29/03/2020

Evangelho e comentário


TEMPO DE QUARESMA


Evangelho: Jo 11, 1-45

Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era seu irmão Lázaro que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Os discípulos disseram-Lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e voltas para lá?». Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». Dito isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». Disseram então os discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas, vamos ter com ele». Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele». Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido». Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou: «Onde o pusestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?». Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?». Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

Comentário:

O Evangelista faz constar que Jesus ao ver Marta chorar bem como os que estavam presentes «comoveu-Se profundamente e perturbou-Se».

Jesus é, de facto um homem autêntico, com sentimentos comuns a todos os homens, mas também fica bem patente a Sua Divindade.

«Se estivesses cá», diz Marta a Jesus.


Nós sabemos e acreditamos que Ele está sempre cá, connosco, atento às nossas necessidades, disponível para nos devolver a vida.

Sim, na confissão sacramental devolve-nos a vida de união com Deus perdida por causa dos nossos pecados.

Morrendo na Cruz por nós transmitiu-nos a vida para sempre.


(AMA, comentário sobre Jo 11, 1-45, 29.07.2016)

Temas para reflectir e meditar

Confiança

Não podemos desesperar nunca… Deus quer que sejamos santos, e põe o Seu poder e a Sua providência ao serviço da Sua misericórdia. 
Por isso não devemos deixar passar o tempo olhando a nossa miséria, perdendo de vista Deus, deixando-nos descoroçoar pelo nosso defeitos, tentados a exclamar «para quê continuar lutando, considerando tudo quanto pequei, tudo quanto falhei ao Senhor?» 

Não, nós devemos confiar no poder e no amor do nosso Pai Deus, e no Seu Filho, enviado ao mundo para nos redimir e fortalecer.

(B. PerquinAbba Padre, p. 89, trad ama)

Orações: Amor

Senhor, Tu sabes que Te amo, sabes que quero amar-te total e profundamente, com todo o meu coração sem reservas nem condições. Mas também sabes, Senhor, como sou fraco. Ajuda-me a amar-Te cada vez mais. 





(AMA, orações pessoais)

Leitura espiritual

Pensamentos para a vida diária 

Capítulo VII

TRIUNFO E DERROTA

Não é tanto o trabalho mas sim o desengano que advém de se ter dado demasiada importância às banalidades, o que realmente magoa as almas.
Poucos estão prontos a obedecer à ordem que Nosso Senhor deu a Pedro nas margens do Mar da Galileia:
«Leva a tua barca mais para o largo e lança as redes até fundo». [1]

Quando Pedro ouviu esta ordem respondeu que todas as tentativas para pescar no lago tinham sido vãs:
«Mestre, trabalhámos toda a noite e nada pescámos, mas à Tua Palavra…». [2]

Pode muito bem ter sucedido que tenhamos procurado para ganhar o bastante para sustentar a família, para aprender uma profissão, para corresponder a uma vocação, para obter um emprego, sem que, todavia, qualquer desses esforços parecesse ter tido êxito.
A ordem do Senhor é, porém, não desistir.
À Sua Palavra tornemos a lançar as redes.
O dever tem de estar sempre antes do prazer, pois as distracções são recompensa e não alternativa ou substituição do trabalho e tê, por conseguinte, de ser merecidas.

Quantas vezes, Deus está pronto a ajudar-nos muitos mais, principalmente quando reconhecemos que não conseguimos nada apenas pelo nosso esforço.
«Mas à Tua Palavra…».
É assim o estímulo dos heróis da perseverança.
Mercê da confiança na promessa de Nosso Senhor tornam-se dignos do auxílio d’Aquelecuja omnipotência criou do nada o Universo.

A Arca foi edificada em terra firme e, enquanto esteva a ser construída, uma multidão de curiosos reuniu-se à sua volta, troçando sarcasticamente do velho Noé.
Indiferente aos sarcasmos, Noé levantava os olhos ao Céu e dizia: “Senhor foi por Tua ordem que construi esta barca» [3]

Por sua vez, Pedro diria, não porque tivesse alcançado êxito, mas precisamente porque o não conseguira:

«Mas, à Tua Palavra, tornarei a lançar a redes» [4], quer dizer: sem a bênção de Deus a rede viria vazia e, com essa bênção, veio carregada de peixe.
Aqule noite de trabalho em vão transformou-se numa lição de fé obediente.
Pode acontecer-nos pior que uma derrota, porque podemos triunfar, orgulhar-nos do nosso êxito, ou até mesmo ao das redes., desprezando ao mesmo tempo os que não conseguem pescar nada e esquecendo que tudo depende da Vontade d’Aquele que tudo pode dar e tudo pode tirar.

Quando Pedro obedeceu, a sua rede vinha tão cheia que quase rebentava com o peso da pescaria.
À derrota seguiu-se o triunfo, não se seguiu à desistência do esforço mas sim à persistência.

Aqueles que disseram: “Trabalhei toda a noite em vão e “, agora quero dormir”, ou “não quero continuar a lançar as redes”, ou “já estou farto de trabalhar para nada”, não têm direito a esperar que Deus queira prestar-lhes ajuda.
Tal é o significado do velho e bem conhecido provérbio: “ Ajuda-te que Deus te ajudará”.

Quer isto dizer que devemos trabalhar como se tudo somente dependesse de nós e confiar em Deus como se tudo dependesse da Sua Vontade.

Quantas vezes o trabalho em que temos menos confiança que no fim nos dá a maior alegria!

O milagre Da pesca maraviçhosa fez com que Pedro caísse de joelhos aos pés de Jesus, dizendo-Lhe:

«Afasta-te de mim, Senhor, porque eu não passo de um pecador!» [5]

Era um grito de amor desesperado, não de desesperado ódio, o grito de alguém que ambicionava o bem infinito e se reconhecia indigno dele.

A maior parte da humanidade não tem plena consciência das suas deficiências morais, embora conheça perfeitamente as suas deficiências físicas.

Os que vivem afastados de Deus na verdade, carecem completamente de qualquer padrão pelo qual possa aferir até que distancia se afastaram dos preceitos da Lei Moral!
O cevado não tem a mínima ideia da limpeza nem do que significa.
Assi, os homens só começam a apreciar a degradação própria e a misericórdia de Deus, quando começam a elevar-se acima do ambiente dos miasmas das suas vidas pecaminosas.

A intuição e o talento de um grande médico fazem com que o doente acabe par ter consciência, não soda gravidade da doença de que escapou, como do encanto da saúde recuperada.
Ninguém pode, contudo, esperar ser admitido à presença de Deus, sem que primeiro tenha compreendido e cumprido o preceito que se impõe a todos os homens de purificarem primeiro as suas vidas, par que assim se assemelhem o mais possível à Sua imagem.

Naquela exclamação de São Pedro - «mas em vista da Tua Palavra…», - [6], encontra-se vibrantemente a nota da aceitação da Vontade de Deus, e não da sua rejeição.
Assim como um homem tem mais viva a sensação das suas culpas na presença de uma criança inocente, assim também é principalmente na presença de Deus que compreende que realmente nada vale, e pode muito bem suceder, que faça essa descoberta após a desilusão de uma grande derrota.

Fulton J. Sheen, Thoughts for dayly living, (tradução por AMA)


[1] Cfr. Lc 5, 4
[2] Ibid.
[3] Nas religiões abraâmicas, Noé ou Noach, é o nome do herói bíblico que recebeu ordens de Halá para a construção de uma arca, para salvar a Criação do Dilúvio
[4] Cfr. Lc 5, 4
[5] Cfr. Lc 5, 8
[6] Cfr. Lc 5, 5

PANDEMIA 4


PANDEMIA
PANDEMIA – 4

RESPEITO

O amor é, também RESPEITO, não é possível amor sem respeito.

Respeito por si mesmo – como criatura de Deus – e respeito pelos outros de modo muito particular por aquele que é o nosso amor terreno.

Aliás, no Sacramento do Matrimónio há declaração solene dos noivos que se comprometem a “amar-se e respeitar-se”.

O RESPEITO implica, naturalmente, a JUSTIÇA, que é proceder de forma correcta no que respeita aos outros.

Tal implica, por exemplo, fazer juízos – públicos ou íntimos - sobre quem seja.

Não temos nenhum direito de o fazer e, até por uma medida de PRUDÊNCIA - «Não julgueis, para não serdes julgados; 2 pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos.» (Mt 7, 1-2) – devemos realmente resistir a essa tentação.

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO - RESPEITO

Com estes predicados o AMOR pode ser a solução para a pandemia?

(AMA, 2020)

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

DOMINGO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

28/03/2020

Estou



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PANDEMIA - 3


PANDEMIA
PANDEMIA - 3

DOAÇÃO

Doar-se a si mesmo é outro significado do AMOR.

Quem ama dá-se inteiramente ao objecto desse mesmo amor.

Ao dar-se a si mesmo, cumpre o verdadeiro objectivo do amor.

O AMOR É:
ENTREGA - DOAÇÃO


(AMA, 2020)

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Jesus está connosco!

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)

Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram.
Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor.
Mais petições. Nós, homens, estamos quase sempre inclinados a pedir. Desta vez, é pelos nossos irmãos defuntos e por nós mesmos. Por isso, aqui aparecem todas as nossas infidelidades e misérias. O peso da sua carga é muito grande, mas Ele quer levá-lo por nós e connosco. O Canon vai terminar com outra invocação à Santíssima Trindade: per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso.... por Cristo, com Cristo e em Cristo, nosso Amor, a Ti, Deus Pai Todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, Te seja dada toda a honra e glória pelos séculos dos séculos. (Cristo que passa, 90)

Evangelho e comentário


TEMPO DE QUARESMA


Evangelho: Jo 7, 40-53

Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?» Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus. Alguns deles queriam prendê-l’O, mas ninguém Lhe deitou as mãos. Então os guardas do templo foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus e estes perguntaram-lhes: «Porque não O trouxestes?». Os guardas responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem». Os fariseus replicaram: «Também vos deixastes seduzir? Porventura acreditou n’Ele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita». Disse-lhes Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus e era um deles: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?» Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa.

Comentário:

Continuará sempre um mistério o motivo que terá levado Jesus a nunca esclarecer a Sua origem, o local do seu nascimento.

Parece evidente que o Senhor não queria que acreditassem nele por outros motivos que não fossem uma sã vontade de esclarecer o que não sabiam.

A verdade é que sabemos que nem na "sua terra", Nazaré, o acolhimento foi diferente, talvez porque conheciam bem as Suas origens.

A má fé e os preconceitos condicionam sempre as boas disposições interiores.

Como quando rezarmos devemos fazê-lo mais para ouvir que para ser ouvidos, ou seja, dispostos a ouvir, compreender, aceitar e pôr em prática o que Deus nos sugere, em vez da nossa vontade, os nossos desejos ou conveniências, o que Ele quer, o que Ele prefere, o que Ele propõe.


(AMA, comentário sobre Jo 7, 40-53, 12.03.2016)


Temas para reflectir e meditar

Liturgia

Quaerite Dominum.

Nunca podemos deixar de O procurar: todavia, há períodos que exigem que o façamos com mais intensidade, porque neles o Senhor está particularmente próximo, e portanto é mais fácil achá-lo e encontrar-se com Ele. 
Esta proximidade constitui a resposta do Senhor à invocação da Igreja, que se expressa continuamente mediante a liturgia. 

Mais ainda, é precisamente a liturgia a que actualiza a proximidade do Senhor. 

(São João Paulo IIHomília, 1980.03.20, 3.20, trad do Castelhano por ama

Orações: Amor

Senhor: Que eu saiba ordenar bem o meu amor. Em primeiro lugar… Tu, Senhor do Céu e da Terra, Criador de todas as coisas. Todos os outros amores, por limpos, honestos, verdadeiros que sejam, ou possam parecer, devem ordenar-se a este. De Ti me vem tudo, a própria vida. Tudo, absolutamente, quanto tenho, Te pertence. Para Ti caminho, de Ti recebo a força, a inspiração, o alento para a caminhada e ainda o perdão das minhas numerosas faltas. Não guardando agravos, demonstras, a cada instante, a Tua Omnipotente Misericórdia. Peço-te, Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não notarás como é pequeno, miserável...

Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco que é, como to dou todo... fico disponível para me “encher” do Teu...» 




(AMA, orações pessoais)

Leitura espiritual

Pensamentos para a vida diária 

Capítulo VI

AMOR

ME, EU, TU

Tal como uma semente germina e cresce até ser árvore, assim também o fim da vida intelectual e espiritual do homem é expandir-se até abranger o amor de todos os seus semelhantes.
Nesta expansão observam-se três fases:

A primeira fase, que é a da infância, caracteriza-se pelo emprego quase incessante da palavra “me”.

‘Dá-me’. ‘Não me tires’. ‘Tirou-me a minha boneca’.

Repare-se a frequência com que uma criancinha fecha o pequeno punho, símbolo físico do seu incipiente critério de identificar tudo com o seu ‘me’ em miniatura.

Depois, começa a descortinar razões e aquela infantilidade emocional vai-se diluindo, não completamente, mas até certo ponto.

A forma pronominal ’me’ transforma-se em ‘eu’, a posse material das coisas evolui para sensação de domínio mental ou intelectual, a ideia de posse transforma-se em orgulho.
Do orgulho derivam a vanglória, o egoísmo, a agressividade, o ciúme, a vaidade!

´Fui eu quem fez isto’, ‘fui eu quem inventou aquilo’, ’fui eu quem ganhou o prémio no colégio’, ‘sou eu o mais forte da minha classe’.

Os ‘eus’ sucedem-se quase ininterruptamente na boca dos rapazes, como acontece em todas as mentalidades pouco desenvolvidas.

Esse egocentrismo pode estar habilmente disfarçado, umas vezes sob a máscara do exagero aparentemente propositado, outras sob o manto de modéstia excessiva, e, até, do próprio ridículo.

‘Aprendi toda a gramática em duas semanas’.
Traduzido, porém, quer insinuar: ‘Calculem o que eu saberia de gramática se, em vez de apenas duas semanas, tivesse levado três!’.

Este egocentrismo, por vezes, chega ao ponto de magoar os outros pela sua excessiva pedantearia.
Franz Werfel, numa arguta passagem da sua autobiografia, escreve:

“Tenho visto muitas variedades de arrogância, em mim mesmo e nos outros. Porém, no meu tempo de rapaz, eu próprio dei exemplo dessas mesmas variedades, devo confessar, por experiência própria, que não existe arrogância mais irritante, mais insolente, mais cáustica, mais diabólica do que a dos “pseudo-ultra-avançados” em questões de arte e literatura, os intelectuais do radicalismo, a imparem com a vã pretensão de serem profundos, tenebrosos e subtis, e com o propósito consciente de humilhar os outros”.

A terceira fase, que é a do início da maturidade e do princípio da eliminação do egocentrismo, caracteriza-se pela evolução do ‘eu’ para o ‘tu’, isto é pelo alvorecer do sentimento, pelo amor ao próximo.
Começa-se então a descobrir que esse ‘tu’ é alguém com mérito, alguém em quem se espelha o reflexo da Divindade, alguém que é portador dos direitos inalienáveis e imprescindíveis que são o alicerce de toda a democracia verdadeira, alguém dotado de predicados e aspirações que fazem dele um filho de Deus.

O ‘próximo’ não é, necessariamente, aquele que habita na casa ao lado.
Esse vizinho de paredes meias pode ser um inimigo, sem por isso deixar de morar ali tão perto.
Não! O Vizinho é a pessoa desconhecida, imprevista e misteriosa com quem podemos cruzar-nos a cada instante, com quem podemos encontrar-nos, quer em termos amigáveis quer hostis.
O vizinho tanto pode ser alguém de quem gostamos, como alguém com quem quase embirremos, mas será sempre alguém que devemos amar, em obediência ao preceito que nos manda «amar o próximo como a nós mesmos». [1]

Ter-se-á atingido a maturidade espiritual quando tivermos aprendido a amar cada ‘tu’ com quem nos deparamos, com um amor quanto possível tão semelhante ao que dedicamos a nós próprios, perdoando-lhes quando nos ofenderem, felicitando-os quando procederam bem, desculpando-os da mesma forma com encontramos desculpa para nós mesmos.

Evidente que, para tal, não é necessário passarmos o tempo perguntando a nós mesmos se amamos o nosso próximo.
O que importa é que, chegada a ocasião, saibamos proceder consoante esse amor se impõe.

Aprendemos a andar, andando, e a nadar, nadando.
Portanto, aprendemos a mar, amando.
Se praticarmos uma boa acção a favor de alguém de quem não gostamos, sentiremos no íntimo do coração tal contentamento que até esse sentimento diminuirá.
Porém, se lhe pregarmos alguma partida traiçoeira, descobriremos que o nosso malquerer aumentou.

Fazer bem aos outros faz com que os outros nos pareçam bons e dignos de amor.
E, se o são não forem, suponhamos piamente que o são, e tanto bastará para que assim no-lo pareçam.


Fulton J. Sheen, Thoughts for dayly living, (tradução por AMA)





[1] Nota de AMA, Segundo Mandamento do Decálogo.

Doutrina – 528


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio

311. Quando se pode celebrar este sacramento com confissão genérica e absolvição colectiva?


Em casos de grave necessidade (como o perigo iminente de morte), pode-se recorrer à celebração comunitária da Reconciliação com confissão genérica e absolvição colectiva, respeitando as normas da Igreja e com o propósito de confessar individualmente os pecados graves no tempo oportuno.

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

SÁBADO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Orações sugeridas: