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08/02/2016

Reflectindo - 153

Perdido e encontrado - 7

Talvez deva antes pensar se choro o suficiente se sofro o bastante; se o que choro e sofro é livre, quer dizer, obedece à minha vontade que quero conformar com a do Senhor.

Talvez deva antes agradecer este choro e este sofrimento e considerá-los como autêntica bênção que me ajudará a remir as minhas numerosas faltas e esta excessiva e doentia preocupação comigo próprio.

Passará outro minuto, uma hora, talvez um dia! 
Que me importa? 
Se Ele quer?

 (ama - reflexões), 1015.09.07

05/02/2016

Reflectindo - 152

Perdido e encontrado – 6 

Não me preocupa sequer pensar se o que escrevo está certo ou errado, se tem algo de verdadeiro ou é simples estultícia porque sei – absolutamente… sei – que Ele me conhece muitíssimo melhor que eu me conheço a mim mesmo e se me quer assim é assim que devo ser e não de outro modo qualquer.

Choro?

E o que tem de mais chorar?
Sofro?

E o que há de extraordinário nisso?

(cont)

(ama - reflexões)

29/01/2016

Reflectindo - 151

Perdido e encontrado - 5


E eu aqui… na minha “redoma” particular de pessoa única e “especial” merecedora de todas as atenções, desvelos, carinhos e preocupações.

Parece-me então um pouco – para não dizer bastante – patético e tonto e que, na verdade, faço uma triste figura porque, no fim e ao cabo, se Ele quer que eu sofra é porque encontra no meu sofrimento algum – embora ténue – mérito para o unir ao Seu dando-me, assim, uma honra e um “estatuto” de amigo verdadeiro, íntimo, que sofre e se alegra quando o seu Amigo está contente ou triste.

(cont)


(ama - reflexões)

25/01/2016

Reflectindo - 150

Perdido e encontrado - 4


Então percebo quase audivelmente que me diz:

Estou a falar contigo há imenso tempo! Aliás não cesso de falar contigo mas, tu, António estás tão preocupado contigo próprio, com o teu sofrimento que julgas muito maior e mais vasto que o de qualquer outra pessoa e, até às vezes me parece, maior que o Meu próprio sofrimento, que não Me ouves!’

E começo a pensar que, de facto, tenho esta tendência para pensar que o Senhor já sofreu tudo quanto podia ter sofrido: a Cruz, a Vergonha, o Abandono, ah! Sim… e a tristeza imensa do Gólgota!

Mas não… não é verdade!

Continua a sofrer porque os homens prosseguem no seu encarniçamento odiento pelo Salvador e a cada momento que passa O ofendem com gravíssimos pecados e inumeráveis danos.

(cont)


(ama - reflexões)

22/01/2016

Reflectindo - 149

Perdido e encontrado - 3


Descanso. 

Tento acalmar-me.

Saio do meu “altar” de sofrimento e vou dar uns passos no jardim de minha casa.

Em breve o “aperto” passa, o nó desata-se e entretido em não sei quê que há sempre para fazer, esqueço-me de tudo e já não choro mais.

(cont)

(ama - reflexões)

18/01/2016

Reflectindo - 148

Perdido e encontrado - 2


Lanço um grito: ‘Senhor! Que queres de mim! O que é isto!’

E fico-me assim com esse grito sufocado na garganta sem ouvir qualquer reposta.

E admiro-me muito porque sei que o Senhor me quer, me ama com loucura – muitíssimo mais que eu O amo a Ele – e não percebo porque não afasta de mim este cálice de fel.

(cont)

(ama - reflexões)

15/01/2016

Reflectindo - 147


Perdido e encontrado

Dei comigo a pensar que de alguma forma tenho andado perdido.

O meu “Norte” parece não estar onde deveria e sinto-me errático e disperso por tantas coisas que talvez – seguramente – têm importância muito escassa ou não a têm de todo.

Estranhamente o nó que trago no peito e me aperta as entranhas até doer como um aguilhão insuportável desata-se por vezes – muitas e repetidas vezes… - em lágrimas rebeldes que me correm pelo rosto descontroladas e em rio caudaloso.

(cont)


(ama - reflexões)

11/01/2016

Reflectindo - 146

Perdido e encontrado


Dei comigo a pensar que de alguma forma tenho andado perdido.

O meu “Norte” parece não estar onde deveria e sinto-me errático e disperso por tantas coisas que talvez – seguramente – têm importância muito escassa ou não a têm de todo.

Estranhamente o nó que trago no peito e me aperta as entranhas até doer como um aguilhão insuportável desata-se por vezes – muitas e repetidas vezes… - em lágrimas rebeldes que me correm pelo rosto descontroladas e em rio caudaloso.

(cont)


(ama - reflexões)