Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
23/07/2017
Serenidade. – Por que te zangas?
Serenidade. – Por que te zangas, se
zangando-te ofendes a Deus, incomodas os outros, passas tu mesmo um mau
bocado... e por fim tens de te acalmar? (Caminho, 8)
Isso mesmo que disseste, di-lo noutro
tom, sem ira, e ganhará força o teu raciocínio e, sobretudo não ofenderás a
Deus. (Caminho,
9)
Não repreendas quando sentes a
indignação pela falta cometida. – Espera pelo dia seguinte, ou mais tempo
ainda. – E depois, tranquilo e com a intenção purificada, não deixes de
repreender. – Conseguirás mais com uma palavra afectuosa, do que ralhando três
horas. – Modera o teu génio. (Caminho, 10)
Quando realmente te abandonares no
Senhor, aprenderás a contentar-te com o que suceder, e a não perder a
serenidade, se as tarefas – apesar de teres posto todo o teu empenho e
empregado os meios convenientes – não saem a teu gosto... Porque terão
"saído" como convém a Deus que saiam. (Sulco, 860)
Sendo para bem do próximo, não te cales,
mas fala de modo amável, sem destemperança nem aborrecimento. (Forja,
960)
Evangelho e comentário
Evangelho:
Mt 13, 24-43
24 Jesus
propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é comparável a um homem que semeou
boa semente no seu campo. 25 Ora, enquanto os seus homens dormiam, veio o
inimigo, semeou joio no meio do trigo e afastou-se. 26 Quando a haste cresceu e
deu fruto, apareceu também o joio. 27 Os servos do dono da casa foram ter com
ele e disseram-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem,
pois, o joio?’ 28 ‘Foi algum inimigo meu que fez isto’ - respondeu ele.
Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancá-lo?’ 29 Ele respondeu: ‘Não,
para que não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo ao mesmo
tempo. 30 Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa; e, na altura da ceifa,
direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser
queimado; e recolhei o trigo no meu celeiro.’» 31 Jesus propôs-lhes outra
parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou
e semeou no seu campo. 32 É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de
crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto
de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.» 33 Jesus disse-lhes outra
parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e
mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.» 34 Tudo isto
disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. 35 Deste
modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em
parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo. 36 Afastando-se,
então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se
dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.» 37 Ele,
respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem;
38 o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos
do maligno; 39 o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os
ceifeiros são os anjos. 40 Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo: 41 o Filho do Homem enviará os seus anjos, que
hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a
iniquidade, 42 e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de
dentes. 43 Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele
que tem ouvidos, oiça!»
Comentário:
Acontece na vida espiritual o que sucede na vida
corrente, o trigo e o joio, o bem e o mal, andam muitas vezes der tal forma
juntos que quase não se distinguem.
Isso tem a ver sobretudo com as disposições da alma e com a vida que se vive.
No primeiro caso, quando se abranda a vigilância facilmente se cai na tibieza e
o valor real das coisas transforma-se e acaba confundindo-se.
No segundo, as companhias, o ambiente, arrastam para onde não queremos ir e
acabamos misturados numa mesma massa cujos valores, preocupações e objectivos
não nos convém.
Trigo e, ao mesmo tempo joio!
Cientes desta realidade, peçamos ao Senhor que nos envie ceifeiros competentes
para que não aconteça ir-mos parar à fogueira do demónio em lugar de recolhidos
no celeiro divino.
(AMA, comentário sobre Mt 13, 24-30, 27.07.2013)
Fátima: Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Tratado da vida de Cristo 170
Art.
6 — Se as provas aduzidas por Cristo manifestaram suficientemente a verdade da
sua ressurreição.
O sexto discute-se assim. — Parece que
as provas aduzidas por Cristo não manifestaram suficientemente a verdade da sua
ressurreição.
1. — Pois, Cristo não manifestou nada
aos discípulos depois da sua ressurreição, que também não pudessem os anjos
manifestar ou deixar de o fazer, quando aparecem aos homens. Assim, os anjos
frequentemente se mostravam aos homens em forma humana, com eles falavam
conviviam e comiam como se verdadeiramente fossem homens. Tal o lemos na
Escritura quando refere que Abraão deu hospitalidade a anjos; e que um anjo
levou e reconduziu a Tobias. E, contudo, não tem corpo real a que estejam
unidos naturalmente. o que é necessário para a ressurreição. Logo, os sinais
que Cristo mostrou aos discípulos não eram suficientes para manifestar-lhe a
ressurreição.
2. Demais. — Cristo ressurgiu glorioso,
isto é, tendo a natureza humana, mas simultaneamente gloriosa. Ora, Cristo fez
certas manifestações aos discípulos, contrárias à natureza humana; tal o se
lhes desvanecer aos olhos e o entrar a ter com eles através de portas fechadas.
E também eram contrárias à glória certas outras, como o comer e beber e o
conservar as cicatrizes das chagas. Logo, parece que as referidas provas não
eram suficientes nem convenientes a despertar a fé na ressurreição.
3. Demais. — O corpo de Cristo depois da
ressurreição não era tal que pudesse se tocado pelos mortais; por isso ele
próprio disse a Madalena: Não me toques
porque ainda não subi a meu Pai. Logo, não era conveniente que, para
manifestar a verdade da sua ressurreição, se deixasse tocar pelos discípulos.
4. Demais. — Dentre os dotes do corpo
glorioso o mais importante é a claridade. Ora, desse não tem Cristo, na
ressurreição, nenhuma prova. Logo, parece que insuficientes eram as referidas
provas para manifestar a qualidade da sua ressurreição.
5. Demais. — Os anjos apresentados como
testemunhas da ressurreição, a própria dissonância entre os Evangelistas,
mostra que eram insuficientes. Assim, Mateus nos mostra o anjo sobre a pedra
revolvida e Marcos, no interior do monumento, quando as mulheres nele entraram.
Além disso, esses dois evangelistas falam-nos de um só anjo; ao passo que João,
de dois, sentados; e Lucas, de dois também, mas de pé. Logo, parecem
inconvenientes os testemunhos da ressurreição.
Mas, em contrário, Cristo que é a Sabedoria de Deus, dispõe todas as coisas com suavidade
e conveniência, na frase da Escritura.
Cristo manifestou de dois
modos a sua ressurreição: pelo testemunho e por provas ou sinais. E ambas essas
manifestações foram, no seu género, suficientes. Assim, serviu-se de duplo
testemunho para manifestar a ressurreição aos discípulos, e nenhum deles pode
ser recusado. — O primeiro foi o dos anjos, que anunciaram a
ressurreição às mulheres, como o narram todos os evangelistas. Outro é o
testemunho das Escrituras, que ele próprio aduziu para provar a sua
ressurreição, como o relata o Evangelho. Quanto às provas, também foram
suficientes para declarar a sua verdadeira ressurreição, mesmo enquanto
gloriosa. Ora, que a sua ressurreição foi verdadeira ele o mostrou, primeiro,
quanto ao seu corpo. Relativamente a esta manifestou três coisas. - Primeiro,
que era um corpo verdadeiro e real, e não um corpo fantástico ou rarefeito,
como o ar. E isso o mostrou deixando que o tocassem. Por isso, ele próprio o
disse: Apalpai e vede, que um espírito
não tem carne nem ossos, como vós vedes que eu tenho. — Segundo.
mostrou que tinha um corpo humano. deixando os discípulos verem a sua
verdadeira figura. que contemplavam com os olhos. — Terceiro,
mostrou-lhes que era o corpo identicamente o mesmo que antes tinha,
mostrando-lhes as cicatrizes das chagas. — Por isso diz, no
Evangelho: Olha para as minhas mãos e
pés, porque sou eu mesmo. De outro modo, mostrou-lhes a verdade da sua
ressurreição quanto à alma, de novo unida ao corpo. E isso, pelas atividades de
uma tríplice vida. — Primeiro, pela actividade da vida nutritiva,
comendo e bebendo com os discípulos, como lemos no
Evangelho. — Segundo. pela actividade da vida sensitiva, quando
respondia às interrogações dos discípulos e saudava os presentes, mostrando
assim que via e ouvia. - Terceiro, pela actividade da vida intelectiva, pelo
que os discípulos com ele falavam e discorriam sobre as Escrituras. E para nada
faltar a essa perfeita manifestação, revelou também a sua natureza divina pelo
milagre feito na pesca maravilhosa e, além disso, por ter subido ao céu à vista
dos discípulos. Pois, como diz o Evangelho, ninguém
subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, a saber, o Filho do homem, que
está no céu. E também manifestou a glória da sua ressurreição aos
discípulos por ter entrado onde eles estavam, estando as portas fechadas. Tal o
que diz Gregório: O Senhor deu a tocar o
seu corpo, que entrava estando as portas fechadas, para mostrar que, depois da
ressurreição, tinha a mesma natureza, mas com uma glória diferente. -
Semelhantemente, também foi por uma propriedade da glória, que de súbito desapareceu de diante dos seus olhos,
na frase do Evangelho; pois, assim mostrava que tinha o poder de deixar-se ver
ou não, e isso é uma propriedade do corpo glorioso, como dissemos.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. —
Embora cada uma das provas, em particular, não bastasse a manifestar a
ressurreição de Cristo, contudo todas tomadas simultaneamente a manifestam de
modo perfeito, sobretudo pelo testemunho da Escritura, pelas palavras dos anjos
e também pela própria afirmação de Cristo confirmada por milagres. Quanto aos
anjos que apareceram, não afirmavam que fossem homens como Cristo se afirmou
verdadeiramente homem. — E, contudo, foi um o modo de comer de Cristo
e outro o do anjo. Pois, por não serem os corpos assumidos pelos anjos
vivos ou animados, não comeram eles verdadeiramente, embora na realidade
triturassem os alimentos que iam ter à parte interior do corpo assumido. Por
isso o anjo disse a Tobias: Quando eu
estava convosco, a vós parecia-vos que eu comia e bebia convosco, mas eu
sustento-me de um manjar invisível. Mas, como o corpo de Cristo era
verdadeiramente animado, comeu verdadeiramente. Pois, no dizer de Agostinho, o corpo ressuscitado fica isento não do
poder, mas da necessidade de comer. Donde o dizer Beda, Cristo comeu por poder e não por necessidade.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Como dissemos
Cristo serviu-se de várias provas para manifestar a sua verdadeira natureza
humana; e de algumas outras para mostrar a glória de ressuscitado. Ora, a
condição da natureza humana, considerada em si mesma, no estado da vida
presente, contraria à condição da glória, segundo o Apóstolo: Semeia-se em vileza, ressuscitará em glória.
Donde, as provas para manifestar o estado glorioso estão em oposição à
natureza, não considerada absolutamente, mas ao seu estado presente, e ao
inverso. Por isso diz Gregório, que duas
causas admiráveis o Senhor mostrou e muito contraditórias aos olhos da razão
humana: conservar, depois da ressurreição, o seu corpo simultaneamente
incorruptível e capaz de ser tocado.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Como adverte
Agostinho, o Senhor disse: Não me toques
porque ainda não subi a meu Pai, para que essa mulher figurasse a Igreja
formada pelos gentios, que só acreditou em Cristo quando ele subiu ao Pai. Ou
quis Jesus que se acreditasse nele, isto é, que fosse tocado espiritualmente,
de modo a ser considerado na sua unidade com o Pai. Porque, no seu senso
íntimo, quem assim o considera, crê que de certo modo Cristo, subindo ao Pai,
subiu a quem o reconhece como seu igual. Ao passo que a mulher, chorando-o como
homem, só carnalmente cria nele. Quanto ao que se lê em outro lugar do
Evangelho, que Maria o tocou, quando se lhe achegou, junto com outras mulheres,
e lhes abraçou os pés, não encerra isso nenhuma dificuldade, diz Severiano.
Porque no primeiro caso trata-se de uma figura e no segundo, do sexo; naquele
da graça divina; neste, da natureza humana. — Ou como o explica
Crisóstomo, essa mulher queria tratar
ainda o Cristo como se fosse antes da Paixão. Invadida de atearia,
esquecia-se da grandeza do seu Salvador; pois, o corpo de Cristo tinha-se, com
efeito, revestido de uma glória incomparável, depois de ressuscitado. Por isso
lhe disse: Ainda não subi a meu Pai,
como se lhe dissesse: Não penses que
ainda vivo uma vida mortal. Se ainda
na terra me vês, é porque ainda não subi a meu Pai; mas dentro em pouco para
ele subirei. E por isso acrescenta: Subo
para meu Pai e vosso Pai.
RESPOSTA À QUARTA. — Como diz Agostinho,
o Senhor ressuscitou com seu corpo
glorificado; mas não quis aparecer assim glorioso aos discípulos, porque os
olhos deles não podiam suportar a grande glória. Pois, antes de ter morrido por
nós e ressuscitado, quando foi da transfiguração no monte, já os discípulos não
no puderam contemplar; com maior razão não poderiam fitar o corpo do Senhor
glorificado. - Devemos também considerar que depois da ressurreição o
Senhor queria sobretudo mostrar que era o mesmo que tinha morrido. O que
poderia ficar grandemente impedido se lhes manifestasse a glória do seu corpo.
Pois, as mudanças de figura são as que sobretudo revelam a diversidade do que
vemos; porque os sensíveis comuns, entre os quais se contam a unidade e a
multiplicidade, ou a identidade e a diversidade, a vista é a que sobretudo
julga deles. Mas antes da Paixão a fim de que os discípulos não o desprezassem
pelas humilhações dela, quis Cristo mostrar-lhes a glória da sua majestade,
revelada principalmente pela glória do corpo, Por isso, antes da Paixão,
manifestou aos discípulos a sua glória refulgente; mas, depois da ressurreição,
por outros indícios.
RESPOSTA À QUINTA. — Como diz Agostinho,
podemos, com Mateus e Marcos, entender
que as mulheres viram um anjo, supondo que o foi quando entraram no monumento,
isto é, num certo espaço cercado por um muro de pedras, e aí viram o anjo
sentado na pedra revolvida do sepulcro, como refere Mateus; isto é, sentado à
direita, como requer Marcos. Em seguida, enquanto examinavam o lugar, onde
tinha jazido o corpo do Senhor, viram os dois anjos, primeiro, sentados, no
dizer de João, e depois levantados, de modo que pareciam estar de pé, como
relata Lucas.
Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria - 34
A voz dos santos
Sucede, por vezes, que o
pecador procura numa coisa o que não poderá encontrar e pelo contrário
encontra-a o justo: a riqueza do pecador está reservada para o justo [i].
Assim, Eva deitou a mão ao fruto e não achou nele tudo o que desejava; a
Santíssima Virgem, pelo contrário, encontrou no seu fruto tudo o que Eva tinha
desejado.
Eva procurou três coisas no
seu fruto:
Primeiro, o que
enganosamente lhe tinha prometido o demónio, ser como deus, conhecedores do bem
e do mal. E mentiu; porque é mentiroso e pai da mentira. Eva, por ter comido do
fruto, não veio a ser semelhante a Deus, mas muito diferente; com o pecado
afastou-se de Deus seu Salvador e foi expulsa do Paraíso. Maria, pelo
contrário, encontrou-o no fruto do seu ventre e com Ela todos os cristãos, pois
por Cristo unimo-nos e tornamo-nos semelhantes a Deus.
Segundo, Eva no seu fruto
procurou prazer, pois tinha parecido bom para comer; mas não o obteve, antes se
deu conta, imediatamente, de que estava despida e sentiu dor. No fruto da
Virgem, pelo contrário, encontramos doçura e sabor.
Terceiro, o fruto de Eva era
formoso à vista; mas mais formoso é o de Maria, a Quem os Anjos desejam
contemplar. Por conseguinte, Eva não pôde encontrar no seu fruto o que também
não encontra nenhum pecador no seu pecado. Busquemos, pois, o que ansiamos, no
fruto da Virgem».
São
Tomás de Aquino (séc. XIII), Exposição da Ave-maria.
22/07/2017
Para ti estudar é uma obrigação grave
Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas
de apostolado..., mas não estudas. – Então, não serves, se não mudas. O estudo,
a formação profissional, seja qual for, entre nós é obrigação grave. (Caminho, 335)
Se tens de servir a Deus com a tua inteligência, para ti estudar é
uma obrigação grave. (Caminho,
336)
Frequentas os Sacramentos, fazes oração, és casto... e não
estudas... – Não me digas que és bom; és apenas bonzinho. (Caminho, 337)
Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração
Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.
Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.
Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.
Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.
E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.
Ámen.
Evangelho e comentário
Santa Maria Madalena
Evangelho:
Jo 20, 1. 11-18
1 No primeiro dia da semana, Maria
Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que
o tapava.
11 Maria estava junto ao túmulo, da parte
de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, 12 e
contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de
Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. 13 Perguntaram-lhe: «Mulher, porque
choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o
puseram.» 14 Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava
conta que era Ele. 15 E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?»
Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu
que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» 16 Disse-lhe Jesus:
«Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer
dizer: «Mestre!» 17 Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para
o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: ‘Subo para o meu Pai, que é
vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.’» 18 Maria Madalena foi e anunciou
aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.
Comentário:
A sensibilidade feminina fica bem patente neste trecho
do Evangelho de São João.
Perante as situações mais difíceis e incompreensíveis
a mulher reage com o coração.
Maria sabe que o Senhor jaz no sepulcro, mas tem de certificar-se que tudo está em ordem que não profanaram ou de algum modo o ódio demonstrado pelos seus inimigos durante a Paixão não se voltara contra o Seu corpo morto.
Mas os, soldados que guardam o sepulcro?
E a pedra enorme que sela a entrada?
Isso são pormenores que não a detêm porque o seu amor pelo Mestre continua bem vivo.
Tem de O ver nem que seja uma última vez!
E, de facto, o Senhor recompensará essa demonstração
de amor.
(AMA, comentário sobre Jo 20, 11-18, 28.12.2016)
Fátima: Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Reflexão para férias
Ainda bem!
O pior e que, alguns, “deixam Cristo em casa”, isto é, também a prática da fé fica de férias.
Não pode ser!
Um cristão tem de dar o exemplo - sempre - e, considerar, que talvez as férias sejam uma ocasião soberana para o fazer e, também, apostolado a sério, consistente.
‘A que Missa vão no Domingo?’
Esta, uma pergunta apostólica que urge fazer e, claro, ter a informação pronta para dar:
‘As missas no Domingo, são em tal parte e a tais horas.
Eu vou esta, porque não vamos juntos?’
Jesus Cristo e a Igreja – 168
V.
FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA DISCIPLINA DO CELIBATO
A
Teologia do celibato sacerdotal
…/2
Deve ser valorizado, acima de tudo,
neste sentido, aquilo que é afirmado no capítulo três, especialmente nos
números 22 e 23, acerca da “configuração com Jesus Cristo Cabeça e Pastor e a
caridade pastoral”. Cristo nos é mostrado aqui no mesmo sentido de Ef 5, 23-32,
como Esposo da Igreja, assim como ela é a única Esposa de Cristo. Em ligação
com outros textos das Escrituras, nesta passagem da Exortação se contempla a
profunda e misteriosa união entre Cristo e a Igreja, que é colocado
imediatamente em relação com o sacerdote: “O sacerdote está chamado a ser uma
imagem viva de Jesus Cristo, Esposo da Igreja… Está chamado, portanto, a
reviver na sua vida espiritual o amor de Cristo Esposo pela Igreja Esposa.” Não
lhe falta, por isso, ao sacerdote um amor esponsal, pois tem a Igreja como
esposa. “Sua vida deve também estar iluminada e orientada por esta relação
esponsal, que lhe pede ser testemunho do amor esponsal de Cristo, ser capaz de
amar as pessoas com um coração novo, grande e puro, com autêntico desapego de
si, com plena dedicação, contínua e fiel e, ao mesmo tempo, com uma forma
especial de zelo (cf. 2 Cor 11, 2), com uma ternura que se reveste
também com acentos do amor maternal, capaz de tomar a cargo das ‘dores de
parto’ para que ‘Cristo’ seja formado nos fiéis (cf. Gal 4, 19)”.
(cont)
(revisão da versão portuguesa por ama)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria - 33
A voz dos Padres
De que forma pode a alma
engrandecer o Senhor? Com efeito, se Deus não pode crescer nem diminuir, dado
que é aquele que é, por que motivo diz agora Maria: a minha alma glorifica o
Senhor? [i].
Do mesmo modo que os
pintores de retratos, uma vez que escolheram como modelo, por exemplo, o rosto
do rei, põem toda a sua habilidade de artistas na reprodução desse único
modelo, assim também cada um de nós, transformando a sua alma à imagem de
Cristo, compõe um retrato d’Ele que será mais ou menos perfeito; umas vezes,
descuidado e sujo; outras vezes, claro e luminoso, parecido com o original.
«Assim também, quando tiver
feito grande a imagem da imagem, que é a minha alma; quando a tiver
engrandecido com as obras, com o pensamento e com as palavras, então a imagem
de Deus torna-se cada vez mais clara e o próprio Senhor, de quem a alma é
imagem, é engrandecido na nossa própria alma. E como o Senhor cresce na nossa
imagem, assim também, se somos pecadores, Ele diminui e decresce».
Orígenes
(séc. III), Comentário ao Evangelho de São Lucas 8, 2.
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