mas agora sois luz, no Senhor. Procedei como
filhos da luz – 9 pois o fruto da luz está em toda a espécie de bondade,
justiça e verdade – 10 procurando discernir o que é agradável ao Senhor. 11 E não
tomeis parte nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, denunciai-as.
12 Porque o que por eles é feito às escondidas, até dizê-lo é vergonhoso. 13 Mas
tudo isso, se denunciado, é posto às claras pela luz; 14 pois tudo o que é
posto às claras é luz. Por isso se diz: «Desperta, tu que dormes, levanta-te de
entre os mortos, e Cristo brilhará sobre ti». 15 Portanto, vede bem como
procedeis: não como insensatos, mas como sensatos, 16 aproveitando o tempo,
pois os dias são maus. 17 Por isso mesmo, não vos torneis néscios, mas tratai
de compreender qual é a vontade do Senhor. 18 E não vos embriagueis com vinho,
que leva à vida desregrada, mas deixai-vos encher do Espírito; 19 entre vós,
cantai salmos, hinos e cânticos espirituais; cantai e louvai o Senhor com todo
o vosso coração; 20 sem cessar, dai graças por tudo a Deus Pai, em nome de
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cristo
e a Igreja: modelo de amor conjugal –
21
Submetei-vos uns aos outros, no respeito que tendes a Cristo: 22 as mulheres,
aos seus maridos como ao Senhor, 23 porque o marido é a cabeça da mulher, como
também Cristo é a cabeça da Igreja - Ele, o salvador do Corpo. 24 Ora, como a
Igreja se submete a Cristo, assim as mulheres, aos maridos, em tudo. 25 Maridos,
amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, 26 para
a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra. 27 Ele quis
apresentá-la esplêndida, como Igreja sem mancha nem ruga, nem coisa alguma
semelhante, mas santa e imaculada. 28 Assim devem também os maridos amar as
suas mulheres, como o seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si
mesmo. 29 De facto, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo; pelo contrário,
alimenta-o e cuida dele, como Cristo faz à Igreja; 30porque nós somos membros
do seu Corpo. 31 Por isso, o homem deixará o pai e a mãe, unir-se-á à sua
mulher e serão os dois uma só carne. 32 Grande é este mistério; mas eu
interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja. 33 De qualquer modo, também vós:
cada um ame a sua mulher como a si mesmo; e a mulher respeite o seu marido.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
14/12/2019
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É tempo de esperança
"É
tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma
realidade", dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos
que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia,
teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na
esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)
Onde
quer que nos encontremos, esta é a exortação do Senhor: vigiai! Em face deste
apelo de Deus, alimentemos nas nossas consciências os desejos esperançosos de
santidade, com obras. Dá-me, meu filho, o teu coração, sugere-nos o senhor ao
ouvido. Deixa-te de construir castelos com a fantasia, decide-te a abrir a tua
alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor acharás o fundamento real para a tua
esperança e para fazer o bem aos outros. Quando não lutamos connosco mesmos,
quando não rechaçamos terminantemente os inimigos que estão dentro da cidadela
interior – o orgulho, a inveja, a concupiscência da carne e dos olhos, a
auto-suficiência, a tresloucada avidez da libertinagem – quando não existe essa
peleja interior, os mais nobres ideais definham como a flor do feno; ao romper
o sol ardente, a erva seca, a flor cai e acaba a sua vistosa formosura. Depois,
pela menor fenda brotarão o desalento e a tristeza, como plantas daninhas e
invasoras.
Jesus
não se conforma com um assentimento titubeante. Pretende, tem direito a que
caminhemos com inteireza, sem concessões às dificuldades. Exige passos firmes
concretos; pois, de ordinário, os propósitos gerais servem para pouco. Os
propósitos pouco delineados parecem-me entusiasmos falazes que intentam calar
as chamadas divinas percebidas pelo coração; fogos-fátuos, que não queimam nem
dão calor e que desaparecem com a mesma fugacidade com que surgiram.
Por
isso, convencer-me-ei de que as tuas intenções de alcançar a meta são sinceras,
se te vir caminhar com determinação. Faz o bem, revendo as tuas atitudes
habituais quanto à ocupação de cada instante; pratica a justiça, precisamente
nos ambientes que frequentas, ainda que a fadiga te vença; fomenta a felicidade
dos que te rodeiam, servindo os outros com alegria no lugar do teu trabalho,
com esforço para o acabar com a maior perfeição possível, com a tua
compreensão, com o teu sorriso, com a tua atitude cristã. E tudo por Deus, com
o pensamento na sua glória, com o olhar no alto, anelando a Pátria definitiva,
pois só esse fim vale a pena. (Amigos de Deus, 211)
THALITA KUM 38
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Sim… estive parado
muitas vezes na vera do caminho sem saber para onde ir ou, talvez, na esperança
de não de ir a lado nenhum, de poder ficar quieto sem me preocupar com coisa nenhuma.
Não sinto grande
dificuldade em acompanhá-lo, a Sua passada é firme, mas certa, sem hesitações.
Vejo, sinto, que
conhece muito bem o caminho e, mais, sabe perfeitamente para onde vai. Sinto-me
possuído como que de uma estranha segurança não obstante a incógnita do destino
final. Ele, sinto-o, não Se engana, não pode enganar ninguém.
O interessante é
que sendo um caminho a subir, cada vez para mais alto, não sinto o esforço que
normalmente se sente quando se sobe.
Talvez se deva ao
facto de a carga que me pôs nos ombros ser leve, muito leve… mesmo para a
imensidão que representa.
Também não me sinto
preso não obstante o jugo com que me cingiu o pescoço, sinal que me considera
propriedade sua; porque é tão suave que não prende como um jugo autêntico,
antes parece um elo de uma cadeia de amor e, por conseguinte, muito suave a e
agradável.
Sinto-me bem.
Agi correctamente,
tenho a certeza, em acolher o Seu chamamento, o Seu convite: Tu! Vem e
segue-me!
Não sei porque me
disse isto, porque me escolheu, há tantos como eu que esperam, alguns até sem o
saberem, por um chamamento igual, por isso sinto-me privilegiado pela escolha.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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