23/12/2010

Mensagem de Natal do Papa

CATEQUESE DO PAPA: NATAL, “LUGAR” EM QUE TUDO COMEÇOU

Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.
  

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas.

Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

No tempo próprio da Liturgia, que actualiza o mistério, está para chegar o Deus Menino, nosso Salvador: Aquele que, depois da desobediência de Adão e Eva, nos abraça de novo e abre o acesso à vida verdadeira. Ele vem para reduzir à impotência a obra do maligno e tudo aquilo que nos faz andar longe de Deus. O Verbo feito menino ajuda-nos a compreender o modo de agir de Deus, para sermos capazes de nos deixar transformar pela sua bondade e misericórdia infinita. A sua vinda serve para nos ensinar a ver e a amar os acontecimentos da vida, o mundo e tudo aquilo que nos rodeia com os próprios olhos de Deus. No meio da actividade frenética dos nossos dias, possa este tempo natalício trazer-nos um pouco de calma e tanta alegria, fazendo-nos sentir a bondade do nosso Deus que Se faz menino para nos salvar e dar nova coragem e nova luz ao nosso caminho.

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação de boas vindas para todos, com votos de um santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino: nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Em seu Nome, eu vos abençoo, pedindo a Deus um Ano Novo sereno e feliz para todos.

Fonte: zenit.org

Boa Tarde! 25

Que te estavas a preparar para o Natal como nunca o fizeste!

Percebi a admiração na tua voz e comentei:

Já pensas-te que talvez seja o primeiro Natal que vais viver a sério?

Ou… o último?

25

(ama, 2010.12.23)

O Porto – o Bairro do Aleixo e o Natal - correcção

CORRECÇÃO IMPORTANTÍSSIMA:

Deixemo-nos de patetices de Pais Natal, etc. e tal e falemos de coisas sérias:

Há alguns meses um grupo de jovens universitários reúne-se com crianças – cerca de uma (dezena) e meia - (uma vez por mês) todas as semanas a fim de darem catequese.

O local: o tristemente célebre Bairro do Aleixo, no Porto!

Nenhum lugar, por pior ambiente ou fama que possa ter, “escapa” ao mandato de Jesus Cristo:

«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.» (Mc 16, 16)

Tema para breve reflexão - 2010.12.23

O Senhor actua como médico para curar as chagas que os pecados deixaram e emprega o medicamento das tribulações. [i]


[i] Stº Agostinho, Comentário aos Salmos, 21, 2, 4

Textos de Reflexão para 23 de Dezembro

4ª Quinta-Feira do Advento 23 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 57-66

57 Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz e deu à luz um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes ouviram falar da graça que o Senhor lhe tinha feito e congratulavam-se com ela. 59 Aconteceu que, ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e chamavam-lhe Zacarias, do nome do pai. 60 Interveio, porém, sua mãe e disse: «Não; mas será chamado João». 61 Disseram-lhe: «Ninguém há na tua família que tenha este nome». 62 E perguntavam por acenos ao pai como queria que se chamasse. 63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu assim: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados.64 E logo se abriu a sua boca, soltou-se a língua e falava bendizendo a Deus. 65 O temor se apoderou de todos os seus vizinhos, e divulgaram-se todas estas maravilhas por todas as montanhas da Judeia. 66 Todos os que as ouviram as ponderavam no seu coração, dizendo: «Quem virá a ser este menino?». Porque a mão do Senhor estava com ele.
Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente

A)   O exame de consciência 2

1.    Com razão os mestres da vida espiritual recalcam que o exame de consciência é necessário e indispensável para a purificação da alma e para o adianto na vida de perfeição. Sem um exame de consciência bem ordenado, apenas nos damos conta a meias das nossas faltas. Estas acumulam-se; as más inclinações e as paixões perversas tornam-se mais fortes e ameaçam seriamente a vida da graça. Sobretudo, a caridade santa não poderá desenvolver-se plenamente.
O exame de consciência oferece diversas possibilidades: propõe-se como fim somente o conhecimento dos pecados veniais – não se trata agora dos mortais – que se cometem com plena consciência, ou também o conhecimento dos pecados de fraqueza, pouco ou mal conhecidos; ou, finalmente, reflecte como se tivesse podido e devido corresponder melhor à graça. É claro que um exame de consciência bom e acertado, só se pode fazer com o auxílio da graça sobrenatural.
O exame de consciência geral passa revista a todos os actos do dia, pensamentos, sentimentos, palavras e obras. Quando se faz regularmente, este exame de consciência não é difícil: a pessoa sabe em que ponto costuma cometer falta, e assim sem esforço especial dá-se conta das faltas eventuais do dia. No caso de haver uma infracção especial, esta de qualquer forma atormentaria a alma que procura seriamente a perfeição. Se há verdadeira vida religiosa, não tem que se ser minucioso neste exame de si próprio. Mais importante é o acto de arrependimento. Neste ponto é onde se pode dar mais vida e profundidade ao exame de consciência. Do arrependimento brota o propósito, que normalmente terminará no propósito da confissão.
O exame de consciência geral completar-se-á com o chamado exame particular.: este ocupa-se durante longo tempo de uma falta previamente determinada que se quer vencer ou eliminar, ou de um determinada virtude a que se propõe chegar. O exame das faltas orienta-se primeiramente para as exteriores, que incomodam ou aborrecem o próximo; depois para as interiores, as faltas de carácter propriamente ditas, em direcção ao ponto débil do nosso ser e da nossa vida. Já quando se incorra na falta somente raras vezes ou em determinadas ocasiões, será conveniente passar ao exame positivo de determinados actos de virtude, exame que, ao progredir na vida do espírito, apresenta cada vez mais uma forma de fortalecimento da vontade em direcção a uma determinada virtude, e à forma de uma súplica a Deus para nos fortalecer e aperfeiçoar nesta virtude, por exemplo, o amor de Deus e do próximo, em espírito de fé, humildade e vida de oração. Com o objecto do exame particular coincidirá normalmente também o propósito próprio e especial da confissão frequente. Por isso precisamente para as almas religiosas e zelosas, é muito importante o exame particular, sobretudo na forma que acabamos de indicar: consolidação e afinco da vontade na virtude.

Doutrina: CCIC – 598: O que significa o Ámen final?
                   CIC –  2855 – 2856; 2865

«Depois, acabada a oração, tu dizes: Ámen, corroborando com o Ámen, que significa “Assim seja, que isso se faça”, tudo o que está contido na «oração que Deus nos ensinou» (S. Cirilo de Jerusalém)

Nota:

    Acaba aqui a publicação do Compêndio da Doutrina da Igreja Católica

22/12/2010

Boa Tarde! 24

Estás preocupado porque não sabes como vai ser no tempo de férias…

Bem… para já não te iludas se julgas que tens muito tempo e não fazes as coisas como e quando deves, vais ver que chegas ao fim do dia e… já não tens tempo!

Olha que o “plano de Vida” talvez precise de uma adaptação mas… não vai de férias…

23
(ama, 2010.12.21)


Afinal… corre tudo bem, dizes-me. Por causa “das coisas” resolvi antecipar alguns compromissos no “Plano de Vida” e, assim, consigo cumprir como devo.

Estás a ver, respondi-te, como não há complicação nenhuma, é tudo uma questão de critério.

24

(ama, 2010.12.22)

O Porto – o Bairro do Aleixo e o Natal

CORRECÇÃO IMPORTANTÍSSIMA:


Deixemo-nos de patetices de Pais Natal, etc. e tal e falemos de coisas sérias:

Há alguns meses um grupo de jovens universitários reúne-se com crianças – cerca de uma (dezena) e meia - (uma vez por mês) todas as semanas a fim de darem catequese.

O local: o tristemente célebre Bairro do Aleixo, no Porto!

Nenhum lugar, por pior ambiente ou fama que possa ter, “escapa” ao mandato de Jesus Cristo:

«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.» (Mc 16, 16)

O meu conto de Natal

Sou levado a pensar que, talvez, as pessoas sintam um impulso irresistível para escrever sobre o Natal, o Menino Jesus, as relações e comportamentos humanos que mais se acentuam nesta data.
Desta forma multiplicam-se em jornais, revistas, blogs e E-mails estes bocadinhos da alma e do coração das pessoas “tocadas” pela beleza, simplicidade e candura do Natal.

Gosto muito de contos de Natal em que esta época do ano é tão prolífica.
São contos e histórias muito bem pensadas, alguns de uma singeleza impressionante, outros um pouco mais rebuscados, mas, todos, ou uma enormíssima maioria, têm uma característica comum: Acabam sempre bem; o final é como que uma coroa de felicidade sobre a história contada.

Não há que admirar, afinal de contas quem se daria ao trabalho e qual o objectivo de escrever um conto de Natal repleto de tristeza, abandono, infelicidade?

Pois é… mas esses contos, essas histórias existem na realidade e não é pelo facto de não serem escritas e publicadas que as podemos ignorar.

Tentando “remediar” o caso, proponho que cada um conte a si mesmo essa história triste que conhece, que lê nos jornais ou ouve nas televisões e que, no silêncio do seu coração, peça ao Menino Jesus que lhe dê um final feliz.

Um Santo Natal para todos.

António Mexia Alves

Tema para breve reflexão - 2010.12.22

O silêncio é o clima que torna possível o pensamento profundo. Quem fala demasiado dissipa o coração e leva-o a perder tudo o que há de valioso no seu interior; é então como um frasco de perfume que, por estar destapado, perde o perfume, ficando apenas água e um ligeiro aroma a recordar vagamente o precioso conteúdo de outrora. [i]


[i] Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. nr. 185

Textos de Reflexão para 22 de Dezembro

4ª Quarta-Feira do Advento 22 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 46-56

46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. 52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.

Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente

A)   O exame de consciência 1

1.    O exame de consciência para a recepção do sacramento da penitência está muito estreitamente relacionado com a prática do exame de consciência em geral.
Enquanto os mestres da vida do espírito, começando pelos antigos monges e continuando até aos dos nossos dias, consideram e tratam o exame de consciência, quer o geral, quer o particular, como um elemento essencial da vida cristã verdadeiramente devota, existem hoje certos sectores católicos que não querem saber para nada  de um exame de consciência que chegue aos detalhe. Antes de mais, rejeitam o exame de consciência particular e querem substituí-lo por uma «simples olhadela» ao estado da alma. Não vêm que, pelo menos para os principiantes, é absolutamente necessário descer ao particular se é que querem conhecer e emendar as suas faltas e as raízes das mesmas, as diversas paixões e atitudes interiores retorcidas. Cabalmente, os principiantes, estão expostos ao perigo de se contentarem com um olhar superficial, que não vai ao fundo da consciência e que deixa subsistir as paixões, os costumes retorcidos, etc. (Pio X exortação pag 31)
Aos sacerdotes e aos religiosos a Igreja impõe como dever o exame de consciência diário, e reprova expressamente a doutrina de Miguel Molinos de que «é uma graça não poder ver as próprias faltas» (Dz, 1230). Foi a conhecida quietista senhora Guyon quem opinou que basta simplesmente «expor-se» à luz divina. É característico que os escritores modernos, até para a auto-educação humana puramente natural, insistem de forma terminante sobre uma espécie de exame de consciência puramente natural.

Doutrina: CCIC – 597: Porque concluímos pedindo: «Mas livra-nos do Mal»?
                   CIC – 2850-2854; 2864


O Mal indica a pessoa de Satanás que se opõe a Deus e que é «o sedutor de toda a terra» (Ap12, 9). A vitória sobre o diabo já foi alcançada por Cristo. Mas nós pedimos para que a família humana seja libertada de Satanás e das suas obras. Pedimos também o dom precioso da paz e a graça da esperança perseverante da vinda de Cristo, que nos libertará definitivamente do Maligno.

21/12/2010

Boa Tarde! 21

Encontrei-te tão contente logo de manhã que suspeitei…

Foste à Santa Missa?

Afinal a “fasquia” não estava assim tão alta pois não?

(ama, 2010.12.21)

Bom Dia! 83


Há uns anos um professor de filosofia contou que depois de uma aula recheada com a argumentação de alguns alunos acerca das práticas homossexuais considerando-as algo natural e aceitável e, portanto, passível de ser legislado, já francamente incomodado com o assunto, lhe saiu uma consideração final: “que fique bem claro, para todos, que nem o ânus nem a boca são órgãos sexuais do corpo humano e que, portanto, defender o contrário é, no mínimo aberrante!”

A dureza crua da argumentação só se aceita por ser verdade insofismável e indiscutível.

De facto, sexualidade, para muitos, deixou de ser uma propriedade natural do ser humano destinada a altíssimos fins de colaboração com o Criador, para passar a ser tão só uma consideração mais ou menos vaga da satisfação do desejo, da utilização sem qualquer regra ou limites, das sensações, estímulos e prazer que se obtêm na exploração do libido sensual. ([i])

Não iremos muito além neste tema já que parece estar fora do âmbito destes escritos. De facto a contenção e moderação da sexualidade, dando-lhe os fins apropriados para que existe não supõe nem conceitos nem teorias sobre o assunto. Quem converte este tema em eixo em torno do qual gira a sua vida, submetendo-se às prisões e cadeias que prendem um ser humano aos instintos e impulsos sem nenhuma tentativa de moderação ou sequer comando das acções, não está, com certeza, interessado em considerar temas ligados à “Melhoria Pessoal e à Vida Interior”.
Esta Melhoria Pessoal de que vimos falando não é algo intemporal ou mirífico, alguma coisa que se tenha como um ideal mas que se vai deixando relegado para segundas oportunidades já que haverá coisas mais importantes a fazer entretanto. Não senhor! A melhoria pessoal é o que de mais íntimo e humano o homem poderá ter como desejo de evolução que é, deve ser, inato a todo o ser humano. Sabemos muito bem, cada um dos seres humanos, aquilo em que podemos melhorar e conseguir melhores resultados.


83

Para ver desde o início, clicar aqui: https://sites.google.com/site/sobreavidahumana/vida-humana

[i] Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi,  desejo de conhecimento, a libido sentiendi,  desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi,  desejo de dominar.

Tema para breve reflexão - 2010.12.21

O Senhor não vem trazer uma paz terrena e falsa, a mera tranquilidade por que anseia o egoísmo humano, mas a luta contra as próprias paixões, contra o pecado e todas as suas consequências. A espada que Jesus Cristo traz à terra para essa luta é, segundo a própria Escritura, "a espada do espírito, que é e palavra de Deus" (Ef. 6, 17), "viva eficaz e penetrante..., que penetra até dividir a alma e o corpo, as junturas e as medulas e discerne os pensamentos e intenções do coração" (Heb. 4, 12). [i]


[i] Bíblia Sagrada, Fac. Teo. Univ Navarra, Comentário, Mt 10, 34-37

Textos de Reflexão para 21 de Dezembro

4ª Terça-Feira do Advento 21 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 39-45

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre.45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor».

Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente

B)   A confissão (acusação) 3

1.    Na prática há muitos meios de fazer bem e frutuosamente a acusação, e de aprofundar e simplificar a confissão frequente. Uns confessam todas as faltas ou, pelo menos, as mais importantes cometidas depois da última confissão. Assim muitas almas com razão e proveito.
Mas no caso de almas que com verdadeira seriedade procuram Deus, trate-se de leigos, sacerdotes ou religiosos, julgamos que devemos indicar os seguintes meios: Pode-se partir de uma determinada falta, cometida depois da última confissão. Em tal caso, a confissão decorrerá assim: «Com plena consciência julguei e falei com pouca caridade; durante a minha vida inteira pequei, de pensamento, de palavra, com juízos pouco caritativos contra o amor ao próximo, e acuso-me de todos estes pecados da minha vida;  acuso-me igualmente de todos os outros pecados e faltas dos quais me tenha feito culpável ante Deus.» É uma forma muito simples e proveitosa de acusar-se na suposição de ter-se esforçado por despertar um sério arrependimento. Do arrependimento brota naturalmente um claro e concreto propósito: «Trabalharei par eliminar todo o juízo e palavra deliberadamente faltos de caridade».
Uma segunda forma de nos acusar-mos: a partir de um determinado mandamento, ou de uma paixão, um costume, uma inclinação; sempre de um ponto que, no momento actual, é de grande importância para a aspiração interior. Então a confissão far-se-á desta forma: »Excito-me facilmente com qualquer coisa; os outros irritam-me com frequência; falo e censuro e dou rédea solta à antipatia e ao mau humor. Acuso-me de ter cometido desta forma muitas faltas na minha vida. outros pecados e faltas dos quais me tenha feito culpável ante Deus.» è também uma forma fácil e proveitosa de confissão; ela pressupõe e exige que o penitente, consciente do fim, e por longo tempo, fixe a atenção num pecado determinado, como raiz de determinadas faltas ou num ponto importante da sua vida interior. O decisivo, também neste caso, é o arrependimento. Esta forma de confessar-se torna relativamente fácil para o confessor atender o penitente de uma forma pessoal e ajudá-lo nos seus esforços.
Finalmente, pode tomar-se como ponto de partida o ter pecado, por exemplo, contra um ou outro mandamento: «pequei amiúde e muito por impaciência, por falta de domínio de mim mesmo, por mau humor, por sensualidade. Acuso-me também de todos os outros pecados mortais e veniais de toda a minha vida».
Do dito resulta o seguinte: Quem quiser praticar a confissão frequente bem e com todo o fruto possível, tem de manter em boa ordem a sua vida interior. Deve ver com clareza que pontos são importantes e essenciais para ele; deve conhecer as suas próprias imperfeições e modelar-se a si próprio de modo consequente. Se o confessor, compreensivo e cheio de santo interesse pelo crescimento espiritual do seu penitente, também, colabora com ele de um modo consequente, a confissão frequente será um meio excelente para edificar e aperfeiçoar a vida religiosa e moral, par identificar-se com Cristo e com o seu espírito.
Doutrina: CCIC – 596:  O que significa: «Não nos deixeis cair em tentação»?
                    CIC - 2846-2849; 2863

Pedimos a Deus Pai que não nos deixe sozinhos e à mercê da tentação. Pedimos ao Espírito para sabermos discernir entre a provação que ajuda a crescer no bem e a tentação que conduz ao pecado e à morte, e, ainda, entre ser tentados e consentir na tentação. Esta petição coloca-nos em união com Jesus, que, com a sua oração, venceu a tentação e solicita a graça da vigilância e da perseverança final.

Festa: S Pedro Canísio – Doutor da Igreja

                                                                                                                             
Nota Histórica

Nasceu em 1521, em Nimega (Holanda). Estudou em Colónia e entrou na Companhia de Jesus. Foi ordenado sacerdote em 1546. Destinado à Alemanha, trabalhou denodadamente na defesa da fé católica com seus escritos e pregação. Publicou numerosas obras, entre as quais se destaca o seu Catecismo. Morreu em Friburgo (Suíça), no ano de 1597.

20/12/2010

LITURGIA DAS HORAS

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III. OFÍCIO DE LEITURA

55. O Ofício da Leitura visa proporcionar ao povo, e muito especialmente àqueles que de modo peculiar estão consagrados ao Senhor, uma meditação mais rica da Sagrada
Escritura e das mais belas páginas dos autores espirituais. Embora as leituras que hoje se fazem na Missa, todos os dias, formem já um ciclo bastante completo dos textos bíblicos, todavia, o tesouro da revelação e da tradição contido no Ofício de Leitura pode ser de grande proveito espiritual.
São os sacerdotes os primeiros que devem procurar aproveitar-se destas riquezas, de modo que, recebendo eles mesmos a palavra de Deus, a possam dispensar a todos e
façam do seu ensino «alimento do povo de Deus»9.

56. «A leitura da Escritura sagrada deve ser acompanhada da oração, para que seja um diálogo entre Deus e o homem: «a Ele falamos quando oramos, a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos»10. E é por isso que o Ofício de Leitura se compõe também de salmos, hino, oração e outras fórmulas, que lhe dão um carácter de verdadeira oração.

57. Segundo a Constituição Sacrosanctum Concilium, o Ofício da Leitura, «embora, quando recitado no coro, conserve o seu carácter de louvor nocturno, deve ser reformado no sentido de se poder recitar a qualquer hora do dia; o número dos salmos deve também ser reduzido, e as leituras mais longas»11.

58. Neste sentido, aqueles que por direito particular estão obrigados a manter este Ofício com o seu carácter de louvor nocturno, ou aqueles que louvavelmente assim o queiram fazer, quer o recitem de noite quer de madrugada, antes de Laudes, devem escolher, no Tempo Comum, o hino dentro da série destinada a este fim. Além disso, para os domingos, solenidades e certas festas, ter-se-á em conta o que se diz nos nn.70-73, a respeito das vigílias.

59. Salva a disposição do número precedente, o Ofício da Leitura pode-se recitar a qualquer hora do dia, ou até no dia anterior, à noite, depois de recitadas as Vésperas.

60. No caso de o Ofício da Leitura se recitar antes de Laudes, será precedido do Invitatório, como acima ficou dito (nn. 34-36). Aliás, começará pelo versículo Deus, vinde com Glória ao Pai, Como era, e (fora do tempo da Quaresma) Aleluia.

61. A seguir, diz-se o hino. Este, no Tempo Comum, toma-se ou da série nocturna, como atrás ficou dito (n. 58), ou da série diurna, consoante a hora da celebração.

62. Vem depois a salmodia, constituída por três salmos (ou três secções, no caso de os salmos ocorrentes serem mais longos). No Tríduo Pascal, nos dias dentro das oitavas da Páscoa e do Natal, bem como nas solenidades e festas, os salmos, com as respectivas antífonas, são próprios.
Nos domingos e férias, os salmos, com as respectivas antífonas, tomam-se da série ocorrente do Saltério. Tomam-se igualmente da série ocorrente do Saltério nas memórias dos Santos, a não ser que estas tenham salmos e antífona próprias (cf. nn. 218 ss.).

63. Depois dos salmos, diz-se normalmente, o versículo, a servir de transição entre a salmodia e as leituras.

64. São duas as leituras: a primeira, tirada da Bíblia; a segunda, das obras dos Santos Padres ou dos Escritores eclesiásticos, ou então uma leitura hagiográfica.

65. Após cada leitura, diz-se um responsório (cf. nn. 169-172).

66. Normalmente, a leitura bíblica é a indicada no Próprio do Tempo, segundo as normas dadas mais adiante, nn. 140-155. Nas solenidades e festas, a leitura bíblica toma-se do respectivo Próprio ou Comum.

67. A segunda leitura, com seu responsório, toma-se à escolha, ou do livro da Liturgia das Horas ou do Leccionário facultativo, de que se fala mais adiante, n. 161.
Nas solenidades e nas festas dos Santos, diz-se uma leitura hagiográfica própria ou, na falta desta, a segunda leitura do respectivo Comum dos Santos. Nas memórias dos Santos cuja celebração não seja impedida, diz-se a leitura hagiográfica em vez da segunda leitura ocorrente (cf. nn. 166 e 235).

68. Nos domingos fora da Quaresma, nos dias dentro das oitavas da Páscoa e do Natal, nas solenidades e festas, após a segunda leitura com seu responsório, diz-se o hino Te Deum (o qual se omite nas memórias e nas férias). Querendo, pode-se omitir a última parte deste hino, desde o verso Salvai, Senhor, o vosso povo até ao fim.

69. O Ofício da Leitura termina com a oração própria do dia, seguida, pelo menos na recitação comunitária, da aclamação Bendigamos ao Senhor. R. Graças a Deus.


9 Pontificale Romanum, De Ordinat. Presbyterorum, n. 14.
10 S. Ambrósio, De Officiis ministrorum 1, 20, 88: PL 16, 50: Conc. Vat.
II, Const. Dei Verbum, n. 25.
11 Conc. Vat. II. Const. Sacrosanctum Concilium, n. 89 c.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
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Boa Tarde! 22

Concordas comigo:

Afinal, o “Plano de Vida”, não é nada do outro mundo!

Até parece que tenho mais tempo para tudo!

22

(ama, 2010.12.20)

Era digital no Natal de sempre!

HISTÓRIA DE NATAL CONTADA NA ERA DIGITAL (COM VÍDEO)

Experiência de cruzar dois mundos resultou num dos grandes sucessos do YouTube

Juntar a narrativa bíblica às linguagens das novas tecnologias foi o desafio assumido por uma agência portuguesa especialista em marketing digital, dando origem a um vídeo que já ultrapassou um milhão e 300 mil visualizações no YouTube.

Jorge Teixeira, director criativo de publicidade, explica que o objectivo era criar um cartão de Natal que “apresentasse uma mensagem e tivesse a capacidade de tocar as pessoas”.

Uma ideia que, como confessa à ECCLESIA, se revelou “muito complicada”, dado que os responsáveis não tinham a certeza de que o público acolheria bem esta proposta.

Num vídeo que usa como pano de fundo a narrativa bíblica do nascimento de Jesus, as Redes Sociais, a Web e o mobile contam a história do Natal através do Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia, Google Maps, GMail, Foursquare e Amazon, entre outros.

“Quisemos contar a história do nascimento de Jesus nesta perspectiva, como se fosse hoje”, explica Jorge Teixeira.

“São esses meios que estão a espalhar a boa nova, a contar a história da natividade”, acrescenta.

Este responsável assegura que o trabalho em causa exigiu investigação para saber quais são “os passos mais importantes daquela narrativa”.

“Tivemos o cuidado de não nos cingirmos só àquilo que nos lembrávamos da catequese, quando éramos pequeninos”, assinala.

Só depois de definido devidamente o “facto relatado” pelos Evangelhos se passou a construir o vídeo, utilizando as “novas linguagens”

Os toques de humor foram também construídos “com pinças” em cima da “narrativa histórica”, procurando não “ofender ninguém”.

“A mensagem não tem de chocar com o veículo que a veicula”, conclui este director criativo de publicidade.

«Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo». É esta a mensagem que a «História do Natal Digital», que pode ver aqui: