17/07/2018

Doutrina – 441


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO


«CREIO NA VIDA ETERNA»


PRIMEIRA SECÇÃO
A ECONOMIA SACRAMENTAL

Pergunto:

220. Em que consiste a economia sacramental?

Respondo:

A economia sacramental consiste na comunicação (ou «dispensação») dos frutos da redenção de Cristo mediante a celebração dos sacramentos da Igreja, principalmente da Eucaristia, «até que Ele venha» (1 Cor 11,26).

Publicações em 17 Julho

Evangelho e comentário


Tempo comum


Evangelho: Mt 11, 20-24

20 Jesus começou então a censurar as cidades onde tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem convertido: 21 «Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza. 22 Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós. 23 E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria. 24 Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»

Comentário:

Por vezes pode parecer-nos que Jesus Cristo tem um discurso algo “duro” e pronunciador de desgraças e cataclismos.

Sim, também estes “elementos” fazem parte do discurso de Jesus porque, a Sua Missão principal – diria – é conduzir os homens ao arrependimento absolutamente necessário para obterem o perdão pelas suas faltas e, com esse perdão, conquistarem a Vida Eterna.

Portanto, do que realmente se trata, é que o Senhor que só diz a verdade “doa a quem doer” e, a verdade que é por vezes difícil de aceitar, não pode ser escondida ou “camuflada” com belas palavras.

Nunca – absolutamente – ninguém poderá dizer:

‘Se eu tivesse sabido a tempo…’

(AMA, comentário sobre Mt 11, 20-24, 18.07.2017)


Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 4

O Plano de vida do cristão deve prever tempos fixos para acções específicas como são, por exemplo, os tempos dedicados à oração.
Não ceder à tentação de deixar para mais tarde, um momento que consideremos ideal.
Corremos o risco de esse tal momento não surgir, ou, ser tarde de mais.
Pela experiência que vamos adquirindo sabemos que todos os dias acontecem imprevistos que vêm, de alguma forma, alterar o nosso Horário/Calendário.
Por isso mesmo se enfatiza a necessidade de este ser flexível e nunca ficar preocupado se forem necessárias adaptações.

Faz-se o que tem de ser feito e quando tem de ser.

(AMA, reflexões)

Se alguém não luta...


A alegria é um bem cristão, que possuímos enquanto lutarmos, porque é consequência da paz. A paz é fruto de ter vencido a guerra, e a vida do homem sobre a terra, lemos na Escritura Santa, é luta. (Forja, 105)

A tradição da Igreja sempre se referiu aos cristãos como milites Christi, soldados de Cristo; soldados que dão serenidade aos outros enquanto combatem continuamente contra as suas próprias más inclinações. Às vezes, por falta de sentido sobrenatural, por uma descrença prática, não querem compreender de forma alguma como milícia a vida na Terra. Insinuam maliciosamente que, se nos consideramos milites Christi, há o perigo de utilizarmos a fé para fins temporais de violência, de sedições. Esse modo de pensar é um triste e pouco lógico simplismo, que costuma andar unido ao comodismo e à cobardia.

Nada há de mais estranho à fé católica do que o fanatismo. Este conduz a estranhas confusões, com os mais diversos matizes, entre o que é profano e o que é espiritual. Tal perigo não existe, se a luta se entende como Cristo no-la ensinou, isto é, como guerra de cada um consigo mesmo, como esforço sempre renovado por amar mais a Deus, por desterrar o egoísmo, por servir todos os homens. Renunciar a esta contenda, seja com que desculpa for, é declarar-se de antemão derrotado, aniquilado, sem fé, com a alma caída e dissipada em complacências mesquinhas.

Para o cristão, o combate espiritual diante de Deus e de todos os irmãos na fé é uma necessidade, uma consequência da sua condição. Por isso, se alguém não luta, está a trair Jesus Cristo e todo o Corpo Místico, que é a Igreja. (Cristo que passa, 74)

El reto del amor





por El Reto Del Amor

Tratado das virtudes


Questão 65: Da conexão das virtudes.

Art. 4 — Se a fé e a esperança podem, às vezes, existir sem a caridade.

O quarto discute-se assim. — Parece que a fé e a esperança nunca existem sem a caridade.

1. — Pois sendo virtudes teologais, são mais dignas do que as virtudes morais, mesmo as infusas. Ora, estas não podem existir sem a caridade. Logo, nem a fé e a esperança.

2. Demais. — Só crê quem quer, diz S. Agostinho [2]. Ora, a caridade existe na vontade, da qual é, a perfeição, como já dissemos [3]. Logo, a fé não pode existir sem a caridade.

3. Demais. — Como diz Agostinho, a esperança não pode existir sem o amor [4]. Ora é a este, como caridade, que ele se refere. Logo, a esperança não pede existir sem a caridade.

Mas, em contrário, a propósito de Mateus 1, 2 a Glosa diz que a fé gera a esperança e esta, a caridade. Ora, o gerador é anterior ao gerado e pode existir sem este. Logo, a fé pode existir sem a esperança e esta, sem a caridade.


SOLUÇÃO. — A fé e a esperança, assim como as virtudes morais, podem ser consideradas à dupla luz: como de certo modo incoativas, e como virtudes perfeitas na sua essência. Pois, ordenando-se a virtude à prática das boas obras, é perfeita e conducente a obras perfeitamente boas. E para isto não só boas devem elas ser, mas também, bem feitas; do contrário não haverá bem perfeito se, por bem, se entende o que é feito, embora não o seja bem; e portanto, também o hábito, princípio do que obramos, não realizará perfeitamente a noção de virtude. Assim, quem pratica a justiça por certo que faz bem; mas a sua obra não será o de uma virtude perfeita, se não o praticar bem, i. é, segundo a eleição recta, que se inspira na prudência. Logo, sem esta a justiça não pode ser virtude perfeita.

Assim, pois, a fé e a esperança podem, certamente, existir de algum modo sem a caridade, mas, sem esta, não podem realizar a noção perfeita da virtude. Pois, como a fé tem por objecto crer em Deus, e como crer é assentir na opinião de outrem, por vontade própria, o acto da fé não será perfeito, se a vontade não quiser do modo devido. Ora, só influenciada pela caridade, que aperfeiçoa a vontade, pode esta querer do modo devido; porquanto, todo movimento recto dela procede do amor, no dizer de Agostinho [5]. Donde, a fé pode, certamente, existir sem a caridade, mas não como virtude perfeita; assim como a temperança ou a fortaleza não podem existir sem a prudência. E o mesmo se deve dizer da esperança, cujo acto consiste em ter em expectativa a futura beatitude dada por Deus. Esse acto será perfeito se se fundar nos méritos que já temos, o que não pode ser sem a caridade. Mas, se essa expectativa se fundar nos méritos que ainda não temos, mas que nos propomos adquirir no futuro, o acto será imperfeito, e pode existir sem a caridade. E portanto, a fé e a esperança podem existir sem a caridade, mas, sem esta, propriamente falando, as virtudes não existem; porque, a virtude, por essência, exige não somente que obremos de acordo com ela, mas ainda, que obremos rectamente, como se disse [6].

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. 
— As virtudes morais dependem da prudência; ora, a prudência infusa, sem a caridade, não pode realizar a essência da prudência, por lhe faltar a relação devida com o primeiro princípio, que é o último fim. Ao passo que a fé e a esperança, por essência, não dependem da prudência nem da caridade; e, portanto, podem existir sem esta, embora então não sejam virtudes, como já se disse.

RESPOSTA À SEGUNDA. 
— A objecção colhe quanto à fé, que realiza perfeitamente a essência da virtude.

RESPOSTA À TERCEIRA. 
— Agostinho refere-se, no lugar aduzido, à esperança pela qual temos em expectativa a futura beatitude, fundada nos méritos que já possuímos; o que não pode ser sem a caridade.

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



[1] (IIª. lIae, q. 23, a. 7, ad 1 ; III Sent., dist .. XXIII, q. 3, a. 1, qª 2; dist. XXVI, q. 2. a. 3, qª 2; I Cor., cap. XIII lect. 1).
[2] III q. 7, a. 3, 4.
[3] Q. 62, a. 4.
[4] VIII Ethic. (lect. II).
[5] XIV De civitate Dei (cap. IX).
[6] II Ethic. (lect. VI).

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





16/07/2018

NUNC COEPI publicações em 16 Julho

Tens de ser fermento


Dentro da grande multidão humana – interessam-nos todas as almas – tens de ser fermento, para que, com a ajuda da graça divina e com a tua correspondência, actues em todos os lugares do mundo como a levedura que dá qualidade, que dá sabor, que dá volume, com o fim de que depois o pão de Cristo possa alimentar outras almas. (Forja, 973)

Uma grande multidão acompanhara Jesus. Nosso Senhor ergue os olhos e pergunta a Filipe: Onde compraremos pão para dar de comer a toda esta gente?. Fazendo um cálculo rápido, Filipe responde: Duzentos dinheiros de pão não bastam para cada um receber um pequeno bocado. Como não dispõem de tanto dinheiro, lançam mão de uma solução caseira. Diz-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isto para tanta gente.

Nós queremos seguir o Senhor e desejamos difundir a sua Palavra. Humanamente falando, é lógico que também perguntemos a nós mesmos: mas que somos nós para tanta gente? Em comparação com o número de habitantes da Terra, ainda que nos contemos por milhões, somos poucos. Por isso, temos de considerar-nos como uma pequena levedura, preparada e disposta a fazer o bem à humanidade inteira, recordando as palavras do Apóstolo: Um pouco de levedura fermenta toda a massa, transforma-a. Precisamos, portanto, de aprender a ser esse fermento, essa levedura, para modificar e transformar as multidões.

Se meditarmos com sentido espiritual no texto de S. Paulo, compreenderemos que temos de trabalhar em serviço de todas as almas. O contrário seria egoísmo. Se olharmos para a nossa vida com humildade, veremos claramente que o Senhor nos concedeu talentos e qualidades, além da graça da fé. Nenhum de nós é um ser repetido. O Nosso Pai criou-nos um a um, repartindo entre os seus filhos diverso número de bens. Pois temos de pôr esses talentos, essas qualidades, ao serviço de todos; temos de utilizar esses dons de Deus como instrumentos para ajudar os homens a descobrirem Cristo. (Amigos de Deus, nn. 256–258)

Evangelho e comentário


Tempo comum

Nossa Senhora do Carmo

Evangelho: Mt 10, 34 - 11, 1

34 Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada.
1 Quando Jesus acabou de dar estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ir ensinar e pregar nas suas cidades.

Comentário:

A Liturgia apresenta-nos hoje o último versículo do capítulo 10 e o primeiro do capítulo 11 do Evangelho escrito por São Mateus.

Acaba, por assim dizer, o longo discurso de instruções para a missão de Apóstolos com uma frase lapidar.

Ele próprio declara que traz a espada ou seja, que a salvação dos homens não será feita sem luta – por vezes bem acesa – entre os inimigos do Reino de Deus e aqueles que o querem receber sem olhar a dificuldades e sacrifícios.

Por outras palavras, diz-lhes que a missão que os espera será dura e, por vezes, exigente até à morte mas que, a implantação do Reino de Deus será levada a cabo e que, de alguma forma, se cumprirá o Seu desejo, de haja «um só rebanho e um só pastor».

A espada significa exactamente esse corte definitivo e irreversível dos que que não aceitarem a condição necessária para a salvação: o cumprimento – em tudo – da vontade de Deus.

(AMA, comentário sobre Mt 10, 34 - 11, 1. 16.04.2018)


Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 3

Uma disposição no nosso Horário/Calendário assume uma importância de primeira ordem: o levantar-se da cama, à hora prevista, sem demoras.
Também conhecido como o "minuto heróico", já que por vezes exige esforço decidido, é a melhor forma de começar o dia.

Começar bem o dia, supõe, pelo menos, três actos fundamentais:
O já mencionado "minuto heróico", levantar-se prontamente conforme o programado;
O elevar o pensamento a Deus em acção de graças pelo descanso concedido;
O oferecimento a Deus do dia que começa, com todos os seus trabalhos, preocupações e alegrias.

Convém compor uma fórmula breve e simples de reter e, deste modo, será mais fácil não nos esquecermos de cumprir o que se recomenda para começar o nosso dia como cristãos.

De facto, muitas coisas dependem desses primeiros minutos já que se começamos bem e com as ajudas do Anjo da Guarda podemos esperar ter ânimo para fazer o que tem de ser feito e o melhor possível porque, como o oferecemos ao Senhor, recordaremos que temos de oferecer boas obras - por simples que possam ser -, mas, bem feitas, acabadas com esmero e verdadeiro empenho.

(AMA, reflexões)

Diálogos apostólicos


A FAMÍLIA

Pergunto:

3. Os pais devem permitir qualquer comportamento?

Respondo:

Não, não. Devem impulsionar as boas acções e corrigir as más. Mas esta correcção faz-se precisamente procurando o bem do filho, a quem se ama com os seus defeitos. Defeitos esses que convirá reduzir para o bem de todos. Por outro lado, os pais tão pouco devem intervir em todos os erros pois um rigor excessivo seria contraproducente. Às vezes há que aplicar a tolerância.

El reto del amor





por El Reto Del Amor

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





15/07/2018

PUBLICAÇÕES EM 15 jULHO

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 2

Todos temos alguma vez experimentado organizar a nossa vida de forma a melhor aproveitar o tempo e a estabelecer prioridades, ou, talvez, definir aqueles afazeres que consideramos basilares - até fundamentais - para o equilíbrio que desejamos ter na nossa vida de cristãos.
Para obstar à tentação de elaborar algo que se pretenda completo tocando todos os detalhes - não observaríamos nem a metade - friso, uma vez mais, o auxílio precioso que podemos obter do nosso director espiritual na definição do que mais convirá em cada momento.

Não há realmente, uma como que “tabela” definida das prioridades porque a importância de cada acção depende do que representa para cada um.
Repete-se a nota: cada um, ouvido o director espiritual, verá a que melhor lhe convém.

(AMA, reflexões)

Evangelho e comentário


Tempo comum


Evangelho: Mc 6, 7-13

7  Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos. 8 Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; 9 que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas. 10 E disse-lhes também: «Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. 11 E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.» 12 Eles partiram e pregavam o arrependimento, 13 expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.

Comentário:
Jesus envia os Seus discípulos dois a dois porque, tratando-se de uma primeira missão melhor é estar acompanhado (duas cabeças pensam melhor que uma só) do que ter de tomar decisões sozinho.

Além do mais procura criar neles um sentido colegial, isto é, de partilha de tarefas e encargos, de responsabilidades e tarefas a desenvolver.

Mais tarde, ver-se-á como é útil este “colégio de apóstolos” que, ainda hoje – na pessoa do Papa e os seus assistentes da cúria – tomam muitas das suas decisões em conjunto contribuindo cada um com o seu saber e conhecimentos e as qualidades particulares que uns terão diferentes e mais próprias para tarefas específicas.


(AMA, comentário sobre MC 6, 7-13, 01.02.2018)


Que a tua vida não seja uma vida estéril


Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil. – Deixa rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas no coração. (Caminho, 1)

Se cedesses à tentação de perguntar a ti mesmo: quem me manda a mim meter-me nisto? teria de responder-te: manda-to, pede-to o próprio Cristo. A messe é grande e os operários são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Não digas, comodamente: eu para isto não sirvo; para isto já há outros; não estou feito para isto... Não. Para isto não há outros. Se tu pudesses falar assim, todos podiam dizer a mesma coisa. O pedido de Cristo dirige-se a todos e cada um dos cristãos. Ninguém está dispensado: nem por razões de idade, nem de saúde, nem de ocupação. Não há desculpas de nenhum género. Ou produzimos frutos de apostolado ou a nossa fé será estéril.

Além disso, quem disse que para falar de Cristo, para difundir a sua doutrina, era preciso fazer coisas especiais, fora do comum? Faz a tua vida normal; trabalha onde estás a trabalhar, procurando cumprir os deveres do teu estado, acabar bem o que é próprio da tua profissão ou do teu ofício, superando-te, melhorando-te dia-a-dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre. Será esse o teu apostolado. E, sem saberes porquê, tendo perfeita consciência das tuas misérias, os que te rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do trabalho, numa reunião familiar, no autocarro, ao dar um passeio, em qualquer parte – falareis de inquietações que em todas as almas existem, embora às vezes alguns não queiram dar por isso. Mas cada vez as perceberão melhor, desde que comecem a procurar Deus a sério. (Amigos de Deus, 272–273)