07/05/2019

AMA personal note


I am the sole author and administrator of NUNC COEPI it is - for a few years now - my only job.
Upon him I bestow the best of my effort at an average of 5 - 7 hours of daily work.
NUNC COEPI has - and will - only apostolic purposes and, therefore, with reference to the words of Jesus:

"The laborer deserves his keep " [i]

and being my difficult personal situation in economic terms, I decided without any hesitation or itching publish this note.

I really need help and so appeal to readers of NUNC COEPI to collaborate with this help that is intended, of course, current expenditure as internet, books, newsletters, etc., indispensable for the same work.

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I renew, therefore, my call as the situation remains delicate.




António Mexia Alves


El Reto del Amor





por El Reto del amor


Reflexão - Chamamento


Chamamento

Quis parecer-me que o Senhor me chamava.

Deixei imediatamente o que estava a fazer e pus-me à escuta.

‘António, não tens nada para Me dizer?’

Confesso: fiquei surpreendido! Estava exactamente a a escrever um comentário sobre o Evangelho do dia. Estava, de facto, a falar com Ele.
Mas… estaria realmente? Não seria antes um empenhamento em escrever bem, com palavras brilhantes, bem estruturadas, que outros admirassem e lessem com admiração?
Não estaria a escrever para mim?
A pergunta: ‘António, não tens nada para Me dizer?’, aparecia assim como que um desabafo do Senhor. Como se me dissesse que sim, que estava a escrever bem e com brilho mas que não estava com o pensamento n’Ele mas apenas absorvido na qualidade da escrita.

Claro, pensei, e disse-Lhe: ‘Tens razão, Senhor, como sempre, tens toda a razão! Não passo de um pateta vaidoso de uns talentos que tenho como meus mas que, na realidade nua e crua, foste Tu quem mos deu para os colocar ao Teu serviço, só ao Teu serviço’.

‘Então… que pensas fazer?, perguntaste interessado’.

Então, respondi – com a lágrima ao canto do olho - só posso pedir-te – mais uma vez – que me perdoes a minha prosápia, a minha tendência para a notoriedade e proeminência, este desejo pateta de “ser alguém”, de estar sempre em “bicos de pés” para me fazer notado, admirado, talvez, invejado.
Reduz-me ao que sou: um pobre homem cheio de defeitos e misérias que quer, deseja com todas as suas forças e capacidades, servir-te como, quando e como Tu quiseres.

(Não me respondeste mas, eu, vi muito bem o Teu sorriso e fiquei muito contente. Agora, vê lá, não me deixes da Tua mão porque me perco logo… logo).

AMA, reflexão.23.11.2018


Leitura espiritual


LACRIMABILI STATU

ENCÍCLICA DO PAPA PIUS X
AOS ÍNDIOS DA AMÉRICA DO SUL
AOS ARCEBISPOS E AOS BISPOS DA AMÉRICA LATINA



Veneráveis ​​Irmãos, Saúde e a Bênção Apostólica.

O nosso ilustríssimo predecessor Bento XIV defendeu a sua causa, como sabem, nas palavras mais pesadas, na sua carta Immensa Pastorum, muito emocionada com a deplorável condição dos índios na América Baixa., dado em 22 de Dezembro de 1741; e como também temos que deplorar em muitos lugares quase as mesmas coisas que ele então lamentou, recordamos mais seriamente essas cartas à sua memória. Por isso, entre outras coisas, o Papa Bento XVI reclamou que, embora a Sé Apostólica tenha feito muito, e por um longo tempo, para aliviar suas aflições, havia até mesmo os "homens da fé ortodoxa que, como se tivessem esquecido completamente O senso da caridade derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, presume-se a reduzir os miseráveis ​​índios, sem a luz da fé, e mesmo aqueles que tinham sido lavados na bacia de regeneração, para servidão, ou para vendê-los como escravos para outros, ou para privá-los de sua propriedade, e para tratá-los com tal desumanidade que eles foram assim grandemente impedidos de abraçar a fé cristã, e somos movidos a grande compaixão por sua raça mais infeliz. Pois o que pode ser tão cruel e bárbaro a ponto de açoitar os homens e marcá-los com ferro quente, muitas vezes por causas mais triviais, muitas vezes por um mero desejo de crueldade; ou, subitamente derrotado, para matar centenas ou milhares num incessante massacre; ou desperdiçar vilarejos e distritos e massacrar os habitantes, de modo que algumas tribos, como entendemos, se extinguiram nestes últimos anos?

2. A luxúria do lucro fez muito para tornar as mentes dos homens tão bárbaras. Mas algo também se deve à natureza do clima e à situação dessas regiões. Pois, como esses lugares estão sujeitos à queima do sol do sul, que lança um langor nas veias e, por assim dizer, destrói o vigor da virtude, e como eles estão distantes dos hábitos religiosos e da vigilância do Estado, e em medida até mesmo da sociedade civil, facilmente acontece que aqueles que ainda não chegaram lá com a moral maligna logo começam a ser corrompidos, e então, quando todos os laços de direito e dever são quebrados, eles caem em todos os vícios odiosos. Nem nisso sentem pena da fraqueza do sexo ou da idade, de modo que nos envergonhamos de mencionar os crimes e ultrajes que eles cometem ao procurar e vender mulheres e crianças,

3. De nossa parte, de facto, quando relatos dessas coisas nos foram trazidos pela primeira vez, hesitamos por algum tempo para dar credibilidade a tais atrocidades, já que elas certamente pareciam ser incríveis. Mas depois de termos sido assegurados por testemunhas abundantes - a saber, por muitos de vós, Veneráveis ​​Irmãos, pelos Delegados da Sé Apostólica, pelos missionários e por outros homens totalmente dignos de crença - não podemos mais ter nenhuma dúvida como para a verdade destas declarações.

4. Agora, portanto, tendo ponderado muito sobre este assunto, para que, na medida em que estiver em nosso poder, nós possamos nos esforçar para remediar tais grandes males, com humilde e suplicante oração, nós imploramos a Deus que Ele possa se dignar em Sua bondade para mostre-nos algum modo oportuno de curar estas feridas. Pois Ele mesmo, que é o Criador e Redentor mais amoroso de toda a humanidade, visto que nos deu este desejo de trabalhar pela salvação dos índios, certamente também dará as coisas que conduzem para esse fim. Enquanto isso, nos consola-nos grandemente saber que aqueles que governam nestas Repúblicas estão fazendo todos os esforços para remover esta notável desgraça e essa mancha dos seus Estados; que esforços, na verdade, não podemos elogiar e aprovar o suficiente. No entanto, uma vez que estas regiões estão longe dos assentos do Governo e, em sua maioria, não são facilmente acessíveis, esses esforços humanos dos poderes civis, seja do ofício dos criminosos, que podem atravessar rapidamente as fronteiras, seja pela inactividade ou perversidade dos funcionários, muitas vezes não fazem muito bem e às vezes não dão em nada. Mas se o trabalho da Igreja for acrescentado ao trabalho do Estado, então o fruto desejado será obtido em maior abundância.

5. Portanto Venerados Irmãos, nós vos convidamos, antes de todos os outros, a dar especial cuidado e reflexão a esta causa, que é digna em todos os aspectos do seu ofício e dever pastoral. E deixando o resto para sua solicitude e diligência, nós particularmente pedimos que promovam e promovam todas as boas obras instituídas em suas dioceses para o benefício dos índios, e veja que outras obras que possam contribuir para esse fim podem ser instituídas. No próximo lugar, vai admoestar diligentemente os seus rebanhos no seu dever mais sagrado de ajudar missões religiosas aos nativos que primeiro habitaram o solo americano. Deixe-os saber que devem ajudar este trabalho especialmente de duas maneiras, a saber, por seus presentes e por suas orações; e que não é só a religião deles, mas também o país deles, que pergunta isso a eles. Vós, além disso, cuidai de que onde quer que seja dada instrução moral, em seminários, em colégios, em escolas conventuais, e mais especialmente nas igrejas, a caridade cristã, que mantém todos os homens, sem distinção de nação ou cor, como verdadeiros irmãos, será continuamente pregada e elogiado. E esta caridade deve manifestar-se não tanto por palavras como por acções. Além disso, todas as oportunidades devem ser tomadas para mostrar o que uma grande desonra é feita ao nome cristão por esses actos básicos, que estamos aqui denunciando.

6. Por nossa parte, tendo boas razões para esperar o consentimento e apoio das autoridades públicas, temos mais cuidado em estender o campo do trabalho apostólico nessas amplas regiões, nomeando outras estações missionárias, onde os índios podem encontrar segurança e socorro. Pois a Igreja Católica sempre foi uma mãe fértil dos homens apostólicos, que, pressionados pela caridade de Cristo, são levados a dar suas vidas por seus irmãos. E hoje, quando tantos abominam a fé ou se afastam dela, o zelo de espalhar o Evangelho entre as nações bárbaras ainda é forte no clero e nos religiosos e santos virgens; e esse zelo cresce e difunde-se mais amplamente pelo poder do Espírito Santo, que ajuda a Igreja, Sua esposa, de acordo com as necessidades do tempo. Portanto, achamos que é melhor usarmos mais as ajudas que, pela bondade de Deus, estão prontas para as nossas mãos, a fim de libertar os índios, onde a sua necessidade é maior, da escravidão de Satanás e dos homens ímpios. De resto, uma vez que os pregadores do Evangelho haviam regado essas regiões, não apenas com seu suor, mas às vezes com seu sangue, acreditamos que por fim uma boa colheita de bondade cristã brotará de seus grandes trabalhos e dará frutos abundantes. E agora, para que o que vós fareis em benefício dos índios, seja por vossa própria vontade ou por nossa exortação, seja o mais eficaz com a ajuda de nossa autoridade apostólica, nós, conscientes do exemplo de nosso antecessor supracitado, condenar e declarar culpado de grave crime, como ele diz, "ousará ou presumirá reduzir os índios à escravidão, vendê-los, comprá-los, trocá-los ou dá-los, separá-los de suas esposas e filhos, privá-los de teres e haveres, transportá-los ou enviá-los a outros lugares, ou de qualquer forma, privá-los da liberdade e mantê-los em escravidão; ou dar conselhos, ajudar, favorecer e trabalhar com qualquer pretexto de cor para eles que façam essas coisas, ou para pregar ou ensinar que é lícito, ou para cooperar com eles de qualquer forma que seja. ”Assim, quanto a nós o poder de absolver penitentes no tribunal sacramental destes crimes será reservado aos ordinários das localidades.

7. Pareceu-nos bem, movido pela nossa afeição paterna e seguindo os passos dos seus predecessores, entre os quais podemos especialmente mencionar Leão XIII, de abençoada memória, para escrever estas coisas para você, Veneráveis ​​Irmãos, sobre o caso da Índios Mas será para você esforçar-se de acordo com a sua força para dar satisfação abundante aos nossos desejos. Com certeza será ajudado por aqueles que governam nestas repúblicas; nem vai querer o trabalho e cuidado do clero, especialmente aqueles dedicados às missões sagradas; e, finalmente, todos os homens bons estarão com consigo, e aqueles que puderem, com dons ou outros ofícios de caridade, ajudarão uma causa na qual tanto a religião quanto a dignidade da masculinidade estão envolvidas. E, o que é o principal, a graça do Deus Todo-Poderoso estará consigo, em sinal de que e como um penhor de nossa boa vontade,


Dado em Roma, junto de São Pedro, a 7 de Junho de 1912, no nono ano do nosso pontificado.



PIUS X


© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

Ensina-me a relacionar-me com o teu Filho!


Se não procuras a intimidade com Cristo na oração e no Pão, como podes dá-Lo a conhecer? (Caminho, 105)

Procura Deus no fundo do teu coração limpo, puro; no fundo da tua alma, quando lhe és fiel, e não percas nunca essa intimidade!

E se, alguma vez, não souberes como falar-lhe nem que dizer-lhe, ou não te atreveres a procurar Jesus dentro de ti, recorre a Maria, "tota pulchra", toda pura, maravilhosa, para lhe confiares: - Senhora, nossa Mãe, Nosso Senhor quis que fosses Tu, com as tuas mãos, quem cuidasse de Deus; ensina-me - ensina-nos a todos - a relacionar-nos com o teu Filho! (Forja, 84)

Evangelho e comentário



TEMPO DE PÁSCOA




Evangelho: Jo 6, 30-35

30 Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu? 31 Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.» 32 E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, 33 pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.» 34 Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!» 35 Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.

Comentário:

São João insiste uma vez mais na divindade de Jesus Cristo.

Não se entende bem que sinais Lhe pedem para acreditarem n’Ele, vê-se perfeitamente que nem sabem o que “inventar” para justificar as suas dúvidas e descrença.

Mas o Senhor não Se enfada e, uma e outra vez, repete as palavras tantas vezes proferidas e que continuam a provocar controvérsia em alguns.

O interessante é que parecem ser os mais cultos (ou evoluídos) que colocam essas questões e assumem essa postura, no fim e ao cabo têm de “defender” a todo o transe o que têm como verdades indiscutíveis e critérios correctos.

Mas, na verdade, haverá alguns, talvez muitos, que tendo honestidade intelectual se irão aproximando cada vez mais de Jesus.

Assim há-de ser, como Ele próprio disse:

«Haverá um só rebanho e um só Pastor»[1]


(AMA, comentário sobre Jo 6, 30-35, 13.02.2019)




[1] Cfr Jo 10, 16

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





06/05/2019

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 11 1-13

1 Sucedeu que Jesus estava algures a orar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos.» 2 Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; 3 dá-nos o nosso pão de cada dia; 4 perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixes cair em tentação.» 5 Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo e for ter com ele a meio da noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 pois um amigo meu chegou agora de viagem e não tenho nada para lhe oferecer’, 7 e se ele lhe responder lá de dentro: ‘Não me incomodes, a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados; não posso levantar-me para tos dar’. 8 Eu vos digo: embora não se levante para lhos dar por ser seu amigo, ao menos, levantar-se-á, devido à impertinência dele, e dar-lhe-á tudo quanto precisar.» 9 «Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; 10 porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á. 11 Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? 12 Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!»

Comentário:

O exemplo de Jesus rezando é marcante para os discípulos e, por isso mesmo, lhe pedem que os ensine rezar.
Jesus Cristo não Se faz rogado e ensina a oração que será para todo o sempre, a oração por excelência de todo o cristão.
Mas vai mais longe e insiste nas condições necessárias para que a oração seja eficaz, particularmente a perseverança.

O Senhor insiste que é desejo de Deus ser instado sem rebuços nem intervalos com os nossos pedidos, as nossas necessidades que Ele bem conhece mas que deseja que nós reconheçamos que Ele, se assim o entender e for para nosso bem, nos dará o que pedimos.

Assim, perseverança e a confiança são condições que devem estar sempre presentes na nossa oração.

(AMA, comentário Lc 11 1-13, 06.05.2019)




El Reto del Amor






por El Reto del amor

Leitura espiritual


Vida de Maria

Imaculada Conceição

A VOZ DO MAGISTÉRIO

«Deus inefável escolheu e assinalou desde o princípio, antes dos tempos, uma Mãe para que o Seu unigénito Filho encarnasse e nascesse d’Ela na ditosa plenitude dos tempos. E em tal grau a amou, acima de todas as criaturas, que só n’Ela se deleitou com singular benevolência. Por isso a cobriu da abundância de todos os dons celestiais, tirados do tesouro da Sua divindade, muito acima de todos os anjos e santos. E assim Ela, sempre absolutamente livre de toda a mancha de pecado, toda formosa e perfeita, possui uma tal plenitude de inocência e de santidade, que não é possível conceber maior plenitude depois de Deus e que ninguém pode imaginar fora de Deus».

«Era certamente convenientíssimo que uma Mãe tão venerável brilhasse sempre adornada com os resplendores da mais perfeita santidade e que, imune da mancha do pecado original, alcançasse um triunfo total sobre a antiga serpente. Com efeito, Deus Pai tinha disposto entregar-lhe o Seu Filho Unigénito — gerado do Seu coração, igual a Si mesmo e a quem ama como a Si mesmo — de tal modo que Ele fosse, por natureza, o próprio Filho único comum de Deus Pai e da Virgem; já que o mesmo Filho tinha determinado fazê-la substancialmente Sua Mãe e o Espírito Santo tinha querido e fez que fosse concebido e nascesse Aquele de Quem Ele próprio procede».

«Os Padres e escritores eclesiásticos ao considerarem que a Santíssima Virgem foi chamada cheia de graça pelo anjo Gabriel — por mandato e em nome do próprio Deus — quando lhe anunciou a altíssima dignidade de Mãe de Deus [1], ensinaram que, com esta saudação solene e singular, jamais ouvida, se manifestava que a Mãe de Deus era a sede de todas as graças divinas e que estava adornada de todos os carismas do Espírito Santo».

«Daí decorre a sua opinião, clara e unânime, segundo a qual a gloriosíssima Virgem, em quem o Todo-poderoso fez grandes coisas [2], brilhou com tal abundância de dons celestiais, com tal plenitude de graça e com tal inocência, que se tornou como um inefável milagre de Deus; mais ainda, como o milagre máximo de todos os milagres e digna Mãe de Deus; e chegando-se a Deus o mais próximo possível, tanto quanto lho permitia a condição de criatura, foi superior a todos os louvores, quer de homens quer de anjos».

«Pelo qual, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos que foi revelada por Deus e, em consequência, deve ser acreditada firme e constantemente por todos os fiéis, a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda a mancha de pecado original, no primeiro instante da sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, salvador do género humano».

Beato Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 8-XII-1854, ao definir como dogma de fé a Imaculada Conceição

* * * * *
A VOZ DOS PADRES

«Exulte hoje toda a criação e estremeça de gozo a natureza. Alegre-se o céu nas alturas e as nuvens derramem a justiça. Destilem os montes doçura de mel e júbilo as colinas, porque o Senhor teve misericórdia do Seu povo e nos suscitou um poderoso Salvador na casa de David Seu servo, ou seja, nesta imaculadíssima e puríssima Virgem, através de quem chega a saúde e a expectativa dos povos».

«Que as almas boas e agradecidas entoem um cântico de alegria; que a natureza convoque todas as criaturas para lhes anunciar a boa nova da sua renovação e o início da sua reforma. Saltem as mães de alegria, pois a que carecia de descendência (Santa Ana) gerou uma Mãe virgem e imaculada. Alegrem-se as virgens, pois uma terra não semeada pelo homem trará como fruto Aquele que procede do Pai sem separação, segundo um modo mais admirável de quanto se possa imaginar. Aplaudam as mulheres, pois se noutros tempos uma mulher foi ocasião imprudente de pecado, também agora uma mulher nos traz as primícias da salvação; e a que antes foi ré, manifesta-se agora aprovada pelo juízo divino: Mãe que não conhece varão, escolhida pelo Seu Criador, restauradora do género humano».

«Que todas as coisas criadas cantem e dancem de alegria e contribuam adequadamente para este dia gozoso. Que hoje seja una e comum a celebração do Céu e da terra e que tudo o que há neste mundo e no outro faça festa de comum acordo. Porque hoje foi criado e erigido o santuário puríssimo do Criador de todas as coisas e a criatura preparou para o seu Autor uma hospedagem nova e apropriada».

«Hoje a natureza, antigamente desterrada do paraíso, recebe a divindade e corre com passo alegre para o cume supremo da glória. Hoje Adão oferece Maria a Deus em nosso nome, como as primícias da nossa natureza; e estas primícias, que não foram misturadas com o resto da massa, são transformadas em pão para a reparação do género humano.

«Hoje a humanidade, em todo o resplendor da sua nobreza imaculada, recebe o dom da sua primeira formação pelas mãos divinas e reencontra a sua antiga beleza. As vergonhas do pecado tinham obscurecido o esplendor e os encantos da natureza humana; mas nasce a Mãe do Formoso por excelência e esta natureza retoma n’Ela os seus antigos privilégios e é modelada seguindo um modelo perfeito e verdadeiramente digno de Deus. E esta formação é uma perfeita restauração; e esta restauração uma divinização; e esta, uma assimilação ao estado primitivo».

«Hoje apareceu o brilho da púrpura divina e a miserável natureza humana revestiu-se da dignidade real. Hoje, de acordo com a profecia, floresceu o ceptro de David, o ramo sempre verde de Aarão, que para nós produziu Cristo, ramo da força. Hoje, de Judá e de David saiu uma jovem virgem, com a marca do reino e do sacerdócio d’Aquele que, segundo a ordem de Melquisedec, recebeu o sacerdócio de Aarão. Hoje a graça, purificando o éfode místico do divino sacerdócio, teceu — à maneira de símbolo — a veste da semente levítica e Deus tingiu com púrpura real o sangue de David».

«Dizendo tudo numa palavra: hoje começa a reforma da nossa natureza e o mundo envelhecido, submetido agora a uma transformação totalmente divina, recebe as primícias da segunda criação»

Santo André de Creta, Homilia 1 na Natividade da Santíssima Mãe de Deus.

* * * * *

A VOZ DOS SANTOS

«Este é um mistério de amor. A razão humana não o consegue compreender. Só a fé pode explicar como é que uma criatura foi elevada a tão grande dignidade, até se tornar o centro amoroso em que convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, por se tratar da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de o compreender melhor – se é possível falar assim – do que outras verdades da fé.»

«Os teólogos formularam com frequência um argumento para tentar compreender de algum modo o significado desse cúmulo de graças de que Maria se encontra revestida, e que culmina com a Assunção aos Céus. Dizem: convinha; Deus podia fazê-lo; e por isso o fez. É a explicação mais clara das razões que levaram Cristo a conceder a sua Mãe todos os privilégios, desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição. Ficou livre do poder de Satanás; é formosa – tota pulchra! – limpa, pura na alma e no corpo».
(São Josemaria, Cristo que passa, n. 171)

«Como gostam os homens de que lhes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... - Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus!
(São Josemaria, Caminho, n. 496)

«Talvez agora algum de vós possa pensar que o dia normal, o habitual ir e vir da nossa vida, não se presta muito para manter o coração numa criatura tão pura como Nossa Senhora. Convidar-vos-ia a reflectir um pouco. Que procuramos sempre, mesmo sem dar especial atenção, em tudo o que fazemos? Quando nos move o amor de Deus e trabalhamos com rectidão de intenção, procuramos o que é bom, o que é limpo, o que dá paz à consciência e felicidade à alma. Também cometemos muitos erros? Sim, mas precisamente reconhecer esses erros é descobrir com maior clareza que a nossa meta é esta: uma felicidade que não seja passageira, mas sim profunda, serena, humana e sobrenatural.

Existe uma criatura que conseguiu nesta terra essa felicidade, porque é a obra-prima de Deus: a Nossa Mãe Santíssima, Maria. Ela vive e protege-nos; está junto do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em corpo e alma. É a mesma que nasceu na Palestina, que se entregou ao Senhor desde menina, que recebeu a anunciação do Arcanjo Gabriel, que deu à luz o Nosso Salvador, que esteve junto d'Ele ao pé da Cruz.

N'Ela tornam-se realidade todos os ideais, mas não devemos concluir que a sua sublimidade e a sua grandeza a apresentem para nós inacessível e distante É a cheia de graça, a soma de todas as perfeições: e é Mãe. Com o seu poder diante de Deus alcançar-nos-á o que lhe pedirmos; como Mãe, quer-no-lo conceder. E, também como Mãe, entende e compreende as nossas fraquezas, anima-nos, desculpa-nos, facilita o caminho, tem sempre o remédio preparado, mesmo quando parece que já nada é possível».

(São Josemaria, Amigos de Deus, n. 292)

* * * * *

A VOZ DOS POETAS

À Conceição da Virgem Nossa Senhora

Para se namorar do que criou,

te fez Deus, santa Fénix, Virgem pura.

Vede que tal seria esta feitura

que a fez quem para si só a guardou.

No seu santo conceito te formou

primeiro que a primeira criatura,

para que única fosse a compostura

que de tão longo tempo se estudou.

Não sei se direi nisto tudo quanto baste

para exprimir as santas qualidades,

que quis criar em ti quem tu criaste.

És filha, mãe e esposa. E se alcançaste,

uma só, três tão altas dignidades,

foi porque a três e um só tanto agradaste.


Luís de Camões


[1] Lc, 1, 28
[2] Lc 1, 49

Temas para reflectir e meditar

Aburguesamento


Crer que (o Senhor) admite a Sua amizade a gente regalada e sem trabalhos, é disparate.







(Stª. Teresa de Jesus, Caminho de Perfeição, 18, 2) 

Participaremos na sua maternidade espiritual


Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade: e Ela atrairá, com suavidade de Mãe, ao amor de Deus as almas com quem fazes apostolado, para que se decidam a ser – no seu trabalho corrente, na sua profissão – testemunhas de Jesus Cristo. (Forja, 911)

Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele pela acção do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual: em silêncio, como Nossa Senhora, sem que se note, quase sem palavras, com o testemunho íntegro e coerente de uma conduta cristã, com a generosidade de repetir sem cessar um fiat que se renova como algo íntimo entre Deus e nós. (Amigos de Deus, 281)