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11/11/2020

Novíssimos

 


PURGATÓRIO

 

Contemplar o mistério

 

O Purgatório é uma misericórdia de Deus, para limpar os defeitos dos que desejam identificar-se com Ele. 

Não queiras fazer nada para ganhar mérito nem por medo das penas do purgatório: desde agora e para sempre, empenha-te em fazer tudo, até as coisas mais pequenas, para dar gosto a Jesus. 

"Esta é a vossa hora, e o poder das trevas". - Então, o homem pecador tem a sua hora? - Sim... E Deus, a sua eternidade! 

 

10/11/2020

Novíssimos

 



PURGATÓRIO

 

3. O que é o purgatório? É para sempre?

 

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, embora estejam certos da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, para alcançarem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu. A Igreja chama purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é completamente diferente do castigo dos condenados.

 

Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que a Escritura fala: “Por isso [Judas Macabeu] mandou fazer um sacrifício expiatório pelos mortos, para ficarem livres do pecado” (2 M 12, 46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios por eles, em particular o sacrifício eucarístico (cf. DS 856), para, uma vez purificados, poderem chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência pelos defuntos. [1]

 



[1] Catecismo da Igreja Católica, 1030-1032

06/11/2020

Purgatório

 


O que é o purgatório? É para sempre?

 

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, embora estejam certos da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, para alcançarem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu. A Igreja chama purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é completamente diferente do castigo dos condenados.

Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que a Escritura fala: “Por isso [Judas Macabeu] mandou fazer um sacrifício expiatório pelos mortos, para ficarem livres do pecado” (2 M 12, 46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios por eles, em particular o sacrifício eucarístico (cf. DS 856), para, uma vez purificados, poderem chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência pelos defuntos. 

05/11/2020

Novíssimos

 


Purgatório

A menor pena do Purgatório excede a maior pena desta vida.

(São Tomás de Aquino, Scriptum super libros Sententiarum, Dist. 21, quet. 1, art. 1, sol. 3 III, 46, 6, 3)

02/11/2020

Novíssimos

 


O que são os Novíssimos?

O céu, a morte, o purgatório...

O CÉU

 

1. O que há depois da morte? Deus julga cada pessoa pela sua vida?

 

O Catecismo da Igreja Católica ensina que «a morte põe termo à vida do homem, enquanto tempo aberto à aceitação ou à rejeição da graça divina, manifestada em Jesus Cristo» «Ao morrer, cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através de uma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do céu, quer para se condenar imediatamente para sempre».

 

Neste sentido São João da Cruz fala do juízo particular de cada um dizendo que «ao entardecer desta vida, examinar-te-ão no amor».

30/06/2011

Doutrina, Filosofia, Teologia: Com a sua descida aos infernos, Cristo libertou as almas do purgatório?

Parece que Cristo, com sua descida aos infernos,  libertou as almas do purgatório:

1. Na verdade, diz Agostinho: “Como evidentes testemunhos fazem menção dos infernos e de suas dores, nenhum motivo existe que nos leve a acreditar que o Salvador para lá tenha descido senão de o livrar dessas dores não sei se todos os que lá encontrou ou se alguns que considerou dignos desse benefício. Não tenho dúvidas, porém, de que Cristo desceu aos infernos e concedeu esse benefício aos que sofriam com suas dores”. Mas não concedeu o benefício da libertação aos condenados, como foi dito acima (a. 6). Ora, além deles não há mais ninguém a suportar as dores da pena senão os que estão no purgatório. Logo, Cristo libertou as almas do purgatório.
2. Além disso, a própria presença da alma de Cristo não teve um efeito menor que o de seus sacramentos. Ora, pelos sacramentos de Cristo, libertam-se as almas do purgatório, principalmente pelo sacramento da Eucaristia. Logo, com mais razão, as almas foram libertadas do purgatório pela presença de Cristo, que desceu aos infernos.
3. Ademais, diz Agostinho que Cristo curou de modo completo todos os que curou nesta vida. E diz também o Senhor no Evangelho de João: “Curei completamente um homem num dia de sábado(7, 23). Ora, aqueles que estavam no purgatório, Cristo os livrou da dívida da pena do dano, que os excluía da glória. Logo, também os livrou da dívida da pena do purgatório.
EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz Gregório: “Uma vez que nosso Criador e Redentor, ao penetrar nos claustros infernais, de lá retirou as almas dos eleitos, não permite ele que nós vamos para o lugar de onde, com sua descida, já libertou outros”. Ora, ele permite que nós vamos para o purgatório. Portanto, ao descer aos infernos, não libertou as almas do purgatório.

Como já se disse, a descida de Cristo aos infernos teve carácter libertador pelo poder de sua paixão. Ora, a paixão dele não tem um poder temporal e transitório, mas para sempre, conforme diz a Carta aos Hebreus: “Por uma única oblação levou para sempre à perfeição os que santificou(10, 14). Fica claro, assim, que a paixão de Cristo não teve então maior eficácia do que tem agora. Logo, aqueles que eram iguais aos que agora estão no purgatório não foram libertados do purgatório pela descida de Cristo aos infernos. Mas se se encontrassem alguns iguais aos que agora são libertados do purgatório pela força da paixão de Cristo, então nada impediria que pela descida de Cristo aos infernos eles fossem libertados do purgatório.

Suma Teológica, III, 52, 8

Quanto às objecções iniciais, portanto, deve-se dizer que:

1. Não se pode concluir da passagem de Agostinho que todos os que estavam no purgatório foram libertados de lá; mas que esse benefício foi concedido a alguns, ou seja, aos que já estavam suficientemente purificados, ou também aos que, ainda em vida, mereceram, pela fé, amor e devoção em relação à morte de Cristo, ser libertados da pena temporal do purgatório, quando Cristo para lá desceu.
2. O poder de Cristo age nos sacramentos, sarando e expiando. Por isso, o sacramento da Eucaristia livra o homem do purgatório, porquanto é um sacrifício satisfatório pelo pecado. Ora, a descida de Cristo aos infernos não foi satisfatória. Operava, porém, por força da paixão, que foi satisfatória, mas era satisfatória em geral, pois seu poder tinha de ser aplicado a cada um por algo especialmente pessoal. Portanto, não havia necessidade de que, pela descida de Cristo aos infernos, todos fossem libertados do purgatório.
3. As deficiências de que Cristo livrava ao mesmo tempo os homens neste mundo eram pessoais, próprias de cada indivíduo. Ora, a exclusão da glória de Deus era uma deficiência geral comum a toda a natureza humana. Por isso, nada impede que os que estavam no purgatório fossem, por Cristo, libertados da exclusão da glória, mas não da dívida da pena do purgatório, que diz respeito a defeitos pessoais. De outro lado, os santos patriarcas, antes da chegada de Cristo, foram libertados das próprias deficiências, mas não da deficiência comum a todos.


14/01/2011

Purgatório

MAIS ALTO


PURGATÓRIO

NÃO É UM LUGAR, MAS UM FOGO DO AMOR

O purgatório não é tanto um "espaço" onde as almas são purificadas, mas um "fogo interior" que purifica a pessoa e a torna capaz de contemplar Deus, afirmou hoje Bento XVI, durante a audiência geral.
Como de costume nos últimos meses, o Papa quis dedicar a catequese de hoje, realizada na Sala Paulo VI, a uma mulher, Santa Catarina de Génova, conhecida por suas reflexões sobre a natureza do purgatório.
Esta mulher italiana, que viveu no século XVI, teve uma forte experiência interior de conversão, que a levou a renunciar à vida mundana que tinha levado até então, dedicando-se a cuidar dos doentes, até sua morte.
Catarina teve uma série de revelações místicas, que narrou em seu Tratado sobre o Purgatório e no Diálogo entre a alma e o corpo.


(Este texto é a melhor explicação sobre o purgatório que já li, VCL)