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23/02/2023

Publicações em Fevereiro 23

  


Dentro do Evangelho

(Re Lc XII, 13-21)

 

Há nesta Parábola de Jesus algo subjacente, refiro-me a «o campo de um homem rico deu muito fruto».

Realmente, também o campo de um homem remediado ou pobre pode dar muito fruto mas, as preocupações são bem diferentes.

Os últimos considerados, como a colheita embora abundante de frutos, como os campos são pequenos ou mesmo exíguos, não têm preocupação com a sua guarda, os armazéns que possam ter são suficientes e, se não for o caso, têm muitos familiares ou amigos a quem distribuir até, talvez, em retribuição de ajudas recebidas.

O homem rico não tem credores, bem ao contrário, tem muitos devedores e, naqueles tempos, as dívidas eram quase pagas em sempre com produtos da terra; mas, não passa pelo seu coração de pedra aproveitar o ensejo da colheita abundante para perdoar, pelo menos parte, do que lhe devem.

Gasta uma avultada quantia a construir armazéns e compraz-se em vê-los a abarrotar.

Como noutra passagem do Evangelho se diz: «Já teve a sua paga» eu prefiro ter algo para “abater” ao enorme saldo negativo que tenho para com Aquele a Quem tudo devo: Deus meu Criador e Senhor.

Quando chegar o momento da “contabilidade final”  o meu desjo, o que mais quero e me interessa é apresentar um “saldo” que me seja favorável.

 

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28/06/2022

Publicações em Junho 28

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XVIII, 18...)

No final de cada dia passo em revista quanto ouvi e presenciei e vou sublinhando o que em mim teve mais impacto; Hoje presenciei algo que me marcou profundamente; um jovem que se afastou triste «abitti tritis» depois de Jesus lhe ter respondido como encontrar o que procurava... «como alcançar a vida eterna»;  o Evangelista continua dizendo a possível razão desta desistência: «Tinha muitos bens, era rico».

Na continuação, vejo o olhar com que Jesus mirou o jovem, com infinita ternura para, depois de ele se afastar, dizer com tristeza: «Como é difícil a um rico entrar no Reino do Céu».

Noto bem que, Jesus, não Se manifesta quanto à riqueza pessoal, pouca ou muita, mas o juízo que faz sobre o que ao apego aos bens pode constituir obstáculo á Salvação.

Ao mesmo tempo, posso advertir nas palavras de Jesus o seguinte: a riqueza pessoal pode, deve ser, um excelente modo de alcançar a Salvação, na medida em que utilizando essa abundância para distribuir algo por quantos possam necessitar ganharei o reconhecimento e gratidão desses mesmos. Que melhor paga! Que extraordinário retorno!

«Estava nu e vestiste-me, tinha fome e sacias-te-me...»!

Que ganho! Os "meus bens" a minha "riqueza" aumentam cada vez que procedo assim.

Sim, repito, a "contabilidade divina" não tem par!

 

Reflexão


Hoje celebro o dia do nascimento do Amor da minha Vida; não posso mais que dizer:

AMOR DA MINHA VIDA, eu bem sei que, estando no Céu, estás sempre comigo mas, não obstante esta certeza, esmagam-me as saudades tuas.

Diria... físicamente: poder fazer-te uma festa, sentir a tua mão a retribuir, um beijo, um sorriso cúmplice.

Sei, tenho a certeza que, como dizias, estavas "pronta" e, por isso o Senhor te chamou para o pé de Si.

Eu, bem sei, não estou "pronto" e por isso Ele me mantém aqui até que esteja.

Peço-te, meu Amor, pede-Lhe que abrevie esta espera.


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