21/01/2011

O Demónio e a sua acção


Tema para breve reflexão




Sabeis qual é a primeira tentação que o demónio apresenta a uma pessoa que começou a servir melhor a Deus?


É o respeito humano. 

(S. João Maria Vianey, Sermões escolhidos)


Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - II Semana



Evangelho: Mc 3, 13-19

13 Tendo subido a um monte, chamou a Si os que quis, e aproximaram-se d'Ele. 14 Escolheu doze para que andassem com Ele e para os enviar a pregar, 15 com poder de expulsar os demónios: 16 Simão, a quem pôs o nome de Pedro; 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18 e André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, 19 e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou

Comentário:

Este «poder de expulsar os demónios» é a prova, dada pelo próprio Jesus Cristo, de que o Demónio existe e pode dominar as pessoas através do seu poder como espírito superior, portanto, à criatura humana. Muitos põem em causa esta realidade como se fosse uma fantasia ou uma forma mais ou menos imaginária de se referir o mal, o pecado. Fazem mal em considerar desta forma esta matéria. 


A Igreja não se cansa de avisar que a existência do Demónio é real e concreta e que a sua “missão” é corromper o homem através da mentira e da apresentação mirífica de prazeres e bens duradouros. Sendo o próprio Mal, o Demónio age sempre para contrariar a Vontade de Deus e impedir que os homens a cumpram. 


(ama, comentário sobre Mc 3, 13-19, 2010.12.24)


Doutrina

«RERUM NOVARUM»

Comunhão de bens de natureza e de graça

14. Mas é ainda demasiado pouco a simples amizade: se se obedecer aos preceitos do cristianismo, será no amor fraterno que a união se operará. Duma parte e doutra se saberá e compreenderá que os homens são todos absolutamente nascidos de Deus, seu Pai comum; que Deus é o seu único e comum fim, que só Ele é capaz de comunicar aos anjos e aos homens uma felicidade perfeita e absoluta; que todos eles foram igualmente resgatados por Jesus Cristo e restabelecidos por Ele na sua dignidade de filhos de Deus, e que assim um verdadeiro laço de fraternidade os une, - quer entre si, quer a Cristo, seu Senhor, que é «o primogénito de muitos irmãos» (Rm 8,29). Eles saberão, enfim, que todos os bens da natureza, todos os tesouros da graça, pertencem em comum e indistintamente a todo o género humano e que só os indignos é que são deserdados dos bens celestes: «Se vós sois filhos, sois também herdeiros, herdeiros de Deus, co-herdeiros de Jesus Cristo» (Rm VIII, 17) .
Tal é a economia dos direitos e dos deveres que ensina a filosofia cristã. Não se veria em breve prazo estabelecer-se a pacificação, se estes ensinamentos pudessem vir a prevalecer nas sociedades?

20/01/2011

Memória: Fundamento da Fé


MAIS ALTO



O fundamento da minha Fé reside na sagrada Escritura, sobretudo no Evangelho. 

Ali estão as palavras do Verbo de Deus Encarnado que não engana nem pode enganar-se. Ele é a Verdade, Ele é o Caminho, Ele é a Vida.

Senhor, aumenta a minha fé, eu creio em Vós, mas aumenta a minha fé.

ama, 2007.01.21

Diálogos apostólicos




Quando se luta contra um defeito dominante não se podem desperdiçar forças e recursos em pequenas escaramuças com defeitozinhos menos salientes.

Se assim não fizeres acabas derrotado nas duas "frentes".

53

 (ama, 2011.01.20)

O nome de Deus é misericórdia



Demónio


http://queeaverdade.blogspot.com/2011/01/o-medo-do-demonio-2.html

O guarda-chuva londrino e o Candidato português



OBSERVANDO


Na hora do rush na City de Londres, já lá vão uns bons anos, assistia-se ao costumado espectáculo de desfile apressado de executivos a caminho do transporte para casa. Todos vestidos de igual, fato escuro com risquinhas brancas, chapéu de coco, sapatos de um negro brilhante e, claro, o inseparável guarda-chuva, enrolado com extremo rigor. Era Agosto e, a tarde, apresentava-se amena.

De repente, o céu escurece e desaba uma chuvada diluviana. Quase coreograficamente, os guarda-chuvas abriram-se e o cortejo prosseguiu imperturbável sempre no mesmo passo calmo e concentrado.

ORAÇÃO E MÚSICA 5

O Verdadeiro Corpo do Senhor:





Ave ave verum Corpus 
natum de Maria Virgine;
vere passum, immolatum
in cruce pro homine:
cujus latus perforatum
fluxit aqua et sanguine:
esto nobis praegustatum
in mortis examine.
in mortis examine.

Evangelho e comentário do dia


Tempo comum - II Semana


Evangelho: Mc 3, 7-12

7 Jesus retirou-Se com Seus discípulos para o mar, e segiu-O uma grande multidão do povo da Galileia; também da Judeia, 8 de Jerusalém, da Idumeia, da Transjordânia e das vizinhanças de Tiro e de Sidónia, tendo ouvido as coisas que fazia, foram em grande multidão ter com Ele. 9 Mandou aos Seus discípulos que Lhe aprontassem uma barca para que a multidão não O apertasse. 10 Porque, como curava muitos, todos os que padeciam algum mal lançavam-se sobre Ele para O tocarem. 11 E os espíritos imundos, quando O viam, prostravam-se diante d'Ele e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». 12 Mas Ele ordenava-lhes com severidade que não O manifestassem.

Comentário:


Doutrina

«RERUM NOVARUM»

Dignidade do trabalho

13. Quanto aos deserdados da fortuna, aprendam da Igreja que, segundo o juízo do próprio Deus, a pobreza não é um opróbrio e que não se deve corar por ter de ganhar o pão com o suor do seu rosto. É o que Jesus Cristo Nosso Senhor confirmou com o Seu exemplo. Ele, que «de muito rico que era, Se fez indigente» (2Cor 8,9) para a salvação dos homens; que, Filho de Deus e Deus Ele mesmo, quis passar aos olhos do mundo por filho dum artesão; que chegou até a consumir uma grande parte da Sua vida em trabalho mercenário: «Não é Ele o carpinteiro, o Filho de Maria?» (Mc 6,3). Quem ti-ver na sua frente o modelo divino, compreenderá mais facilmente o que Nós vamos dizer: que a verdadeira dignidade do homem e a sua excelência reside nos seus costumes, isto é, na sua virtude; que a virtude é o património comum dos mortais, ao alcance de todos, dos pequenos e dos grandes, dos pobres e dos ricos; só a virtude e os méritos, seja qual for a pessoa em quem se encontrem, obterão a recompensa da eterna felicidade. Mais ainda: é para as classes desafortunadas que o coração de Deus parece inclinar-se mais. Jesus Cristo chama aos pobres bem-aventurados (Mt 5,3): convida com amor a virem a Ele, a fim de consolar a todos os que sofrem e que choram (Mt, 11,18); abraça com caridade mais terna os pequenos e os oprimidos. 
Estas doutrinas foram, sem dúvida alguma, feitas para humilhar a alma altiva do rico e torná-lo mais condescendente, para reanimar a coragem daqueles que sofrem e inspirar-lhes resignação. Com elas se acharia diminuído um abismo causado pelo orgulho, e se obteria sem dificuldade que as duas classes se dessem as mãos e as vontades se unissem na mesma amizade.

Critério na Comunicação 2

TEMA PARA BREVE REFLEXÃO



O nosso dever de comunicadores sociais é sermos os melhores intermediários da verdade e fazermos honestamente uma síntese ponderada dos acontecimentos, uma avaliação reflectida dos factos, uma análise prévia das notícias que temos de transmitir com seriedade e aguda orientação crítica para dar o justo relevo a cada acontecimento. 

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 77)


19/01/2011

Diálogos apostólicos




Resolveste cortar o mal pela raiz e deixar essa companhia.

Ainda bem, pois na verdade não me parecia que te conviesse tal 
amizade.

Já percebeste que a água e o azeite nunca se misturam.

52

 (ama, 2011.01.19)

Pensamentos inspirados

À procura de Deus



Não me posso esconder de Ti, Senhor, porque Tu tudo vês.

Mas peço-Te, não olhes para mim quando eu deixo o orgulho falar mais alto em mim, do que Tu, Senhor, falas ao meu coração.
Criaste-me na Tua beleza, Senhor, e nesses momentos devo ficar tão feio.

jma, 2011














Why all the public indecency?



OBSERVANDO

Where did the idea of public decency go? Or the concept that we not only dress for ourselves but also for the people who have to see us each day? You might want to wear your underwear out but that is an intimate part of who you are, it’s not for public consumption. There is a reason it makes people uncomfortable, and it is not a matter of the societal norms that have been forced on us. It’s about human nature and the interior principle that tells us that there are parts of our person, our heart and our soul that are not meant to be shared with every random person we encounter.

Katie Hinderer, 16 Jan 2011 in MERCATOR NET

ROMA CRIA PRIMEIRO ORDINARIATO PARA ANTIGOS ANGLICANOS


MAIS ALTO



Abrange Inglaterra e País de Gales e seu superior é um
antigo bispo dessa confissão

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011 (ZENIT.org) - A Santa Sé criou, no sábado passado, o primeiro ordinariato pessoal (uma espécie de diocese sem território definido) para antigos anglicanos da Inglaterra e do País de Gales que decidiram abraçar a plena comunhão com Roma.

O Ordinariato foi erigido pela Congregação vaticana para a Doutrina da Fé, no mesmo dia em que, na catedral de Westminster, um arcebispo católico da capital britânica, Dom Vincent Nichols, ordenara como sacerdotes católicos três antigos bispos anglicanos.
Eles são os reverendos Andrew Burnham (bispo anglicano de Ebbsfleet, 2000-2010), John Broadhurst (bispo anglicano de Fulham, 1996-2010) e Keith Newton (bispo de Richborough 2002-2010), este último nomeado ordinário (superior) do novo Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, que tem como padroeiro o beato John Henry Newman.

O Rev. Newton, de 58 anos, nascido em Liverpool, casado e com três filhos, foi recebido com sua esposa na comunhão com a Igreja Católica, na catedral de Westminster, no último dia 1º de Janeiro.

Ele tinha sido ordenado bispo anglicano em 7 de Março de 2002, sendo, entre outras coisas, o visitador episcopal para a província da Cantuária.

Será superior do ordinariato como sacerdote, não como bispo católico, pois, como explica um comunicado emitido nesse dia pela Santa Sé, "por razões doutrinais, a Igreja não admite, em nenhum caso, a ordenação episcopal de homens casados".

"Ao mesmo tempo, a constituição apostólica aceita, sob certas condições, a ordenação como sacerdotes católicos de ministros, casados anteriormente, que eram anglicanos", diz a nota do Vaticano.

A Santa Sé esclarece que "o Rev. Newton, ao lado do Rev. Burnham e do Rev. Broadhurst, será responsável pela preparação catequética dos primeiros grupos de anglicanos na Inglaterra e no País de Gales, que na Páscoa serão recebidos na Igreja Católica junto aos seus pastores, assim como o acompanhamento dos ministros que estão se preparando para ser ordenados no sacerdócio católico, perto de Pentecostes".

O Vaticano deixou claro, na nota informativa, que a criação do ordinariato para os anglicanos "é coerente com o compromisso a favor do diálogo ecuménico, que continua sendo uma prioridade para a Igreja Católica".

"A iniciativa que levou à publicação da constituição apostólica e à erecção do ordinariato pessoal procedeu de diferentes grupos de anglicanos que declararam compartilhar a fé comum católica, como é referido no Catecismo da Igreja Católica, e que reconhecem o ministério petrino como querido pelo próprio Cristo para a Igreja", explica a Santa Sé.

"Para eles, chegou a hora de expressar esta unidade implícita na forma visível da plena comunhão", indica a declaração do Vaticano.

A Santa Sé também esclareceu que "um ordinariato pessoal é uma estrutura canónica que reúne de forma corporativa os que eram anglicanos, para permitir-lhes entrar em plena comunhão com a Igreja Católica, mantendo elementos do seu característico património anglicano".

Ao longo da história, houve numerosos casos de anglicanos que foram acolhidos na Igreja Católica; a novidade é que agora eles podem fazê-lo em comunidade, pastores e fiéis.

"Com esta estrutura, a Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus visa a harmonizar, por um lado, o desejo de preservar, dentro da Igreja Católica, as veneráveis tradições litúrgicas, espirituais e pastorais anglicanas e, por outro, o fato de que esses novos grupos e seus respectivos pastores estejam plenamente integrados na Igreja Católica", esclarece a Santa Sé.

Segundo algumas fontes, entre 30 e 50 bispos anglicanos, bem como muitas paróquias, têm expressado seu desejo de entrar na Igreja Católica.

O cisma anglicano ocorreu em 1534, quando o rei da Inglaterra, Henrique VIII (1491-1547) não conseguiu do Papa Clemente VII (1478-1534) a declaração de nulidade de seu casamento com Catarina de Aragão e criou a Igreja da Inglaterra, da qual se proclamou chefe.

Fonte: zenit.org

Cego guia de cegos?


OBSERVANDO
Quando ouvimos certos políticos, sobretudo os fautores de leis iníquas, deveríamos deter-nos e pensar o seguinte:

Ofuscados pela luz do mundo, quantas vezes não nos deixamos nós guiar por outros bem mais cegos do que nós.

Convencidos, eles e nós, da sua luz, precipitamo-nos tantas vezes nas trevas, que nos levam ao engano e à desesperança.

Pois, é melhor atender ao que nos é dito para que, tendo ouvidos ouçamos, e para que ouvindo, façamos:

«Um cego pode guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova(Lc 6, 39)


JMA, 2011.01.19

Doutrina

«RERUM NOVARUM»

Ninguém certamente é obrigado a aliviar o próximo privando-se do seu necessário ou do de sua família; nem mesmo a nada suprimir do que as conveniências ou decência Impõem à sua pessoa: «Ninguém com efeito deve viver contrariamente às conveniências» (S. Tomás, Sum. Teol., 11-11, q. 32, a. 6.). Mas, desde que haja suficientemente satisfeito à necessidade e ao decoro, é um dever lançar o supérfluo no seio dos pobres: «Do supérfluo dai esmolas» (Lc 11, 41). É um dever, não de estrita justiça, excepto nos casos de extrema necessidade, mas de caridade cristã, um dever, por consequência, cujo cumprimento se não pode conseguir pelas vias da justiça humana. Mas, acima dos juízos do homem e das leis, há a lei e o juízo de Jesus Cristo, nosso Deus, que nos persuade de todas as maneiras a dar habitualmente esmola: «É mais feliz», diz Ele, «aquele que dá do que aquele que recebe» (Act 20,35), e o Senhor terá como dada ou recusada a Si mesmo a esmola que se haja dado ou recusado aos pobres: «Todas as vezes que tenhais dado esmola, a um de Meus irmãos, é a Mim que a haveis dado» (Mt 25, 40). Eis, aliás, em algumas palavras, o resumo desta doutrina: Quem quer que tenha recebido da divina Bondade maior abundância, quer de bens externos e do corpo, quer de bens da alma, recebeu-os com o fim de os fazer servir ao seu próprio aperfeiçoamento, e, ao mesmo tempo, como ministro da Providência, ao alívio dos outros. «E por isso, que quem tiver o talento da palavra tome cuidado em se não calar; quem possuir superabundância de bens, não deixe a misericórdia entumecer-se no fundo do seu coração; quem tiver a arte de governar, aplique-se com cuidado a partilhar com seu irmão o seu exercício e os seus frutos» (S. Gregório Magno, in Evang., Hom. IX, n. 7).

Esmola

TEMA PARA BREVE REFLEXÃO



Quem distribui esmolas faça-o com despreocupação e alegria, já que, quanto menos se reserve para si, maior será o ganho que obterá. 

(S. Leão Magno, Sermão 10º sobre a Quaresma.)