O dia amanheceu mais claro que o de ontem. O céu está menos carregado. Ameaça chover mas, por enquanto... O vento sopra com menos força.
Retomo o meu diálogo de ontem:
_ Mas, Senhor...
Interrompe-me:
_ Já disseste ao Pedro o que Eu te disse ontem?
_ Senhor, o Pedro já sabia! Aliás a Fernandinha também sabia porque, ainda há poucos dias quando lhe disse:
_ Vê os caminhos de Deus?! A ti, poupou-te e, à Zeca..., me respondeu:
_ Talvez porque, eu, ainda não estava "madura" e, a Zeca, já está...
_ Sabes, António, não tentes entender as Minhas razões, aceita-as apenas, mais tarde... entenderás tudo!
_ Mas, Senhor, eu não sou um super-homem; sou fraco, débil, pusilânime...onde vou buscar a força para fazer como Tu queres?
_ A minha Graça bastar-te-á!
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
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18/06/2007
17/06/2007
Morte!
O dia está tão triste, cinzento, chuvoso...O vento sopra forte levantando remoinhos de folhas ainda mal formadas que arrancou ás árvores do jardim. Olho para as nuvens carregadas e penso naquela mulher - sombra da mulher atlética, forte, dinâmica, cheia de vida, esfusiante de actividade -, sim aquela "sombra" que jaz no seu leito de morte e penso...na tristeza deste dia de Junho!
E...nada posso fazer, nada me compete fazer. Não tenho lenitivo para a dor, não encontro palavras adequadas a aliviar, não tenho atitude que solidarize. Ah! Não tenho nada...
Penso num milagre e nas extraordinárias "explosões" de Fé, de conversões que daí resultariam e...ponho-me a "argumentar" com Deus:
_ Tu já viste, Senhor, já pensasTe bem? Seria uma autêntica revolução nos corações, nas almas, de tantos e tantos; talvez, sobretudo, daqueles que, mais cépticos, não querem confessar o seu autêntico terror ante a morte, dos que, esquecidos que são Teus filhos, não voltam à Tua casa que abandonaram por meia dúzia de coisas, dos pobres de espírito que não vêm a dimensão divina do ser humano e se limitam a vê-lo, baixo, atarracado, achatado ao rés da terra quando Tu nos fizesTe para ser-mos grandes, livres... divinos à Tua Imagem e Semelhança, dos outros todos que não encontram senão nas lágrimas e no inconformismo o refúgio para os seus corações amargurados, esquecendo- se da Tua Santíssima Mãe, Refúgio e Consolação dos aflitos.
Vou-te dizendo estas coisas enquanto o vento sopra e as nuvens cavalgam o Céu escuro como breu. No meio do fragor da tempestade que entretanto desabou, oiço-Te no meu coração:
É que, Eu, meu filho...preciso mais dela no Céu do que tu dela necessitas na terra!
E...nada posso fazer, nada me compete fazer. Não tenho lenitivo para a dor, não encontro palavras adequadas a aliviar, não tenho atitude que solidarize. Ah! Não tenho nada...
Penso num milagre e nas extraordinárias "explosões" de Fé, de conversões que daí resultariam e...ponho-me a "argumentar" com Deus:
_ Tu já viste, Senhor, já pensasTe bem? Seria uma autêntica revolução nos corações, nas almas, de tantos e tantos; talvez, sobretudo, daqueles que, mais cépticos, não querem confessar o seu autêntico terror ante a morte, dos que, esquecidos que são Teus filhos, não voltam à Tua casa que abandonaram por meia dúzia de coisas, dos pobres de espírito que não vêm a dimensão divina do ser humano e se limitam a vê-lo, baixo, atarracado, achatado ao rés da terra quando Tu nos fizesTe para ser-mos grandes, livres... divinos à Tua Imagem e Semelhança, dos outros todos que não encontram senão nas lágrimas e no inconformismo o refúgio para os seus corações amargurados, esquecendo- se da Tua Santíssima Mãe, Refúgio e Consolação dos aflitos.
Vou-te dizendo estas coisas enquanto o vento sopra e as nuvens cavalgam o Céu escuro como breu. No meio do fragor da tempestade que entretanto desabou, oiço-Te no meu coração:
É que, Eu, meu filho...preciso mais dela no Céu do que tu dela necessitas na terra!
20/01/2007
Lição de vida
Estive lá, em casa do Pedro, ontem à noite.
A Zeca parece uma sombra deformada de uma mulher alta, de constituição atlética...talvez tenha diminuido uns vinte centímetros, move-se com extrema dificuldade, sustenta-se apenas graças a uma espécie de arnês que lhe mantém o tronco, não a prumo, mas possívelmente unido ao resto do frágil corpo.
Mas, a Zeca, não vive no corpo devastado pela doença, vive nos olhos que mantêm o fulgor da ansiedade criativa, da cabeça sempre fervilhando com ideias, projectos, pinturas, exposições, coisas para fazer...muitas coisas para fazer.
Naquelas três horas, ontem à noite, não a ouvi queixar-se uma única vez!
O Pedro, olha para nós, com um olhar sereno e consciente. Sem receio e, estranhamente confiante.
Vim de lá envergonhado por todas as vezes que me queixo de coizitas sem importância.
A Zeca parece uma sombra deformada de uma mulher alta, de constituição atlética...talvez tenha diminuido uns vinte centímetros, move-se com extrema dificuldade, sustenta-se apenas graças a uma espécie de arnês que lhe mantém o tronco, não a prumo, mas possívelmente unido ao resto do frágil corpo.
Mas, a Zeca, não vive no corpo devastado pela doença, vive nos olhos que mantêm o fulgor da ansiedade criativa, da cabeça sempre fervilhando com ideias, projectos, pinturas, exposições, coisas para fazer...muitas coisas para fazer.
Naquelas três horas, ontem à noite, não a ouvi queixar-se uma única vez!
O Pedro, olha para nós, com um olhar sereno e consciente. Sem receio e, estranhamente confiante.
Vim de lá envergonhado por todas as vezes que me queixo de coizitas sem importância.
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