02/06/2010

Textos de Reflexão para 06 de Junho

Evangelho: Lc 7, 11-17

11 No dia seguinte foi para uma cidade, chamada Naim. Iam com Ele os Seus discípulos e muito povo .12 Quando chegou perto da porta da cidade, eis que era levado a sepultar um defunto, filho único de uma viúva; e ia com ela muita gente da cidade. 13 Tendo-a visto, o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: «Não chores».14 Aproximou-Se, tocou no caixão, e os que o levavam pararam. Então disse: «Jovem, Eu te ordeno, levanta-te». 15 E o que tinha estado morto sentou-se, e começou a falar. Depois, Jesus, entregou-o à sua mãe. 16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: «Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus visitou o Seu povo». 17 Esta opinião a respeito d'Ele espalhou-se por toda a Judeia e por toda a região circunvizinha.

Meditação:

Surpreendentemente, Jesus faz um portentoso milagre sem que tivesse havido alguma solicitação para o fazer. Fá-lo, de facto, movido apenas pelo Seu coração sensível ao sofrimento de uma pobre mulher desamparada.
Não há dúvida, Ele, sabe sempre o que se passa connosco, o que precisamos, o que nos faz falta e está pronto a concedê-lo mesmo sem mérito da nossa parte.
Esta misteriosa solicitude divina, não a podemos entender e ainda bem porque, assim, mais me convenço que estou inteiramente nas Suas mãos e certo que em nenhum outro lugar poderia estar melhor.

(ama, meditação sobre Lc 7, 11-17, Convento de Cristo Rei, Monte Real, 2009.09.15)

Textos de Reflexão para 05 de Junho

Evangelho: Mc 12, 38-44

38 Dizia-lhes ainda nos Seus ensinamentos: «Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com roupas largas, de serem saudados nas praças39 e de ocuparem as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes, 40 que devoram as casas das viúvas, sob o pretexto de longas orações. Serão julgados com maior rigor». 41 Estando Jesus sentado defronte do cofre das esmolas, observava como o povo deitava ali dinheiro. Muitos ricos deitavam em abundância.42 Tendo chegado uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, que valem um quarto de um asse.43 Chamando os Seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais que todos os outros que deitaram no cofre, 44 porque todos os outros deitaram do que lhes sobrava, ela porém deitou do seu necessário tudo o que possuía, tudo o que tinha para viver».
Meditação:

Aquelas duas moedas que a pobre viúva deitou no gazofilácio...!
Quantas vezes tenho hesitado em dar as minhas duas moedas a quem precisa mais delas que eu; fico "agarrado" a elas como se delas dependesse a minha vida!
E, as duas moedas que não tenho e que...tanto gostaria de ter!
Não estou já, também, "agarrado" a elas?
Desprendimento, desprendimento! Tão longe, cada vez mais longe!
Preso às coisas, às pessoas, às ideias, ao passado, ao futuro, ao que fui, ao que gostaria de ter sido, ao que, eventualmente ainda posso vir a a ser!
Preso a mim mesmo, às "minhas coisas", aos meus projectos, às quiméricas façanhas que hei-de, um dia, praticar...sim...no fim de tudo...eu...eu...eu!
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. Todos são Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.

(AMA, meditação sobre, Mc 12, 38-44, 2006)

Textos de Reflexão para 04 de Junho

Evangelho: Mc 12, 35-37

35 Continuando a ensinar no templo, Jesus tomou a palavra e disse: «Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? 36 O mesmo David inspirado pelo Espírito Santo diz: “Disse o Senhor ao Meu Senhor: Senta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos debaixo dos Teus pés”.37 O própio David, portanto, chama-Lhe Senhor; como é Ele, pois, seu filho?». A numerosa multidão ouvia-O com gosto.

Meditação:

Senhor, como Te dou graças pela instrução e doutrina que tenho recebido. E também a Fé! As primeiras têm-me ajudado a compreender os mistérios da salvação redentora e a forma como a levaste a cabo. A segunda supre o que falta às outras: acredito mesmo sem entender, porque sei que Tu és a própria essência da Verdade. Nem umas nem outras podem estar isoladas, têm de coexistir. Saber doutrina para poder partilhar, ensinar, distribuir de graça o que de graça recebi. Fé, sólida, para informar tudo quanto sei e compreendo, e o que sei e não entendo, porque não me é dado entender os mistérios. Tu sabes mais, dar-me-ás sempre o que necessitar para mim e para os outros.

(AMA, Meditação Mc 12, 35-37, Porto, Junho, 2008)

Textos de Reflexão para 03 de Junho

Evangelho: Lc 9, 11b-17

11 Sabendo isto, as multidões foram-n'O seguindo. E as recebeu, falou-lhes do reino de Deus e curou os que necessitavam de cura. 12 Ora o dia começava a declinar. Aproximando-se d'Ele os doze, disseram-Lhe: «Despede as multidões, para que, indo pelas aldeias e herdades circunvizinhas, se alberguem e encontrem que comer, porque aqui estamos num lugar deserto». 13 Ele respondeu-lhes: «Dai-lhes vós de comer». Eles disseram: «Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que vamos comprar mantimento para toda esta multidão». 14 Pois eram quase cinco mil homens. Então disse aos discípulos: «Mandai-os sentar divididos em grupos de cinquenta». 15 Eles assim fizeram, e mandaram-nos sentar a todos.16 Tendo tomado os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e distribuiu-os aos Seus discípulos, para que os servissem à multidão.17 Comeram todos e ficaram saciados. E recolheram do que sobrou doze cestos de fragmentos.

Meditação:

O Evangelista narra com tanta simplicidade um facto portentoso e extraordinário como se fosse um acontecimento comum e trivial. Naturalmente, São Lucas, conhecendo a vida de Jesus, os milagres espantosos das curas de doentes de todo o tipo, ressurreições de mortos a caminho do sepulcro ou com dias de sepultados, conta os factos com simplicidade, sem empolamentos nem entusiasmos. Compreendo o Evangelista mas sinto como que uma necessidade de “fazer contas”. Mas é tempo perdido e sem nenhuma conclusão. A minha admiração mais se confirma e o meu assombro só aumenta: “cinco pães e os dois peixes… uma multidãogrupos de cinquentacinco mil homens… doze cestos de fragmentos que sobraram…” Se, não, vejamos:
A “cinco mil homens”, corresponderão, pelo menos, 10.000 mulheres e, talvez, umas 5.000 crianças, ou seja, 20.000 bocas que ficaram saciadas. Mas não é tudo porque “recolheram do que sobrou doze cestos de fragmentos”. De que tamanho são os cestos, e os fragmentos dos pães e dos peixes?
Percebo perfeitamente que é “impossível fazer contas” com Jesus Cristo. Não se pode contabilizar a Misericórdia e a Bondade divinas que ultrapassam, sempre, tudo quanto podemos esperar.

(ama, meditação sobre Lc 9, 11b-17, 2010.06.22)

Textos de Reflexão 02 de Junho

Evangelho: Mc 12, 18-27

18 Foram ter com Ele os saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-n'O, dizendo: 19 «Mestre, Moisés deixou-nos escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar a mulher sem filhos, seu irmão tome a mulher dele e dê descendência a seu irmão.20 Ora havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos.21 O segundo casou com a viúva e morreu também sem deixar filhos. Do mesmo modo o terceiro.22 Nenhum dos sete deixou filhos. Depois deles todos, morreu também a mulher.23 Na ressurreição, pois, quando tornarem a viver, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram por mulher». 24 Jesus respondeu-lhes: «Não andareis vós em erro, porque não compreendeis as Escrituras, nem o poder de Deus? 25 Quando ressuscitarem de entre os mortos, nem os homens tomarão mulheres, nem as mulheres maridos, mas todos serão como anjos do céu.26 Relativamente à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés, como Deus lhe falou sobre a sarça, dizendo: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob”? 27 Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Logo vós estais num grande erro».

Comentário:

‘Creio na ressurreição dos mortos’, é símbolo da minha fé que afirmo com o coração e a inteligência. Este acto de fé não deixa de precisar de alimento, que és Tu, Senhor, com a Tua Misericórdia e Bondade, vindo até mim na Santíssima Eucaristia. Que eu tenha presente, Senhor, esta realidade. Um dia, retomarei este meu corpo mortal e viverei para sempre. Que, essa vida, Senhor, seja a contemplação da Tua Face por toda a eternidade.

(AMA, meditação sobre Mc 12, 18-27, Porto, Maio 2008)

01/06/2010

MAS AS CRIANÇAS... SENHOR!!!


«Uma história, por favor!»

O Dia Mundial da Criança assinalado com um texto de Maria Teresa Maia Gonzalez escrito para este dia e para os leitores da Agência ECCLESIA.


Corbis
Um destes dias, ia sentada no autocarro atrás de uma menina e sua mãe, que tinha ido buscá-la à escola. Como a menina não fazia questão de falar baixo e o autocarro ia silencioso, não pude deixar de ouvir a conversa…
- Mãe, logo contas-me uma história antes de eu dormir?
A mãe não respondeu, mantendo-se virada para a paisagem que via pela janela. Assim, a filha voltou a pedir, desta feita com mais delicadeza:
- Mãe, logo à noite contas-me uma história, por favor?
 A jovem mãe da criança deu-lhe, então atenção:
- Ó Ana, tu sabes que eu não tenho cabeça para te contar histórias! Ando estafada, não vês?
- Mas era só uma história pequenina… - tornou a Ana, fazendo uma voz irresistível.
- Tu agora até já sabes ler! – atalhou a mãe.
- Pois, mas não é a mesma coisa – refilou a menina.
- Ora! Quando fores passar um fim de semana a casa do teu pai, pede-lhe a ele que te conte uma história, que ele deve andar mais folgado do que eu – replicou a mãe, já a impacientar-se.
A criança ficou algum tempo calada. Por fim, voltou à carga:
- É que o pai não tem tempo. Ele chega a casa quando eu já estou a dormir…
- Pedes-lhe que te conte a história de manhã – sugeriu a mãe, agora mais sensibilizada.
- Oh… De manhã o pai vai logo para o computador e, além disso tem de ser à noite!
A mãe não entendeu aquela lógica e, desviando novamente o olhar da janela, interessou-se:
- Mas, afinal, tem de ser à noite porquê?
- É que a minha professora disse que, quando ela era pequenina, o pai ou a mãe dela contavam-lhe uma história à noite e que isso a fazia sonhar!
- Ah, já estou a perceber… - disse, então, a mãe da Ana. – Tu queres é sonhar… E queres sonhar com quê, posso saber?
A menina voltou a ficar em silêncio. Depois, respondeu, como se falasse para si mesma:
 - Eu queria sonhar que o pai e tu tinham um bebé… E eu tinha um mano pequenino…
A mãe exasperou-se:
- Mas que coisa! Então tu não sabes que o teu pai escolheu a família dele, Ana?! Não falámos já tantas vezes sobre isso?!
- Sim… - respondeu a menina, em voz mais baixa, encolhendo-se no banco. – Mas o que eu queria saber é porque é que ele não me escolheu a mim…
A conversa terminou ali. Mãe e filha saíram do autocarro poucos minutos depois. Eu fiquei a olhá-las, pela janela, solidária com a perplexidade triste da menina, cuja pergunta (cheia de sentido e legitimidade) não obteve qualquer resposta.
E pensei: hoje, como ontem, ser criança deveria ser sinónimo de… ser feliz! Como seria bom se a Ana e todos os meninos e meninas do mundo não tivessem de pedir «por favor» uma história que lhes desse o direito a serem felizes, ainda que apenas no país dos sonhos!..

Textos de Reflexão 01 de Junho

Evangelho: Mc 12, 13-17

13 Enviaram-Lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que O apanhassem em alguma palavra.14 Chegando eles, disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és verdadeiro, que não atendes a respeitos humanos; porque não consideras o exterior dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade: É lícito pagar o tributo a César, ou não? Devemos pagar ou não?». 15 Jesus, reconhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: «Porque Me tentais? Trazei-Me um denário para Eu ver». 16 Eles o trouxeram. Então disse-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Responderam-Lhe: «De César». 17 Então Jesus disse-lhes: «Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus». E admiravam-n'O.

Comentário:

A Tua imagem em mim, Senhor, que está impressa indelevelmente na minha alma, deve estar presente em todo o momento no meu espírito. Assim eu não serei capaz de Te ofender. Que eu não me esqueça, meu Senhor e meu Deus, que Te pertenço, que sou teu inteiramente e tudo faça por merecer o dom da vida.

(AMA, meditação, Mc 12, 13-17, Porto, Maio 2008)

31/05/2010

MEDITAÇÕES DE MAIO

31

MONSTRA TE ESSE MATREM

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.
Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.
Monstra te esse matrem!
Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona.

Ámen. 

Textos de Reflexão 31 de Maio

Evangelho: Lc 1, 39-56

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá.40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre.43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre.45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». 46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem.51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo.52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes.53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias.54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.

Meditação:

Aprenda eu, contigo, minha Mãe, a ser lesto na ajuda aos outros, pondo de lado as minhas ‘razões’, os incómodos, as dificuldades. Os outros, muitos, esperam por mim, para que lhes leve a palavra do teu Filho, para que lhes explique a Sua Vida, para que os ajude a ver a Luz que trouxe ao mundo.
Que não me fique agarrado á minha suposta ‘importância’, de considerar que não è ‘digna de mim’ esta ou aquela tarefa apostólica. Tu, a Mãe de Deus, deste-me o exemplo, como em tudo. Saiba eu, com a tua ajuda maternal, tudo fazer para o seguir.

(AMA, meditação, Enxomil, Maio 2008)

30/05/2010

Textos de Reflexão 30 de Maio

Evangelho: Jo 16, 12-15

12 Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis compreender agora.13 Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará no caminho da verdade total, porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir.14 Ele Me glorificará, porque receberá do que é Meu e vo-lo anunciará.15 Tudo quanto o Pai tem é Meu. Por isso Eu vos disse que Ele receberá do que é Meu e vo-lo anunciará.

Comentário:

Jesus continua a falar-lhes da Santíssima Trindade e, evidentemente, eles não podem abarcar completamente quanto lhes diz. Mas não importa, mesmo assim, o Senhor vai-lhes falando de todas essas coisas, porque, depois, quando o Espírito Santo vier, tudo se tornará claro e transparente. Então, recordados das palavras do Mestre, os Apóstolos verão com meridiana clareza tudo quanto precisam saber para fortalecer a sua fé e aumentar o seu amor e confiança em Jesus Cristo.

(ama, Comentário sobre Jo 16, 12-15, Março 2009)

MEDITAÇÕES DE MAIO

30

SALVE RAINHA

PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE CRISTO. AMÉM!

Sem a tua ajuda não conseguiremos porque não somos dignos. Com o teu auxílio seremos capazes de merecer o que o teu Filho tem reservado para nós.

(ama, 18ª meditação sobre a Salve Rainha)

29/05/2010

FRUTOS

Não tenho figos!

Olha o meu tronco, forte, nodoso, retorcido pelos ventos e tempestades mas firme e estável.
Repara nos meus ramos, vê como se estendem á minha volta.
Observa bem a minha folhagem rica, lustrosa.
Dá-te conta da belíssima árvore que sou, frondosa, viva, imponente.

Que queres mais?

A minha sombra proporciona-te refrigério nas tardes de Estio.
Podes abrigar-te debaixo da minha frondosa copa nas tempestades de Inverno.

Ainda não estás satisfeito?

Olha, tenho alguns ramos secos que podes queimar numa fogueira para te aqueceres. Bastar-te-ão umas poucas folhas para fazeres um leito confortável para descansares o teu corpo fatigado.
É fácil subir pelo meu tronco até aos ramos mais altos, dali avistarás o caminho que perdeste e retomar, seguro, a viagem.

Mas... Não me ouves!? Que queres ainda!? Que procuras?

Frutos!!!

Não, não tenho frutos mas, é só por enquanto, logo, depois de crescer um pouco mais, dos meus ramos se estenderem mais longe e mais alto, da minha folhagem ser ainda mais frondosa e bela, então sim, poderei pensar em dar frutos. Serão à minha medida: grandes, suculentos, lustrosos, atraentes. Saciarão a fome, serão um prazer para o paladar.

Mas...queres frutos agora?

Não! Já te disse que, agora, não os tenho!

Mais tarde… talvez…

(ama, dissertação sobre a Parábola da figueira, 2010.05.28)

Textos de Reflexão 29 de Maio

Evangelho: Mc 11, 27-33

27 Voltaram a Jerusalém. E, andando Jesus pelo templo, aproximaram-se d'Ele os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos, 28 e disseram-Lhe: «Com que autoridade fazes Tu estas coisas? E quem Te deu o direito de as fazer?».29 Jesus disse-lhes: «Eu também vos farei uma pergunta; respondei-Me e Eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.30 O baptismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-Me». 31 Mas eles discorriam entre si: «Se respondermos que era do céu, Ele dirá: “Porque razão, então, não crestes nele?”.32 Responderemos que é dos homens?». Temiam o povo, porque todos tinham a João como um verdadeiro profeta.33 Então responderam a Jesus: «Não sabemos». E Jesus disse-lhes: «Pois nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas».
Comentário:

Exige-se uma explicação mas nega-se a resposta. É a “exigência” que usam os de critério duvidoso e pouco correcto. Alguém que faz o bem à sua volta – como é o caso de Jesus e dos Seus milagres – precisa de explicar de onde lhe vem a autoridade para actuar desse modo? Que queriam que dissesse? “Eu faço isto porque Deus me dá esse poder”, pois não era evidente! O que na verdade querem é que Jesus lhes diga que é o Messias, o Filho de Deus feito homem! Mas porquê? Porque, conhecendo as Escrituras sabiam muito bem que a vinda do Messias há muito esperado seria acompanhada de prodígios idênticos aos que Jesus realizava e não podiam conceber que, sendo assim, Ele se não tivesse apresentado primeiro aos Príncipes dos Sacerdotes e chefes do povo mas, antes, tivesse escolhido uma humilde família para se incorporar na raça humana e uma povoação sem destaque para viver. O Messias tem de ser como eles querem e não, como Deus quer que seja. Também nós, por vezes, procuramos um Deus à nossa medida que nos resolva os problemas e aplane as dificuldades, um Deus particular para nosso uso e serviço. Quem procura “este Deus” não o encontrará, porque não existe. (ama, comentário sobre Mc 11, 27-33, 2010.02.22)

MEDITAÇÕES DE MAIO

29

SALVE RAINHA

ROGAI POR NÓS SANTA MÃE DE DEUS

Com a certeza que temos que o Filho ouve a Mãe te pedimos: Pede por nós que não sabemos o que pedir.

(ama, 17ª meditação sobre a Salve Rainha)

28/05/2010

MEDITAÇÕES DE MAIO

28

SALVE RAINHA

SEMPRE VIRGEM MARIA

Virgem antes do parto, virgem depois do parto! Ó Maria, Mãe de Cristo, ensina-nos a modéstia, o pudor, a pureza de atitudes, pensamentos e obras.

(ama, 16ª meditação sobre a Salve Rainha)

Textos de Reflexão 28 de Maio

Evangelho: Mc 11, 11-26

11 Entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo observado tudo, como fosse já tarde, foi para Betânia com os doze.12 Ao outro dia, depois de saírem de Betânia, teve fome.13 Vendo ao longe uma figueira que tinha folhas, foi lá ver se encontrava nela algum fruto. Aproximando-Se, nada encontrou senão folhas, porque não era tempo de figos.14 Então disse à figueira: «Nunca mais alguém coma fruto de ti». Os discípulos ouviram-n'O.15 Chegaram a Jerusalém. Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam as pombas.16 E não consentia que ninguém transportasse nenhum objecto pelo templo; 17 e os ensinava dizendo: «Porventura não está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração por todas as gentes”? Mas vós fizestes dela “um covil dadrões”». 18 Ouvindo isto os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam o modo de O matar; porque O temiam, visto todo o povo admirar a Sua doutrina.19 Quando se fez tarde, saíram da cidade.20 No outro dia pela manhã, ao passarem, viram a figueira seca até às raízes.21 Então Pedro, recordando-se, disse-Lhe: «Olha, Mestre, como se secou a figueira que amaldiçoaste». 22 Jesus, respondendo-lhe, disse-lhes: «Tende fé em Deus.23 Em verdade vos digo que todo aquele que disser a este monte: “Tira-te daí e lança-te no mar”, e não hesitar no seu coração, mas tiver fé de que tudo o que disse será feito, assim acontecerá.24 Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, crede que o haveis de conseguir e o obtereis.25 Quando estiverdes a orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados.26 Porque, se vós não perdoardes, também o vosso Pai que está nos céus, não perdoará os vossos pecados».

Meditação:

Olho para mim, Senhor, e vejo-me uma árvore com muita ramagem – às vezes bem frondosa – mas, ao procurar bem encontro muito poucos frutos. Bem sei que a minha vontade, o meu desejo, é dar muito fruto de que possam servir-se tantos outros que, de mim, os esperam. Bem sei que a minha vontade e os meus desejos são muito maiores que as minhas acções e, sei-o bem, tudo isto porque muitas vezes – tantas vezes – faço o que quero, o que ‘me parece melhor’ em vez de fazer o que devo que é, sempre, o que Tu queres. Ensina-me, Senhor, a fazer em tudo a Tua Vontade Santíssima. Só assim os frutos surgirão, maduros e atraentes para que, outros, os possam aproveitar e saciar a sua fome de doutrina. 

(AMA, Meditação sobre o Evangelho, Mc 11,1-26, 2008.05,14)

Cavaco Silva e as eleições


Cavaco Silva «ganhava as eleições» se tivesse vetado a lei do casamento homossexual, diz D. José Policarpo

«Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal», defende Cardeal Patriarca

O Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva “usasse o veto político” na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito “ganhava as eleições” presidenciais do próximo ano.
“Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal”, diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.
“O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu”, referiu o prelado à Rádio Renascença.
No entender de D. José Policarpo, “o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser”.
Ao pronunciar-se sobre a visita do Papa Bento XVI a Portugal, o Cardeal Patriarca considera que abriu um momento de entusiasmo em relação à Igreja, que precisa de pessoas que mostrem como é “entusiasmante viver o Evangelho na vida de hoje”.
D. José Policarpo alerta para a necessidade de os leigos assumirem cada vez mais a gestão de instituições sociais ligadas à Igreja, de forma a deixar tempo aos padres para desempenharem o seu papel de pastores. (in ECCLESIA)


NOTA:


Repito o que venho afirmando: Cavaco Silva não é um católico que, por eleição dos portugueses, é Presidente da Répública, mas sim um Presidente da República que, por opção dos seus pais que o baptizaram, é cristão.

27/05/2010

A CAPA


A CAPA... (a propósito do Evangelho de hoje ‘Mc 10, 46-52’)

Detenhamo-nos num pormenor desta Palavra, desta descrição do milagre da recuperação da vista, para quem andava nas trevas.
Porquê os pormenores?

Se acreditamos que a Palavra escrita é inspirada no e pelo espírito Santo, então os pormenores têm de ter algum significado e esse significado será conforme o mesmo Espírito nos leva a discernir em cada momento.

«E ele, atirando fora a capa, deu um salto e veio ter com Jesus»
O cego Bartimeu, atirou fora a capa…

Quantas vezes a capa que “usamos” nas nossas vidas, não nos deixa ver o caminho, não nos deixa ver a verdade, não nos deixa viver o amor.

É a capa do orgulho, a capa do respeito humano, a capa do dinheiro, a capa do prazer, a capa do egoísmo, a capa da auto-suficiência, a capa do sofrimento, a capa da comiseração, a capa do queixume, a capa da critica, a capa da má-lingua, a capa das “minhas certezas”, a capa da “minha fé”…

Cada um pode escolher, ou melhor, descobrir a sua capa, ou capas…
E por isso muitas vezes não “vemos”, não temos luz para o caminho das nossas vidas.

Vemos tudo com os olhos do corpo, mas os “olhos” do nosso coração estão fechados, estão cegos, não vêem a luz da paz, da alegria, da vida nova com e em Cristo.

Por vezes tiramos a capa, mas não a atiramos fora, guardamo-la e tornamos a usá-la…

O cego Bartimeu «atirou fora a capa», não quis mais saber dela, só lhe interessava Jesus Cristo que lhe podia fazer recuperar a vista, a vista que lhe trazia uma vida nova…

Nada mais lhe interessava! Ele queria aquela vida nova, porque sabia no seu intimo que era uma vida abundante, em que podia “ver”…

E a fé de Bartimeu?!

Ele não se levantou e caminhou!

Não, ele «deu um salto», como quem mergulha em algo que não sabe o que é, mas tem a certeza de que é bom, a certeza de quem confia, de quem espera, a certeza de quem tem Fé…

Ah, Senhor dá-nos a força para também atirarmos fora as nossas capas, para bem longe de nós.

Melhor Senhor, toma Tu conta delas, para que não caiamos na tentação de as querermos reaver…

Ah Senhor, dá-nos a coragem para darmos o salto para Ti, de olhos fechados, sem medo do “que lá vem”, mas na certeza da Fé de que Tu nos abrirás os olhos e nos darás a luz para caminharmos no Teu amor.

Monte Real, 1 de Outubro de 2007

Joaquim Mexia Alves

Textos de Reflexão 27 de Maio

Evangelho: Mc 10, 46-52


46 Chegaram a Jericó. Ao sair Jesus de Jericó, com os Seus discípulos e grande multidão, Bartimeu, mendigo cego, filho de Timeu, estava sentado junto ao caminho.47 Quando ouviu dizer que era Jesus Nazareno, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». 48 Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele cada vez gritava mais forte: «Filho de David, tem piedade de mim!».49 Jesus, parando, disse: «Chamai-o». Chamaram o cego, dizendo-lhe: «Tem confiança, levanta-te, Ele chama-te». 50 Ele, lançando fora a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.51 Tomando Jesus a palavra, disse-lhe: «Que queres que te faça?». O cego respondeu: «Rabboni, que eu veja!». 52 Então Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou». No mesmo instante recuperou a vista, e seguia-O no caminho.

Meditação:


E imediatamente começa um diálogo divino, um diálogo maravilhoso, que comove, que abrasa, porque tu e eu somos agora Bartimeu. Da boca divina de Cristo sai uma pergunta: quid tibi vis faciam? Que queres que te faça? E o cego: Mestre, faz que eu veja. Que coisa mais lógica.
E tu, vês? Não te aconteceu já, alguma vez, o mesmo que a esse cego de Jericó? Não posso agora deixar de recordar que, ao meditar nesta passagem há já muitos anos e ao compreender então que Jesus esperava alguma coisa de mim - algo que eu não sabia o que era! - compus para mim, umas jaculatórias: Senhor, que queres? Que me pedes? Pressentia que me procurava para uma realidade nova e o Rabboni, ut videam - Mestre, que eu veja - levou-me a suplicar a Cristo, numa oração contínua: Senhor, que se faça isso que Tu queres. 


(S. josemaria, Amigos de Deus, 197)

Tema: Espírito Santo, sensibilidade à Sua acção


A Tradição cristã resumiu a atitude que devemos adoptar para com o Espírito Santo num só conceito: docilidade. Sermos sensíveis aquilo que o Espírito Divino promove à nossa volta e em nós mesmos: aos carismas que distribui, aos movimentos e instituições que suscita, aos efeitos e decisões que faz nascer nos nossos corações... 
(s. josemaria, Cristo que Passa, 130)




MEDITAÇÕES DE MAIO

27

SALVE RAINHA

Ó DOCE

Doce Rainha impera com ternura sobre os nossos corações por vezes amargurados e endurecidos pelas vicissitudes desta vida.

(ama, 15ª meditação sobre a Salve Rainha)