05/02/2020

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 6, 1-6

1 E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no. 2 Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? 3 Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso. 4 Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.» 5 E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.

Comentário:

São Marcos diz expressamente que Jesus se admirava com a incredulidade dos Seus conterrâneos, não obstante ter por certo que "um profeta não tem crédito na sua terra".

As pessoas preconceituosas têm este costume reprovável: mais facilmente dão crédito a um estranho que a alguém conhecido!

Porquê?

Porque vêm nesse alguém incapaz de outra coisa que não seja a ideia que fazem dele: um carpinteiro, na sua opinião, só terá aptidões de carpinteiro...


(AMA, comentário sobre Mc 6, 1-6, 05.07.2015)


Leitura espiritual

Novo Testamento

Cartas de São Paulo

1ª Carta a Timóteo

1Tm 4

Os falsos mestres (1,3-11; 2 Tm 2,14-18; Tt 1,10-16) –

1 O Espírito diz abertamente que, nos últimos tempos, alguns hão-de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas diabólicas, 2 seduzidos pela hipocrisia de mentirosos, cuja consciência foi marcada com ferro em brasa. 3 Proibirão o casamento e o uso de alimentos, que Deus criou para serem consumidos em acção de graças, pelos que têm fé e conhecem a verdade. 4 Pois tudo o que Deus criou é bom e nada deve ser rejeitado, quando tomado com acção de graças. 5 Com efeito, tudo é santificado pela palavra de Deus e pela oração.

Modelo dos fiéis –

6 Expondo estas coisas aos irmãos, serás um bom servo de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tão diligentemente tens seguido. 7 Mas rejeita as fábulas ímpias, coisa de comadres. Exercita-te na piedade. 8 O exercício físico de pouco serve, mas a piedade é útil para tudo, pois tem a promessa da vida presente e da futura. 9 É digna de fé e de toda a aceitação esta palavra. 10 Pois se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos que crêem. 11 Eis o que deves proclamar e ensinar. 12 Ninguém escarneça da tua juventude; antes, sê modelo dos fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na castidade. 13 Enquanto aguardas a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14 Não descures o carisma que está em ti, e que te foi dado através de uma profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros. 15 Toma a peito estas coisas e persevera nelas, a fim de que o teu progresso seja manifesto a todos. 16 Cuida de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas, porque, agindo assim, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








04/02/2020

NUNC COEPI

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NUNC COEPI


Tu és sal, alma de apóstolo


Tu és sal, alma de apóstolo. - "Bonum est sal" - o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" - mas se o sal se desvirtua... de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco; deita-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. - Mas se te desvirtuas... (Caminho, 921)

Os católicos têm de andar pela vida como apóstolos: com luz de Deus, com sal de Deus. Sem medo, com naturalidade, mas com tal vida interior, com tal união com Nosso Senhor, que iluminem, que evitem a corrupção e as sombras, que repartam o fruto da serenidade e a eficácia da doutrina cristã. (Forja, 969)

Em momentos de desorientação geral, quando clamas ao Senhor pelas suas almas!, parece que não te ouve, que está surdo aos teus apelos. Inclusivamente chegas a pensar que o teu trabalho apostólico é vão.- Não te preocupes! Continua a trabalhar com a mesma alegria, com a mesma vibração, com o mesmo afinco. Permite-me que insista: quando se trabalha por Deus, nada é infecundo! (Forja, 978)

Filho: todos os mares deste mundo são nossos, e lá onde a pesca é mais difícil é também mais necessária. (Forja, 979)

Com a tua doutrina de cristão, com a tua vida íntegra e com o teu trabalho bem feito, tens que dar bom exemplo, no exercício da tua profissão e no cumprimento dos deveres do teu cargo, aos que te rodeiam: os teus parentes, os teus amigos, os teus companheiros, os teus vizinhos, os teus alunos... - Não podes ser um embusteiro. (Forja, 980)

THALITA KUM 91


THALITA KUM 91

(Cfr. Lc 8, 49-56)



Jesus não procura o rosto, mas o coração.

As lavagens e abluções feitas com cuidado e rigor, não conseguem limpar o coração, ou tornar a alma imaculada, mas, tão só, criar uma aparente ilusão de pureza, tal como, as atitudes de reverência ou piedade, nada valem se o coração se mantém distante e orgulhoso.

O nosso aspecto exterior, o nosso comportamento social, é sem dúvida importante e devemos tê-los muito em consideração, até porque, dependerá muito da forma como nos apresentemos aos outros, limpos, arrumados com bons modos, etc., a influência que poderemos exercer sobre eles, levando-os, por exemplo, a aceitar um convite para uma actividade de carácter espiritual.

Aliás, são vários os exemplos que Jesus nos dá, do Seu cuidado nas relações com os outros, na maneira de vestir e de se apresentar; por exemplo: Jesus repara que Simão não Lhe deu o beijo tradicional quando chegou a Sua casa; [1] ou o facto do Mestre, que não tinha onde repousar a cabeça; [2] possuir uma túnica que, por ser inconsútil, teria um valor apreciável o que levou os soldados sortearem-na entre si [3] ou ainda, as recomendações minuciosas que faz aos apóstolos, sobre o modo de saudar os donos das casas que visitassem. [4]

Portanto, temos a certeza que Jesus não desprezava as coisas do mundo, as aparências, ou seja, aqueles actos exteriores que de alguma forma devem ser reflexo dos sentimentos e disposições internas dos homens.

Assim, convém termos as coisas muito claras e não nos deixarmos levar por escrúpulos ou falsas premissas.

Os ensinamentos de Jesus são iniludíveis a este respeito:

«Ninguém, depois de acender uma lâmpada, a põe em sítio oculto ou debaixo do alqueire, mas no candelabro, para que vejam a claridade aqueles que entram». [5]

(AMA, reflexões).



[1] Cfr. Lc 7, 45.
[2] Cfr. Mt 8, 20.
[3] Cfr. Jo 19, 23.
[4] Cfr. Mt 10, 5-14.
[5] Lc 11, 33.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


São João de Brito

Evangelho: Mc 6, 7-17

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos. Entretanto, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois a sua fama chegara a toda a parte e dizia-se: «João Baptista ressuscitou dos mortos; por isso ele tem o poder de fazer milagres». Outros diziam: «É Elias». Outros diziam ainda: «É um profeta como os antigos profetas». Mas Herodes, ao ouvir falar de tudo isto, dizia: «João, a quem mandei cortar a cabeça, ressuscitou». De facto, Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por sua mulher.

Comentário:

Fica aqui, neste texto de São Marcos, bem expressa a complexa – para dizer brevemente – personalidade de Herodes.

A morte por ele ordenada do Baptista não o deixou indiferente.

Ao mesmo tempo parece acreditar na ressurreição dos mortos.

Toda a sua parece destinada a cruzar-se com o Salvador – logo desde o Seu Nascimento em Belém – numa espécie de mórbido temor pela sua pessoa e o seu estatuto de rei da Judeia.

Já o dissemos, é um personagem sinistro que ficará célebre até ao final dos tempos, pelos piores e mais torpes actos.

(AMA, comentário sobre Mc 6, 7-17, 22.10.2019)


Leitura espiritual


Novo Testamento

Cartas de São Paulo

1ª Carta a Timóteo

1Tm 3

Qualidades do bispo –

1 É digna de fé esta palavra: se alguém aspira ao episcopado, deseja um excelente ofício. 2 Mas é necessário que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, ponderado, de bons costumes, hospitaleiro, capaz de ensinar; 3 que não seja dado ao vinho, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; 4 que governe bem a própria casa, mantendo os filhos submissos, com toda a dignidade. 5 Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará ele da igreja de Deus? 6 Que não seja neófito, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação do diabo. 7 Mas é necessário também que ele goze de boa reputação entre os de fora, para não cair no descrédito e nas ciladas do diabo.

Qualidades do diácono –

8 Do mesmo modo, os diáconos sejam pessoas dignas, sem duplicidade, não inclinados ao excesso de vinho, nem ávidos de lucros desonestos. 9 Guardem o mistério da fé numa consciência pura. 10 Sejam também eles, primeiro, postos à prova e só depois, se forem irrepreensíveis, exerçam o diaconado. 11 Do mesmo modo, as mulheres sejam dignas, não maldizentes, sóbrias, fiéis em tudo. 12 Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, capazes de dirigir bem os filhos e a própria casa. 13 Pois aqueles que cumprirem bem o diaconado adquirem para si uma posição honrosa e autoridade em questões de fé, em Cristo Jesus.

O mistério da piedade –

14 Escrevo-te estas coisas, na esperança de ir ter contigo em breve. 15 Porém, eu quero que saibas como deves proceder na casa de Deus, esta Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. 16 Grande é - todos o confessam - o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado no Espírito, apresentado aos anjos, anunciado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória.



CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL


O AMOR

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos.
Peço ainda que aguarde todo o tempo necessário -- anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para si.
Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenómeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós.
Esta força universal é o AMOR.
Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças.
O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.
O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo
cego.
O Amor revela e desvela.
Por amor, vivemos e morremos.
O Amor é Deus e Deus é Amor.
Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.
Para dar visibilidade ao amor, fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites.
Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que   nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última.
Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.
Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por si. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que graças a si, obtive a última resposta.
Seu pai,

Albert Einstein

Pequena agenda do cristão

03/02/2020

NUNC COEPI

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NUNC COEPI


Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade


Esta é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: "qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum" – quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)

Não te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer. (Caminho, 755)

Nós somos pedras, silhares, que se movem, que sentem, que têm uma libérrima vontade. O próprio Deus é o estatuário que nos tira as esquinas, desbastando-nos, modificando-nos, conforme deseja, a golpes de martelo e de cinzel.

Não queiramos afastar-nos, não queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de qualquer modo, não poderemos evitar os golpes. – Sofreremos mais e inutilmente, e, em lugar de pedra polida e apta para edificar, seremos um montão informe de cascalho que os homens pisarão com desprezo. (Caminho, 756)

A aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a felicidade na Cruz. – Então se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso é leve. (Caminho, 758)

Um raciocínio que conduz à paz e que o Espírito Santo oferece aos que querem a Vontade de Deus: "Dominus regit me, et nihil mihi deerit" – o Senhor é quem me governa; nada me faltará.

Que é que pode inquietar uma alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760) (Cristo que passa, 95).

THALITA KUM 90


THALITA KUM 90 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Jesus não tem qualquer hesitação em tocar, fisicamente, os que Dele se aproximam à procura de remédio para os seus males.

Esta é uma das atitudes de Jesus incompreensíveis para muitos judeus e, principalmente, para os chefes, os fariseus, os escribas e os príncipes dos sacerdotes.

Algumas doenças, como a lepra ou aquela que a mulher do Evangelho sofria, eram consideradas como impuras.
A impureza, segundo aqueles, concentrava-se na atitude, na aparência, no proceder.

Jesus diz que não é assim.

A impureza está no coração do homem, mora no seu íntimo.
O Senhor assinala por várias vezes que é no coração do homem que se originam os sentimentos e as intenções.
O trecho evangélico [1] recolhe as exortações do Mestre aos Seus discípulos, fazendo aquilo que nós poderíamos chamar - pôr os pontos nos i’s.

Os judeus, principalmente os seus chefes e mentores tinham por costume, que observavam com rigorosíssima cautela, lavar repetidas vezes os copos e pratos antes de por eles beber ou comer, bem assim como outras abluções das mãos, pés, etc., constituindo tudo, um ritual observado com minucioso rigor e não pouco aparato.
Aquilo que tinha sido uma instrução de carácter meramente social - de higiene - dada por Moisés, a um povo inculto e semi-bárbaro viajando pelo deserto, tinha-se tornado com o tempo, uma obrigação, uma regra de observância obrigatória.

Aqueles homens, que governavam o povo, escolhiam estas manifestações externas, algumas até ridículas e sem sentido, como sinais indispensáveis da autêntica religião, desejados e exigidos por Deus aos Seus súbditos, fazendo crer que, bastava a sua observância, para se cumprir a Lei de Deus, o Decálogo.

Deus aparecia assim como um ser exigente e distante, a quem era preciso satisfazer as vontades e aplacar as iras, observando escrupulosamente certas regras de conduta e comportamento social.

Jesus vem dizer que não é exactamente isso o que Deus quer, nem sequer é verdade que essas práticas tenham algo que ver com os Seus Mandamentos.

O Mestre insiste, mais uma vez, que muito mais que as manifestações externas, Lhe interessa o que o homem manifesta no seu íntimo, se o que apresenta no seu exterior, traduz de facto o que guarda na sua alma.


(AMA, reflexões).



[1] Cfr. Mc 7, 14-23.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 5, 1-20

1 Chegaram à outra margem do mar, à região dos gerasenos. 2 Logo que Jesus desceu do barco, veio ao seu encontro, saído dos túmulos, um homem possesso de um espírito maligno. 3 Tinha nos túmulos a sua morada, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com uma corrente, 4 pois já fora preso muitas vezes com grilhões e correntes, e despedaçara os grilhões e quebrara as correntes; ninguém era capaz de o dominar. 5 Andava sempre, dia e noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras. 6 Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele 7 e disse em alta voz: «Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes!» 8 Efectivamente, Jesus dizia: «Sai desse homem, espírito maligno.» 9 Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?» Respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos.» 10E suplicava-lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região. 11 Ora, ali próximo do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos. 12 E os espíritos malignos suplicaram a Jesus: «Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles.» 13 Jesus consentiu. Então, os espíritos malignos saíram do homem e entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se do alto no mar e ali se afogou. 14 Os guardas dos porcos fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos. As pessoas foram ver o que se passara. 15 Ao chegarem junto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e em perfeito juízo, ele que estivera possuído de uma legião; e ficaram cheias de temor. 16 As testemunhas do acontecimento narraram-lhes o que tinha sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. 17 Então, pediram a Jesus que se retirasse do seu território. 18 Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-lhe que o deixasse andar com Ele. 19 Não lho permitiu. Disse-lhe antes: «Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.» 20 Ele retirou-se, começou a apregoar na Decápole o que Jesus fizera por ele, e todos se maravilhavam.

Comentário:

Talvez que este seja um dos trechos do Evangelho que levante maior controvérsia justamente porque antepomos quase sempre, os bens materiais aos espirituais.

Dois mil porcos representam um valor considerável, avultado, sem dúvida, mas… uma vida humana, que valor tem?

Quem será capaz de atribuir esse valor?

Para Deus, é um valor de tal ordem e dimensão que deu por ele a própria vida na Cruz.


(AMA, comentário sobre Mc 5, 1-20, 29.01.2018)


Leitura espiritual


Novo Testamento

Cartas de São Paulo

1ª Carta a Timóteo

1Tm 2

I. ORGANIZAÇÃO ECLESIAL (2,1-4,16)

A oração pública –

1 Recomendo, pois, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, 2 pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, a fim de que levemos uma vida serena e tranquila, com toda a piedade e dignidade. 3 Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, 4 que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5 Pois, há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem: Cristo Jesus, 6 que se entregou a si mesmo como resgate por todos. Tal é o testemunho dado para os tempos estabelecidos. 7 Foi para isto que fui constituído arauto e apóstolo - digo a verdade, não minto - mestre das nações, na fé e na verdade.

Recomendações às mulheres –

8 Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, erguendo as mãos puras, sem ira nem altercação. 9 Do mesmo modo, as mulheres usem trajes decentes, adornem-se com pudor e modéstia, sem tranças, nem ouro, nem pérolas, ou vestidos sumptuosos, 10 mas, como convém a mulheres que fazem profissão de piedade, por meio de boas obras. 11 A mulher receba a instrução em silêncio, com toda a submissão. 12 Não permito à mulher que ensine, nem que exerça domínio sobre o homem, mas que se mantenha em silêncio. 13 Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. 14 E não foi Adão que foi seduzido mas a mulher que, deixando-se seduzir, incorreu na transgressão. 15 Contudo, será salva pela sua maternidade, desde que persevere na fé, no amor e na santidade, com recato.

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?