Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
11/02/2021
Oração pelos sacerdotes
Pequena agenda do cristão - Quinta - Feira
10/02/2021
Tu e eu procedemos como filhos de Deus?
Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)
A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á
– insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades
humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura
religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro
do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)
Leitura espiritual Fev 10
Novo Testamento [i]
Evangelho
Mc X, 1-16
Na Pereia
1 Saindo dali, foi para a região da
Judeia, para além do Jordão. As multidões agruparam-se outra vez à volta dele,
e outra vez as ensinava, como era seu costume.
O matrimónio é indissolúvel
2 Aproximaram-se uns fariseus e
perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da
mulher. 3 Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» 4 Disseram: «Moisés
mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.» 5 Jesus
retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse
preceito. 6 Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. 7
Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, 8 e
serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. 9 Pois bem, o que
Deus uniu não o separe o homem.» 10 De regresso a casa, de novo os discípulos o
interrogaram acerca disto. 11 Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e
casar com outra, comete adultério contra a primeira. 12 E se a mulher se
divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.»
Jesus e as crianças
13 Apresentaram-lhe uns pequeninos para
que Ele os tocasse; mas os discípulos repreenderam os que os haviam trazido. 14
Vendo isto, Jesus indignou-se e disse-lhes: «Deixai vir a mim os pequeninos e
não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. 15 Em
verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não
entrará nele.» 16 Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as
mãos.
Texto:
E o que é o ideal?
Hoje mesmo, talvez
próximo de nós, um ou uma jovem parte numa aventura missionária para um lugar
qualquer que nem tem que ser muito longe.
Pelas noites escuras e agrestes, avançam
destemidos e entusiasmados esses exércitos de jovens procurando desgraçados com
fome e com frio, carentes do mais básico necessário à vida, de destroços
humanos consumidos pelos excessos de álcool e de drogas, abandonados por uma
sociedade que não tem respostas para lhes dar nem apoios que cheguem para as
suas carências.
E estes actuais Francisco Xavier ou Teresa de
Calcutá e muitos, muitos outros aprendizes de missionários, mantêm bem vivo o
ardente ideal de Francisco de Assis e o entusiasmo sonhador de Inácio de
Loyola.
Talvez hoje existam como que duas sociedades
que vivem nos mesmos locais e têm as mesmas leis a que obedecer e os mesmos
princípios oficiais porque reger-se mas que na verdade são completamente
diferentes.
Uma rege-se por um hedonismo exacerbado e um
egoísmo pessoal e até colectivo que se fecha como que numa grande bolha
impenetrável à sua volta donde ninguém entra nem ninguém sai.
Paralelamente existe
essa outra sociedade constituída por pessoas normais e correntes, com avultados
meios de fortuna ou escassez de bens, mas que têm uma atitude comum: o
sentimento do Samaritano.
Não passam indiferentes pelas ruas da cidade,
as mais movimentadas e as de pouquíssimo tráfego, que vão às praças públicas
bem iluminadas de noite e também se aventuram nas alfurjas escondidas em vielas
escuras.
Levam com eles poucas palavras ou conselhos
porque aqueles que procuram precisam de pão, roupa, assistência de toda a ordem
e as palavras por belas que sejam ou os conselhos mesmo preciosos não lhes
tiram a fome, tapam a nudez ou resolvem os problemas.
Quem já assistiu - repete-se -, assistiu a
coisas destas não pode deixar de ficar fascinado com a beleza carinhosa e ao
mesmo tempo rude e normal como estas pessoas actuam. E o extraordinário, é que
pouca gente sabe quem são, normalmente, só o sabem os do mesmo grupo.
O que ganham? Meu Deus! O que ganham!
«Tudo o que fizeste por um destes Meus irmãos, foi a Mim que o fizeste»! [1]
Que prémio! Que fantástico “empate de
capital”!
Mas, estranhamente, pode observar-se que não
é a recompensa – embora fabulosa de servir o próprio Deus – que move estas
pessoas.
Dir-se-ia que existe
como que uma espécie de fúria perante a passividade e impassibilidade de uma
grande parte da sociedade que passa e vive como que à margem destas gritantes
realidades e essa fúria traduz-se numa urgência incontida de socorrer, de
assistir, de apoiar toda essa enorme – e crescente – multidão de carenciados de
toda a espécie.
Estas pessoas sentem um apelo irresistível
para colmatar as falhas graves quer da sociedade quer dos que governam as
sociedades, e num voluntariado exemplar e anónimo, entregam-se com uma alegria
contagiante a trabalhos esgotantes e muito esforçados.
É a solidariedade de que já se falou, elevada
a um grau de insuspeitada doação de si mesmo e das suas capacidades de acorrer
com o que se pode, sem esperar nenhum retorno ou benefício.
Perante o sacerdote e o levita que passam
apressados, estes samaritanos não são capazes de continuar o caminho sem se
deterem junto dos que jazem na vera do caminho e, debruçando-se sobre eles,
inteirarem-se do que precisam e do que está na sua mão poderem fazer por eles.
São pessoas que trabalham, são casadas e têm
família, muitas vezes filhos pequenos para cuidar, outras que tendo poucas
obrigações a cumprir, ocupam o seu tempo desta forma e outras, muitas, que o
fazem pelo prazer íntimo de poder ajudar quem precisa.
Estes samaritanos também são pessoas jovens,
recém-licenciados ou simples estudantes que encontram, no pouco tempo de que
dispõem, umas horas para se dedicarem com entusiasmo a estas actividades.
Há a firme convicção que a sociedade actual
só não se afunda de vez porque existem estas pessoas que funcionam como
flutuadores neste mar revolto de indiferentismo e indiferença e, assim, mantêm
à tona um barco que mete água por todos os lados ameaçando naufrágio a cada
ondulação mais forte.
Estas pessoas, jovens e de maior idade, não
precisaram dos ensinamentos preciosos e imprescindíveis – segundo agora se quer
fazer crer – que o Estado pretende ministrar desde a tenra idade sobre a
sexualidade, as relações entre pessoas do mesmo sexo, unilaterais ou em grupo,
para serem pessoas com sentido de vida verdadeiro e firme, de ideias concretas
e correctas, de princípios estáveis e bem assentes, de vontade bem dirigida, de
ideal bem definido, com capacidade de agir sem demora em favor dos outros que
podem precisar da sua assistência ou apoio seja ele qual for.
Não… não precisaram de receber essa estúpida
e soês “educação” que o Estado tão magnanimamente quer ministrar.
Bastaram-lhe uns
Pais, uma família que lhes instilaram os princípios básicos da vida, que os
ensinaram com o exemplo concreto a enfrentarem os desafios e que, sobretudo,
lhes deram a noção correcta da diferença entre um homem e uma mulher, do seu
papel na sociedade e das regras de convivência observando o respeito pela
própria pessoa e pela pessoa dos outros.
Na vida corrente, a normal do comum das
pessoas, vai-se tomando nota daquilo que os outros fazem ou fizeram que, de
alguma forma, sobressai e se nota.
Reflexão
Tudo o que é duro torna-se leve com o
amor (…). Que não faz o amor?
Vede como trabalham os que ama: não
sentem o que padecem, aumentam os seus esforços segundo aumentam as
dificuldades.
(Santo
Agostinho, Sermão 96, 1)
Virtudes
A alegria cristã 9
Os paradoxos do
Cristianismo
Agradecer
Caminho, [1] alimentado por raiz
cristã, não poderia estar longe desta rica textura da alegria. No ponto 268
pode ler-se: “Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom” (Caminho, 268). Considero que o
texto fundamental sobre a alegria é este. Deste dar graças por tudo nasce uma
alegria grande, como o Evangelho gosta de dizer: os anjos anunciam, no
Nascimento de Cristo, «uma grande alegria» (Lc 2, 10); «os
discípulos, confortados pela bênção de Cristo, que voltou para o Pai,
experimentam uma grande alegria» (Lc 24, 50-52).
Pequena agenda do cistão
09/02/2021
Encherás o mundo de caridade
Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)
Longe fisicamente e, contudo, muito perto de
todos: muito perto de todos!... – repetias feliz. Estavas contente, graças a
essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)
Perguntas-me o que é que poderias fazer por
aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho. Dir-te-ei o que sempre
digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo:
rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem
por ti, em circunstâncias semelhantes. Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de
tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)
Leitura espiritual Fev 09
Novo Testamento [i]
Mc IX, 30-50
Nova profecia da Paixão
30 Partindo dali, atravessaram a
Galileia, e Jesus não queria que ninguém o soubesse, 31 porque ia instruindo os
seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos
homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.»
32 Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar.
Humildade
33 Chegaram a Cafarnaúm e, quando
estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?» 34 Ficaram em
silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual
deles era o maior. 35 Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém
quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.» 36 E,
tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes: 37 «Quem
receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber,
não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»
Zelo sem ciúmes
38 Disse-lhe João: «Mestre, vimos alguém
expulsar demónios em teu nome, alguém que não nos segue, e quisemos impedi-lo
porque não nos segue.» 39 Jesus disse-lhes: «Não o impeçais, porque não há
ninguém que faça um milagre em meu nome e vá logo dizer mal de mim. 40 Quem não
é contra nós é por nós.
Caridade
41 Sim, seja quem for que vos der a
beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá
a sua recompensa.»
Escândalo e inferno
42 «E se alguém escandalizar um destes
pequeninos que crêem em mim, melhor seria para ele atarem-lhe ao pescoço uma
dessas mós que são giradas pelos jumentos, e lançarem-no ao mar. 43 Se a tua
mão é para ti ocasião de queda, corta-a; mais vale entrares mutilado na vida,
do que, com as duas mãos, ires para a Geena, para o fogo que não se apaga, 44
onde o verme não morre e o fogo não se apaga. 45 Se o teu pé é para ti ocasião
de queda, corta-o; mais vale entrares coxo na vida, do que, com os dois pés,
seres lançado à Geena, 46 onde o verme não morre e o fogo não se apaga. 47 E se
um dos teus olhos é para ti ocasião de queda, arranca-o; mais vale entrares com
um só no Reino de Deus, do que, com os dois olhos, seres lançado à Geena, 48
onde o verme não morre e o fogo não se apaga. 49 Todos serão salgados com fogo.
50 O sal é coisa boa; mas, se o sal ficar insosso, com que haveis de o
temperar? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.»
Texto:
E o que é o ideal?
Podemos afirmar que ideal é tudo aquilo que
reúne toda a perfeição imaginável, mas, também, o conjunto imaginário de
perfeições que não podem ter realização concreta.
Das muitas explicações optar-se-á por aquela
que estabelece o ideal como num exemplo a seguir, uma referência a ter em
conta.
Uma vez mais voltamos atrás para observar
como havia uma preocupação em apresentar à juventude em particular e à
sociedade em geral, inúmeras personagens que personificavam a excelência do
comportamento ou da performance nos mais variados aspectos e incidências da
vida corrente e dos desafios que nela se põem aos seres humanos.
Desde as brumas da
Idade Média que os homens, a juventude sobretudo, alimentavam os sonhos de
heroicidade e proeminência com as histórias sempre enriquecidas com novos
detalhes, de figuras como Amadis de Gaula, os Cavaleiros da Távola Redonda e,
em épocas mais modernas com, Cid El Campeador ou São Nuno de Santa Maria.
Toda a vida tinha um objectivo, uma
finalidade de destino grandioso, notável e causa da admiração geral.
A honra, o pundonor,
a aura, eram cultivadas em extremo como pressupostos imprescindíveis à grandeza
da missão pessoal a que cada um estava inevitavelmente fadado.
Era sem dúvida a era
dos grandes ideais que levavam os jovens a abandonar os amigos e a casa paterna
e a lançarem-se na aventurosa vida de missionários em terras distantes e
desconhecidas, dispostos a correr riscos sem fim, nalguns casos, oferecendo a
própria vida.
Foram homens como Francisco Xavier ou João de
Brito que levados por um aceso e ardente amor ao Evangelho arrostaram com
tremendas dificuldades em países inóspitos no meio de gentes hostis, bárbaras e
selvagens.
Deixaram um rasto luminoso de estrelas
candentes que iluminaram os Céus, com o entusiasmo e do Amor a Deus, de
numerosos jovens contemporâneos.
De alguma forma,
podemos chamá-los “Cavaleiros de Deus” porque lutaram numa guerra sem quartel
cuja vitória foi alcançada com a própria vida oferecida em holocausto, por vezes,
de tremenda ferocidade.
Arrastados por estes exemplos, milhares de
jovens, sobretudo na velha Europa, atiraram-se entusiasmados nas asas da
grandiosa missão de levar a Palavra e o Conhecimento de Deus às mais recônditas
partes do mundo.
Da maior parte nem
sabemos nem os nomes que usaram nem as gestas que viveram; podemos, no entanto,
encontrar traços bem marcados da sua passagem.
Hoje em dia, parece
que nada disto é necessário e, portanto, o ideal, o idealismo, está moribundo e
tende a desaparecer de vez.
Engana-se quem assim pensa.
Reflexão
Pergunto-te a ti, alma cristã. Se te dissesse o que desse àquele rico: Vai, vende tu também todas as coisas e terás um tesouro no céu, e vem e segue Cristo, ir-te-ias triste como ele?
(Santo
Agostinho, Sermão 301, A, 5)
Pequena agenda do cristão - Terça-Feira
08/02/2021
Tens de conviver, tens de compreender
Tens de conviver, tens de compreender, tens de ser irmão dos homens teus irmãos, tens de pôr amor – como diz o místico castelhano – onde não há amor, para colher amor. (Forja, 457)
O principal apostolado que nós, os cristãos,
temos de realizar no mundo, o melhor testemunho de fé é contribuir para que
dentro da Igreja se respire o clima de autêntica caridade. Quando não nos
amamos verdadeiramente, quando há ataques, calúnias e inimizades, quem se
sentirá atraído pelos que afirmam que pregam a Boa Nova do Evangelho? (Amigos de Deus, 225–226)














