14/08/2011

Evangelho do dia e comentário

S Maximiliano Maria Kolbe [i]













T. Comum– XX Semana




Evangelho: Mt 15, 21-28


21 Partindo dali, Jesus retirou-Se para a região de Tiro e de Sidónia. 22 E eis que uma mulher cananeia, que viera daqueles arredores, gritou: «Senhor, Filho de David, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada pelo demónio». 23 Ele, porém, não lhe respondeu palavra. Aproximando-se Seus discípulos, pediram-Lhe: «Despede-a, porque vem gritando atrás de nós». 24 Ele respondeu: «Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». 25 Ela, porém, veio e prostrou-se diante d'Ele, dizendo: «Senhor, valei-me». 26 Ele respondeu: «Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães». 27 Ela replicou: «Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos». 28 Então Jesus disse-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como queres». E, desde aquela hora, a sua filha ficou curada.

Comentário:

A oração da Cananeia é perfeita: reconhece Jesus como Messias (Filho de David) perante a incredulidade dos judeus, expõe a sua necessidade com palavras claras e simples, insiste sem desanimar diante dos obstáculos e exprime humildemente a sua petição: tem compaixão de mim.
A nossa oração também deve ir acompanhada destas qualidades: fé, confiança, perseverança e humildade.
O diálogo é de uma beleza incomparável. Com aparente rudeza Jesus consegue assegurar a fé da Cananeia, que chega a merecer um dos maiores elogios que saíram da boca de Jesus: «è grande a tua fé!”.

(bsun, comentários a Mt 15, 21-26)


[i] São Maximiliano Kolbe nascido Rajmund Kolbe, O.F.M. Conv. (Zduńska Wola (Polónia), 8 de Janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de Agosto de 1941), foi um frade franciscano da Polónia que se voluntariou para morrer de fome em lugar de um pai de família no campo de concentração nazi de Auschwitz, como castigo pela fuga de um prisioneiro.
Franciscano desde 1907, fundou em 16 de Outubro de 1917 a Milícia da Imaculada, associação destinada ao apostolado católico e mariano. Instalou uma tipografia católica e editou a revista mariana "Cavaleiro da Imaculada" que alcançou a tiragem de um milhão de exemplares. Chegou a instalar uma emissora de rádio e a estender suas actividades apostólicas até o Japão: entre 1930 e 1936 foi missionário em Nagasaki.
Durante a Segunda Guerra Mundial deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestapo, já que os nazistas temiam a sua influência na Polónia. É transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro #16670.
Em Julho de 1941, um homem do bunker de Kolbe foge e como represália, os nazis enviam para uma cela isolada 10 outros prisioneiros para morrer de fome e sede (o prisioneiro fugitivo é mais tarde encontrado morto, afogado numa latrina). Um dos dez lamenta-se pela família que deixa, dizendo que tinha mulher e filhos, e Kolbe pede para tomar o seu lugar. O pedido é aceite. Na realidade, o Padre Kolbe aceitava o martírio para praticar heroicamente seu munus sacerdotal, dando assistência religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres condenados. Duas semanas depois, só quatro dos dez homens sobrevivem, incluindo Kolbe. Os nazis decidem então executá-los com uma injecção de ácido carbólico.
Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 10 de Outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, o homem cujo lugar tomou e que sobreviveu aos horrores de Auschwitz.

13/08/2011

Música e oração

Thomas Choir (Thomanerchor) singing Matthäuspassion



selecção ALS .

Tema para breve reflexão

Reflectindo
Oração
Deus aprecia mais uma alma que pela nossa indústria e oração lhe ganhemos mediante a Sua misericórdia, que todos os serviços que possamos fazer-lhe.



(stª teresa d'ávila, Fundaciones, 1, 7, trad ama)

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Fazendo com amor as pequenas coisas”

De longe – além, no horizonte – parece que o céu se une à terra. Não te esqueças de que, na realidade, onde a Terra e o Céu se unem é no teu coração de filho de Deus. (Sulco, 309)

Esta doutrina da Sagrada Escritura, que se encontra, como sabeis, no próprio cerne do espírito do Opus Dei, há-de levar-vos a realizar o vosso trabalho com perfeição, a amar a Deus e os homens fazendo com amor as pequenas coisas da vossa jornada habitual, descobrindo esse quê divino que está encerrado nos pormenores. Que bem se enquadram aqui aqueles versos do poeta de Castela: Devagar, e boa letra;/que fazer as coisas bem/ importa mais que fazê-las.
Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente a vida de cada dia... (Temas Actuais do Cristianismo, 116)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Evangelho do dia e comentário







T. Comum– XIX Semana




Evangelho: Mt 19, 13-15

13 Então, foram-Lhe apresentadas várias crianças para que Lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Mas os discípulos repreendiam-nas. 14 Jesus, porém, disse-lhes: «Deixai as crianças, e não as impeçais de vir a Mim, porque delas é o Reino dos Céus». 15 E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.

Meditação:

Como criança pequena acolho-me, refugio-me nos Teus braços fortes de Irmão mais velho. Tu indicar-me-ás o que fazer, em cada momento, levar-me-ás sempre contigo para onde fores, não deixarás que me perca ou detenha em coisas que não sejam essenciais. Contigo tenho a firme certeza que pisarei caminhos de salvação.

Infelizmente rebelo-me muitas vezes contra Ti!

Senhor, eu não sei o que faço, não me despeças da Tua companhia.

(AMA, Meditação, Mt 19, 13-15, 2010.08.14)

Confidências de alguém






Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.


Carácter e propósitos


Aqui estou eu, Senhor, tentando entrar em contacto espiritual contigo, varrendo do meu espírito tudo quanto possa afastar a Tua presença.
Aqui estou eu como sou, e não, infelizmente, como gostaria de ser.
Todos os defeitos que conheces tão bem e que eu conheço tão mal, e que me custa tanto reconhecer, aqui estão bem nítidos à Tua frente.
Pouco merecimento tenho Senhor, e não encontro razão nenhuma que justifique a atenção que me dedicas, as graças com que me distingues.
A não ser no Teu amor imenso por mim.
Amor que só encontra explicação na própria natureza de Deus que é, Ele próprio, amor.
Tenho lutado, sabes bem que nem sempre com tenacidade, por estabelecer um plano de conduta.
Coisas concretas e definidas que tornem mais fáceis os objectivos de me corrigir, de ganhar carácter para a minha falta de carácter.
Tomei assim a decisão de fazer um esforço de moderar-me na linguagem, conversas.
Tenho infelizmente, falhado.
O propósito não só não tem sido total e aplicado, como me tenho esquecido dele.
Falta-me tanto, Senhor, para conseguir alguma coisa.
Falta-me quase tudo!
Estou sempre - à espera de fazer grandes coisas, de grandes gestos, de, sei lá que sacrifícios e, no meio-termo, deixo para trás coisinhas pequeninas, as oportunidades de mortificação, muitas possibilidades reais de progredir.
Não consigo nada por mim, bem o sei, e peço-te muito a Tua ajuda.
Mas por vezes esqueço-me disto, de Te pedir ajuda.
Oh Senhor!, não me faltes mesmo que eu Te volte as costas.
Meu Anjo da Guarda a quem ignoro tanto, quase sempre.
Desculpa-me esta minha infame disposição de alma que não encontra lugar para ti.
Sabes bem, como me conheces bem, que eu não valho um caracol.
Ajuda-me apesar de eu te tratar com tanto esquecimento.
Dá-me uns abanões fortes de maneira a que eu desperte e veja o que está mesmo à minha frente, para que eu o faça em lugar de estar a pensar no que está longe, distante, e que hei-de fazer ou ter um dia.
Minha querida Mãe do Céu. Hoje em Fátima tantos milhares de bocas Te rezaram e cantaram pedidos e louvores intermináveis.
Tantos olhos choraram lágrimas de alegria, de dor e de arrependimento, tantos corações estremeceram com aquele estado de espírito tão elevado que se respira nos dias treze naquele bendito lugar.
Estás, seguramente, muito contente hoje, Senhora, pois ao Céu chegaram, com certeza, todas essas preces.
Tens tempo, contudo, para ouvir também as minhas preces, o meu pedido.
Não te esqueças de quando estiveres na presença do Senhor, de lhe falar bem de mim.
Põe, Mãe Santíssima, "água na fervura", atenua a agudeza das minhas faltas, põe um pouco de luz na escuridão dos meus pecados, um pouco de sal no insosso das minhas orações.
O Teu Divino Filho está habituado a estas tuas intervenções, mas nem por isso deixará de te ouvir e de aceder, uma vez mais, aos teus pedidos de benevolência para comigo.
Minha querida Mãe do Céu, tanto te agradeço o teu incansável trabalho, a tua permanente intervenção em meu favor.

Bendita sejas, Senhora.