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16/06/2022

Publicações em Junho 16

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XVVIII)

 

Personagem

 

Desta vez vou “meter-me” neste trecho de São Mateus personificando a figura do Rei. Tenho por hábito – assim me ensinou o Rei meu Pai – acudir às necessidades dos meus súbditos e, por vezes, vou algo mais além do que seria aconselhável ou, até, prudente. Aconteceu exactamente com um homem que, sei, possuía razoáveis meios de fortuna, mas que por motivos que não averiguei se viu numa situação muito delicada. Veio à minha presença várias vezes com pedidos de ajuda que nunca lhe neguei. Concedi-lhe sempre o que me pedia.  Acontece que ontem mesmo, o meu administrador veio ter comigo para me expor um problema que me deixou… atónito. Começou por dizer-me que o erário real estava francamente desfalcado e que os empréstimos que vinha fazendo não poderiam continuar no mesmo ritmo e, sobretudo, montantes, sob pena de correr risco de forte recessão. Concretamente referiu-me o tal servo de que falava cuja dívida atingia a enormidade de dez mil talentos!   Rapidamente fiz as ”contas”: Dez mil talentos, uns sessenta milhões de denários! Sendo um denário o salário diário de um trabalhador… Tive de reconhecer que me excedera e de algum modo não fora justo para com os outros meus súbditos entregando a um o que poderia ter repartido por muitos. Mandei chamar o homem e, sem mais, disse-lhe que era tempo de me devolver o que lhe emprestara. A reacção foi surpreendente: disse-me pura e simplesmente que não tinha como pagar-me. Perguntei-lhe o que fizera com tanto dinheiro que lhe emprestara para reconstruir a sua vida, mas… não me deu resposta.   Ao meu ouvido o administrador dizia-me que este súbdito não era muito boa pessoa, descurava os seus deveres até para com a família e, tudo isto porque tinha o terrível vício da avareza. No fim e ao cabo o dinheiro que eu lhe dava graciosamente servia para empresta-lo a outros cobrando juros elevadíssimos, praticando uma usura miserável com o que não era de facto seu. Fiquei naturalmente indignado e lavrei uma sentença que, em suma, decretava que se vendesse quanto tinha, se apreendessem todos os seus bens, se necessário vendessem a mulher e os filhos até reunir a quantia em dívida. Mas o desgraçado – não posso chamar-lhe outra coisa – lavado em lágrimas e gemendo pediu-me encarecidamente que lhe desse um pouco mais de tempo, que conseguiria resolver a sua vida e reunir o necessário para satisfazer a dívida. Tive pena do pobre homem, é verdade! Senti uma enorme pena de uma pessoa que, não obstante a sua má conduta, talvez merecesse que lhe concedesse o que me pedia. Mas eu tinha bem a noção da enormidade da dívida e que nunca lhe seria possível devolver-me o que lhe emprestara. Assim, para acabar com o assunto e na esperança que realmente se corrigisse, perdoei-lhe toda a dívida e mandei-o embora em paz. Confesso que fiquei muito contente com a minha decisão, afinal de que me serve ser Rei se não posso fazer o que quero com o que é meu?

Festa



CORPO DE DEUS

Jesus ficou na Eucaristia para remediar a nossa fraqueza, as nossas dúvidas, os nossos medos, as nossas angústias; para curar a nossa solidão, as nossas perplexidades, os nossos desânimos; para nos acompanhar no caminho; para nos amparar na luta. Sobretudo, para nos ensinar a amar, para nos atrair ao seu Amor. (D. Javier Echevarría no ano da Eucaristia proclamado por São  João Paulo II).

Links sugeridos:

 

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31/05/2018

FESTA DO CORPO DE DEUS


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Hoje a Igreja celebra a grande festa do Corpo de Deus que remonta ao século XIII instituída pelo papa Urbano IV.
O sentido desta festa é a consideração e o culto à presença real de Cristo na Eucaristia. São Tomás de Aquino compôs especialmente para esta festa dois belíssimos hinos, dos quais, talvez o mais conhecido seja o "Adorote devote" [i] que é costume de muitos cristãos recitarem ás 5ªs Feiras durante as acções de graças da Sagrada Comunhão.

Não havemos de parar na nossa admiração pela misericórdia de Jesus Cristo em ficar connosco - para sempre - oculto no Sacrário das Igrejas da terra.

Ali está Ele, esperando por nós, por uma pequena visita durante o dia ou, se o não pudermos fazer, um elevar do nosso pensamento até ao sacrário mais próximo, dizendo-lhe, no interior do nosso coração o que o Anjo de Portugal ensinou aos Pastorinhos de Fátima:
«Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Te; peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam»

(AMA, Palestra, Porto, 19.06.2003)



[i] Adoro-te com amor Deus escondido, que sob estas espécies és presente, dou-te o meu coração, inteiramente em Tua contemplação desfalecido. A vista, o tacto, o gosto nada sabem, só no que o ouvido sabe se há-de crer, creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer, nada mais verdadeiro pode ser que a própria palavra da Verdade. Na Cruz estava oculta a divindade, aqui também o está a humanidade e, contudo, eu creio e confesso que ambas estão aqui na realidade e que o que pedia o bom ladrão eu peço.
Não vejo as chagas como Tomé, mas confesso-te, meu Deus e meu Senhor, faz-me ter cada vez mais fé, uma esperança maior e mais amor. Oh memorial morte do Senhor, oh vivo pão que ao homem dás a vida, que a minha alma sempre de ti viva, que sempre lhe seja doce o teu sabor. Oh doce pelicano, oh bom Jesus, lava-me com o Teu Sangue, a mim, imundo, com esse Sangue do qual uma só gota pode salvar do pecado todo o mundo. Jesus a Quem contemplo oculto agora, dá-me o que eu desejo ansiosamente: ver-te face a face na Tua Glória e na Glória contemplar-te eternamente.



26/05/2016

FESTA DO CORPO DE DEUS

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Hoje, por feliz coincidência, celebra a Igreja a grande festa do Corpo de Deus que remonta ao século XIII instituída pelo papa Urbano IV.

O sentido desta festa é a consideração e o culto à presença real de Cristo na Eucaristia. 

São Tomás de Aquino compôs especialmente para esta festa dois belíssimos hinos, dos quais, talvez o mais conhecido seja o "Adorote devote" [i] que é costume de muitos cristãos recitarem ás 5ªs Feiras durante as acções de graças da Sagrada Comunhão.

Não havemos de parar na nossa admiração pela misericórdia de Jesus Cristo em ficar connosco - para sempre - oculto no Sacrário das Igrejas da terra.

Ali está Ele, esperando por nós, por uma pequena visita durante o dia ou, se o não pudermos fazer, um elevar do nosso pensamento até ao sacrário mais próximo, dizendo-lhe, no interior do nosso coração o que o Anjo de Portugal ensinou aos Pastorinhos de Fátima:

«Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Te; peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam».

(AMA, Palestra, Porto, 19.06.2003)




[i] Adoro-te com amor Deus escondido, que sob estas espécies és presente, dou-te o meu coração, inteiramente em Tua contemplação desfalecido. A vista, o tacto, o gosto nada sabem, só no que o ouvido sabe se há-de crer, creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer, nada mais verdadeiro pode ser que a própria palavra da Verdade. Na Cruz estava oculta a divindade, aqui também o está a humanidade e, contudo, eu creio e confesso que ambas estão aqui na realidade e que o que pedia o bom ladrão eu peço.
Não vejo as chagas como Tomé, mas confesso-te, meu Deus e meu Senhor, faz-me ter cada vez mais fé, uma esperança maior e mais amor. Oh memorial morte do Senhor, oh vivo pão que ao homem dás a vida, que a minha alma sempre de ti viva, que sempre lhe seja doce o teu sabor. Oh doce pelicano, oh bom Jesus, lava-me com o Teu Sangue, a mim, imundo, com esse Sangue do qual uma só gota pode salvar do pecado todo o mundo. Jesus a Quem contemplo oculto agora, dá-me o que eu desejo ansiosamente: ver-te face a face na Tua Glória e na Glória contemplar-te eternamente.


12/02/2014

Temas para meditar 12

Corpus Christi

Jesus diz agora e sempre: Vinde a mim todos os que andais angustiados, e Eu vos aliviarei(Mt 11, 28). Efectivamente Jesus está numa atitude de convite, de conhecimento e de compaixão por nós; mais ainda, de oferecimento, de promessa, de amizade, de bondade; de remédio para os nossos males, de confortador, e ao ainda mais, de alimento, de pão, de fonte de energia e de vida.


(PAULO VI, Homília no Corpus Christi,1974.06.13)

12/06/2012

Festas populares


As festas dos Santos Populares estão quase a chegar e – com excepção do famoso Santo António – a dimensão religiosa fica praticamente esquecida. É o que acontece na esmagadora maioria dos países de velha tradição cristã, como é o nosso.
Por isso, celebrar os santos populares é bom, mas em termos de fé, não basta viver dos restos, daquilo que já fomos e fizemos.
Aliás, contentar-se com o que temos (ou julgamos ter) – como disse o Papa quando veio ao Porto – é morte a prazo.
Por isso, numa sociedade descrente e nesta cultura que nem sequer está consciente da própria incredulidade, os meros resíduos cristãos não bastam para dar sentido à vida.
A única via é dar testemunho de fé. Foi exactamente o que aconteceu ontem na procissão do Corpo de Deus pelas ruas de Lisboa: gente e mais gente, a perder de vista, em silêncio e adoração, de joelho em terra à passagem do Santíssimo Sacramento.
Porque pelas ruas da cidade, não passou algo meramente residual, passou Cristo vivo e presente, que alimenta a nossa esperança para sempre.

AURA MIGUEL, 2012.06.08, Pag 1

23/06/2011

Corpo de Deus

Corpo de Deus: uma festa com mais de sete séculos

 

Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do "triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia".

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na actual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.
Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento.
Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente a uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa. Em alguns países, no entanto, a solenidade é celebrada no Domingo seguinte.
Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.
Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.
Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Christianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.
Nos séculos XVI e XVII, a resposta às negações do movimento protestante que se expressou na fé e na cultura - arte, literatura e folclore - contribuiu para avivar e tornar significativas muitas das expressões da piedade popular para com a Eucaristia.
A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo praticamente desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho.
A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).
Tapete de Corpus Christi em Poá - São Paulo
O cortejo processional da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo prolonga a Eucaristia: logo depois da missa, a hóstia nela consagrada é levada para fora do espaço celebrativo, a fim de que os fiéis dêem testemunho público de fé e veneração ao Santíssimo Sacramento.
A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis, sendo também para fonte de bênçãos.
À semelhança das procissões eucarísticas, a festa do "Corpus Christi" termina geralmente com a bênção do Santíssimo Sacramento.

Ecclesia

22/06/2011

O Corpo de Deus volta às ruas de São Petersburgo…depois de 93 anos e milhares de mártires.

A Câmara Municipal de San Petersburgo (Rússia) concedeu autorização para que se celebre esta semana a Procissão do Corpus Christi na avenida Nevski, a mais importante da cidade, percorrida por uma multidão de turistas e na qual se encontram as igrejas das principais confissões: ortodoxa, católica, luterana e arménia.

A procissão deste ano será presidida por Paolo Pezzi, o arcebispo católico de Moscovo (a diocese inclui São Petersburgo) e contará com a participação de cônsules de diversos países europeus.

Será a segunda vez que se celebra esta procissão na história da cidade: a anterior foi há 93 anos, e vários dos seus organizadores morreriam mártires sob o comunismo poucos meses ou anos depois.
 
Um testemunho da época:

O sacerdote Francisk Rutkovskiy descreveu a procissão de 1918 vários anos depois, na sua biografia sobre o bispo Cepliak:

«Antes que o mal começasse a impor-se, os católicos de Petersburgo viveram um momento solene e alegre para a Igreja. A 30 de Maio de 1918 pela primeira vez na história desta cidade, a procissão do Corpus Christi percorreu as suas ruas. Cristo, sob a espécie do pão, no esplendor da Sua majestade, como Vencedor, dava a sua bênção ao mundo. (…)

E tão grande era a majestade desta marcha que todos os espectadores [refere-se à população basicamente russa e ortodoxa] caíram de joelhos, se tiraram os chapéus e com admiração contemplaram a cena incompreensível e jamais vista que tinham à sua frente: a união dos ritos e das nacionalidades sob um só pastor e uma só ordem. (...)


Presidia à multidão o novo ordinário da diocese de Moguilev, o metropolita Ropp. O bispo Cepliak caminhava perto do baldaquino, silencioso e recolhido em oração. Cumpriam-se os seus sonhos, os exércitos de Cristo, estendidos para além das muralhas dos templos... A Santa Missa, solene, celebrou-se a céu aberto."

Depois chegou a Revolução. Em 1920 havia uns 900 sacerdotes católicos na União Soviética (que incluía regiões católicas da Ucrânia e Bielorrússia) e uns 2 milhões de fiéis.   Apenas 10 anos depois, 600 sacerdotes católicos tinham sido eliminados. Entre 1937 e 1938 foram executados outros 140 sacerdotes católicos. O estudo sistemático da perseguição aos católicos ainda está por realizar.

Esta semana, depois de 93 anos, a custódia com o Santíssimo voltará a percorrer a Avenida Nievskiy.