01/03/2020

Leitura espiritual


JESUS CRISTO NOSSO SALVADOR


Iniciação à Cristologia


A distinção entre natureza e pessoa.


Esta distinção aparece mais clara ao considerar os indivíduos racionais ou pessoas possuidoras de uma determinada natureza. Com efeito, comprovamos que existem muitos sujeitos ou indivíduos diferentes (p. ex. os homens) que possuem a mesma natureza (a condição humana).

A distinção entre uma natureza e a própria pessoa que a possui é uma distinção entre uma parte e o todo, entre a parte que lhe dá o modo de ser e o todo que existe realmente: p. ex. Pedro tem realmente uma natureza humana como algo próprio, e, além disso, possui outros elementos individuais exclusivos dele, não comuns a outros homens; Pedro é a pessoa, o todo, e a natureza é uma parte dele que o especifica.


b) A união absolutamente misteriosa e singular das duas naturezas em Cristo é hipostática, na pessoa.

   
Já vimos que Cristo não é um ser «só em algum sentido», com a unidade moral, extrínseca o acidental que pode existir entre dois sujeitos ou indivíduos subsistentes, um divino e outro humano, que formem uma comunhão de vida e de acção, como sustentava Nestório. Mas, por outro lado, essa unidade, real e ontológica, que afirmamos em Cristo, tampouco é segundo a natureza: não existe uma só natureza composta pela divina e a humana, como afirmava Eutiques.

   
A união das duas naturezas em Cristo é uma união hipostática ou na pessoa. Nosso Senhor «ainda que seja Deus e homem, não são dois Cristos, mas um só Cristo (…) um absolutamente (…) na unidade da pessoa»[i]. O Verbo, ao assumir a natureza humana de Maria Virgem, fê-la realmente sua, e começou a ser homem no tempo, sem deixar de ser o mesmo que era desde a eternidade. De modo que, depois da Encarnação, o Filho de Deus subsiste em duas naturezas: é Deus e também é homem.
   

Esta união é completamente misteriosa, não tem semelhança com nenhuma outra, e conhecemo-la unicamente pela fé. Os exemplos que se empregaram na catequese para ilustrar este mistério são simples analogias que servem só em parte, mas que distam dele noutros aspectos. O símil mais utilizado pela Tradição é a união da alma e do corpo [1]: a união de duas substâncias que formam no nosso caso uma só pessoa, e nisto serve de exemplo para a união da divindade e humanidade em Cristo. Mas não serve como exemplo noutros aspectos: p. ex. enquanto a alma e o corpo são duas substâncias incompletas, e este não é o caso da divindade nem da humanidade de Cristo; nem tampouco enquanto a união do corpo e alma se constitui uma só natureza.


c) A natureza humana de Cristo é íntegra e perfeita, mas não é uma pessoa humana, nem é um sujeito diferente do Verbo


O Filho de Deus assumiu uma verdadeira e perfeita natureza humana individual, composta de corpo e alma, e é em verdadeiramente homem. Daí surgiu que alguns conceberam a natureza humana de Cristo como um sujeito humano diferente da pessoa do Verbo, ainda que não o chamassem «pessoa», mas só «hypóstasis».


Contra estes, o quinto concílio ecuménico, II de Constantinopla, no ano 553 «confessou a propósito de Cristo: ‘Não há mais que uma só hypóstasis (ou pessoa), que é Nosso Senhor Jesus Cristo, uno da Trindade’ [2]. Portanto, tudo na humanidade de Jesus Cristo deve ser atribuído à sua pessoa divina como seu próprio sujeito [3], não somente os milagres mas também os sofrimentos [4] e a própria morte: ‘O que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e uno da santíssima Trindade’ [5]»[ii][6].


A natureza humana de Jesus Cristo, ainda que real, criada, individual e concreta, não é uma hypóstasis ou uma pessoa humana, pois não é um subsistente, não é um todo completo em si mesmo que exista independentemente do outro, já que pertence propriamente ao Verbo que a assumiu, e foi levada de forma inefável à união do ser pessoal do Filho de Deus que pré-existia à união. De modo que o Filho de Deus, uno da santíssima Trindade, é o único subsistente, sujeito ou pessoa, na sua natureza divina e na sua natureza humana.


Afirmar que a humanidade de Cristo não é pessoa humana não significa diminuir ou tirar algo da verdadeira e real índole humana de Nosso Senhor, já que essa natureza á completa e perfeita, e não lhe falta nada que seja próprio dela. E tampouco rebaixa a condição e dignidade da sua humanidade o facto de não existir por si mesma e não constituir uma pessoa humana, mas sim, pelo contrário, «a natureza humana é em Cristo mais digna que em nós, porque no nosso caso ao existir por si tem a suam própria personalidade, todavia em Cristo existe a pessoa do Verbo»[7].


d) A pessoa de Jesus Cristo é divina, eterna e imutável na sua Encarnação e não formada pela união das naturezas: é pessoa do Filho de Deus


Já sabemos que só se encarnou a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus, como nos ensina a revelação e a fé da Igreja: as três pessoas divinas fizeram que a natureza humana se unisse á pessoa singular do Filho de Deus [8].


A Encarnação não supôs mudança alguma no Filho de Deus, que é imutável, como tampouco o supôs a criação. Somente se dá a mudança na natureza humana: inovação que consiste no facto de começar a existir elevada inefavelmente à união pessoal com o Verbo. A pessoa divina não adquiriu nenhuma perfeição nova, porque possui todas as perfeições da natureza humana, contidas de forma muito mais excelente na sua natureza divina.


A fé ensina-nos que a pessoa de Cristo é a pessoa eterna do Filho Unigénito de Deus. E o Verbo, desde antes dos séculos, tem o seu ser pessoal por geração eterna de Deus Pai. Portanto, a pessoa de Cristo não é causada pela união das duas naturezas, mas sim é eterna. Cristo não «é» ou existe pela sua natureza humana, mas sim que por ela «é homem». A pessoa de Cristo, depois da Encarnação, subsiste sem mudança alguma nas duas naturezas, mas não é formada por composição ou pela união de ambas.
Como consequência, a filiação de Jesus no que respeita a seu Pai não é adoptiva como a dos outros homens, mas si que é Filho de Deus por natureza, o Unigénito, o próprio Filho do Pai, pois d’Ele recebeu o seu ser pessoal por geração eterna.[9]


(Tradução por AMA)



[1] Cf. Símbolo Quicumque, DS, 76: «Como a alma racional e o corpo formam um só homem; assim, Cristo é um, sendo Deus e homem».
[2] DS, 424
[3] cf. Conc. Éfeso: DS, 255
[4] cf. DS, 424
[5] DS, 432
[6] CCE, 468.
[7] S. Th. III, 2,2, ad. 2.
[8] S. Th. III,2,2 ad 2.
[9] Cf. DS, 595; 611; 619; 852. Entenderemos melhor esta verdade se tivermos presente que a filiação é uma relação de uma pessoa no que respeita a outra que a engendrou e lhe comunicou a sua natureza específica. Assim, a Filiação Divina adoptiva é e relação do homem que recebeu a vida divina participada, a graça, respeitante a Deus que lha comunicou. Esta filiação adoptiva «não é uma qualidade sobrenatural» recebida de Deus que transforme o homem fazendo-o divino por participação, como o é a graça santificante, mas a subsequente «relação» da pessoa que essa vida sobrenatural respeitante a Deus.



[i] Símbolo Quicumque, DS, 76.

DEVOÇÃO A SÂO JOSÉ


OS SETE DOMINGOS

7 Dores e Alegrias

V - A quinta dor e alegria de S. José

A sua dor quando teve de fugir para o Egipto com o Menino Jesus e Maria; a sua alegria em estar sempre com Jesus e Maria.

"Ele levantou-se, tomou, de noite, o Menino e Sua Mãe e retirou-se para o Egipto, onde ficou até à morte de Herodes."[i]

“José abandonou-se sem reservas nas mãos de Deus mas nunca deixou de reflectir sobre os acontecimentos, e assim recebeu do Senhor a inteligência das obras de Deus, que é a verdadeira sabedoria. Deste modo, aprendeu a pouco e pouco, que os planos sobrenaturais têm uma coerência divina, que às vezes está em contradição com os planos humanos."[ii]



[i] Mt 2,14-15
[ii] Ibid., n. 42

VIRTUDES – Prudência 1


A prudência é a virtude que dispõe o espírito a discernir em todas as circunstâncias o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios para o realizar.

VIRTUDES

Opus Dei - O que é a prudência?

A prudência é a virtude que dispõe o espírito a discernir em todas as circunstâncias o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios para o realizar [1]. Assim, são actos de prudência a avaliação para ver qual será a acção mais adequada para alcançar o bem, e o mandato para a realizar. A prudência baseia-se na memória do passado, no conhecimento do presente e, tanto quanto nos é possível, na previsão das consequências das nossas decisões. Indica a medida justa das outras virtudes, entre o excesso e o defeito, entre o exagero e a carência, ou a mediocridade.

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

DOMINGO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

29/02/2020

NUNC COEPI

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Estás triste, meu filho?


Nunca desanimes, se és apóstolo. – Não há contradição que não possas superar. – Porque estás triste? (Caminho, 660)

A verdadeira virtude não é triste nem antipática, mas amavelmente alegre. (Caminho, 657)

Se as coisas correm bem, alegremo-nos, bendizendo a Deus que dá o incremento. – Correm mal? – Alegremo-nos, bendizendo a Deus que nos fez participar da sua doce Cruz. (Caminho, 658)

Para dar remédio à tua tristeza, pedes-me um conselho. – Vou dar-te uma receita que vem de boa mão – do apóstolo Tiago: – "Tristatur aliquis vestrum?" estás triste, meu filho? – "Oret!" Faz oração! – Experimenta e verás. (Caminho, 663)

Não estejas triste. – Tem uma visão mais... "nossa" – mais cristã – das coisas. (Caminho, 664)

"Laetetur cor quaerentium Dominum"– Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. – Luz, para investigares o motivo da tua tristeza. (Caminho, 666)


THALITA KUM 116


THALITA KUM 116

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Viver e testemunhar o amor experimentado

Quem aceita o amor de Deus interiormente fica plasmado por ele. O amor de Deus experimentado é vivido pelo homem como uma «chamada» a que tem que responder. O olhar dirigido ao Senhor, que «tomou nossas fraquezas e carregou nossas enfermidades» [1], ajuda-nos a prestar mais atenção no sofrimento e na necessidade dos demais. A contemplação, na adoração, do Lado Trespassado da lança sensibiliza-nos frente à vontade salvífica de Deus. Torna-nos capazes de confiar no Seu amor salvífico e misericordioso e, ao mesmo tempo, reforça-nos no desejo de participar na Sua obra de salvação, convertendo-nos em Seus instrumentos.
Os dons recebidos do Lado Aberto, do qual saíram «sangue e água» [2], fazem que a nossa vida se converta também para os outros em manancial do qual emanam «rios de água viva». [3] A experiência do amor surgida do culto do Lado Trespassado do Redentor tutela-nos ante o risco de nos prendermos em nós mesmos e torna-nos mais disponíveis para uma vida para os outros.
«Nisto conhecemos o que é o amor: em que Ele deu a Sua vida por nós. Também nós devemos dar a vida pelos irmãos» [4].

A resposta ao Mandamento do Amor torna-se possível só com a experiência de que este Amor já nos foi dado antes por Deus [5]. O culto do Amor que se torna visível no mistério da Cruz, representado em toda a celebração eucarística, constitui, portanto, o fundamento para que possamos converter-nos em instrumentos nas Mãos de Cristo: só assim podemos ser arautos críveis do Seu Amor. Esta abertura à vontade de Deus, contudo, deve renovar-se em todo momento:
«O amor nunca se dá por “concluído” e completado» [6].

A contemplação do «Lado Trespassado pela lança», na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada, portanto como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do Amor de Deus, que encontrou no símbolo do «Coração Trespassado» a sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus [7].
Com o desejo de que o quinquagésimo aniversário sirva para estimular em tantos corações uma resposta cada vez mais fervorosa ao amor do Coração de Cristo, envio-lhe, reverendíssimo padre, e a todos os religiosos da Companhia.» [8]


(AMA, reflexões).



[1] Mt 8, 17
[2] Cfr. Jo19, 34
[3] Jo 7, 34 - Cfr. encíclica «Deus caritas est», 7
[4] I Jo 3, 16 - Cfr. encíclica «Haurietis aquas», 38
[5] Cfr. encíclica «Deus caritas est», 14
[6] Cfr. encíclica «Deus caritas est», 17
[7] Cfr. encíclica «Haurietis aquas», 62
[8] Ao reverendíssimo padre PETER-HANS KOLVENBACH, S.I.

Evangelho e comentário


Tempo de Cinzas




Evangelho: Lc 5, 27-32

Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus. Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?» Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam».

Comentário:

Já estamos como que habituados ao chamamento de Jesus Cristo mas, nem por isso deixa de nos impressionar a simplicidade do desafio: «Segue-me»

Claro que não conhecemos a entoação ou enfâse com que o Senhor diria este «Segue-me» mas, a verdade, é que o que é convidado aceita sem mais o convite deixando umas redes de pesca, um posto de cobrança de impostos, o que for.

Pensemos um pouco se, acaso, este «Segue-me» nos fosse dirigido a nós; o que faríamos?

(AMA, comentário sobre Lc 5, 27-32. 12.12.2018)


Leitura espiritual


Novo Testamento

Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 3

Domínio da língua –

1 Meus irmãos, não haja muitos entre vós que pretendam ser mestres, sabendo que nós teremos um julgamento mais severo, 2 pois todos nós falhamos com frequência. Se alguém não peca pela palavra, esse é um homem perfeito, capaz também de dominar todo o seu corpo. 3 Quando pomos um freio na boca do cavalo para que nos obedeça, dirigimos todo o seu corpo. 4 Vede também os barcos: por grandes que sejam e fustigados por ventos impetuosos, são dirigidos com um pequeno leme para onde quer a vontade do piloto. 5 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede como um pequeno fogo pode incendiar uma grande floresta! 6 Assim também a língua é fogo, é um mundo de iniquidade; entre os nossos membros, é ela que contamina todo o corpo e, inflamada pelo Inferno, incendeia o curso da nossa existência. 7 Todas as espécies de animais selvagens, de aves, de répteis e de animais do mar se podem domar e têm sido domadas pelo homem. 8 A língua, pelo contrário, ninguém a pode dominar: é um mal incontrolável, carregado de veneno mortal. 9 Com ela bendizemos quem é Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. 10 De uma mesma boca procedem a bênção e a maldição. Mas isto não deve ser assim, meus irmãos. 11 Porventura uma fonte lança pela mesma bica água doce e água salgada? 12 Porventura, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira dar figos? Uma fonte de água salgada também não pode dar água doce.

Verdadeira sabedoria –

13 Existe alguém entre vós que seja sábio e entendido? Mostre, então, pelo seu bom procedimento, que as suas obras estão repassadas da mansidão própria da sabedoria. 14 Mas, se tendes no vosso coração uma inveja amarga e um espírito dado a contendas, não vos vanglorieis nem falseeis a verdade. 15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é a terrena, a da natureza corrompida, a diabólica. 16 Pois, onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más. 17 Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia; 18 e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz.




Doutrina – 524


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



SEGUNDA SECÇÃO

OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA

CAPÍTULO SEGUNDO

OS SACRAMENTOS DA CURA


307. Quem é o ministro deste sacramento?


Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Abuso de menores na Igreja




Abuso de menores na Igreja

Este parece, infelizmente, um assunto da ordem do dia.

Tem vendido muitos jornais e revistas e dado que fazer às mentes doentias que encontram nestes assuntos férteis campos de sementeira do mal.

Não se trata de trabalhos de investigação nem sequer considerações sérias e que mereçam crédito na sua generalidade.

Pessoalmente – triste e desiludido – vejo, com alguma surpresa, membros destacados da Igreja Católica deixarem-se arrastar pela vontade de esclarecer, opinar, dar remédio.

Por meu lado desejo perguntar se alguém de bom senso comum e um mínimo de critério acredita que os Sacerdotes e, até figuras de destaque da Igreja, se entregam as estas práticas altamente reprováveis.

Nalguns casos, não será antes o contrário?

Qual é o jovem de quinze – ou ainda menos – anos de idade que que se deixa “corromper” porque ignora inocentemente o que lhe é proposto - neste aspecto das relações sexuais – por alguém mais velho seja ele quem for?
Basta fazer uma pesquisa breve pelos telemóveis de muitos jovens para encontrar abundantes evidências de que a sexualidade não tem nem segredos ou “tabus” para uma vastíssima maioria.

Mas, então, quer isto dizer que muitos jovens corrompem sacerdotes?
Quer dizer exactamente isso.
O sacerdote é um homem como os outros e se não tem conselho seguro e fidedigno, e, sobretudo, oração constante e profunda, fica muito permeável a este tipo de tentações em que acaba por cair quase sem se dar conta.

Dando-se aos outros por Amor de Cristo, o sacerdote tem muitos momentos de solidão com a responsabilidade enormíssima de ser forte, corajoso, seguro e fiel e, na solidão, é muito difícil manter-se incólume e fiel no seu caminho.

Um jovem mal-formado, pode ser extremamente convincente e ser capaz de usar de artimanhas e estratégias para corromper outros.

O demónio ataca por onde menos se espera e está sempre à espreita como «leão rugidor», e, eu sei, que isto acontece e tem acontecido.

Nem o decoro, a modéstia, ou a vergonha devem impedir o sacerdote que sofreu tais ataques de o comunicar em primeiro lugar ao seu Bispo e, depois, às autoridades civis.

Não escrevo isto “por escrever”, tenho notícias fidedignas que tal já aconteceu, tal qual acima escrevi.

(AMA, reflexões, 2019

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?