23/02/2020

THALITA KUM 110


THALITA KUM 110 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Sagrado Coração, fonte inesgotável da misericórdia! [1]

Queridos irmãos e irmãs:
Este Domingo, décimo segundo do tempo comum, está como «rodeado» por solenidades litúrgicas significativas. Na Sexta-Feira passada, celebramos o Sagrado Coração de Jesus, celebração que une acertadamente a devoção popular à profundidade teológica. Era uma tradição, e em alguns países continua sendo, a consagração ao Sagrado Coração por parte das famílias, que tinham uma imagem Sua nas suas casas.
As raízes desta devoção fundem-se no mistério da Encarnação: precisamente através do Coração de Jesus se manifestou de maneira sublime o Amor de Deus pela humanidade. Por este motivo, o autêntico culto ao Sagrado Coração mantém toda sua validez e atrai especialmente as almas sedentas da misericórdia de Deus, que nele encontram a fonte inesgotável da qual podem tirar a Água da Vida, capaz de regar os desertos da alma e de fazer que volte a florescer a esperança.
A solenidade do Sagrado Coração de Jesus é também a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes: aproveito a oportunidade para convidar todos vós, queridos irmãos e irmãs, a rezarem sempre pelos sacerdotes, para que possam ser testemunhas do amor de Cristo.
Ontem a liturgia permitiu-nos celebrar a Natividade de São João Batista, o único santo de quem se comemora o nascimento, pois marcou o início do cumprimento das promessas divinas: Jesus é esse «profeta», identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para Sua vinda [2]. A sua festa recorda-nos que toda a nossa vida sempre está subordinada a Cristo e que chega à sua realização acolhendo-O a Ele, Palavra, Luz e Esposo, de quem nós somos vozes, lâmpadas e amigos [3]. «É preciso que ele cresça e que eu diminua» [4]: esta expressão do Baptista constitui um programa para todo cristão.

Deixar que o «eu» de Cristo tome o lugar de nosso «eu» foi de maneira exemplar o anseio dos apóstolos Pedro e Paulo, que a Igreja venerará com solenidade no próximo dia 29 de Junho. São Paulo escreveu de si mesmo: «não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim» [5]. Antes deles e antes de qualquer outro santo, quem viveu esta realidade foi Maria Santíssima, que conservou as palavras de seu Filho Jesus em seu coração. Ontem contemplamos esse Seu Coração Imaculado, Coração de Mãe, que continua velando com terna solicitude sobre todos nós. Que Sua intercessão nos permita ser sempre fiéis à vocação cristã. [6]

(AMA, reflexões).






[1] Palavras de Bento XVI antes de rezar a oração mariana do Angelus.
[2] Cfr. Mt 11, 14; 17 10-13
[3] Cfr. Jo 1, 1.23; 1,7-8; 3,29
[4] Jo 3, 30
[5] Gálatas, 2, 20
[6] Bento XVI, Angelus, Roma, 25 de Junho de 2006

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mt 5, 38-48

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Comentário:

Jesus Cristo enuncia um ideal de conduta humana.

Como todos os ideais, também este é difícil de atingir.

Mas ão impossível, porque o Senhor nunca pede impossíveis aos Seus filhos.

Com interpretar, então, o que diz:

Faltará, talvez. acrescentar: Este é - deve ser - o vosso ideal; esforçai-vos por consegui-lo.

A nós, pobres homens, que de ideais percebemos muito pouco, não nos resta fazer senão o que Jesus nos sugere:

Fazei o possível!

E, com a segurança do Seu auxílio e apoio, sabemos muito bem que para Ele, nada é impossível. 

 (AMA, comentário sobre Mt 5, 38-48, 19.02.2017)


Leitura espiritual


Novo Testamento

Cartas de São Paulo

Carta a Tito

Tt 3

Obediência às autoridades (Rm 13,1-7; 1 Pe 2,13-17) –

1 Recorda-lhes que sejam submissos e obedientes aos governantes e autoridades, que estejam prontos para qualquer boa obra, 2 que não digam mal de ninguém, nem sejam conflituosos, mas sejam afáveis, mostrando sempre amabilidade para com todos os homens. 3 Pois também nós éramos outrora insensatos, rebeldes, extraviados, escravos de toda a espécie de paixões e prazeres, vivendo na maldade e na inveja, odiados e odiando-nos uns aos outros. 4 Mas, quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, 5 Ele salvou-nos, não em virtude de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas da sua misericórdia, mediante um novo nascimento e renovação do Espírito Santo, 6 que Ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador, 7 a fim de que, justificados pela sua graça, nos tornemos, segundo a nossa esperança, herdeiros da vida eterna. 8 Esta palavra é digna de fé, e desejo que tu fales com firmeza destas coisas, para que os que acreditaram em Deus se empenhem na prática de boas obras, pois isso é bom e útil para os homens. 9 Evita, porém, as discussões insensatas, as genealogias, bem como as contendas legalistas, pois são inúteis e vãs. 10 Depois de uma ou duas advertências, afasta-te do sectário, 11 pois bem sabes que esse homem está transviado, peca e a si mesmo se condena.
               
Recomendações e saudação –

12 Quando te enviar Ártemas ou Tíquico, apressa-te em vir ter comigo a Nicópolis, pois decidi passar lá o Inverno. 13 Providencia solicitamente quanto à viagem de Zenas, o jurista, e de Apolo, de modo que nada lhes falte. 14 Também os nossos devem aprender a empenhar-se em boas obras, para atender às necessidades prementes, de modo que não deixem de produzir frutos. 15 Saúdam-te todos os que estão comigo. Saúda todos os que nos amam na fé. A graça esteja com todos vós.


DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ


OS SETE DOMINGOS

7 Dores e Alegrias

IV - A quarta dor e alegria de S. José

A sua dor quando ouviu a profecia de Simeão; a sua alegria quando soube que muitos seriam salvos pelos sofrimentos de Jesus.

Seu pai e Sua mãe estavam admirados com as coisas que d'Ele se diziam. Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: Olha que Ele está aqui para a queda e o ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição - uma espada te há-de trespassar a tua própria alma - a fim de se revelarem os pensamentos de muitos espíritos."[i]

"José surpreende-se, José admira-se. Deus vai-lhe revelando os Seus desígnios e ele esforça-se por compreendê-los. Como toda a alma que quer seguir de perto Jesus, descobre logo que não é possível andar com passo ronceiro, que não pode viver da rotina... Deus exige continuamente mais e os Seus caminhos não são os nossos caminhos humanos. S. José, como nenhum outro homem antes ou depois dele, aprendeu de Jesus a estar atento para conhecer as maravilhas de Deus, a ter a alma e o coração abertos."[ii]



[i] Lc 2,33-35
[ii] Ibid., n. 54

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

22/02/2020

NUNC COEPI

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NUNC COEPI


Amemos a direcção espiritual!


Abriste sinceramente o teu coração ao teu Director, falando na presença de Deus... E foi maravilhoso verificar como tu sozinho ias encontrando resposta adequada às tuas próprias tentativas de evasão. Amemos a direcção espiritual! (Sulco, 152)

Conhecem muito bem as obrigações do vosso caminho de cristãos, que os hão-de levar sem parar e com calma à santidade; também estão precavidos contra as dificuldades, praticamente contra todas, porque já se vislumbram desde o princípio do caminho. Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias.

Nessa direcção espiritual mostrem-se sempre muito sinceros: não deixem nada por dizer, abram completamente a alma, sem medo e sem vergonha. Olhem que, se não, esse caminho tão plano e tão fácil de andar complica-se e o que ao princípio não era nada acaba por se converter num nó que sufoca.

(...) Lembram-se da história do cigano que se foi confessar? Não passa de uma história, de uma historieta, porque da confissão nunca se fala e, além disso, estimo muito os ciganos. Coitadinho! Estava realmente arrependido: Senhor Padre, acuso-me de ter roubado uma arreata... – pouca coisa, não é? – e atrás vinha uma burra...; e depois outra arreata...; e outra burra... e assim até vinte. Meus filhos, o mesmo acontece no nosso comportamento: quando cedemos na arreata, depois vem o resto, a seguir vem uma série de más inclinações, de misérias que aviltam e envergonham; e acontece o mesmo na convivência: começa-se com uma pequena falta de delicadeza e acaba-se a viver de costas uns para os outros, no meio da indiferença mais gelada. (Amigos de Deus, 15)


THALITA KUM 109


THALITA KUM 109 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Coração de Jesus!

Como te moves, Senhor, pelo Teu Coração!

E, ainda bem, para nós homens, que tens um coração de carne como o nosso, um coração humano com todas as virtudes e capacidades de um coração puro e humilde.

Como gostas de Te chamar a Ti mesmo: «manso e humilde de coração[1]

O que espanta é que, considerando o Teu Poder Omnipotente, se possa pensar que, o homem que tem este Poder, tem um coração manso e humilde.

Manso porque não sabe o que é rebelar-se contra a vida, contra os outros; porque só sabe acatar a Vontade Divina em todas as coisas e em todas as circunstâncias, deixando-Se guiar pelas inspirações que o Espírito Santo Lhe envia a cada momento.

Manso, porque se “encolhe” gratuitamente para que não sobressaia senão a Vontade do Pai, numa atitude de submissão e entrega totais e perfeitas.
Manso, porque acata como o melhor, tudo aquilo que Lhe é sugerido pelo Senhor da Vida.
Manso, finalmente, porque os Seus únicos sentimentos são o amor pelos outros com total desprendimento de Si Mesmo.

Coração humilde porque voluntariamente Se reduz a uma dimensão humana quando a Sua essência é divina.
Humilde quando Se comprime na tristeza que Lhe causa a animosidade dos homens.
Humilde porque é esmagado e amarfanhado pelas Suas mãos chagadas para Se oferecer aos homens, a todos os homens.

Quantas vezes me ocorre aquela conhecidíssima jaculatória “Jesus, faz com que tenha um coração igual ao Vosso” e, na verdade, o que quero e devo dizer será:

«Jesus, toma o meu coração e faz dele o que Te aprouver que, eu, não sei o que hei-de fazer com ele.» [2]


(AMA, reflexões).






[1] Cfr. Mt 11, 29.
[2] AMA, orações pessoais

Evangelho e comentário


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Cadeira de São Pedro

Evangelho: Mt 16, 13-19

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

Comentário:

Eu, como Pedro, creio firmemente que Tu és Deus, meu Salvador e Redentor, que amo com todas as veras do meu coração, que sigo com incondicional entrega até ao momento que queiras chamar-me definitivamente para junto de Ti.

Como anseio por esse momento, Senhor!

Vultum Tuum requiram, Domine!

(AMA, comentário sobre Mt 16, 13-19, 28.06.2017)


Leitura espiritual


Novo Testamento

Cartas de São Paulo

Carta a Tito

Tt 2

Qualidades dos anciãos e dos jovens –

1 Tu, porém, ensina o que é conforme à sã doutrina. 2 Os anciãos sejam sóbrios, dignos, prudentes, firmes na fé, na caridade e na paciência. 3 Do mesmo modo, as anciãs tenham um comportamento reverente, não sejam caluniadoras nem escravas do vinho, mas mestras de virtude, 4 a fim de ensinarem as jovens a amar os maridos e os filhos, 5 a serem prudentes, castas, boas donas de casa e dóceis aos maridos, de modo que a palavra de Deus não seja difamada. 6 Exorta igualmente os jovens a serem moderados, 7 apresentando-te em tudo a ti próprio como exemplo de boas obras, de integridade na doutrina, de dignidade, 8 de palavra sã e irrepreensível, para que os adversários fiquem confundidos, por não terem nada de mal a dizer de nós.

Os escravos (1 Tm 6,1-2; 1 Pe 2,18-25)

9 Exorta os escravos a serem em tudo dóceis aos seus senhores, procurando agradar-lhes em tudo e não os contradizendo 10 nem defraudando, mas mostrando-se totalmente leais, a fim de honrarem em tudo a doutrina de Deus nosso Salvador. 11 Com efeito, manifestou-se a graça de Deus, portadora de salvação para todos os homens, 12 para nos ensinar a renúncia à impiedade e aos desejos mundanos, a fim de vivermos no século presente com sobriedade, justiça e piedade, 13 aguardando a bem-aventurada esperança e a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. 14 Ele entregou-se por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniquidade e de purificar e constituir um povo de sua exclusiva posse e zeloso na prática do bem. 15 Assim é que deves falar, exortar e repreender com toda a autoridade. E que ninguém te despreze.



Doutrina – 523


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



SEGUNDA SECÇÃO

OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA

CAPÍTULO SEGUNDO

OS SACRAMENTOS DA CURA


306. Porque é que os pecados veniais podem ser também objecto da confissão sacramental?


A confissão dos pecados veniais é muito recomendada pela Igreja, embora não estritamente necessária, porque nos ajuda a formar uma consciência recta e a lutar contra as más inclinações, para nos deixarmos curar por Cristo e progredirmos na vida do Espírito.

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?