Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
15/07/2018
Temas para reflectir e meditar
Todos temos alguma vez
experimentado organizar a nossa vida de forma a melhor aproveitar o tempo e a
estabelecer prioridades, ou, talvez, definir aqueles afazeres que consideramos
basilares - até fundamentais - para o equilíbrio que desejamos ter na nossa
vida de cristãos.
Para obstar à tentação de
elaborar algo que se pretenda completo tocando todos os detalhes - não
observaríamos nem a metade - friso, uma vez mais, o auxílio precioso que
podemos obter do nosso director espiritual na definição do que mais convirá em
cada momento.
Não há realmente, uma como
que “tabela” definida das prioridades porque a importância de cada acção
depende do que representa para cada um.
Repete-se a nota: cada um,
ouvido o director espiritual, verá a que melhor lhe convém.
(AMA,
reflexões)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 6, 7-13
7
Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre
os espíritos malignos. 8 Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não
ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; 9 que fossem
calçados com sandálias e não levassem duas túnicas. 10 E disse-lhes também: «Em
qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. 11 E se não
fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair
de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.» 12 Eles partiram
e pregavam o arrependimento, 13 expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo
muitos doentes e curavam-nos.
Comentário:
Jesus envia os Seus discípulos dois a dois porque,
tratando-se de uma primeira missão melhor é estar acompanhado (duas cabeças
pensam melhor que uma só) do que ter de tomar decisões sozinho.
Além do mais procura criar neles um sentido colegial,
isto é, de partilha de tarefas e encargos, de responsabilidades e tarefas a
desenvolver.
Mais tarde, ver-se-á como é útil este “colégio de
apóstolos” que, ainda hoje – na pessoa do Papa e os seus assistentes da cúria –
tomam muitas das suas decisões em conjunto contribuindo cada um com o seu saber
e conhecimentos e as qualidades particulares que uns terão diferentes e mais
próprias para tarefas específicas.
(AMA, comentário sobre MC 6, 7-13, 01.02.2018)
Que a tua vida não seja uma vida estéril
Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil. – Deixa
rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua
vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do
ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas
no coração. (Caminho, 1)
Se cedesses à tentação de perguntar a ti mesmo: quem me manda a
mim meter-me nisto? teria de responder-te: manda-to, pede-to o próprio Cristo.
A messe é grande e os operários são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da messe que
mande operários para a sua messe. Não digas, comodamente: eu para isto não
sirvo; para isto já há outros; não estou feito para isto... Não. Para isto não
há outros. Se tu pudesses falar assim, todos podiam dizer a mesma coisa. O
pedido de Cristo dirige-se a todos e cada um dos cristãos. Ninguém está
dispensado: nem por razões de idade, nem de saúde, nem de ocupação. Não há
desculpas de nenhum género. Ou produzimos frutos de apostolado ou a nossa fé
será estéril.
Além disso, quem disse que para falar de Cristo, para difundir a
sua doutrina, era preciso fazer coisas especiais, fora do comum? Faz a tua vida
normal; trabalha onde estás a trabalhar, procurando cumprir os deveres do teu
estado, acabar bem o que é próprio da tua profissão ou do teu ofício,
superando-te, melhorando-te dia-a-dia. Sê leal, compreensivo com os outros e
exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre. Será esse o teu apostolado. E,
sem saberes porquê, tendo perfeita consciência das tuas misérias, os que te
rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do
trabalho, numa reunião familiar, no autocarro, ao dar um passeio, em qualquer
parte – falareis de inquietações que em todas as almas existem, embora às vezes
alguns não queiram dar por isso. Mas cada vez as perceberão melhor, desde que
comecem a procurar Deus a sério. (Amigos de Deus, 272–273)
Perguntas e respostas
B. OS PRINCÍPIOS ÉTICOS
2. Quais são os grandes princípios
éticos?
Há
vários modos de expressá-los.
Pode dizer-se que são estes:
Faz
o bem e evita o mal.
Não
queiras para outro o que não queres para ti.
Não
ajas contrariamente à natureza humana.
Deve-se
favorecer a dignidade humana.
Nem
tudo vale.
O
mal não deve fazer-se nem para conseguir um bem.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
14/07/2018
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 10, 24-33
24
«O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do senhor. 25 Basta ao
discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor. Se ao dono da casa
chamaram Belzebu, o que não chamarão eles aos familiares! 26 Não os temais,
portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido. 27 O que
vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido,
proclamai-o sobre os terraços. 28 Não temais os que matam o corpo e não podem
matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a
alma. 29 Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles
cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! 30 Quanto a vós, até os
cabelos da vossa cabeça estão todos contados! 31 Não temais, pois valeis mais
do que muitos pássaros.» 32 «Todo aquele que se declarar por mim, diante dos
homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu. 33 Mas
aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai
que está no Céu.
Comentário:
O
discurso que Jesus faz aos Seus discípulos tem como objectivo tranquilizá-los
quanto ao que lhes pode acontecer ao seguirem os Seus passos e cumprirem o Seu
mandato.
Mais…
assegura-lhes que não lhes será pedido que façam mais do que Ele próprio – Seu
Mestre e Senhor – fez e que nada lhes poderá acontecer que Ele próprio não
tenha vivido já.
Compara-os,
no fim e ao cabo, a Ele Próprio, com um valor e importância que estão muito
acima de qualquer vontade humana e que, Ele, vela e assegura para que o poder
do demónio nunca ultrapasse os limites que Deus lhe impõe. Só Deus é o Senhor
da vida, unicamente Ele a pode dar ou tomar e o mal que lhes possam fazer nunca
irá além do que possam suportar.
Ele
É – será sempre – a sua força, amparo e guia.
Não
há – portanto – que temer seja o que for.
(AMA,
comentário sobre Mt 10, 24-33, 16.04.2018)
Temas para reflectir e meditar
A importância que tem para
o equilíbrio do nosso dia-a-dia o estabelecer um Plano de Vida é enorme.
Poderá surgir o perigo da
rotina, mas essa é uma questão a desenvolver oportunamente.
Em rigor, pode
argumentar-se, por exemplo, que tanto faz ir à Missa de manhã como de tarde -
se a Missa diária faz parte do nosso plano de vida - mas, a prudência aconselha
que se faça primeiro o mais importante, não vá um imprevisto impedir a sua
concretização
Não convém construir um
planeamento exaustivo e detalhado, mas considerar apenas aqueles pontos “chave”
que serão como que os marcos principais do nosso dia.
Esses, sim, convém
considerar em Horário/Calendário fixo o que nos ajudará a programar o resto do
dia.
Evidentemente que só
valerá a pena fazer um Horário/Calendário se houver uma verdadeira intenção de
o cumprir.
Estar preparado para as
“falhas” que inevitavelmente hão-de surgir o que nunca deve constituir um
“pesadelo”, mas, sim ocasião de renovar os propósitos
Faz o que deves e está no que fazes
Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é
grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo. (Caminho, 813)
Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento
faz o que deves e está no que fazes. (Caminho, 815)
A santidade "grande" consiste em cumprir os
"pequenos deveres" de cada instante. (Caminho, 817)
Dizes-me: quando se apresentar a ocasião de fazer algo de
grande... então sim! – Então! Pretendes fazer-me crer, e crer tu seriamente,
que poderás vencer na Olimpíada sobrenatural, sem a preparação diária, sem
treino? (Caminho, 822)
Viste como ergueram aquele edifício de grandeza imponente? – Um
tijolo, e outro. Milhares. Mas um a um. – E sacos de cimento, um a um. E blocos
de pedra, que pouco representam na mole do conjunto. – E pedaços de ferro. – E
operários que trabalham, dia a dia, as mesmas horas... Viste como levantaram
aquele edifício de grandeza imponente?... À força de pequenas coisas! (Caminho, 823)
Não tens reparado em que "ninharias" está o amor humano?
– Pois também em "ninharias" está o Amor divino. (Caminho, 824)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
13/07/2018
Temas para reflectir e meditar
Anseio
pela santidade pessoal com verdadeiro sentido de melhor amar e servir a Deus,
ou alimento esse desejo apenas porque considero que realmente é o melhor para
mim?
Esta
consideração - que pode parecer pateta - tem razão de ser.
De
facto, quase sempre nos colocamos em primeiro plano quando toda a nossa vida
deve estar orientada para Deus Nosso Senhor.
Convém
amar a Deus?
Certamente!
Aliás é nossa obrigação.
Deus
quer que O amemos?
Deus
deseja que O amemos, o que é diferente.
De
facto, amá-lo ou não, em nada aumenta ou diminui a Sua grandeza e Glória, mas
compraz-se em ver o Seu imenso amor por nós correspondido pelo nosso amor por
Ele.
AMA,
reflexões, 12.01.2018
A tristeza é a escória do egoísmo
Que ninguém leia tristeza nem dor na tua cara, quando difundes
pelo ambiente do mundo o aroma do teu sacrifício. Os filhos de Deus têm de ser
sempre semeadores de paz e de alegria. (Sulco, 59)
E se somos filhos de Deus, por que havemos de estar tristes? A
tristeza é a escória do egoísmo. Se queremos viver para Nosso Senhor, não nos
faltará a alegria, mesmo que descubramos os nossos erros e as nossas misérias.
A alegria entra na vida de oração de tal maneira que, a certa altura, não
poderemos deixar de cantar: porque amamos, e cantar é próprio de apaixonados.
Se vivermos assim, realizaremos no mundo uma obra de paz;
saberemos tornar amável aos outros o serviço a Nosso Senhor, porque Deus ama
quem dá com alegria O cristão é uma pessoa igual às outras na sociedade; mas do
seu coração transbordará a alegria de quem se propõe cumprir, com a ajuda
constante da graça, a Vontade do Pai: e não se sente vítima, nem inferiorizado,
nem coagido. Caminha de cabeça erguida, porque é homem e é filho de Deus.
A nossa fé dá todo o seu relevo a estas virtudes, que pessoa alguma
deveria deixar de cultivar. Ninguém pode vencer o cristão em humanidade. Por
isso, quem segue Cristo é capaz – não por mérito próprio, mas pela graça de
Nosso Senhor – de comunicar aos que o rodeiam o que às vezes eles pressentem,
embora não consigam compreender: que a verdadeira felicidade, o verdadeiro
serviço ao próximo passa pelo Coração do Nosso Redentor; perfectus Deus, perfectus, homo. (Amigos de Deus, nn. 92–93)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 10, 16-23
16«Envio-vos
como ovelhas para o meio dos lobos; sede, pois, prudentes como as serpentes e
simples como as pombas. 17 Tende cuidado com os homens:
hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas suas sinagogas; 18 sereis
levados perante governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho
diante deles e dos pagãos. 19 Mas, quando vos entregarem, não vos preocupeis
nem como haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa altura, vos será
inspirado o que tiverdes de dizer. 20 Não sereis vós a falar, mas o Espírito do
vosso Pai é que falará por vós. 21 O irmão entregará o seu irmão à morte, e o
pai, o seu filho; os filhos hão-de erguer-se contra os pais e hão-de
causar-lhes a morte. 22 E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome.
Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo. 23Quando vos
perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: Não acabareis de
percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do Homem.»
Comentário:
Parece
que Jesus Cristo convida os Seus seguidores a uma vida impossível, nada
atraente.
De
facto, ao longo dos tempos e até aos dias de hoje, tudo quanto diz se tem
verificado e, às vezes, com violência e “ferocidade” tais que raiam o inumano.
Não
obstante, nunca faltaram seguidores – nem faltarão – alguns de forma tão
completa e total que entregam as suas vidas única e exclusivamente ao Seu
serviço.
Será
que, esta atracção que Cristo exerce sobre os que O ouvem é assim tão forte e
irrecusável?
Será
que o prémio prometido excederá em muito o imaginável?
Ambas
são razões fundamentais e bastantes para justificar esse cortejo santo de
homens e mulheres que seguem Cristo e vão pela vida espalhando a Sua Palavra,
arrastando outros com o seu exemplo.
(AMA, comentário sobre Mt 10, 16-23,
14.07.2017)
Doutrina – 440
Compêndio
PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO
DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A
PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO
«CREIO NA VIDA ETERNA»
PRIMEIRA SECÇÃO
A ECONOMIA SACRAMENTAL
Pergunto:
219.
Qual o lugar da liturgia na vida da Igreja?
Respondo:
A
liturgia, acção sagrada por excelência, constitui o cume para onde tendem todas
as acções da Igreja e, simultaneamente, a fonte donde provém toda a sua força
vital. Através da liturgia, Cristo continua na sua Igreja, com ela e por meio
dela, a obra da nossa redenção.
Temas para reflectir e meditar
Hoje – dia 12 de Julho de 2018 – à hora que escrevo esta reflexão, milhares e pessoas de todos os cantos do mundo convergem para o recinto do Santuário de Fátima onde, em breve começará a tradicional “Procissão das Velas”.
É algo que não tem paralelo nas manifestações dos cristãos em todo o mundo. Posso afirmá-lo sem receio de ser considerado exagero porque não sou o único a afirmá-lo.
Mas, o que me leva a esta reflexão de hoje tem muito de pessoal e, diria, reservado.
No dia Treze de 1948 – faz amanhã setenta anos! Um miúdo de Oito Anos estava – uma vez mais – presente na Missa dos Doentes, como se chamava então a Missa do Meio-Dia do dia Treze.
Não entendia, com a sua pouca idade, o que se passava, havia três anos que todos os meses a sua Mãe o levava a Fátima – à “Missa dos Doentes” – portador de um cartão pregado na camisa dizendo não me lembro o quê mas que. sei. era o cartão “oficial” passado pelas autoridades médicas do Santuário para os doentes que deveriam – ou poderiam se assim quisessem – participar na bênção especial da “Missa dos Doentes”.
Olhava os olhos – húmidos de lágrimas mal contidas – da sua querida Mãe e ali ficava, sossegado e tranquilo como qualquer criança da sua idade.
Mas… depois…
O António tinha, de facto, uma doença gravíssima e, na época, de pouca esperança de cura. O que era conhecido na época como um LINFOGRANOLOMA que não é outra coisa que uma leucemia.
Não havia nenhum tratamento especial, todos os meses ia a Coimbra fazer uns “bombardeamentos” de cobalto mas sem efeito nenhum visível.
Igualmente, porque em Portugal na altura não havia meios para isso, eram enviados para a Alemanha pequenas amostras de tecidos que o médico lhe retirava dos vários gânglios pelo corpo, nomeadamente, no pescoço.
A última resposta tinha sido – soube depois – demolidora: “não há nada a fazer!”
No dia sete ou oito de Julho desse ano tinham sido enviadas para a Alemanha novas amostras de tecidos.
No dia Quinze ou Dezasseis de Julho o médico telefona à minha Mãe:
‘Chegaram os resultados da Alemanha. O António não tem qualquer vestígio da doença!’
Não digo mais porque não posso nem devo atrever-me, mas só acrescento que tenho absoluta certeza que a minha querida Mãe obteve da nossa Querida Mãe do Céu a graça que pedia!
(Acrescento, mesmo sem necessidade, o António tem hoje setenta e oito anos, três filhas e nove Netos!)
(AMA, reflexões, 12.07.2018)
Memória pessoal
Hoje
– dia 12 de Julho de 2018 – à hora que escrevo esta reflexão, milhares e
pessoas de todos os cantos do mundo convergem para o recinto do Santuário de
Fátima onde, em breve começará a tradicional “Procissão das Velas”.
É
algo que não tem paralelo nas manifestações dos cristãos em todo o mundo. Posso
afirmá-lo sem receio de ser considerado exagero porque não sou o único a
afirmá-lo.
Mas,
o que me leva a esta reflexão de hoje tem muito de pessoal e, diria, reservado.
No
dia Treze de 1948 – faz amanhã setenta anos! Um miúdo de Oito Anos estava – uma
vez mais – presente na Missa dos Doentes, como se chamava então a Missa do
Meio-Dia do dia Treze.
Não
entendia, com a sua pouca idade, o que se passava, havia três anos que todos os
meses a sua Mãe o levava a Fátima – à “Missa dos Doentes” – portador de um
cartão pregado na camisa dizendo não me lembro o quê mas que. sei. era o cartão
“oficial” passado pelas autoridades médicas do Santuário para os doentes que
deveriam – ou poderiam se assim quisessem – participar na bênção especial da “Missa
dos Doentes”.
Olhava
os olhos – húmidos de lágrimas mal contidas – da sua querida Mãe e ali ficava,
sossegado e tranquilo como qualquer criança da sua idade.
Mas…
depois…
O
António tinha, de facto, uma doença gravíssima e, na época, de pouca esperança
de cura. O que era conhecido na época como um LINFOGRANOLOMA que não é outra
coisa que uma leucemia.
Não
havia nenhum tratamento especial, todos os meses ia a Coimbra fazer uns “bombardeamentos”
de cobalto mas sem efeito nenhum visível.
Igualmente,
porque em Portugal na altura não havia meios para isso, eram enviados para a
Alemanha pequenas amostras de tecidos que o médico lhe retirava dos vários gânglios
pelo corpo, nomeadamente, no pescoço.
A
última resposta tinha sido – soube depois – demolidora: “não há nada a fazer!”
No
dia sete ou oito de Julho desse ano tinham sido enviadas para a Alemanha novas
amostras de tecidos.
No
dia Quinze ou Dezasseis de Julho o médico telefona à minha Mãe:
‘Chegaram
os resultados da Alemanha. O António não tem qualquer vestígio da doença!’
Não
digo mais porque não posso nem devo atrever-me, mas só acrescento que tenho
absoluta certeza que a minha querida Mãe obteve da nossa Querida Mãe do Céu a
graça que pedia!
(Acrescento,
mesmo sem necessidade, o António tem hoje setenta e oito anos, três filhas e
nove Netos!)
(AMA,
reflexões, 12.07.2018)
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