18/11/2017

Temas para meditar

A força do Silêncio, 33

Hoje em dia, muitas pessoas estão inebriadas de palavras, sempre agitadas, incapazes de silêncio e de respeito pelos outros.
Bem Sira, o Sábio, recomenda amiúde a sobriedade, a prudência e as boas maneiras quando estamos em sociedade.
Para não ferirmos a nossa alma e as dos outros, para que na nossa conduta e nas nossas palavras nada nos leve a cair gravemente, é preciso medida e contenção.
E inquieta particularmente a nossa atitude quando estamos à mesa: «Alegria do coração e júbilo da alma é o vinho, bebido a seu tempo e moderadamente.
O vinho é a amargura da alma quando bebido em demasia e na efervescência da paixão. A embriaguez aumenta o furor do insensato para a sua perda, diminui as forças e aumenta as feridas [i]. (…)

Para evitar a queda, é preciso manter o silêncio e confiar na sabedoria, nas inspirações e na acção silenciosa de Deus. (…)

É preciso não «ultrajar o espírito da graça».

A conquista do silêncio possui o valor amargo das lutas ascéticas, mas Deus quis que esse combate fosse acessível ao homem.

CARDEAL ROBERT SARAH




[i] Sir 31, 28-30

Hoy el reto del Amor es acoger al que viene a ti.

LIBRE


Debajo del hábito llevamos unas cuantas capas de prendas, pero hay una fundamental: la saya. Es como una especie de falda blanca, de lana en invierno y finita en verano, que es donde van a parar nuestros bolsillos. Que más que bolsillos...¡podríamos decir que son alforjas!


En el bolsillo de una monja puedes encontrar de todo: un Cristo, un rosario, pañuelos... y siempre encuentras cosas que te has guardado en algún momento del día, pero que se te olvidó sacarlas después.


Ayer, introduje mi mano en el bolsillo para sacar alguna de estas cosas cuando, de repente, noté un elemento extraño. ¿Qué era aquello? ¡Un chicle! No me lo podía creer... Me sentó tan mal, que hasta se me olvidó lo que andaba buscando. Ya sólo hacia que dar vueltas con la mano para ver en qué  había quedado aquel estirado elemento.


Y lo cierto es que sí que había hecho estragos: un poco en el rosario, un poco en algún papel que tenía... y lo peor... pegado a la tela.


La verdad es que al principio pasé unos minutos razonando cómo había llegado ese chicle hasta ahí... hasta que, al final, opté por reírme de mí misma. 'Qué "desastrito" soy', pensé, pero con un cariño que no podía venir de mí misma.


Cuando me vi riéndome de mi pobreza, le pregunté al Señor: '¿Qué me ha llevado a sentirme libre para reírme de mí misma?' Sí, porque me surgía un deseo muy fuerte de poder reírme igual en muchas otras situaciones.


Y Él me fue regalando ver que, si me acerco a una hermana para que me ayude con el chicle, lo hará de mil amores y se reirá conmigo. Lejos de decirme que soy un desastre, sé con seguridad que me acogerá, estoy plenamente convencida de ello, porque ya me ha ocurrido muchas otras veces con otras cosas.


El Señor me mostró qué importante es acoger al otro cuando viene a ti. Porque, si cuando vas a alguien, te machaca por tu error, te quedas culpabilizado y seguramente no le vuelvas a compartir muchas más veces...


Cuando nosotros caemos, del Señor sólo experimentamos Amor, acogida, perdón y fuerza para continuar.


Él se ríe con nosotros cuando se trata de estas chapuzas; nos desculpabiliza cuando le miramos de nuevo a Él tras meter la pata con alguien; nos Ama siempre, nos ama pobres y nos levanta siempre con su Resurrección.


Pero después nos invita: "Anda, ve y haz tú lo mismo". Y es que, cuando acoges al que viene a ti a pedir tu ayuda o a compartirte pobremente lo que le ocurre, la persona se siente libre, se siente amada y sabrá que tiene a alguien delante que no le juzga, sino que le quiere.


Hoy el reto del Amor es acoger al que viene a ti. Cada día son miles las ocasiones para acoger a los demás: con esas sencillas disculpas por su mal humor mañanero, o cuando te vienen a contar sus problemas, o su dificultad para acertar con alguien. Hoy libera a las personas del miedo a su propia pobreza. Cristo es quien lo ha hecho y quien hará posible que hoy puedas hacerlo tú con los demás. El Amor es liberador.



VIVE DE CRISTO

17/11/2017

Deus não perde batalhas

Se tiveres caído, levanta-te com mais esperança! Só o amor-próprio não entende que o erro, quando se rectifica, ajuda a conhecer-nos e a humilhar-nos. (Sulco, 724)

Para a frente, aconteça o que acontecer! Bem agarrado ao braço do Senhor, considera que Deus não perde batalhas. Se, por qualquer motivo, te afastas d'Ele, reage com a humildade de começar e de recomeçar; de fazer de filho pródigo todos os dias, inclusive repetidamente nas vinte e quatro horas do dia; de reconciliar o teu coração contrito na Confissão, verdadeiro milagre do Amor de Deus. Neste Sacramento maravilhoso, o Senhor limpa a tua alma e inunda-te de alegria e de força para não desanimares na tua luta e para voltares de novo sem cansaço a Deus, mesmo quando tudo te pareça obscuro. Além disso, a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe, protege-te com a sua solicitude maternal e dá-te confiança no teu caminhar.

A sagrada Escritura adverte que até o justo cai sete vezes. Sempre que leio estas palavras, a minha alma estremece com um forte abalo de amor e de dor. Uma vez mais, vem o Senhor ao nosso encontro, com essa advertência divina, para nos falar da sua misericórdia, da sua ternura, da sua clemência, que nunca acabam. Estai seguros: Deus não quer as nossas misérias, mas não as desconhece e conta precisamente com essas debilidades para que nos façamos santos. (...)


Prostro-me diante de Deus e exponho-lhe claramente a minha situação. Logo tenho a segurança da sua assistência e oiço no fundo do meu coração o que ele me repete devagar: meus es tu! Sabia – e sei – como és; para a frente! (Amigos de Deus, nn. 214–215)

Tudo o que vem à rede é peixe

Este aforismo popular emprega-se muito quando se trata de conseguir chegar ao maior número de pessoas possível.

Nomeadamente, no apostolado, é um pouco assim, não se faz acepção de pessoas seja porque motivo for – a menos que o director espiritual o aconselhe – porque como dizia São Josemaria: de cem almas interessam-nos cem!

Mas, na verdade, é preciso uma orientação segura porque, nem todo o peixe, de facto interessa.

Jesus Cristo sabia muito de pesca e de peixe e descreve muito bem o que se passa [i].

Insisto pois na orientação segura e séria no trabalho de “pescadores de homens” em que todos os cristãos devem empenhar-se.

(AMA, reflexões, 03.08.2017




[i] Cfr. Mt 13,47-53

Temas para meditar

A força do Silêncio, 30

O homem silencioso já não é sinal de contradição; é apenas um homem a mais. Aquele que fala tem importância e valor, enquanto que quem se cala merece menos consideração.
O homem silencioso é reduzido a nada. O simples facto de falar confere valor.
As palavras não têm sentido nenhum? Não faz mal. O barulho adquiriu a nobreza que o silencia possuía antes.

O homem que fala é celebrado, e o homem silencioso é um pobre mendigo diante do qual nem merece a pena levantar os olhos.


CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 17, 26-37

26 Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também nos dias do Filho do Homem: 27 comiam, bebiam, os homens casavam-se e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. 28 O mesmo sucedeu nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam; 29 mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus fez cair do céu uma chuva de fogo e enxofre, que os matou a todos. 30 Assim será no dia em que o Filho do Homem se revelar. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver as suas coisas em casa não desça para as tirar; e, do mesmo modo, quem estiver no campo não volte atrás. 32 Lembrai-vos da mulher de Lot. 33 Quem procurar salvar a vida, há-de perdê-la; e quem a perder, há-de conservá-la. 34 Digo-vos que, nessa noite, estarão dois numa cama: um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão juntas a moer: uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado.» 37 Tomando a palavra, os discípulos disseram-lhe: «Senhor, onde sucederá isso?» Respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, lá se juntarão também os abutres.»

Comentário:

Este capítulo 17 do Evangelho escrito por São Lucas dedica vários versículos aos avisos do Senhor sobre o “chamado” fim do mundo.

Jesus Cristo não é o profeta da desgraça, nem o prenunciador de factos ou acontecimentos terríveis, mas, sabe, porque Ele sabe tudo, quanto irá acontecer.

Não o revela exactamente para não desanimar os que – como Ele deseja e incentiva – procuram estar preparados para o que vier.

Se atentarmos bem nas palavras que pronuncia, o que o Senhor deseja é que os homens – todos os homens – Seus irmãos estejam prevenidos e, sem saber nem como nem quando, estejam aptos a receber o Juiz Supremo quando Ele vier na Sua Glória julgar os vivos e os mortos.


(AMA, comentário sobre Lc 17, 26-37, 28.07.2017)

Doutrina – 376

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

A Igreja: povo de Deus, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo

154. Quais são as características do povo de Deus?



Este povo, de que nos tornamos membros mediante a fé em Cristo e o Baptismo, tem por origem Deus Pai, por cabeça Jesus Cristo, por condição a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, por lei o mandamento novo do amor, por missão a de ser o sal da terra e a luz do mundo, por fim o Reino de Deus, já iniciado na terra.

Perguntas e respostas

A CONFISSÃO

4. Que fazer para obter o perdão divino?



Para que o Senhor perdoe estas ofensas tem de se fazer o que o próprio Deus previu.

 Precisamente para isto, Jesus Cristo instituiu o sacramento da confissão.

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





16/11/2017

Sentir-me filho de Deus enche-me de esperança

Talvez não exista nada mais trágico na vida dos homens do que os enganos padecidos pela corrupção ou pela falsificação da esperança, apresentada com uma perspectiva que não tem como objecto o amor que sacia sem saciar. (Amigos de Deus, 208)

Se transformarmos os projectos temporais em metas absolutas, suprimindo do horizonte a morada eterna e o fim para que fomos criados – amar e louvar o Senhor e possuí-lo depois no Céu – os intentos mais brilhantes transformam-se em traições e inclusive em instrumento para envilecer as criaturas. Recordai a sincera e famosa exclamação de Santo Agostinho, que tinha experimentado tantas amarguras enquanto não conhecia Deus e procurava fora d'Ele a felicidade: fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Ti!. (…)


A mim, e desejo que a vós suceda o mesmo, a segurança de me sentir – de me saber – filho de Deus enche-me de verdadeira esperança que, por ser virtude sobrenatural, ao ser infundida nas criaturas, se acomoda à nossa natureza e é também virtude muito humana. Sou feliz com a certeza do Céu que alcançaremos, se permanecermos fiéis até ao fim; com a felicidade que nos chegará, quoniam bonus, porque o meu Deus é bom e é infinita a sua misericórdia. Esta convicção incita-me a compreender que só o que está marcado com o selo de Deus revela o sinal indelével da eternidade e tem um valor imperecível. Por isso, a esperança não me separa das coisas desta terra, antes me aproxima dessas realidades de um modo novo, cristão, que procura descobrir em tudo a relação da natureza, caída, com Deus Criador e com Deus Redentor. (Amigos de Deus, 208)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 29

Hoje em dia, a palavra fácil e a imagem vulgar são as donas de muitas vidas. Tenho a impressão que o homem moderno não consegue travar o fluxo ininterrupto das palavras sentenciosas, falsamente morais e a necessidade bulímica de ícones adulterados.

O silêncio dos lábios parece ser algo impossível para os homens do Ocidente. (…)
Calar-se reveste-se da aparência de uma fraqueza, de uma ignorância ou de uma falta de vontade.
Modernamente o homem silencioso passa a ser aquele que não sabe defender-se. (…)

Contrariamente, o homem pretensamente forte é um ser de palavras, que esmaga e afoga o outro no fluxo dois seus discursos.



CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 17, 20-25

20 Interrogado pelos fariseus sobre quando chegaria o Reino de Deus, Jesus respondeu-lhes: «O Reino de Deus não vem de maneira ostensiva. 21 Ninguém poderá afirmar: ‘Ei-lo aqui’ ou ‘Ei-lo ali’, pois o Reino de Deus está entre vós.» 22 Depois, disse aos discípulos: «Tempo virá em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem e não o vereis. 23 Vão dizer-vos: ‘Ei-lo ali’, ou então: ‘Ei-lo aqui.’ Não queirais ir lá nem os sigais. 24 Porque, como o relâmpago, ao faiscar, brilha de um extremo ao outro do céu, assim será o Filho do Homem no seu dia. 25 Mas, primeiramente, Ele tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração.

Comentário:


Alguns… visionários com evidentes desvios de personalidade, outros com o fim declarado de arrastar outros numa aventura que eles próprios são os primeiros a beneficiar.

E, o que é de espantar, é que há quem os siga e contribua sem titubear para “a sua causa”, que mais não é, que a própria cupidez.

Vemos, pois, quanta gente digna de dó – como o Senhor terá sentido tantas vezes – que vão atrás de sonhos, quimeras, histórias bem urdidas destinadas a convencer os mais fracos.

Nós, cristãos, temos o dever de rezar – e muito – por esses muitos que seguem esses “lobos vestidos de pele de cordeiro”, para que encontrem alguém que os leve por um rumo certo e fiável.

(AMA, comentário sobre Lc 17,20-25, 27.07.2017)


Hoy el reto del amor es aclarar el lenguaje.

DIFICULTADES EN LA FARMACIA


Tos, mocos... en mi interior saltó la voz de alarma: se me había metido el frío en el cuerpo.


Hay unos sobrecitos de no sé qué medicamento (por fuera son naranjas) que son geniales. Estábamos en la capilla, quedaba poco para el desayuno. Vi que Lety se levantaba con intención de salir. Le hice una seña.


-Oye... -susurré- ¿podrías traerme un sobre naranja?


Su cara se transformó en una enorme interrogación.


-Ve tú -me respondió.


Extrañada por tan poco usual respuesta, salí de la capilla. Al poco, me encontré con Israel y Celia.


-¡Voy a por un sobre naranja!


-¿Para qué? -de nuevo, caras transformadas en interrogación.


"Qué raras se han levantado todas hoy...", pensé.


En el desayuno, después de tomarme el sobrecito de medicina, me encontré a todo el Novi riendo a más no poder.


-¡Era eso! -exclamó Lety aliviada- Pensábamos que querías mandar una carta metida en un sobre naranja... ¡y a ver de dónde lo sacamos! 


Fue muy gracioso... y el Señor me regaló experimentar algo en lo que Lety nos insiste mucho: la importancia de ponerse de acuerdo en el lenguaje.


Es verdad que las palabras son una herramienta maravillosa que el Señor nos ha dado. Con ellas podemos expresar muchas cosas: proyectos, sentimientos... pero, a veces, podemos provocar en el otro reacciones que no pretendíamos. ¡Cuántas veces hemos pronunciado o escuchado eso de "no, yo no quería decir eso..."!


Los malentendidos pueden ser motivo de risas... pero, si no se aclaran, pueden causar estragos. Saber expresarse, saber entender... ¡las palabras pueden llegar a ser una herramienta complicada!


Pero hay Alguien que ha salvado totalmente la pobreza del lenguaje, Alguien que sabe qué quieres decir, uses las palabras que uses: Jesucristo. Él te entiende, comprende todo lo que cruza tu mente, todo lo que ocupa tu corazón... porque lo ha vivido, lo vive contigo.


Hoy el reto del amor es aclarar el lenguaje. Si ves que esta herramienta empieza a funcionar un poco mal, si da lugar a confusiones o reacciones poco usuales, ¡frena! Para con Cristo y pídele que te regale descubrir el punto de vista del otro, entender sus palabras, y... ¡que ponga las adecuadas en tu boca! Hoy busca entender de verdad a quien tienes a tu lado. ¡Feliz día!



VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






15/11/2017

Urge cristianizar a sociedade

Como quer o Mestre, tu tens de ser – bem metido neste mundo, que nos coube em sorte, e em todas as actividades dos homens – sal e luz. Luz, que ilumina as inteligências e os corações; sal, que dá sabor e preserva da corrupção. Por isso, se te faltar afã apostólico, tornar-te-ás insípido e inútil, defraudarás os outros e a tua vida será um absurdo. (Forja, 22)


O Senhor não nos criou para construirmos aqui uma Cidade definitiva, porque este mundo é o caminho para o outro, que é morada sem pesar. No entanto, nós, os filhos de Deus, não devemos desligar-nos das actividades terrenas em que Deus nos coloca para as santificarmos, para as impregnarmos da nossa bendita fé, a única que dá verdadeira paz, alegria autêntica às almas e aos diversos ambientes. Tem sido esta a minha pregação constante desde 1928: urge cristianizar a sociedade; levar a todos os estratos desta nossa humanidade o sentido sobrenatural, de modo que uns e outros nos empenhemos em elevar à ordem da graça a ocupação diária, a profissão ou o ofício. Desta forma, todas as ocupações humanas se iluminam com uma esperança nova, que transcende o tempo e a caducidade do mundano. (Amigos de Deus, 210)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 192

A Igreja sabe da dificuldade que o homem tem em compreender o silêncio da eternidade. 
Aqui na Terra, há poucas coisas que nos façam apreender a imensidão do amor divino. Durante a Missa e a Eucaristia, a consagração e a elevação são uma pequena antecipação do silêncio eterno. 
Quando esse silêncio possui uma verdadeira qualidade, podemos entrever o silêncio do Céu.

A adoração do Santíssimo Sacramento é uma ocasião em que a qualidade do silêncio interior pode permitir entrar um pouco no silêncio de Deus. A adoração é uma pequena gota de eternidade.

O silêncio da eternidade é um silêncio de amor.



CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Santo Alberto Magno – Doutor da Igreja

Evangelho: Lc 17, 11-19

11 Quando caminhava para Jerusalém, Jesus passou através da Samaria e da Galileia. 12 Ao entrar numa aldeia, dez homens leprosos vieram ao seu encontro; mantendo-se à distância, 13 gritaram, dizendo: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!» 14 Ao vê-los, disse-lhes: «Ide e mostrai-vos aos sacerdotes.» Ora, enquanto iam a caminho, ficaram purificados. 15 Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta; 16 caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-lhe. Era um samaritano. 17 Tomando a palavra, Jesus disse: «Não foram dez os que ficaram purificados? Onde estão os outros nove? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» 19 E disse-lhe: «Levanta-te e vai. A tua fé te salvou.»

Comentário:

Não fizeram perguntas, não duvidaram um instante sequer.
Sim… é de louvar tal fé!

Mas, como vemos no final do texto, embora os dez ficassem curados a um só foi garantida a salvação: ao que voltou para trás para mostrar o seu agradecimento.

A Fé, sem dúvida, é importantíssima e consegue coisas extraordinárias, o mas dar graças a Deus alcança muito mais além da cura do corpo.

Alcança a cura da alma e a salvação eterna!


(AMA, comentário sobre Lc 17, 11-19, 25.07.2017)

Tratado da vida de Cristo 182

Questão 58: De Cristo sentado à direita do Pai

Art. 4 — Se estar sentado à direita do Pai é próprio de Cristo.

O quarto discute-se assim. — Parece que estar sentado à direita do Pai não é próprio de Cristo. 

1.   — Pois, diz o Apóstolo: Deus nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus com Jesus Cristo. Ora, ser ressuscitado não convém a Cristo. Logo, nem, pela mesma razão, estar sentado à direita de Deus, nas alturas.
2.    
2. Demais. — Como diz Agostinho, o estar Cristo sentado à direita do Pai é participar da sua beatitude. Ora isso podem-no muitas criaturas. Logo, parece que estar sentado à direita do Pai não é próprio de Cristo.

3. Demais. — O próprio Cristo disse: Aquele que vencer eu o farei sentar comigo no meu trono, assim como eu mesmo, também depois que venci, me assentei igualmente com meu Pai no seu trono. Ora, Cristo está sentado à direita do Pai por estar sentado no trono. Logo, também os outros que vencem estão sentados à direita do Pai.

4. Demais. — O Senhor diz: Terdes assento à minha mão direita ou à esquerda não me pertence a mim o dar-vo-lo, mas isso é para quem está preparado por meu Pai. Ora, tê-lo-ia dito em vão se para isso ninguém estivesse preparado. Logo, estar sentado à direita do Pai não convém só a Cristo.

Mas, em contrário, o Apóstolo pergunta: A qual dos anjos disse alguma vez - Senta-te à minha direita, isto é, participa dos meus melhores bens, ou se o meu igual pela divindade? E como que responde: A nenhum. Ora, os anjos são superiores às outras criaturas. Logo, com maior razão, a ninguém mais, senão a Cristo, convém ter assento à direita do Pai.

Como explicamos, dizemos que Cristo está sentado à direita do Pai, por ser igual a ele, pela sua natureza divina; e, pela sua natureza humana, frui de modo excelente, mais que qualquer outra criatura, dos bens divinos. Ora, uma e outra causa só a Cristo compete. Donde, ninguém mais, nem anjo nem homem, pode sentar-se à direita do Pai, senão Cristo.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Sendo Cristo a nossa cabeça, tudo o que lhe é conferido, também a nós o é por meio dele. E por isso, tendo já ressuscitado, diz o Apóstolo que de certo modo nos ressuscitou consigo, que, contudo, ainda não ressuscitamos, mas havemos de ressuscitar, segundo o Apóstolo: Aquele que ressuscitou dos mortos a Jesus Cristo também dará vida aos vossos corpos mortais. E, conforme do mesmo modo de exprimir-se, acrescenta que nos fez sentar nos céus, isto é, pelo próprio facto de aí estar sentado Cristo, nossa cabeça.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Sendo a direita a felicidade divina, estar sentado à direita não significa somente gozar da felicidade mas fruí-la, de certo modo com poder dominical, como própria e natural. O que só a Cristo convém, e a nenhuma outra criatura. — Podemos, porém dizer, que todo o santo que goza da bem-aventurança está constituído à direita de Deus. Por isso diz o Evangelho: Porá as ovelhas à direita.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Trono, no lugar aduzido, significa o poder judiciário que Cristo tem, do Pai. E nesse sentido se diz que está sentado no trono do Pai. Os outros santos, porém, recebem o poder judiciário, de Cristo. E nessa acepção se diz que estão sentados no trono de Cristo conforme o Evangelho: Estareis sentados sobre doze tronos e julgareis as doze tribos de Israel.

RESPOSTA À QUARTA. — Como explica Crisóstomo, esse lugar, isto é, o de quem está sentado à direita, é inacessível a todos, não só aos homens, mas também aos anjos. Pois, Paulo nos mostra o privilégio do Unigénito quando pergunta: A qual dos anjos disse alguma vez - senta-te à minha direita? O Senhor, assim, responde para condescender à suplica dos que o interrogavam, e não que houvesse alguns que haveriam de se sentar à direita do Pai. Pois, o que só pediam era ocupar ao lado dele lugar superior aos dos outros. - Mas também podemos dizer, que os filhos de Zebedeu pediam terem maior excelência que os outros, por participarem do poder judiciário de Cristo. E assim, não pediam que os fizesse sentar à direita ou à esquerda do Pai, mas à direita ou à esquerda de Cristo.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?