29/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Martírio de São João Baptista

Evangelho: Mc 6, 17-29

17 Na verdade, tinha sido Herodes quem mandara prender João e pô-lo a ferros na prisão, por causa de Herodíade, mulher de Filipe, seu irmão, que ele desposara. 18 Porque João dizia a Herodes: «Não te é lícito ter contigo a mulher do teu irmão.» 19 Herodíade tinha-lhe rancor e queria dar-lhe a morte, mas não podia, 20 porque Herodes temia João e, sabendo que era homem justo e santo, protegia-o; quando o ouvia, ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado. 21 Mas chegou o dia oportuno, quando Herodes, pelo seu aniversário, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e aos principais da Galileia. 22 Tendo entrado e dançado, a filha de Herodíade agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que quiseres e eu to darei.» 23 E acrescentou, jurando: «Dar-te-ei tudo o que me pedires, nem que seja metade do meu reino.» 24 Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei-de pedir?» A mãe respondeu: «A cabeça de João Baptista.» 25 Voltando a entrar apressadamente, fez o seu pedido ao rei, dizendo: «Quero que me dês imediatamente, num prato, a cabeça de João Baptista.» 26 O rei ficou desolado; mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar. 27 Sem demora, mandou um guarda com a ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi e decapitou-o na prisão; 28 depois, trouxe a cabeça num prato e entregou-a à jovem, que a deu à mãe. 29 Tendo conhecimento disto, os discípulos de João foram buscar o seu corpo e depositaram-no num sepulcro.

Comentário:

O Evangelista fala-nos de um personagem que ficou para sempre na história da humanidade como o paradigma do vício, da luxúria, dos piores defeitos que um ser humano pode ter, onde, avulta, o total e absoluto desprezo pela vida humana.

Mas, o grave e horrendo problema, é que tem seguidores – também hoje em dia – que um pouco por todo o mundo espalham a sua maquiavélica acção, conspurcando a sociedade, violentando inocentes, sacrificando pessoas – populações inteiras – ao paroxismo que os domina.

Muitos fazem-no abertamente, às claras, são notícia nos jornais e televisões, outros, actuam insidiosamente junto dos mais frágeis e desprotegidos tornando-os escravos das suas ideias, teorias e práticas aberrantes em todos os sentidos.

(ama, comentário sobre Mc 6, 17-29, 03.02.2017)



A oração: “conversa amorosa com Jesus”

Sempre entendi a oração do cristão como uma conversa amorosa com Jesus, que não se deve interromper nem sequer nos momentos em que fisicamente estamos longe do Sacrário, porque toda a nossa vida está feita de coplas de amor humano divinizado..., e podemos amar sempre. (Forja, 435)

Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a travar intimidade com Deus, elevando até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de vir aos lábios, porque cantam no coração. Dediquemos a esta norma de piedade um tempo suficiente, a hora fixa, se possível. Ao lado do Sacrário, acompanhando Aquele que ali ficou por Amor. Se não houver outro remédio, em qualquer lugar, porque o nosso Deus está de modo inefável na nossa alma em graça. Aconselho-te, contudo, a que vás ao oratório sempre que possas. (...)

Cada um de vós, se quiser, pode encontrar o caminho que lhe for mais propício para este colóquio com Deus. Não me agrada falar de métodos nem de fórmulas, porque nunca fui amigo de espartilhar ninguém; tenho procurado animar todas as pessoas a aproximarem-se do Senhor, respeitando cada alma tal como ela é, com as suas próprias características. Pedi-lhe vós que meta os seus desígnios na nossa vida: e não apenas na nossa cabeça, mas no íntimo do nosso coração e em toda a nossa actividade externa. Garanto-vos que deste modo evitareis grande parte dos desgostos e das penas do egoísmo e sentir-vos-eis com força para propagar o bem à vossa volta. Quantas contrariedades desaparecem, quando interiormente nos colocamos muito próximos deste nosso Deus, que nunca nos abandona! Renova-se com diversos matizes esse amor de Jesus pelos seus, pelos doentes, pelos entrevados, quando pergunta: que se passa contigo? Comigo... E, logo a seguir, luz ou, pelo menos, aceitação e paz.


Ao convidar-te para fazeres essas confidências com o Mestre, refiro-me especialmente às tuas dificuldades pessoais, porque a maioria dos obstáculos para a nossa felicidade nascem de uma soberba mais ou menos oculta. Pensamos que temos um valor excepcional, qualidades extraordinárias. Mas, quando os outros não são da mesma opinião, sentimo-nos humilhados. É uma boa ocasião para recorrer à oração e para rectificar, com a certeza de que nunca é tarde para mudar a rota. Mas é muito conveniente iniciar essa mudança de rumo quanto antes. (Amigos de Deus, 249)

Reflexão para férias

No Verão, muitos partem para outros locais em busca de descanso e recuperação.

Ainda bem!

O pior e que, alguns, “deixam Cristo em casa”, isto é, também a prática da fé fica de férias.

Não pode ser!

Um cristão tem de dar o exemplo - sempre - e, considerar, que talvez as férias sejam uma ocasião soberana para o fazer e, também, apostolado a sério, consistente.

‘A que Missa vão no Domingo?’

Esta, uma pergunta apostólica que urge fazer e, claro, ter a informação pronta para dar:

‘As missas no Domingo, são em tal parte e a tais horas.

Eu vou esta, porque não vamos juntos?’


Hoy el reto del Amor es que tengas un detalle de amor.

"¿CÓMO CUIDAS DE MÍ?"

Muchas mañanas suelo comenzar el día retando al Señor: "Hoy, Señor, te quiero ver. Ábreme los ojos".

Él está vivo, y es una Persona real que permanece a tu lado y siempre se está manifestando; sin embargo, muchas veces son nuestros ojos los que no se percatan de su Amor.

Pero, ayer, le dije que no sólo quería verle, sino que quería ver cómo Él me cuida.

Con ésas salí de la oración, corriendo a preparar el desayuno. Estábamos de cocina, y allí me pasé toda la mañana, con las hermanas del noviciado. Lo pasamos genial, pero luego acabamos agotadas.

Cuando llegué a mi celda para descansar un rato, por el desajuste del despertador, me di cuenta de que en algún momento debía de haberse ido la luz, aunque nosotras no habíamos notado nada.

Me metí en la cama y noté que mi manta eléctrica estaba encendida.

"¡Increíble! ¿Cómo puede ser?", me pregunté (son mantas que se apagan automáticamente). "¡La luz! ¡Al irse la luz, la manta se ha vuelto a encender cuando ha vuelto la corriente!"

Qué regalo inesperado, había sido Él, estaba segura. Al darme cuenta de esto, le di las gracias. Y eso que ni si quiera me había acordado de mi petición en toda la mañana; sin embargo, sí que me llegó su sorpresa. Estaba tan a gusto y calentita, que me dormí en seguida y descansé genial.

Por la tarde, cuando me acordaba de esto, me daba cuenta de lo fácil que es hacer feliz a alguien. Muchas veces le pido que me ilumine cómo amar, pensando que me va a pedir grandes hazañas, y hoy me ha mostrado de nuevo que el Amor se siembra poco a poco, en el día a día, y con cosas sencillas.

Hoy el reto del Amor es que tengas un detalle de amor. Muestra a esa persona que tienes al lado que no has olvidado las cosas que le gustan, que sabes y conoces lo que puede hacerle feliz.

Tu pequeño detalle de hoy es semilla de felicidad. Si cada día la riegas, la cuidas, como Él hace contigo, brotará vida nueva a tu alrededor.

¿Quieres ser feliz? Ora y ama.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Fátima: Centenário - Vida de Maria - 71



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Jesus entre os doutores


A VOZ DOS SANTOS

«Fixemo-nos nas angústias e pesares que deve ter experimentado esta aflita Mãe durante os três dias que passou a procurar por todos os lados o seu adorado Filho. Por ventura vistes — exclamaria com a Esposa dos Cantares — O amado da minha alma? [i]. Mas ninguém lhe sabia responder. Cansada e fatigada, Maria, sem poder achar o íman do seu coração, podia dizer com mais ternura do que Ruben ao não encontrar o irmão José: o menino já lá não está e eu para onde irei? [ii]. O meu Jesus não aparece em nenhum lado; não sei que mais devo fazer para o encontrar; mas, para onde irei privada do meu tesouro? Durante aqueles três dias viveu banhada em pranto e podia muito bem repetir aquelas palavras de David: as lágrimas são o meu pão noite e dia, e durante todo o tempo me perguntam: onde está o teu Deus? [iii].
Era tão grande a aflição de Maria, que passou aquelas três noites sem dormir, rogando com abrasadas lágrimas ao Eterno Pai que lhe devolvesse o seu Filho. E com frequência, como observa São Bernardo, dirigia-se ao seu querido Jesus repetindo aquelas palavras da Esposa do Cantares: mostra-me onde apascentas, onde fazes a sesta ao meio-dia [iv]. Meu Filho diz-me onde estás, a fim de que não Te vá procurar em vão e à aventura».

santo afonso maria de ligório (século XVIII). As glórias de Maria.




[i] Ct 3, 3
[ii] Gn 37, 30
[iii] Sal 41, 4
[iv] Ct 1, 6

28/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Santo Agostinho – Doutor da Igreja

Evangelho: Mt 23, 13-22

13 Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o Reino do Céu! Nem entrais vós nem deixais entrar os que o querem fazer. 14 Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, que devorais as casas das viúvas, com o pretexto de prolongadas orações! Por isso, sereis mais rigorosamente julgados. 15 Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito e, depois de o terdes seguro, fazeis dele um filho do inferno, duas vezes pior do que vós! 16 Ai de vós, guias cegos, que dizeis: ‘Se alguém jura pelo santuário, isso não tem importância; mas, se jura pelo ouro do santuário, fica sujeito ao juramento.’ 17 Insensatos e cegos! Que é o que vale mais? O ouro ou o santuário, que tornou o ouro sagrado? 18 Dizeis ainda: ‘Se alguém jura pelo altar, isso não tem importância; mas, se jura pela oferta que está sobre o altar, fica sujeito ao juramento.’ 19 Cegos! Qual é o que vale mais? A oferta ou o altar, que torna sagrada a oferta? 20 Portanto, jurar pelo altar é o mesmo que jurar por ele e por tudo o que está sobre ele; 21 jurar pelo santuário é jurar por ele e por aquele que nele habita; 22 jurar pelo Céu é jurar pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado.

Comentário:


Talvez, de facto, a impaciência de Jesus se mostre clarissimamente, sem rodeios nem meias palavras e, isto, demonstra uma vez mais, que, O Senhor, só diz a verdade em qualquer circunstância.

A argumentos inconsistentes e sem qualquer critério há que responder “pondo as coisas o seu lugar”, principalmente porque é necessário que, os “pequeninos” saibam onde está a verdade e o caminho certo.

(AMA, comentário sobre Mt 23, 13-22, 22.05.2017)







Não te esqueças da figueira amaldiçoada

Aproveita o tempo. Não te esqueças da figueira amaldiçoada. Já fazia alguma coisa: dar folhas. Como tu... – Não me digas que tens desculpas. De nada valeu à figueira – narra o Evangelista – não ser tempo de figos, quando o Senhor lá os foi buscar. – E estéril ficou para sempre. (Caminho, 354)

Voltemos ao Santo Evangelho e detenhamo-nos no que refere S. Mateus, no capítulo vigésimo primeiro. Conta-nos que Jesus, quando voltava para a cidade, teve fome. Vendo uma figueira junto do caminho, aproximou-se dela. Que alegria, Senhor, ver-te com fome, ver-te também sedento, junto do poço de Sicar!. (...)

Como te fazes compreender bem, Senhor! Como te fazes amar! Mostras-te igual a nós em tudo, excepto no pecado, para que sintamos que contigo poderemos vencer as nossas más inclinações e as nossas culpas. Efectivamente, não têm importância o cansaço, a fome, a sede, as lágrimas... Cristo cansou-se, passou fome, teve sede, chorou. O que importa é a luta – uma luta amável, porque o Senhor permanece sempre a nosso lado – para cumprir a vontade do Pai que está nos céus. (...)


Abeirou-se da figueira, mas não encontrou senão folhas. É lamentável. Não acontecerá assim também na nossa vida? Não haverá nela, infelizmente, falta de fé e de vibração de humildade, ausência de sacrifícios e de obras? Não será que apresentamos um cristianismo só de fachada e sem frutos? É terrível, porque Jesus ordena: Nunca mais nasça fruto de ti. E, imediatamente, secou a figueira. Entristece-nos esta passagem da Sagrada Escritura, ao mesmo tempo que, por outro lado, nos anima a avivar a fé, a viver conformes à fé, para que Cristo receba sempre algum lucro da nossa parte. (Amigos de Deus 201–202).

Fátima Centenário: Hino pop - vídeo






Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Fátima: Centenário - Vida de Maria - 70



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Jesus entre os doutores


A VOZ DOS PADRES

«Não se deve passar por alto a modéstia santa da Virgem Maria. Tinha dado à luz a Cristo; um anjo tinha-se aproximado d’Ela e tinha-lhe comunicado: eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Será grande e será chamado Filho do Altíssimo [i]. Embora tivesse merecido dar à luz o Filho do Altíssimo, era muito humilde; nem sequer se antepôs ao marido no modo de falar. Não diz: "eu e teu pai", mas: o teu pai e eu. Não teve em conta a dignidade do seu seio, mas a hierarquia conjugal.

A resposta do Senhor Jesus Cristo: convinha que Eu me ocupasse das coisas do Meu Pai [ii], não indica que a paternidade de Deus exclua a de José. Como o provamos? Pelo testemunho da Escritura, que afirma textualmente: Ele disse-lhes: "Porque me procuráveis? Não sabíeis que é necessário que Eu esteja nas coisas do Meu Pai?" Mas eles não compreenderam o que lhes disse. E foi com eles, e veio para Nazaré, e era-lhes submisso [iii]. Não disse: "Era submisso à Sua Mãe", ou: "Era-lhe submisso", mas: era-lhes submisso. A quem? Não era aos pais? Um e outro eram pais, a quem Ele era submisso, do mesmo modo que se tinha dignado ser Filho do homem. Mas eles eram pais no tempo e Deus era-o desde a eternidade. Eles eram pais do Filho do homem, o Pai o era do Seu Verbo e Sabedoria, era Pai do Seu Poder, por quem fez todas as coisas».

santo agostinho (séculos IV-V). Sermão 51, 18-20.




[i] Lc 1, 31-32
[ii] Lc 2, 49
[iii] Lc 2, 49-51

27/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 16, 13-20

13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». 14 Eles responde­ram: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». 15 Jesus disse-lhes: «E vós quem di­zeis que Eu sou?». 16 Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventu­rado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18 E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». 20 Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a nin­guém que Ele era o Cristo.

Comentário:

E eu?
Sim, eu?
Quem digo eu que Tu és?

Sei-o, no meu coração, na minha alma, que Tu, és o Filho de Deus, o meu Salvador e o Redentor do mundo.

Sei, desde pequenino, tudo isso, só que, por vezes – tantas vezes! – actuo como se não o soubesse.

Levado pelos respeitos humanos, pelos preconceitos, pela falta de coragem, desvio muitas vezes a “conversa”, esquivo-me ao tema, digo para mim mesmo que “não é nem o tempo nem o lugar certos”.

E, Tu, Senhor, que nunca me esqueces nem me negas como Teu filho!
Tão triste deves ficar!

Ajuda-me a retribuir o Teu grande amor por mim com o meu pequeno amor por Ti.

Pequeno, porque sou pouca coisa, mas grande, porque é todo o que tenho.


(AMA, Meditação Mt 16, 13-20, 05.08.2008)





Quando tiveres de corrigir, fá-lo com caridade

Só serás bom, se souberes ver as coisas boas e as virtudes dos outros. Por isso, quando tiveres de corrigir, fá-lo com caridade, no momento oportuno, sem humilhar... e com intenção de aprender e de melhorar tu próprio, naquilo que corriges. (Forja, 455)

Para curar uma ferida, primeiro limpa-se esta muito bem e inclusivamente ao seu redor, desde bastante distância. O médico sabe perfeitamente que isso dói, mas se omitir essa operação, depois doerá ainda mais. A seguir, põe-se logo o desinfectante; arde – pica, como dizemos na minha terra – mortifica, mas não há outra solução para a ferida não infectar.

Se para a saúde corporal é óbvio que se têm de tomar estas medidas, mesmo que se trate de escoriações de pouca importância, nas coisas grandes da saúde da alma – nos pontos nevrálgicos da vida do ser humano – imaginai como será preciso lavar, como será preciso cortar, como será preciso limpar, como será preciso desinfectar, como será preciso sofrer! A prudência exige-nos intervir assim e não fugir ao dever, porque não o cumprir seria uma falta de consideração e inclusivamente um atentado grave, contra a justiça e contra a fortaleza.


Persuadi-vos de que um cristão, se pretende deveras proceder rectamente diante de Deus e dos homens, precisa de todas as virtudes, pelo menos em potência. Mas, perguntar-me-eis: Padre, o que diz das minhas fraquezas? Responder-vos-ei: Porventura um médico que está doente, mesmo que a sua doença seja crónica, não cura os outros? A sua doença impede-o de prescrever a outros doentes o tratamento adequado? É claro que não. Para curar, basta-lhe ter a ciência necessária e aplicá-la com o mesmo interesse com que combate a sua própria enfermidade. (Amigos de Deus, 161)

Hoy el reto del amor es que hagas oración en la calle.

INVISIBLE DESTELLO DE LUZ

Ya estaba atardeciendo cuando me encontré con sor Puri, la monja más mayor, en el pasillo del dormitorio de Comunidad (las novicias vivimos en un ala a parte).

Me detuve a saludarla, y, mientras me hablaba, encendió un foco estratégicamente colocado para alumbrar la imagen de la Virgen.

Después señaló hacia la ventana.

-Esta luz -me dijo en un susurro, casi a modo de secreto- parece pequeña, pero se ve perfectamente desde aquella carretera...-

Durante un instante, callamos contemplando, a lo lejos, el ir y venir de coches y camiones de la autopista.

En la oración me viene continuamente esta imagen a la cabeza. Porque... ¿cuántos conductores sabrán que esa luz es el foquito de la Virgen? Más aún, ¿cuántos descubrirán la pequeña luz en lo alto de la oscuridad del convento?

Y sor Puri todas las noches vuelve a encender el foco y a mirar por la ventana, como si de un faro de oraciones se tratara...

¡Eso es! ¡Sentí que el Señor me había regalado entenderlo! Realmente, ese foco, ¡es la oración!

Muchas veces hemos podido orar por amigos o conocidos, pero, ¿sabes cuántas veces han orado por ti? Personas que conocerás en el Cielo, hoy levantan las manos al Señor por ti. Son como ese foco: permanecen encendidos. No necesitan que nadie reconozca su presencia, ellos miran al Señor, a su Madre... y, silenciosamente, alumbran nuestra carretera.

¿Y tú? ¿Te animas a ser foco de luz?

Hoy el reto del amor es que hagas oración en la calle. Te invito a que lleves en tu mano una Cruz o un Rosario. Ve caminando, en coche o en transporte público. Deja que el Señor te indique tres personas a las que no conozcas. Al verlas, ora al Señor por ellas. Nadie sabrá hoy de tu gesto de amor... salvo en el Cielo, ¡donde celebran cada nueva luz! ¡Feliz y luminoso día!


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Fátima: Centenário - Vida de Maria - 69



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Jesus entre os doutores


A VOZ DOS PADRES

«Feitos os doze anos, detém-Se em Jerusalém. Os Seus pais, não sabendo onde estava, procuram-n’O com inquietação e não o encontram. Procuram-n’O entre os parentes, entre os companheiros de viagem, entre os conhecidos; mas não o encontram com nenhuma destas pessoas. Jesus é procurado pelos seus pais, pelo pai adoptivo que o tinha acompanhado e velado por Ele no Egipto; e, no entanto, apesar de tanta procura, não o encontram logo.
Jesus, com efeito, não se encontra entre os parentes e amigos segundo a carne, não está entre os que se unem a Ele corporalmente. O meu Jesus não pode ser encontrado na multidão.

Aprende onde o encontram os que O procuram, de maneira que também tu — procurando junto de José e Maria — o possas encontrar. Ao procurá-l’O, diz o evangelista, acharam-n’O no templo [i]. Não O encontraram num lugar qualquer, mas no templo; e nem sequer simplesmente no templo, mas no meio dos doutores, que escutava e interrogava [ii]. Procura também tu Jesus no templo de Deus, procura-O na Igreja, procura-O nos mestres que estão dentro do templo e não saem de lá. Se O procurares assim, encontrá-l’O-ás.

Por outro lado, se alguém afirma que é mestre e não possui a Jesus, esse é mestre só de nome; e Jesus, Verbo e Sabedoria de Deus, não se deixa encontrar junto dele. Encontram-n’O enquanto está sentado no meio dos doutores; e não só está sentado, mas interroga-os e escuta-os. Também agora Jesus se encontra aqui connosco, questiona-nos e nos escuta-nos. E todos os que O ouviam estavam maravilhados [iii]. Porquê? Não era certamente pelas Suas perguntas, embora fossem extraordinárias, mas pelas Suas respostas. Interrogava os doutores e como eles não conseguiam responder a algumas das Suas perguntas, Ele próprio respondia. Mas a Suas respostas não se baseavam na habilidade da discussão, mas na sabedoria da Sagrada Escritura. Também tu, portanto, deixa-te instruir pela Lei divina»

orígenes (século III). Homilias sobre o Evangelho de São Lucas 18, 2-4.




[i] Lc 2, 46
[ii] Ibid.
[iii] Lc 2, 47

26/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 23, 1-12

1 Então, Jesus falou assim à multidão e aos seus discípulos: 2 «Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. 3 Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem. 4 Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar. 5 Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. 6 Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. 7 Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados ‘mestres’ pelos homens. 8 Quanto a vós, não vos deixeis tratar por ‘mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. 9E, na terra, a ninguém chameis ‘Pai’, porque um só é o vosso ‘Pai’: aquele que está no Céu. 10 Nem permitais que vos tratem por ‘doutores’, porque um só é o vosso ‘Doutor’: Cristo. 11 O maior de entre vós será o vosso servo. 12 Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.

Comentário:

Este trecho do Evangelho propõe-nos um exame sério, detalhado, profundo.

Somos que dizemos ser?
Fazemos o que dizemos que deve ser feito?
Julgamo-nos de alguma forma "superiores", "especiais", dignos de admiração?

Talvez que, depois desse exame, fiquemos surpreendidos com a conclusão.

Não deixemos que os nossos defeitos e fraquezas nos dominem ou condicionem, lutemos, antes, por ser sinceros, honestos no proceder e intelectualmente.

Esta "luta" terá de ser constante, sem descanso nem com medo dos fracassos.

Se pedirmos ajuda ao Senhor, Ele não nos faltará.


(AMA, comentário sobre Mt 23 1-12, 14.03.2017)