Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
14/11/2020
Pequena agenda do cristão
FILOSOFIA, RELIGIÃO, VIDA HUMANA.
Sabedoria
A natureza espiritual da pessoa humana encontra e deve
encontrar a sua perfeição na sabedoria, que suavemente atrai o espírito do
homem à busca e amor da verdade e do bem, e graças à qual é levado por meio das
coisas visíveis até às invisíveis.
Mais que os séculos passados, o nosso tempo precisa de
uma tal sabedoria, para que se humanizem as novas descobertas dos homens.
(Enc Gaudium et Spes, 15)
Reflexão
Humor
O distanciamento em relação aos outros e a nós próprios,
obtido graças ao sentido de humor, permite-nos assim viver mais segundo o
Evangelho.
(Tadeus Dajczer,
Meditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 110)
13/11/2020
Novíssimos
Inferno
Ali os condenados sofrem as penas de dano e de sentido eternamente, de um modo que nós ignoramos nesta vida.
(Santa Teresa de Jesus - Vida, cp. 32, trad AMA)
Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade
Esta é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: «qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum» – quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)
Não te esqueças: muitas coisas
grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer. (Caminho,
755)
Nós somos pedras, silhares, que
se movem, que sentem, que têm uma libérrima vontade. O próprio Deus é o
estatuário que nos tira as esquinas, desbastando-nos, modificando-nos, conforme
deseja, a golpes de martelo e de cinzel.
Não queiramos afastar-nos, não
queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de qualquer modo, não poderemos
evitar os golpes. – Sofreremos mais e inutilmente, e, em lugar de pedra polida
e apta para edificar, seremos um montão informe de cascalho que os homens
pisarão com desprezo. (Caminho, 756)
A aceitação rendida da Vontade
de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a felicidade na Cruz. – Então
se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso é leve. (Caminho,
758)
Um raciocínio que conduz à paz
e que o Espírito Santo oferece aos que querem a Vontade de Deus: "Dominus
regit me, et nihil mihi deerit" – o Senhor é quem me governa; nada me
faltará.
Que é que pode inquietar uma
alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760)
Leitura espiritual 13 Novembro
Jo XI, 1-20
Ressurreição de Lázaro
1 Estava doente um homem chamado Lázaro,
de Betânia, terra de Maria e de Marta, sua irmã. 2 Maria, cujo irmão, Lázaro,
tinha caído doente, era aquela que tinha ungido os pés do Senhor com perfume e
lhos enxugara com os seus cabelos. 3 Então, as irmãs enviaram a Jesus este
recado: «Senhor, aquele que amas está doente.» 4 Ouvindo isto, Jesus disse:
«Esta doença não é de morte, mas sim para a glória de Deus, manifestando-se por
ela a glória do Filho de Deus.» 5 Jesus era muito amigo de Marta, da sua irmã e
de Lázaro. 6 Mas, quando recebeu a notícia de que este estava doente, ainda se
demorou dois dias no lugar onde se encontrava. 7 Só depois é que disse aos
discípulos: «Vamos outra vez para a Judeia.» 8 Disseram-lhe os discípulos:
«Rabi, há pouco os judeus procuravam apedrejar-te, e Tu queres ir outra vez
para lá?» 9 Jesus respondeu: «Não tem doze horas o dia? Se alguém anda de dia,
não tropeça, porque tem a luz deste mundo. 10 Mas, se andar de noite, tropeça,
porque não tem a luz com ele.» 11 Depois de ter pronunciado estas palavras,
acrescentou: «O nosso amigo Lázaro está a dormir, mas Eu vou lá acordá-lo.» 12 Os
discípulos disseram então: «Senhor, se ele dorme, vai curar-se!» 13 Mas Jesus
tinha falado da sua morte, ao passo que eles julgavam que falava do sono
natural. 14 Então, Jesus disse-lhes claramente: «Lázaro morreu; 15 e Eu, por
amor de vós, estou contente por não ter estado lá, para assim poderdes crer.
Mas vamos ter com ele.» 16 Tomé, chamado Gémeo, disse aos companheiros: «Vamos
nós também, para morrermos com Ele.» 17 Ao chegar, Jesus encontrou-o sepultado
havia quatro dias. 18 Betânia ficava perto de Jerusalém, a quase uma légua, 19 e
muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para lhes darem os pêsames pelo
seu irmão. 20 Logo que Marta ouviu dizer que Jesus estava a chegar, saiu a
recebê-lo, enquanto Maria ficou sentada em casa.
Amar a Igreja
1
Os
textos da liturgia deste Domingo formam uma cadeia de invocações ao Senhor.
Dizemos-Lhe
que é o nosso apoio, a nossa rocha, a nossa defesa.
A
oração recolhe também esse motivo do intróito: “Tu nunca privas da tua luz
aqueles que se estabelecem na solidez do teu amor”.
No
gradual, continuamos a recorrer a Ele: “Nos momentos de angústia
invoquei-Te, Senhor... livra, ó Senhor, a minha alma dos lábios mentirosos e
das línguas que enganam. Senhor refugio-me em Ti”.
É
comovente esta insistência de Deus, nosso Pai, empenhado em recordar-nos que
devemos apelar para a sua Misericórdia a todo o momento, aconteça o que
acontecer, e também agora, nestes tempos em que vozes confusas sulcam a Igreja;
são tempos de extravio porque muitas almas não encontram bons pastores, outros
Cristos, que as guiem para o amor do Senhor, mas, pelo contrário, ladrões e
salteadores, que vêm para roubar, matar e destruir.
Não
temamos.
A
Igreja, que é o Corpo de Cristo há-de ser indefectivelmente o caminho e o redil
do Bom Pastor, o fundamento robusto e a via aberta para todos os homens.
Acabamos
de ler o Santo Evangelho:
«Vai
até aos caminhos e os cercados e anima os que encontrares a quem venham, para
que se encha a minha casa.»
Mas, o que é a Igreja?
Onde está a Igreja?
Muitos cristãos, aturdidos e
desorientados, não recebem resposta segura a estas perguntas, e chegam talvez a
pensar que os ensinamentos que o Magistério formulou através dos séculos - e
que os bons Catecismos propunham com toda a precisão e simplicidade - foram
superados e hão-de ser substituídos por outros novos.
Uma série de factos e de dificuldades
parece ter convergido, para ensombrar o rosto límpido da Igreja.
Alguns afirmam: a Igreja está aqui, no
empenho de acomodar-nos ao que chamam tempos modernos.
Outros gritam: a Igreja não é mais do
que a ânsia de solidariedade dos homens; devemos modificá-la de acordo com as
circunstâncias actuais.
Enganam-se.
A Igreja, hoje, é a mesma que Cristo
fundou, e não pode ser outra. Os Apóstolos e os seus sucessores são vigários de
Deus para o governo da Igreja, fundamentada na fé e nos Sacramentos da fé.
E assim como não lhes é lícito
estabelecer outra Igreja, não podem também transmitir outra nem instituir
outros sacramentos, porque pelos Sacramentos que jorraram do peito de Cristo
pendente da Cruz é que foi construída a Igreja.
A Igreja há-de ser reconhecida por
aquelas quatro notas indicadas na confissão de fé de um dos primeiros Concílios
e que nós rezamos no Credo da Missa: uma única Igreja, Santa, Católica e
Apostólica.
Essas são as propriedades essenciais da
Igreja, que derivam da sua natureza, tal como Cristo a quis.
E, por serem essenciais, são também
notas, sinais que a distinguem de qualquer outro tipo de união humana, embora
nelas se ouça também pronunciar o nome de Cristo.
Há pouco mais de um século, o Papa Pio
IX resumiu brevemente este ensinamento tradicional: a verdadeira Igreja de
Cristo constituiu-se e reconhece-se, por autoridade divina, pelas quatro notas
que no Símbolo afirmamos deverem crer-se; e cada uma dessas notas, de tal modo
está unida às restantes, que não pode ser separada das outras. Daí que aquela
que verdadeiramente se chama Católica, deva juntamente brilhar pela
prerrogativa da unidade, da santidade e da sucessão apostólica.
É este, insisto, o ensinamento
tradicional da Igreja, repetido novamente - embora nestes últimos anos alguns o
esqueçam, levados por um falso ecumenismo - pelo Concílio Vaticano II: “Esta
é a única Igreja de Cristo - que no Símbolo professamos Una, Santa, Católica e
Apostólica - a que o nosso Salvador, depois da ressurreição, entregou a Pedro
para que a apascentasse, encarregando-o a ele e aos outros Apóstolos de a
difundirem e de a governarem e que erigiu para sempre como coluna e fundamento
da verdade”.
3
A
Igreja é Una
«Que sejam um, assim como nós, clama
Cristo a Seu Pai; para que sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em
Ti, para que também eles sejam um em Nós».
Brota constantemente dos lábios de Jesus
Cristo esta exortação à unidade, porque todo o reino, dividido em facções
contrárias, será desolado; e toda a cidade ou família, dividida em bandos, não
subsistirá.
Exortação que se converte em desejo
veemente:
Tenho também outras ovelhas que não são
deste aprisco; e importa que eu as traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá
um só rebanho e um só pastor
De que forma maravilhosa pregou Nosso
Senhor esta doutrina!
Multiplica as palavras e as imagens,
para que a compreendamos e fique gravada na nossa alma a paixão da unidade.
«Eu sou a verdadeira vide e o meu Pai
é o agricultor. Todo o sarmento que não dá fruto em Mim, ele cortá-la-á; e todo
o que der fruto, podá-la-á para que dê mais abundante fruto... Permanecei em
Mim, que Eu permanecerei em vós. Como o sarmento não pode de si mesmo dar
fruto, se não estiver unido à videira, assim também vós se não permanecerdes em
Mim. Eu sou a videira e vós as varas. O que permanece em Mim e Eu nele dá muito
fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer».
Não vedes como aqueles que se separam da
Igreja, estando às vezes cheios de frondosidade não tardam em secar e como os
seus frutos se transformam em vermineira viva?
Amai a Santa Igreja, Apostólica, Romana,
Una! Porque, como escreve São Cipriano: “Quem recolhe noutro lado, fora da
Igreja, dissipa a Igreja de Cristo”.
E São João Crisóstomo insiste: “não te separes da Igreja. Nada é mais forte
do que a Igreja. A tua esperança é a Igreja; a tua salvação é a Igreja; o teu
refúgio é a Igreja. É mais alta do que o céu e mais larga do que a terra. Nunca
envelhece e o seu vigor é eterno.”
Defender a unidade da Igreja traduz-se
em viver muito unidos a Jesus Cristo, que é a nossa vide.
Como?
Aumentando a nossa fidelidade ao
Magistério perene da Igreja: na verdade, não foi prometido o Espírito Santo aos
sucessores de Pedro para que por sua revelação manifestassem uma nova doutrina,
mas para que, com a sua assistência, santamente custodiassem e fielmente
exprimissem a revelação transmitida pelos Apóstolos ou depósitos da fé.
Assim conservaremos a unidade, venerando
esta Nossa Mãe sem mancha e amando o Romano Pontífice.
Pequena agenda do cristão
Perguntas e respostas
HOMOSSEXUALIDADE
4.
A. A HOMOSSEXUALIDADE EM
GERAL
Pergunto:
Como se supera la
homossexualidade?
Respondo:
É possível corrigir a homossexualidade,
embora não seja fácil nem rápido, uma vez que as desordens sexuais criam
dependência. Algumas vezes será necessário recorrer a um psiquiatra de
confiança. Geralmente pode recomendar-se o seguinte:
Dominar os desejos sexuais
evitando repeti-los tanto na realidade como no pensamento com o fim de esquecer
a dependência do sexo. (Será mais ou menos custoso dependendo do grau de
incidência; este esforço intenso é uma parte do preço a pagar para superar o
problema).
Se não houve desordens
sexuais, só se trata de superar a inclinação afetiva corrigindo sentimentos.
Serão necessárias constância e paciência, até que essas sugestões se vão
esquecendo.
Se apenas há maior
sensibilidade afetiva face à beleza, não se trata de homossexualidade, mas será
prudente exercitar-se no auto-controlo e orientar bem os sentimentos.
Em qualquer caso, as
tendências homossexuais superam-se melhor com trabalho abundante (manter a
cabeça ocupada) e com o serviço aos outros (tirando o coração do egoísmo e da
solidão). Os sentimentos de auto-compaixão são contra producentes.
Também fará bem fomentar a
vida espiritual para conseguir maior equilíbrio para pedir a ajuda divina.
Reflexão
Dar graças
Pode compreender-se porque volto ao mesmo tema:
Nunca darei graças suficientes!
Hoje a minha Querida Filha Bárbara trouxe o
"abastecimento" habitual de víveres - e não só -, que costuma trazer.
Bom... o que isso de extraordinário... poder-se-ia perguntar?
Realmente, para mim... nada… mas, eu sou um privilegiado!
E... os outros - e serão tantos! - que não têm
absolutamente ninguém que lhes preste esta assistência?
E, então, tenho forçosamente que dar muitas graças.
(AMA, 2020)
12/11/2020
Novíssimos
INFERNO
4. O inferno existe?
Significa permanecer separados dEle - do nosso Criador e
nosso fim – para sempre pela nossa escolha própria e livre. Este estado de
auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados é o que
se designa com a palavra inferno.
Morrer em pecado mortal, sem estar arrependido nem acolher o
amor misericordioso de Deus é escolher este fim para sempre.
O ensinamento da Igreja afirma a existência do inferno e da
eternidade. As almas daqueles que morrem em pecado mortal descem aos infernos
imediatamente depois da morte e ali sofrem as penas do inferno, “o fogo
eterno”. A pena principal do inferno consiste na separação eterna de Deus em
quem unicamente o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado
e pelas quais aspira.
Jesus fala frequentemente da geena e do fogo que nunca se
apaga, reservado para os que, até ao fim da vida, recusam acreditar e
converter-se, e onde se pode perder ao mesmo tempo o corpo e a alma. A pena
principal do inferno é a da separação eterna de Deus.
As afirmações da Escritura e os ensinamentos da Igreja a
propósito do inferno são um chamamento à responsabilidade com que o homem deve
usar a sua liberdade em relação ao destino eterno. Constituem também um apelo
urgente à conversão: “Entrai pela porta estreita porque é larga a porta e
espaçoso o São Josemaria, Caminho que leva á perdição, e são muitos os que
entram por ela, mas como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à
Vida, e são poucos os que a encontram” (Mt 7, 13-14).
Há mil maneiras de rezar
Católico sem oração?... É como um soldado sem armas. (Sulco, 453)
Eu aconselho-te a que, na tua
oração, intervenhas nas passagens do Evangelho, como um personagem mais.
Primeiro, imaginas a cena ou o mistério, que te servirá para te recolheres e
meditares. Depois, aplicas o entendimento, para considerar aquele rasgo da vida
do Mestre: o seu Coração enternecido, a sua humildade, a sua pureza, o seu
cumprimento da Vontade do Pai. Conta-lhe então o que te costuma suceder nestes
assuntos, o que se passa contigo, o que te está a acontecer. Mantém-te atento,
porque talvez Ele queira indicar-te alguma coisa: surgirão essas moções
interiores, o caíres em ti, as admoestações. (…)Há mil maneiras de rezar,
digo-vos de novo. Os filhos de Deus não precisam de um método, quadriculado e
artificial, para se dirigirem ao seu Pai. O amor é inventivo, industrioso; se
amamos, saberemos descobrir caminhos pessoais, íntimos, que nos levam a este
diálogo contínuo com o Senhor. (…) Se fraquejarmos, recorreremos ao amor de
Santa Maria, Mestra de oração; e a S. José, Pai e Senhor nosso, a quem tanto
veneramos, que é quem mais intimamente privou neste mundo com a Mãe de Deus e –
depois de Santa Maria – com o seu Filho Divino. E eles apresentarão a nossa
debilidade a Jesus, para que Ele a converta em fortaleza. (Amigos
de Deus, 253, 255)
Leitura espiritual 12 Novembro
Evangelho
Jo X, 22-42
Na festa de
Dedicação
22 Em Jerusalém
celebrava-se, então, a festa da Dedicação do templo. Era Inverno. 23 Jesus
passeava pelo templo, debaixo do pórtico de Salomão.
O Pai e O
Filho
24 Rodearam-no,
então, os judeus e começaram a perguntar-lhe: «Até quando nos deixarás na
incerteza? Se és o Messias, di-lo claramente.» 25 Jesus respondeu-lhes: «Já
vo-lo disse, mas não credes. As obras que Eu faço em nome de meu Pai, essas dão
testemunho a meu favor; 26 mas vós não credes, porque não sois das minhas
ovelhas. 27 As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas
seguem-me. 28 Dou-lhes a vida eterna, e nem elas hão-de perecer jamais, nem
ninguém as arrancará da minha mão. 29 O que o meu Pai me deu vale mais que tudo
e ninguém o pode arrancar da mão do Pai.
Os judeus
querem apederejar Jesus
30 Eu e o Pai somos
Um.» 31 Então, os judeus voltaram a pegar em pedras para o apedrejarem. 32 Jesus
replicou-lhes: «Mostrei-vos muitas obras boas da parte do Pai; por qual dessas
obras me quereis apedrejar?» 33 Responderam-lhe os judeus: «Não te queremos
apedrejar por qualquer obra boa, mas por uma blasfémia: é que Tu, sendo um
homem, a ti próprio te fazes Deus.» 34 Jesus respondeu-lhes: «Não está escrito
na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 35 Se ela chamou deuses àqueles a
quem se dirigiu a palavra de Deus - e a Escritura não se pode pôr em dúvida –
36 a mim, a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo, como é que dizeis: ‘Tu
blasfemas’, por Eu ter dito: ‘Sou Filho de Deus’? 37 Se não faço as obras do
meu Pai, não acrediteis em mim; 38 mas se as faço, embora não queirais
acreditar em mim, acreditai nas obras, e assim vireis a saber e ficareis a
compreender que o Pai está em mim e Eu no Pai.»
Jesus
retira-Se para a outra margem do Jordão
39 Por isso
procuravam de novo prendê-lo, mas Ele escapou-se-lhes das mãos. 40 Depois,
Jesus voltou a retirar-se para a margem de além-Jordão, para o lugar onde ao
princípio João tinha estado a baptizar, e ali se demorou. 41 Muitos vieram ter
com Ele e comentavam: «Realmente João não realizou nenhum sinal milagroso, mas
tudo quanto disse deste homem era verdade.» 42 E muitos ali creram nele.
Cristo que passa
186
Que há muita gente empenhada
em comportar-se com injustiça? Sim, mas o Senhor insiste: “pede-Me, e Eu te
darei as nações em herança, e os teus domínios irão até aos confins da Terra.
Tu os governarás com vara de ferro, e quebrá-los-ás qual vaso de oleiro”.
São promessas fortes e são
de Deus.
Por isso, não podemos
dissimulá-las.
Não é em vão que Cristo é o
Redentor do mundo, e reina, soberano, à direita do Pai.
É o terrível anúncio daquilo
que espera a cada um de nós, quando a vida passar - porque passa - e a todos,
quando a história acabar, se o coração se endurece no mal e na desesperança.
Contudo, Deus, que sempre
pode vencer, prefere convencer: “E agora, ó reis, atendei: instruí-vos, vós
que governais a Terra. Servi ao Senhor com temor, e louvai-o com alegria; com
tremor, prestai-lhe vassalagem, para que não Se ire, e não pereçais fora do
caminho, quando daqui a pouco se incendiar a sua indignação. Cristo é o Senhor,
o Rei. E nós vos anunciamos que aquela promessa, que foi feita a nossos pais,
Deus a cumpriu para nossos filhos, ressuscitando Jesus, como também está
escrito no salmo segundo: Tu és meu Filho, eu te gerei hoje... Seja-vos, pois,
notório, homens, irmãos, que por Ele vos é anunciada a remissão dos pecados e
de tudo aquilo de que não pudestes ser justificados pela lei de Moisés. Por Ele
é justificado todo aquele que crê. Tomai pois cuidado que não venha sobre vós o
que foi fito pelos profetas: Vede, ó despertadores, e admirai-vos e
desaparecei, que eu faço uma obra em vossos dias, uma obra que vós não crereis,
se alguém vo-la contar”.
É a obra da salvação, o
reinado de Cristo nas almas, a manifestação da misericórdia de Deus.
Bem-aventurados todos os que
confiam n'Ele!
Nós, cristãos, temos direito
a enaltecer a realeza de Cristo, porque, ainda que a injustiça abunde, ainda
que muitos não desejem este reinado de amor, na própria história humana que é o
cenário do mal, vai-se tecendo a obra da salvação eterna.
187
Anjos de Deus
Ego cogito cogitationes
pacis, et non afilictionis, eu tenho pensamentos de paz e não de
tristeza, diz o Senhor.
Sejamos homens de paz,
homens de justiça, fazedores do bem, e o Senhor não será para nós juiz, mas
amigo, irmão.
Que neste caminhar - alegre!
- pela Terra, nos acompanhem os anjos de Deus.
“Antes do nascimento do
nosso Redentor tínhamos perdido a amizade dos Anjos” - escreve São Gregório
Magno -.
O pecado original e os
nossos pecados quotidianos tinham-se afastado da sua luminosa pureza...
Mas desde o momento que nós
reconhecemos o nosso Rei, os anjos reconheceram-nos como concidadãos.
E como o Rei dos Céus quis
tornar a nossa carne terrena, os Anjos já não se afastam da nossa miséria.
Não se atrevem a considerar
inferior à sua esta natureza que adoram, vendo-a exaltada, acima deles, na
pessoa do Rei do Céu; e não sentem já inconveniente em considerar o homem como
companheiro.
Maria, a Mãe santa do nosso
Rei, a Rainha do nosso coração, cuida de nós como só Ela sabe fazê-lo.
Mãe compassiva, trono da
graça, pedimos-te que saibamos compor na nossa vida e na vida dos que nos
rodeiam, verso a verso, o poema simples da caridade, quasi fluvium pacis, como
um rio de paz.
Porque tu és mar de
inesgotável misericórdia: os rios vão dar todos ao mar e o mar não se enche.













