Mostrar mensagens com a etiqueta AMA - Comentários ao Evangelho Mc 3 20-21. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta AMA - Comentários ao Evangelho Mc 3 20-21. Mostrar todas as mensagens

23/01/2016

Evangelho, comentário, L. espiritual


 Tempo Comum
Semana II

Evangelho: Mc 3, 20-21

20 Depois, foi para casa e de novo acorreu tanta gente, que nem sequer podiam tomar alimento. 21 Quando os Seus parentes ouviram isto, foram para tomar conta d'Ele; porque diziam: «Está louco».

Comentário:

Tinham razão os parentes de Jesus ao dizerem que estava louco.
Esta loucura do Senhor é uma loucura de amor que, primeiro O trouxe até ao meio de nós, assumindo identidade humana em tudo igual a nós excepto no pecado.

Sujeita-se a ser tratado como louco, facínora, beberrão, insultado na Sua honra, cuspido, violentado da forma mais cruel e desumana e, finalmente, pregado numa cruz!

Por amor?

Sim pela loucura do amor divino pelos homens – todos os homens – que veio para redimir e salvar.
Não nos é possível a nós, pobres humanos, retribuir este amor com a mesma dimensão, a mesma “loucura”, mas podemos – e devemos – dar-lhe o amor que Ele nos pede e, Ele, só nos pede o que somos capazes de dar.

(ama, comentário sobre Mc 3, 20-21, 2011.12.20)


Leitura espiritual



Vida cristã

A força do fermento

A sociedade é como um tecido de relações entre os homens.
O trabalho, a família e as outras circunstâncias da vida criam uma rede de vínculos, em que a nossa existência se encontra como que tecida [i], de modo que quando procuramos santificar a profissão concreta, a situação familiar particular ou o resto dos deveres correntes, não estamos a santificar uma fibra isolada, mas todo o tecido social.

Este trabalho santificador converte os cristãos em poderoso fermento de ordenação do mundo, de modo que este reflete melhor o amor com que foi criado.
Quando a caridade está presente em qualquer atividade humana, reduzem-se os espaços de egoísmo, principal fator de desordem no homem, nas suas relações com os outros e com as coisas.
Assim, portadores do Amor do Pai no meio da sociedade, os fiéis leigos «estão aí chamados por Deus a cumprir a seu próprio encargo, guiando-se pelo espírito evangélico, de modo que, como a levedura, contribuam, a partir de dentro, para santificação do mundo» [ii]

A eficácia transformadora dessa levedura cristã no trabalho depende, em grande medida, de que cada um procure alcançar uma preparação adequada.
Esta não deve limitar-se à instrução específica – técnica ou intelectual – que cada profissão requer.
Há outros aspetos que, por serem imprescindíveis para alcançar uma verdadeira "competência" humana e cristã, influem directíssimamente nas relações laborais e sociais que se originam à volta do trabalho e que são fundamentais para ordenar a Deus o tecido social.

Ser do mundo sem ser mundanos

O cristão que está chamado a santificar-se na sua profissão deve ser do mundo, mas não ser mundano.
Procura o bem-estar temporal, mas não o considera como o bem supremo.
Reconhece com realismo a presença do mal, mas não desanima quando o encontra, procura antes reparar e lutar com mais empenho para o purificar do pecado.
Nunca deve faltar o entusiasmo, nem no vosso trabalho nem no vosso empenho por construir a cidade temporal.
Ainda que, ao mesmo tempo, como discípulos de Cristo que crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências [iii], procureis manter vivo o sentido do pecado e da reparação generosa, frente aos falsos otimismos dos que, inimigos da cruz de Cristo [iv], baseiam tudo no progresso e nas energias humanas [v].

"Ser do mundo", em sentido positivo, leva a ter espírito contemplativo no meio de todas as atividades humanas (...), tornando realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estejamos, tanto mais temos que ser de Deus [vi].
Esta aspiração, longe de produzir retraimento diante das dificuldades do ambiente, impulsiona para uma maior audácia, fruto de uma presença de Deus mais intensa e constante.
Porque somos do mundo e somos de Deus, não nos podemos fechar: «não é lícito aos cristãos abandonar a sua missão no mundo, como a alma não pode separar-se voluntariamente do corpo» [vii].
S. Josemaria concretiza essa tarefa de cidadãos cristãos em contribuir para que o amor e a liberdade de Cristo presidam a todas as manifestações da vida moderna, a cultura e a economia, o trabalho e o descanso, a vida de família e a convivência social [viii].

Manifestação capital do espírito cristão – e mesmo simplesmente humano – é reconhecer que a plena felicidade humana se encontra na união com Deus, não na posse de bens terrenos.
É justamente o contrário de ser mundano.
O mundano põe todo o coração nos bens deste mundo, sem se lembrar de que estão feitos para o conduzir ao Criador.
Pode suceder alguma vez, que diante da experiência de pessoas que, afastadas de Deus, parecem encontrar felicidade ao dispor dos bens que desejam, surja o pensamento de que a união com Deus não é a única fonte de alegria plena. Mas não nos devemos enganar.
Trata-se de uma felicidade inconsistente, superficial e não isenta de inquietações.
Essas mesmas pessoas seriam incomparavelmente mais felizes, já nesta terra e depois plenamente no Céu, se tratassem a Deus e ordenassem para a Sua glória o uso desses bens.
A sua felicidade deixaria de ser uma felicidade frágil, exposta a muitas eventualidades e não temeriam – com esse temor que lhes tira a paz – que viessem a faltar-lhes uns ou outros bens, nem os assustaria a realidade da dor e da morte.

As bem-aventuranças do Sermão da montanha –– bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos..., os que têm fome e sede de justiça..., os que sofrem perseguição por causa da justiça... [ix] mostram que a plena felicidade a bem-aventurança não se encontra nos bens deste mundo.
S. Josemaria ficava magoado porque, às vezes, se enganam as almas.
Fala-se-lhes de uma libertação que não é a de Cristo.
Os ensinamentos de Jesus, o Seu Sermão da Montanha, essas bem-aventuranças que são um poema do amor divino, ignoram-se. Só se procura uma felicidade terrena, que não é possível alcançar neste mundo [x].



As palavras do Senhor não justificam, no entanto, uma visão negativa dos bens terrenos, como se fossem maus ou impedimento para alcançar o Céu.
Não são obstáculo, mas matéria de santificação e o Senhor não convida a recusá-los.
Ensina, antes, que o único necessário [xi] para a santidade e a felicidade é amar a Deus.
Quem não dispõe desses bens ou quem sofre, deve saber não só que a alegria plena pertence ao Céu, mas que já nesta terra é "bem-aventurado" – pode ter uma antecipação da felicidade do Céu – porque a dor e, em geral, a carência de um bem, tem valor redentor se se acolhe por amor à Vontade do nosso Pai Deus, que tudo ordena para o nosso bem [xii].

Procurar o bem-estar material para os que nos rodeiam é muito agradável a Deus, é uma forma maravilhosa de embeber de caridade as realidades temporais e é perfeitamente compatível com a atitude pessoal de desprendimento que o Senhor nos ensinou.

Mentalidade laical, com alma sacerdotal

Um filho de Deus há-de ter alma sacerdotal, porque foi feito participante do sacerdócio de Cristo para co-redimir com Ele.
Nos fiéis do Opus Dei, por estarem chamados a santificar-se no meio do mundo, esta caraterística encontra-se intrinsecamente unida à mentalidade laical, que leva a realizar o trabalho e os diversos afazeres com competência, de acordo com as suas leis próprias, queridas por Deus [xiii].

No âmbito básico das normas de moral profissional, que interessa cuidar delicadamente como pressuposto necessário para santificar o trabalho, há muitos modos de levar a cabo as tarefas humanas de acordo com o querer de Deus.
Dentro das leis próprias de cada atividade, e na ampla perspectiva que abre a moral cristã, há muitas opções, todas elas santificáveis, entre as quais cada um pode escolher com responsabilidade e liberdade pessoais, respeitando a liberdade dos outros.
Essa liberdade intransferível faz com que a participação de cada um na vida social – no lar, no trabalho, na convivência – seja única, original e irrepetível, como é irrepetível a resposta ao amor a Deus de cada alma.
Não devemos privar a família humana do bom exercício da nossa liberdade, fonte de iniciativas de serviço aos outros para a glória de Deus.

O Fundador do Opus Dei ensinou que assumir profundamente este facto é caraterística essencial do espírito da Obra.

Liberdade, meus filhos, liberdade, que é a chave dessa mentalidade laical que todos temos no Opus Dei [xiv].

A alma sacerdotal e a mentalidade laical são dois aspetos inseparáveis no caminho de santidade que S. Josemaria ensina.
Em tudo e sempre temos que ter – tanto os sacerdotes como os leigos – alma verdadeiramente sacerdotal e mentalidade plenamente laical, para que possamos entender e exercitar na nossa vida pessoal aquela liberdade de que gozamos na esfera da Igreja e nas coisas temporais, considerando-nos ao mesmo tempo cidadãos da cidade de Deus [xv] e da cidade dos homens [xvi].

Para ser fermento de espírito cristão na sociedade é preciso que na nossa vida se cumpra esta união, de modo que todos os nossos afazeres profissionais, realizados com mentalidade laical, estejam empapados de alma sacerdotal.

Sinal claro desta união é pôr em primeiro lugar o trato com Deus, a piedade, que para um filho de Deus se pode concretizar no cumprimento de um plano de vida espiritual. Necessitamos de alimentar o Amor como impulso vital da nossa vida, porque não é possível trabalhar realmente para Deus sem uma vida interior cada vez mais profunda.
Como recordava S. Josemaria:
Se não tiverdes vida interior, ao dedicar-vos ao vosso trabalho, em lugar de o divinizar, poderia suceder-vos o que sucede ao ferro, quando está vermelho e se mete em água fria: destempera-se e apaga-se. Deveis ter um fogo que venha de dentro, que não se apague, que incendeie tudo aquilo em que toque. Por isso pude dizer que não quero nenhuma obra, nenhum trabalho, se os meus filhos não melhoram nele. Meço a eficácia e o valor das obras, pelo grau de santidade que adquirem os instrumentos que as realizam.

Com o mesmo vigor com que antes vos convidava a trabalhar e a trabalhar bem, sem medo ao cansaço; com essa mesma insistência, vos convido agora a ter vida interior.
Nunca me cansarei de o repetir: as nossas Normas de piedade, a nossa oração, são o primeiro.
Sem a luta ascética, a nossa vida não valeria nada, seríamos ineficazes, ovelhas sem pastor, cegos que guiam outros cegos [xvii], [xviii].

Para que o fermento não se desvirtue, tem de ter a força de Deus. Deus é que transforma.
Só quando permanecemos unidos a Ele somos verdadeiramente fermento de santidade.
De outro modo estaremos na massa como simples massa, sem contribuir com o que se espera da levedura.
O empenho por cuidar de um plano de vida espiritual acabará por produzir o milagre da acção transformadora de Deus: primeiro em nós mesmos, por ser esse plano um caminho de união com Ele e, como consequência, nos outros, na sociedade inteira.

j. lópez díaz

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 31. Cfr. João Paulo II, Exhort. apost. Christifideles laici, 30-XII-1988, n. 15.
[ii] Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 31. Cfr. João Paulo II, Exhort. apost. Christifideles laici, 30-XII-1988, n. 15.
[iii] Gal 5, 24
[iv] Flp 3, 18
[v] S. Josemaria, Carta 9-I-1959, n. 19, em E. Burkhart, J. López, Vida cotidiana y santidad en la enseñanza de San Josemaría, I, Rialp, Madrid 2010, p. 439. Cfr. Cristo que passa, nn. 95-101.
[vi] S. Josemaria, Forja, n. 740.
[vii] Epistola ad Diognetum, 6.
[viii] S. Josemaria, Sulco, n. 302.
[ix] Mt5, 3 ss.
[x] S. Josemaria, Apontamentos de uma meditação, 25-XII-1972, em E. Burkhart, J. López, Vida cotidiana y santidad en la enseñanza de San Josemaría, III, Rialp, Madrid 2013, p. 125.
[xi] Lc10, 42.
[xii] Cfr. Ro 8, 28.
[xiii] Cfr. Conc. Vaticano II, Const. past. Gaudium et spes, n. 36.
[xiv] S. Josemaria, Carta 29-IX-1957, citado por A. Cataneo,. Tracce per una spiritualità laicale offerte dall'omelia Amare il mondo appassionatamente, em revista "Annales Theologici" 16 (2002) 128.
[xv] cfr. Ef2,19
[xvi] S. Josemaria, Carta 2-II-1945, n. 1, em A. Vázquez de Prada, El Fundador del Opus Dei, II, Rialp, Madrid 2002, p. 670.
[xvii] cfr. Mt 9, 36; 15, 4
[xviii] S. Josemaria, Carta 15-X-1948, n. 20, em E. Burkhart, J. López, Vida cotidiana y santidad en la enseñanza de San Josemaría, III, Rialp, Madrid 2013, p. 210.

24/01/2015

Ev. diário L. Esp. (Temas actuais do cristianismo)

Tempo Comum II Semana

São Francisco de Sales – Doutor da Igreja

Evangelho: Mc 3 20-21

20 Depois, foi para casa e de novo acorreu tanta gente, que nem sequer podiam tomar alimento. 21 Quando os Seus parentes ouviram isto, foram para tomar conta d'Ele; porque diziam: «Está louco».

Comentário

Ao ler este trecho do Evangelho de S. Lucas vem, uma vez mais, à evidência a discrição da vida de Jesus antes de iniciar a Sua vida pública de pregação do Reino de Deus. Trinta e três anos terá vivido no meio dos Seus conterrâneos e vizinhos e nunca alguém notou que houvesse nele algo de extraordinário.
Jesus viveu e trabalhou a maior parte da Sua vida como um qualquer do Seu tempo, um qualquer de nós.
Não é de admirar que o Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se reduzisse, assim, a um anonimato tão discreto e prosaico?
Não nos provoca uma ternura enorme ver, assim, o Nosso Senhor, vivendo normalissimamente no seio da Sua família fazendo o que todos faziam, trabalhando como todos trabalhavam, indo à escola, primeiro, e, depois, na oficina de São José aprendendo com ele o ofício que seria o Seu trabalho durante tantos anos e, através do qual, ganhava o normal sustento para Sua casa?
O Verdadeiro Deus e o Verdadeiro Homem! 

(ama, comentário sobre Mc 3, 20-21, 2010.12.24)


Leitura espiritual


São Josemaria Escrivá

Temas actuais do cristianismo [i]


45             
Alguns leitores de Caminho manifestam estranheza perante a afirmação contida no ponto 28 desse livro: “O matrimónio é para os soldados e não para o estado-maior de Cristo”. Poderá ver-se nisto uma apreciação pejorativa do matrimónio, oposta ao desejo da Obra de inserir-se nas realidades vivas do mundo moderno?

Aconselho-o a ler o número anterior de Caminho, onde se diz que o matrimónio é uma vocação divina. Não era nada frequente ouvir afirmações como essa à roda de 1935. Tirar as conclusões de que fala é não entender as minhas palavras. Com essa metáfora quis recolher o que sempre ensinou a Igreja acerca da excelência e valor sobrenatural do celibato apostólico, e recordar ao mesmo tempo a todos os cristãos que, com palavras de São Paulo, devem sentir-se milites Christi, soldados de Cristo, membros desse Povo de Deus que realiza na Terra uma luta divina de compreensão, de santidade e de paz. Há em todo o Mundo muitos milhares de casais que pertencem ao Opus Dei, ou que vivem de acordo com o seu espírito, sabendo bem que um soldado pode ser condecorado na mesma batalha em que o general fugiu vergonhosamente.

46             
Em 1946, fixou residência em Roma. Dos Pontífices que conheceu, que traços se destacam nas suas recordações?

Para mim, depois da Santíssima Trindade e de nossa Mãe a Virgem, vem logo o Papa, na hierarquia do amor. Não posso esquecer que foi S.S. Pio XIl quem aprovou o Opus Dei, quando este caminho de espiritualidade parecia a alguns uma heresia; mas também não esqueço que as primeiras palavras de carinho e afecto que recebi em Roma, em 1946, disse-mas o então Mons. Montini. Tenho também muito presente o encanto afável e paternal de João XXIII, de todas as vezes que tive ocasião de o visitar. Uma vez disse-lhe: “Todos, católicos ou não, têm encontrado na nossa Obra um lugar acolhedor: não tive de aprender o ecumenismo com Vossa Santidade ...”. E o Santo Padre João sorriu emocionado. Que quer que lhe diga? Todos os Romanos Pontífices têm tido compreensão e carinho para com o Opus Dei.

47             
Tive oportunidade, Monsenhor, de ouvir as respostas às perguntas que lhe fazia um público de mais de 2000 pessoas, reunidas há ano e meio, em Pamplona. Nessa altura insistia na necessidade de que os católicos se comportem como cidadãos livres e responsáveis e “de que não vivam de ser católicos”. Que importância e que projecção dá a esta ideia?

Sempre me incomodou a atitude daqueles que fazem de chamar-se católicos uma profissão ou daqueles que querem negar o princípio da liberdade responsável, sobre o qual assenta toda a moral cristã.

O espírito da Obra e dos seus sócios é servir a Igreja e todas as criaturas sem se servir da Igreja. Gosto de que o católico traga Cristo, não no nome, mas na conduta, dando real testemunho de vida cristã. Repugna-me o clericalismo e compreendo que, ao lado de um anticlericalismo mau, exista um anticlericalismo bom, que procede do amor ao sacerdócio, que se opõe a que o simples fiel ou o sacerdote se sirvam de uma missão sagrada para fins terrenos. Mas não pense que com isto me declaro contra quem quer que seja. Não existe na nossa Obra nenhuma preocupação exclusivista, mas somente o desejo de colaborar com todos os que trabalham para Cristo e com todos os que, cristãos ou não, fazem da sua vida uma esplêndida realidade de serviço.

De resto, o que importa não é tanto a projecção que tenho dado a estas ideias, especialmente desde 1928, mas a que lhe dá o Magistério da Igreja. Há pouco tempo, o Concílio - com uma emoção, para este pobre sacerdote, que é difícil de explicar - lembrava a todos os cristãos, na Constituição Dogmática Lumen gentium, que devem sentir-se plenamente cidadãos da cidade terrena, participando em todas as actividades humanas com competência profissional e com amor a todos os homens, procurando a perfeição cristã, à qual são chamados pelo simples facto de terem recebido o baptismo.

(cont)









[i] Entrevista realizada por Jacques-Guillemé-Brûlon, publicada em Le Figaro (Paris) em 16 de Maio de 1966.