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19/03/2022

Quaresma Semana 2 Sábado

 


(Re Lc II, 41-45)

 

A Santa Igreja Católica lembra hoje de modo especial São José.

A cultura ocidental judaico-cristã assinala o dia como Dia do Pai.

Ambas me parecem muito "justadas" porque, de facto, José foi o Pai Adoptivo de Jesus Cristo e personifica a pessoa do Pai.

Na história da salvação São José tem um papel discreto - o Evangelho refere-o pouquíssimas vezes - mas, na verdade, foi de uma importância fundamental como Chefe da Sagrada Família, Guarda, Protector e Mestre do nosso Salvador.

É, por decisão do Magistério, o Pai da Igreja fundada por Jesus.

Parece-me lógico tê-lo como meu Pai e Senhor e meu principal Intercessor, em quem confio inteiramente porque, como diz Santa Teresa: "Como negará Jesus o que o Seu Pai Adoptivo Lhe peça!?!?

 

Carta pessoal:

Hoje, meu Querido Pai, tenho de escrever-te uma cartinha; em vida escrevi-te algumas que sempre guardaste, como o meu Irmão Joaquim veio a encontrar no teu espólio pessoal mas, hoje, sinto uma como que "pressão" interior que me leva a dizer:

Tenho carregado este fardo que me pesa há tantos anos… ter-te desiludido nas tuas legítimas expectativas a meu respeito.

Não correspondi como devia e, Tu, sabias que eu podia; fiquei-me numa mediania confortável, acobardando-me nas decisões e, sobretudo, nas acções que deveria ter levado a cabo.

Peço desculpa, arrependo-me.

Quero sentir, uma e outra vez, a tua mão na minha cabeça e ouvir-te dizer: “Um homem, para o ser, tem de ser igual a si mesmo”.

Querido Pai, no Céu, onde estás, pede ao Senhor por mim!

 

S. JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

19/03/2013

Para meu Pai

Noite de Natal Monte Real 1977

2013.03.19

Meu querido Pai:

Escrevo-lhe esta carta no 'seu dia'.

Lembro-me quando era estudante jovem, de guardar as ‘notas’ do segundo período de aulas no colégio para lhas oferecer.

Normalmente boas notas, muito boas… mesmo.

E, lembro-me bem do que invariavelmente me dizia:

“Muito bem, obrigado, mas… aqui tiveste só um ‘dezoito’! Porque não tiraste um ‘vinte’?”

E eu não percebia muito bem a sua insatisfação (satisfeita), levei tempo a compreender que queria mais de mim, queria tudo o que eu podia dar: o máximo!

E foi sempre assim, um homem de ‘máximos’ toda a sua vida e é  essa imagem de homem probo, amável, exigente mas compreensivo que guardo para sempre.

Aí no Céu, celebra com os manos, o Manel Zé, a Mena, a Belinha e o Zézinho este dia, aqui, na terra, o João, a Trinda eu, o Pedro e o Joaquim, celebramos também.

Peço a São José a quem tinha tanta devoção, seja o portador desta.
Que melhor ‘carteiro’ poderia escolher!

E,. como sempre… despeço-me:

Um beijo do seu filho muito amigo, que lhe pede a bênção,

António