Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
06/12/2019
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
05/12/2019
A vida matrimonial, um caminhar divino pela Terra
Vê
quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão
forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho
esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou –
amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas
também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja,
552)
Ao
pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o
da Sagrada Família. A mensagem de Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus
no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade. Que a Paz de
Cristo triunfe nos vossos corações, escreve o Apóstolo. Paz por nos sabermos
amados pelo nosso Pai, Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem
Santa Maria, amparados por S. José. Esta é a grande luz que ilumina as nossas
vidas e que, perante as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a seguir
animosamente para diante. Cada lar cristão deveria ser um remanso de
serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias,
um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e
vivida.
Para
o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um
remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural.
Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e
inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer
queiramos quer não, o matrimónio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel,
sinal sagrado que santifica, acção de Jesus, que invade a alma dos que se casam
e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar
divino pela Terra. (Cristo que passa,
nn. 22–23)
THALITA KUM 29
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Só que, por vezes, é tão difícil rezar!
Parece sempre tanto tempo!
Na verdade, muitas vezes procuramos consolações na oração,
um empolgamento do espírito que nos arrebate e eleve o coração no espaço
espiritual onde nos sentimos mais perto de Deus. Infelizmente, parece que,
assim, estamos a rezar a nós próprios, num contentamento espiritual que é,
desde logo, a paga almejada.
É uma pena porque assim, perdemos aquela outra paga,
extraordinariamente mais importante e de valor incomensuravelmente maior,
porque é uma paga divina.
Nem a gente sabe “fazer as contas” que o Senhor usa para
connosco.
Conta-se que Alexandre o Grande mandou dar o governo de
cinco cidades a um pobre camponês que lhe dera uma indicação útil. O pobre
homem, espantado, terá dito: Senhor, nunca me atreveria a pedir tanto! Ao que
Alexandre respondeu: Tu pedes como quem és, eu dou como quem sou!
Eu peço como quem sou: um pobre miserável que precisa de
tudo, absolutamente tudo, do seu Senhor.
Nada tenho, nada valho e tudo o que tenho ou possa valer é
dele, desse Senhor que me deu uma alma imortal e nela imprimiu a Sua imagem. É
o meu único bem de valor – aliás, incalculável – a imagem de Deus impressa na
minha alma. Ele ouve a minha oração e dá-me não o que Lhe peço, mas o que
entende dar-me, com uma generosidade e uma grandeza que me espantam. E
atrevo-me a dizer-lhe profundamente agradecido:
«Peço-te,
Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra.
Assim não notarás como é pequeno, miserável... Serei feliz porque mesmo sabendo
o pouco que é, como to dou todo... fico disponível para me “encher” do Teu...’ [1]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Tempo do Advento
Evangelho: Mt 7, 21 – 24-27
Naquele tempo, disse Jesus aos seus
discípulos: «Nem todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos
Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. Todo aquele
que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que
edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram
os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a
rocha. Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é
como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva,
vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se
e foi grande a sua ruína».
Comentário:
As consequências da falta
de honestidade no nosso proceder com Deus, são, diz o Senhor, gravíssimas e,
até, catastróficas.
Pretender amar a Deus sem
fazer a Sua Vontade – em tudo – é ser desonesto, pouco sério e mentiroso.
Como é possível amar –
seja quem for – sem estar permanentemente ao seu lado?
Pois, com Deus Nosso
Senhor, o mesmo. Não fazendo a Sua Vontade, faremos a nossa que é fraca,
volúvel, sem consistência.
Daí que, com a tempestade
das tentações, acabe por soçobrar a nossa Fé e, muito provavelmente, haverá uma
derrocada total.
(AMA, comentário sobre Mt
21, 24-27, 27.09.2019)
Leitura espiritual

Cartas de São Paulo – Gálatas
Gl 2
Reconhecimento
do Evangelho em Jerusalém –
1
A seguir, catorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém, com Barnabé, levando
comigo também Tito. 2 Mas subi devido a uma revelação. E pus à apreciação deles
- e, em privado, à dos mais considerados - o Evangelho que prego entre os
gentios, não esteja eu a correr ou tenha corrido em vão. 3 Contudo, nem sequer
Tito, que estava comigo, sendo grego, foi forçado a circuncidar-se. 4 Ora, por
causa de uns intrusos, falsos irmãos, esses que furtivamente se intrometeram a
espiar a nossa liberdade, aquela que temos em Cristo Jesus, a fim de nos
reduzirem à escravidão… 5 A esses nem sequer uma hora cedemos nem nos
sujeitámos, para que a verdade do Evangelho se mantivesse para vós. 6 Mas,
quanto àqueles que eram considerados como autoridades - o que eles eram outrora
de nada me interessa, já que Deus não faz acepção de pessoas - a mim, com
efeito, nada mais me impuseram. 7 Antes pelo contrário: tendo visto que me
tinha sido confiada a evangelização dos incircuncisos, como a Pedro a dos
circuncisos – 8 pois aquele que operou em Pedro, para o apostolado dos circuncisos,
operou também em mim, em favor dos gentios – 9 e tendo reconhecido a graça que
me havia sido dada, Tiago, Cefas e João, que eram considerados as colunas,
deram-nos a mão direita, a mim e a Barnabé, em sinal de comunhão, para irmos,
nós aos gentios e eles aos circuncisos. 10 Só nos disseram que nos devíamos
lembrar dos pobres - o que procurei fazer com o maior empenho.
Conflito
com Pedro em Antioquia –
11
Mas, quando Cefas veio para Antioquia, opus-me frontalmente a ele, porque
estava a comportar-se de modo condenável. 12 Com efeito, antes de terem chegado
umas pessoas da parte de Tiago, ele comia juntamente com os gentios. Mas,
quando elas chegaram, Pedro retirava-se e separava-se, com medo dos partidários
da circuncisão. 13 E com ele também os outros judeus agiram hipocritamente, de
tal modo que até Barnabé foi arrastado pela hipocrisia deles. 14 Mas, quando vi
que não procediam correctamente, de acordo com a verdade do Evangelho, disse a
Cefas diante de todos: «Se tu, sendo judeu, vives segundo os costumes gentios e
não judaicos, como te atreves a forçar os gentios a viver como judeus?»
A
salvação pela fé –
15 Nós,
por nascimento, somos judeus, e não pecadores de entre os gentios. 16 Sabemos,
porém, que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas unicamente pela fé
em Jesus Cristo; por isso, também nós acreditámos em Cristo Jesus, para sermos
justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei; porque pelas obras da
Lei nenhuma criatura será justificada. 17 Mas se, ao procurarmos ser justificados
pela fé em Cristo, fomos também nós achados como pecadores, não será Cristo um
servidor do pecado? De maneira nenhuma! 18 Se, com efeito, aquilo que eu tinha
destruído, o volto a construir, sou eu que a mim próprio me apresento como
transgressor. 19 É que eu pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus.
Estou crucificado com Cristo. 20 Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive
em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me
amou e a si mesmo se entregou por mim. 21 Não rejeito a graça de Deus; porque,
se a justiça viesse pela Lei, então teria sido inútil a morte de Cristo.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
04/12/2019
Adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé”
Quando o receberes, diz-lhe: – Senhor,
espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha
debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das
criaturas. (Forja, 832)
Assistindo à Santa Missa, aprenderemos
a falar, a privar com cada uma das Pessoas divinas: com o Pai, que gera o
Filho, que é gerado pelo Pai; e com o Espírito Santo, que procede dos dois.
Habituando-nos a privar intimamente com qualquer uma das três Pessoas,
privaremos com um único Deus. E se falarmos com as três, com a Trindade,
privaremos também com um só Deus, único e verdadeiro. Amai a Santa Missa, meus
filhos, amai a Santa Missa! E que cada um de vós comungue com ardor, mesmo que
se sinta gelado, mesmo que não haja correspondência por parte da emotividade.
Comungai com fé, com esperança e com caridade inflamada.
Não ama Cristo quem não ama a Santa
Missa e quem não se esforça no sentido de a viver com serenidade e sossego, com
devoção e com carinho. 0 amor transforma aqueles que estão apaixonados em
pessoas de sensibilidade fina e delicada. Leva-os a descobrir, para que se não
esqueçam de os pôr em prática, pormenores que são por vezes mínimos, mas que
trazem a marca de um coração apaixonado. É assim que devemos assistir à Santa
Missa. Por este motivo, sempre pensei que aqueles que querem ouvir uma missa
rápida e atabalhoada demonstram com essa atitude, já de si pouco elegante, que
não conseguiram aperceber-se do significado do Sacrifício do altar.
O amor a Cristo, que se oferece por
nós, anima-nos a saber encontrar, uma vez terminada a Santa Missa, alguns
minutos de acção de graças pessoal e íntima, que prolonguem no silêncio do
coração essa outra acção de graças que é a Eucaristia. (Cristo
que passa, nn. 91–92)expulsá-lo. (Amigos
de Deus, nn. 187-188)
THALITA KUM 27
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Muito admirados terão ficado os que O rodeavam ao verem o
novo rumo do caminho de Jesus.
Os mais próximos ter-se-ão dado conta da sua atitude perante
Jairo, ouvido a sua interpelação suplicante e confiada. Não ouvindo resposta
alguma do Mestre, mas tão só a Sua pronta decisão de ir com Jairo, deverão ter
entendido que o Coração de Jesus fora profundamente tocado a satisfazer o que
Lhe pedia. Alguns terão guardado este exemplo de como abordar o Mestre. Todos
têm algo que Lhe pedir, talvez… nem saibam bem o quê porque sofrem tantas
necessidades, sentem tantas carências. Sabem que Ele é o refúgio, o consolo, a
solução e, também, ficaram a saber, pela atitude de Jairo, como obter tudo
isso.
«A nossa petição não se dirige a mudar a vontade divina, mas
a obter o que já tinha disposto que nos concederia se Lho pedíssemos. Por isso
é necessário pedir ao Senhor incansavelmente, pois não sabemos qual é a
«medida» da oração que Deus espera que «enchamos» para nos outorgar o que quer
dar-nos». [1]
O mistério da oração tem-nos sempre suspensos como que numa
espécie de limbo nebuloso. Eu penso, quero confiar no Senhor e, por isso, rezo,
mas, cá no meu íntimo, sei que não mereço nada e que a minha oração, muito
provavelmente, não será ouvida.
Que mal estaríamos, se o Senhor só ouvisse as orações dos
que têm algum merecimento…!
Eu sei, também, que o próprio Jesus insistiu, tantas vezes,
em que rezássemos continuamente, sem desfalecer.
Deu-nos exemplos que constam nos Evangelhos.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Tempo do Advento
São
João Damasceno – Doutor da Igreja
Evangelho: Mt 15, 29-37
Naquele tempo, foi Jesus para junto do
mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-Se. Veio ter com Ele uma grande
multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam
a seus pés. Ele curou-os, de modo que a multidão ficou admirada, ao ver os
mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e
todos davam glória ao Deus de Israel. Então Jesus, chamando a Si os discípulos,
disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e
não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que
desfaleçam no caminho». Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num
deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?» Jesus
perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes
pequenos». Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão. Depois
tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando
aos discípulos e os discípulos distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram
até ficarem saciados. E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos.
Comentário:
Tantas vezes se tem comentado esta passagem do Evangelho
que não será possível deixar de repetir algo do que já foi dito.
De facto, este portentoso milagre, ficará para sempre
como o prenúncio do milagre eucarístico que se repete milhares e milhares de
vezes todos os dias na Santa Missa.
Todos os que comungamos ficamos saciados e sobra sempre
mais e mais alimento divino para que nunca tenhamos fome de Jesus.
Se nos dermos bem conta desta maravilha, com que
devoção, amor e agradecimento não haveremos de comungar o Corpo, Sangue Alma e
Divindade do Nosso Salvador?
(AMA,
comentário sobre Mt 15, 29-37, 07.09.2017)
Leitura espiritual

Cartas de São Paulo – Gálatas
Gl 1
INTRODUÇÃO
(1,1-10)
Apresentação
e saudação –
1
Paulo, apóstolo - não da parte dos homens, nem por meio de homem algum, mas por
meio de Jesus Cristo e de Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos – 2 e todos os
irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia: 3 Graça e paz a vós, da parte
de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, 4 que a si mesmo se entregou pelos
nossos pecados, para nos libertar deste mundo mau, segundo a vontade de Deus
nosso Pai. 5 A Ele a glória pelos séculos dos séculos! Ámen.
Repreensão
aos gálatas –
6
Estou admirado de que tão depressa vos afasteis daquele que vos chamou pela
graça de Cristo, para seguirdes outro Evangelho. 7 Que outro não há; o que há é
certa gente que vos perturba e quer perverter o Evangelho de Cristo. 8 Mas, até
mesmo se nós ou um anjo do céu vos anunciar como Evangelho o contrário daquilo
que vos anunciámos, seja anátema. 9 Como anteriormente dissemos, digo agora
mais uma vez: se alguém vos anuncia como Evangelho o contrário daquilo que
recebestes, seja anátema. 10 Estarei eu agora a tentar persuadir homens ou a
Deus? Ou será que estou a procurar agradar aos homens? Se ainda pretendesse
agradar aos homens, não seria servo de Cristo.
I. ORIGEM DIVINA DO EVANGELHO (1,11-2,21)
Revelação
divina do Evangelho (Act 9,1-22; 22,6-16; 26,12-23; 1 Cor 9,1; 15,9-10) –
11
Com efeito, faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o
conheci à maneira humana; 12 pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum,
mas por uma revelação de Jesus Cristo. 13 Ouvistes falar do meu procedimento
outrora no judaísmo: com que excesso perseguia a Igreja de Deus e procurava
devastá-la; 14 e no judaísmo ultrapassava a muitos dos compatriotas da minha
idade, tão zeloso eu era das tradições dos meus pais. 15 Mas, quando aprouve a
Deus - que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça –
16 revelar o seu Filho em mim, para que o anuncie como Evangelho entre os
gentios, não fui logo consultar criatura humana alguma, 17 nem subi a Jerusalém
para ir ter com os que se tornaram Apóstolos antes de mim. Parti, sim, para a
Arábia e voltei outra vez a Damasco. 18 A seguir, passados três anos, subi a Jerusalém,
para conhecer a Cefas, e fiquei com ele durante quinze dias. 19 Mas não vi
nenhum outro Apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20 O que vos escrevo,
digo-o diante de Deus: não estou a mentir. 21 Seguidamente, fui para as regiões
da Síria e da Cilícia. 22 Mas não era pessoalmente conhecido das igrejas de
Cristo que estão na Judeia. 23 Apenas tinham ouvido dizer: «Aquele que nos perseguia
outrora, anuncia agora, como Evangelho, a fé que então devastava.» 24 E, por
causa de mim, glorificavam a Deus.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
03/12/2019
Amar com todo o coração a pobreza
Se
estamos perto de Cristo e seguimos as suas pegadas, temos de amar com todo o
coração a pobreza, o desprendimento dos bens terrenos, as privações. (Forja,
997)
Como
imaginas tu o porte de Nosso Senhor? Já pensaste com que dignidade vestiria
aquela túnica inconsútil, que provavelmente terá sido tecida pelas mãos de
Santa Maria? Não te lembras de como em casa de Simão se lamenta por não lhe
haverem oferecido água para se lavar, antes de se sentar à mesa?
Com
certeza que o Senhor trouxe à baila essa falta de urbanidade, para realçar com
tal facto o ensinamento de que é nos pormenores que se mostra o amor. Mas
procura também deixar claro que se atém aos usos sociais do ambiente. Portanto,
tu e eu esforçar-nos-emos por estar desapegados dos bens e das comodidades da
terra, mas sem destoar e sem fazer coisas estranhas.
Para
mim, uma manifestação de que nos sentimos senhores do mundo, administradores
fiéis de Deus, é cuidar das coisas que usamos, com interesse em conservá-las,
em fazê-las durar, em mantê-las impecáveis e em fazê-las servir o mais tempo
possível para o seu fim, de maneira a não haver desperdício. (Amigos de Deus,
122).
Evangelho e comentário
Tempo do Advento
Evangelho: Lc 10, 21-24
Naquele tempo, Jesus exultou de
alegria pela acção do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do
céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes
e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isto foi do teu agrado. Tudo
Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o
que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar».
Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que vêem o
que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o
que vós vedes e não o viram e ouvir o que vós ouvis e não o ouviram».
Comentário:
Temos de tomar estas
palavras de Jesus como dirigidas a nós, homens de hoje.
Aliás, somos ainda mais
afortunados que aquele aos quais o Senhor se dirigia porque, na verdade,
sabemos muito mais que eles e temos meios de conhecer intimamente o Senhor como
se com Ele estivéssemos fisicamente.
Basta pensar que, quando O
comungamos nas Espécies Eucarísticas, o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade se
“misturam” com o nosso corpo e sangue e, a Sua Divindade toma inteira posse da
nossa alma.
Como não nos
considerar-mos os mais felizes dos homens?
(AMA,
comentário sobre Lc 10, 21-24, 07.09.2017)
Leitura espiritual

Cartas de São Paulo – Gálatas
A Carta aos Gálatas é uma
das mais lidas e comentadas em todo o mundo cristão. E dos escritos paulinos
foi dos mais explorados por alguns grupos ou Igrejas, sobretudo em dois
momentos: o da polémica de Santo Agostinho com o herético Pelágio (séc. IV) e o
dos Reformadores, no debate católico-protestante.
DATA
E DESTINATÁRIOS
Quem são os Gálatas?
No tempo do NT, a Galácia
era uma província romana da Ásia Menor, que abrangia os seguintes territórios:
a Galácia propriamente dita, a Frígia, a Pisídia e a Licaónia. Galácia, nos
Actos (Act 16,6; 18,23), distingue-se da Frígia.
As igrejas da Galácia
devem ter sido fundadas por ocasião da 1.ª viagem missionária de Paulo (Act
13,1-14,26). O Apóstolo dos gentios escreve a Carta aos Gálatas entre 55 e 57,
a partir de Éfeso ou de Corinto, depois de 1 Ts e antes de Rm, Fl e Flm.
CONTEXTO
Na altura, nem sempre
havia uma distinção clara entre judaísmo e cristianismo. Pregadores judeus, que
seguiram os passos de Paulo, vieram anunciar a necessidade da circuncisão para
a salvação. É que, no início da Igreja, o mais sério problema que se apresentou
à consciência cristã foi o da relação da “nova doutrina” de Cristo com a Lei de
Moisés, ou melhor, com o Antigo Testamento.
O Antigo Testamento, cujos
cinco primeiros livros, ou Pentateuco, constituem a Lei de Moisés, ainda hoje é
venerado pelos cristãos como Palavra de Deus; mas as suas prescrições sobre o
culto, os alimentos, as doenças, etc. ver o Levítico deixaram de vigorar. Hoje,
é claro que não estamos obrigados a tais prescrições; para os primeiros
cristãos, porém, o assunto não era tão claro. Tratava-se de judeus convertidos,
que continuavam a observar a Lei e a circuncidar-se. A Igreja nasceu no seio do
Antigo Testamento.
Esta Carta pode
considerar-se uma espécie de circular, apaixonada e polémica (5,12), dirigida
às pequenas comunidades dispersas pelo imenso território da Galácia, que estavam
em situação de crise de identidade cristã. Tratava-se da fidelidade ou infidelidade
ao Evangelho, num momento em que o cristianismo corria perigo de se converter
numa simples seita judaica.
DIVISÃO
E CONTEÚDO
O conteúdo desta Carta
pode resumir-se no seguinte:
Introdução: 1,1-10;
I. Origem divina do
Evangelho: 1,11-2,21;
II. O Evangelho faz-nos
filhos de Deus: 3,1-4,7;
III. O Evangelho faz-nos
livres: 4,8-5,12;
IV. Vida cristã, caminho
de liberdade: 5,13-6,10;
Conclusão: 6,11-18.
TEOLOGIA
A discussão acerca do
anúncio do Evangelho também aos pagãos, considerados imundos pela Lei (Act
10-11; 15), foi o primeiro problema que surgiu após a Ressurreição de Cristo e
do Pentecostes. Depois, levantou-se o problema de se os cristãos, vindos do paganismo,
estavam também sujeitos à Lei mosaica. Divergiam as opiniões. Paulo, apesar de
ser judeu da seita dos fariseus (os mais zelosos da Lei), tornou-se o campeão
da liberdade cristã ou da não sujeição à Lei, interpretada à maneira dos
fariseus. Isso mereceu-lhe a hostilidade, não só dos judeus, mas também dos cristãos
de origem judaica. O chamado concílio de Jerusalém (Act 15) não
conseguira acalmar completamente os ânimos. Cristãos de origem judaica os judaizantes
puseram em causa a validade e legitimidade do anúncio evangélico feito por
Paulo, negando-lhe a dignidade apostólica e acusando-o de pregar um Evangelho
mutilado e de anunciar um cristianismo diferente do dos outros Apóstolos de Jerusalém.
Por isso, tentavam submeter os recém-convertidos ao jugo da Lei.
Foi
o que aconteceu nas igrejas paulinas da Galácia. Nas pegadas do Apóstolo, os
judaizantes atraíram os gálatas para a sua causa. Paulo escreveu-lhes, então,
esta Carta polémica, em defesa da sua dignidade apostólica e da ortodoxia da
sua doutrina, reconhecida, sobretudo, pelas colunas da Igreja-mãe de Jerusalém;
expõe aqui o seu pensamento sobre as relações entre a Lei de Moisés e Cristo. Este
último ponto será amplamente tratado na Carta aos Romanos, cronologicamente
posterior à Carta aos Gálatas.
Para
o Apóstolo, a Lei de Moisés foi sobretudo «um pedagogo», cuja missão era
conduzir a Cristo (3, 24). Se os cristãos continuassem a observar a Lei como
necessária para a salvação, então a obra de Cristo teria sido inútil: a salvação
não nos viria por Ele, mas pela Lei. Por isso, o que nos justifica não são as
obras da Lei, mas a fé em Cristo.
Partindo
deste princípio, Paulo vai ainda mais longe. Esforça-se por provar aos seus
adversários que a Lei nunca justificou ninguém. O próprio Abraão não foi
justificado pela observância da Lei, mas pela fé e pela Promessa.
A
Lei não fez mais do que manifestar o pecado, ao indicar um caminho, sem dar
forças para o seguir. Só a Boa-Nova de Cristo, que é poder de Deus para todo o
que crê, justifica, porque, indicando o caminho, dá também a força sobrenatural
para o seguir. O grupo dos judaizantes quase desapareceu com a queda de
Jerusalém, por volta do ano 70.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
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