24/11/2010

Textos de Reflexão para 24 de Novembro

Quarta 24 Nov

Evangelho: Lc 21, 12-19

12 Mas antes de tudo isto, lançar-vos-ão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões e vos levarão à presença dos reis e dos governadores por causa do Meu nome. 13 Isto vos será ocasião de dardes testemunho. 14 Gravai, pois, nos vossos corações o não premeditar como vos haveis de defender, 15 porque Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria à qual não poderão resistir, nem contradizer, todos os vossos inimigos. 16 Sereis entregues por vossos pais, irmãos, parentes e amigos, e farão morrer muitos de vós; 17 e sereis odiados de todos por causa do Meu nome; 18 mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.19 Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.

Comentário:

O Senhor nunca deixará sós, aqueles que nele confiam. Sejam quais forem as dificuldades que possamos ter de enfrentar, contaremos sempre com Ele. Não se impõe – nunca – mas está disponível a ajudar-nos na defesa da fé, das nossas convicções e, por mais forte que possam ser as tentações, dar-nos-á a graça suficiente para as vencermos. 

(ama, comentário sobre Lc 21, 12-19, 2010.10.26)

Tema: Novíssimos – Inferno 6

Ter medo do Inferno? Não se compreende porquê.
De facto quem acredita, em vez de temer o Inferno anseia pelo Céu. Para quem não crê, será indiferente. 

(ama, sobre Inferno 6, 2010.10.25)

Doutrina: CCIC – 569: Como se caracteriza a oração vocal?
                   CIC – 2700-2704; 2722

A oração vocal associa o corpo à oração interior do coração. Mesmo a mais interior das orações não poderia prescindir da oração vocal. Em todo o caso, ela deve brotar duma fé pessoal. Com o Pai Nosso, Jesus ensinou-nos uma fórmula perfeita de oração vocal.

Tema para breve reflexão - 2010.11.24

Amor a Deus e aos outros 3

Damos mais importância ao nosso amor a Deus que em ser amados por Ele.

(P. rainiero cantalamessa, prática na XXV Assembleia do Movimento Carismático da Diocese do Porto, 2010.04.17)

23/11/2010

Para sempre!

Que quer isto dizer: para sempre!

A nossa natureza não consegue entender o verdadeiro significado, para sempre - por exemplo - amar-te-ei sempre - tem subjacente uma ideia de finito, de temporal, amar-te-ei até um de nós morrer é o que realmente significa.

O homem não é intemporal e, logo, não pode assumir uma intemporalidade como significa: para sempre, algo que, a partir de um começo num tempo determinado, não terá fim nunca.

Por princípio só conseguimos processar conceitos temporais sabemos quando começam e embora desconheçamos, exactamente quando acabam temos a certeza que hão-de terminar. É o que chamamos vida, ou seja, vida é esse espaço de tempo, breve ou longo, que as pessoas ou coisas servem o seu propósito determinado quando começaram a existir.

O interessante está em considerar o homem como um ser dotado de uma alma – por isso se chama homem – que tendo sido criada directamente por Deus, enquanto o corpo o foi com o concurso dos progenitores, esta é de facto imortal porque sendo um espírito se assemelha ao próprio Deus e, logo, não pode morrer.

Sempre é, pois, uma relatividade. Por isso é tão difícil ao homem compreender Deus que não começou e, por isso não pode acabar. Só o que nasceu pode morrer, o que foi criado pode desaparecer, o feito pode ser esquecido e assim sucessivamente.
Eternidade sendo um círculo completo, não tem princípio nem fim e, isto é Deus. Ou seja, Deus existe exactamente porque nele engloba tudo o que pode existir, agora, num futuro qualquer ou no passado mais remoto. Vida, por isso mesmo, só é possível no círculo, em Deus, portanto, desta forma, parece evidente, que Deus é a própria vida.

Não se trata de filosofia mas sim geometria, quer dizer, evidência. A demonstração faz-se com evidências e não com teorias. Neste caso, porém, para o conhecimento ser completo - não total mas completo - é fundamental que Deus se revele tal qual é aos olhos dos homens, só que, essa revelação será sempre pessoal, de Deus ao homem individual no segredo e intimidade do Criador e do criado, do divino e do humano. Sem a ajuda fundamental necessária, imprescindível da fé, porém, nada disto é possível. Fé surge assim como um filtro tradutor da nossa intimidade com Deus. 

Sem ela, esse ‘filtro tradutor' não entenderemos coisa alguma do que Deus queira revelar-nos e, por outro lado não sentiremos necessidade de comunicar com Ele.

(AMA, Divagação, 2009.11.02)

Bom Dia! 55


Quando reparto com outros o muito ou o pouco que tenho esta acção resulta de uma atitude interior de desapego, desprendimento. 

As coisas ou os bens, podem ser muito ou pouco importantes, o que vale realmente, é o valor intrínseco que têm para nós. Se lhes queremos muito o mais provável de acontecer, é que, se por qualquer motivo, os perdermos, considerarmos essa perda como irreparável e sofrermos bastante com isso.


Ora, sofrer por causa de bens que se perderam ou não se têm, pode ser um facto bem real e aceitável, o que já não se aceita é que isso se transforme numa tragédia de proporções por vezes desmedidas que condicionam a nossa vida e a nossa felicidade.

Sim, a nossa felicidade porque quem tem aos bens esse apego, por vezes insano, só é feliz – melhor, só se julga feliz – se, ou enquanto, os tiver ou quando conseguir vir a tê-los.
De facto, hoje em dia, cada vez mais se assiste a novos tipos de idolatria. Parece que é quase ofensiva esta afirmação já que, quase sempre, associamos idolatria a um estado de civilização inferior ou, pelo menos atrasada.
Já alguma vez se publicou na NET algo sobre este tema:
55
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[i] S. Josemaría, Amigos de Deus, 123

Textos de Reflexão para 23 de Novembro

Terça 23 Nov
  
Evangelho: Lc 21, 5-11

5 Dizendo alguns, a respeito do templo, que estava ornado de belas pedras e de ricas ofertas, Jesus disse: 6 «De tudo isto que vedes, virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada». 7 Então interrogaram-n'O: «Mestre, quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá de que estão para acontecer?». 8 Ele respondeu: «Vede, não vos deixeis enganar; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Sou eu, está próximo o tempo. Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; estas coisas devem suceder primeiro, mas não será logo o fim». 10 Depois disse-lhes: «Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. 11 Haverá grandes terramotos por várias partes, pestes e fomes; aparecerão coisas espantosas e extraordinários sinais no céu.

Comentário:

No final do ano litúrgico, a Igreja deseja chamar-nos a atenção para as realidades da vida. Uma dessas realidades é, sem dúvida, a morte. Vida e morte são, assim, o que temos de enfrentar todos os seres humanos. Viver a vida não em função da morte mas vivê-la tendo muito em conta essa realidade inexorável. O que acontece agora é o que nos deve importar, não o que já passou e não voltará a repetir-se, nem tão pouco o dia de amanhã que, a existir, trará as suas próprias realidades. Viver o momento presente com a preocupação de o viver correctamente porque poderá muito bem ser, o último que tenhamos. 

(ama, comentário sobre Lc 21, 5-11, 2010.10.26)

Tema: Novíssimos – Juízo 6

Este “Juízo Particular” pode ter “recurso” no Juízo Final?
Não, o Juízo Final não fará mais que confirmar a sentença que Jesus Cristo deu à nossa alma. Talvez que, a grande diferença esteja na “assistência” já que será, também, um Juízo Universal onde estarão presentes todas as almas criadas por Deus desde o princípio dos tempos. 

(ama, comentário sobre Juízo 6, 2010.10.25)

Doutrina: CCIC – 568:  Quais as expressões da vida de oração?
                    CIC -  2697 – 2699

A tradição cristã conservou três modos para expressar e viver a oração: a oração vocal, a meditação e a oração contemplativa. Têm em comum o recolhimento do coração.

Tema para breve reflexão - 2010.11.23

Amor a Deus e aos outros 2

E preciso amar aquele que nos ultrapassa na auto-estrada.

(P. rainiero cantalamessa, prática na XXV Assembleia do Movimento Carismático da Diocese do Porto, 2010.04.17)

22/11/2010

Bento XVI e a Doutrina sobre preservativos

Papa Bento XVI não mudou a doutrina da Igreja sobre os preservativos, precisa porta voz vaticano

.- Em uma nota divulgada ontem, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, explicou que o Papa Bento XVI não mudou a visão católica sobre o uso do preservativo. Este, reiterou, não resolve o problema da AIDS: o que deve ser feito é trabalhar para erradicar a banalização da sexualidade para humanizá-la.

No texto que responde a diversas tergiversações dos meios de comunicação que informaram erroneamente que o Papa tinha "aceito a camisinha" no livro-entrevista "Luz do mundo", de Peter Seewald, que será apresentado esta terça-feira 23 de novembro no Vaticano, o Pe. Lombardi explica que no final do 11º capítulo do livro, o Papa responde a duas perguntas sobre a luta contra a AIDS e o uso dos preservativos, questões que dizem respeito à discussão que se seguiu após algumas palavras pronunciadas pelo Papa sobre o assunto durante a sua viagem à África em 2009.

Naquela oportunidade Bento XVI expressou claramente, sendo também tergiversado pelos meios, que a AIDS não se resolve com o preservativo mas com a humanização da sexualidade e uma proximidade especial a quem sofre.

A nota do Pe. Lombardi assinala que nesta ocasião "o Papa reafirma claramente que então, ele não quis tomar posição sobre a questão dos preservativos em geral, mas ele queria afirmar com força que o problema da AIDS não pode ser resolvido apenas com a distribuição de preservativos, porque é necessário fazer muito mais: prevenir, educar, ajudar, aconselhar, estar ao lado das pessoas, seja para que não fiquem doentes, seja no caso em que já estejam doentes".

Seguidamente assinala que "o Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como resulta da chamada teoria ABC (Abstinence – Be Faithful – Condom) (Abstinência - Ser Fiel - Preservativo), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais na luta contra a AIDS, enquanto o preservativo aparece em último lugar como uma escapatória, quando faltam os outros dois. Deve, portanto, ser evidente que o preservativo não é a solução para o problema".

«O Papa amplia o seu olhar e insiste no fato que se concentrar apenas no preservativo equivale a banalizar a sexualidade, que perde o seu significado como expressão do amor entre pessoas e torna-se como uma “droga”. Lutar contra a banalização da sexualidade é “parte do grande esforço para que a sexualidade seja vista positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade’», prossegue.

O sacerdote indica ademais que "à luz desta visão ampla e profunda da sexualidade humana e da sua problemática de hoje, o Papa reafirma que “naturalmente a Igreja não considera os preservativos como a solução autêntica e moral’ do problema da AIDS".

Com isto, acrescenta o porta voz, "o Papa não reforma ou altera o ensinamento da Igreja, mas o reafirma colocando-se na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade ".

Ao mesmo tempo, continua o porta voz vaticano, "o Papa considera uma situação excepcional na que a prática sexual represente um verdadeiro risco para a vida do outro. Neste caso, o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas acredita que o uso de preservativos para reduzir o risco de contágio seja “um primeiro ato de responsabilidade, um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana, do que não usá-lo, expondo o outro ao perigo de vida".

"Nesse sentido, o raciocínio do Papa não pode ser definido como uma reviravolta revolucionária" precisa o jesuíta diretor da Sala Stampa.

Muitos teólogos morais e destacadas personalidades eclesiásticas, diz logo o Pe. Lombardi, "apoiaram e defenderem posições semelhantes; é verdade, porém, que ainda não tínhamos ouvido com tanta clareza da boca de um Papa, mesmo se em uma forma coloquial e não magisterial".

Finalmente a nota assinala que o Papa Bento XVI "dá-nos, então, com coragem, uma importante contribuição para o esclarecimento e aprofundamento sobre uma questão muito debatida. É uma contribuição original, porque de um lado mantém a fidelidade aos princípios morais e demonstra lucidez ao rejeitar um caminho ilusório como a “confiança no preservativo”; do outro, mostra, no entanto, uma visão compreensiva e de longo alcance, atenta a descobrir os pequenos passos - apesar de iniciais e ainda meio confusos – de uma humanidade espiritual e culturalmente muitas vezes muito pobre, em direção de um exercício mais humano e responsável da sexualidade".

O preservativo e a prevenção da SIDA

Contra aqueles que afirmam que os preservativos podem ser um meio eficaz de prevenir a expansão do HIV, a realidade é que o vírus da imunodeficiência é 500 vezes mais pequeno do que um espermatozóide humano. Obviamente, os preservativos,
uma vez que falham de todas as formas em 12 - 44% das vezes na prevenção da gravidez, tornam-se ainda menos eficazes na prevenção da transmissão deste pequeníssimo virus.

Mais ainda : há provas directas da existência de poros nos preservativos de látex.
As micrografias electrónicas revelam poros de até 5 micra* de tamanho,
isto é, 50 vezes maiores que o HIV, enquanto que as análises mecânicas de fractura, sensíveis à presença de gretas de maior tamanho, revelaram
gretas inerentes de até 50 micra* ( 500 vezes o tamanho do virus )

* micra = plural de micron    1 micron = 1 milésimo de milímetro

Dados in  C.M. Roland, editor de " Rubber Chemistry and Technology" para o National Research Laboratory

" Letters ", The Washington Post, 3- Julho - 1992

É evidente que os países que optaram por campanhas de prevenção da SIDA , aconselhando a castidade de celibatários e a fidelidade conjugal, atingiram melhores resultados do que aqueles que optaram pela distribuição pura e dura de preservativos.
Como vai sendo hábito, estes dados não são notícia... !
Poderá estar em causa o valor das acções das multinacionais produtoras de preservativos ?
A UNICEF , essa sim , está em causa : há varios anos é uma das organizações com mais experiência nessas distribuições, exorbitando, para não dizer falseando, os fins para os quais foi fundada. 

Álvaro Santos

LITURGIA DAS HORAS

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IV. QUEM CELEBRA A LITURGIA DAS HORAS


b) Mandato de celebrar a Liturgia das Horas


28. A Liturgia das Horas está, de modo muito particular, confiada aos ministros sagrados. E assim, cada um deles está obrigado a celebrá-la, mesmo na ausência de povo, fazendo, claro está, as necessárias adaptações. Efectivamente, os ministros sagrados são deputados pela Igreja para celebrar a Liturgia das Horas, para que esta função de toda a comunidade seja desempenhada ao menos através deles, de uma forma certa e constante, e se continue na Igreja, ininterruptamente, a oração de Cristo.107
O Bispo é, de modo eminente, o representante visível de Cristo e o sumo sacerdote do seu rebanho. Dele, em certo sentido, deriva e depende a vida dos seus fiéis em Cristo.108 Portanto, deve ser ele, entre os membros da sua Igreja, o primeiro na oração. E esta sua oração, quando recita a Liturgia das Horas, é feita sempre em nome da Igreja e a favor da Igreja que lhe está confiada.109
Os presbíteros, unidos ao Bispo e a todo o presbitério, fazem também, dum modo especial, as vezes de Cristo sacerdote, 110 e participam da mesma função, orando por todo o povo a eles confiado e pelo mundo inteiro.111
Todos estes desempenham o ministério do bom Pastor que roga pelos seus para que tenham a vida e sejam consumados na unidade.112 Na Liturgia das Horas, que a Igreja lhes propõe, não somente encontrarão uma fonte de piedade e alimento para a oração pessoal,113 mas também um meio de alimentar e desenvolver, pela riqueza da contemplação, a sua acção pastoral e missionária, para alegria de toda a Igreja de Deus.114

29. Por conseguinte, os bispos, os presbíteros e todos os outros ministros sagrados, que receberam da Igreja o mandato (cf. n. 17) de celebrar a Liturgia das Horas, estão obrigados a celebrar diariamente o ciclo completo destas mesmas Horas, guardando, quanto possível, a sua correspondência com a respectiva hora do dia.
Primeiramente, darão a devida importância àquelas Horas que constituem, por assim dizer, o fulcro desta Liturgia, isto é, Laudes matutinas e Vésperas. Estas Horas procurem não as omitir, a não ser por motivo grave.
Serão também fiéis em celebrar o Ofício da Leitura, que é por excelência uma celebração litúrgica da palavra de Deus. Por esta forma se desempenharão cada dia do múnus que por título peculiar lhes incumbe, que é o de acolher a palavra de Deus, a fim de se tornarem mais perfeitos discípulos do Senhor e mais profundamente saborearem as insondáveis riquezas de Cristo.115
Para melhor santificarem o dia, terão a peito rezar também a Hora Intermédia, bem como Completas, com as quais terminam o «serviço divino» e se encomendam ao Senhor antes de recolher ao leito.

30. É da máxima conveniência que os diáconos permanentes recitem todos os dias pelo menos parte da Liturgia das Horas, conforme a Conferência Episcopal determinar.116

31. a) Os cabidos das catedrais e das colegiadas recitarão no coro as partes da Liturgia das Horas a que, seja pelo direito comum seja pelo direito particular, estão obrigados.
E cada um dos membros destes cabidos, além das Horas que são obrigatórias para todos os ministros sagrados, está obrigado a recitar individualmente aquelas Horas que são celebradas pelo respectivo cabido.117
      b) As comunidades religiosas obrigadas à Liturgia das Horas, e cada um dos respectivos membros, celebrarão as Horas segundo o que estiver determinado pelo seu direito particular, salvo o prescrito no n. 29 para os que receberam as Ordens sacras.
As comunidades obrigadas ao coro, essas celebrarão diariamente o ciclo integral das Horas.118 Fora do coro, os membros (destas comunidades) recitarão as Horas em conformidade com o seu direito particular, salvo sempre o prescrito no n. 29.

32. Às restantes comunidades religiosas e a cada um dos seus membros, recomenda-se que, tanto quanto lho permitirem as condições em que se encontram, celebrem algumas partes da Liturgia das Horas, porque esta é a oração da Igreja, que faz de todos os que andam dispersos um só coração e uma só alma.119
Igual recomendação é feita aos leigos.120


107 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 13.
108 Cf. Conc. Vat. II, Sacrosanctum Concilium, n. 41; Const. Lumen gentium,
n. 21.
109 Cf. Conc. Vat. II, Lumen gentium, n. 26; Decr. Christus Dominus,
n. 15.
110 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 13.
111 Cf. Ibid., n. 5.
112 Cf. Jo 10, 11; 17, 20, 23.
113 Cf. Conc. Vat. II, Sacrosanctum Concilium, n. 90.
114 Cf. Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, n. 41.
115 Cf. Conc. Vat. II, Const. Dei Verbum, n. 25; Decr. Presbyterorum
Ordinis, n. 13.
116 Paulo VI, Motu proprio Sacrum Diaconatus Ordinem, 18 de Junho de
1967, n. 27: A.A.S. 59 (1967), p. 703.
117 Cf. S. Cong. dos Ritos, Instr. Inter Oecumenici, n. 78: A.A.S. 56
(1964), p. 895.
118 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 95.
119 Cf. Act. 4, 32.
120 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 100.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
(continua)
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Bom Dia! 54




A vontade ou, por vezes, ânsia de possuir mais, revela um apego reprovável aos bens materiais e, muito comummente se cai num plano inclinado, sem limites nem fronteiras no qual o que se tem nunca chega ou satisfaz. 
E, quando, pelos incidentes da vida, a situação se inverte, facilmente se cai no ilícito para tentar repor o que eventualmente se deixou de ganhar.


Pelo que se disse pode julgar-se que o desprendimento só é importante para aqueles que possuem algo, seja muito ou pouco.

Não é assim!

Estar preso a quimeras, situações imaginárias de desafogo, querer possuir algo que não se tem, dando voltas e reviravoltas à imaginação na tentativa de descobrir o meio de o conseguir revela um apego às coisas ou aos bens, ou seja, o contrário do desprendimento.

Vem a propósito uma história:

«Há muitos anos - mais de vinte e cinco - eu costumava passar por um refeitório de caridade, para mendigos que não comiam em cada dia outro alimento senão o que ali lhes davam. 

Tratava-se de um local grande, entregue aos cuidados de um grupo de senhoras bondosas. Depois da primeira distribuição, acudiam outros mendigos, para recolher as sobras. Entre os deste segundo grupo houve um que me chamou a atenção: era proprietário de uma colher de lata! Tirava-a cuidadosamente do bolso, com avareza, olhava-a com satisfação e, quando acabava de saborear a sua ração, voltava a olhar para a colher com uns olhos que gritavam: é minha! Dava-lhe duas lambedelas para a limpar e guardava-a de novo, satisfeito, nas pregas dos seus andrajos. Efectiva mente era sua! Um pobre miserável que, entre aquela gente, companheira de desventura, se considerava rico.» ([i])
De facto parece pouca coisa, mas este pobre homem estava “agarrado” aquela colher como um bem inestimável.

O que deveria fazer?
Atirar a colher fora?

Talvez não porque o que interessa é a atitude e não tanto a acção. Esta deve ser uma consequência da atitude interior.

54
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[i] S. Josemaría, Amigos de Deus, 123

Textos de Reflexão para 22 de Novembro

Segunda 22 Nov

Evangelho: Lc 21, 1-4

1 Levantando Jesus os olhos, viu vários ricos que lançavam as suas oferendas na caixa das esmolas. 2 Viu também uma viúva pobrezinha, que lançava duas pequenas moedas, 3 e disse: «Na verdade vos digo que esta pobre viúva lançou mais que todos os outros. 4 Porque todos esses fizeram a Deus oferta do que lhes sobrava; ela, porém, deu da sua própria indigência tudo o que tinha para viver»
Meditação:

O Reino de Deus não tem preço, e todavia custa exactamente o que tenhas (...). A Pedro e a André custou-lhes o abandono de uma barca e de umas redes; à viúva custou-lhe duas moeditas de prata (cfr. Lc 21, 2); a outro, um copo de água fresca. 

(S. Gregório Magno, Homília 5 sobre os Evangelhos)

Tema: Novíssimos – Morte 6

Enquanto vivemos esta vida terrena suportamos um corpo que nos dói. Depois da morte viveremos um corpo que não nos pesa e que nos completa no gozo de Deus. 

(jma, sobre Morte 6, 2010.10.26)

Doutrina: CCIC – 567:  Quais os momentos mais indicados para a oração?
                   CIC 2697-2698; 2720

Todos os momentos são indicados para a oração, mas a Igreja propõe aos fiéis ritmos destinados a alimentar a oração contínua: orações da manhã e da noite, antes e depois das refeições, liturgia das Horas; Eucaristia dominical; Santo Rosário; festas do ano litúrgico.

«Devemos lembrar-nos de Deus, com mais frequência do que respiramos» (S. Gregório de Nazianzo)

Tema para breve reflexão - 2010.11.22

Santa Missa 1

A Missa torna presente o sacrifício da Cruz, não o acrescenta e não o multiplica. O que se repete é a sua celebração memorial, a “manifestação memorial” (memorillis demonstratio), pela qual o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se actualiza no tempo. A natureza sacrificial do Mistério eucarístico não pode ser entendida, por tanto, como à parte, independente da Cruz ou como uma referência somente indirecta ao sacrifício do Calvário.

(joão Paulo II, Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 17.04.2003, nr. 12

21/11/2010

Bento XVI e o preservativo

Papa admite uso do preservativo em casos pontuais, mas não como solução moral

Vaticano adianta excertos de novo livro-entrevista a Bento XVI, em que este aborda, entre outros, o tema da sexualidade

Bento XVI admitiu o uso do preservativo nalguns casos específicos, mas voltou a defender que este não é o “caminho”, mesmo quando se trata da erradicação da SIDA.
A declaração papal é publicada na edição dominical do jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", o qual avança com excertos de um livro-entrevista a Bento XVI, a ser apresentado no dia 23 de Novembro.
Falando com o jornalista alemão Peter Seewald, Bento XVI diz a respeito da polémica questão que “pode haver casos isolados justificados, como quando uma prostituta utiliza um preservativo”.
“Isto pode ser o primeiro passo para uma moralização, um primeiro acto de responsabilidade para desenvolver a tomada de consciência de que nem tudo é permitido e que não podemos fazer tudo o que queremos”, assinala.
Para o Papa, contudo, “esta não é a maneira correcta e verdadeira de vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade".
Bento XVI afirma, na entrevista, que “concentrar-se no profilático quer dizer banalizar a sexualidade e esta banalização representa, precisamente, a perigosa razão pelas quais tantas e tantas pessoas não vêem na sexualidade a expressão do seu amor, mas apenas uma espécie de droga”.
“Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade”, acrescenta.
O Papa aborda ainda a encíclica «Humanae vitae» de Paulo VI, que há mais de quatro décadas consagrou a oposição da Igreja Católica aos métodos artificiais de contracepção.
Para Bento XVI, as perspectivas deste documento “continuam válidas, mas outra coisa é encontrar estradas humanamente percorríveis”.
“Penso que haverá sempre minorias intimamente convencidas da justeza destas perspectivas”, precisou, admitindo o facto de haver católicos que não seguem estas indicações da Igreja.
“Exprimir tudo isto, também do ponto de vista pastoral, teológico e conceptual n contexto da sexologia actual e da investigação antropológica é uma grande tarefa, à qual é preciso dedicar-se mais e melhor”, declarou.
O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald - que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal - na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.
Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa, da Lucerna, deve estar disponível até final de Novembro

 Nota:
Não devemos esquecer que o virus da SIDA é centenas de vezes mais pequeno
do que os poros do latex de que são feitos os preservativos : daí os malogros de tal método
na transmissão da doença ... 

(Mail de Álvaro Santos, nesta data)

Bom Dia! 53



O que sucedeu nesta parábola acontece, de facto, com qualquer ser humano. Todos recebemos uns bens, uns predicados, umas oportunidades, de forma diferenciada, naturalmente, mas de acordo com as capacidades de cada um. 

E, o que acontece é que temos, um dia que talvez não venha muito distante, de prestar contas detalhadas do que fizemos com tudo isso.

Tomamos esses bens como pertença própria e exclusiva para fazer deles o que bem entender-mos ou, pelo contrário, consideramo-nos apenas fiéis depositários, do pouco ou muito que nos foi confiado?

Temos em atenção que somos como que simples “banqueiros” a quem as pessoas entregam os seus bens confiando que os iremos gerir de forma adequada, competente e séria e mantermo-nos disponíveis para os devolver ao seu proprietário com as “mais-valias” conseguidas tal como legitimamente se espera?
Consideramos apenas que o que nos interessa, é devolver o que foi previamente combinado e que, tudo o mais que eventualmente conseguirmos é pertença nossa?

No primeiro caso é evidente que conquistaremos a confiança dos outros e ser-nos-ão entregues muitos mais bens para que os administremos.

No segundo não fazemos mais que aproveitarmo-nos da confiança em nós depositada para alcançar uns frutos que não temos porque lutar. Sim, porque, se cobramos pela administração dos bens alheios um valor combinado, tudo o resto que sobrar, não nos pertence.

Isto tem a ver com o desprendimento?

Claro que tem!

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Cristo Rei

21 DE NOVEMBRO DE 2010

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Glória a Ti, Jesus Cristo, Rei do Universo,
Tu és o meu Senhor e o meu Deus.
Tu és o princípio e o fim de todas as coisas.
Em Ti tudo é bom, tudo é perfeito.
Em Ti o perdão é constante,
e o amor infinitamente eterno.
Em Ti a misericórdia é Nome,
e a fidelidade permanente.
Em Ti não há temor,
porque a dor,
é vencida pelo amor.
Em Ti existo,
sem Ti,
nada sou.
Em Ti confio,
em Ti espero,
em Ti caminho,
e vivo,
em Ti repouso,
e descanso.
Tu és a rocha da minha salvação,
o sopro que me dá vida,
o alento que me enche,
a força que me move.
Em Ti sou coração!
Sem Ti sou apenas,
um monte de carne e de ossos,
à espera de um fim sem ocaso.
Em Ti sou uma vida,
à espera de uma passagem,
para Ti, vida eterna.


Glória a Ti, Jesus Cristo, Rei do Universo,
Tu és o meu Senhor e o meu Deus.
Prostro-me a teus pés,
de mãos postas a rezar,
dá-me da água viva,
que só Tu,
Senhor,
sabes dar.




Marinha Grande, 21 de Novembro de 2010
rezado por joaquim às 00:58

Textos de Reflexão para 21 de Novembro

Domingo 21 Nov
                                                                                                             
Evangelho: Lc 23, 35-43  Domingo de CRISTO REI ir

35 O povo estava a observar. Os príncipes dos sacerdotes com o povo O escarneciam, dizendo: «Salvou os outros, salve-Se a Si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus». 36 Também O insultavam os soldados que, aproximando-se d'Ele e oferecendo-Lhe vinagre, 37 diziam: «Se és o rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo!». 38 Estava também por cima da Sua cabeça uma inscrição: «Este é o Rei dos Judeus». 39 Um daqueles ladrões que estavam suspensos da cruz, blasfemava contra Ele, dizendo: «Se és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo e a nós». 40 O outro, porém, tomando a palavra, repreendia-o, dizendo: «Nem tu temes a Deus, estando no mesmo suplício? 41 Quanto a nós fez-se justiça, porque recebemos o castigo que mereciam as nossas acções, mas Este não fez nenhum mal». 42 E dizia a Jesus: «Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino». 43 Jesus disse-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso».
Comentário:

Na última hora, quase no derradeiro momento Jesus escuta o arrependido, concede o perdão e o prémio da vida eterna. Este episódio que São Lucas relata, levou alguém a considerar na XII Estação da Via-Sacra:
“Assim Jesus premeia o arrependido de última hora. Até ao último momento esperas por nós, pelo nosso arrependimento para nos dares o prémio da salvação eterna. Pudesse eu, Senhor, ter sido crucificado contigo e ser eu o destinatário das Tuas palavras.
Arrependo-me dos meus pecados passados e faço o firme propósito de não voltar a pecar, para que, em qualquer momento que possas chamar-me, mereça encontrar-me contigo no Paraíso.” 

(ama, meditação sobre Lc 23, 35-46, 2010.10.25)

Tema: Novíssimos – Paraíso 5
Essa adoração contínua de Deus é o supremo gozo, a felicidade mais completa que se possa imaginar. A alma encontra finalmente o fim para o qual foi criada por Deus. 

(ama, comentário sobre Paraíso 5, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 566:  Quais os lugares favoráveis à oração?
                   CIC 2691; 2696

Em toda a parte se pode rezar, mas a escolha de um lugar apropriado não é indiferente para a oração. A igreja é o lugar próprio da oração litúrgica e da adoração eucarística. Também outros lugares ajudam a rezar, como um «recanto de oração» em casa; um mosteiro; um santuário.

Festa: Apresentação da Santíssima Virgem

                                                                                                                             
Nota Histórica 
Neste dia da dedicação (ano 543) da igreja de Santa Maria a Nova, construída perto do templo de Jerusalém, celebramos, juntamente com os cristãos da Igreja Oriental, a «dedicação» que Maria fez de Si mesma a Deus, já desde a infância, movida pelo Espírito Santo que a encheu de graça desde a sua Imaculada Conceição.                                                                                                


Tema para breve reflexão - 2010.11.21

Tristeza 6

A má tristeza perturba a alma, lança-a na inquietação, dá origem a receios desregrados, faz perder o gosto da oração, entorpece e acabrunha o cérebro, priva a alma de conselho, de resolução, de juízo e de coragem e abala as forças.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida Devota, Cap. XII)