13/06/2017

Epístolas de São Paulo – 97

Carta aos Hebreus - cap 4

1Temamos, pois, que, permanecendo a promessa de entrar no seu repouso, algum de vós seja considerado excluído. 2Porque, a nós como a eles, foi anunciada a Boa-Nova; porém, a eles, a palavra escutada não valeu de nada, pois não permaneceram unidos na fé aos que a tinham escutado. 3Quanto a nós, os que acreditámos, entraremos no descanso, como Ele disse: Tal como jurei na minha ira, não entrarão no meu repouso. No entanto, as suas obras estavam realizadas desde a fundação do mundo, 4pois diz-se em qualquer parte, a propósito do sétimo dia: Deus repousou no sétimo dia, de todas as suas obras; 5e ainda, neste passo: Não entrarão no meu repouso. 6Assim, uma vez que a alguns está reservado entrar nele, e que os que primeiro receberam a Boa-Nova não entraram por causa da sua desobediência, 7Ele fixa de novo um dia, hoje, dizendo por David, depois de tanto tempo, como acima se disse: Hoje, se escutardes a sua voz, não endureçais os vossos corações. 8De facto, se Josué lhes tivesse dado o repouso, Deus não teria falado de um outro dia posterior. 9Por conseguinte, permanece um repouso sabático para o povo de Deus. 10O que entra no seu repouso, repousa também das suas obras, tal como Deus repousou das suas. 11Apressemo-nos, então, a entrar nesse repouso para que ninguém caia no mesmo tipo de desobediência. 12Na verdade, a palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas, e discerne os sentimentos e intenções do coração. 13Não há nenhuma criatura oculta diante dele, mas todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas.

Jesus, Sumo Sacerdote misericordioso


- 14Uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos. 15De facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado. 16Aproximemo-nos, então, com grande confiança, do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e encontrar graça para uma ajuda oportuna.

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Santo António, de Lisboa

Evangelho: Mt 5, 13-19

13«Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há-de salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15nem se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos os que estão em casa. 16Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu.» 17«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. 18Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.

Comentário:

Jesus Cristo confirma, uma vez mais, que não veio trazer uma Lei nova, bem pelo contrário, confirma a Lei e os Profetas e o que pretende é «levá-los à perfeição».

Esta perfeição não é outra coisa que os atributos e encargos específicos dos Seus seguidores: os cristãos.

Serem sal da terra e luz do mundo eis os atributos e encargos que deseja e quer para todos – sem nenhuma excepção – os baptizados.

Não é pouca coisa, longe disso, é uma missão de altíssimo valor e importância e, mais, considerando que o Senhor nos quer como Seus “embaixadores” junto dos homens, de enorme responsabilidade e honra.

Ele nunca nos faltará com a Sua Graça para suprir o que nos possa faltar para a levar a cabo.


(AMA, comentário sobre Mt 5, 13-19, 03.02.2017)

Temas para meditar 717

Cristãos verdadeiros

Cristo escolheu-nos para que fossemos como lâmpadas; para que nos convertêssemos em mestres dos demais; para que actuássemos como fermento; para que vivêssemos como anjos entre os homens, como adultos entre crianças, como espirituais entre gente somente racional; para que fossemos semente; para que produzíssemos fruto.

Não seria necessário abrir a boca, se a nossa vida resplandecesse desta maneira. Sobrariam as palavras, se mostrássemos as obras.

Não haveria um só pagão, se nós fossemos verdadeiramente cristãos.

(SÃO JOÃO CRISÓSTOMO, Epíst. I ad Timotheo Homíliae X 3 nr. 62 551,)



Reflectindo - 259

Igualdade de vida

Houve-se com frequência dizer a respeito de alguém:
'É muito honesto'.

Isto é dito como se fosse algo extraordinário, fora do "normal".

Mas, então, o normal não é ser-se honesto!

Aliás, não se é "muito honesto" ou se é ou não!

Por isso penso que esta locução não faz qualquer sentido e que o que realmente se deveria dizer seria:

'Pode confiar-se' (nessa pessoa).

Isto sim é o que realmente queremos pensar a respeito dos outros e que igualmente desejamos que os outros pensem de nós.

Claro que uma pessoa digna de confiança é, por natureza, honesta.

É que parece haver uma tendência para considerar que a honestidade se resume e conclui em não se apropriar do alheio quando, de facto, é muito mais que isso: é viver, pensar e actuar com critérios sãos e estáveis, que não mudam conforme as circunstâncias, o ambiente ou outra coisa qualquer.

Considerar alguém honesto só porque não se apropria do que não lhe pertence é reduzir essa virtude a um mero comportamento, ou dito de outra forma, que essa virtude é a consequência lógica de não ter o defeito.

Mas... não ter um defeito não determina possuir uma virtude.

Por exemplo: 

Se não me embriago não permite concluir que tenha a virtude da temperança, mas apenas que sou comedido na bebida;

Se cumpro as regras de trânsito não quer dizer que sou obediente, mas que respeito as leis;

As virtudes - tema já abordado antes -  só se adquirem com os bons hábitos praticados com regularidade e independentemente das circunstâncias.

Por isso mesmo é muito importante a igualdade de vida.

Mas… E o que vem a ser a "igualdade de vida"?

Para os cristãos, è proceder de acordo com a Fé que afirmam professar, sem "intervalos" ou concessões.
Que os actos correspondam ao que se diz, que haja coerência, sintonia, entre o que se pensa e diz e o que se pratica.
Que, em suma, se seja honesto consigo próprio.

Mas, sobretudo, se seja honesto com Deus Nosso Senhor que não pode aceitar nem desculpas nem "justificações" se o nosso comportamento não corresponde integralmente ao que Ele tem todo o direito de esperar.

Ele sabe muito bem se o que fazemos corresponde à Sua Vontade ou aos nossos desejos ou conveniências de momento.

Portanto, pode concluir-se, igualdade de vida é fazer, em tudo, a Vontade de Deus!

ama, reflexões, 2013


Estou com Ele no tempo da adversidade

Ainda que tudo se vá abaixo e se acabe; ainda que os acontecimentos se sucedam ao contrário do previsto, com tremenda adversidade; nada se ganha perturbando-se. Além disso, recorda a oração confiante do profeta: "O Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; Ele é quem nos há-de salvar". Reza-a devotamente, todos os dias, para acomodar a tua conduta aos desígnios da Providência, que nos governa para nosso bem. (Forja, 855)

E quando a tentação do desânimo, dos contrastes, da luta, da tribulação, de uma nova noite da alma nos ataca –violenta –, o salmista põe-nos nos lábios e na inteligência aquelas palavras: estou com Ele no tempo da adversidade. Jesus, perante a Tua Cruz, que vale a minha; perante as Tuas feridas, os meus arranhões? Perante o Teu Amor imenso, puro e infinito, que vale o minúsculo fardo que Tu colocaste sobre os meus ombros? E os vossos corações e o meu enchem-se de uma santa avidez, confessando-Lhe – com obras – que morremos de Amor.

Nasce uma sede de Deus, uma ânsia de compreender as Suas lágrimas; de ver o Seu sorriso, o Seu rosto... Julgo que o melhor modo de o exprimir é voltar a repetir, com a Escritura: como o veado deseja a fonte das águas, assim a minha alma te anela, ó meu Deus! E a alma avança, metida em Deus, endeusada: o cristão tornou-se um viajante sedento, que abre a boca às águas da fonte.

Com esta entrega, o zelo apostólico ateia-se, aumenta dia-a-dia – pegando esta ânsia aos outros – porque o bem é difusivo. Não é possível que a nossa pobre natureza, tão perto de Deus, não arda em desejos de semear no mundo inteiro a alegria e a paz, de regar tudo com as águas redentoras que brotam do lado aberto de Cristo, de começar e acabar todas as tarefas por Amor.


Falava antes de dores, de sofrimentos, de lágrimas. E não me contradigo se afirmo que, para um discípulo que procura amorosamente o Mestre, é muito diferente o sabor das tristezas, das penas, das aflições: desaparecem imediatamente, quando aceitamos deveras a Vontade de Deus, quando cumprimos com gosto os Seus desígnios, como filhos fiéis, ainda que os nervos pareçam rebentar e o suplício pareça insuportável. (Amigos de Deus, nn. 310–311)

Pequena agenda do cristão




TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





12/06/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Evangelho: Mt 5, 1-12

1Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. 2Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo: 3«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. 4Felizes os que choram, porque serão consolados. 5Felizes os mansos, porque possuirão a terra. 6Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. 9Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 10Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. 11Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa.12Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»

Comentário:

Jesus Cristo garante-nos que grande será a recompensa nos Céus dos que sofrerem por causa do Seu Nome.

Sofrer por Cristo, pelo Seu Santíssimo Nome, a Sua Igreja, é um facto recorrente de todos os tempos.

Não é necessário lembrar os espectáculos no Circo de Roma porque, hoje em dia, este mesmo dia, milhares de cristãos são atacados, feridos de morte, sujeitos às maiores violências pelas feras que odeiam O Senhor nosso Deus.

No terceiro milénio depois da Ressurreição de Cristo, neste mesmo mundo dominado pela tecnologia e pela cultura, prossegue essa perseguição que o próprio Senhor anunciou.

Nós, cristãos que vivemos numa sociedade supostamente civilizada, recebemos a força da nossa Fé directamente desse sangue que milhares de inocentes derramam pela mesma Fé.

Consola-nos saber que:

Grande será a sua recompensa nos Céus!



(AMA, comentário sobre Mt 5, 1-12, 29.01.2017)

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRO XV

CAPÍTULO XI

Dos anos de Matusalém cuja idade parece ter ultrapassado o Dilúvio em catorze anos.

Esta discrepância entre os códices hebreus e os nossos levanta uma famosa questão: contam-se catorze anos de vida a Matusalém após o Dilúvio, ao passo que a Escritura, de todos os habitantes da terra, não menciona senão oito pessoas — entre as quais não está Matusalém — que na arca escaparam ao desastre do Dilúvio. Segundo os nossos códices, com efeito, Matusalém viveu cento e sessenta e sete anos antes de gerar aquele a quem chamou Lamech, e Lamech cento e oitenta e oito anos antes de nascer Noé — o que faz ao todo trezentos e cinquenta e cinco. Juntem-se-lhes os seiscentos de Noé — tantos anos quantos ele tinha quando aconteceu o Dilúvio — farão novecentos e cinquenta e cinco anos desde o nascimento de Matusalém até ao ano do Dilúvio. Mas os anos de vida de Matusalém computam-se em novecentos e sessenta e nove — pois tinha vivido cento e sessenta e sete anos quando gerou o filho chamado Lamech e, depois de este ter nascido, viveu oitocentos e dois: estes todos, como dissemos, perfazem novecentos e sessenta e nove. Se lhes subtrairmos os novecentos e cinquenta e cinco anos decorridos desde o nascimento de Matusalém até ao Dilúvio, restam os catorze que ele terá vivido, julga-se, depois do Dilúvio.

Em vista disto alguns pensam que ele teria vivido durante algum tempo, não sobre a terra (onde é regra que toda a carne, à qual a sua natureza não permite viver na água, morre), mas junto de seu pai que tinha sido arrebatado. Aí teria vivido até ao fim do Dilúvio. Interpretam-no assim porque querem manter a sua fé nos códices que a Igreja tem por mais autorizados. Julgam que os dos Judeus não contêm como os nossos a verdade. Não admitem que possa haver aqui erro dos intérpretes, mas que o erro está antes na língua pois que foi através da grega que se traduziu para a nossa a Escritura. Não é de crer, dizem eles, que os Setenta Intérpretes, que deram todos ao mesmo tempo a mesma tradução, se tenham podido enganar ou mesmo que eles tenham querido mentir sem qualquer interesse. Mas os Judeus, por inveja de terem passado para nós a Lei e os Profetas naquela tradução, é que alteraram alguns pontos nos seus códices para diminuírem a autoridade dos nossos. Cada um aceite com o julgar esta opinião ou hipótese. Todavia, o que é certo é que Matusalém não viveu depois do Dilúvio, mas morreu no mesmo ano, se é exacto o que se encontra nos códices hebreus acerca do número de anos.

No seu lugar direi o que me parece acerca dos Setenta Intérpretes, quando chegarmos, com a ajuda de Deus, a essas épocas que devemos mencionar conforme o exige o plano desta obra. Para a presente questão basta saber que, segundo os dois textos, os homens desses tempos tinham tão longas vidas que durante a vida de um só dos dois, que sozinhos tinha a Terra então, poderia o primeiro dos pais que nasceu multiplicar o género humano a ponto de fundar um a cidade.


(cont)


(Revisão da versão portuguesa por ama)

¿Cómo puedo saber si una cosa es del Espíritu Santo o del espíritu del diablo?»: responde el Papa

El Papa Francisco celebró este lunes como es habitual la Eucaristía en la Casa Santa Marta y centró su homilía en el discernimiento para saber qué cosas vienen de Dios y cuáles del demonio.

De este modo, el Santo Padre indicó que “el Espíritu es el don de Dios, de este Dios, Padre nuestro, que siempre nos sorprende. El Dios de las sorpresas”, afirmó. “Es un Dios vivo, un Dios que vive en nosotros, que mueve nuestro corazón, un Dios que está en la Iglesia y camina con nosotros y en este camino nos sorprende siempre”.

Francisco añadió que “ha tenido la creatividad de crear el mundo, de crear cosas nuevas todos los días. El Dios que nos sorprende”. Y explicó cómo los discípulos se enfadaron cuando supieron que “también los paganos habían acogido la palabra de Dios”.

El peligro de cerrarse al Espíritu Santo

El Papa recordó que “siempre, desde tiempo de los profetas hasta hoy, existe el pecado de resistir al Espíritu Santo: la resistencia al Espíritu”. “Lo que el Señor quiere es que haya otros pueblos, que no pertenecen, pero que sean un solo rebaño y un solo pastor”. Y cuando los paganos se convertían al cristianismo, “eran considerados creyentes de segunda clase”.

“El cerrarse, la resistencia al Espíritu Santo, esa frase que cierra siempre, que te detiene: ‘Siempre ha sido así’. Y esto mata. Esto mata la libertad, mata la alegría, mata la fidelidad al Espíritu Santo que siempre actúa adelante, llevando adelante la Iglesia”.

El don del discernimiento

“¿Pero cómo puedo saber si una cosa es del Espíritu Santo o del mundo, del espíritu del mundo o del espíritu del diablo?”, se preguntó. “Pedir la gracia del discernimiento. El instrumento que el mismo Espíritu nos da es el discernimiento. Discernir, en cada caso, como se debe hacer. Y eso que han hecho los apóstoles: si están reunidos, han hablado y han visto que ese era el camino del Espíritu Santo. Pero aquellos que no tenían este don o no habían orado para pedirlo, se han quedado fuera y parados”.

El Papa aseguró que los cristianos deben “saber discernir, discernir una cosa de la otra, discernir cuál es la novedad, el vino nuevo que viene de Dios, cuál es la novedad que viene del espíritu del mundo y cuál es la novedad que viene del diablo”.

"Las verdades de la fe van adelante"
“La fe no cambia nunca. La fe es la misma, pero está en movimiento, crece”, aseguró, tal y como recoge Aciprensa.

Francisco afirmó también que “las verdades de la Iglesia van adelante, se consolidan con los años, se desarrollan con el tiempo, se profundizan en ellas con la edad, para que sean más fuertes con el tiempo, con los años”.


REL

Fátima: Centenário - Poemas


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

POEMAS




MÃE CASTISSIMA

Um dia a voz de Deus se ouviu no Empíreo:
«Colhei a flor mais bela do jardim,
levai-a à terra e nela, como um círio,
do mundo brilhará até ao fim.»

Então um Anjo foi buscar um lírio
que cioso guardava um Serafim,
levando-o logo às almas que em delírio,
queriam ter a alvura do marfim.

Essa flor era a flor da CASTIDADE
que libertou a pobre humanidade
dum suicídio tão certo como atroz.

E a fonte que alimenta a flor de encanto
é de Maria o peito sacrossanto…
Ó MÃE CASTÍSSIMA, rogai por nós!

Visconde de Montelo, Paráfrase da Ladainha Lauretana, 1956 [i]




[i] Cónego Manuel Nunes Formigão
1883 - Manuel Nunes Formigão nasce em Tomar, a 1 de Janeiro. 1908 - É ordenado presbítero a 4 de Abril em Roma. 1909 - É laureado em Teologia e Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma. 1909 - No Santuário de Lourdes, compromete-se a divulgar a devoção mariana em Portugal. 1917 - Nossa Senhora aceita o seu compromisso e ele entrega-se à causa de Fátima. 1917 / 1919 - Interroga, acompanha e apoia com carinho os Pastorinhos. - Jacinta deixa-lhe uma mensagem de Nossa senhora, ao morrer. 1921 - Escreve o livro: "Os Episódios Maravilhosos de Fátima". 1922 - Integra a comissão do processo canónico de investigação às aparições. 1922 - Colabora e põe de pé o periódico "Voz de Fátima". 1924 - A sua experiência de servita de Nossa Senhora em Lurdes, leva-o a implementar idêntica actividade em Fátima. 1928 - Escreve a obra mais importante: "As Grandes Maravilhas de Fátima". 1928 - Assiste à primeira profissão religiosa da Irmã Lúcia, em Tuy. Ela comunica-lhe a devoção dos primeiros sábados e pede-lhe que a divulgue. 1930 - Escreve "Fátima, o Paraíso na Terra". 1931 - Escreve "A Pérola de Portugal". 1936 - Escreve " Fé e Pátria". 1937 - Funda a revista "Stella". 1940 - Funda o jornal "Mensageiro de Bragança". 1943 - Funda o Almanaque de Nossa Senhora de Fátima. 1954 – Muda-se para Fátima a pedido do bispo de Leiria-Fátima 1956 - Escreve sonetos compilados na "Ladainha Lauretana". 1958 – Morre em Fátima. 06/01/1926 - Funda a congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima. 11/04/1949 – A congregação por ele fundada é reconhecida por direito diocesano. 22/08/1949 – Primeiras profissões canónicas das Religiosas. 16/11/2000 - A Conferência Episcopal Portuguesa concede a anuência por unanimidade, para a introdução da causa de beatificação e canonização deste apóstolo de Fátima. 15/09/2001 - Festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira da congregação - É oficialmente aberto o processo de canonização do padre Formigão. 16/04/2005 – É oficialmente encerrado e lacrado o processso de canonização do padre Formigão.
Fátima, 28 Jan 2017 (Ecclesia) – Decorreu hoje a cerimónia de trasladação dos restos mortais do padre Manuel Nunes Formigão, conhecido como 'o apóstolo de Fátima, do cemitério local para um mausoléu construído na Casa de Nossa Senhora das Dores.
A celebração de trasladação deste sacerdote e servo de Deus começou com uma concentração, rua Francisco Marto, 203, com centenas de pessoas, seguida de saída para o cemitério da Freguesia de Fátima.
Na eucaristia inserida neste evento, na Basílica da Santíssima Trindade, do Santuário de Fátima, D. António Marto destacou uma figura que "se rendeu ao mistério e à revelação do amor de Deus, da beleza da sua santidade tal como brilhou aos pastorinhos de Fátima".
O bispo de Leiria-Fátima recordou ainda o padre Manuel Formigão como alguém que "captou de uma maneira admirável para o seu tempo, a dimensão reparadora da vivência da fé tão sublinhada na mensagem de Fátima".

Nota de AMA:
Este livro de Sonetos foi por sua expressa vontade, depois da sua morte, devidamente autografado, entregue a meu Pai. Guardo o exemplar como autêntica relíquia.

Bento XVI – Pensamentos espirituais 149

152. Enraizar-se na Palavra

O segredo para vencer as provações e as tentações da vida está na escuta da Palavra de verdade e na rejeição decidida da mentira e do mal.

Urge, portanto, ouvir de novo o Evangelho, palavra de verdade, para que se reforce em cada cristão a consciência da verdade que lhe foi dada e assim a viva e se torne sua testemunha.

A Quaresma a isso nos estimula.

Audiência geral, (l.Mar.06)

(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Porque os sofrimentos reparam as ofensas cometidas?

Respondo:

Em qualquer pecado há una dupla maldade:

O homem afasta-se de Deus. E isto repara-se com obras que agradem ao Senhor; por exemplo, acções apostólicas, o oferecimento do trabalho, de esforços, etc.
O homem segue uns gostos próprios. E isto corrige-se mortificando as apetências propiás mediante desgostos.


Além disso, o caminho de reparação ficou marcado por nosso Senhor Jesu Cristo que morreu na Cruz para redimir os nossos pecados.

É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro

‘É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade’, dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)

Onde quer que nos encontremos, esta é a exortação do Senhor: vigiai! Em face deste apelo de Deus, alimentemos nas nossas consciências os desejos esperançosos de santidade, com obras. Dá-me, meu filho, o teu coração, sugere-nos o senhor ao ouvido. Deixa-te de construir castelos com a fantasia, decide-te a abrir a tua alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor acharás o fundamento real para a tua esperança e para fazer o bem aos outros. Quando não lutamos connosco mesmos, quando não rechaçamos terminantemente os inimigos que estão dentro da cidadela interior – o orgulho, a inveja, a concupiscência da carne e dos olhos, a auto-suficiência, a tresloucada avidez da libertinagem – quando não existe essa peleja interior, os mais nobres ideais definham como a flor do feno; ao romper o sol ardente, a erva seca, a flor cai e acaba a sua vistosa formosura. Depois, pela menor fenda brotarão o desalento e a tristeza, como plantas daninhas e invasoras.

Jesus não se conforma com um assentimento titubeante. Pretende, tem direito a que caminhemos com inteireza, sem concessões às dificuldades. Exige passos firmes concretos; pois, de ordinário, os propósitos gerais servem para pouco. Os propósitos pouco delineados parecem-me entusiasmos falazes que intentam calar as chamadas divinas percebidas pelo coração; fogos-fátuos, que não queimam nem dão calor e que desaparecem com a mesma fugacidade com que surgiram.


Por isso, convencer-me-ei de que as tuas intenções de alcançar a meta são sinceras, se te vir caminhar com determinação. Faz o bem, revendo as tuas atitudes habituais quanto à ocupação de cada instante; pratica a justiça, precisamente nos ambientes que frequentas, ainda que a fadiga te vença; fomenta a felicidade dos que te rodeiam, servindo os outros com alegria no lugar do teu trabalho, com esforço para o acabar com a maior perfeição possível, com a tua compreensão, com o teu sorriso, com a tua atitude cristã. E tudo por Deus, com o pensamento na sua glória, com o olhar no alto, anelando a Pátria definitiva, pois só esse fim vale a pena. (Amigos de Deus, 211)

Doutrina – 328

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»
«JESUS CRISTO FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, E NASCEU DA VIRGEM MARIA»

107. Quem é convidado para o Reino de Deus, anunciado e realizado por Jesus?

Jesus convida todos os homens a tomar parte no Reino de Deus. Mesmo o pior pecador é chamado a converter-se e a aceitar a infinita misericórdia do Pai.
O Reino pertence, já aqui sobre a terra, àqueles que o acolhem com coração humilde.

É a eles que são revelados os seus Mistérios.

Pequena agenda do cristão



SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?