24/02/2023

Publicações em Fevereiro 24

 


 

Dentro do Evangelho

(Re Lc XI, 13)

 

Sem qualquer rebuço, Jesus diz que somos maus.

Parece, talvez, excessivo, mas de facto está de acordo com o que Ele disse ao “jovem rico”: «Bom É só Deus».

Daqui que me permito concluir que para deixar de ser mau tenho de imitar, em tudo, Jesus Cristo meu Senhor e meu Deus.

Tenho bem a noção da enormidade da tarefa que, por mim próprio nunca conseguirei completar, por isso mesmo lhe peço constantemente:

‘Senhor ajuda-me a imitar-Te em tudo’!

 

Reflexão pessoal

 

Eu não posso e, muito menos devo, julgar seja quem for.

Não posso porque não sou Juiz, não devo porque não me compete.

Há, porém, algo que devo fazer: ponderar se o que está em causa não se poderia aplicar a mim próprio.

 

 

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23/02/2023

Publicações em Fevereiro 23

  


Dentro do Evangelho

(Re Lc XII, 13-21)

 

Há nesta Parábola de Jesus algo subjacente, refiro-me a «o campo de um homem rico deu muito fruto».

Realmente, também o campo de um homem remediado ou pobre pode dar muito fruto mas, as preocupações são bem diferentes.

Os últimos considerados, como a colheita embora abundante de frutos, como os campos são pequenos ou mesmo exíguos, não têm preocupação com a sua guarda, os armazéns que possam ter são suficientes e, se não for o caso, têm muitos familiares ou amigos a quem distribuir até, talvez, em retribuição de ajudas recebidas.

O homem rico não tem credores, bem ao contrário, tem muitos devedores e, naqueles tempos, as dívidas eram quase pagas em sempre com produtos da terra; mas, não passa pelo seu coração de pedra aproveitar o ensejo da colheita abundante para perdoar, pelo menos parte, do que lhe devem.

Gasta uma avultada quantia a construir armazéns e compraz-se em vê-los a abarrotar.

Como noutra passagem do Evangelho se diz: «Já teve a sua paga» eu prefiro ter algo para “abater” ao enorme saldo negativo que tenho para com Aquele a Quem tudo devo: Deus meu Criador e Senhor.

Quando chegar o momento da “contabilidade final”  o meu desjo, o que mais quero e me interessa é apresentar um “saldo” que me seja favorável.

 

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22/02/2023

Publicações Fevereiro 22

 


Dissertando

 

O tema NORMALIDADE apresenta-se-me como algo difícil de definir, refiro-me à normalidade de um ser humano.

Foi esta normalidade que Jesus Cristo ostentava e os chefes do povo, nomeadamente o Escribas e, Fariseus, perguntavam-se espantados: "De onde lhe vem esta sabedoria?! Não é ele o filho de Maria e José o carpinteiro?!

Ficavam-se por aqui e não investigavam, como lhes seria fácil, a genealogia daquele homem.

Esta atitude é, pelo menos, profundamente desonesta.

Eu não posso, nunca, julgar seja quem for pelo motivo que seja.

Se essa pessoa chama a minha atenção não só pelo que diz mas, sobretudo pelo que faz, devo, antes, aprofundar e procurar informar-me sobre o que poderá esclarecer-me e, depois de informado e esclarecido, decidir dar-lhe ou não crédito.

Se um Académico reconhecido me diz algo, concluo imediatamente que me vale a pena considerar o que me diz, mas... e se não for?

Pura e simplesmente descarto e não quero saber?

Por outras palavras... só prestarei atenção ao que alguém com "pergaminhos", "atestados", me diz que faça ou estou disponível para avaliar se o que esse alguém me aconselha que devo fazer exactamente como ele próprio o faz?

Cheguei exactamente ao ponto que desejo reflectir.

O que Jesus Cristo me diz que faça, Ele já o fez primeiro e, aqui, penso reside toda a força da Sua normalidade como homem, como pessoa.

Jesus não "prega" teorias, aconselha comportamentos reais, concretos, sinceros na sua simplicidade.

Não dá exemplos, Ele Próprio É O Exemplo do que diz.

A mim... chega-me, basta-me!

Senhor: ajuda-me a imitar, em tudo, a Tua NORMALIDADE.

21/02/2023

Publicações em Fevereiro 21

  


Dentro do Evangelho

 

(Re Lc XI1 2)

 

"Senhor, ensina-nos a orar", pedem-Lhe os discípulos.

Este pedido manifesta a sua falta de confiança nas orações "oficiais" impostas pelos próceres da Lei; querem, desejam uma oração que corresponda aos ensinamentos que Jesus lhes tem dado, querem, no fim e ao cabo, ter a certeza que ao orar vão directamente ao Coração do Pai que está no Céu.

Jesus responde-lhes com o Pai-Nosso, uma oração que contém tudo quanto é necessário para me dirigir a Deus.

Não vou deter-me a considerá-lo, ao longo dos tempos muitos filósofos, pensadores, teólogos o fazem exaustivamente mas, destaco o compromisso que a recitação do Pai-Nosso, para mim, encerra: que Ele me dê tal como eu próprio dou!

"Perdoa-me como eu perdoo", ao dizer tal, ao afirmar este condicionalismo, estou, "ab initio", a assumir inteira responsabilidade pela justa retribuição que desejo obter.

 

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20/02/2023

Publicações em Fevereiro 20

  




Dentro do Evangelho

(Re Lc X 21 – 24)

Interpreto estes versículos:

Na verdade, Deus não escolhe a quem Se revelar, eu é que tenho de ter um espírito simples para poder receber e entender o que Ele me revela.

Deus, Nosso Senhor  é "transparente", sem artifícios nem reservas como uma criança inocente, logo, para receber a Sua Revelação e entendê-la tenho de ter o mesmo espírito de criança.

Sem dúvida, é muito difícil, a minha inocência perdeu-se e continua a perder-se no fragor dos dias que passam, deixando equimoses, cicatrizes.

A única solução que presumo ter é pedir com perseverança confiante: 'Senhor, dai-me um coração simples e puro".

A Ele, sei-o, nada é impossível!

 

Nota do meu calendário pessoal:

 

Neste dia, em 2006, esperava pelo fim da cirúrgia, mastectomia total e reconstituição mamária, a que o Amor da Minha Vida se submetia já lá iam umas 5 horas, quando um telefonema me comunicou o falecimento da minha querida Mãe.

Foi um choque tremendo, ainda para mais, nas circunstâncias em que me encontrava.

Tinha partido  para o Céu pacifícamente, com o Terço nas mãos.

Passado algum tempo vieram dizer-me que a cirurgia tinha terminado e que estava tudo muito bem.

Não digo mais…

 

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