12/02/2015

Bendita perseverança a do burrico

Se não for para construir uma obra muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se. Por isso, a Igreja, ao canonizar os Santos, proclama a heroicidade da sua vida. (Sulco, 611)


Se a vida não tivesse por fim dar glória a Deus, seria desprezível; mais ainda, detestável. (Caminho, 783)

Bendita perseverança a do burrico de nora! – Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. – Um dia e outro; todos iguais.

Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania na horta, nem o jardim teria aromas.

Leva este pensamento à tua vida interior. (Caminho, 998)

Qual é o segredo da perseverança? O Amor. – Enamora-te. e não "O" deixarás. (Caminho, 999)

A entrega é o primeiro passo de uma corrida de sacrifício, de alegria, de amor, de união com Deus. E, assim, toda a vida se enche de uma bendita loucura, que faz encontrar felicidade onde a lógica humana não vê senão negação, padecimento, dor. (Sulco, 2)

– Qual é o fundamento da nossa fidelidade?

– Dir-te-ia, a traços largos, que se baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a soberba, o cansaço, a impaciência...


Um homem que ama calca-se a si próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar bastante. (Forja, 532)

Ev. comentário, L esp. (Vida de Maria I)

Tempo Comum V Semana

Evangelho: Mc 7 24-30

24 Partindo dali, foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidónia. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém o soubesse, mas não pôde ocultar-Se, 25 pois logo uma mulher, cuja filha estava possessa do espírito imundo, logo que ouviu falar d'Ele, foi lançar-se a Seus pés. 26 Era uma mulher gentia, de origem sirofenícia. Suplicava-lhe que expulsasse da sua filha o demónio. 27 Jesus disse-lhe: «Deixa que primeiro sejam fartos os filhos, porque não está certo tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães». 28 Mas ela respondeu-Lhe: «Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, das migalhas que caem dos filhos». 29 Ele disse-lhe: «Por esta palavra que disseste, vai, que o demónio saiu da tua filha». 30 Voltando para casa, encontrou a menina deitada na cama, e o demónio tinha saído dela.

Comentário

Jesus Cristo diz sempre as palavras certas, chama as coisas pelo seu verdadeiro nome. Não procura agradar a quem O ouve mas tão só dizer, expor, a verdade tal como ela é.

Assim, chama Demónio ao espírito imundo que possuía a jovem, como o Evangelho relata.

Logo, o Demónio existe!

(ama, comentário sobre MC 7, 24-30, 2014.02.13)


Leitura espiritual



Santíssima Virgem

Vida de Maria (I):

A Imaculada Conceição de Maria é uma realidade que ficou plasmada em textos do Magistério, dos Padres da Igreja, dos santos e dos poetas. Publica-se uma selecção.

A VOZ DO MAGISTÉRIO

«Deus inefável escolheu e assinalou desde o princípio, antes dos tempos, uma Mãe para que o Seu unigénito Filho encarnasse e nascesse d’Ela na ditosa plenitude dos tempos. E em tal grau a amou, acima de todas as criaturas, que só n’Ela se deleitou com singular benevolência. Por isso a cobriu da abundância de todos os dons celestiais, tirados do tesouro da Sua divindade, muito acima de todos os anjos e santos. E assim Ela, sempre absolutamente livre de toda a mancha de pecado, toda formosa e perfeita, possui uma tal plenitude de inocência e de santidade, que não é possível conceber maior plenitude depois de Deus e que ninguém pode imaginar fora de Deus».

«Era certamente convenientíssimo que uma Mãe tão venerável brilhasse sempre adornada com os resplendores da mais perfeita santidade e que, imune da mancha do pecado original, alcançasse um triunfo total sobre a antiga serpente. Com efeito, Deus Pai tinha disposto entregar-lhe o Seu Filho Unigénito — gerado do Seu coração, igual a Si mesmo e a quem ama como a Si mesmo — de tal modo que Ele fosse, por natureza, o próprio Filho único comum de Deus Pai e da Virgem; já que o mesmo Filho tinha determinado fazê-la substancialmente Sua Mãe e o Espírito Santo tinha querido e fez que fosse concebido e nascesse Aquele de Quem Ele próprio procede».

«Os Padres e escritores eclesiásticos ao considerarem que a Santíssima Virgem foi chamada cheia de graça pelo anjo Gabriel — por mandato e em nome do próprio Deus — quando lhe anunciou a altíssima dignidade de Mãe de Deus (Lc, 1, 28), ensinaram que, com esta saudação solene e singular, jamais ouvida, se manifestava que a Mãe de Deus era a sede de todas as graças divinas e que estava adornada de todos os carismas do Espírito Santo».

«Daí decorre a sua opinião, clara e unânime, segundo a qual a gloriosíssima Virgem, em quem o Todo-poderoso fez grandes coisas (Lc 1, 49), brilhou com tal abundância de dons celestiais, com tal plenitude de graça e com tal inocência, que se tornou como um inefável milagre de Deus; mais ainda, como o milagre máximo de todos os milagres e digna Mãe de Deus; e chegando-se a Deus o mais próximo possível, tanto quanto lho permitia a condição de criatura, foi superior a todos os louvores, quer de homens quer de anjos».

«Pelo qual, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos que foi revelada por Deus e, em consequência, deve ser acreditada firme e constantemente por todos os fiéis, a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda a mancha de pecado original, no primeiro instante da sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, salvador do género humano».

Beato Pío IX, Bula Ineffabilis Deus, 8-XII-1854, ao definir como dogma de fé a Imaculada Conceição

* * * * *

A VOZ DOS PADRES

«Exulte hoje toda a criação e estremeça de gozo a natureza. Alegre-se o céu nas alturas e as nuvens derramem a justiça. Destilem os montes doçura de mel e júbilo as colinas, porque o Senhor teve misericórdia do Seu povo e nos suscitou um poderoso Salvador na casa de David Seu servo, ou seja, nesta imaculadíssima e puríssima Virgem, através de quem chega a saúde e a expectativa dos povos».

«Que as almas boas e agradecidas entoem um cântico de alegria; que a natureza convoque todas as criaturas para lhes anunciar a boa nova da sua renovação e o início da sua reforma. Saltem as mães de alegria, pois a que carecia de descendência [Santa Ana] gerou uma Mãe virgem e imaculada. Alegrem-se as virgens, pois uma terra não semeada pelo homem trará como fruto Aquele que procede do Pai sem separação, segundo um modo mais admirável de quanto se possa imaginar. Aplaudam as mulheres, pois se noutros tempos uma mulher foi ocasião imprudente de pecado, também agora uma mulher nos traz as primícias da salvação; e a que antes foi ré, manifesta-se agora aprovada pelo juízo divino: Mãe que não conhece varão, escolhida pelo Seu Criador, restauradora do género humano».

«Que todas as coisas criadas cantem e dancem de alegria e contribuam adequadamente para este dia gozoso. Que hoje seja una e comum a celebração do Céu e da terra e que tudo o que há neste mundo e no outro façafesta de comum acordo. Porque hoje foi criado e erigido o santuário puríssimo do Criador de todas as coisas e a criatura preparou para o seu Autor uma hospedagem nova e apropriada».

«Hoje a natureza, antigamente desterrada do paraíso, recebe a divindade e corre com passo alegre para o cume supremo da glória. Hoje Adão oferece Maria a Deus em nosso nome, como as primícias da nossa natureza; e estas primícias, que não foram misturadas com o resto da massa, são transformadas em pão para a reparação do género humano.

«Hoje a humanidade, em todo o resplendor da sua nobreza imaculada, recebe o dom da sua primeira formação pelas mãos divinas e reencontra a sua antiga beleza. As vergonhas do pecado tinham obscurecido o esplendor e os encantos da natureza humana; mas nasce a Mãe do Formoso por excelência e esta natureza retoma n’Ela os seus antigos privilégios e é modelada seguindo um modelo perfeito e verdadeiramente digno de Deus. E esta formação é uma perfeita restauração; e esta restauração uma divinização; e esta, uma assimilação ao estado primitivo».

«Hoje apareceu o brilho da púrpura divina e a miserável natureza humana revestiu-se da dignidade real. Hoje, de acordo com a profecia, floresceu o ceptro de David, o ramo sempre verde de Aarão, que para nós produziu Cristo, ramo da força. Hoje, de Judá e de David saiu uma jovem virgem, com a marca do reino e do sacerdócio d’Aquele que, segundo a ordem de Melquisedec, recebeu o sacerdócio de Aarão. Hoje a graça, purificando o éfode místico do divino sacerdócio, teceu — à maneira de símbolo — a veste da semente levítica e Deus tingiu com púrpura real o sangue de David».

«Dizendo tudo numa palavra: hoje começa a reforma da nossa natureza e o mundo envelhecido, submetido agora a uma transformação totalmente divina, recebe as primícias da segunda criação»

Santo André de Creta, Homilia 1 na Natividade da Santíssima Mãe de Deus.

* * * * *

A VOZ DOS SANTOS

«Este é um mistério de amor. A razão humana não o consegue compreender. Só a fé pode explicar como é que uma criatura foi elevada a tão grande dignidade, até se tornar o centro amoroso em que convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, por se tratar da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de o compreender melhor – se é possível falar assim – do que outras verdades da fé.»

«Os teólogos formularam com frequência um argumentopara tentar compreender de algum modo o significado desse cúmulode graças de que Maria se encontra revestida, e que culmina com a Assunção aos Céus. Dizem: convinha; Deus podia fazê-lo; e por isso o fez. É a explicação mais clara das razões que levaram Cristo a conceder a sua Mãe todos os privilégios, desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição. Ficou livre do poder de Satanás; é formosa – tota pulchra! – limpa, pura na alma e no corpo». (São Josemaría, Cristo que passa, n. 171).

«Como gostam os homens de que Ihes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... - Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus! (São Josemaría, Caminho, n. 496).

«Talvez agora algum de vós possa pensar que o dia normal, o habitual ir e vir da nossa vida, não se presta muito para manter o coração numa criatura tão pura como Nossa Senhora. Convidar-vos-ia a reflectir um pouco. Que procuramos sempre, mesmo sem dar especial atenção, em tudo o que fazemos? Quando nos move o amor de Deus e trabalhamos com rectidão de intenção, procuramos o que é bom, o que é limpo, o que dá paz à consciência e felicidade à alma. Também cometemos muitos erros? Sim, mas precisamente reconhecer esses erros é descobrir com maior clareza que a nossa meta é esta: uma felicidade que não seja passageira, mas sim  profunda, serena, humana e sobrenatural.

Existe uma criatura que conseguiu nesta terra essa felicidade, porque é a obra-prima de Deus: a Nossa Mãe Santíssima, Maria. Ela vive e protege-nos; está junto do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em corpo e alma. É a mesma que nasceu na Palestina, que se entregou ao Senhor desde menina, que recebeu a anunciação do Arcanjo Gabriel, que deu à luz o Nosso Salvador, que esteve junto d'Ele ao pé da Cruz.

N'Ela tornam-se realidade todos os ideais, mas não devemos concluir que a sua sublimidade e a sua grandeza a apresentem para nós inacessível e distante É a cheia de graça, a soma de todas as perfeições: e é Mãe. Com o seu poder diante de Deus alcançar-nos-á o que lhe pedirmos; como Mãe, quer-no-lo conceder. E, também como Mãe, entende e compreende as nossas fraquezas, anima-nos, desculpa-nos, facilita o caminho, tem sempre o remédio preparado, mesmo quando parece que já nada é possível». (São Josemaría, Amigos de Deus, n. 292).

* * * * *

A VOZ DOS POETAS

À Conceição da Virgem Nossa Senhora

Para se namorar do que criou,

te fez Deus, santa Fénix, Virgem pura.

Vede que tal seria esta feitura

que a fez quem para si só a guardou.

No seu santo conceito te formou

primeiro que a primeira criatura,

para que única fosse a compostura

que de tão longo tempo se estudou.

Não sei se direi nisto tudo quanto baste

para exprimir as santas qualidades,

que quis criar em ti quem tu criaste.

És filha, mãe e esposa. E se alcançaste,

uma só, três tão altas dignidades,

foi porque a três e um só tanto agradaste.

Luís de Camões




Tratado do verbo encarnado 119

Questão 18: Da unidade de Cristo quanto a vontade

Art. 2 — Se em Cristo havia uma vontade sensitiva, além da vontade racional.

O segundo discute-se assim. — Parece que em Cristo não havia uma vontade sensitiva além da vontade racional.

1. — Pois, diz o Filósofo, que a vontade está na razão, ao passo que no apetite sensitivo tem sua sede o irascível e o concupiscível. Ora, a sensibilidade significa o apetite sensitivo. Logo, em Cristo não havia nenhuma vontade sensitiva.

2. Demais. — Segundo Agostinho, a sensualidade é significada pela serpente. Ora, não houve em Cristo nada de serpentino, pois, teve a semelhança do animal venenoso, sem veneno, no dizer de Agostinho, comentando a Escritura. - Como Moisés no deserto levantou a serpente. Logo, em Cristo não havia nenhuma vontade sensitiva.

3. Demais. — A vontade resulta da natureza, como se disse. Ora, Cristo não teve senão uma natureza, além da divina. Logo, em Cristo não houve senão uma vontade humana.

Mas, em contrário, diz Ambrósio: É minha a vontade a que chama sua, porque, como homem, assumiu a minha tristeza. E isso significa que a tristeza respeita à vontade humana de Cristo. Ora, a tristeza diz respeito à sensibilidade, como se estabeleceu na Segunda Parte. Logo, parece que houve em Cristo uma vontade sensitiva, além da racional.

Como dissemos, o Filho de Deus assumiu — natureza humana com todas as perfeições que ela encerra. Ora, a natureza humana implica também a animal, como na espécie se inclui o género. Donde e necessariamente, o Filho de Deus assumiu, com a natureza humana, também o pertencente à perfeição da natureza animal. O que inclui o apetite sensitivo, chamado sensualidade. Donde devemos concluir, que houve em Cristo o apetite sensitivo ou sensualidade. Devemos porém saber que a sensualidade ou o apetite sensível, enquanto por natureza obedece à razão, chama-se racional por participação, como está claro no Filósofo. E, estando a vontade na razão, como se disse, pelo mesmo motivo devemos dizer, que a sensualidade é vontade por participação.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — A objecção colhe, quanto à vontade essencialmente dita que só existe na parte intelectiva. Ora, a vontade, como participação, pode residir na parte sensitiva, enquanto esta obedece à razão.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A sensualidade é significada pela serpente, não quanto à natureza da sensualidade, que Cristo assumiu, mas, quanto à corrupção da concupiscência, que não existiu em Cristo.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Aquilo que existe por causa de outra coisa identifica-se com esta, assim a superfície, visível pela cor, faz com esta um só visível. Semelhantemente, porque a sensualidade não se chama vontade senão por participar da razão, assim como Cristo só tem uma natureza humana, assim também lhe atribuímos uma só vontade humana.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.


Temas para meditar - 363

Tribulações 




É melhor para mim, Senhor, sofrer a tribulação, desde que estejas comigo, que reinar sem Ti, desfrutar sem Ti, glorificar-me sem Ti. É melhor para mim, Senhor, abraçar-me a Ti na tribulação, ter-te comigo no forno de fogo, que estar sem Ti, ainda que seja no próprio Céu. Que me interessa o Céu sem Ti? E contigo, que me importa a Terra? 




(são bernardo, Sermão, nr. 17)

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Reflectindo - 58


SABEDORIA 2


Sabedoria o que é?

A escolha de Salomão ficará para sempre como o émulo da sabedoria.
O Senhor deu-lhe a possibilidade de obter praticamente o que quisesse logo no início do seu reinado, riquezas, poder, invencibilidade, prestígio...

Surpreendentemente o pedido recai sobre a sabedoria.

Com ela obteve tudo aquilo que não pediu.

Este dom que o Espírito Santo dá - quando entende - aos que lho pedem, é o Dom mais completo a que se pode aspirar.

Mas, de facto, quantos Lho pedem?

As pessoas boas e crentes pedem e imploram toda a sorte de graças, benefícios, auxílios e fazem bem, fazem o que o Senhor mandou:

«Pedi sem descanso e ser-vos-á dado, batei e abrir-se-vos-á.» (cf. Mt 7, 7-8)

Quantas destas pessoas se lembram de pedir o que realmente pode resolver os seus problemas: O Dom da Sabedoria!

E, o facto é que o Espírito Santo está sempre disponível para distribuir os Seus Dons.

Julgo que, pelo menos, deveríamos pedir a sabedoria necessária para saber o que pedir.

(ama, reflexão sobre Sabedoria, 2010.05.30)


11/02/2015

Que vos saibais perdoar

Com quanta insistência o Apóstolo S. João pregava o "mandatum novum"! "Amai-vos uns aos outros!". Pôr-me-ia de joelhos, sem fazer teatro – grita-mo o coração –, para vos pedir, por amor de Deus, que vos estimeis, que vos ajudeis, que vos deis a mão, que vos saibais perdoar. Portanto, vamos banir a soberba, ser compassivos, ter caridade; prestar-nos mutuamente o auxílio da oração e da amizade sincera. (Forja, 454)


Jesus Cristo, Nosso Senhor, encarnou e tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de todas as virtudes. Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, convida-nos Ele.

Mais tarde, quando explica aos Apóstolos o sinal pelo qual os reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois humildes. Ele é a pureza mais sublime, o Cordeiro imaculado. Nada podia manchar a sua santidade perfeita, sem mácula. Mas também não diz: saberão que se encontram diante de discípulos meus, porque sois castos e limpos.

Passou por este mundo com o mais completo desprendimento dos bens da terra. Sendo Criador e Senhor de todo o universo, faltava-lhe até um sítio onde pudesse reclinar a cabeça. No entanto, não comenta: saberão que sois dos meus porque não vos apegastes às riquezas. Permanece quarenta dias e quarenta noites no deserto em jejum rigoroso, antes de se dedicar à pregação do Evangelho. E também não afirma aos seus: compreenderão que servis a Deus, porque não sois comilões nem bebedores.


A característica que distinguirá os apóstolos, os cristãos autênticos de todos os tempos, já a ouvimos: nisto – precisamente nisto – conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. (Amigos de Deus, 224)

Ev. comentário, L esp. (Ao encontro de Jesus)

Tempo Comum V Semana

Nossa Senhora de Lourdes

Evangelho: Mc 7 14-23

14 Convocando novamente o povo, dizia-lhes: «Ouvi-Me todos e entendei: 15 não há coisas fora do homem que, entrando nele, o possam manchar; mas as que saem do homem, essas são as que tornam o homem impuro. 16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». 17 Tendo entrado em casa, deixada a multidão, os Seus discípulos interrogaram-n'O sobre esta parábola. 18 Ele respondeu-lhes: «Também vós sois ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, 19 porque não entra no seu coração, mas vai ter ao ventre e lança-se num lugar escuso?». Com isto declarava puros todos os alimentos. 20 E acrescentava: «O que sai do homem, isso é que mancha o homem. 21 Porque do interior, do coração do homem, é que procedem os maus pensamentos, os furtos, as fornicações, os homicídios, 22 os adultérios, as avarezas, as perversidades, as fraudes, as libertinagens, a inveja, a maledicência, a soberba, a insensatez. 23 Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem».

Comentário

Jesus Cristo continua a desmistificar a interpretação da Lei de Moisés que os chefes do povo, nomeadamente os Príncipes dos Sacerdotes e os Escribas, se foram atribuindo o direito de impor.
O que não passava de normas e recomendações de cariz meramente social, de comportamento básico como a higiene e os cuidados a ter com o próprio corpo, passaram, assim, a ser regras rígidas de carácter religioso cuja observância era obrigatória desvirtuando completamente não só o sentido da Lei mas, o que era mais grave, esquecendo o verdadeiramente importante a ter em conta

(ama, comentário sobre Mc 7, 14-23, 2014.02.12)


Leitura espiritual




Al encuentro de Jesús

Como en Emaús, tantas veces nos gustaría que Jesús se quedara junto a nosotros, para darnos consejo, consuelo y afecto. En este artículo se anima a buscar a ese Cristo en la Eucaristía.

Quédate con nosotros, porque ya está anocheciendo y va a caer el día [1]. «Ésta fue la invitación apremiante que, la tarde misma del día de la resurrección, los dos discípulos que se dirigían hacia Emaús hicieron al Caminante que a lo largo del trayecto se había unido a ellos. Abrumados por tristes pensamientos, no se imaginaban que aquel desconocido fuera precisamente su Maestro, ya resucitado. No obstante, habían experimentado cómo “ardía” su corazón (cfr. Lc 24, 32) mientras él les hablaba explicando las Escrituras. La luz de la Palabra ablandaba la dureza de su corazón y “se les abrieron los ojos” (cfr. Ibid. 31). Entre la penumbra del crepúsculo y el ánimo sombrío que les embargaba, aquel Caminante era un rayo de luz que despertaba la esperanza y abría su espíritu al deseo de la plena luz. “Quédate con nosotros”, suplicaron, y Él aceptó. Poco después el rostro de Jesús desaparecería, pero el Maestro se había quedado veladamente en el “pan partido”, ante el cual se habían abierto sus ojos» [2].

Así comienza la carta que Juan Pablo II escribió con motivo del Año de la Eucaristía. La escena de los discípulos de Emaús es de gran actualidad: Dios que se hace el encontradizo para acompañar al hombre en el camino de la vida; siempre acude a confortarlo y, en el momento malo, devuelve a los corazones la alegría y la esperanza perdidas.

Una vez logrado su propósito, el Señor desaparece y deja solos a aquellos dos discípulos de Emaús; pero es una soledad aparente, para quien mira únicamente con los ojos del cuerpo. En realidad, se ha quedado, para todos y para siempre, en la Eucaristía; de tal manera que la escena de Emaús se repite una y otra vez en nuestras vidas, siempre que lo necesitemos.

Jesús se ha quedado en la Eucaristía para remediar nuestra flaqueza, nuestras dudas, nuestros miedos, nuestras angustias; para curar nuestra soledad, nuestras perplejidades, nuestros desánimos; para acompañarnos en el camino; para sostenernos en la lucha. Sobre todo, para enseñarnos a amar, para atraernos a su Amor [3] .

¡Qué fácil resulta acercarse al Sagrario cuando contemplamos la maravilla de un Dios que se ha hecho hombre, que se ha quedado con nosotros! Vamos a su encuentro para abrir nuestro corazón y ser confortados como los discípulos de Emaús. Entonces, cuando acudimos al Señor con esta confianza, la Eucaristía pasa a ser una necesidad; se sitúa como centro y raíz de nuestra vida interior, y –consecuencia inseparable– como alma de nuestro apostolado.

¿ACASO NO ARDÍA NUESTRO CORAZÓN?

La fecundidad del apostolado depende de nuestra unión con Cristo. Nosotros solos no podemos hacer nada: sine me nihil potestis facere [4] . Cada uno conoce su poquedad y experimenta con frecuencia las propias miserias. Además, alguna vez podrán darse situaciones concretas en las que, debido al cansancio de la intensa jornada de trabajo o a las dificultades que encontramos en la labor apostólica, perdamos de vista la grandeza de nuestra vocación de cristianos y se apague en nosotros la llama que nos inflama para el apostolado.

En la Eucaristía encontramos la fuerza que nos sostiene porque le encontramos a Él. Es un encuentro personal en el que Jesús se dona y nos concede su eficacia. Cada vez que acudimos necesitados a rezar delante del Sagrario, Cristo, al igual que hizo con los discípulos de Emaús, da sentido a nuestra vida, nos devuelve la visión sobrenatural, nos conforta en nuestras dificultades y nos llena de ansias de apostolado. Omnia possum in eo qui me confortat [5] , con el Señor lo podemos todo quia tu es Deus fortitudo mea [6] . En este Sacramento, queda patente que la sangre de Cristo redime y a la vez alimenta y deleita. Es sangre que lava todos los pecados (cfr. Mt 26, 28) y vuelve pura el alma (cfr. Ap 7, 14). Sangre que engendra mujeres y hombres de cuerpo casto y de corazón limpio (cfr. Zac 9, 17). Sangre que embriaga, que emborracha con el Espíritu Santo y que desata las lenguas para cantar y narrar las magnalia Dei (Hch 2, 11), las maravillas de Dios [7].

La unión con Cristo nos embriaga con el Espíritu Santo, nos llena el corazón – ¿no es verdad que ardía nuestro corazón dentro de nosotros mientras nos hablaba por el camino y nos explicaba las Escrituras? [8] – y nos lanza a proclamar las grandezas del Señor, a comunicar a los demás nuestra alegría, con el celo del mismo Cristo. “Nonne cor nostrum ardens erat in nobis, dum loqueretur in via?” —¿Acaso nuestro corazón no ardía en nosotros cuando nos hablaba en el camino? Estas palabras de los discípulos de Emaús debían salir espontáneas, si eres apóstol, de labios de tus compañeros de profesión, después de encontrarte a ti en el camino de su vida [9].

El cristiano puede recibir la buena semilla siguiendo los numerosos actos de piedad que forman parte de la tradición de la Iglesia: la Santa Misa, la oración delante del Tabernáculo –siempre que sea posible–, la visita al Santísimo, la meditación frecuente del canto Adoro te devote , las comuniones espirituales, la alegría de descubrir Sagrarios cuando vamos por la calle... Todo esto es un verdadero encuentro con Cristo del que salimos renovados para la lucha interior y el apostolado.

La unión con Cristo alcanza su culmen cuando lo recibimos en la Sagrada Comunión. En ese momento nos encontramos con Él de manera más plena, más íntima, nos va haciendo cada vez más ipse Christus . Aprovechemos para hablar con Él de nuestros amigos, y pedirle que les remueva. San Josemaría nos lo dejó grabado: ¡Jesús se ha quedado en la Hostia Santa por nosotros!: para permanecer a nuestro lado, para sostenernos, para guiarnos. —Y amor únicamente con amor se paga. —¿Cómo no habremos de acudir al Sagrario, cada día, aunque sólo sea por unos minutos, para llevarle nuestro saludo y nuestro amor de hijos y de hermanos? [10]

Esta realidad es compatible con situaciones en las que no recibimos consuelo sensible en el trato con Dios, o pasamos por un periodo de mayor sequedad en la vida interior. Es entonces el momento de encontrarnos con el Señor en la Cruz, elemento imprescindible del apostolado. Para convertirnos realmente en almas de Eucaristía y almas de oración, no cabe prescindir de la unión habitual con la Cruz, también mediante la mortificación buscada o aceptada [11].

LLEVAR AL ENCUENTRO DE LA EUCARISTIA

«Los dos discípulos de Emaús, tras haber reconocido al Señor, “se levantaron al momento” (Lc 24,33) para ir a comunicar lo que habían visto y oído. Cuando se ha tenido verdadera experiencia del Resucitado, alimentándose de su cuerpo y de su sangre, no se puede guardar la alegría sólo para uno mismo. El encuentro con Cristo, profundizado continuamente en la intimidad eucarística, suscita en la Iglesia y en cada cristiano la exigencia de evangelizar y dar testimonio» [12].

Proceder así es la reacción lógica de quien ha descubierto un bien –en este caso, el Bien– del que se pueden beneficiar las personas queridas. Debemos conseguir “contagiar” –en nuestra labor apostólica– a cuantos más mejor, para que también miren y frecuenten esa amistad inigualable [13]. Hacer apostolado es poner a los hombres delante de Cristo: llevarlos al encuentro del Maestro, como llevó Andrés a Pedro o Felipe a Natanael [14]. Para esto, hemos de acercar a nuestros amigos a los lugares por donde pasa Jesús ; provocar el encuentro en el camino para que sean curados como el ciego de nacimiento, confortados como los discípulos de Emaús o llamados como Mateo.

Se llena nuestro corazón de alegría cuando realizamos un profundo apostolado de la Confesión y de la Eucaristía con las personas que tenemos a nuestro alrededor. Cuando hay amistad resulta fácil hablar de Dios a nuestros amigos. Se abren nuestros ojos como lo de Cleofás y su compañero, cuando Cristo parte el pan; y aunque Él vuelva a desaparecer de nuestra vista, seremos también capaces de emprender de nuevo la marcha —anochece—, para hablar a los demás de Él, porque tanta alegría no cabe en un pecho solo [15].

PROMOVER LA CULTURA DE LA EUCARISTÍA

El primer encuentro con Jesús para muchas personas será nuestro propio ejemplo, nuestra vida que busca la identificación con Cristo, y seremos instrumentos para llevarles al Maestro. El ejemplo de una vida cristiana coherente arrastra, por eso no hemos de tener miedo a mostrarnos como cristianos y actuar como tales en medio del mundo. Es una de las propuestas que Juan Pablo II realizó en numerosas ocasiones: «los cristianos se han de comprometer más decididamente a dar testimonio de la presencia de Dios en el mundo. No tengamos miedo de hablar de Dios ni de mostrar los signos de la fe con la frente muy alta. La “cultura de la Eucaristía” promueve una cultura del diálogo, que en ella encuentra fuerza y alimento. Se equivoca quien cree que la referencia pública a la fe menoscaba la justa autonomía del Estado y de las instituciones civiles, o que puede incluso fomentar actitudes de intolerancia» [16].

Testimoniar nuestra fe exteriormente es un derecho como ciudadanos y un deber como cristianos; es una conducta acorde a la dignidad de la persona y una respuesta al ansia que todos los hombres tienen en su corazón de conocer la verdad. Nos hiciste Señor para Ti y nuestro corazón está inquieto hasta que descansa en Ti [17]. Llevar a los hombres frente a la Verdad es el mayor bien que les podemos hacer, un bien que libera, que nunca es intolerante: conoceréis la verdad y la verdad os hará libres [18]. Nuestro testimonio de almas de Eucaristía dará la luz que permita a otros acercarse a la Luz. Cuando, al llegar a aquella aldea, Jesús hace ademán de seguir adelante, los dos discípulos le detienen, y casi le fuerzan a quedarse con ellos. Le reconocen luego al partir el pan: El Señor, exclaman, ha estado con nosotros. (... ) Cada cristiano debe hacer presente a Cristo entre los hombres; debe obrar de tal manera que quienes le traten perciban el bonus odor Christi, el buen olor de Cristo; debe actuar de modo que, a través de las acciones del discípulo, pueda descubrirse el rostro del Maestro [19].

LA LLAMADA, FRUTO DEL ENCUENTRO

Ante la triste ignorancia que hay, incluso entre muchos católicos, pensemos, hijas e hijos míos, en la importancia de explicar a las personas qué es la Santa Misa y cuánto vale, con qué disposiciones se puede y se debe recibir al Señor en la comunión, qué necesidad nos apremia de ir a visitarle en los sagrarios, cómo se manifiestan el valor y el sentido de la urbanidad de la piedad . Ahí se nos abre un campo inagotable y fecundísimo para el apostolado personal [20].

Si nuestra vida es de verdad eucarística, si toda nuestra jornada gira en torno al Santo Sacrificio y al Sagrario, nos saldrá como algo natural dar doctrina a las personas que tenemos alrededor y llevarlas al encuentro de Cristo en la Eucaristía. Cuando nos reunimos ante el altar mientras se celebra el Santo Sacrificio de la Misa, cuando contemplamos la Sagrada Hostia expuesta en la custodia o la adoramos escondida en el Sagrario, debemos reavivar nuestra fe, pensar en esa existencia nueva, que viene a nosotros, y conmovernos ante el cariño y la ternura de Dios [21] . La persona que se acerca a la Eucaristía, encuentra personalmente a Cristo y se pone en situación de poder oír su llamada, la misma que recibieron los primeros doce y tantos otros personajes que, como narra el Evangelio, se cruzaron con Jesús en su camino: ven y sígueme.

l. fernández vaciero

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[1] Lc 24, 29.
[2] Juan Pablo II, Litt. ap. Mane nobiscum Domine, 7-X-2004, n. 1.
[3] Del Prelado, Carta 6-X-2004, n. 8.
[4] Jn 15, 5.
[5] Fil 4, 10.
[6] Sal 43 [42], 2 (Vg).
[7] Del Prelado, Carta, 6-X-2004, n. 33.
[8] Lc 24, 32.
[9] San Josemaría, Camino, n. 917
[10] San Josemaría, Surco n. 686.
[11] Del Prelado, Carta, 6-X-2004 , n. 36.
[12] Juan Pablo II, Litt. ap. Mane nobiscum Domine, 7-X-2004, n. 23.
[13] Del Prelado, Carta, 6-X-2004, n. 35.
[14] Cfr. Jn 1, 40-45.
[15] San Josemaría, Amigos de Dios, n. 314.
[16] Juan Pablo II, Litt. ap. Mane nobiscum Dominum, 7-X-2004, n. 26.
[17] San Agustín, Confesiones, 1, 1, 1.
[18] Jn 8, 32.
[19] San Josemaría, Es Cristo que pasa, n. 105
[20] Del Prelado, Carta, 6-X-2004, n. 35.
[21] San Josemaría, Es Cristo que pasa, n. 153.