Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
30/07/2018
Trabalha com alegria
Se
afirmas que queres imitar Cristo... e te sobra tempo, andas por caminhos de
tibieza. (Forja,
701)
As
tarefas profissionais – também o trabalho do lar é uma profissão de primeira
ordem – são testemunho da dignidade da criatura humana; ocasião de
desenvolvimento da própria personalidade; vínculo de união com os outros; fonte
de recursos; meio de contribuir para a melhoria da sociedade em que vivemos, e
de fomentar o progresso da humanidade inteira...
Para
um cristão estas perspectivas alongam-se e ampliam-se ainda mais, porque o
trabalho – assumido por Cristo como realidade redimida e redentora – se
converte em meio e em caminho de santidade, em tarefa concreta santificável e
santificadora. (Forja, 702)
Trabalha
com alegria, com paz, com presença de Deus.
Desta
maneira realizarás a tua tarefa, além disso, com bom senso: chegarás até ao fim
ainda que rendido pelo cansaço, acabá-la-ás bem... e as tuas obras agradarão a
Deus. (Forja,
744)
Deves
manter – ao longo do dia – uma constante conversa com Nosso Senhor, que se
alimente também das próprias ocorrências da tua tarefa profissional.
Vai
com o pensamento ao Sacrário... e oferece a Nosso Senhor o trabalho que tiveres
entre mãos. (Forja, 745)
Temas para reflectir e meditar
Chegaremos rapidamente a
uma realidade: qual é o nosso "defeito dominante".
É um tema abordado por
muitos autores espirituais.
Este "defeito
dominante" tende frequentemente a ser "mascarado" sob a
consideração inócua: é a minha maneira de ser!
Portanto, temos que
considerar que quase nunca somos bons juízes em causa própria e temos sempre
alguma tendência para minimizar ou não usar da objectividade indispensável para
concluir com honesta humildade sobre o tema.
(AMA,
reflexões)
Evangelho e comentário
São Pedro Crisólogo
– Doutor da Igreja
Evangelho: Mt 13, 31-35
31
Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de
mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32 É a mais pequena de todas
as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e
transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus
ramos.» 33 Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao
fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo
fique fermentado.» 34 Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada
lhes dizia sem ser em parábolas. 35 Deste modo cumpria-se o que fora anunciado
pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas
desde a criação do mundo.
Comentário:
Muitos de nós sabemos muito bem - e talvez até
tenhamos alguma experiência pessoal - de como o apostolado se desenvolve e
propaga de forma que nos surpreende e causa admiração.
Evidentemente, que isto se deve à acção divina que faz
crescer e multiplicar a semente que lançamos nas almas e corações daqueles que
nos ouvem.
(AMA, comentário sobre Mt 13, 31-35, 31.07.2017)
Diálogos apostólicos
Pergunto:
5. A família é o melhor
ambiente para o crescimento humano?
Respondo:
O coração humano necessita
de amar e ser amado. O melhor ambiente para o desenvolvimento do homem é o
lugar onde uma pessoa seja apreciada e possa ajudar os outros. E como temos
defeitos, o melhor ambiente inclui amar e ser amado independentemente dos
defeitos. Isto sucede na família. Sobretudo nas famílias numerosas, onde se
pode exercitar mais o aspecto de amar os outros.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
29/07/2018
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Evangelho e comentário
Evangelho: Jo 6, 1-15
1 Depois disto, Jesus foi para a outra
margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. 2 Seguia-o uma grande multidão,
porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. 3
Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. 4 Estava a
aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. 5 Erguendo o olhar e reparando que
uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde
havemos de comprar pão para esta gente comer?» 6 Dizia isto para o pôr à prova,
pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe: 7 «Duzentos denários
de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.» 8 Disse-lhe um dos seus
discípulos, André, irmão de Simão Pedro: 9 «Há aqui um rapazito que tem cinco
pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» 10 Jesus disse:
«Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os homens
sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. 11 Então, Jesus tomou os pães e,
tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os
peixes, e eles comeram quanto quiseram. 12 Quando se saciaram, disse aos seus
discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». 13 Recolheram-nos,
então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram
aos que tinham estado a comer. 14 Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que
Jesus tinha feito, dizia: «Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!»
15 Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei,
retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Comentário:
Ninguém
daquela «grande multidão» jamais
esquecerá este milagre operado por Jesus.
Os
discípulos de certa forma “habituados” às maravilhas que o Senhor faz constantemente
não deveriam ter palavras para descrever um acto tão extraordinário. Querem
fazê-Lo Rei!
Nós,
cristãos de todos os tempos, temos sido saciados por esse alimento que o Senhor
multiplica constantemente na Sagrada Eucaristia.
E,
de facto, Ele, é o Rei do nosso coração em festa sempre que O recebemos na
Comunhão Eucarística.
(AMA,
comentário sobre, Jo 6, 1-15, 16.04.2018)
Servir o Senhor no mundo
Repara
bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa
de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de
eleição, a uma vida eterna. (Forja, 13)
Permiti-me
que volte de novo à naturalidade, à simplicidade da vida de Jesus, que já vos
tenho feito considerar tantas vezes. Esses anos ocultos do Senhor não são coisa
sem significado, nem uma simples preparação dos anos que viriam depois, os da
sua vida púbica. Desde 1928 compreendi claramente que Deus deseja que os
cristãos tomem exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente a sua
vida escondida, a sua vida de trabalho corrente no meio dos homens: o Senhor
quer que muitas almas encontrem o seu caminho nos anos de vida calada e sem
brilho. Obedecer à vontade de Deus, portanto, é sempre sair do nosso egoísmo;
mas não tem por que se traduzir no afastamento das circunstâncias ordinárias da
vida dos homens, iguais a nós pelo seu estado, pela sua profissão, pela sua
situação na sociedade.
Sonho
– e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus
santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais,
anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso de lhes gritar esta verdade
divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tenha esquecido
de vós; não é porque o Senhor vos não tenha chamado; convidou-vos a permanecer
nas actividades e nas ansiedades da Terra, porque vos fez saber que a vossa
vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias
aos seus desígnios divinos, mas que Ele as santificou como oferenda gratíssima
ao Pai! (Cristo
que passa, 20)
Temas para reflectir e meditar
Aliás, o exame pessoal
deve ter uma frequência diária.
Talvez que, para evitar um
"rosário" de questões que só nos farão perder tempo, seja preferível
"construir" o enunciado do nosso exame pessoal que, sem ser
exaustivo, deve considerar aqueles pontos em que a nossa consciência e
experiência pessoais nos sugerem que devemos ter em particular atenção.
(AMA,
reflexões)
Perguntas e respostas
B. OS PRINCÍPIOS ÉTICOS
4. Que princípios éticos ajudam a
descobrir o mal?
Todos
ajudam, mas especialmente o 5º e o 6º:
Nem
tudo vale.
-
Há males e o mal deve rejeitar-se.
Se
uma ideia ética conclui que vale tudo, esta ideia ética é falsa.
Por
exemplo, a regra ética "é bom fazer o que me apetece " permite fazer
tudo e é claramente falsa, pois às vezes apetecem acções más como drogar-se ou
bater no vizinho. Nem tudo vale.
Não
é correcto fazer o mal, nem sequer para conseguir um bem.
-
O mal deve rejeitar-se também neste caso.
Vejamos
um exemplo fácil: não é correcto assassinar alguém nem sequer para conseguir o
bem de livrar-me do seu carácter odioso.
28/07/2018
Leitura espiritual
São Josemaria Escrivá
Amigos
de Deus
133
Como
o bater do coração
Enquanto falo, sei que vós, na presença de
Deus, procurais ir revendo o vosso comportamento.
Não
é verdade que a maioria dessas preocupações que têm inquietado a tua alma,
dessas faltas de paz, deriva de não teres correspondido aos convites divinos ou
talvez de estares a percorrer o caminho dos hipócritas, porque te procuravas a
ti próprio?
Com
o triste desejo de manter perante os que te rodeiam a mera aparência de uma
atitude cristã, no teu interior negavas-te a aceitar a renúncia, a mortificar
as tuas paixões tortuosas, a dares-te sem condições, abnegadamente, como Jesus
Cristo.
Reparai, nestes momentos de meditação
perante o sacrário, não vos podeis limitar a ouvir as palavras que o sacerdote
pronuncia como que materializando a oração íntima de cada um.
Apresento-te
umas considerações, indico-te uns pontos, para que os recebas activamente e reflictas
por tua conta, convertendo-os em tema de um colóquio pessoalíssimo e silencioso
entre ti e Deus, de maneira que os apliques à tua situação actual e, com as
luzes que o Senhor te der, distingas na tua conduta o que vai direito do que
vai por mau caminho, a fim de rectificares com a sua graça.
Agradece ao Senhor esse cúmulo de boas
obras que realizaste, desinteressadamente, porque podes cantar com o salmista: Ele tirou-me do abismo de miséria e do lodo
profundo. E firmou os meus pés sobre a rocha e dirigiu os meus passos.
Pede-lhe
também perdão pelas tuas omissões ou pelos teus passos em falso, quando te
meteste nesse lamentável labirinto da hipocrisia, ao afirmar que desejavas a
glória de Deus e o bem do teu próximo, mas na verdade só procuravas honras para
ti mesmo...
Sê audaz, sê generoso e diz que não, que já
não queres defraudar mais o Senhor e a humanidade.
134
É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do
Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia.
E
procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe,
esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti.
A
soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te
sussurrarem: isso?
Mas
se se trata de uma circunstância tonta, insignificante!
Tu
responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa
exigência divina!
E
não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas.
Normalmente,
os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão
contínuos e valiosos como o bater do coração.
Quantas mães conheceste como protagonistas
de um acto heróico, extraordinário?
Poucas,
muito poucas.
E
contudo, mães heróicas, verdadeiramente heróicas, que não aparecem como figuras
de nada espectacular, que nunca serão notícia - como se diz - tu e eu
conhecemos muitas: vivem sacrificando-se a toda a hora, renunciando com alegria
aos seus gostos e passatempos pessoais, ao seu tempo, às suas possibilidades de
afirmação ou de êxito, para encher de felicidade os dias dos seus filhos.
135
Tomemos outros exemplos, também da vida
corrente. S. Paulo menciona-os: todos os que combatem na arena de tudo se
abstêm, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém esperamos uma incorruptível.
Basta
deitar um olhar à nossa volta.
Reparai
a quantos sacrifícios se submetem de boa ou má vontade, eles e elas, para
cuidar do corpo, para defender a saúde, para conseguir a estima alheia...
Não
seremos nós capazes de nos comover perante esse imenso amor de Deus, tão mal
correspondido pela humanidade, mortificando o que tiver de ser mortificado,
para que a nossa mente e o nosso coração vivam mais pendentes do Senhor?
Alterou-se de tal forma o sentido cristão
em muitas consciências que, ao falar de mortificação e de penitência, se pensa
apenas nesses grandes jejuns e cilícios que se mencionam nos admiráveis relatos
de algumas biografias de santos.
Ao
iniciar esta meditação, aceitámos a premissa evidente de que temos de imitar
Jesus Cristo, como modelo de conduta.
É
certo que Ele preparou o começo da sua pregação retirando-se para o deserto, a
fim de jejuar durante quarenta dias e quarenta noites, mas antes e depois
praticou a virtude da temperança com tanta naturalidade, que os seus inimigos
aproveitaram para rotulá-lo caluniosamente de glutão e bebedor de vinho, amigo
dos publicanos e dos pecadores.
136
Interessa-me que descubrais em toda a sua
profundidade esta simplicidade do Mestre, que não faz alarde da sua vida
penitente, porque isso mesmo te pede Ele a ti: quando jejuais, não vos mostreis tristes como os hipócritas, que
desfiguram os seus rostos para mostrar aos homens que jejuam.
Na verdade vos digo que já
receberam a sua recompensa.
Mas tu, quando jejuas,
unge a tua cabeça e lava o teu rosto, a fim de que não pareça aos homens que
jejuas, mas a teu Pai, que está presente ao que há de mais secreto, e teu Pai,
que vê no secreto, te dará a recompensa.
Assim te deves exercitar no espírito de
penitência: na presença de Deus e como um filho, como o pequenito que demonstra
a seu pai quanto o ama, renunciando aos seus poucos tesouros de escasso valor -
um carro de linhas, um soldado sem cabeça, uma carica; custa-lhe dar esse
passo, mas no fim o carinho pode mais e estende satisfeito a mão.
137
Permiti-me que vos repita uma e outra vez o
caminho que Deus espera que cada um percorra, quando nos chama para o servir no
meio do mundo, para santificar e nos santificarmos através das ocupações
normais.
Com
um sentido comum colossal, ao mesmo tempo cheio de fé, pregava S. Paulo que na
lei de Moisés está escrito: não atarás a boca ao boi que debulha o grão.
E pergunta-se: Porventura preocupar-se-á
Deus com os bois?
Ou,
pelo contrário, dirá isto sobretudo por nós?
Sim,
com certeza que se escreveram estas coisas por nós; porque a esperança faz
lavrar o que lavra, e o que debulha fá-lo com esperança de participar dos
frutos.
Nunca se reduziu a vida cristã a uma trama
angustiante de obrigações, que deixa a alma submetida a uma desesperada tensão;
a vida cristã adapta-se às circunstâncias individuais como a luva à mão e pede
que no exercício das nossas tarefas habituais, nas grandes e nas pequenas, na
oração e na mortificação, não percamos nunca o ponto de vista sobrenatural.
Pensai
que Deus ama apaixonadamente as suas criaturas, e como trabalhará o burro se
não se lhe dá de comer nem dispõe de tempo para restaurar as forças ou se se
quebranta o seu vigor com excessivas pauladas?
O
teu corpo é como um burrico - um burrico foi o trono de Deus em Jerusalém - que
te carrega pelos caminhos divinos da terra: é necessário dominá-lo para que não
se afaste dos caminhos de Deus e animá-lo para que o seu trote seja o mais
alegre e brioso que se pode esperar de um jumento.
(cont)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 13, 24-30
24
Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é comparável a um homem que
semeou boa semente no seu campo. 25 Ora, enquanto os seus homens dormiam, veio
o inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se. 26 Quando a haste cresceu
e deu fruto, apareceu também o joio. 27 Os servos do dono da casa foram ter com
ele e disseram-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem,
pois, o joio?’ 28 ‘Foi algum inimigo meu que fez isto’ - respondeu ele.
Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancá-lo?’ 29 Ele respondeu: ‘Não,
para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo
tempo. 30 Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa; e, na altura da ceifa,
direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser
queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.’»
Comentário:
Jesus
Cristo é sempre muito claro no que diz.
Não
pode haver duas interpretações nem, sequer, ceder à tentação de acrescentar alguma
coisa que, podemos julgar, faz falta.
(Nunca,
em caso nenhum, podemos atrever-nos a tal!)
Mas,
para que fique ainda mais claro, explica com detalhe a parábola de modo que,
ninguém possa dizer que não entendeu.
Ele
é o Semeador por excelência que lança a sua semente com abundância e a toda a
volta.
Não
escolhe nem o local nem o terreno, mas, a todos dá por igual as mesmas
oportunidades de receber a semente e de a fazer frutificar.
Atentemos
bem como nos preparamos para receber a sementeira, daí dependerá haver seara
abundante – pela qual receberemos uma paga extraordinária – ou apenas ervas
secas e sem qualquer préstimo que ninguém – nem mesmo o Senhor – quererá.
(AMA, comentário sobre Mt 13, 24-30, 22.07.2017)
Temas para reflectir e meditar
E por nós próprios? Não
reservamos um dia?
Claro que sim!
E pode - e talvez deva -
ser um dia especialmente dedicado ao exame pessoal, a dar graças, de pedir
auxílio para as debilidades, coragem para lutar... Enfim tudo quanto sabemos
muito bem nos pode ajudar, a corrigir de forma a viver como Deus quer que
vivamos.
(AMA,
reflexões)
Primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!
Se
queremos de verdade santificar o trabalho, é preciso cumprir iniludivelmente a
primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!, com seriedade humana e
sobrenatural. (Forja, 698)
Na
vossa ocupação profissional, corrente e ordinária, encontrareis a matéria –
real, consciente, valiosa – para realizar toda a vida cristã, para corresponder
à graça que nos vem de Cristo.
Nas
vossas ocupações profissionais, realizadas face a Deus, pôr-se-ão em jogo a Fé,
a Esperança e a Caridade. Os incidentes, as relações e os problemas que o vosso
trabalho traz consigo alimentarão a vossa oração. O esforço por cumprirdes os
vossos deveres correntes será o modo de viverdes a Cruz, que é essencial para o
Cristão. A experiência da vossa debilidade e os fracassos que existem sempre em
todo o esforço humano dar-vos-ão mais realismo, mais humildade, mais
compreensão com os outros. Os êxitos e as alegrias convidar-vos-ão a dar graças
e a pensar que não viveis para vós mesmos, mas para o serviço dos outros e de
Deus.
Para
viver assim, para santificar a profissão, é necessário, primeiro que tudo,
trabalhar bem, com seriedade humana e sobrenatural. (…) O milagre que o Senhor
vos pede é a perseverança na nossa vocação cristã e divina, a santificação do
trabalho de cada dia: o milagre de converter a prosa diária em decassílabos, em
verso heróico, pelo amor com que realizais a vossa ocupação habitual. Aí vos
espera Deus para que sejais almas com sentido de responsabilidade, com zelo
apostólico, com competência profissional. (Cristo que passa, nn.
49–50)
Confissões – 07
Confissões
Talentos
O uso que faço
dos "meus" talentos:
Levanta-se um
problema logo no início desta reflexão: "os meus talentos"!
Em boa verdade
os talentos são meus porque me foram dados gratuitamente, sem qualquer mérito
da minha parte, por Deus.
Talvez que
alguém aduza que alguns deles fazem parte de herança genética o que se pode
aceitar, mas, seja como for, continuam a ser dados, oferecidos.
Acho que os
talentos não se adquirem, apenas se desenvolvem e é neste
desenvolvimento - que é sua aplicação
prática - que se vão como que afinando e gerando talentos, digamos, paralelos.
Por aqui se vê
a importância que realmente tem, aplicar-se a fundo em usar os talentos
sobretudo como serviço aos outros, á sociedade.
(AMA, reflexões, 2017)
[i] Resolvi passar à escrita um conjunto
de reflexões que têm como sub-título: Confissões
Se se quiser, poderia chamar-se reflexões sobre mim ou, talvez exame
pessoal.
Não sei qual será a utilidade para os eventuais leitores - nem isso me
preocupa - mas dada a minha condição de viúvo vivendo sozinho, talvez que
alguém encontre alguma "pista" de como lidar com situações
peculiares.
Exponho-me, é verdade, mas tenho bem presente que 'não há nada escondido
que não acabe por se saber ', e, assim, decidi.
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