23/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 20, 1-16

1 Tendo acabado todos estes discursos, Jesus disse aos discípulos: 2 «Como sabeis, a Páscoa é daqui a dois dias, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.» 3 Então, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no palácio do Sumo Sacerdote, que se chamava Caifás, 4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo. 5 Diziam, porém: «Que não seja durante a festa, para não haver alvoroço entre o povo.» 6 Jesus encontrava-se em Betânia, em casa de Simão, o leproso. 7 Enquanto estava à mesa, aproximou-se dele uma mulher, que trazia um frasco de alabastro com um perfume de alto preço e derramou-lho sobre a cabeça. 8 Ao verem isto, os discípulos ficaram indignados e disseram: «Para quê este desperdício? 9 Podia vender-se por bom preço e dar-se o dinheiro aos pobres.» 10 Jesus apercebeu-se de tudo e disse: «Porque afligis esta mulher? Ela praticou uma boa acção para comigo. 11 Pobres, sempre os tereis convosco; mas a mim nem sempre me tereis. 12 Derramando este perfume sobre o meu corpo, ela preparou a minha sepultura. 13 Em verdade vos digo: Em qualquer parte do mundo onde este Evangelho for anunciado, há-de também narrar-se, em sua memória, o que ela acaba de fazer.» 14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. 16 E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

Comentário:


Há um outro episódio semelhante que se passa com Maria irmã de Marta talvez se trate do mesmo, mas, seja como for, o que desejo ressaltar é a atitude desta mulher que, com a sensibilidade feminina bem evidente, faz o que o seu coração lhe dita como forma de prestar uma homenagem a Jesus e, ao mesmo tempo, demonstrar publicamente o seu amor e veneração pelo Mestre.

Nós, cristãos de hoje, talvez sejamos um pouco “comedidos” nas nossas demonstrações de carinho e ternura pelo Senhor e… compreende-se, mas, há pelo menos uma ocasião em que publicamente o devemos fazer e que é, exactamente, quando O recebemos na Comunhão Eucarística.

Edificaremos os outros com a nossa atitude de recolhimento em acção de graças por tão grande bem acabado de receber.

(AMA, comentário sobre Mt 20, 1-16, 16.05.2017)


Traz sobre o peito o santo escapulário

Traz sobre o peito o santo escapulário do Carmo. – Poucas devoções (há muitas, e muito boas devoções marianas) estão tão arraigadas entre os fiéis e têm tantas bênçãos dos Pontífices. – Além disso, é tão maternal este privilégio sabatino! (Caminho, 500)

Quando te perguntaram que imagem da Virgem te dava mais devoção, e respondeste – como quem já fez bem a experiência – "todas", compreendi que eras um bom filho; por isso te parecem bem (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua Mãe. (Caminho, 501)

Maria, Mestra da oração.

– Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. – E como consegue.

– Aprende. (Caminho, 502)

Se queres ser fiel, sê muito mariano. A Nossa Mãe, desde a embaixada do Anjo até à sua agonia ao pé da Cruz, não teve outro coração nem outra vida que a de Jesus.

Recorre a Maria, com terna devoção de filho, e Ela alcançar-te-á essa lealdade e abnegação que desejas. (Via Sacra, Est. XIII, n.4)


Hoy el reto del Amor es que le des la oportunidad a Dios de demostrarte que es Dios

ALELUYA

Hemos vivido unos días de Semana Santa impresionantes. Una de las cosas que más he disfrutado ha sido ver a Celia vivir estos días. Iba de asombro en asombro, viviendo cada momento muy cerca del Señor y compartía cómo cada día para ella era único. Pero lo que realmente me chocó fue el Domingo de Resurrección. Por la noche me comentó que qué sorpresa se había llevado en la liturgia: cada dos palabras salía ALELUYA, ¡salía como setas!

Y es verdad, la Iglesia, nuestra Madre, ha explotado en un grito de alegría. He contado y, al día, decimos como unas 100 veces "Aleluya".

La palabra "Aleluya" la empleamos como expresión de alegría. Literalmente significa: "¡Alabad a Yahvé!", en un tono de alegría, regocijo del ánimo. Procede del hebreo "load a Yah" (Yah es una forma abreviada de Yahveh). Es la palabra más alegre para alabar al Creador.

Pero, ¿cuál es el motivo de nuestra alegría? Que todo nos va bien, que tenemos un buen trabajo, que nuestros hijos están felices, que tenemos salud... ¿éste es el motivo de la alegría? Sí y no. Todo esto no está en tus manos, es muy frágil y en cualquier momento tu vida puede girar.

El motivo de nuestra alegría es que Dios nos Ama en Cristo. Que nos ha dado a su Hijo para que, muriendo y Resucitando Él, nosotros podamos ser felices.

Me preguntarás: ¿Y cómo sé yo si esto es verdad? ¿Cómo sé si esto me lo creo?

Si te dejas salvar por Cristo, si en tu vida le acojes. Si abres tu corazón a que El te pueda hacer feliz en plenitud. El problema es que no te lo acabas de creer y por eso buscas la vida en mil cosas fuera de nuestro Dios.

Hoy te digo que Dios existe, que todo esto que estamos celebrando no es un cuento, no es algo que nos hemos inventado para tranquilizarnos la conciencia. Cristo ha roto las cadenas de la muerte y ha Resucitado. ÉL ESTÁ VIVO. Y vive junto a ti en tu vida concreta, para que donde tú no puedas, si le das la mano, hoy puedas con ello; en lo que te parezca imposible, hoy vas a descubrir vida.

Hoy el reto del Amor es que le des la oportunidad a Dios de demostrarte que es Dios, que existe, que te quiere hacer feliz. Hoy el reto es que te pares un minuto, abras tu corazón a la gracia y le digas al Señor: "Creo en ti, hoy quiero descubrirte en mi vida desde la alegría de la Resurrección".

Que pases un feliz día.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Fátima: Centenário - Vida de Maria - 65



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DOS PADRES

«O Menino Jesus, que hoje nasceu para nós, cresce em sabedoria, idade e graça naqueles que O acolhem, mas em diversa medida. Não é idêntico em todos, mas adapta-Se à disponibilidade e à capacidade de cada um e, na medida em que é acolhido, mostra-Se como criança, como adolescente ou como adulto. É como um ramo na videira: não aparece sempre do mesmo modo, mas muda com o decorrer das estações; germina, floresce, converte-se em fruto, chega a fazer-se vinho.

A videira encerra já a promessa no fruto ainda não pronto para o vinho, mas aguarda a estação propícia. No entanto, não se pode dizer que o ramo esteja desprovido de atractivo. Em lugar de deleitar o gosto, deleita o olfacto; e na espera da vindima, fortalece o coração com a esperança. A fé firme e segura da graça que se espera é já gozo para quem aguarda com paciência. Assim sucede com a uva de Chipre: promete o vinho embora ainda não o seja. E com a sua flor (a flor é a esperança) dá garantias da graça futura. Quem adere plenamente mediante a sua vontade à lei do Senhor, e medita nela de dia e de noite, cresce como uma árvore frondosa regada por veias de água viva e produz fruto a seu tempo».


São Gregório de Nisa (século IV). Homilia II sobre o Cântico dos Cânticos (PG 44, 802-804).

22/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Santíssima Virgem Rainha

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. 28 Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» 29 Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. 30 Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. 31 Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32 Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, 33 reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» 34 Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. 36 Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, 37 porque nada é impossível a Deus.» 38 Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Comentário:


Era possível esta resposta?

Sim, era e, até de certo modo, compreensível.

Mas, a Virgem, em vez de se reconhecer como não merecedora de tão extraordinária escolha, o que poderia parecer um acto de humildade, prefere declarar-se escrava.

Ora a atitude da escrava dispensa a declaração de humildade, mas exige a da obediência total e sem reservas à vontade do seu Senhor.

E, a verdade, é que esta escrava, se converte em Rainha – cuja festa hoje celebramos – e como tal é coroada nos Céus por Deus Nosso Senhor, numa festa cuja grandiosidade não podemos imaginar.

Vemos os Anjos e Potestades e os Santos mirando a Sua Rainha com tal amor e admiração que perdura para todo o sempre.


(AMA, comentário sobre, Lc 1, 26-38, 25.03.2011)



Meter Cristo entre os pobres

Pelo "caminho do justo descontentamento" têm ido e estão a ir-se embora as massas. Dói... Quantos ressentidos temos fabricado entre os que estão espiritual ou materialmente necessitados! É preciso voltar a meter Cristo entre os pobres e entre os humildes: precisamente entre esses é que Ele se sente melhor. (Sulco, 228)

"Os pobres – dizia aquele amigo nosso – são o meu melhor livro espiritual e o motivo principal das minhas orações. Dói-me a sua dor, e dói-me o sofrimento de Cristo neles. E, porque me dói, compreendo que O amo e que os amo". (Sulco, 827)

Jesus Nosso Senhor amou tanto os homens, que encarnou, tomou a nossa natureza e viveu em contacto diário com pobres e ricos, com justos e pecadores, com novos e velhos, com gentios e judeus.

Dialogou constantemente com todos: com os que gostavam dele e com os que só procuravam a maneira de retorcer as suas palavras, para o condenar.

– Procura comportar-te como Nosso Senhor. (Forja, 558)


– Não ficas contente por sentir tão de perto a pobreza de Jesus?... Que bonito carecer até do necessário! Mas como Ele: oculta e silenciosamente. (Forja, 732)

Reflexão para férias

No Verão, muitos partem para outros locais em busca de descanso e recuperação.

Ainda bem!

O pior e que, alguns, “deixam Cristo em casa”, isto é, também a prática da fé fica de férias.

Não pode ser!

Um cristão tem de dar o exemplo - sempre - e, considerar, que talvez as férias sejam uma ocasião soberana para o fazer e, também, apostolado a sério, consistente.

‘A que Missa vão no Domingo?’

Esta, uma pergunta apostólica que urge fazer e, claro, ter a informação pronta para dar:

‘As missas no Domingo, são em tal parte e a tais horas.

Eu vou esta, porque não vamos juntos?’


El Papa Francisco anima a no tener miedo ante las persecuciones, pues «Jesús no nos deja solos»

Los cristianos "debemos contar tanto con el posible rechazo como con la persecución”. 
Pero “en el testimonio de la fe no cuentan los éxitos, sino la fidelidad a Cristo”.

Durante el rezo del Ángelus en la plaza de San Pedro, el Papa Francisco ha afirmado que “el envío a la misión por parte de Jesús no garantiza a los discípulos el éxito, ni les protege del fracaso y del sufrimiento.


“En la misión cristiana –ha dicho– no existe la bandera de la tranquilidad; las dificultades y tribulaciones forman parte de la obra de evangelización, y nosotros estamos llamados a encontrar en ellas las ocasiones para verificar la autenticidad de nuestra fe, de nuestra relación con Dios”, informa Aciprensa.
Ir de misiones no es hacer turismo
En este sentido, “el discípulo está llamado a hacer que su vida confluya con la de Cristo, que fue perseguido por los hombres, conoció el rechazo, el abandono y la muerte en la Cruz”. El Papa ha invitado a asumir la vocación de todo cristiano a la misión, a dar testimonio de Cristo; pero “ir de misiones no es hacer turismo”.

El Santo Padre ha explicado que las dificultades nos ofrecen la posibilidad de ser más misioneros y de crecer “en la confianza en Dios, nuestro Padre, que no abandona a sus hijos en la hora de la tempestad. En las dificultades del testimonio cristiano en el mundo, no hemos sido nunca olvidados, sino que siempre nos asiste la preocupación amorosa del Padre”.

Recemos por nuestros hermanos cristianos que son perseguidos en la actualidad, ha dicho el Papa.

El Romano Pontífice también ha recordado que las persecuciones no son algo del pasado, sino que “en nuestros días está presente la persecución contra los cristianos. Recemos por nuestros hermanos y hermanas que son perseguidos y demos gracias a Dios porque, a pesar de ello, continúan dando testimonio con valentía y con fidelidad a su fe”.

El ejemplo de los cristianos perseguidos “nos ayuda a no vacilar a la hora de tomar partido en favor de Cristo, testimoniándolo valientemente en las situaciones de cada día, también en contextos aparentemente tranquilos. En efecto, una forma de prueba puede ser también la existencia de hostilidad y de tribulaciones”.

Somos muy valiosos para Jesús
El Papa ha hecho referencia al Evangelio de la Misa de hoy, en el que “el Señor Jesús, después de haber llamado y enviado a la misión a sus discípulos, los instruye y los prepara para afrontar las pruebas y las persecuciones que deberán afrontar”.

Ha destacado que “al igual que ‘ovejas en medio de lobos’, el Señor, también en nuestro tiempo, nos envía como centinelas en medio de gente que no quiere despertar del sueño mundano, que ignora las palabras de Verdad del Evangelio, construyéndose sus propias vidas efímeras”.

El Papa Francisco ha concluido sus palabras ofreciendo la clave de la esperanza en medio de las persecuciones: “El Señor está con nosotros. En medio de todo esto, el Señor continúa diciéndonos, como les decía a los discípulos de su tiempo: ‘¡No tengáis miedo!’. No tengáis miedo de quienes os ridiculicen y os maltraten, no tengáis miedo de quien os ignore. Jesús no nos deja solos porque somos muy valiosos para Él”.


REL

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Fátima: Centenário - Vida de Maria - 64



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DOS PADRES

«Convém meditar nas palavras que se seguem. Diz: "Crescia em sabedoria e graça" [i]. Crescer em sabedoria e graça não pertence à natureza divina: desde o princípio tinha tudo e nada lhe faltava. Mas também não há que pensar que, segundo a natureza humana, (Jesus) se fortaleceu mais ou foi mais cheio daquele Espírito Santo que habitava n’Ele, pois desde o primeiro momento teve o supremo grau de inabitação da graça. Com efeito, mediante a união das duas naturezas, imediatamente "n’Ele habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade" [ii], como afirma o santo Apóstolo Paulo.

Assim, as palavras: "Crescia em sabedoria e graça" [iii], ensinam que desde o primeiro momento da inabitação da humanidade na divindade, a plenitude de graça e de sabedoria se manifestava e resplandecia cada vez mais, de acordo com o desenvolvimento e o crescimento corporal; não recebia uma nova graça ou uma sabedoria superabundante, mas a plenitude de graça e de sabedoria manifestava-se por meio das Suas gloriosas acções (...). No entanto, não convinha que a Sua sabedoria se manifestasse fora da idade. E como, segundo a ordem da natureza, se requer esperar pelos doze anos para atingir a plenitude da razão, assim considerou Ele coisa boa atingi-la ao chegar aos doze anos».

São Máximo o Confessor (século VII). Vida de Maria, n. 60.




[i] Lc 2, 40
[ii] Col 2, 9
[iii] Lc 2, 40

21/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 19, 16-22

16 Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos.» 18 «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» 21 Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22 Ao ouvir isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens.

Comentário:


Muito ou pouco, o que temos não pode passar de meios e não objectivos.

Mas existe algum mal na riqueza pessoal?

Não, evidentemente, o mal poderá estar no que fazemos com ela, tal como o bem que poderemos espalhar à nossa volta.

Lembremo-nos do episódio da “Viúva pobre” que deu quanto tinha - e era tão pouco - e como o Senhor louvou a atitude da mulher.

Mas, nos dias de hoje em que parece haver uma agitação febril mais ou menos generalizada pela posse de bens – por vezes usando métodos profundamente errados ou, pelo menos, pouco sérios – existem muitas pessoas que, que vivem o desprendimento como uma “norma de conduta” pessoal. Estas pessoas – cada um de nós conhece alguém nestas circunstâncias – são extraordinariamente felizes e, na verdade, dizem sempre que “não lhes falta nada”.

Não conseguiremos o desprendimento que devemos ambicionar sem imitarmos Cristo e, imitar Cristo, é – no fim e ao cabo – a desejo de qualquer cristão.


(AMA comentário sobre Mt 19,16-22, 15.05.2017)




Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)

A piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se?


Pois o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa – consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor. As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos de Deus, 146)

Hoy el reto es que te dejes hacer.

TRANSFORMACIÓN

Ayer estuve haciendo jabones. La primera tanda salió con agujeros, burbujas... Pero no pasa nada porque, al ser glicerina, se puede volver a derretir y se vuelve a poner en los moldes. Así que eso hice: metí el jabón y repetí el proceso otra vez.

Vi mi vida en esos jabones. No somos perfectos, tenemos defectos como todos, tenemos agujeros y burbujas. Y la solución no es tapar esos agujeros, o explotar esas burbujas... Cristo no lo hace así. Cristo, cuando entra en tu vida, no apaña las cosas, sino que la transforma, la hace nueva. Él es capaz de hacer de nosotros una criatura nueva.

Hoy puedes sentir que tienes agujeros que no aceptas, o burbujas que te quitan la paz. No pienses que no hay solución. ¡Sí la hay! Cristo tiene la solución, Él te hace nuevo. Él convierte nuestro corazón de piedra en corazón de carne.

Y no importa las veces que pase. Con el jabón se puede hacer todas las veces que haga falta hasta que salga bien. Cristo, con su paciencia infinita, te levantará siempre que te sientas así, siempre con una sonrisa te dirá: "¡Ánimo, que hay esperanza, yo estoy contigo!"

¿Y qué hay que hacer para que Cristo te haga nuevo? Pues ponerte delante de Él y dejarte hacer. Como los jabones: se dejan transformar una y otra vez.

Hoy el reto es que te dejes hacer. Ve a una Iglesia y dile: "Me pongo en tus manos Señor, mi vida es tuya".

Deja que Cristo te transforme. ¿Te atreves?


VIVE DE CRISTO  

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Fátima: Centenário - Vida de Maria -63



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DO MAGISTÉRIO

«Nazaré é a escola onde começa a entender-se a vida de Jesus, é a escola onde se inicia o conhecimento do Seu Evangelho. Aqui aprendemos a observar, a escutar, a meditar, a penetrar no sentido profundo e misterioso desta simples, humilde e encantadora manifestação do Filho de Deus entre os homens. Aqui se aprende inclusivamente, talvez de uma maneira quase insensível, a imitar essa vida.

Aqui revela-se-nos o método que nos fará descobrir quem é Cristo. Aqui compreendemos a importância que tem o ambiente que rodeou a Sua vida durante a Sua estadia entre nós, e quão necessário é o conhecimento dos lugares, dos tempos, dos costumes, da linguagem, das práticas religiosas, numa palavra, de tudo aquilo de que Jesus se serviu para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.

Aqui, nesta escola, compreendemos a necessidade de uma disciplina espiritual se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Como gostaríamos de ser outra vez crianças e voltar a esta humilde mas sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos de voltar a começar, junto de Maria, a nossa iniciação na verdadeira ciência da vida e na mais elevada sabedoria da verdade divina! (...).

A Sua primeira lição é o silêncio. Como desejaríamos que se renovasse e fortalecesse em nós o amor ao silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que estamos atordoados por tanto ruído, tanto tumulto, tantas vozes da nossa ruidosa e extremamente agitada vida moderna. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento e a interioridade, ensina-nos a estar sempre dispostos a escutar as boas inspirações e a doutrina dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, de uma vida interior intensa, da oração pessoal que só Deus vê.

Oferece-se-nos, além disso, uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o significado da família, a sua comunhão de amor, a sua simples e austera beleza, o seu carácter sagrado e inviolável, o doce e insubstituível que é a sua pedagogia e o fundamental e incomparável que é a sua função no plano social.

Finalmente, aqui aprendemos também a lição do trabalho. Nazaré, a casa do filho do artesão: como desejamos compreender mais neste lugar a austera mas redentora lei do trabalho humano e exaltá-la devidamente, restabelecer a consciência da sua dignidade, de maneira que fosse patente para todos; recordar aqui, sob este tecto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo e que a sua dignidade e a liberdade para o exercer não provêm tão só dos seus motivos económicos, mas também daqueles outros valores que o encaminham para um fim mais nobre».


Paulo VI (século XX). Alocução em Nazaré, 5-I-1964

20/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 15, 21-28

21 Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. 22 Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.» 23 Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.» 24 Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.» 25 Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.» 26 Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.» 27 Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.» 28 Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.

Comentário:


A petição perseverante e humilde!

Mas, mais… ela parece querer dar como que uma “lição” ao Senhor intuindo a lógica mais simples: «até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos».

Talvez Jesus tenha sorrido perante o que, talvez alguns dos circunstantes, achassem um “atrevimento”, porque de facto a “lição” não foi, evidentemente para Ele, mas para quem estava presente.

Reconhecer o que se é, a importância que de facto se tem, é difícil sem que haja humildade e critério são.


(AMA, comentário sobre Mt 15, 21-28, 12.05.2017)