18/10/2010

Textos de Reflexão para 18 de Outubro


Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.
Comentário:

O Evangelho que acabamos de ler convida-nos a procurar saber que messe é essa acerca da qual o Senhor nos diz: “A messe é grande e os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe.” Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a que chamou apóstolos (“enviados”), mais setenta e duas pessoas. E mandou-os a todos, como se percebe pelas suas palavras, trabalhar numa messe já pronta. Para que messe? Não era entre os pagãos, onde ninguém havia semeado, que eles iam fazer a colheita. É de supor, pois, que a colheita tivesse lugar entre os judeus; foi para aí recolher que veio o senhor da messe. Aos outros povos, envia quem semeie, e não quem recolha. A colheita faz-se, pois, entre os judeus; entre os outros, semeia-se. E foi nitidamente recolhendo entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos; era o tempo da colheita, as espigas estavam maduras, porque os profetas tinham semeado entre eles. […]
E disse-lhes também: “Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho” (38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam; sofreram para semear o grão de trigo. Na sua vinda, o Senhor encontrou as espigas maduras e enviou quem as colhesse com a foice do Evangelho. 

(Stº. Agostinho, Sermões, 101)

Tema: Virtudes - Pureza 2

A santa pureza, parte da virtude da temperança, inclina-nos prontamente e com alegria a moderar o uso da faculdade generativa, segundo a luz da razão ajudada pela fé. 

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 2-2 q. 151 a. 2, ad I)

Doutrina: CCIC – 433:  Porque é que a vida moral dos cristãos é indispensável
                                         para o anúncio do Evangelho?
                  CIC 2044-2046

Porque, com a sua vida conforme ao Senhor Jesus, os cristãos atraem os homens à fé no verdadeiro Deus, edificam a Igreja, modelam o mundo com o espírito do Evangelho e apressam a vinda do Reino de Deus.



OS DEZ MANDAMENTOS

Êxodo 20, 2-17

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão.
Não terás outros deuses perante Mim. Não farás para ti nenhuma imagem esculpida, nem figura que existe lá no alto do céu, ou cá em baixo, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto, porque Eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cioso: castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo quem invocar o seu Nome em vão.
Recorda-te do dia do Sábado para o santificar. Durante seis dias trabalharás e farás todos os trabalhos. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus. Não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho ou tua filha, nem o teu servo nem a tua serva, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tua cidade. Porque em seis dias o Senhor fez o Céu e a Terra, o mar e o que eles contêm: mas ao sétimo descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado e o consagrou .
Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo.
Não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem nada do que lhe pertença.

Deuteronómio 5, 6-21

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão.
Não terás outros deuses diante de Mim....
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus....
Guarda o dia do Sábado para o santificar
Honra teu pai e tua mãe...
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não desejarás a mulher do teu próximo; Não cobiçarás… nada que pertença ao teu próximo.

Fórmula da Catequese

Eu sou o Senhor teu Deus:

Primeiro: Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Terceiro: Santificar os Domingos e festas de guarda.
Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
Nono: Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

Estes dez mandamentos resumem-se em dois que são:

Amar a Deus sobre todas as coisas.

E ao próximo como a nós mesmos.

Textos de Reflexão para 18 de Outubro

Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.
Comentário:

O Evangelho que acabamos de ler convida-nos a procurar saber que messe é essa acerca da qual o Senhor nos diz: “A messe é grande e os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe.” Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a que chamou apóstolos (“enviados”), mais setenta e duas pessoas. E mandou-os a todos, como se percebe pelas suas palavras, trabalhar numa messe já pronta. Para que messe? Não era entre os pagãos, onde ninguém havia semeado, que eles iam fazer a colheita. É de supor, pois, que a colheita tivesse lugar entre os judeus; foi para aí recolher que veio o senhor da messe. Aos outros povos, envia quem semeie, e não quem recolha. A colheita faz-se, pois, entre os judeus; entre os outros, semeia-se. E foi nitidamente recolhendo entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos; era o tempo da colheita, as espigas estavam maduras, porque os profetas tinham semeado entre eles. […]
E disse-lhes também: “Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho” (38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam; sofreram para semear o grão de trigo. Na sua vinda, o Senhor encontrou as espigas maduras e enviou quem as colhesse com a foice do Evangelho. 

(Stº. Agostinho, Sermões, 101)

Tema: Virtudes - Pureza 2

A santa pureza, parte da virtude da temperança, inclina-nos prontamente e com alegria a moderar o uso da faculdade generativa, segundo a luz da razão ajudada pela fé. 

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 2-2 q. 151 a. 2, ad I)

Doutrina: CCIC – 433:  Porque é que a vida moral dos cristãos é indispensável
                                         para o anúncio do Evangelho?
                  CIC 2044-2046

Porque, com a sua vida conforme ao Senhor Jesus, os cristãos atraem os homens à fé no verdadeiro Deus, edificam a Igreja, modelam o mundo com o espírito do Evangelho e apressam a vinda do Reino de Deus.

17/10/2010

Tema para breve reflexão - 2010.10.17

Virtudes – Humildade

Quando me fazem um cumprimento, tenho necessidade de me comparar com o jumento que levava a Cristo no dia de ramos. E digo-me: "Como se teriam rido do burro se, ao escutar os aplausos da multidão, se tivesse ensoberbecido e tivesse começado - asno como era - a agradecer à direita e à esquerda!... Não vás tu fazer uma figura ridícula semelhante.

(A. Lucianni, Ilustríssimos Senhores, nr. 59)

Bom Dia! Outubro 17, 2010


A vida interior é o que podemos chamar de “vida verdadeiramente vivida”.
A ausência de vida interior não permite um conhecimento sério de si mesmo o que é fundamental para detectar as necessidades de melhoria, os pontos e particularidades em que esse esforço por melhorar tem de se aplicar com mais intensidade e perseverança.
Não se deve insistir numa melhoria vaga, sem objectivos concretos e bem definidos. Isto não conduz a nada de concreto.

Se tenho por hábito, ou, pelo menos, é frequente faltar à verdade é fundamental definir quando é que isso acontece mais frequentemente, sobre que temas e em que circunstâncias e não, decidir: a partir de agora não mentirei mais.

Esta citação da mentira ou, se preferirmos, a falta de veracidade, é intencional porque parece ser um defeito muito comum que, por vezes, por ser habitual, não se dá conta. Talvez, na maioria dos casos não se trate de uma mentira séria, grave, que prejudique alguém ou o próprio.
Uma das facetas de carácter que a isto conduz, é a imaginação, talvez, demasiado fértil e incontrolada.
À força de repetir uma história, relatar uma situação ou episódio que não tem um fundamento concreto mas se baseia na lucubração íntima dessas situações ou episódios, vai-se construindo algo que, aparentemente, aconteceu, seja verdade.

Muitas destas situações levam a pessoa a atribuir-se méritos que não lhe cabem, capacidades que não tem, a relatar episódios que não viveu.
Começa-se por “inventar” pequenas coisas e, vai-se deslizando com desconcertante à-vontade para situações factos mais sérios, perde-se a noção da realidade concreta e deixa-se de preocupar, sequer, com as circunstâncias, ambientes ou as pessoas que estão a ouvir. Em situações de confronto, por exemplo alguém que contesta com factos e razões indesmentíveis que o que se disse não é verdade o “calo” adquirido não deixa reconhecer o erro mas tão só argumentar com: “não era bem isso que eu queria dizer”.

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Textos de Reflexão para 17 de Outubro

Evangelho: Lc 18, 1-8

1 Disse-lhes também uma parábola, para mostrar que importa orar sempre e não cessar de o fazer: 2 «Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3 Havia também na mesma cidade uma viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faz-me justiça contra o meu adversário. 4 Ele, durante muito tempo, não a quis atender. Mas, depois disse consigo: Ainda que eu não tema a Deus nem respeite os homens, 5 todavia, visto que esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que não venha continuamente importunar-me». 6 Então o Senhor acrescentou: «Ouvi o que diz este juiz iníquo. 7 E Deus não fará justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, e tardará em socorrê-los? 8 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra?».

Comentário:

É verdade, muitas vezes não sabemos bem o que pedir! As necessidades são tantas, os problemas acumulam-se diariamente, as soluções não estão à vista!
Tentamos organizar os nossos pedidos de modo a “cobrir” todas as nossas necessidades, talvez, com algum escrúpulo que pode muito bem ocorrer: se não pedir isto, desta forma…! Bom… muitas vezes as necessidades não o são realmente e, as preocupações nascem no nosso espírito aumentadas pela imaginação que dá voltas e reviravoltas aos problemas. Tenhamos uma certeza: Deus Nosso Senhor, sabe muito bem o que precisamos e quer que Lho peçamos sem desfalecimento. Talvez que não nos conceda exactamente o que pedimos mas nem por isso devemos parar de pedir. Talvez que, em vez de pedir que nos aligeire a carga sobre os nossos ombros, pedir-lhe, antes, que nos dê uns ombros fortes para a suportar. 

(ama, comentário sobre Lc 18, 18, 2010.08.16)

Tema: Virtudes - Pureza 1

A pureza como virtude, quer dizer, capacidade de 'manter o próprio corpo em santidade e respeito' (cfr. 1 Tes 4,4), aliada ao Dom de Piedade, como fruto da habitação do Espírito Santo no 'templo' do corpo, realiza nele uma plenitude tão grande de dignidade nas relações interpessoais, que o 'próprio Deus é glorificado nele'. A pureza é glória do corpo humano diante de Deus. É a glória de Deus no corpo humano. (joão Paulo II, Audiência geral, 1981.03.18)

Doutrina: : CCIC – 432:  Quais são os preceitos da Igreja?
                   CIC 2042 – 2043

São: 1) participar na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda e abster-se de trabalhos e actividades que impeçam a santificação desses dias; 2) confessar os pecados recebendo o sacramento da Reconciliação ao menos uma vez cada ano; 3) comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição; 4) guardar a abstinência e jejuar nos dias marcados pela Igreja; 5) contribuir para as necessidades materiais da Igreja, cada um segundo as próprias possibilidades.

16/10/2010

Bom Dia! Outubro 16, 2010



Argumenta-se, com escassas razões e falsos motivos, que a Confissão frequente acaba por criar um hábito que retira à mesma a sua importância ou eficácia.

“Vamos andando que depois logo me confessarei”…

Estão absolutamente errados os que assim argumentam porque se esquecem de duas coisas muito importantes: a primeira é que a Confissão – frequente ou não – pressupõe sempre o arrependimento sincero do mal praticado e, depois, o desejo ou propósito de não voltar a pratica-lo e, a argumentação de que, assim, não há qualquer problema em pecar, já que o perdão, está ali, à disposição, ou que, se sabe que se voltará a cair na mesma falta, talvez, vezes sem conto, e, portanto, a confissão frequente não passará de uma mera hipocrisia mais ou menos disfarçada, também não colhe porque, o contrário, ou seja, o não se confessar, não só imediatamente quando necessário, mas a sua prática regular, levam a um adiamento sine die de uma satisfação que se deve a Deus, da eventual perda de uma oportunidade que nada nem ninguém pode garantir venha a repetir-se.

O Sacerdote que nos ouve em confissão está investido do poder de Cristo e, é sempre, em nome da Santíssima Trindade, que nos dá absolvição. Que pode ser um pecador, talvez até um notório e conhecido grande pecador, não invalida, desde que tenha os poderes legitimamente concedidos pela hierarquia, o valor real e intrínseco da absolvição.

O médico que sofre de uma doença grave não está inibido de receitar a outrem os medicamentos que considere adequados ao quadro clínico que lhe é exposto e nem pelo facto de estar doente podemos concluir que o que nos aconselha não tem valor ou não é aplicável.

Interessa, no entanto, convir que, quem se dispõe a ter uma prática de Confissão regular deve escolher como confessor um sacerdote que, ao longo do tempo, o vá conhecendo intimamente para melhor poder orientar a sua alma e ajudar nos seus desejos de melhoria pessoal. Além do mais, deve compreender-se que, ao sacerdote, não lhe interessam, humanamente, os nossos pecados por mais graves ou aberrantes que possam ser – normalmente já terá ouvido a confissão de pecados que nem imaginamos serem possíveis de cometer – mas, isso sim, está interessadíssimo em aconselhar os meios e práticas que nos levem a corrigi-los, sobretudo, os pecados habituais.

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Textos de Reflexão para 16 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 8-12

8 Digo-vos: Todo aquele que Me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus. 9 Mas quem Me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10 «Todo aquele que falar contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado. 11 Quando vos levarem às sinagogas e perante os magistrados e autoridades, não estejais com cuidado de que modo respondereis, ou que direis, 12 porque o Espírito Santo vos ensinará, naquele mesmo momento, o que deveis dizer».

Comentário:

Porque é que Jesus afirma que, Deus Omnipotente e Misericordioso, está disposto a perdoar todas as faltas dos homens, mesmo as mais graves e abjectas mas que, as blasfémias contra o Espírito Santo ficarão, irremediavelmente sem perdão?
Na verdade, o que me parece é que não se trata da Vontade soberana de Deus, mas sim do livre arbítrio do homem.
Os pecados contra o Espírito Santo, opõem o homem à salvação porque são a própria declaração deste de não querer salvar-se.
Como se dissesse: o assunto não me interessa, não quero ser salvo.
Neste caso, Deus que respeita a liberdade humana, mesmo quando aberrante, nada pode fazer e, consequentemente, não faz a Sua vontade que seria salvar o homem, mas sim a vontade deste que é perder-se.

(ama, comentário sobre Lc 12, 8-12, Maio 2009)

Tema: Virtudes – Paciência 7

Assim como somos salvos na esperança, assim também na esperança somos bem-aventurados; e, tal como a bem-aventurança, assim também a salvação não a possuímos como presente, mas aguardamo-la como futura, e isto graças à paciência; porque estamos no meio de males que devemos suportar com paciência até alcançar-mos aqueles bens onde tudo haverá para nos deleitarmos de uma forma inefável e onde já nada haverá que sejamos obrigados ainda a suportar. 

(Stº Agostinho, A Cidade de Deus, Fundação C. Gulbenkian, Vol. III, Livro XIX, Cap. IV, nr. 1889)

Doutrina: CCIC – 431: Qual a finalidade dos preceitos da Igreja?
                  CIC – 2041 - 2048

Os cinco preceitos da Igreja têm por fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável do espírito de oração, da vida sacramental, do empenho moral e do crescimento do amor de Deus e do próximo.

Tema para breve reflexão - 2010.10.16

Virtudes – Fortaleza 2

A fortaleza mede-se em primeiro lugar pela consistência das ideias.

(Rafael Llano Cifuentes, Fortaleza, Quadrante, S. Paulo, 1991, pg. 12) 

15/10/2010

Mineiros no Chile

Fé e oração são a base do êxito do engenheiro católico que fez perfuração de resgate dos mineiros chilenos

Tema para breve reflexão - 2010.10.15

Virtudes – Fortaleza 1

A fortaleza nasce na cabeça e vive a partir de um centro medular de ideias e convicções inabaláveis, que criam poderosas motivações capazes de superar todos os obstáculos.

(Rafael Llano Cifuentes, Fortaleza, Quadrante, S. Paulo, 1991, pg. 11) 

Bom Dia! Outubro 15, 2010


Em tempos passados, estava muito incutido no povo cristão a chamada “desobriga”, que era a Confissão por alturas da Quaresma.
Viam-se famílias inteiras – Pais e filhos – nas filas dos confessionários aguardando a sua vez de cumprirem essa obrigação. Pode admitir-se que, algumas, talvez muitas, dessas confissões o fossem com o objectivo de cumprir um preceito, um hábito arreigado no povo de Deus e não, como seria desejável, uma Confissão desejada intimamente como uma necessidade concreta de reconciliação com Deus e pacificação do espírito e da alma.
Numa consideração diametralmente oposta, podemos constatar que muitos dos Templos modernos nem sequer têm espaços – confessionários – destinados à audição das pessoas que querem confessar-se com a privacidade e decoro que o Direito Canónico prevê e regulamenta.
É uma pena e, algo grave e sério a ter em conta mas que, não pode servir de desculpa a ninguém que queira, de facto confessar-se.

Por exagero, poder-se-ia opor que, seria necessário que o Sacerdote viesse ter comigo, a um local escolhido por mim – a minha casa, por exemplo – para que eu aceitasse confessar-me. Pensar desta forma é considerar que se faz um favor a Deus, como se o cumprimento da Sua Vontade expressa de tantos modos não fosse uma obrigação grave mas tão só uma decisão tomada adrede quando nos convém.

Talvez pareça que este tema da Confissão tenha uma extensão que não se coaduna com o tema geral do escrito, mas, de facto, é intencional. Porque se nos propomos discorrer sobre a “Melhoria Pessoal e a Vida Interior” não podemos deixar de nos deter com mais detalhe sobre algo tão fundamental para o tema como de facto é a Confissão Sacramental.

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Textos de Reflexão para 15 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 1-7

1 Tendo-se juntado à volta de Jesus milhares e milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou Ele a dizer aos Seus discípulos: «Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.2 Nada há oculto que não venha a descobrir-se e nada há escondido que não venha a saber-se. 3 Por isso as coisas que dissestes nas trevas serão ouvidas às claras, e o que falastes ao ouvido no quarto será apregoado sobre os telhados. 4 «A vós, pois, Meus amigos, digo-vos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. 5 Eu vou mostrar-vos a quem haveis de temer; temei Aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, Eu vos digo, temei Este. 6 Não se vendem cinco passarinhos por dois asses?; contudo nem um só deles está em esquecimento diante de Deus .7 Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; vós valeis mais que muitos passarinhos.

Comentário:
                                                                                       
Nos últimos anos o mundo tem ouvido muitas vezes este grito: Não tenhais medo!
De facto, as preocupações da vida corrente, cada vez mais competitiva e “selvagem”, a sanha dos inimigos de Deus procurando destruir a Sua Igreja, minando a sociedade humana no seu mais profundo alicerce que é a família, os crimes horrendos que se cometem contra a dignidade do ser humano desde a concepção, tudo isto que é grave, sério, aterrador, causa-nos medo.
Mas, Jesus, e nisto é secundado pelos Seus vigários na terra, particularmente João Paulo II, vem dizer que não devemos ter medo de nada a não ser do Demónio e das consequências de deixar-mos que nos subjugue. Seguir Cristo afasta qualquer medo, confiar em Cristo é ter a tranquilidade de que Deus, que é Pai, nos protege e cuida de nós. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 1-7, 2010.08.11)

Tema: Virtudes – Paciência 6

Esperemos com paciência que iremos melhorar e, em lugar de nos inquietarmos por ter feito pouca coisa no passado, procuremos com diligência fazer mais no futuro. 

(J. Tissot, El arte de aprovechar nuestras faltas, Palabra, 11 ed. Madrid 1986, pg. 14, trad ama)

Doutrina: CCIC – 430:  Porque é que o Magistério da Igreja intervém no campo moral?
                  CIC – 2032-2040; 2049-2051

Porque é missão do Magistério da Igreja pregar a fé que deve ser acreditada e aplicada na vida prática. Essa missão estende-se também aos preceitos específicos da lei natural, porque a sua observância é necessária para a salvação.

Festa: Santa Teresa de Jesus

                                                                                                                               
Nota Histórica
Nasceu em Ávila (Espanha) no ano 1515. Tendo entrado na Ordem das Carmelitas, fez grandes progressos no caminho da perfeição e teve revelações místicas. Ao empreender a reforma da sua Ordem teve de sofrer muitas tribulações, mas tudo suportou com coragem invencível. A doutrina profunda que escreveu nos seus livros é fruto das suas experiências místicas. Morreu em Alba de Tormes (Salamanca) no ano 1582. (snl)

14/10/2010

Bom Dia! Outubro 14, 2010





A Confissão Sacramental é o que a Igreja Católica aconselha aos seus filhos como condição, única, para que a situação fique, definitivamente resolvida. O bem alcançado é superior ao mal praticado e, até no foro íntimo pessoal, a satisfação sentida ultrapassa o sentimento de culpa que possa ter-se.

 “Eu confesso-me a Deus”, ouve-se dizer, querendo com isto significar que o Sacramento tal como instituído por Cristo, não é necessário para alcançar o perdão. Mas o que quer dizer-se, realmente, é: não encontro vantagem ou necessidade na Confissão Sacramental, basta-me o reconhecimento pessoal do erro e a pena de o ter cometido ou consentido nele.
É um engano e um engano que pode acarretar graves consequências.
Em primeiro lugar porque se pretende que a Confissão Sacramental não é um acto formal exigido por Jesus Cristo que, ao dar o poder de perdoar os pecados aos Seus Apóstolos – e, consequentemente, aos Seus sucessores através do tempos – ([i]) especifica de forma clara como se obtêm o perdão de Deus para as faltas confessadas.
Não se encontra no Evangelho nenhuma passagem que atribua esta faculdade a mais ninguém e, nem sequer, ao arrependido.
Porquê?
Será que Deus – tal como acredito – que me vê e ouve – não conhece o meu arrependimento e está disposto a perdoar-me?
È evidente que sim. Se voltamos atrás, Cristo não deseja condenar ninguém mas sim salvar e redimir. Escolhe, de forma clara, a forma de obter o perdão divino e não cabe ao homem discutir se esta escolha está ou não correcta.

Quem usa a Confissão Sacramental com regularidade encontrará sempre um benefício íntimo e, até, satisfação, que levarão à sua alma uma alegria e bem-estar insuspeitados. É a confirmação do que anotámos acima ([ii]).
Quem tem por costume a Confissão frequente e regular encontra uma forma eficaz de combater os defeitos e sinais concretos para progredir na melhoria pessoal, já que, o Sacramento não tem apenas o efeito de perdoar as faltas praticadas mas, também de dar forças e meios para evitar as futuras.

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[i] Mt 18, 18
[ii] Lc 15, 7

Tema para breve reflexão - 2010.10.14

Virtudes – Fé 5

A fé projecta uma luz nova sobre a vida do homem, explica-lhe o seu sentido, anima-o a caminhar e condu-lo ao Céu.

(Javier Abad Goméz, Fidelidade, Quadrante, 1989, pg 55)

Textos de Reflexão para 14 de Outubro

Evangelho: Lc 11, 47-54

47 Ai de vós, que edificais sepulcros aos profetas, e foram vossos pais que lhes deram a morte! 48 Assim dais a conhecer que aprovais as obras de vossos pais; porque eles os mataram, e vós edificais os seus sepulcros. 49 Por isso disse a sabedoria de Deus: Mandar-lhes-ei profetas e apóstolos, e eles darão a morte a uns e perseguirão outros, 50 para que a esta geração se peça conta do sangue de todos os profetas, derramado desde o princípio do mundo, 51 desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Sim, Eu vos digo que será pedida conta disto a esta geração. 52 Ai de vós, doutores da lei, que usurpastes a chave da ciência, e nem entrastes vós, nem deixastes entrar os que queriam entrar!». 53 Dizendo-lhes estas coisas, os fariseus e doutores da lei começaram a insistir fortemente e a importuná-Lo com muitas perguntas, 54 armando-Lhe ciladas, e buscando ocasião de Lhe apanharem alguma palavra da boca para O acusarem.

Comentário:

Continuamos ainda no 11º capítulo do Evangelho de S. Lucas. Começa com um ensinamento precioso – o Pai-nosso – com a recomendação insistente da necessidade de orar com perseverança continuando, depois, até estes sete versículos finais num discurso directamente dirigido aos fariseus e doutores da lei.
De facto esta gente procura perder Jesus, desautorizá-lo pô-lo a ridículo, mas, isso, a Jesus pouco lhe importa pessoalmente o que o preocupa, por assim dizer, é o mal que estas atitudes podem fazer aos que O seguem e ouvem com o coração limpo e bem-disposto.
Por isso, de certa forma, os desmascara e põe a nu a falsidade e falta de seriedade dos seus argumentos e do seu comportamento.
A Cristo, não Lhe interessa uma disputa estéril e sem sentido, quer esclarecer as pessoas humildes – as ovelhas sem pastor – que confundidas e sobrecarregadas vêm ter consigo para ouvir as Suas palavras de vida eterna. 

(ama, comentário sobre Lc 1, 47-54, 2010.08.10)

Tema: Virtudes – Paciência 5

Recorda-te que as abelhas no tempo em que fazem o mel comem e sustentam-se de um mantimento muito amargo; e assim nós não podemos praticar actos de maior mansidão e paciência, nem compor o mel das melhores virtudes, senão quando comemos o pão da amargura e vivemos no meio das aflições. 

(S. Francisco de Sales, Introducción a la vida devota, III, 3, trad ama)

Doutrina: CCIC – 429: Como é que a Igreja alimenta a vida moral do cristão?
                   CIC – 2030-2031;  2047

A Igreja é a comunidade onde o cristão acolhe a Palavra de Deus que contém os ensinamentos da «Lei de Cristo» (Gal 6,2); recebe a graça dos sacramentos; une-se à oferta eucarística de Cristo de modo que a sua vida moral seja um culto espiritual; e aprende o exemplo da santidade da Virgem Maria e dos Santos.