03/06/2022

Publicações em Junho 3

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

EVANGELHO – Mc V, 2-…

 

Personagem

 

Estou com Jesus junto ao mar

 

Prólogo

 

 

Muitas vezes dou comigo a pensar que, a minha vida é uma constante procura de um encontro com o Senhor, fazendo oração, procurando-O no sacrário, participando na Santa Missa. Quando me detenho mais um pouco, vejo com clareza que não é bem assim, aliás, não é de todo assim; com efeito, eu, procuro encontrar-me com Ele, mas, isto só acontece porque, primeiro, Ele, quis encontrar-se comigo. De muitas maneiras diferentes, nos mais diversos ambientes e circunstâncias, sinto que me fala, me interpela, me chama. Está à minha espera! E não deixo de me surpreender com este cuidado e carinho que Jesus tem para comigo, sendo eu o que sou, sendo eu como sou: Nada! Depois, mergulho em mim mesmo e reflicto: Sou filho de Deus!

Ser Teu filho Senhor! Esta certeza é cada vez mais uma presença dominante no meu espírito e desejo sinceramente que assim continue, aumente e cresça até tomar conta total de mim. De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante porque sei que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Penso na minha vida e imagino-me um marinheiro, um navegante na viagem permanente que é qualquer vida normal e corrente de todo o ser humano. Dentro de mim mesmo entrechocam-se emoções contraditórias principalmente devido a que, sabendo-me um ponto minúsculo no Universo tenho simultâneamente a certeza de uma extraordinária “grandeza” pessoal cuja verdadeira dimensão não consigo abarcar completamente.

Cristo está junto ao mar. O mar da vida de cada homem. O mar onde navega a multidão de seres humanos lutando por chegar a um porto. O de cada um. O porto que cada um escolheu para si, para descansar da luta da viagem, longa ou breve, que começou quando nasceu de sua mãe e acabará exactamente nesse porto.

Sabemos qual é o porto para onde nos dirigimos? Temos a certeza de que a nossa “navegação” nos levará a esse destino?

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

02/06/2022

Publicações em Junho 2

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

EVANGELHO Lc IX, 1-10

 

 

1 Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. 2 Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, 3 procurava conhecer de vista Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. 4 Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver, porque havia de passar por ali. 5 Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa». 6 Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. 7 Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador». 8 Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». 9 Jesus disse-lhe: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava

perdido».

Personagem

O servo de Zaqueu

Há muitos anos que sirvo em casa de Zaqueu.  Confesso que não é um trabalho muito agradável e não fora o excelente salário há muito teria procurado outro. Mas não só… também tenho de reconhecer que me afeiçoei ao meu amo não só porque me trata bem, mas principalmente porque tenho a noção que sou o único amigo – e, às vezes, confidente – que tem. O meu amo é «chefe dos publicanos [i] o que não lhe granjeia grandes simpatias junto do povo pelo que tem muito poucos amigos. Não obstante ser «um homem rico»[ii] e possuir uma excelente casa, onde nada falta, e uma mesa farta, vive de facto quase isolado e só. Claro que eu sei muito bem que todos suspeitam que os meios de fortuna lhe vêm directamente do exercício da sua profissão de cobrador de impostos e não só das “comissões” que os romanos lhe pagam para os cobrar, mas também porque muitas vezes se “aproveita” de algumas situações cobrando mais do que o devido, arrecadando para si esses dinheiros. Talvez, até, os seus colegas lhe entreguem parte do que eles próprios também cobram a mais.

Aconteceu, porém, que um dos seus subordinados – um tal conhecido por Mateus – tinha subitamente abandonado a profissão e, isto, em circunstâncias relatadas por muita gente do povo. Claro que Mateus veio ter com o seu chefe – o meu amo – e lhe contou o que sucedera e o levara a tal decisão de mudar de vida. Desde então, o meu amo nunca mais teve sossego por causa de uma ideia fixa que se lhe instalara no espírito: tinha de conhecer esse homem a que chamavam Jesus o Nazareno, esse mesmo que fora ”o responsável” pela mudança de vida de Mateus que agora o seguia para onde quer que fosse. De facto, «procurava conhecer de vista Jesus» [iii] porque, julgava ele, um contacto pessoal não seria possível: um judeu falar com um publicano!!!

Um dia, no mercado da cidade próxima, Jericó, deparei-me com uma agitação fora do comum e informaram-me que esse Jesus ia passar por ali pelo que toda a gente se juntava no caminho à saída da cidade para O ver e, se possível, fazer-lhe algum pedido. Voltei a toda a pressa para casa e informei o meu amo dizendo-lhe que ali estava a oportunidade porque tanto ansiava. Ele não hesitou um minuto sequer e «Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver» [iv] quando passasse por ali. Confesso que fiquei espantado com tal atitude e percebi-me que o seu desejo de ver Jesus era de tal forma genuíno que não se importou com o que outros pudessem dizer por se colocar, assim, empoleirado numa árvore, algo inesperado por parte de uma pessoa tão importante.  O cortejo que seguia Jesus aproximava-se e, então, aconteceu uma coisa extraordinária: Jesus parou mesmo debaixo do sicómoro onde o meu amo se empoleirara e «levantando os olhos disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa» [v]. O meu amo, radiante «desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente» [vi]  Foi um dia memorável que jamais esquecerei.  Os dois, Jesus e Zaqueu conversaram longamente como se fossem “velhos amigos” e era bem notória a alegria e, ao mesmo tempo, a serenidade que o meu amo ostentava. Não lhe importando os murmúrios que os circunstantes deixavam escapar, as críticas e os “remoques”, pondo-se subitamente «pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». [vii]   Os murmúrios cessaram de repente e as pessoas comentavam admiradas e algo incrédulas o que acabavam de ouvir. Mas, a verdade, é que logo que Jesus se afastou o meu amo começou a tratar das coisas tal como tinha dito e prometido.

O que posso dizer é que o meu amo nunca mais foi o mesmo homem; a mudança na sua vida, no seu modo de proceder foi tal que, aos poucos muitas pessoas que – como atrás disse – evitavam qualquer contacto, passaram a ser visitas de sua casa e, muitas vezes assisti, com pedidos de auxílio e assistência que nunca lhes negava.

Links sugeridos:

  

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[i] Cfr. Lc 19, 1

[ii] Cfr. Lc 19, 1

[iii][iii] Cfr. Lc 19, 3

[iv] Cfr. Lc 19, 4

[v] Cfr. Lc 19, 5

[vi] Cfr. Lc 19, 6

[vii] Cfr. Lc 19, 8

01/06/2022

Publicações em Junho 1

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

EVANGELHO Lc VII , 11-13

11 No dia seguinte foi para uma cidade, chamada Naim. Iam com Ele os Seus discípulos e muito povo.12 Quando chegou perto da porta da cidade, eis que era levado a sepultar um defunto, filho único de uma viúva; e ia com ela muita gente da cidade.13 Tendo-a visto, o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: «Não chores».14 Aproximou-Se, tocou no caixão, e os que o levavam pararam. Então disse: «Jovem, Eu te ordeno, levanta-te».15 E o que tinha estado morto sentou-se, e começou a falar. Depois, Jesus, entregou-o à sua mãe.

Personagem 4.1

Um dos devedores

Seguia o cortejo fúnebre e, confesso não me sentia nada bem comigo mesmo.

Como que um “peso” sobre o peito esmagava-me e fazia-me sentir muito mal, como se estivesse a representar um papel de um drama qualquer que, até então, tinha ignorado completamente. De propósito!

Achava que não me dizia respeito!

A pobre mulher que seguia o féretro do filho único era de facto viúva de um homem que tinha sido um grande amigo meu, aliás, mais que amigo, um autêntico bem-feitor. Devia-lhe uma soma de dinheiro não despicienda e, no entanto, nem enquanto vivo nunca me pressionara para que lhe pagasse como nem sequer, ao morrer, se encontrou qualquer nota da dívida pendente. Senti-me “aliviado”, ninguém sabia do caso e, como nada havia escrito, a dívida pura e simplesmente deixara de existir. Na verdade, algumas vezes, pensei em resolver a situação até porque sabia que a viúva vivia com enormes dificuldades sendo o filho o único apoio com que contava para o seu parco sustento. Mas… fui deixando o tempo passar e nada fiz. Agora… aquele “peso” de que falava fazia-me sentir uma enorme vergonha e um remorso quase insuportável.

Imerso nestes pensamentos mal me dei conta que o cortejo se detivera e que um homem se dirigia à viúva dizendo algo que eu não consegui ouvir. Toda a sua atitude era de compaixão pela pobre mulher e, até, pareceu-me ver os seus olhos húmidos de lágrimas.   Quem seria o personagem?

A mulher não dera mostras de o reconhecer mas olhava para ele com um olhar misto de espanto e esperança. As pessoas em redor abriram um espaço e o homem dirigiu-se ao féretro e estendendo a mão tocou e bradou com voz forte que todos pudemos ouvir bem: «Jovem, Eu te ordeno, levanta-te».

O que aconteceu a seguir foi algo extraordinário que jamais esquecerei: «O que tinha estado morto sentou-se, e começou a falar.»  Então o homem, pegando-lhe pela mão «entregou-o à mãe».

As pessoas que seguiam no cortejo fúnebre irromperam em gritos e exclamações de espanto e a dar graças a Deus por tão grande milagre que acabavam de presenciar. O homem, discretamente, retirou-se acompanhado de uns quantos que pareciam ser seus amigos íntimos. Eu… caí de joelhos no chão duro possuído de um choro incontrolável. Depois, informei-me sobre o personagem que operara o milagre e vários me disseram que era um Profeta, um tal Jesus de Nazaré, um Galileu. Mais tarde, quando caíu a noite, fui a casa da viúva e entreguei-lhe uma bolsa com dinheiro, o dobro da quantia que o seu marido me emprestara e disse-lhe envergonhado, mas, ao mesmo tempo, feliz:- ‘Este dinheiro pertence-te, foi o teu marido quem mo emprestou. A partir de hoje tudo quanto precisares diz-me e eu providenciarei. E, a verdade, é que eu, um homem duro e apenas preocupado comigo e a minha vida passei a olhar para os outros com outros olhos e, na minha povoação, toda a gente sabe que pode contar comigo para o que for.


Links sugeridos:

  

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

31/05/2022

Publicações em Maio 31

 


 

Mês de Maio

Generosidade de Jesus

(Re Mt X, 29-30)

«Não há ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe,pai, filhos ou campos po Minha causa e por causa do Evangelho que não receba o cêntuplo já no tempo presente, em casas, irmãos, irmãs, mães, pais, filhos, juntamente com perseguições, e no sáculo futuro a vida eterna».

 

E… assim foi e  continua a ser como atestam por todo o  mundo os membros do Clero, as comunidades de religiosos e  religiosas que deixam tudo para dedicarem inteiramente a sua vida aos outros, seja onde for, nas grandes cidades como nas povoações mais recônditas, sem se  preocuparem com o necessitampara satisfazer as suas necessidades, inclusive as mais básicas.

A verdade é que a Santíssima Virgem logo após a Ascensão de Jesus ao Céu, acompanhava e guiava os Doze, transmitindo-lhes a fé e a confiança que precisavam para a extraordinária missão que tinham pela frente.

Constantemente eles acorriam à humilde casa de Nazareth para ouvir da Mãeas palavras e conselhos que precisavam ouvir.

Como Mãe Estremosa a Santíssima Virgem nunca me deixa só; mesmo quando eu, filho por vezes errante e desnorteado, não a procuro ela vem ao meu encontro, agarra-me pela mão e, docemente, conduz-me por um caminho seguro.

 

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30/05/2022

Publicações em Maio 30

 


 

Mês de Maio

Fortaleza de Jesus

 

(Re. Mt XXVII, 55-56)

 

«Estavam ali também, a ver de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia e O serviam. Entre outras Maria Madalena, Maria mãe de  Tiago e de José, e a mãe  dos filhos de Zebedeu».

Elas são o exemplo da fortaleza, vencem o medo, o receio mais que justificado por represáilias por parte dos que crucificaram Jesus.

Esta fortaleza aprenderam-na com Ele que nunca fugira dos perigos mesmo quando, talvez, fosse prudente fazê-lo.

A prudência não é contrária à fortaleza, bem ao contrário por dá a esta o verdadeiro enfoque das situações.

A fortaleza é aquela disposição interior que leva a suportar as adversidades, confiando na Graça que O Senhor sempre dá aos que nEle confiam.

Fortaleza é dizer “NÃO” quando este “NÃO” é absoutamente necessário para seguir em frente nos propósitos, sem contemporizar, sem adiar para um outro momento qualquer o que se impõe agora.

Fortaleza é coragem esclarecida e bem informada não correndo riscos desnecessários só para “marcar uma posição” pessoal.

Fortaleza é, confiar inteiramente na minha Mãe do Céu que nunca me abandonará no caminho plano e agradável como no pedregoso e difícil.

 

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

29/05/2022

Publicações em Maio 29

         


      Jesus e o cumprimento da Lei

Jesus ensina-nos com muita clareza o dever que temos de obedecer ás leis emanadas pelos que têm poder para tal como será o caso dos pagamento de impostos.

Poderão estes ser considerados justos ou abusivos, sujeitar uns e libertar outros mas esta será uma questão de justiça. O que permanece é a obrigação.

«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» foi o que nos recomendou.

Mas, pergunto-me: não é TUDO de Deus?

Evidentemente que sim por isso mesmo a pagar o que devo pagar como cidadão, impostos, taxas… o que for estou a cumprir a Vontade Soberana de Deus e deve ser só isso que me interessa considerar.

Mas… será que não terei direito a reclamar de um pagamento que me é exigido e que eu considero ilegal ou injusto?

Jesus, disse-o Ele mesmo, não é árbitro em questões particulares entre os Seus Filhos mas está pronto a ajudar e intervir para aplicar a justiça.

A Santíssima Virgem seguramente não teria destes problemas, São José veria prever e e ter em devida ordem “a Contabilidade” familiar como prova, por exemplo, a sua ida ao Templo para “pagar” o que a Lei mandava que se pagasse pelo nascimento de um filho.

Sim… reclamar, se encontro razões para tal é um direito meu e, até, um dever, mas, primeiro, cumprir atempadamente quanto devo cumprir. E a Santíssima Virgem terá esitado ir ao Templo purificar-se, quando sabia muito bem que não precisava de purificação?

Terá, talvez, pensado: eu sei mas os outros não!

E por isso foi ao Templo e sujeitou-se à Cerimónia como uma simples mulher que dera à luz um filho sem, por um momento lhe ocorrer escusar-se porque Era Imaculada e O Filho que dera à luz era Deus Nosso Senhor.

 

Links sugeridos:

 

 

Opus Dei

 

Evangelho/Biblia

 

Santa Sé

 

Religión en Libertad