15/05/2022

Publicações em Maio 15

 


 

Mês de Maio

MISTÉRIOS DO EVANGELHO

 

Sétimo Mistério

 

 

Jesus não faz acepção de pessoas

 

Fazer como que uma escolha, considerar ou não alguém, segundo um qualquer critério pessoal é um erro, uma falta - por vezes grave - que deve evitar-se.

Eu, muitas vezes, elejo ou considero alguém, conforme esse alguém me é simpático ou não. Claro que nem penso que posso “sofrer” o mesmo por parte de outros e, nesse caso, se o pensasse, não ficaria triste, desiludido, talvez magoado? E, tenho de concluir que teria razão. Todos somos filhos de Deus que nos criou. Todos, sem excepção, somos irmãos de Jesus Cristo que deu a Sua Vida na Cruz por todos mesmo aqueles que nem sequer O conhecem ou não acreditam n’Ele. Portanto, o que nos diferencia uns dos outros? Não a cor da pele, a estatura, a idiossincrasia pessoal. Apenas e só o que fazemos, as nossas obras mesmo as privadas que ninguém conhece.

Jesus Cristo deu-nos exemplos que temos de ter em conta quando lemos no Evangelho que falava com todos, respondia a todos - mesmo quando as perguntas ou argumentos não eram nem sérios nem honestos - aceitava convites para visitar, tomar uma refeição, conviver um pouco com quem quer que fosse.

«Estando Jesus em Betânia, em casa de Simão o leproso…» (Mc XIV, 3); «Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição…» (Mc XIV, 1); «(…) Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?» (Lc II, 27-32)

Também no Evangelho consta que só uma única vez permaneceu em silêncio sem dar nem resposta nem manter diálogo: tal aconteceu quando na presença de Herodes. «Durante o simulacro do processo, o Senhor cala-se. Jesus autem tacebat (Mt XXIV,33). Com Herodes, volúvel e impuro, nem uma palavra (…).» «Concedei a todos a mais absoluta confiança; sede muito nobres. Para mim, vale mais a palavra de um cristão, de um homem leal - fio-me inteiramente de cada um - do que a assinatura autêntica de cem notários unânimes, apesar de me terem talvez enganado nalguma ocasião por seguir este critério. Prefiro expor-me a que um irresponsável abuse desta confiança, a retirar a quem quer que seja o crédito que merece como pessoa e como filho de Deus. Garanto-vos que nunca me senti defraudado com os resultados desta atitude.» (S. Josemaria, Amigos de Deus 159)

Finalizo com um propósito e um pedido:

Propósito: Não me deixar guiar pelos meus critérios na avaliação dos outros. Não tenho nem o direito nem ganho nada em fazê-lo. Para mim, todos me devem merecer respeito e consideração.

Pedido: Ajuda-me, Senhor, a cumprir o que acima me proponho. Que tenha sempre presente o Teu exemplo na consideração e respeito que demonstraste – sempre – por todos os que se cruzavam contigo nos caminhos da Palestina. Que compreenda e actue como Tu nas relações com os demais não fazendo acepção de pessoas seja pelo que for. Senhor ajuda-me a pensar nos outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. Todos são Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos, somos também herdeiros, convém portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.

 

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14/05/2022

Publicações em Maio 14



 

Mês de Maio

 

 

Jesus e as crianças

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Há momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade. Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar.

Jesus avisa os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm desrespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delas diz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e quando mais crescido levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos. O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família. Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros. Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus, Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira. Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos. Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum. Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto? Não! Uma vida é – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável. Então… porquê este “ruído” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; A primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; A segunda é a natural inclinação para seguir quem que pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado. Então nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.

Reflexão

Querer mais

 

O "meu caso" é muito sério!

Quero sempre mais!

Não me contento com o que tenho e que é muito, muitíssimo mais do que alguma vez possa merecer.

Mas, o mais grave neste defeito, é ser mal agradecido e não ter bem claro que nem pela minha inteligência, simpatia, sabedoria, esperteza... mereço seja o que for!

Não me considero má pessoa, mas tenho que considerar claramente que poderia ser muito melhor.

 

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13/05/2022

Publicações em Maio 13

 


 

Mês de Maio

 

 

Hoje NUNC COEPI sugere a participação nas Cerimónias em Fátima. Pela TV, se houver transmissão directa ou indo a: Stream em direto de Santuário de Fátima - YouTube www.youtube.com

 

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12/05/2022

Publicações em Maio 12

 

 

Mês de Maio

 


Véspera de 13 de Maio. Já muitos peregrinos estarão neste momento naquele lugar bendito pela tua presença viva há 99 anos atrás, Se­nhora. Quiseste vir a Portugal, a Fátima, entregar a três simples crianças, uma mensagem urgente, importantíssima: oração e penitência, em desa­gravo do Sagrado Coração de Jesus tão ofendido pelos homens. Ah! Senhora, que maravilha operaste nesta terra e neste homem que agora pensa nestas coisas todas. As recordações da minha infância, os actos de Fé extraordinários, sim­ples uns, grandiosos outros, mas todos tão esmagadoramente convin­centes, que pasmo como pode alguém duvidar da excelência das vir­tudes que Fátima emana. E eu, como tenho vivido a mensagem que tão amorosamente entregas-te aos Pastorinhos? O Terço diário tenho-o rezado, mas, de que forma, Senhora... Quantas distrações, devaneios, alheamentos. Em lugar de meditar nos mistérios do Rosário, que retratam momentos importantíssimos da tua vida na terra, fico a pensar em não sei quê, divagando sem nexo e sem rumo. Perdoa-me minha querida Mãe do Céu, a falta de educação que mani­festo com tais atitudes. Sabes bem que sou um fraco e que não consigo fazer bem feito, como deve ser, uma coisa tão importante como falar contigo, rezar o Terço do Rosário. Avé Maria cheia de graça. Sim, Avé Maria acima de tudo e todos, logo, logo abaixo de Jesus, tu, Maria, és a primeiríssima pessoa a quem re­corro. Sei bem quanto vale a tua intercessão junto do Teu Santíssimo Filho e, por isso: Recordare Virgo Mater Dei dum steteris in conspectu Do­mini et loquaris pro me bona. Não te esqueças, Senhora. Tenta, como só tu sabes, compor as coisas junto do Senhor, e diz-Lhe que, vendo bem, eu não passo de um pobre tonto que não faz as coisas melhor porque é mole e fraco. Mas que tento, tento e hei-de tentar sempre. Com a tua preciosa ajuda, claro, porque sem ela bem posso eu tentar que não conseguirei absolutamente nada. Penitência e oração, oração e penitência. As duas coisas têm forçosamente de estar juntas, de se completar. E eu penitencio-me pouco, quase nada. Os pequenos sacrifícios ou mortificações que faço, que são, compara­dos com os gostos que desfruto, os, prazeres, os comodismos, para não falar já, nos excessos, mormente na comida e bebida que, por vezes, como um animal esfomeado ou sôfrego, cometo. Ajuda-me Senhora minha, neste dia 12 de Maio, a preparar a minha alma e o meu espírito para atarefa diária que me espera:  Combater a distração e o alheamento, lutar pela concentração na ora­ção e a disposição permanente para a mortificação nas coisas peque­nas de cada dia. (ama, 1998)

 

Hoje NUNC COEPI sugere a participação na “PROCISSÃO DAS VELAS” em Fátima. Pela TV, se houver transmissão directa ou indo a: Stream em direto de Santuário de Fátima - YouTube www.youtube.com

 

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11/05/2022

Publicações em Maio 11

 


 

Mês de Maio

Santo Rosário

 

Mistérios do Evangelho - Sexto Mistério

Jesus é a Luz do mundo

Nas trevas, na ausência de luz que ilumine não posso fazer o que seja. Na escuridão não consigo caminhar para onde for porque não vejo onde colocar os pés. E, esta luz que necessito não pode ser uma luz qualquer, tem de ter brilho, força, alcance suficientes para que veja com clareza o caminho, consiga distinguir os barrancos, evitar os obstáculos e assim caminhar com segurança. E porque tenho de caminhar? Porque se ficar parado no mesmo local não verei como fazer para encontrar os alimentos que necessito para me alimentar, confeccionar a roupa que me é necessária para vestir a minha nudez, encontrar outros com quem conviver.

Sou, de facto, um caminhante! Iniciei uma viagem desde que nasci, primeiro levado pela minha mãe, depois conduzido pelos meus próprios passos. Nas trevas perco-me ierremediavelmente e ninguém consegue encontrar-me para me prestar a ajuda que necessite e, então… morrerrei.

Jesus Cristo intitulou-Se A LUZ DO MUNDO e de facto não há luz comparável à que dEle irradia. É este o mundo  que Ele me deu para viver onde tudo está claramente disiponível para meu uso. Não me é possível outra forma de viver e, por isso, não concebo como poderia o Senhor ter-me dado vida para a viver na escuridão. Assim vou caminhando esforçando-me o melhor que posso e sei para que, fazendo o bem que tenho de fazer, permaneça na Sua Luz.

Realmente, acontece-me por vezes não fazer esse bem e fazendo exactamente o contrário e, então, caio nas trevas de onde não conseguirei sair sem que Ele não me perdoe retirando-me delas.

A Santíssima Virgem, “uma Senhora mais brilhante que O sol”, como lhe chamaram os Pastorinhos em Fátima, está sempre presente em todos os momentos da minha vida e não me é possivel afastar os olhos da sua face materna, do seu olhar que me chama e atrai como íman poderoso a que não quero resistir. Tenho confiança absoluta que ela me guiará até essa luz incomensurável que brilhará para sempre na Eternidade.

 

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