28/05/2022

Publicações em Maio 28

 


 

Mês de Maio

Fidelidade de Jesus

«Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisa grandes. Entra no gozo do teu Senhor» (Cfr. Mt XXV, 21-23).

A mim, parece-me muito justa esta declaração de Jesus, como se pode assegurar a quem for a nossa fidelidade se só nos preocupamos com o que tem relevo, notariedade?

As “coisas pequenas” que são a maior parte das com que nos deparamos diariamente, não podem ser descartadas como não importantes; o desprezo ou alheamento das “coisas pequenas” é meio-caminho andando para desprezar as grandes.

O nosso critério, do que é grande ou pequeno, não deverá o ser que devemos ter em conta, para o Senhor, nada, absolutamente, é pequeno, sem valor, desconsiderável, tudo tem um valor intrínseco que não nos compete avaliar.

Não se começa o treino para uma maratona correndo vinte ou mais quilómetros, começa-se por, dia a dia, perseverantemente, ir correndo pequenas distâncias que irão aumentando à medida que os nossos músculos se vão adaptando e fortalecendo.

Com esse empenho diário, consequente, chegaremos ao “estágio” que desejamos: Estar prontos, preparados, para o desafio, seja qual for.

A pessoa fiel tem muitos amigos que confiam nele sejam quais forem as circunstâncias e, por isso, recorrem a ele pedindo ajuda nos momentos mais difíceis e problemáticos.

A palavra, a acção, o jesto da pessoa fiel tem um valor intrínsseco que é reconhecido como veraz e não uma conveniência de momento.

A fidelidade tem sempre um “prémio”… a satisfação íntima de se ter feito o que se deveria fazer.

As “pequenas coisas” tornam-se, assim, coisas grandes que não podem nem devem ser ignoradas.

A Santíssima Virgem foi, antes de mais, fiel, sempre fiel, na Anunciação, quando disse FIAT ao Arcanjo Gabriel, quando aceitou a Fuga para o Egipto, quando foi necessário estar aos pés da Cruz no Gólgota e, depois, quando entendeu que o seu “papel” era atender e aconselhar os Apóstolos, ajudando-os a perseverar, aconselhando-os e acolhendo-os como filhos autênticos.

Ah Mãe! A juda-me a ser fiel… sempre, mesmo quando titubeie a minha Fé!

 

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27/05/2022

Publicações em Maio 27

 


 

Mês de Maio

Abandono em Jesus

 

«Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido?» (Cfr Mt VI, 23…)

A escutar estas palavras de Jesus senti como que um "baque" dentro de mim... o que são, verdadeiramente, as inquietações da minha vida? Coisas materiais ou do espírito? Algo que passa, que morre, ou um valor pelo qual vale a pena inquietar-me para o conseguir?

Chego á triste conclusão que tenho vivido de tal forma absorto em conseguir aquelas que me esqueço... ah tantas vezes... que o que importa é acreditar firmemente que o Senhor nunca permitirá que me falte algo que seja absolutamente necessário para atingir o fim para o qual me criou: A Vida Eterna!

Ele sabe muito bem o que preciso e mesmo que tenha fome, esteja despido, não tenha abrigo, confio que se Ele o permite é porque desses males aparentes tirará sempre, incomensuráveis bens concrectos.

Não o fará, contudo, se eu não aceitar... verdadeiramente aceitar... que quanto me acontece é porque Ele o permite e, sendo assim, estimula o meu desejo de aceitar a Sua Justíssima Vontade sobre todas as coisas.

- Senhor... eu não valho nada, eu não posso nada mas... Tu vales tudo, podes absolutamente tudo, entrego-me total e confiadamente nas Tuas Mãos Amorosas, certo que Tu És é o Caminho, a Verdade, a Vida.

 

26.05.2022

 

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26/05/2022

Publicações em Maio 26

 


 

Mês de Maio

No mês de Maio evocamos de modo especial a Mulher.

O Evangelho fá-lo de forma muito evidente e clara, ressaltando o papel que a mulher desempenha na vida de todos nós.

A Mãe, a Esposa, a Irmã… aquela que de algum modo está presente nas nossa vidas e tem influência em nós.

O conselho, a sugestão portuna, a opinião despida de artifício ou subtilezas.

Muito particularmente, São Paulo dedicavárias páginas dos seus escritos, das suas cartas, à mulher, como, por exemplo, em Act 17 e muitos outros.

O nosso Salvador nasceu de uma mulher, deu-nos uma mulher, que era a Sua Mãe, como nossa Mãe e, ao fazê-lo, deu-nos o maior bem a que poderíamos aspirar: Sermos filhos, verdadeiros, autênticos da Sua própria Mãe transformando-nos assim, em Seus Irmãos.

Uma Mãe a quem recorremos contínuamente, a quem louvamos e enaltecemos com os maiores elogios e palavras repassadas de ternura e amor, uma Mãe que está sempre disposta a ouvir-nos e a levar ao seu Divino Filho o que pedimos, o que necessitamos.

Em Fátima, onde vou em espírito muitas vezes ao dia, espera por todos os seus filhos, que somos todos os homens, para um consolo, uma sugestão carinhosa, um apaziguar das tormentas interiores que nos afligem, dando-nos paz, tranquilidade, confiança e fé.

Ah Senhora minha!!! Como vos amo! Como confio em vós!

Sob o teu manto eu me acolho, certo de que em nenhum outro lugar poderei estar melhor, a salvo de tudo, de mim mesmo e das torpezas que sou capaz.

Oh Senhora minha, oh minha Mãe, eu me entrego todo a vós…

 

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25/05/2022

Publicações em Maio 25

  



 

Dentro do Evangelho

Mt XVIII, 21-35

 

21 Então, aproximando-se d'Ele Pedro, disse: «Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?». 22 Jesus respondeu-lhe: «Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 «Por isso, o Reino dos Céus é comparável a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. 24 Tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. 25 Como não tivesse com que pagar, o seu senhor mandou que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo o que tinha, e se saldasse a dívida. 26 Porém, o servo, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei tudo”. 27 E o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre e perdoou-lhe a dívida. 28 «Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários e, lançando-lhe a mão, sufocava-o dizendo: “Paga o que me deves”. 29 O companheiro, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei”. 30 Porém ele recusou e foi mandá-lo meter na prisão, até pagar a dívida. 31 «Os outros servos seus companheiros, vendo isto, ficaram muito contristados e foram referir ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. 32 Então o senhor chamou-o e disse-lhe: “Servo mau, eu perdoei-te a dívida toda, porque me suplicaste. 33 Não devias tu também compadecer-te do teu companheiro, como eu me compadeci de ti?”. 34 E o seu senhor, irado, entregou-o aos guardas, até que pagasse toda a dívida. 35 «Assim também vos fará Meu Pai celestial, se cada um não perdoar do íntimo do seu coração ao seu irmão»

 

Personagem 2.2

 

Um dos servos revoltados 

Não vou revelar o meu nome, direi apenas que sou um dos servos que constatou a tristíssima cena daquele nosso compatriota apertando o pescoço a um outro que lhe devia uma quantia que, depois vim a saber, somava cerca de cem denários.  Não revelo o meu nome porque, confesso, tenho receio daquele sujeito, homem de “maus fígados” que toda a gente sabe é um usurário que “explora” as necessidades dos outros revelando-se um intransigente sem dó nem piedade, exigindo por qualquer meio a devolução do emprestado aos que tiveram a desdita de lhe caírem nas “garras”. Mas, todos sabíamos que esse dinheiro que emprestava a elevados juros vinha directamente das mãos do nosso Senhor e Rei que nunca recusava nada a quem a ele recorria. Espantava-nos como podia continuar a emprestar-lhe enormes quantias que – todos o sabíamos – atingiam um valor absurdamente grande, sem exigir que prestasse contas como seria de esperar. Mas, finalmente chegou o dia em que o nosso Senhor e Rei se inteirou da situação e resolveu chamá-lo à sua presença. Estávamos todos naturalmente suspensos do que se iria passar e ficamos cá fora no átrio do palácio à espera do desfecho. Para nosso espanto, o homem sai do palácio com um sorriso rasgado no rosto como que animado de grande contentamento para, logo depois, completamente alterado o semblante e a atitude, proceder como a princípio relatei. Que se teria passado? Logo tudo se esclareceu porque imediatamente surgiu no cimo da escadaria o escrivão do Rei levantando os braços ao céu e mostrando toda uma surpresa e descontentamento que não pudemos ignorar. Então contou-nos o que se passara: Em resumo disse que depois de o Rei lhe ter exigido que pagasse quanto lhe devia e tendo obtido como resposta que não o podia fazer, que lhe desse um pouco mais de tempo… prometendo pagar logo que possível, o nosso excelente Rei que o ameaçara com a prisão e a venda de todos os seus bens incluindo a mulher e os filhos, encheu-se de compaixão e simplesmente mandou-o embora perdoando-lhe toda a enorme dívida. Ficámos, naturalmente, espantados com a atitude do nosso Senhor que, embora conhecendo a sua bondade para com os seus súbditos, perdoava assim – sem mais nem menos – uma quantia exorbitante. Evidentemente que o Rei pode fazer com o seu dinheiro o que muito bem entender e só nos competia dar graças por tão excelente Senhor. Mas sabíamos que sendo extremamente generoso era, também, absolutamente justo e que, seguramente, e deveria ficara saber que o servo a quem perdoara tão grande dívida acabava de praticar um acto exactamente oposto para com um colega e, por isso mesmo, fomos – todos - à sua presença contar o que se passara. Note-se que não fomos apresentar uma “queixa” mas tão só procedemos como achávamos que era de absolutamente correcto fazer. Caberia ao nosso Rei e Senhor julgar conforme o seu superior critério.

 

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24/05/2022

Publicações em Maio 24



 

Mês de Maio

Prudência de Jesus

 

O Evangelho refere algumas vezes que Jesus Cristo aconselhava a PRUDÊNCIA.

Não ser prudente e ponderado nas acções e atitudes pode constituir como que um desafio - quase sempre desnecessário - ou, também, o que é pior, orgulho sem sentido. Ser prudente não se opõe à coragem nem à determinação de fazer o que é correcto e necessário, antes, ser ponderado nas decisões e actos.

A prudência é uma virtude que devo pedir com insistência sobretudo quando se trata de responder a questões que, de algum modo, tenham a ver com a nossa Santa Religião Cristã.

Já referi algumas vezes que nem todas as perguntas merecem resposta porque feitas com espírito malévolo e intencionalmente crítico. Ser prudente no que digo e também no que escrevo e, em caso de dúvida, pedir conselho. Sim, algumas vezes o que escrevo pode ou não ser adequado ou poderá ser deficientemente interpretado. O homem prudente é avisado, não age nem por impulso nem por entusiasmo. Prepara convenientemente a sua acção tomando conselho apropriado de quem melhor o poderá guiar. Ao enviar dois discípulos com instruções tão “misteriosas” para escolherem a sala onde iriam comer a Última Páscoa, Jesus quer pôr a recato a possibilidade de Judas, que sabia o iria trair, se poder adiantar no seu torpe desígnio. Assim, ninguém saberia, de antemão, onde se encontraria Jesus e os Seus discípulos antes da hora que, desde sempre, estava destinada a ser a hora da prisão, no Getzemani.

A Santíssima Virgem deu-me um precioso exemplo de Prudência quando sabendo perseguição de Herodes para matar o Menino Jesus decide partir para o Egipto. E, pergunto-me: Se o não tivessesse feito?

 

 

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22/05/2022

Publicações em Maio 22

 


 

Mês de Maio

O Poder de Jesus

 

O Poder de Jesus

 

Jesus Cristo não podia ser mais claro como quando, segundo relata São João, disse: «O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento».

O poder de julgar é um poder absoluto porque do seu exercício resultará a condenação ou a absolvição.

Sinto uma felicidade imensa por saber que este poder está nas Mãos Misericordiosas de Jesus Cristo e digo isto porque sei quanto É Magnânimo e quer que me salve, não obstante os meus erros e fraquezas. Mas, mesmo assim, que se me perdoem as palavras, desejo ter a meu lado uma Advogada que me assista na hora do julgamento, tentando como só as Mães sabem fazer trazer factos, pequenas lembranças que de alguma forma possa “adoçar” a crueza dos meus pecados.

Sim, esta Advogada quero-a, desejo-a particular, ao meu serviço permanente e, por isso mesmo a invoco permanentemente: Advogada minha esses teus olhos misericordiosos para mim volvei e não me deixeis cair em tentação. Os teus conselhos são o que de mais precioso posso ter para me ajudar converter este vale de lágrimas onde estou em permanente perigo de perecer em rios de alegria onde possa vogar tranquilo e em paz para a salvação.

Ah! E advogada Poderosa porque no Tribunal Celeste está logo abaixo do assento do Juíz Supremo. Tenho a certeza que se me vir em perigo intervirá com veemente carinho para que o castigo dos meus pecados seja mais brando ou, até talvez, anulados pelo perdão final.

 

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21/05/2022

Publicações em Maio 21

 



 

Mês de Maio

 

O Coração de Jesus

 

De Si mesmo, e como consta no Evangelho, Jesus dizia que era «manso e humilde de coração», na verdade, mansidão e humildade andam sempre a par e Jesus tinha estas duas virtudes em máximo grau.

Detenho-me apenas na primeira A MANSIDÃO porque a considero uma das virtudes mais difíceis de ter e manter e, talvez por isso, tão rara nos homens e, seguramente em mim também. Entendo que a mansidão tem a ver com a bondade pessoal sobretudo no comportamento para com o meu semelhante e na forma como o aprecio ou avalio. Por vezes diz-se de alguém ”não é má pessoa” e, isto, na verdade não quer dizer grande coisa porque quase sempre quer significar: não é conflituoso, não rouba nada a ninguém, respeita os mais velhos, trata bem os outros. É, talvez assim, que eu próprio me considero mas na verdade não me basta! Precisava de banir de vez o espírito crítico que tantas vezes me leva a alguma atitude de repúdio, até de revolta em algo que outro faz ou diz. No fim e ao cabo, considerar que nem tudo é mal e de recusar mas que há muito, muitíssimo bem a ser considerado e agradecido.

Jesus Cristo terá tido muitas ocasiões e ver o comportamento da Sua Santíssima Mãe, como ela recebia os outros, aceitaria os incómodos, reagiria ás situações menos agradáveis. Como seria Manso o Coração Imaculado da Santíssima Virgem! Sempre disponível para nas reuniões de Família e amigos apaziguar discussões, acalmar ânimos, contemporizar disputas. Com uma palavra calma, sensata, compreensiva reeinstalar a serenidade no ambiente.

Por vezes bem sinto que Ela me diz: Porque te exaltas assim? Já vês… pôs-te no mesmo nível que eles! Tu, meu filho, fica mais acima para que olhando e vendo como te como te comportas queiram proceder como tu.

Querida Mãe, ajuda-me a ter um coração Manso como o teu.

 

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