22/05/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Placido Domingo - Michael Bolton




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.













Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Enchei de amor esta terra - vídeo




Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 15, 26, 16, 4

26«Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, Ele dará testemunho a meu favor. 27E vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo desde o princípio.»
4Deixo-vos ditas estas coisas, para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que Eu vo-las tinha dito. Não vo-las disse, porém, desde o princípio, porque Eu estava convosco.»

Comentário:

O Senhor confirma aos Seus Apóstolos, para que não lhes restem quaisquer dúvidas, que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade dará testemunho, confirmará por assim dizer, quanto Ele lhes disse e ensinou.

E o mesmo Espírito Santo lhes dará as luzes que possam necessitar para compreender o que ouviram.

Só agora, o Senhor lhes diz isto porque, como disse e é absolutamente lógico, tudo ouviram directamente da Sua boca enquanto esteve com eles.

(AMA, comentário sobre Jo 15, 26, 16, 4, 10.01.2017)





Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS

Vol. 2

LIVRQ XIV

CAPITULO IX

Perturbações da alma cujos rectos movimentos se encontram na alma dos justos.

No nono livro desta obra já respondemos a esses filósofos acerca desta questão das perturbações da alma, mostrando que eles, apegando-se mais às palavras do que aos factos, preferem a discussão à verdade. Entre nós, porém, segundo as Sagradas Escrituras e a sã doutrina, os cidadãos da Cidade de Deus, que vivem como a Deus apraz na peregrinação desta vida, tem em e desejam, entristecem-se e regozijam-se — e, como é recto o seu amor, rectos são também estes afectos. Temem o eterno castigo, desejam a vida eterna; entristecem -se com o presente porque gemem ainda em si próprios, esperando a adopção divina e a redenção de seus corpos; regozijam-se na esperança porque há-de cumprir-se

a palavra que foi escrita: a morte foi absorvida pela
vitória.
[i]

De igual modo — receiam pecar, desejam perseverar; entristecem-se dos seus pecados, regozijam-se das suas boas obras. Receiam pecar porque ouvem:

Porque abundará a iniquidade, arrefecerá a caridade de
muitos;
[ii]

desejam perseverar ao ouvirem o que está escrito:

0 que perseverar até ao fim será salvo;[iii]


entristecem-se dos seus pecados ao ouvirem:

Se dissermos que estamos sem pecado, iludimo-nos a nós próprios e a verdade não está em nós;[iv]

regozijam-se das suas obras quando ouvem:

Deus ama o que dá com alegria.[v]

Da mesma maneira, conforme são débeis ou fortes __ assim eles receiam ser tentados ou desejam ser provados, entristecem-se nas tentações ou nas tentações se regozijam; receiam ser tentados ao ouvirem:

Se alguém for encontrado em falta, vós, que sois espirituais, instrui-o em espírito e doçura, mas acautela-te não sejas tu tentado;[vi]

desejam ser tentados ao ouvirem aquele varão forte da Cidade de Deus dizer:

Prova-me, Senhor, tenta-me; queima os meus rins} o meu coração;[vii]

entristecem -se nas tentações ao verem Pedro chorar; regozijam-se nas tentações ao ouvirem Tiago dizer:

Considerai tudo com alegria, meus irmãos, quando assediados pelas tentações.[viii]

Mas eles não se com ovem comestes sentimentos olhando apenas para si próprios, mas olhando também para aqueles cuja salvação desejam e cuja perdição receiam — entristecendo-se se eles perecem, regozijando-se se eles são libertados. Lembremos aquele varão, o melhor e o mais forte, que se glorifica nas suas enfermidades; lembremos, principalmente nós que viemos dos gentios para a Igreja de Cristo, esse doutor das «gentes», mestre na fé e na verdade; ele trabalhou mais que todos os outros apóstolos e por meio de múltiplas epístolas, instrui os povos de Deus, tanto aqueles que via no seu tempo como também aqueles que previu que haviam de vir; este varão, digo eu, atleta de Cristo, por Ele instruído, ungido por Ele, com ele crucificado, n’Ele glorioso, foi, no teatro deste mundo, um espectáculo para os anjos e para os homens, com batendo lealmente o grande com bate, lançando-se para a meta para recolher a palma da vocação celeste.

Com os olhos da fé maravilhados vêem-no regozijar-se com os que se regozijam, chorar com os que choram, com lutas por fora e tem ores por dentro, desejando dissolver-se para estar com Cristo, aspirando ver os Romanos para, junto deles, ter algum fruto como entre os outros povos;

estimulando os Coríntios e receando esse estímulo, não vá acontecer que o seu espírito se afaste do desejo casto de Cristo;

sentindo uma grande tristeza e uma dor contínua do coração a propósito dos Israelitas porque estes, ignorando a justiça de Deus e querendo estabelecer a sua, não se submetem à justiça de Deus;

e não é só dor, mas também pranto que manifesta aos que antes tinham pecado e não fizeram penitência da sua impureza e das suas fornicações
.
Se estes movimentos, estes afectos, que procedem do amor do bem e da santa caridade, se devem chamar «vícios », teremos que admitir que os verdadeiros vícios se amem virtudes. Mas, se esses afectos seguem a recta razão quando tendem para o seu fim conveniente, quem se atreverá então a chamar-lhes enfermidades ou paixões viciosas? Foi por isso que o Senhor, Ele próprio, que se dignou levar a vida humana na forma de escravo, mas sem ter absolutamente nenhum pecado, usou delas quando julgou que convinha tazê-lo. Realmente, não era falso o afecto humano de quem tinha verdadeiro corpo e verdadeiro espírito de homem. E quando o Evangelho conta a seu respeito que Ele sentiu tristeza e ira devido à dureza do coração dos Judeus;

que Ele disse:

Por vossa causa estou alegre ao pensar que tendes fé;[ix]

que Ele chora antes de ressuscitar Lázaro;

que desejou comer a Páscoa com os seus próprios discípulos;

que a sua alma mergulhou na tristeza ao aproximar-se a paixão — com certeza nada disto que se conta é falso. Mas, em conformidade com um determinado desígnio, quis experimentar estas emoções na sua alma humana tal qual como se quis tornar homem.

De resto, devemos confessá-lo, os nossos afectos, mesmo quando são rectos e como a Deus apraz, pertencem a esta vida, não à vida futura que esperamos, e muitas vezes cedemos-lhe contra vontade. Às vezes um a emoção, apesar de não devida a um culpável desejo, mas a louvável caridade, faz-nos chorar mesmo que não queiramos. Temo-los, devido à debilidade da condição humana. Mas não é assim o Senhor Jesus; a sua própria fraqueza resultou da sua potestade. Mas enquanto somos portadores da debilidade desta vida, se não tivéssemos nenhum deles seria caso para dizermos que a nossa vida era defeituosa. Por isso o Apóstolo vituperava e detestava certos homens que dizia serem desprovidos de afectos. Também o salmo sagrado incrimina aqueles de quem diz:

Esperei por alguém que partilhasse a minha tristeza e ninguém apareceu.[x]


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] 1 Corínt., XV, 54.
[ii] Mt., X X IV, 12.
[iii] Mt., X, 22.
[iv] I Jo, I, 8.
[v] II Corínt., IX, 7.
[vi] Galat, VI, 4.
[vii] Salmo X X V, 2.
[viii] Tiago, I, 2.
[ix] Jo, X I, 15.
[x] Salmo XLVIII. 21.

Epístolas de São Paulo – 83

2ª Carta a Timóteo - cap 1

Saudação e acção de graças

- 1Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, por desígnio de Deus, segundo a promessa de vida que há em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu filho querido: graça, misericórdia e paz de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor. 3Dou graças a Deus, a quem sirvo em consciência pura, como já o fizeram os meus antepassados, ao recordar-te constantemente nas minhas orações, noite e dia. 4Ao lembrar-me das tuas lágrimas, anseio ver-te, para completar a minha alegria, 5pois trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Loide e na tua mãe Eunice e que, estou seguro, se encontra também em ti.

Apelo à renovação da graça recebida


- 6Por isso recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos, 7pois Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso. 8Portanto, não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas compartilha o meu sofrimento pelo Evangelho, apoiado na força de Deus. 9Ele salvou-nos e chamou-nos, por santo chamamento, não em atenção às nossas obras, mas segundo o seu próprio desígnio e a graça a nós concedida em Cristo Jesus, antes dos séculos eternos, 10e agora revelada na manifestação do nosso Salvador, Cristo Jesus, que destruiu a morte e irradiou vida e imortalidade, por meio do Evangelho, 11do qual eu próprio fui constituído arauto, apóstolo e mestre. 12Por este motivo é que suporto também esta situação. Mas não me envergonho, pois sei em quem acreditei e estou persuadido de que Ele tem poder para guardar, até àquele dia, o bem que me foi confiado. 13Toma como modelo as sãs palavras que ouviste de mim, na fé e no amor de Cristo Jesus. 14Guarda, pelo Espírito Santo que habita em nós, o precioso bem que te foi confiado. 15Como sabes, todos os da Ásia me abandonaram, inclusivamente Figelo e Hermógenes. 16Que Deus mostre a sua misericórdia para com a família de Onesíforo, que tantas vezes me confortou e não se envergonhou das minhas cadeias. 17Pelo contrário, quando chegou a Roma, procurou-me afanosamente até me encontrar. 18Que o Senhor o faça encontrar misericórdia diante de si, naquele dia. Além disso, conheces melhor do que ninguém os serviços que ele prestou em Éfeso.

Doutrina – 307


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»
«JESUS CRISTO FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, E NASCEU DA VIRGEM MARIA»

86. Que significa a palavra «Encarnação»?

A Igreja chama «Encarnação» ao mistério da admirável união da natureza divina e da natureza humana na única Pessoa divina do Verbo. Para realizar a nossa salvação, o Filho de Deus fez-se «carne» [i] tornando-se verdadeiramente homem. A fé na Encarnação é o sinal distintivo da fé cristã.




[i] Jo 1,14

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Não é estranho que Deus permaneça ofendido?

Respondo:


Deus não permanece ofendido. Os pecados são ofensas a Deus mas não O afectam e não fica ofendido. (Para que haja ofensa não é necessário que o ofendido sofra). De qualquer forma, pode dizer-se que os pecados também afetam a Deus, pois pesam sobre a Cruz de Cristo, verdadeiro Deus.

Bento XVI – Pensamentos espirituais 146

O espírito da Quaresma


O tempo da Quaresma não deve ser encarado com espírito «velho», como se se tratasse de uma incumbência pesada e maçadora, mas com o espírito novo de quem encontrou em Jesus e no seu mistério pascal o sentido da vida e sabe que a partir de agora tudo deve referir-se a Ele.

Angelus, (26.Fev.06)

(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

Pequena agenda do cristão



SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




21/05/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Corona Vocallis



 


Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.













Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Auxílio dos cristãos

"Auxilium christianorum!", Auxílio dos cristãos!, reza com plena segurança a ladainha loretana. Já experimentaste repetir essa jaculatória nos teus transes difíceis? Se o fizeres com fé, com ternura de filha ou de filho, verificarás a eficácia da intercessão da tua Mãe Santa Maria, que te levará à vitória. (Sulco, 180)

É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.


Quantas mães conheceste como protagonistas de um acto heróico, extraordinário? Poucas, muito poucas. E contudo, mães heróicas, verdadeiramente heróicas, que não aparecem como figuras de nada espectacular, que nunca serão notícia – como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem sacrificando-se a toda a hora, renunciando com alegria aos seus gostos e passatempos pessoais, ao seu tempo, às suas possibilidades de afirmação ou de êxito, para encher de felicidade os dias dos seus filhos. (Amigos de Deus, 134)

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 14, 20-21

20Nesse dia, compreendereis que Eu estou no meu Pai, e vós em mim, e Eu em vós. 21Quem recebe os meus mandamentos e os observa esse é que me tem amor; e quem me tiver amor será amado por meu Pai, e Eu o amarei e hei-de manifestar-me a ele.»

Comentário:

Não há qualquer dúvida em considerar o Evangelho escrito por São João como o Evangelho do amor!

Ele próprio, que foi amado por Jesus tão intensamente que lhe confiou a Sua própria Mãe, sabe que o amor “move montanhas”, transforma os homens, se, na raiz da sociedade humana, trará a paz, a concórdia o bem comum.

Sabe muito bem que ao retribuir o amor que Deus nos tem, estamos a fazer, não só um acto de justiça – amor com amor se paga – mas a assegurar a nossa vida em Deus e para Deus.

(AMA, comentário sobre Jo 14, 20-21, 10.01.2017)





Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS

Vol. 2

LIVRQ XIV

CAPÍTULO VIII

As três perturbações que os estóicos dizem haver na alma do sábio, com exclusão da dor ou da tristeza, que a fortaleza de alma devem considerar com o uma virtude.

Aquilo que os gregos chamam εύπαθείας, e a que Cícero chama em latim constantia, reduzem os estóicos a três «perturbações» da alma do sábio, pondo a vontade em lugar do desejo, o gozo em lugar da alegria e a precaução em lugar do temor. quanto à «doença» ou «dor», a que temos preferido chamar «tristeza» para evitar a ambiguidade, negaram eles que possa existir na alma do sábio. Dizem eles que a vontade aspira ao bem que o sábio pratica; que o gozo nasce da posse do bem que o sábio encontra em toda a parte; que a precaução evita o mal que o sábio deve evitar. quanto à tristeza ela diz respeito ao mal já sucedido — e, como são de parecer que nenhum mal pode acontecer ao sábio, julgam impossível que alguma destas coisas subsista na sua alma. É assim que eles falam: querer, gozar, precaver — apenas ao sábio pertencem; desejar, alegrar-se, temer, contristar-se — são próprios apenas do insensato. Aqueles três afectos são as «permanências» (constantiae); os quatro seguintes são, na opinião de Cícero, «perturbações» (perturbationes) ou, como lhes chama a maioria, «paixões» (passiones). Mas em grego, como disse, aquelas três chamam-se εύπάθειαι, e estas quatro πάθη.

Procurei saber, com a diligência que me foi possível, se esta m aneira de falar tinha correspondente nas Sagradas Escrituras e o que nelas encontrei foi este dito do profeta:

Não há gozo para os ímpios, diz o Senhor,[i]

com o se os ímpios pudessem no mal experimentar mais gozo do que alegria, pois o gozo é propriamente dos bons e piedosos. Por sua vez esta frase do Evangelho:

Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o também a eles,[ii]

parece ter este significado: ninguém pode querer qualquer coisa de mau ou vergonhoso, mas apenas desejá-la. E, por causa da frequência desta expressão, acabaram alguns intérpretes por acrescentar à frase a palavra bens (bona), ficando assim:

Todos os bens que quiserdes que os homens vos façam.[iii]

Pensaram esses intérpretes que desta forma evitavam que alguém pudesse desejar ser obsequiado com coisas desonestas tais como — para não falarmos de outras mais torpes — banquetes licenciosos e pudesse pensar que, correspondendo com coisas semelhantes, cumpria este preceito. Mas no Evangelho grego, donde se traduziu para latim, não se lê a palavra bens (bona) mas apenas:

Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o também a eles.[iv]

Creio que ao dizer «quiserdes» (vultis), o Evangelho quis com isto dizer «bens» (bona) pois não disse «desejardes» (cupitis).

Nem sempre é preciso refrear a nossa língua com esta propriedade de termos; mas um a vez por outra convém falar com propriedade; quando lemos os autores cuja autoridade não nos é permitido afastar, tomemos as suas palavras no sentido próprio sempre que uma correcta interpretação não nos mostrar outra saída. Tais são as passagens que, como exemplos, tiramos do Profeta ou do Evangelho. Quem é que na verdade ignora que os ímpios exultam de alegria? E, todavia,

não há gozo para os ímpios, diz o Senhor.[v]

£ porquê, senão porque «gozar» é algo de diferente ao tomar-se a palavra no sentido próprio e restrito? Pela mesma razão quem poderá negar que não é justo o m andamento dado aos homens para que façam aos outros o que eles desejam que se lhes faça — para que não se deleitem mutuamente com a torpeza do prazer ilícito? E, todavia, é justíssimo e muito salutar este preceito:

Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o também a eles.[vi]

E porque é que assim é senão porque desta passagem se usou no sentido próprio da palavra «vontade» que não pode ser tomada em mau sentido? Numa linguagem mais corrente, — que é a mais frequente na conversação habitual — não se diria:

Evitai toda a mentira,[vii]

se não houvesse também uma vontade má, distinta pela sua perversão daquela que os anjos proclamaram ao dizer:

Paz na terra aos homens de boa vontade.[viii]

Seria, de facto, uma redundância acrescentar bonae (de boa) se a vontade só pudesse ser boa. Teria o Apóstolo feito um grande elogio da caridade ao dizer que ela não se regozija com a iniquidade se a mentira não experimentasse esse prazer?

Os escritores profanos em pregam indiferentemente estas palavras. Efectivamente, o tão brilhante orador que foi Cícero diz:

Desejo, padres conscritos, mostrar-me clemente.[ix]

Uma vez que ele em prega a palavra cupio (desejo) no bom sentido, haverá alguém tão ignorante que entenda que ele não devia ter dito cupio (desejo) mas volo (quero)? Em Terêncio, pelo contrário, um adolescente libertino, ardendo em insana lascívia, diz:

Nada mais quero que Filumena.[x]

A esta resposta de um seu servo mais sensato mostra bem que esta vontade é um capricho sensual, ao dizer, realmente, ao seu senhor:

Quão melhor seria para ti, se te esforçasses por arrancar
do teu coração esse amor, do que inutilmente assanhares a tua sensualidade com tais propósitos.
[xi]

E que estes escritores em pregaram a palavra gozo também no m au sentido, testemunha-no-lo o verso Vergiliano que tão concisamente resume estas quatro «perturbações»:

Por isso temem e desejam, lamentam-se e gozam.[xii]

O mesmo escritor refere ainda

os prazeres perversos do espírito.[xiii]

Assim querem, precavêem-se e gozam, ou, dizendo o mesmo por outras palavras, assim desejam, receiam e se alegram tanto os bons com o os maus; mas os primeiros bem e os últimos mal, conforme têm uma recta ou perversa vontade.

A própria tristeza, em substituição da qual os estóicos nada admitem na alma do sábio, também ela é empregada no bom sentido, sobretudo nos nossos escritores. Assim o Apóstolo louva os Coríntios por se terem contristado como a Deus apraz. Mas talvez alguém venha dizer que o Apóstolo se congratulou com eles porque se entristeceram por arrependimento — e tal tristeza só nos que pecaram é que pode existir. Foi assim que ele disse:

Vejo que aquela carta vos contristou, embora por pouco tempo. Mas agora alegro-me, não por terdes estado tristes, mas porque essa tristeza é para emenda. Contristastes-vos realmente como a Deus apraz, sem da minha parte sofrerdes qualquer pena. Porque a tristeza como a Deus apraz produz um salutar arrependimento que não é de desprezar ao passo que a tristeza do mundo produz a morte. Eis como essa tristeza, como a Deus apraz, produz em vós tão grande empenho![xiv]

A isto podem os estóicos responder, em defesa dos seus pontos de vista, que a tristeza parece que é útil para cada um se arrepender de ter pecado — mas que ela não pode existir na alma do sábio pois que esta não cai em pecado cujo arrependimento o entristeceria, ou em qualquer outro mal cujo sentimento o poderia contristar. Conta-se também que Alcibíades (se não me falha a memória do nome da pessoa), que se considerava feliz, chorou quando Sócrates, num a discussão, o convenceu de que era infeliz porque era estulto. Esta estultícia foi, portanto, para ele a causa de uma tristeza útil e desejável que leva o homem a afligir-se por ser o que não deve ser. Mas os estóicos dizem que quem não pode nunca estar triste é o sábio, e não o estulto.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Isaías, LVII, 21.
[ii] Mt., VII, 12.
[iii] Ibid.
[iv] Ibid.
[v] Isaías, LVII, 21.
[vi] Mt., VII, 12.
[vii] Ecles., VII, 14.
[viii] Lc, II, 14.
[ix] Cícero, Catilina, I, II, 4.
[x] Terêncio, Andria, Act. II, sc. 1, v. 306.
[xi] Id. Ib. w. 307-309.
[xii] Vergílio, Eneida, VI, 733.
[xiii] Id. Ib., 278.
[xiv] II Corint., 8-11.