10/05/2017

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRO XIII

CAPÍTULO XVIII

Dizem os filósofos que os corpos terrestres não podem estar entre os celestes porque o seu peso natural os conduz à Terra.

Mas, dizem eles, pelo seu peso natural os corpos terrestres têm necessariamente de se manter na Terra ou a ela voltar; no Céu é que não podem estar. Os primeiros homens, é certo, viviam num a terra, coberta de bosques e de árvores de fruto, que recebeu o nome de Paraíso. Mas, como também a isto é preciso responder, quer por causa do corpo com que Cristo subiu ao Céu, quer por causa do que os santos terão na ressurreição — examinemos com um pouco mais de atenção a natureza desses pesos terrestres.

Com efeito, se a arte humana por certos processos faz boiar vasos feitos de metais que, se fossem postos na água, logo se afundariam — não será muito mais crível e muito mais eficaz o processo secreto de agir de Deus por cuja vontade omnipotente, diz Platão, pode não morrer o que nasceu, pode não se dissociar o que está unido? Todavia, não será a união do incorpóreo e do corpóreo muito mais admirável do que a união de qualquer corpo seja com que corpo for? Será que Deus não poderá conceder as massas terrestres que não caiam sob a pressão do seu peso e às almas perfeitamente felizes que coloquem onde quiserem e movam como quiserem, sem a menor dificuldade, o seu próprio corpo, terrestre, sem dúvida, mas doravante incorruptível? Quando os anjos tomam, onde lhes apraz, quaisquer animais terrestres e os colocam onde lhes apraz — teremos que pensar que eles não o fazem sem esforço ou que lhes sentem o peso? Porque não havemos então de acreditar que os espíritos dos santos, tornados felizes e perfeitos, são capazes, mercê de um dom divino, de transportar os seus corpos para onde quiserem e de os deter sem a menor dificuldade? De facto, os corpos terrestres, como normalmente sentimos quando transportamos fardos, quanto mais volumosos tanto mais pesados são; e o peso de muitos deles oprime-nos mais que o peso de poucos. Todavia, a alma transporta com mais facilidade os membros robustos da sua carne, quando gozam de boa saúde, do que os emagrecidos pela doença. Para o que transporta outro, é mais pesado o corpo são e vigoroso do que o fraco e enfermo, e para mover e transportar o seu próprio corpo, é-se mais ágil quando a boa saúde lhe dá mais volume do que quando se está extenuado pela peste ou pela fome. Não é o peso da quantidade, mas o equilí­brio do seu estado o que confere tal poder aos corpos terrestres, mesmo que sejam ainda corruptíveis e mortais. E quem será capaz de explicar com palavras a distância que separa aquilo a que chamamos saúde presente da imortalidade futura?

Não venham os filósofos argumentar com o peso dos corpos contra a nossa fé. Eu nem quero indagar porque é que eles rejeitam a possibilidade de um corpo terrestre estar no Céu, quando toda a Terra está suspensa no nada. Talvez se encontre um argumento mais ou menos verosí­mil recorrendo a esse centro do Mundo para o qual convergem todos os corpos pesados. Mas, pergunto eu, 
se os deuses menores, a quem Platão encarregou de fazerem, além dos outros animais terrestres, também o homem, puderam, com o ele diz, tirar ao fogo a qualidade de queimar, deixando-lhe a de brilhar que pode ser emitida pelos olhos, [i]

se Platão atribui à vontade e ao poder de Deus  Supremo que os nascidos não morram e que coisas tão diversas e dissemelhantes como são as corpóreas e as incorpóreas, unidas entre si, se não possam separar,

— porque havemos de ter dúvidas em reconhecer ao Deus Supremo o poder de subtrair à corrupção a carne do homem a quem confere a imortalidade, o poder de lhe conservar a sua natureza com a harmonia dos seus traços e dos seus membros e o poder de lhe tirar o estorvo do seu peso?

Mas da fé na ressurreição dos mortos e dos seus corpos imortais tratarei com mais cuidado, se Deus quiser, no fim desta obra.

CAPÍTULO XIX

Contra a doutrina dos que não crêem que os primeiros homens seriam imortais, caso não tivessem pecado, e afirmam a eternidade das almas separadas dos corpos.

Tratem os agora, conforme planeámos, dos corpos dos primeiros homens. A morte que não é boa senão para os bons, mas de todos é conhecida e não apenas de uns poucos inteligentes e crentes, e que consiste na separação da alma e do corpo em virtude da qual o corpo do ser animado que, como é evidente, vivia, com o é também evidente, morre — a morte podia ter sido poupada aos homens se eles pelo pecado a não tivessem merecido. Não é lícito duvidar de que as almas dos defuntos justos e piedosos vivem em descanso; seria, porém, preferível para eles viverem com seus corpos sãos. Até mesmo os que sustentam que a maior felicidade consiste em se viver sem corpo, são desta opinião, assim se contradizendo a si pró­prios. De facto, nenhum deles se atreveria a pôr acima dos deuses imortais homens sábios mas já mortos ou a morrer, isto é, privados dos seus corpos ou prestes a deixá-los; todavia, foi a esses deuses que, segundo Platão, o Deus Supremo prometeu, com o sendo o grande privilégio, uma vida indissolúvel, isto é, a eterna companhia dos seus corpos. Conforme entende o mesmo Platão, é para os homens um bem supremo (se tiverem passado esta vida piedosamente e como justos) o serem admitidos, após a separação 0s seus corpos, no seio dos próprios deuses que nunca deixarão os seus corpos, — mas de tal maneira que, como diz Vergílio, inspirando-se em Platão:

Olvidados do passado podem contemplar de novo a abóbada celeste. E de novo começam a desejar o regresso aos corpos.[ii]

(Efectivamente, Platão pensa que as almas dos mortais não podem ficar sempre nos seus corpos, mas são deles separadas necessariamente pela morte; mas também não podem viver sempre sem os corpos. Sem cessar os homens passam alternativamente da vida à morte e da morte à vida). Mas os sábios têm uma sorte diferente da dos outros homens: são transportados ao Céu após a morte para aí descansarem durante algum tempo, cada um no astro que lhe convém; depois, esquecidos das suas misérias passadas e vencidos pelo desejo de terem um corpo, voltam aos trabalhos e aos sofrimentos dos mortais. Quanto aos que levaram uma vida insensata, esses voltam imediatamente a corpos de homens ou de animais, conforme os seus méritos.

A condição tão dura submeteu Platão até as almas boas e sábias, às quais não foram atribuídos corpos com que tivessem que viver sempre na imortalidade, de maneira que não podem permanecer nos corpos nem viver sem eles em eterna pureza. Como referimos nos livros anteriores, Porfírio, já nos tempos cristãos, envergonhou-se desta doutrina platónica. Não só excluiu das almas humanas os corpos dos irracionais, mas também quis libertar dos vínculos corpóreos as almas dos sábios, de maneira que, «fugindo de todo o corpo», sejam retidas junto do Pai numa felicidade sem fim. Para que não parecesse que eravencido por Cristo, que promete aos santos um a vida perpétua, também ele colocou em eterna felicidade as almas purificadas sem qualquer regresso às antigas misérias; mas, para com bater a Cristo, negou a ressurreição de corpos incorruptíveis e sustentou que as almas viveriam eternamente sem corpos terrestres, mesmo sem qualquer corpo.

Mas esta opinião, valha o que valer, não o levou a proibir pelo menos que se prestasse culto religioso aos deuses corporais. Porque procedeu assim senão porque não considerou as almas, embora já desligados do corpo, como superiores aos deuses? Se, portanto, estes filósofos não ousam — julgo que jamais o ousarão — preferir as almas humanas aos deuses bem-aventurados, mas dotados de corpos eternos, porque considerarão eles absurda a nossa fé cristã que ensina que 
não só os primeiros homens, criados para não serem separados dos seus corpos pela morte, se não pecassem, deveriam, em recompensa da sua obediência, ser dotados de imortalidade de maneira a viverem eternam ente nos seus corpos, mas também que os santos hão-de ter na ressurreição os mesmos corpos com que aqui penaram, de modo que à sua carne não pode sobrevir corrupção ou dificuldade alguma, nem dor ou desventura alguma pode acontecer à sua felicidade?


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] A teoria de que o olho emitia um raio luminoso era admitida não só por Santo Agostinho, mas também por muitos contemporâneos seus.
[ii] Vergílio, Eneida, VI, 750-751.

Doutrina – 295

Doutrina
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

A queda

74. O que é a queda dos anjos?

Com esta expressão indica-se que Satanás e os outros demónios de que falam a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, de anjos criados bons por Deus, se transformaram em maus, porque, mediante uma opção livre e irrevogável, recusaram Deus e o seu Reino, dando assim origem ao inferno.

Procuram associar o homem à sua rebelião contra Deus; mas Deus afirma em Cristo a Sua vitória segura sobre o Maligno.

Epístolas de São Paulo – 71

1ª Carta aos Tessalonicenses - cap 4

II. PRÁTICA CRISTÃ (4,1-5,24)

Santidade e caridade

- 1Quanto ao resto, irmãos, pedimos-vos e exortamos-vos no Senhor Jesus Cristo, a fim de que, tendo aprendido de nós o modo como se deve caminhar e agradar a Deus - e já o fazeis - assim progridais sempre mais. 2Conheceis bem que preceitos vos demos da parte do Senhor Jesus. 3Esta é, na verdade, a vontade de Deus: a vossa santificação; que vos afasteis da devassidão, 4que cada um de vós saiba possuir o seu corpo em santidade e honra, 5sem se deixar levar pelo desejo da paixão como os pagãos que não conhecem Deus. 6Que ninguém, nesta matéria, defraude e se aproveite do seu irmão, porque o Senhor vinga tudo isto, como já vos dissemos e testemunhámos. 7Com efeito, Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. 8Pois quem despreza estes preceitos não despreza um homem, mas o próprio Deus, que vos dá o seu Espírito Santo. 9A respeito do amor fraterno não precisais que se vos escreva, pois vós próprios fostes ensinados por Deus a amar-vos uns aos outros; 10aliás, vós já o fazeis com todos os irmãos da Macedónia. Exortamos-vos, irmãos, a progredir sempre mais, 11a ter como ponto de honra viver em paz, a ocupar-vos das próprias actividades, a trabalhar com as vossas mãos, como vos recomendámos, 12de modo que vos comporteis honestamente perante os de fora e não preciseis de ninguém.

Vinda do Senhor e destino dos mortos (1 Cor 15)


- 13Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos que faleceram, para não andardes tristes como os outros, que não têm esperança. 14De facto, se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus reunirá com Jesus os que em Jesus adormeceram. 15Eis o que vos dizemos, baseando-nos numa palavra do Senhor: nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que faleceram; 16pois o próprio Senhor, à ordem dada, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, descerá do Céu, e os mortos em Cristo ressurgirão primeiro. 17Em seguida nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.

Pequena agenda do cristão


Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







09/05/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Mirusa



Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.






Maria, Rainha dos Apóstolos


Que lição tão extraordinária cada um dos ensinamentos do Novo Testamento! Depois de o Mestre lhes dizer, enquanto ascende para a dextra de Deus Pai, "ide e pregai a todas as gentes", os discípulos ficaram em paz. Mas ainda têm dúvidas: não sabem o que hão-de fazer; e reúnem-se com Maria, Rainha dos Apóstolos, para se converterem em zelosos pregoeiros da Verdade que há-de salvar o mundo. (Sulco, 232)

Se olharmos para a nossa vida com humildade, veremos claramente que o Senhor nos concedeu talentos e qualidades, além da graça da fé. Nenhum de nós é um ser repetido. O Nosso Pai criou-nos um a um, repartindo entre os seus filhos diverso número de bens. Pois temos de pôr esses talentos, essas qualidades, ao serviço de todos; temos de utilizar esses dons de Deus como instrumentos para ajudar os homens a descobrirem Cristo.


(…) É missão dos filhos de Deus conseguir que todos os homens entrem – com liberdade – dentro da rede divina, para que se amem. Se somos cristãos, temos de converter-nos nos pescadores de que fala o profeta Jeremias. Jesus Cristo também utilizou repetidamente essa metáfora: "Segui-me e Eu vos farei pescadores de homens", diz a Pedro e a André. (Amigos de Deus, 258–259)

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 10, 22-30

22 Em Jerusalém celebrava-se, então, a festa da Dedicação do templo. Era Inverno. 23 Jesus passeava pelo templo, debaixo do pórtico de Salomão. 24 Rodearam-no, então, os judeus e começaram a perguntar-lhe: «Até quando nos deixarás na incerteza? Se és o Messias, di-lo claramente.» 25 Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não credes. As obras que Eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho a meu favor; 26 mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me. 28 Dou-lhes a vida eterna, e nem elas hão-de perecer jamais, nem ninguém as arrancará da minha mão. 29 O que o meu Pai me deu vale mais que tudo e ninguém o pode arrancar da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos Um.»

Comentário:

Com que alegria lemos estas palavras de Jesus Cristo:

«Eu dou-lhes a vida eterna; elas jamais hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão»

Que ventura extraordinária pertencer ao rebanho do Salvador!

Quem mais nos poderia garantir tal futuro?

Evidentemente que depende de cada um fazer o que lhe compete e que, em suma, é seguir o Pastor Divino, escutar a Sua voz e fazer como Ele manda.

Se houver sacrifício - e quase sempre há - renúncia e escolha aí estará Ele para nos ajudar nessas dificuldades e - tenhamos sempre presente - o prémio que nos tem reservado merece bem todo o esforço, luta e empenho que pusermos da nossa parte.


(ama, comentário sobre Jo 10, 22-30, 2016.04.19)





Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRO XIII

CAPÍTULO XVI

Filósofos há que não consideram como uma pena a separação da alma e do corpo — ao passo que Platão apresenta o Deus Supremo a prometer aos deuses inferiores que não sairão dos seus corpos.

Mas os filósofos, contra cujas calúnias defendemos a Cidade de Deus, isto é, a sua Igreja, julgam-se sábios quando mofam de nós por dizermos que se deve considerar a separação da alma e do corpo com o um castigo. No seu entender a alma só, efectivamente, atinge a perfeiçãoda beatitude quando se despoja totalmente do corpo para regressar simples, só e, por assim dizer, nua, a Deus. Se não encontrasse nos seus livros com que refutar esta opinião, teria que dissertar com muito mais trabalho para mostrar que não é o corpo em si que constitui um a carga para a alma, mas sim o corpo corruptível. Daí esta frase das nossas Escrituras lembrada no livro precedente:

O corpo corruptível entorpece a alma.[i]

Ao acrescentarem corruptível (corruptibile) assinalam que não é qualquer corpo que se tornou um fardo para a alma, mas o corpo que tal se tom a em castigo do pecado. Mesmo que não o tivessem acrescentado, não poderíamos entendê-lo de modo diferente.

Mas Platão declara abertamente que os Deuses feitos pelo Deus Supremo têm corpos imortais e a este mesmo Deus, por quem foram feitos, mostra-o ele a prometer-lhes, com o um grande favor, a conservação eterna dos seus corpos sem deles se separarem por qualquer tipo de morte. Porque é então que eles, para perturbarem a fé cristã, fingem ignorar o que sabem — ou, lutando entre si, preferem falar contra si próprios contanto que não deixem de nos contradizer? Eis as palavras que Platão, como Cícero as traduziu para latim, põe na boca do Deus Supremo, dirigindo-se aos deuses que criou:

Vós que sois da raça dos deuses, reparai de que obras sou o autor e Pai! São indestrutíveis porque eu quero, apesar de ser perecível tudo o que é composto. Mas é impróprio do bem dissolver o que a razão uniu. M as uma vez que nascestes, não podeis, na realidade, ser imortais nem indissolúveis. Todavia, jamais sereis destruídos, jamais a fatalidade da morte vos suprimirá, porque não há fatalidade que se sobreponha à minha vontade que é para a vossa perpetuidade, um laço mais forte do que os destinos que desde o vosso nascimento vos formaram.

Aqui temos Platão a afirmar que os deuses são mortais pela união da alma e do corpo, mas imortais por vontade e desígnio do Deus que os criou. Se é, pois, um castigo para a alma estar aprisionada num corpo, seja ele qual for, porque é que Deus lhes fala com o que a seres inquietos com uma possível morte, isto é , com uma separação dos seus corpos e os sossega assegurando-lhes a imortalidade __ e isto, não por exigência da sua natureza composta e não simples, mas devido à sua invencível vontade, capaz de fazer com que morram os nascidos, com que se não separem os que estão unidos, mas antes se mantenhamincorruptíveis?

Se, na realidade, Platão também aplica isto aos astros __é outra questão. Não deve, em todo o caso, admitir-se, sem mais nem mais, que esses globos luminosos, essas esferas que de dia e de noite espargem sobre a terra uma luz corporal, sejam seres vivos e que cada um possua a sua alma intelectual e bem-aventurada — o que ele também afirma muitas vezes de todo o Universo, que seria como que um imenso ser vivo que contém todos os seres vivos. Mas isso, como disse, é uma outra questão que, por ora, não pretendo discutir. Apenas achei por bem citar esta passagem contra os que se apelidam e vangloriam de serem platónicos, mas que, por orgulho, têm vergonha do nome cristão, porque receiam que um título partilhado com o vulgo desonre o escol, tanto mais inchado quanto mais raro, dos que usam o pallium. Procurando na doutrina cristã alguma coisa que possam criticar, atacam a eternidade dos corpos com o se fosse contraditório entre si conseguir a beatitude da alma e pretender que esta esteja sempre no corpo, ligada como que um laço de dor. Todavia, Platão, seu fundador e seu mestre, menciona este dom concedido pelo Deus Supremo aos deuses que criou — o de jamais morrerem, isto é, de jamais serem separados dos corpos a que ele os uniu.

CAPÍTULO XVII

Contra os que afirmam não ser possível que os corpos terrestres se tom em incorruptíveis e eternos.

Pretendem estes ainda que os corpos terrestres não podem ser eternos, embora não duvidem de que a Terra inteira é o membro central e eterno de um dos seus deuses __ não o Deus Supremo, mas de um grande deus que mais não é que todo este Mundo. Efectivamente, o Deus Supremo fez-lhes o que eles julgam ser um segundo deus,
isto é, o Mundo, que lhes parece deve ser preferido aos demais deuses, seus inferiores — Mundo este que consideram como um ser animado com alma racional ou intelectual, como eles asseguram, encerrada na mole imensa do seu corpo, e que pretendem seja composto dos quatro elementos dispostos e repartidos nos seus lugares próprios como membros do seu corpo. E para evitarem que morra um tão grande deus, pretendem ainda que a união destes membros seja indissolúvel e eterna. Portanto, se a Terra, como membro central de um ser vivo maior, é eterna, porque é que os corpos dos outros seres terrestres não hão-de ser eternos, se Deus assim quiser?

Mas é à Terra, respondem eles, que deve voltar a terra de que os animais terrestres tiraram o seu corpo. É necessário, acrescentam eles, que esses corpos se dissolvam e morram para voltarem assim à Terra imutável e eterna e que foram formados. Se alguém dissesse o mesmo do fogo pretendendo que é preciso restituir ao fogo universal os corpos que dele saíram para se tornarem seres vivos estes, não ruiria, digamos que devido à violência desta discussão, a imortalidade prometida a tais deuses por Platão no discurso que atribui ao Deus Supremo? Se assim não acontece, será porque o não quer Deus, cuja vontade,
com o diz Platão, nenhum a força pode vencer? Mas então porque é que Deus não há-de poder proceder da mesma forma a respeito dos corpos terrestres já que, segundo Platão, Ele pode fazer com que não morra o que nasceu, com que se não dissolva o que está unido, com que a eles não volte o que dos elementos foi tirado, com que as almas estabelecidas nos corpos jamais abandonem os corpos e gozem com os corpos da imortalidade e da beatitude eterna? Porque é que não há-de poder fazer com que os próprios corpos terrestres não morram? Será que o poder de Deus não vai até onde crêem os cristãos, mas apenas até onde o permitem os platónicos? Não há dúvida, é bem certo, os filósofos foram capazes de conhecer os desígnios e o poder de Deus, mas os profetas, esses não! Bem ao contrário: — os profetas de Deus é que foram instruídos pelo Espírito de Deus para anunciarem a sua vontade quando lhe aprouve, ao passo que os filósofos, para o conhecerem, mais não têm que enganosas conjecturas humanas.

Não deviam deixar-se enganar, mais por contumácia do que por ignorância, a ponto de se contradizerem abertamente, ao sustentarem, com grande reforço de argumentos,

por um lado, que a alma, para se tornar bem-aventurada, deve evitar o corpo terrestre e mesmo qualquer corpo,

por outro lado, que os deuses têm almas felicíssimas,

embora eternam ente unidas a corpos: as dos deuses celestes, unidas a corpos de fogo; a do próprio Júpiter, que, para eles, é o Mundo, unida a todos- os elementos puramente corporais cuja mole, toda ela, se eleva da Terra ao Céu. Julga Platão que esta alma irradia desde a mais íntima parte central da Terra, a que os Geómetras chamam centron, e, seguindo os ritmos musicais, se estende em todas as direcções até aos mais altos confins do Céu. E assim este Mundo seria um ser animado, imenso, bem-aventurado, eterno; a sua alma possuiria a felicidade perfeita da sabedoria, sem abandonar o seu próprio corpo, este embora não simples, mas formado de corpos tão numerosos e tão grandes, viveria dela eternamente, sem poder debilitá-la ou entorpecê-la.

Mas então, se eles permitem tais conjecturas, porque é que se recusam a admitir que a vontade e o poder divinos podem tornar imortais os corpos terrestres onde as almas, sem deles se separarem pela morte nem entorpecerem pelo peso, vivam eterna e felizmente? E porque é que atribuem isso aos deuses, vivos em corpos ígneos, e ao próprio Júpiter, rei deles, vivo em todos os elementos corpóreos? Se a alma para ser feliz tem que fugir de todo o corpo — então que os seus deuses fujam dos globos dos astros, que Júpiter fuja do Céu e da Terra; ou, se eles para isso não têm poderes, então que os considerem uns desgraçados! Mas não querem nem uma coisa nem outra; não se atrevem nem a conceder aos seus deuses a separação dos corpos, para que não pareça que adoram seres mortais, nem a privar esses deuses da sua beatitude, para não terem que confessar que tais deuses são infelizes. Não é, portanto, necessário fugir de todos os corpos para se obter a beatitude, mas fugir apenas dos corpos corruptíveis, molestos, gravosos e mortais; não é necessário fugir daqueles bons como os que a bondade de Deus modelou para os primeiros homens, mas apenas fugir daqueles corruptíveis, molestos, gravosos e mortais como os que assim se tom aram em castigo do pecado.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Sab .Salomão, IX, 15.

Reflectindo 249

Ter tempo

Todos temos, mais ou menos, uma relação algo difícil com o tempo.
Quase sempre não temos tempo e, consequentemente, não fazemos ou adiamos.

Muitas vezes descobrimos que, afinal, tínhamos tempo, aliás, sobrou tempo mais que suficiente para o que convinha ou nos foi solicitado fazer.

Mas o nosso problema com o tempo não se resume ao que atrás disse, mas, também, a outra coisa talvez mais grave:

Perdemos tempo! 

Não temos esse direito nem prerrogativa porque o tempo não nos pertence, não podemos dispor dele adrede, mas usá-lo convenientemente.

O tempo perdido não se recupera, perdeu-se para sempre, não tem solução.

O tempo não é muito nem é pouco, é o que cada um dispõe, por isso mesmo é grave fazer perder tempo aos outros.



(ama, reflexões, 23.11.2016)

Temas para meditar - 707


Mãe de Deus


Dá-se conta da desproporção entre o que vai ser - Mãe de Deus - e o que é - uma mulher -. 

Não obstante, Deus o quer e nada é impossível para Ele, e por isto ninguém é capaz de por dificuldades ao desígnio divino. 

Daí que, juntando-se em Maria a humildade e a obediência, pronunciará o sim ao chamamento de Deus com essa resposta perfeita:


«Eis a escrava do Senhor, seja-me feito segundo a Tua palavra». 


Uma vez conhecido o desígnio divino, Nossa Senhora entrega-se à Vontade de Deus com obediência pronta e sem reservas.


Bíblia Sagrada Fac. Teol. Univ. Navarra Coment. Lc 13, 8

Doutrina – 294

Doutrina
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

A queda

73. Como se compreende a realidade do pecado?

O pecado está presente na história do homem.

Tal realidade só se esclarece plenamente à luz da Revelação divina, e sobretudo à luz de Cristo Salvador universal, que fez superabundar a graça onde abundou o pecado.

Epístolas de São Paulo – 70

1ª Carta aos Tessalonicenses - cap 3

1Por isso, não podendo resistir mais, aceitámos que nos deixassem sós em Atenas, 2e enviámos Timóteo, nosso irmão e colaborador de Deus no Evangelho de Cristo, para vos confirmar e encorajar na vossa fé, 3para que ninguém se desencaminhe no meio destas tribulações. Vós bem sabeis que a tal estamos destinados. 4Quando estávamos entre vós, já então vos prevenimos que teríamos de sofrer provações, e assim aconteceu, como sabeis. 5Por isso, não podendo esperar mais, mandei saber notícias da vossa fé, receando que o tentador vos tivesse tentado, tornando assim vão o nosso esforço. 6Agora que Timóteo voltou daí e nos trouxe boas notícias sobre a vossa fé e a vossa caridade, e porque conservais de nós uma grata recordação, desejando-nos ver tal como nós a vós, 7encontrámos reconforto em vós, irmãos, graças à vossa fé, no meio de todas as nossas angústias e tribulações. 8Agora sentimo-nos com mais vida, porque estais firmes no Senhor. 9Que acção de graças poderemos nós dar a Deus por toda a alegria que gozamos, devido a vós, diante do nosso Deus? 10Nós que, noite e dia, insistentemente, pedimos para rever o vosso rosto e completar o que falta à vossa fé?

Voto final


- 11Que o próprio Deus, nosso Pai, e Nosso Senhor Jesus nos encaminhem até vós. 12O Senhor vos faça crescer e superabundar de caridade uns para com os outros e para com todos, tal como nós para convosco; 13que Ele confirme os vossos corações irrepreensíveis na santidade diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de Nosso Senhor Jesus com todos os seus santos.

Pequena agenda do cristão




TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?