15/02/2016

Antigo testamento / Salmos

Salmo 105








1 Deem graças ao Senhor, proclamem o seu nome; divulguem os seus feitos entre as nações.
2 Cantem para ele e louvem-no; relatem todas as suas maravilhas.
3 Gloriem-se no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
4 Recorram ao Senhor e ao seu poder; busquem sempre a sua presença.
5 Lembrem-se das maravilhas que ele fez, dos seus prodígios e das sentenças de juízo que pronunciou, ó descendentes de Abraão, seu servo, ó filhos de Jacob, seus escolhidos.
6 Ele é o Senhor, o nosso Deus; seus decretos são para toda a terra.
7 Ele se lembra para sempre da sua aliança, por mil gerações, da palavra que ordenou, da aliança que fez com Abraão, do juramento que fez a Isaaque.
8 Ele o confirmou como decreto a Jacob, a Israel como aliança eterna, quando disse: "Darei a você a terra de Canaã, a herança que lhe pertence".
9 Quando ainda eram poucos, um punhado de peregrinos na terra, e vagueavam de nação em nação, de um reino a outro, ele não permitiu que ninguém os oprimisse, mas a favor deles repreendeu reis, dizendo: "Não toquem nos meus ungidos; não maltratem os meus profetas".
10 Ele mandou vir fome sobre a terra e destruiu todo o seu sustento; mas enviou um homem adiante deles, José, que foi vendido como escravo.
11 Machucaram-lhe os pés com correntes e com ferros prenderam-lhe o pescoço, até cumprir-se a sua predição e a palavra do Senhor confirmar o que dissera.
12 O rei mandou soltá-lo, o governante dos povos o libertou.
13 Ele o constituiu senhor de seu palácio e administrador de todos os seus bens, para instruir os seus oficiais como desejasse e ensinar a sabedoria às autoridades do rei.
14 Então Israel foi para o Egipto, Jacob viveu como estrangeiro na terra de Cam.
15 Deus fez proliferar o seu povo, tornou-o mais poderoso do que os seus adversários e mudou o coração deles para que odiassem o seu povo, para que tramassem contra os seus servos.
16 Então enviou seu servo Moisés, e Araão, a quem tinha escolhido, por meio dos quais realizou os seus sinais milagrosos e as suas maravilhas na terra de Cam.
17 Ele enviou trevas, e houve trevas, e eles não se rebelaram contra as suas palavras.
18 Ele transformou as águas deles em sangue, causando a morte dos seus peixes.
19 A terra deles ficou infestada de rãs, até mesmo os aposentos reais.
20 Ele ordenou, e enxames de moscas e piolhos invadiram o território deles.
21 Deu-lhes granizo, em vez de chuva, e raios flamejantes por toda a sua terra; arrasou as suas videiras e figueiras e destruiu as árvores do seu território.
22 Ordenou, e vieram enxames de gafanhotos, gafanhotos inumeráveis, e devoraram toda a vegetação daquela terra, e consumiram tudo o que a lavoura produziu.
23 Depois matou todos os primogénitos da terra deles, todas as primícias da sua virilidade.
24 Ele tirou de lá Israel, que saiu cheio de prata e ouro. Não havia em suas tribos quem fraquejasse.
25 Os egípcios alegraram-se quando eles saíram, pois estavam com verdadeiro pavor dos israelitas.
26 Ele estendeu uma nuvem para lhes dar sombra, e fogo para iluminar a noite.
27 Pediram, e ele enviou codornizes e saciou-os com pão do céu.
28 Ele fendeu a rocha, e jorrou água, que escorreu como um rio pelo deserto.
29 Pois ele se lembrou da santa promessa que fizera ao seu servo Abraão.
30 Fez o seu povo sair cheio de júbilo e os seus escolhidos com cânticos alegres.

31 Deu-lhes as terras das nações, e eles tomaram posse do fruto do trabalho de outros povos, para que obedecessem aos seus decretos e guardassem as suas leis. Aleluia!

Não tenhas pena de seres nada

Não te apoquentes por verem as tuas faltas. A ofensa a Deus e a desedificação que podes ocasionar, isso é que te deve doer. – De resto, que saibam como és e te desprezem. – Não tenhas pena de seres nada, porque assim Jesus tem que pôr tudo em ti. (Caminho, 596)

Escreve o evangelista S. João: ninguém jamais viu Deus; o Filho Unigénito que está no seio do Pai é que o deu a conhecer, comparecendo ante o olhar atónito dos homens: primeiro, como um recém-nascido, em Belém; depois, como um menino igual aos outros; mais tarde, no Templo, como um adolescente, inteligente e vivo; e, por fim, com aquela figura amável e atraente do Mestre que movia os corações das multidões que o acompanhavam entusiasmadas.

Bastam algumas provas do Amor de Deus que se encarna para que a sua generosidade nos toque a alma, nos incendeie, nos mova com suavidade a uma dor contrita pelo nosso comportamento, em tantas ocasiões mesquinho e egoísta. Jesus não tem inconveniente em rebaixar-se, para nos elevar da miséria à dignidade de filhos de Deus, de irmãos seus. Pelo contrário, tu e eu muitas vezes enchemo-nos nesciamente de orgulho pelos dons e talentos recebidos, até ao ponto de os converter em pedestal para nos impormos aos outros, como se o mérito de algumas acções, acabadas com relativa perfeição, dependesse exclusivamente de nós: Que possuis tu que não tenhas recebido de Deus? E se o recebeste, porque te glorias como se o não tivesses recebido?


Ao considerar a entrega de Deus e o seu aniquilamento – falo para que o meditemos, pensando cada um em si mesmo–, a vanglória, a presunção do soberbo revela-se um pecado horrendo, precisamente porque coloca a pessoa no extremo oposto ao modelo que Jesus nos assinalou com a sua conduta. Pensai nisto devagar: Ele humilhou-se, sendo Deus. O homem, cheio do seu próprio eu, pretende enaltecer-se a todo o custo, sem reconhecer que está feito de barro e barro de má qualidade. (Amigos de Deus, nn. 111–112)

Doutrina - 56

Eucaristia

…/13

3. A celebração litúrgica da Eucaristia

A Igreja, obediente ao mandato do Senhor, celebrou a seguir a Eucaristia em Jerusalém [i], em Tróade [ii] em Corinto [iii], e em todos os lugares onde haveria de chegar o cristianismo.

«Era sobretudo “no primeiro dia da semana”, isto é, no dia de domingo, dia da ressurreição de Jesus, que os cristãos se reuniam “para partir o pão” [iv].

Desde esses tempos até aos nossos dias, a celebração da Eucaristia perpetuou-se, de maneira que hoje a encontramos em toda a parte na Igreja com a mesma estrutura fundamental» [v].

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] cf. Act 2,42-48
[ii] cf. Act 20,7-11
[iii] cf. 1 Cor 10,14,21; 1 Cor 11, 20-34
[iv] Act 20, 7
[v] Catecismo, 1343

Reflectindo - 155

Coisas pequenas

A nossa vida é uma sucessão de pequenas coisas que vamos fazendo e vivendo.

É este caminho que nos leva às acções de maior vulto que de vez em quando se nos impõem.

É como a construção de uma casa que não se começa pelo telhado.

A tentação de desprezar ou não prestar devida atenção a essas pequenas coisas - por vezes de escassa importância ou relevo - é muito frequente porque precisamente Satanás sabe que cedemos mais facilmente no pequeno que no grande.

É tão insidioso e subtil que nos aparece mascarado do "não vale a pena", "faço depois... mais logo", "não vou perder tempo".
E quando se apresenta aquela tarefa a que temos de meter ombros encontramo-nos sem "material" para o que se nos  propõe fazer.

(cont)


(ama, Reflexões, 2015)

Pequena agenda do cristão


SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



14/02/2016

NUNC COEPI – Índice de publicações em Fev 14

nunc coepi – Índice de publicações em Fev 14

São Josemaria – Textos

Angelus (Bento XVII), Bens, Bento XVI, Pobreza, Riqueza


JMA – Quaresma

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 4 1-13, Leit. Espiritual - Ano Santo da Misericórdia

Doutrina – Eucaristia

AT - Salmos – 104


Agenda Domingo

Pequena agenda do cristão


DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé.

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Reflexões quaresmais

Quaresma de 2016 – 3ª Reflexão

Obrigado, Senhor, porque vens ao meu encontro, para me fazer reflectir, sobretudo para me guiar e mostrar sempre mais caminho.


Cheio da Tua infinita paciência, perguntas-me:
Porque não assumes as tuas fraquezas, as tuas culpas, mas pretendes sempre diluí-las com as atitudes dos outros? Afinal, fizeste isto ou aquilo, porque o outro é que te provocou e tu apenas reagiste! A culpa, para ti, nunca é só tua, já percebeste?


Baixo a cabeça!


É verdade, Senhor, tantas vezes tento justificar as minhas fraquezas, tantas vezes tento diluir as minhas culpas, com as atitudes de outros, tentando passar para eles a razão das minhas faltas.
É mais fácil assim, Senhor! Parece que a culpa não é tanta!
Mas ninguém me obriga a proceder erradamente! Só assim procedo porque me deixo levar pelas minhas fraquezas. A fraqueza e a culpa são só minhas, Senhor!


Por isso o meu terceiro pedido nesta Quaresma:
Perdoa-me, Senhor, e ajuda-me a reconhecer a minha fraqueza e a minha culpa.
Afinal, Tu deste a vida por mim, deste a vida por nós, sabendo que a culpa era minha, era nossa, e só nossa, pois em Ti não havia qualquer culpa.
Que o reconhecimento da culpa em mim, me faça reconhecer melhor o Teu infinito perdão.

joaquim mexia alves, Marinha Grande, 13 de Fevereiro de 2016

Evangelho, comentário, L. espiritual


Quaresma
Semana I

Evangelho: Lc 4, 1-13

1 Jesus, cheio do Espírito Santo, partiu do Jordão e foi conduzido pelo Espírito ao deserto, 2 onde esteve quarenta dias, e foi tentado pelo demónio. Não comeu nada nestes dias; passados eles, teve fome .3 Então o demónio disse-Lhe: «Se és filho de Deus, diz a esta pedra que se converta em pão».4 Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: “Nem só de pão vive o homem”». 5 O demónio conduziu-O então a um alto monte, mostrou-Lhe, num momento, todos os reinos da terra, 6 e disse-Lhe: «Dar-Te-ei o poder de tudo isto, e a glória destes reinos, porque eles foram-me dados, e eu dou-os a quem quiser. 7 Portanto, se Tu me adorares, todos eles serão Teus». 8 Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás”». 9 Levou-O também a Jerusalém, pô-l'O sobre o pináculo do templo, e disse-Lhe: «Se és filho de Deus, lança-Te daqui abaixo; 10 porque está escrito que “Deus mandou aos Seus anjos que Te guardem, 11 e que Te sustenham em suas mãos, para não magoares o Teu pé em nenhuma pedra”». 12 Jesus respondeu-lhe: «Também foi dito: “Não tentarás o Senhor teu Deus”». 13 Terminada toda esta espécie de tentação, o demónio retirou-se d'Ele até outra ocasião.

Comentário:

Logo no início da Quaresma [i] a Liturgia apresenta-nos a figura do demónio para que não restem dúvidas a ninguém que realmente existe e – indo mais longe – o “trabalho” que tem por missão:

Tentar o homem!

E, a tentação, apresenta-se sempre mascarada e como que “natural”. O demónio sabe muito bem como aproveitar quer as ocasiões quer as disposições que se apresentam para insidiosamente tentar levar por diante o que se propôs.

As “propostas” têm sempre uma finalidade:

Levar-nos a fazer o que ele deseja, rejeitando o cumprimento da Vontade de Deus que é o que devemos querer.


(ama, comentário sobre Lc 4, 1-13, 2015.12.21)


Leitura espiritual

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Ano da Misericórdia

Santos que nos ensinam a viver o Ano da Misericórdia
Inspire-se no exemplo dos que souberam amar a Deus com todo o coração:

são joão paulo ii (1920-2005)

Teve uma juventude muito dura pelo ambiente de ódio e destruição da Segunda Guerra Mundial. Durante mais de 25 anos de pontificado, São João Paulo II teve um espírito missionário. Realizou 104 viagens apostólicas fora da Itália e 146 no interior deste país.

O seu amor pelos jovens levou-o a iniciar as Jornadas Mundiais da Juventude. Promoveu o diálogo inter-religioso.

Um de seus gestos mais recordados foi pedir perdão pelos pecados da Igreja em toda sua história.

Perdoou ao turco Alí Agca, que o baleou na Praça de São Pedro, e inclusive visitou-o na prisão.


santa faustina kowalska (1905-1938)


A esta santa polonesa, Deus revelou o mistério de sua misericórdia conhecida como o Terço da Divina Misericórdia, cuja festa é celebrada no segundo domingo de Páscoa.

Irmã Faustina teve uma vida de piedade e caridade. No convento foi cozinheira, jardineira e porteira.

Também conseguiu um alto grau de união com Deus e lutou por vencer-se a si mesma e alcançar a santidade.

O Senhor concedeu à Irmã Faustina revelações, visões do céu, do purgatório e do inferno; o dom da profecia, a graça de ler as almas e os estigmas ocultos.


beata teresa da calcutá (1910-1997)

Esta beata albanesa, mas de coração indiano, fundou a pedido de Deus uma congregação religiosa ao serviço dos mais pobres entre os pobres da Índia.

Dedicou-se a percorrer os bairros pobres, visitou famílias, lavou as feridas das crianças e ajudou os necessitados, entre eles os leprosos e os chamados “intocáveis”, a mais baixa casta hindu.

Recebeu o prémio Nobel da Paz e antes de morrer deixou uma grande obra que continua acolhendo os mais pobres entre os pobres.


santa maria goretti (1890- 1902)


Esta “pequena e doce mártir da pureza”, como a definiu o Papa Pio XII, cresceu em uma família materialmente pobre, mas rica em bens espirituais.

Aos onze anos, Alessandro Serenelli, um jovem sócio de sua família, tentou estuprá-la e, ao ver que a menina resistia, o jovem esfaqueou-a 14 vezes.

Consciente de que não iria sobreviver, Maria recebeu os Sacramentos e antes de comungar perdoou de coração o seu assassino e pediu para estar com ele no paraíso.

Alguns anos depois Alessandro converteu-se e pediu perdão à mãe de Maria Goretti.


beato miguel pró (1891-1927)

Nasceu numa família rica e tinha um grande senso de humor. Foi ao estrangeiro para estudar no seminário e quando voltou ao México enfrentou a cruel perseguição do governo contra os cristãos.

Começou a celebrar Missas e Adorações ao Santíssimo clandestinas e andava disfarçado para escapar da polícia. Miguel transformou-se num dos líderes da resistência, a qual contribuiu de maneira pacífica, sempre sob o lema “Viva Cristo Rei”.

O presidente Calles prendeu-o, acusando-o falsamente. Antes de morrer negou as acusações que lhe foram feitas, ajoelhou-se para rezar e perdoou os seus inimigos.


são pio de pietrelcina (1887-1968)


Tinha o dom do discernimento, o qual lhe permitia ler os corações e as consciências. Por isso muitos fiéis se confessavam com ele, o santo dedicava à confissão muitas horas do seu tempo.

Também recebeu os estigmas.

Como resposta aos estragos causados durante a Segunda Guerra Mundial, fundou os “Grupos de Oração do Padre Pio”. Quando morreu existiam 726 e os quais contavam com 68 mil membros.

Em 5 de Maio de 1956 fundou junto a seus amigos a “Casa Alivio do Sofrimento” com o fim de que os doentes se recuperem física e espiritualmente.

Os seus inimigos caluniaram-no e a Santa Sé tirou-lhe a administração da sua obra. O Padre Pio suportou com paciência esta perseguição até sua morte e manteve seu amor e fidelidade à Igreja.


são damião de molokai (1840- 1889)


Este santo, chamado “o leproso voluntário”, foi enviado como missionário ao Havai, onde quase a maioria dos habitantes eram protestantes. Começou a pregar com carinho e atendia pessoalmente as necessidades das pessoas. Desta forma, conseguiu que muitos se convertessem. Depois dirigiu-se à ilha de Molokai para atender os leprosos, sabendo que o contágio era praticamente inevitável.

Deu-lhes oportunidades de trabalho, foi enfermeiro dos mais abandonados, conseguiu doações, reconstruía as casas derrubadas pelos furacões e inclusive fabricava os ataúdes para os mortos.

Contagiou-se de lepra e morreu no meio da sua grande obra de caridade.


são oliver plunkett (1629-1681)


Este bispo irlandês dedicava-se a consolar aos aflitos, administrava os sacramentos e enviava um sacerdote quando uma paróquia estava abandonada a fim de que esta não caísse na pobreza ou a perseguição.

Foi acusado falsamente de ter contratado setenta mil irlandeses católicos para assassinar todos os protestantes.

Esteve preso na Torre de Londres, até ser declarado culpado e traidor. Assumiu a sua própria defesa e antes de ser enforcado perdoou os seus acusadores e assassinos. Morreu pronunciando o “Miserere”.


são paulo miki (1597)


E plena perseguição japonesa contra os missionários em 1597, São Paulo Miki e outros 26 católicos foram martirizados. Foi um dos missionários que não fugiu do país, esconderam-se, mas foram descobertos e massacrados em Nagasaki.

Antes do seu martírio, afirmou que era japonês, jesuíta e que morria com a honra de ter pregado o evangelho e a verdadeira religião de Deus.

Manifestou que perdoava o rei e todos os que contribuíam no seu martírio. Também pediu pela sua conversão.


beato carlos da áustria (1887-1922)


Desde jovem foi muito piedoso e teve um imenso amor pela Eucaristia.

Depois da morte do imperador Francisco José, em 21 de Novembro de 1916, Carlos foi nomeado imperador da Áustria e no dia 30 de Dezembro foi coroado Rei apostólico da Hungria.

Durante o seu reinado, procurou estabelecer a paz no contexto da Primeira Guerra Mundial e desenvolveu sua política interna baseada no ensinamento social cristão.

Além disso, foi o único líder político que apoiou o Papa Bento XV nos seus esforços por obter a paz. Graças a isso conseguiu estabelecer uma transição para uma nova ordem sem guerra civil. Apesar disso, foi trasladado para a Ilha da Madeira (Portugal).

Estando na ilha, ficou doente e ofereceu o seu sofrimento como um sacrifício pela paz e unidade dos povos. Antes de morrer, perdoou todos aqueles que não o ajudaram.

Expirou olhando o Santíssimo Sacramento.

jeff smith 

(Revisão da versão portuguesa por ama)






[i] 2016