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18/10/2011

História de uma pergunta ao Papa na JMJ - 4

Um programa ambicioso

A Universidade de Strathmore através do Programa de Alcance Comunitário, conta-nos Roselyne, comprometeu-se a doar a mesma quantia que o conjunto de todos os estudantes: por cada xelim que entreguem, a Universidade entregará outro. Desde que se pôs em marcha a campanha, no passado 25 de Julho, arrecadaram-se cerca 300.000 xelins.

Os primeiros que se puseram em marcha para ajudar nesta situação de emergência em África foram os próprios africanos, mas não é suficiente, necessita-se a cooperação internacional para que se reduza o número de mortos pela fome.

Roselyne diz-nos que a ajuda estatal não chega à zona de Turkana na diocese de Lodwar, no norte do Quénia. E é a Igreja católica que consegue que a ajuda chegue às escolas, aos dispensários, aos hospitais, aos infantários, etc.

O programa de solidariedade da Universidade também atende a KOPLWA, (Organização Queniana de Pessoas Vivendo com Sida) e ao Centro de VIH, assim como à escola secundaria baptista de Soweto. Ambos se encontram nos bairros pobres de Kibera. Alguns estudantes de Strathmore têm um programa tutorial na escola, uma vez que reconhecem que a capacitação e formação dos jovens de zonas marginais é a melhor forma de alimentar o futuro do país.

Roselyne esteve com outras jovens quenianas na JMJ de Madrid e também aqui continuou trabalhando para recolher entre os jovens solidariedade com o norte do Quénia e Somália.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 2011.09.14 (trad do castelhano, ama)

17/10/2011

História de uma pergunta ao Papa na JMJ - 3

"A gente vive com uma refeição comida cada dois dias"

O bispo falou da imensa tarefa de alimentar mais de 200.000 pessoas, que estão absolutamente desnutridas e desesperadas pela tragédia que estão padecendo nessa região do país.

"A matrícula escolar duplicou na região porque as crianças têm a garantia de uma refeição na escola. E alguns deles não tomam os alimentos que se servem, para leva-los para casa e partilhá-los com os demais membros das suas famílias".

Roselyne com algumas das raparigas quenianas que participaram na Jornada Mundial da Juventude

Os pais fazem jogos psicológicos com os filhos para enganar a fome. Vertem agua na frigideira e mantêm-na fervendo até que os filhos adormeçam.

O Bispo Kimengich saiu da sua diocese para fazer um apelo desesperado. “Não posso voltar para a minha diocese com os bolsos vazios ", disse preocupado. Desde que foi ordenado Bispo de Lodwar, em Maio de 2010, não choveu na sua diocese e as temperaturas oscilam entre os 40 e 45 graus centígrados. Citando um explorador que foi a Lodwar em 1860 assegura-nos que "Turkana está ao lado do inferno".

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 2011.09.14 (trad do castelhano, ama)

16/10/2011

História de uma pergunta ao Papa na JMJ -2

Uma campanha contra a fome

Roselyne Warau Mwangi finalizou a carreira de Ciências Económicas e Comercio na Universidade de Strathmore há um ano, e agora trabalha ali como professora ajudante, onde também é a promotora do programa de solidariedade COP (Programa de Alcance Comunitário).

“Os pais fazem jogos psicológicos com os filhos para enganar a fome. Vertem agua na frigideira e mantêm-na fervendo até que os filhos adormeçam"

 “Em 22 de Julho passado visitou-nos o Reverendíssimo Domingo Kimengich, bispo da Diocese Católica de Lodwar, uma das mais pobres de Quénia que está padecendo os efeitos devastadores da seca e lançou uma campanha contra a fome. O objectivo da campanha é recolher dinheiro, alimentos e orações pelas pessoas afectadas pela fome no norte do Quénia. A campanha está a ser coordenada pelo Programa de Alcance Comunitário (CAP) que promovemos na Strathmore”.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 2011.09.14 (trad do castelhano, ama)

15/10/2011

História de uma pergunta ao Papa na JMJ

Roselyne Warau Mwangi pode perguntar a Bento XVI na Vigília de Cuatro Vientos sobre o sentido do sofrimento. Dirige um programa para paliar os efeitos da devastadora seca que assola o norte do Quénia, Etiópia e Somália.
  
"O meu nome é Roselyne Warau. Sou queniana e trabalho na Universidade de Strathmore. Passo a maior parte do meu tempo trabalhando no campo social, com marginalizados e pessoas muito pobres. Recentemente na minha Universidade, pusemos em marcha uma campanha especial para ajudar as vítimas da fome no Quénia, Etiópia e Somália.

Sua Santidade disse que nós os pobres podemos tocar a Cristo. Mas às vezes não é fácil, porque perante tanto sofrimento no mundo, especialmente nesta crise económica, perguntamo-nos pelo sentido da dor no plano de Deus. Quando as pessoas que sofrem, ou os estudantes da Universidade, me fazem este tipo de pergunta, não tenho uma resposta fácil. Como posso fazer-lhes entender que Cristo está vivo e sofredor nos pobres? Como dizer-lhes que muito importantes para Deus e que Deus não se esqueceu deles?".

Esta foi a pergunta que Roselyne Warau Mwangi fez ao Papa durante a Vigília de Cuatro Vientos, na Jornada Mundial da Juventude, e que por causa da chuva e do vento, o Papa no podo responder directamente.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 2011.09.14 (trad do castelhano, ama)