07/11/2010

Bom Dia! 39



Tudo isto, posto desta forma, parece simplista e falho de base científica, e… ainda bem se assim for porque, o que se defende, é que não há nenhuma razão, motivo, ou sequer, autoridade, para que o homem interfira no que lhe está vedado por natureza: a Criação!

O homem não é capaz de criar coisa nenhuma.
Um pintor não cria um quadro, limita-se a aplicar um talento que Deus lhe deu, umas técnicas que adquiriu com o estudo e a experiência e uns materiais que estão à sua disposição: telas, tintas, pincéis, etc.
O escritor reproduz em papel aquilo que no seu íntimo imagina e constrói dando-lhe uma forma mais ou menos consistente.
O escultor arranca a golpes de cinzel do bloco de mármore, uma imagem magnífica que a sua arte e senso artístico vão descobrindo.
Nenhum destes pintou um quadro, escreveu um livro ou produziu uma escultura com um simples acto de vontade como que dando um estalido com os dedos. Tiveram de socorrer-se da sua imaginação, saber, técnica e, muito importante, de instrumentos e materiais que já existiam antes.

Criar, propriamente, é fazer algo de nada, onde nada existe passa a haver uma coisa, um ser e, isto, só por um simples acto de vontade.
Esta vontade, esta capacidade é única e exclusiva do Criador, de Deus.

Mas temos também de considerar que “dar a Deus o que é de Deus” é também dar aos outros porque, de facto, é um mandato explícito de Deus. Ao mandar-nos amar os outros como a nós mesmos tal como o fez no Decálogo, não faz uma “recomendação”, ou estabelece um principio, não, exerce o Seu Poder e Autoridade de Criador para ordenar de forma clara o que quer que façamos. E se, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo (Lei Natural) é fazer a Vontade de Deus parece que poderíamos assumir que o que temos que dar a Deus é, resumidamente, fazer a Sua Vontade.

Mas como saber o que é a Vontade de Deus na vida corrente de cada um?
Cumprir os Mandamentos?
Claro… mas digamos que esta é uma forma global de apreciar as coisas e, nós homens, precisamos de detalhes, pormenores que se ajustem às pequenas ou grandes incidências da nossa vida.
Os contemporâneos de Jesus, numa tentativa de iludir a questão, pediam-lhe sinais, como se as obras, as palavras, a actuação, enfim, de Jesus Cristo, não fosse, ela própria um sinal mais que evidente da Sua Autoridade Messiânica.
39

Textos de Reflexão para 07 de Novembro

Domingo 07 Nov
                                                                                                             
Evangelho: Lc 20, 27-38

27 Aproximaram-se depois alguns saduceus, que negam a ressurreição, e fizeram-Lhe a seguinte pergunta: 28 «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: “Se morrer o irmão de algum homem, tendo mulher, e não deixar filhos, case-se com ela o seu irmão, para dar descendência ao irmão”. 29 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou, e morreu sem filhos. 30 Casou também o segundo com a viúva, e morreu sem filhos. 31 Casou depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete; e morreram sem deixar filhos. 32 Morreu enfim também a mulher. 33 Na ressurreição, de qual deles será ela mulher, pois que o foi de todos os sete?». 34 Jesus disse-lhes: «Os filhos deste mundo casam e são dados em casamento, 35 mas os que forem julgados dignos do mundo futuro e da ressurreição dos mortos, não desposarão mulheres, nem as mulheres homens, 36 porque não poderão jamais morrer; porquanto são semelhantes aos anjos e são filhos de Deus, visto serem filhos da ressurreição. 37 Que os mortos hajam de ressuscitar, o mostrou também Moisés no episódio da sarça, quando chamou ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob. 38 Ora Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos são vivos».

Comentário:

A pergunta não o é verdadeiramente, é antes, uma provocação porque revela uma intenção de pôr um problema complicado – sete irmãos casados sucessivamente com a mesma mulher – para dificultar uma resposta e, além disso, porque se quem pergunta não acredita no que questiona «os saduceus, negam a ressurreição» que lhe pode interessar a resposta? Mas Jesus não perde nunca uma oportunidade de dar e esclarecer de forma clara a doutrina e as verdades da Fé. Desta forma conclui dois pontos importantes: que, de facto há Ressurreição e que, perante Deus, não há mortos mas vivos. 

(ama, comentário sobre Lc 20, 27-38, 2010.10.19)

Tema: Novíssimos - Juízo 2

Ter medo do Juízo particular? Não, de modo nenhum! O Juiz é justíssimo e a Sua sentença é sempre a que, de facto merecemos. E é muito simples: se de facto fizemos um esforço sério por nos portarmos bem, isto é, cumprindo a Vontade de Deus em todos os momentos da nossa vida, se, quando tal não aconteceu, nos arrependemos e procurámos o perdão divino na Confissão Sacramental, não temos nada a temer. 

(ama, comentário sobre Juízo 2, 2010.10.19)

Doutrina: CCIC – 552:  Como se pode definir a adoração?
                   CIC 2628
A adoração é a prostração do homem que se reconhece criatura diante do seu Criador três vezes santo.

Tema para breve reflexão - 2010.11.07

Homem imagem de Deus

Entre tudo o criado, o homem é semelhante pela sua inteligência à sabedoria criadora – e se outras criaturas possuem qualquer reflexo da inteligência divina, unicamente o homem possui a noção do Bem, e por isso pertence a uma ordem da criação diferente de todas as outras, a ordem moral, onde pode encontrar Deus.

(Georges Chevrot, Jesus e a Samaritana, ÉFESO, Editorial Áster, Lada, Lisboa, 1956, pg. 22

06/11/2010

Bom Dia! 38



Porque as coisas da ciência constroem-se passo a passo, dizem.

É verdade, mas o Criador não fez experiências, não estabeleceu princípios nem métodos, regras ou calendários; dispôs que fosse assim e assim foi e tem sido.

Se nascer, criar um ser humano parece importante para alguns “iluminados” da dita ciência, porque não houve – que conste – um movimento ou compulsão científica de igual impacto que se dedique a evitar a morte?
Parece ser simples a resposta; porque se sabe que isso, não é possível, pode, talvez, prolongar-se artificialmente o tempo de vida mas, a morte, evitá-la, bani-la de vez, não!

Falamos de seres humanos mas podemos considerar qualquer ser vivo.
Não consigo encontrar nenhum cientista, laboratório ou comunidade interessada em decidir que, por exemplo, os cães de estimação não morram.
Bom, pode-se aduzir que se trata de um processo natural, o ser vivo nasce, cresce e acaba por morrer porque se desgasta.
É evidente!
Mas porque tem de ser assim?
Porque não se consegue construir uma base científica que estabeleça que todos os cães vivam, por exemplo, vinte anos?
Estas alegações parecem um disparate, porque a vida, não se comanda completamente, não se pode evitar o envelhecimento, determinadas doenças, acidentes e outros factores que intervêm no processo.
Pois não!
Mas, então, qual é  a legitimidade de  querer “fabricar” um ser vivo só porque se conhece – mais ou menos – o princípio que dá origem à vida?

Lembremo-nos da história do Dr. Frankenstein. Tudo parecia lógico e bem alicerçado cientificamente e, parece, até funcionou. Mas, conhece-se a saga: os resultados foram, pelo menos, inesperados.
38

Tema para breve reflexão - 2010.11.06

Homem imagem de Deus

Entre tudo o criado, o homem é semelhante pela sua inteligência à sabedoria criadora – e se outras criaturas possuem qualquer reflexo da inteligência divina, unicamente o homem possui a noção do Bem, e por isso pertence a uma ordem da criação diferente de todas as outras, a ordem moral, onde pode encontrar Deus.

(Georges Chevrot, Jesus e a Samaritana, ÉFESO, Editorial Áster, Lada, Lisboa, 1956, pg. 22

Textos de Reflexão para 06 de Novembro

Sábado 06 Nov

Evangelho: Lc 16, 9-15

9 «Portanto, Eu vos digo: Fazei amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos.10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.11 Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». 14 Ora os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam todas estas coisas e troçavam d'Ele.15 Jesus disse-lhes: «Vós sois aqueles que pretendeis passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; o que é excelente segundo os homens é abominação diante de Deus.

Comentário:

A verdadeira “chave” desta Parábola é a Fidelidade. O carácter firme e bem formado leva o homem a ser fiel a si mesmo, aos outros e a Deus. Não é possível merecer crédito algum quem não merece confiança e, só merece confiança quem é fiel. Aos seus princípios, à sua formação, àquilo que é como pessoa, como cristão, aos outros com quem se relaciona, sobretudo, com quem convive e assumiu compromissos e, finalmente, a Deus. As coisas pequenas como as grandes, o que escassa importância ou que tem muita, a pessoa fiel não faz acepções nem tem “variações” na sua conduta. Por isso mesmo se pode confiar nele sempre e sem reservas. 

(ama, comentário sobre Lc 16, 9-15, 2010.10.11)

Tema: Novíssimos - Morte 2
E se nós pensarmos que a morte nos leva à verdadeira vida? Fomos criados por Deus destinados a não morrermos. (CIC 1008) Então a verdadeira vida é aquela que não acaba, aquela que pela graça de Deus, estando preparados, alcançamos depois da morte.

(jma, sobre Morte 2, 2010.10.21)

Doutrina: CCIC – 451: Qual a atitude de Jesus em relação ao Sábado?                   
                   CIC – 2173

Jesus reconhece a santidade do Sábado e, com a sua autoridade divina, dá-lhe a sua interpretação autêntica: «O Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado» (Mc 2,27).

Festa: S. Nuno de Santa Maria

                                                                                                                                                              Nota Histórica 
Nuno Álvares Pereira, fundador da Casa de Bragança, nasceu em Santarém (Portugal) a 24 de Junho de 1360. Como Condestável do reino de Portugal, foi militar invencível; mas, vencendo se a si mesmo, pediu a admissão, como irmão leigo, na Ordem do Carmelo. Tinha uma admirável piedade e confiança para com a Santíssima Virgem Maria. Sentia grande satisfação em pedir esmolas pelas portas, desempenhar os ofícios mais humildes na casa de Deus, e mostrou sempre grande compaixão e liberalidade para com os pobres. Morreu no domingo da Ressurreição do ano 1431 (1 de Abril).

05/11/2010

Legalização do "matrimônio" gay destrói a sociedade, afirma advogado argentino

O que procuram os grupos de pressão com a legalização do mal chamado "matrimônio" gay ou homossexual não é casar-se, mas sim ser obter que "uma conduta tolerada socialmente, passa a ser promovida publicamente" declarou à imprensa o advogado Jorge Scala, membro da ONG Portal de Belém.

O letrado explicou que "se eles conseguirem que se possam casar e que o Estado reconheça seu matrimônio, então deverá mudar todos os programas de estudo, porque deverá ensinar as crianças que quando cumprirem 18 podem se casar com um homem ou com uma mulher".

Scala acusou que o Instituto Nacional contra a Discriminação como "um tipo de Gestapo do Governo" pois está "modificando a lei anti-discriminatória, e qualquer um que diga que a homossexualidade não é uma boa conduta, irá ao cárcere". "Uma coisa é tolerar a homossexualidade como conduta privada, mas a lei que permite o matrimônio homossexual é a ponta de lança não só para legitimá-la, mas para promovê-la sob pena de cárcere". 

Legalizar o "matrimônio" homossexual, denuncia Scala, resultará em "uma sociedade destruída, porque a família é a célula básica da sociedade" e "se eu destruir a família ou vou minando-a, vou destruindo a sociedade".

Por isso também será prejudicial dar em adoção uma criança a um casal homossexual pois "estaremos dando crianças como troféu a um par de pessoas que não têm filhos, porque não quiseram tê-los, por seu estilo de vida"

BUENOS AIRES, 04 Nov. 10

Vaticano explica situação de associação ligada à devoção dos anjos

O Vaticano divulgou uma circular da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), na qual se informa os bispos de todo o mundo sobre a situação da associação «Opus angelorum» (Engelwerk), ligada à devoção dos anjos.
Em nota de imprensa, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, assinala que o documento visa actualizar os responsáveis eclesiais sobre a situação “doutrinal e canónica” da referida associação.
Em 1983, os membros do "Opus Angelorum" tinham sido proibidos de utilizar “as teorias provenientes de alegadas revelações privadas” a Gabriele Bitterlich (1896-1978), sobre o “mundo dos anjos, seus nomes pessoais, seus agrupamentos e funções”.
Quase trinta anos depois, os responsáveis pela CDF consideram que “hoje, graças à obediência demonstrada pelos seus membros, o Opus Angelorum vive leal e serenamente em conformidade com a doutrina da Igreja e as normas litúrgicas e canónicas”.
A 31 de Maio de 2000, esta Congregação aprovou a fórmula de uma consagração aos Santos Anjos para o Opus Angelorum e, posteriormente, aprovou um estatuto onde, entre outras coisas, se definem as relações entre a associação e a Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz.
“Tal como hoje se apresenta, o Opus Angelorum é, portanto, uma associação pública da Igreja em conformidade com a doutrina tradicional e as directivas da Suprema Autoridade”, pode ler-se na circular da CDF.
Apesar desta situação, a Congregação alerta para “ um certo número de membros do Opus Angelorum, entre os quais se encontram também diversos sacerdotes saídos ou expulsos da Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz”, que “professa e pratica tudo o que foi proibido” pela Santa Sé.
“A Congregação para a Doutrina da Fé convida, portanto, os Ordinários a vigiar sobre tais actividades desagregadoras da comunhão eclesial, proibindo-as, quando aparecerem nas suas dioceses”, indica o documento, assinado pelo Cardeal William Levada, prefeito da CDF

(Ecclesia).

Bom Dia! 37



Interroguemo-nos por momentos, qual a “necessidade”, “vantagem” ou “proveito” que Deus poderia pensar ter ao criar o ser humano com estas características e desta forma?

A resposta parece evidente: Absolutamente nenhuma, Deus não precisa do ser humano para nada, não acrescenta nem, diminui coisa alguma à Sua Grandeza e Omnipotência, porque Deus, É, e, sendo, é completo, total, absoluto. Não precisa de nada, não Lhe faz falta coisa nenhuma.
A única explicação que encontramos, é, portanto, o Amor!
O Amor incomensurável de Deus levou-o, leva-o a criar seres capazes de serem felizes como Ele é feliz, a gozarem como Ele goza, a usufruírem de todo o bem por toda eternidade como Ele próprio usufrui e, nisto, está o Seu contentamento, o Seu Amor.
Imiscuir-nos neste plano magistral, nem que seja a título de curiosidade experimental, é um abuso inqualificável que não se pode admitir.

Ao contemplar a obra de Deus na criação do ser humano, na complexidade da sua construção física e psíquica o homem capaz de ver mais longe que a sua própria ambição de conhecimento, deveria ficar-se pela descoberta das causas e efeitos das perturbações dessa construção.
Parece inadmissível que, sem conseguir respostas cabais e completas para as alterações físicas a que o homem está sujeito – as chamadas doenças -, sem ter ainda conseguido um conhecimento completo, profundo, credível, da constituição humana e das suas variadíssimas especificidades, alguns, em nome de uma ciência que não conhecem nem dominam totalmente, se dêem ao desplante de tentar interferir naquilo que parece mais fácil: dar origem a um ser humano.
E, o que hoje, parece um avanço notável neste campo, passado pouco tempo ficará irremediavelmente ultrapassado e sem nenhum interesse. 

37

Tema para breve reflexão - 2010.11.05

Egoísmo - Efeitos

Muitas vezes o nosso egoísmo leva-nos a tratar o Senhor com extraordinária inconsciência, como se fosse um servo ás ordens, incumbido exclusivamente de resolver os problemas levantados por nós mesmos ou de nos tirar de becos sem saída em que nos metemos totalmente. Não temos demasiado interesse em pedir pelos outros, em esquecer-nos de nós mesmos em proveito dos mais necessitados; reduzimos frequentemente a nossa oração de súplica à resolução de minúsculas questões puramente terrenas, como se disso dependesse a nossa vida, e desinteressamo-nos facilmente da única coisa verdadeiramente importante.

(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. nr. 246)

Textos de Reflexão para 05 de Novembro

Sexta 05 Nov

Evangelho: Lc 16, 1-8

1 Disse também a Seus discípulos: «Um homem rico tinha um feitor, que foi acusado diante dele de ter dissipado os seus bens. 2 Chamou-o, e disse-lhe: Que é isto que eu oiço dizer de ti? Dá conta da tua administração; não mais poderás ser meu feitor. 3 Então o feitor disse consigo: Que farei, visto que o meu senhor me tira a administração? Cavar não posso, de mendigar tenho vergonha. 4 Já sei o que hei-de fazer, para que, quando for removido da administração, haja quem me receba em sua casa. 5 E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor ?6 Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Então disse-lhe: Toma o teu recibo, senta-te e escreve depressa cinquenta. 7 Depois disse a outro: Tu quanto deves? Ele respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe o feitor: Toma o teu recibo e escreve oitenta. 8 E o senhor louvou o feitor desonesto, por ter procedido sagazmente. Porque os filhos deste mundo são mais hábeis no trato com os seus semelhantes que os filhos da luz».

Comentário:

Esta é uma daquelas Parábolas de Jesus que tem ser interpretada com o espírito são e sem preconceitos, com o olhar puro e limpo de quem pretende, de facto, entender o que o Mestre quer ensinar.
Normalmente, depois de considerar a Parábola chega-se à conclusão que o que Jesus pretende é dar-nos a entender a importância de preparar cuidadosamente o futuro enquanto dispomos de tempo para isso. Esperar pelo último momento é uma atitude de “alto risco” pois pode acontecer que nesse “último momento” não disponhamos da possibilidade de o fazer. Preparar-se para o inevitável – a morte – deve ser uma preocupação de agora, de hoje, sem adiamentos nem hesitações. O que está em causa – como na Parábola – é que quem nos receber depois da morte seja Aquele que nos convém, o nosso Pai, Deus. 

(ama, comentário sobre Lc 16, 1-8, 2010.10.11)

Tema: Novíssimos - Paraíso 1

É o fim último do homem: a visão, para sempre, da face de Deus. Estar na Sua presença, gozar como Ele goza, usufruir de todo o Amor, toda a Beleza do próprio Deus. Não há ventura maior que esta.                                                                              

(ama, sobre Paraíso 1, 2010.10.18)


Doutrina: CCIC – 450: Porque é que Deus «abençoou o dia de Sábado e o
                                     declarou sagrado» (Ex 20,11)?
                   CIC – 2168-2172; 2189

Porque o dia de Sábado recorda o repouso de Deus no sétimo dia da criação e também a libertação de Israel da escravidão do Egipto e a Aliança que Deus estabeleceu com o povo.

04/11/2010

OH POBRE CORAÇÃO


Oh pobre coração
o meu,
que se atém a tantas coisas,
e afinal só Uma interessa.
Oh pobre coração,
o meu, 
que sonha com tantas riquezas,
que afinal são só pobrezas.
Oh pobre coração,
o meu,
que se enche de orgulho e vaidade,
e afinal só se encontra, 
na humilde simplicidade.
Oh pobre coração,
o meu,
que dos outros faz julgamentos
quando deveria arrepender-se,
apenas dos seus lamentos.
Oh pobre coração,
o meu,
que se quer já tão adulto,
e deveria ser tão criança.
Oh pobre coração,
o meu, 
que se atormenta em desesperos,
quando deveria viver na fé,
confortar-se na esperança.
Oh pobre coração,
o meu,
tão cheio de mágoas e dores,
quando deveria viver no perdão,
e estar cheio de louvores.
Oh pobre coração,
o meu,
que fala sem nada dizer,
quando deveria prostrar-se
entregue em oração.
Oh pobre coração,
o meu,
que caminha cego o caminho,
quando deveria ver
que Ele nunca o deixa sozinho.
Oh pobre coração,
o meu,
encerrado na fatalidade,
quando deveria viver,
apenas e só na verdade.
Oh pobre coração,
o meu,
que bate neste meu peito,
que se pensa tão correcto,
e apenas é imperfeito.


Oh rico coração,
o meu,
que apesar do seu horror,
foi chamado a ser morada,
de Jesus Cristo,
o Senhor.



Monte Real, 3 de Novembro de 2010 

Publicado por JMA em http://queeaverdade.blogspot.com/2010/11/oh-pobre-coracao.html

Precisamos de Santos...

... sem véu ou batina, de Santos de calça jeans e tênis, de santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos, de santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade, de santos que tenham tempo todo dia para rezar e saibam namorar na pureza e castidade, de santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso
tempo. De santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais, de santos que se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas. Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que tomem um refrigerante ou comam pizza no fim-de-semana com os amigos de santos que gostem de teatro, de música, de dança, de desporto. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.
 
(João Paulo II)

Boa Dia! 36



Não se duvida que tal seja possível – no campo meramente teórico, entendamo-nos – ou seja, criar um homem ou uma mulher a partir de processos científicos, complexos mas cada vez mais comuns.


Mas, a pergunta permanece: são estas “criações” da ciência, seres humanos?

É evidente que não e, a razão está na base de toda a concepção da criação tal como querida por 
Deus.

Parece claro que a Vontade de Deus ao criar um homem e uma mulher, distintos 
e com características próprias tenha sido a “compulsão” de amor que ao constatar a obra da Sua Criação, verificando que tudo era bom ([i]), quis dar ao ser humano uma tarefa transcende 
que, em sumo grau, era de colaborar com Ele na reprodução da raça humana na proliferação de seres humanos que preenchessem o seu desejo de Amor.
Com o poder que detém, Deus, poderia ter criado imediatamente milhares de milhões de homens e mulheres atribuindo a cada um papel particular na sociedade humana.
Satisfaria, assim, o Seu Amor incomensurável de ter à Sua disposição seres inteligentes e livres que O amassem e adorassem pelo seu próprio arbítrio e escolha.
Optou por uma outra forma e que, em síntese, é a criação de um primeiro 
casal de seres humanos com características específicas e destinados a 
promover esse Seu desejo amoroso de uma série contínua de seres inteli-
gentes e dotados de vontade e querer próprios.

Quando o fez?

Não parecendo importante a discussão, de qualquer modo pode aceitar-se que a evolução das espécies foi uma realidade e que os “antepassados” do homem, tal como o conhecemos hoje, estejam integrados nessa 
evolução.
O que não duvidamos é que, em determinado momento, Deus “inseriu” nesse
ser uma alma passando, nesse preciso momento, a algo totalmente diferente:
um ser humano.
O Criador “resolveu” não interferir na escolha de cada ser humano deixando ao
seu livre arbítrio o aceitar a Sua Lei, o Seu Comando, a Sua Vontade e, até, o 
seu dever de sujeição como criatura ao Criador.

Porquê?

Por Amor, única e exclusivamente por amor!
Deus não pode nunca actuar de outra forma a não ser por Amor e movido pelo 
Amor já que, Ele próprio é O AMOR!

E aqui está a base e o principio de tudo o que se refere à Criação: O Amor!

36



[i] Gn 6, 5.

Tema para breve reflexão - 2010.11.04

Economia e Justiça

A economia tem as suas próprias leis e mecanismos, mas estas leis não são suficientes nem supremas, nem esses mecanismos são inamovíveis. A ordem económica não deve conceber-se como uma ordem independente e soberana, mas há-de estar submetida aos princípios superiores da justiça social, que corrijam os defeitos e deficiências da ordem económica e tenham em conta a dignidade da pessoa.

(Cf. Pio XI, Encíclica Quadragesimo anno, 15.06.1931, 37.)

Textos de Reflexão para 04 de Novembro

Quinta 04 Nov

Evangelho: Lc 15, 1-10

1 Aproximavam-se d'Ele os publicanos e os pecadores para O ouvir. 2 Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: «Este recebe os pecadores e come com eles». 3 Então propôs-lhes esta parábola: 4 «Qual de vós, tendo cem ovelhas, se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, para ir procurar a que se tinha perdido, até que a encontre? 5 E, tendo-a encontrado, a põe sobre os ombros todo contente6 e, indo para casa, chama os seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que se tinha perdido. 7 Digo-vos que, do mesmo modo, haverá maior alegria no céu por um pecador que fizer penitência que por noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência». 8 «Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, e perdendo uma, não acende a candeia, não varre a casa, e não procura diligentemente até que a encontre? 9 E que, depois de a achar, não convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma que tinha perdido. 10 Assim vos digo Eu que haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que faça penitência».

Comentário:

Sobre os ombros fortes deste Pastor Divino, ombros que suportaram o tremendo peso do madeiro da Cruz, sentimo-nos protegidos quando nos carrega e às nossas faltas e pecados, de volta à casa do Pai donde, tão amiúde, nos afastamos.
Esta certeza de que Ele nunca desiste de nos procurar até que nos encontre é para nós, homens fracos e pecadores, esperança confiante que o regresso é sempre possível e que nos bastará deixarmo-nos conduzir com docilidade para recuperarmos a alegria perdida. 

(ama, meditação sobre Lc 15, 1-10, Carvide, 2010.09.12)

Tema: Novíssimos - Inferno 1

O Inferno existe, é uma verdade de fé. Várias descrições têm sido feitas ao longo dos tempos – talvez a mais recente a da Beata Jacinta Marto – sobre visões do Inferno. A imaginação pode levar-nos onde quisermos mas, a verdade, é que o supremo castigo e maior suplício ou pena será a privação de ver a Deus face a face. 

(ama, sobre Inferno, 1, 2010.10.18)

Doutrina: CCIC – 449: O que é o perjúrio?
                   CIC – 2152-2155

É fazer, sob juramento, uma promessa com intenção de a não manter ou de violar a promessa feita sob juramento. É um pecado grave contra Deus, que é sempre fiel às suas promessas.

Festa: S. Carlos Borromeu

                                                                                                                                                            Nota Histórica 
Nasceu em Arona (Lombardia) no ano 1538; depois de ter conseguido o doutoramento In utroque iure, foi nomeado cardeal por Pio IV, seu tio, e eleito bispo de Milão. Foi um verdadeiro pastor da Igreja no exercício desta missão: visitou várias vezes toda a diocese, convocou sínodos e desenvolveu a mais intensa actividade, em todos os sectores, para a salvação das almas, promovendo por todos os meios a renovação da vida cristã. Morreu no dia 3 de Novembro de 1584.