21/04/2019

Temas para reflectir e meditar

Juventude


Sede sempre amigos de Jesus e levai à família, à escola, ao bairro, o exemplo da vossa vida cristã, limpa e alegre. 

Sede sempre jovens cristãos, verdadeiras testemunhas da doutrina de Cristo. 

Mais ainda, sede portadores de Cristo nesta sociedade conturbada, hoje mais que nunca necessitada d’Ele. 

Anunciai a todos com a vossa vida que só Cristo é a verdadeira salvação da humanidade.

são joão paulo ii Homília 1978.12.03,

Evangelho e comentário


TEMPO DE PÁSCOA



Domingo da Ressurreição do Senhor

Evangelho: Jo 20, 1-9

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. 2 Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» 3 Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. 6 Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, 7 ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. 8 Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, 9 pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Comentário:

Neste trecho escrito por São João ele próprio relata como percebera perfeitamente a escolha feita por Jesus ao considerar Pedro como o chefe dos Apóstolos.
De facto, como ele próprio relata, tendo chegado primeiro ao túmulo não entrou esperando que Pedro o fizesse em primeiro lugar.

Trata-se de um pormenor?

Não!

Trata-se sim da primeira demonstração de que a Igreja de Jesus Cristo não é uma democracia mas sim uma hierarquia.

Não se trata de subserviência mas de obediência, respeito e deferência.

A humilíssima figura de Pedro não se modifica nem altera pela categoria ou “posto” em que está investido pelo próprio Jesus Cristo, antes se considera como um obediente servo do seu Mestre e Senhor, sem enjeitar as suas responsabilidades nem sob o pretexto de não ser digno, há-de conduzir aqueles Doze e os que se seguirão a cumprir o mandato recebido: Ensinar a todas as gentes; a instalar o Reino de Deus na terra.

(AMA, comentário sobre Jo 20, 1-9, 12.01.2019)

Encherás o mundo de caridade


Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)


Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

Leitura espiritual


DISCRIMINAÇÃO

-Somos todos iguais?

Em parte sim, em parte não.

Enquanto pessoas humanas somos iguais.

Em relação às qualidades somos diferentes.

Se duas coisas são diferentes, como as devemos tratar?
Se são distintas, é correcto trata-las de modo diferente.
O problema surge quando são semelhantes em certas partes e diferentes noutras.

Então, deve-se procurar equilíbrios tratando igualmente o que é igual e diferentemente o que é diferente.

Por exemplo: um homem sem conhecimentos de química não deve ser Professor Doutor nesta disciplina, mas tal não afecta a sua dignidade como pessoa.

– 2 Quando existe discriminação?

Há discriminação se se faz distinção onde há igualdade e se essa diferenciação é injusta.
Não há descriminação se se distingue o que realmente é diferente. 
Da mesma forma, não há discriminação se não se falta à justiça.

4. Exemplos de situações discriminatórias.


- Aqui há diferenças em alguns aspectos, mas é injusto alargar essas qualidades a outros casos.

A mulher é diferente do homem, mas ambos são seres humanos com os direitos e deveres correspondentes.
Se esses direitos fundamentais não se respeitam, estamos perante uma discriminação.
Um embrião humano é diferente de uma criança e de um adulto, mas são pessoas humanas com tudo o que isto significa.
Há diferenças nos deveres e capacidades, mas não deve haver discriminação enquanto homens.
Um doente é diferente de um homem são e terá distinções laborais, uma vez que se altera a sua capacidade de trabalho.
Mas não são distintos enquanto pessoas e se não recebem um tratamento humano estamos perante uma discriminação.

5. Exemplos onde não há discriminação.

- Aqui temos diferenças reais e é correcto distinguir:

A verdade não discrimina o erro.
Simplesmente é o verdadeiro. E o outro não é.
São realmente distintos e é justo distingui-los.
A bondade não discrimina a maldade. Apenas a primeira é um acto bom e a segunda não o é.
São realmente distintos e é correcto diferenciá-los.
Quem escolhe não discrimina.
Simplesmente escolhe.
Somente se discrimina se se cria ou mantém uma injustiça.

6. Exemplo de escolha justa?

Quando há liberdade de escolha, é justo escolher arbitrariamente o que se deseje.

Por exemplo, quem compra um carro escolhe o que quer, sem que isto seja uma discriminação face às outras marcas, ainda que sejam melhores.

7. Como se origina uma discriminação?

Pode haver vários motivos.
Talvez uma causa seja o exagero de um aspecto acidental.

Exemplos:

Discriminação racista: exagera-se a importância da cor da pele.
Discriminação nacionalista: acentua-se a importância de ter nascido num determinado lugar.
Discriminação qualitativa: entre um recém-nascido e um embrião há diferenças, mas não tantas que justifiquem matá-lo (aborto).

Entre um doente e uma pessoa saudável há distinções, mas não exageremos (eutanásia).

8. Discriminação face à síndrome de Down?

Um amigo pede-me que acrescente algo sobre este tema.
Estes doentes, têm umas capacidades reduzidas, mas continuam a serem humanos e muito carinhosos.
Deve-se tratá-los de acordo com a dignidade humana.

Por exemplo, o aborto nestes casos, continua a ser um crime. A origem da possível discriminação pode ser dupla: necessitam de cuidados especiais; e não fica nada bem ter um filho assim, pois está na moda ter filhos perfeitos.

Estas discriminações seriam do tipo qualitativo - devido a terem qualidades distintas -, ou racistas se se suprimissem para melhorar a raça.



Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

20/04/2019

Reflexões ao Sábado


Porquê o Sábado?

A meu ver, porque se trata do último dia da semana.

Logo antes do dia dedicado ao seu Filho Jesus Cristo – o Domingo.

Para mim é um dia “especial” dedicado à Minha Mãe do Céu.

Agradecendo, em primeiro lugar, a sua protecção durante a semana que passou e as graças – sempre abundantes – que derramou sobre mim.

Depois, agradecer  o ter atendido pedidos que lhe fiz - para mim e para outros - Filhas, Netos, Bisneto, Família, Amigos e muitos outros que durante a semana vou fazendo por este ou aquele, por esta ou aquela situação.

(E, pedinchão como sou, são sempre tantos... tantos...)

(AMA, reflexões ao Sábado, 2019)

Meditação em Sábado Santo




Sábado Santo


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7gbMSC_w_kdr3icoHOB7HGx9AWvXbyhpWcYyrvmgu82WI9UZuNPRhVhGwiLK-iWV35U6UzymRtiYNRVpF9z5f0PvGfRXu_g92Ih7IwuL-rd5KUOdpE-u87DI5I7JMudZcbluK/s1600/Caravaggio+-+deposi%C3%A7%C3%A3o+do+Senhor+no+t%C3%BAmulo.jpg



Nesta manhã de Sábado Santo, neste ambiente recolhido, venho fazer-te um pouco de companhia.

Não venho velar o Teu Corpo sepulto mas acompanhar-te, se mo permitires, nos Teus "trabalhos" de hoje.

Vou contigo aos “Infernos” e constatar a suprema alegria das almas quando lhes comunicas que, a partir de agora, o Reino Eterno de Deus está definitivamente aberto e que, mais logo, na primeira hora do terceiro dia da Tua morte na Cruz, as virás buscar para as levares à presença da Santíssima Trindade para o gozo eterno.

Depois transportado pela esteira luminosa da Tua fulgurante “viagem” ver todos os locais da terra onde existem homens de boa vontade que aguardam com alegre e serena expectativa a Tua Ressurreição salvadora e Redentora.

É preciso que se cumpram as Escrituras mas esta expectativa custa a “aguentar”.

Queria ver-te, já ressuscitado, glorioso e vitorioso para me agarrar a Ti e não mais Te largar.

Nunca, como agora, me soam expectantes as palavras:

«Vinde Senhor Jesus»!

Sim, vem de forma definitiva para o pé de mim que, só na Tua companhia posso verdadeiramente ter vida.

O Teu Santíssimo Corpo que ontem ajudei a sepultar, depois de lavado e perfumado, aguarda o regresso do Teu Espírito, para Se apresentar ao mundo de que és Rei, aos homens que salvaste e redimiste, a mim para que Te diga com todas as forças da minha alma:

Meu Senhor e meu Deus.

Ámen.



Meu Pai do Céu, ajuda-me


A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, 
n. 3)

Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos.

Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé, verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se veem. Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno, se consumou o sacrifício redentor de Jesus.

Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José – a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, nn. 219–220)

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Leitura espiritual


O AGNOSTICISMO

1.          O que é agnosticismo?

O agnosticismo é uma teoria filosófica que considera inacessível ao conhecimento humano o que não pode ser captado pelos sentidos. Renúncia para buscar a verdade fora do campo do sensível.
Em particular, o agnosticismo renuncia à busca de Deus.

2.          Para os agnósticos, Deus existe?

O agnosticismo não se pronuncia sobre a existência de Deus. Não diz que existe ou que não existe. 
No entanto, na prática, os agnósticos vivem como se Deus não existisse.

3.          O agnosticismo é apenas uma teoria?

Aparentemente, o agnosticismo é apenas uma teoria, mas na realidade tem importantes consequências práticas.

Na prática, é um ateísmo.

4.          O agnosticismo é científico?

As ciências positivas só admitem o que pode ser apreendido pelos sentidos.

Sob esse aspecto, o agnosticismo tem o ar de um cientista. Mas a realidade é mais ampla do que o que é mensurável.

Por exemplo, decidiu ler este artigo e nenhum aparato científico é capaz de detectar o seu pensamento; no entanto, a sua inteligência e realmente existirá, mesmo que eles não sejam vistos.

Da mesma forma, o sentimento de ódio não é detectável pelos dispositivos, mas é tão real que causa guerras. 
Reduzir o razoável ao mensurável é uma limitação do motivo.

5.          Pode conhecer-se a existência de Deus?

Deus é um ser espiritual e, portanto, os agnósticos estão certos de que ele não pode ser visto ou tocado. 
No entanto, a existência de Deus pode ser conhecida pela observação das obras divinas.
Analisando a criação, o Criador é descoberto, assim como ver as pirâmides fala do povo egípcio.

6.          Exemplos:

Quem organizou o sol, a lua, a lei da gravidade?
Quem projectou o dedo com o qual clica no mouse?
Essas coisas tão bem pensadas são impossíveis - verdadeiramente impossíveis - de surgir por acaso.
Se uma caneta é encontrada num planeta, ninguém pensa que ela só apareceu; imediatamente a existência de seres racionais nesse planeta será notícia.
Se um ser humano é visto, é razoável aceitar a existência do seu Criador.

Nós não somos deuses, mas criaturas.

7.          Podemos conhecer a Deus?

Os agnósticos sabem que a compreensão humana é limitada e nunca podemos conhecer Deus completamente. (Nem mulheres, um amigo dirá, nem homens, outro responderá).

No entanto, é possível conhecer algo sobre Deus de várias maneiras:
Usando apenas a razão, podemos saber que Deus existe, que existe apenas um Deus, que é eterno, bom, inteligente, criador do mundo, etc.
Qualquer perfeição das criaturas vem do Criador e é encontrada ao máximo nEle.

A isto se acrescenta o que sabemos porque o próprio Deus nos manifestou, principalmente com os ensinamentos de Jesus Cristo. 

E o que o Senhor mostra aos homens nos momentos de oração.

Finalmente, no céu, uma graça especial será concedida para que possamos conhecer Deus mais intimamente.

Doutrina


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



SEGUNDA SECÇÃO

OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA


CAPÍTULO PRIMEIRO

OS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ

O SACRAMENTO DO BAPTISMO


Pergunta:

263. Quais são os efeitos do Baptismo?

Resposta:

O Baptismo perdoa o pecado original, todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado; faz participar na vida divina trinitária mediante a graça santificante, a graça da justificação que incorpora em Cristo e na Igreja; faz participar no sacerdócio de Cristo e constitui o fundamento da comunhão entre todos os cristãos; confere as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. O baptizado pertence para sempre a Cristo: com efeito, é assinalado com o selo indelével de Cristo (carácter).

19/04/2019

Maternidade espiritual de Maria



El Reto del Amor










por El Reto del amor

Temas para reflectir e meditar

Chamamento


O Senhor algumas vezes chama pelos milagres, outras pelos castigos, algumas pelas prosperidades deste mundo e, por último, noutras ocasiões chama pelas adversidades.



(S. gregório magnoHomília 36 sobre os Evangelhos)

Evangelho e comentário



TEMPO DA QUARESMA
Semana Santa


Sexta-Feira da Paixão do Senhor


Evangelho: Jo 18, 1 – 19, 42

Naquele tempo, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos. Judas, que O ia entregar, conhecia também o local, porque Jesus Se reunira lá muitas vezes com os discípulos. Tomando consigo uma companhia de soldados e alguns guardas, enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus, Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas. Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-Se e perguntou-lhes: «A quem buscais?». Eles responderam-Lhe: «A Jesus, o Nazareno». Jesus disse-lhes: «Sou Eu». Judas, que O ia entregar, também estava com eles. Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu», recuaram e caíram por terra. Jesus perguntou-lhes novamente: J «A quem buscais?». N Eles responderam: «A Jesus, o Nazareno». Disse-lhes Jesus: «Já vos disse que sou Eu. Por isso, se é a Mim que buscais, deixai que estes se retirem». Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: «Daqueles que Me deste, não perdi nenhum». Então, Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo-sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a tua espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que meu Pai Me deu?». Então, a companhia de soldados, o oficial e os guardas dos judeus apoderaram-se de Jesus e manietaram-n’O. Levaram-n’O primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo-sacerdote nesse ano. Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus: «Convém que morra um só homem pelo povo». Entretanto, Simão Pedro seguia Jesus com outro discípulo. Esse discípulo era conhecido do sumo-sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo-sacerdote, enquanto Pedro ficava à porta, do lado de fora. Então o outro discípulo, conhecido do sumo-sacerdote, falou à porteira e levou Pedro para dentro. A porteira disse a Pedro: «Tu não és dos discípulos desse homem?». Ele respondeu: «Não sou». Estavam ali presentes os servos e os guardas, que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro e se aqueciam. Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se. Entretanto, o sumo-sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: «Falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. Porque Me interrogas? Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse: eles bem sabem aquilo de que lhes falei». A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe: «É assim que respondes ao sumo-sacerdote?». Jesus respondeu-lhe: «Se falei mal, mostra-Me em quê. Mas, se falei bem, porque Me bates?». Então Anás mandou Jesus manietado ao sumo-sacerdote Caifás. Simão Pedro continuava ali a aquecer-se. Disseram-lhe então: «Tu não és também um dos seus discípulos?». Ele negou, dizendo: «Não sou». Replicou um dos servos do sumo-sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: R «Então eu não te vi com Ele no jardim?». Pedro negou novamente, e logo um galo cantou. Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao Pretório. Era de manhã cedo. Eles não entraram no pretório, para não se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa. Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes: «Que acusação trazeis contra este homem?». Eles responderam-lhe: «Se não fosse malfeitor, não t’O entregávamos». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei». Os judeus responderam: «Não nos é permitido dar a morte a ninguém». Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito, ao indicar de que morte ia morrer. Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura sou eu judeu? O teu povo e os sumos-sacerdotes é que Te entregaram a Mim. Que fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz». Disse-Lhe Pilatos: «Que é a verdade?». Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus: «Não encontro neste homem culpa nenhuma. Mas vós estais habituados a que eu vos solte alguém pela Páscoa. Quereis que vos solte o Rei dos judeus?». Eles gritaram de novo: «Esse não. Antes Barrabás». Barrabás era um salteador. Então Pilatos mandou que levassem Jesus e O açoitassem. Os soldados teceram uma coroa de espinhos, colocaram-Lha na cabeça e envolveram Jesus num manto de púrpura. Depois aproximavam-se d’Ele e diziam: «Salve, Rei dos judeus». E davam-Lhe bofetadas. Pilatos saiu novamente para fora e disse: «Eu vo-l’O trago aqui fora, para saberdes que não encontro n’Ele culpa nenhuma». Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse-lhes: «Eis o homem». Quando viram Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram: «Crucifica-O! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O, que eu não encontro n’Ele culpa alguma». Responderam-lhe os judeus: «Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque Se fez Filho de Deus». Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado. Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?». Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-Lhe então Pilatos: «Não me falas? Não sabes que tenho poder para Te soltar e para Te crucificar?». Jesus respondeu-lhe: «Nenhum poder terias sobre Mim, se não te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado». A partir de então, Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: «Se O libertares, não és amigo de César: todo aquele que se faz rei é contra César». Ao ouvir estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado «Lagedo», em hebraico «Gabatá». Era a Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse então aos judeus: «Eis o vosso Rei!». Mas eles gritaram: «À morte, à morte! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Hei-de crucificar o vosso Rei?». Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes: «Não temos outro rei senão César». Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado. E eles apoderaram-se de Jesus. Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota. Ali O crucificaram, e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio. Pilatos escreveu ainda um letreiro e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito: «Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus». Muitos judeus leram esse letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade. Estava escrito em hebraico, grego e latim. Diziam então a Pilatos os príncipes dos sacerdotes dos judeus: «Não escrevas: ‘Rei dos judeus’, mas que Ele afirmou: ‘Eu sou o Rei dos judeus’». Pilatos retorquiu: «O que escrevi está escrito». Quando crucificaram Jesus, os soldados tomaram as suas vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica não tinha costura: era tecida de alto a baixo como um todo. Disseram uns aos outros: «Não a rasguemos, mas lancemos sortes, para ver de quem será». Assim se cumpria a Escritura: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica». Foi o que fizeram os soldados. Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado, – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso Lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram». Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. José veio então tirar o corpo de Jesus. Veio também Nicodemos, aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus. Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes, como é costume sepultar entre os judeus. No local em que Jesus tinha sido crucificado, havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ainda ninguém fora sepultado. Foi aí que, por causa da Preparação dos judeus, porque o sepulcro ficava perto, depositaram Jesus.

Comentário:

(Repete-se):

O único comentário possível é que devemos ler, ouvir, guardar no nosso coração este relato da paixão do Senhor.

Por minha causa!
Para me salvar!

(AMA, comentário sobre Jo 18, 1 – 19, 42, 16.01.2019)