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26/01/2019

Reflexão em Fátima


Reflexão


Aqui estou a teus pés minha querida Mãe.

Quis vir para te ver e para que me vejas rendido de amor e ternura e, sobretudo gratidão por tantas graças que constantemente derramas sobre este teu filho.

Nada do que faço, faço como queria: por amor.

Tu, Senhora do Amor Formoso ensina-me a amar com o coração inteiro sem reservas nem condições.

Bem sei que nunca amarei bastante e muito menos de retribuição mas, mesmo assim sei que te agrada e sorris com estas coisas pequenas de um filho pequeno.

Apetece-me estar aqui. Sinto-me tão bem! Afinal… sou bem humano e tinha saudades tuas.

Capelinha, Fátima. 25.01. 04.26



13/07/2018

Temas para reflectir e meditar

Hoje – dia 12 de Julho de 2018 – à hora que escrevo esta reflexão, milhares e pessoas de todos os cantos do mundo convergem para o recinto do Santuário de Fátima onde, em breve começará a tradicional “Procissão das Velas”.

É algo que não tem paralelo nas manifestações dos cristãos em todo o mundo. Posso afirmá-lo sem receio de ser considerado exagero porque não sou o único a afirmá-lo.

Mas, o que me leva a esta reflexão de hoje tem muito de pessoal e, diria, reservado.

No dia Treze de 1948 – faz amanhã setenta anos! Um miúdo de Oito Anos estava – uma vez mais – presente na Missa dos Doentes, como se chamava então a Missa do Meio-Dia do dia Treze.

Não entendia, com a sua pouca idade, o que se passava, havia três anos que todos os meses a sua Mãe o levava a Fátima – à “Missa dos Doentes” – portador de um cartão pregado na camisa dizendo não me lembro o quê mas que. sei. era o cartão “oficial” passado pelas autoridades médicas do Santuário para os doentes que deveriam – ou poderiam se assim quisessem – participar na bênção especial da “Missa dos Doentes”.
Olhava os olhos – húmidos de lágrimas mal contidas – da sua querida Mãe e ali ficava, sossegado e tranquilo como qualquer criança da sua idade.

Mas… depois…

O António tinha, de facto, uma doença gravíssima e, na época, de pouca esperança de cura. O que era conhecido na época como um LINFOGRANOLOMA que não é outra coisa que uma leucemia.

Não havia nenhum tratamento especial, todos os meses ia a Coimbra fazer uns “bombardeamentos” de cobalto mas sem efeito nenhum visível.
Igualmente, porque em Portugal na altura não havia meios para isso, eram enviados para a Alemanha pequenas amostras de tecidos que o médico lhe retirava dos vários gânglios pelo corpo, nomeadamente, no pescoço.

A última resposta tinha sido – soube depois – demolidora: “não há nada a fazer!”

No dia sete ou oito de Julho desse ano tinham sido enviadas para a Alemanha novas amostras de tecidos.

No dia Quinze ou Dezasseis de Julho o médico telefona à minha Mãe:
‘Chegaram os resultados da Alemanha. O António não tem qualquer vestígio da doença!’

Não digo mais porque não posso nem devo atrever-me, mas só acrescento que tenho absoluta certeza que a minha querida Mãe obteve da nossa Querida Mãe do Céu a graça que pedia!

(Acrescento, mesmo sem necessidade, o António tem hoje setenta e oito anos, três filhas e nove Netos!)

(AMA, reflexões, 12.07.2018)