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13/01/2012

Graças Deus por ser milionário

Não. Não é una boutade, nem uma piada. É a pura verdade. É a oração de um sacerdote jubilado, octogenário sim, mas em seu são juízo, que expressa o seu grande agradecimento ao Autor de todo o bem e Pai de todos os homens. São os meus íntimos sentimentos neste dia – acabamos de estrear um ano e celebramos a festa de Reis - ao ver a tanta gente que só fala aos outros da sua saúde, de dinheiro e dos apuros que nos esperam em Janeiro de Janeiro e no presente ano 2012.

Não ignoro, como todos os meus concidadãos, que se contam por milhões os desempregados, os pensionistas, os sem casa nem família, os indigentes, os que mal conseguem chegar ao fim do mes, os que vivem da caridade, os doentes incuráveis e crónicos e os que em muitas partes do mundo vivem sem um copo de agua nem um pedaço de pão que levar à boca. Bem o recalcam dia após dia os meios de comunicação e o que contam os missionários

Ante este panorama, eis aqui um pobre e idoso sacerdote – sentindo-se solidário com os mais pobres e deserdados do mundo, pelos quais reza e ajuda segundo as suas possibilidades, que diz em voz alta que dá graças a Deus por ser milionário.

Por algum leitor que ainda não tenha compreendido por donde vai o sentido da minha oração de cristão e por quê digo que sou milionário, tratarei de explicar-me. Creio que são também milhões de irmãos meus os que em todo o mundo podem e devem dar graças a Deus “sempre e em todo o lugar” por ser milionários de bens mais importantes que o dinheiro ou os bens materiais.

Todos quantos temos o necessário para viver sob um tecto, comer e vestir, sem luxos nem desperdícios, e inclusive para gostos pessoais e supérfluos, já temos motivos - se somos crentes cristãos de verdade - para dar continuas graças a Deus.

Se a isto se acrescenta a paz de consciência, a fé e esperança em Jesus Cristo, na Sua Palavra do Evangelho, nas Suas promessas de vida eterna, no amor que sentimos no nosso coração, partilhado com familiares, amigos e irmãos na fé, Aida que com limitações, problemas e sofrimentos que todos têm, devemos concluir com toda verdade que SOMOS MILIONÁRIOS EM VALORES ESPIRITUAIS e QUE DEVEMOS DAR GRAÇAS A DEUS PELA FÉ, ESPERANÇA E AMOR QUE ELE NOS DEU.

(MIGUEL RIVILLA SAN MARTIN [1], trad ama)



[1] O padre Miguel Rivilla Sanmartin é um sacerdote jubilado. Como publicista católico colaborou na imprensa e meios escritos. Interessam-lhe especialmente a apologética, a liturgia, a moral e a pastoral individualizada.

09/10/2011

Deus no centro da tua vida

Duc in altum
Para os que acreditamos em Deus, está fora de toda discussão, que Deus - além de ser nosso Pai, é também nosso Senhor e Criador. Só Ele nos criou, salvou e redimiu. Por Ele vivemos, somos e existimos. Ainda que Ele não apelasse aos seus direitos de criação e redenção, os homens, suas criaturas - “obra das suas mãos “e” filhos por adopção gratuita”, devemos “reconhecê-los “. É justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-lhe graças, sempre e em toda a parte. Deus é a fonte de onde emanam todos os demais direitos. Os tão apregoados direitos dos homens e dos povos, não teriam razão de ser, nem nenhuma consistência, se não partissem de Deus.
A máxima dignidade do ser humano, vem-lhe, precisamente, de ser “obra e filho de Deus, criado à sua imagem e semelhança”. Evidentemente que, que num contexto de autêntico e pleno clima de amor - só se dará no céu - sobraria o apelo aos direitos de Deus, mas, por desgraça, não é esta a situação terrena.
Os mandamentos de Deus estão em vigor ou não? Não são estes a expressão mais clara e contundente dos direitos divinos, que Jesus Cristo não veio abolir, mas sim dar plenitude e cumprimento?


Tudo o aqui expresso, NÃO TEM ANDA A VER NEM COM TEOCRACIAS NEM COM CLEROCRACIAS. É, simplesmente, a expressão mais natural de pessoas cristãs, que põem Deus no centro das suas vidas.


miguel rivilla sanmartin, trad ama