13/10/2021

Publicações em Outubro 13

 


1

Oração

Senhor: Que eu saiba ordenar bem o meu amor. Em primeiro lugar… Tu, Senhor do Céu e da Terra, Criador de todas as coisas. Todos os outros amores, por limpos, honestos, verdadeiros que sejam, ou possam parecer, devem ordenar-se a este. De Ti me vem tudo, a própria vida. Tudo, absolutamente, quanto tenho, Te pertence. Para Ti caminho, de Ti recebo a força, a inspiração, o alento para a caminhada e ainda o perdão das minhas numerosas faltas. Não guardando agravos, demonstras, a cada instante, a Tua Omnipotente Misericórdia. Peço-te, Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não notarás como é pequeno, miserável... Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco que é, como to dou todo... fico disponível para me “encher” do Teu.

 

2

O que me acontece e o que penso

Tenho consciência que escrevo bem e que o que escrevo "apreciado" por outros.

Sem querer envaideço-me mas logo o Anjo da minha guarda me sussurra:

Ainda bem... é isso mesmo que o Senhor quer de ti, que ponhas ao Seu Serviço as qualidades ou dons que te deu para conquistar almas para o Seu Reino.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO!

Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os que dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar.

Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo.

Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho. Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros.

É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar.

Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça, de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem, por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça.

E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristão o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

 

 

 


 

 

 

12/10/2021

Publicações em Outubro 12

 


1

Oração

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!

Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: «Bem-aventurados os que acreditarem sem terem visto». E eu creio, Senhor. Creio firmemente que, Tu és O Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor A Quem quero amar com todas as minhas forças e, A Quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres, mas, se me criaste é porque Tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

2

O que me acontece e o que penso

Como eu tenho neste momento, por principal trabalho de apostolado escrever, sou frequentemente assaltado por: 'Lá estás tu a recrear-te'.

É uma das preferências do tentador: levar-me a considerar que as minhas qualidades que devo pôr ao serviço dos outros, são defeitos.

Ceder equivalerá a deixar de fazer o que devo dando devido uso ás qualidades que Deus me deu.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

 

 

Jesus e as crianças

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Tem momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade.

Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar.

Jesus avisa solenemente os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm derespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delasdiz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e quando mais crescido levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos. O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família.

Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros.

Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira. Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos. Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum. Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto? Não! Uma vida é – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável. Então… porquê este “barulho” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; A primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; Como segunda é a natural inclinação para seguir quem que pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem se reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado.

Então nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.

 

11/10/2021

Publicações em Outubro 11

 



1

Oração

Senhor aumenta a minha fé que eu, por mim, não sei nada de nada. Como eu desejo uma fé forte, inteira, maciça como uma rocha, onde se desfaçam todas as dúvidas e questões. Uma fé que arda em fogo vivo que se comunique aos que me rodeiam. Uma fé assim, como a de Tua Mãe, Maria Santíssima, de São José meu Pai e Senhor e de São Josemaria. Recorro a Ti que podes tudo e, não por meu merecimento, que não tenho, mas por Tua misericórdia, não deixes que a minha Fé em Ti esmoreça e se apague.

      

2

O que me acontece e o que penso

A impaciência pode ser, e quase sempre é, uma limitação grave no desenrolar da vida de todos os dias, na medida em que mantém como que um estado de alerta para tudo, distraindo do verdadeiro objectivo: Fazer o que se deve quando se deve.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

Não tenhais medo

 

Logo após a sua eleição como Papa, São João Paulo II assomou à loggia do Vaticano para se dirigir à multidão que enchia a Praça aguardando com ansiedade saber – e ver – o “novo” Papa. As suas primeiras palavras foram: ‘Non abbiate paura’ (Não tenhais medo). E foi dizendo que – possivelmente – houvesse alguma inquietação por estar ali um novo Papa não italiano mas, talvez, ainda mais por ser oriundo de um País do Leste Europeu, dominado pela Rússia Soviética. Naqueles momentos, eu, também me deixei envolver por considerações pessoais como, por exemplo, o que seria o futuro imediato da Igreja com este homem eleito sucessor de Pedro. Recordei então um livro – depois convertido em filme – que há muito lera e que ficara gravado na minha memória: As sandálias do pescador(The Shoes of the Fisherman, Morris West, 1963), Tudo isso “já lá vai” mas arrependo-me de ter cedido a essa tentação terrível que é fazer juízos – quando não críticas – sobre a santidade da Igreja a que pertenço como baptizado e, sobretudo de dar ouvidos aos “profetas da desgraça” que tão frequentemente opinam sobre o que chamam “Crises da Igreja”. «Crise na Igreja? A Santa Igreja – que somos todos os cristãos – tem como Cabeça Jesus Cristo seu Fundador. Só Ele pode alterar seja o que for na sua essência. Nenhum homem seja qual for o cargo que ocupe ou o ministério que desempenhe tem esse poder. Confiemos, pois, com a certeza que quanto maior a provação maior será o Seu cuidado. Fujamos da tentação de fazer juízos – mesmo íntimos – porque tal não os compete. Rezemos com perseverança pedindo Luz, Sabedoria e Justiça para todos, principalmente os que mais responsabilidades possam ter na condução do Povo de Deus.»

Por vezes – talvez muitas – encontro-me perante um dilema: Onde está Jesus, que parece estar “ausente” nas vicissitudes da minha vida, nas “desgraças” no mundo que me rodeia e que, quase a diário, me chegam pelas notícias, pela televisão: inundações, cataclismos, violências bárbaras dos mais elementares direitos humanos, pessoas sem-abrigo, com fome, sem quaisquer recursos…? Está, de facto, ausente, desinteressado, “tem mais que fazer”? Sinto-me, talvez, confuso e sem saber muito bem que pensar. Mas, logo caio em mim e reconsidero: Esta realidade que me atinge como um raio, deixa-me sem palavras: Jesus é meu amigo! Sendo eu como sou, sendo eu o que sou! É extraordinário. Durante os anos, e não são poucos, quantas conversas, quantos desabafos, queixas e pedidos não Lhe fiz! Meu amigo! Jesus é meu amigo. Com esta certeza, com este AMIGO que mais posso precisar? Que posso temer! E, quase instantaneamente, oiço-Te: «Sou Eu, não tenhas medo!»

A Santíssima Virgem é a Mãe da Igreja e, como boa Mãe, não deixará que alguma vez esta se afunde no mar da incerteza ou se deixe dominar por opiniões ou critérios venham de onde vierem a não ser aqueles que O seu Divino Filho instituíu.

 

10/10/2021

Publicações em Outubro 10

 



1

Oração

Pelos meus Nove Netos e  Dois Bisnetos:

Protege, Senhora, as suas vidas para que sejam boas pessoas honestas e trabalhadoras que honrem a família, se respeitem a si mesmos, sejam exemplo para os outros e santos.

2

O que me acontece e o que penso

Já o terei dito ou escrito... uma artimanha do tentador é fazer-me pensar: homem estás sempre a rezar as mesmas orações, a repetir o que já disseste inúmeras vezes, achas que Ele não sabe?

Sem querer, dialogar, o que não devo fazer, descarto: Claro que sei... e depois? 

Fico com a "prova" que o tentador fica incomodado com a minha persistência.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Mansidão de Jesus

 

Jesus Cristo disse de Si mesmo que era: «manso» .

 

Eu, pergunto: Mas o que é ser “manso”?

Poderia dizer que, “ser manso” é ter brandura de génio, não ser nem intempestivo nem precipitado nas reacções às diferentes contrariedades que vou encontrando pela vida.

Sinto-me muito longe de tal porque o meu orgulho - contra o qual luto permanentemente sem ter grande sucesso – me impele para um espírito crítico muitas vezes exacerbado pelos defeitos que julgo ver nos outros. E, o pior, é muitíssimas vezes, o que vejo é um reflexo dos meus próprios defeitos e limitações.

Refiro “o meu orgulho” porque o Senhor acrescentou: «e humilde» e a humildade é completamente incompatível com o orgulho.

Chego, portanto, a uma primeira conclusão: - Para ter mansidão é necessária a humildade pessoal.

No episódio narrado por São Mateus a propósito dos vendilhões do Templo, parece-me – pobre de mim – que o Senhor “contraria” essa mansidão que Se outorga. Então a mansidão pode aceitar uma reacção “intempestiva”?

Penso melhor e concluo que ser manso não é ser abúlico, indiferente, não reagir quando se deve reagir mesmo que tal implique uma atitude, talvez, intransigente.

Visto assim, chego a uma segunda conclusão: Porquê não reajo como devo a situações que exigem uma atitude clara e firme? Não quero incomodar-me? Talvez pense que o assunto não é comigo, não me diz respeito, não possuo nem “autoridade” nem “estatuto” para tal?

De facto, talvez não tenha, melhor dizendo, não tenho nem “autoridade” nem “estatuto”, porque para os ter, preciso de ter dado exemplo disso mesmo que se impõe que faça. Não posso nem devo recomendar o que não pratiquei! Não seria honesto comigo nem intelectualmente  nem, principalmente, para com os outros que, nesse caso, teriam toda a razão para afirmar: Este, diz para fazermos o que, ele próprio não faz! Que crédito nos merece? E, eu tenho de concluir: - Absolutamente nenhum!

A Santíssima Virgem nunca deixará de corrigir as actitudes que não sejam próprias e um cristão. Como boa Mãe não deixa que os seus filhos não pratiquem o bem que devem fazer ou que se alheiem dos actos menos bons que outros façam.

Ela que é a própria mansidão não se cansa de recomendar aos seus filhos a brandura do coração, a gentileza do trato, a amabilidade no comportamento que vevemos ter para com todos independentemente da forma como possam tratar-nos.

Nada ”desarma” com mais eficácia alquém que procede de forma agreste, irritada, desagradável que um sorriso contemporizador, um gesto de compreensão calma e contida.

Ela nunca nos “recebe mal” mesmo quando está triste com o nosso comportamento ou lhe dói o Coração Extremoso com as nossas faltas.

Mãe, Querida Mãe, ensina-me também a mim a ser Manso e Humilde de coração!

 

09/10/2021

Publicações em Outubro 9



1

Oração

Ó Deus que concedes-te a São João Paulo II graças extraordinárias para levar a cabo a sua missão como Teu Vigário na terra, deixando em todo o mundo uma marca indelével, nomeadamente: Pelo seu zelo pelas almas, defesa da vida e dignidade humanas, clareza e rigor da Doutrina e exemplo de amor e cumprimento do dever de cada dia mesmo à custa do sofrimento e da dor pessoais, concedei por seu intermédio a protecção das minhas três filhas e as suas famílias, para que sejam sempre mulheres e mães exemplares, educando, ensinando e dando exemplo de estabilidade, equilíbrio e sobretudo de Fé e da prática da Fé. Fernandinha, intercede por elas.

 

2

O que me acontece e o que penso

 

Se não sei a causa não posso avaliar o efeito.

O que faço ou que penso têm uma consequência lógica.

Se penso mal só poderei agir mal.

E inversamente.

 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Seguir Jesus

 

Mas sigo Jesus como? Parece que a resposta está latente no meu coração. Sigo-O cada vez que me lembro d'Ele o que acontece amiúde durante o dia. Exagero? Não! Mas penso - e desejo ardentemente - que seja permanente, visceral, com todo o empenho e entrega de todo o meu coração. Sei muito bem que tal só é possível com amor. Mas Tu, meu Deus, não sabes que Te amo? Então... aumenta o meu AMOR POR TI que eu, não consigo, mas Tu podes TUDO!

 

Segue-me!

 

Estava ali, sentado naquela cadeira de café. Não é meu hábito mas, naquela tarde, estava um pouco cansado de uma caminhada pelas ruas da cidade e apeteceu-me descansar um pouco. Ouvi distintamente alguém que dizia: - Tu segue-me! Que estranho! Uma frase que eu conheço perfeitamente e sobre a qual medito bastante: Refiro-me ao “chamamento típico” de Jesus Cristo que os Evangelistas referem por várias vezes. Fez-me confusão, confesso. Estarei a ouvir “coisas”? Estou tontinho? Olhei em volta e as sete ou oito pessoas que estavam por ali sentadas continuaram a conversar normalmente. Enfim… gente comum, uns três ou quatro homens, duas senhoras e três jovens “agarrados” aos telemóveis. Pois… não podia ser… Mas, de facto, tornei a ouvir talvez com um acento de insistência: - Tu segue-me! Bom… desta vez a coisa pareceu-me séria e tive de fazer um esforço para não me levantar imediatamente persignando-me. Mas, sou teimoso, muito teimoso, e nada dado nem a “visões” nem a “audições” estranhas como vindas “do Além”. Por isso resolvi “entrar no jogo” e perguntei em silêncio: - Senhor… estás a falar comigo? E ouvi: - Claro que estou a falar contigo. Vem e segue-me! Fiquei estarrecido! O Senhor estava a falar comigo, sentado a uma mesa de café, numa rua qualquer da cidade onde vivo. O esforço agora, para me comportar sem dar nas vistas, era tentar reter a torrente lágrimas que sentia impetuosa a vir-me aos olhos. Deixei de ouvir os ruídos das conversas à minha volta, os barulhos do bulício normal de uma rua de cidade, dos automóveis, nada. Como se uma espécie de “bolha” invisível me tivesse encerrado isolando-me do mundo exterior. Pensei: ‘O que faço agora?’

Ali perto há uma Igreja aberta ao público. Quase como um “zombie” levantei-me e fui até lá. O Templo estava deserto pelo que me senti muito à vontade e comecei num monólogo íntimo, mas aceso e confiante: ‘Pronto, Senhor, não sabia onde ir, ou antes, onde querias que fosse para seguir-Te por isso vim aqui. Desculpa a minha ousadia e a minha pouca fé mas, se há mais alguma coisa…’ E não acabei porque Ele, - tive então a certeza absoluta que era Ele – disse-me: ‘Fizeste exactamente o que Eu queria, sabes: estou aqui neste Sacrário há mais de quatro horas e não aparece ninguém para Me fazer um pouco de companhia, ou, sequer, para Me cumprimentar! Que bom! Agora estás aqui e podemos passar uns bons momentos juntos.’

Para mim já não havia quaisquer “barreiras” ou impedimentos de falsa vergonha e por isso comecei a falar como se de repente tivesse aberto as portas do meu coração, da minha alma, e deixasse vir cá para fora quanto guardava cioso da minha Fé e do meu Amor. Sentia-me tão contente e feliz por ter merecido – sem merecimento – o convite do Senhor que nem sei quanto tempo ali estive, nem o que Lhe disse ou contei. Nunca me interrompeu e eu fui falando, falando ininterruptamente até que uma senhora com alguma idade entrou na Igreja.

Nessa altura disse-me: - Pronto! Gostei do nosso convívio, podes ir-te embora¸- Ah! E obrigado por Me teres seguido!

O convite de Jesus Cristo a segui-Lo é muito simples e pragmático. «Segue-Me!».Posso imaginar o tom, a inflexão das Suas palavras: Não são “imperiosas” nem “formais”¸São simples e concretas e não admitem interpretações; O tom é normal e corrente; É, de facto um convite mas, parece uma ordem; Dirige-se sempre a alguém especialmente e não é nem multitudinário nem abrangente.

Realmente as pessoas - multidões, lê-se nos Evangelhos - acompanham Jesus mas tal não quer dizer que O sigam.

Seguir alguém é acompanhar – permanentemente – essa pessoa, escutando o que diz, vendo o que faz e como faz, no fim e ao cabo ter essa pessoa como guia e mestre.

Não consta nos Evangelhos que alguém não tenha aceitado o convite a não ser, mas, neste caso, o jovem que desejava ser perfeito e, Jesus, ofereceu-lhe a solução e foi esta que o jovem não quis aceitar. O Senhor escolhe quem muito bem entende e fá-lo – sempre – com a esperança que a pessoa que convida aceite e, com segui-Lo, deseje imitá-Lo e alcance a Salvação Eterna. Talvez que o caso mais paradigmático que consta nos Evangelhos seja o convite endereçado a Mateus. Jesus passa pelo seu lugar de trabalho: sentado no telónio de cobrador de impostos. Olha-o nos olhos e diz as “famosas palavras”: «Segue-me.» A resposta foi pronta e imediata: Mateus levantou-se e seguiu Jesus. A decisão de Mateus de seguir Jesus sugere-me algumas “lições”.

Uma primeira “lição”:Não pode adiar-se para um momento qualquer num futuro sempre incerto, ou é – como disse – pronta e imediata ou corre-se o risco de nunca acontecer; Uma segunda “lição”: Não põe condições ou levanta obstáculos, impedimentos. (Mateus, por exemplo, poderia demorar um pouco para terminar o que estava a fazer.);Uma terceira “lição”: A exigência do desprendimento pessoal seja o que for: importante ou de escasso valor, necessário ou não, com a confiada certeza que o Senhor providenciará o que se mostrar útil.

(Foi este desprendimento que faltou ao “Jovem Rico”)

Uma quarta “lição”:As “consequências” de seguir Jesus são inimagináveis! Por exemplo, Mateus tornou-se um dos Doze Apóstolos e foi autor de um dos Evangelhos.

 

 

 


 

 

08/10/2021

Publicações em Outubro 8

 



1

Oração

Minha querida Mãe do Céu, escrevo esta pequena carta para te confirmar a minha devoção e o meu amor. Posso imaginar-me a teus pés na Capelinha em Fátima a dizer-te o que me vai na alma: a alegria e felicidade que sinto por te ter a ti, como tão excelente Mãe, que te louvo e exalto como a mais excelsa criatura, a mais doce, a mais pura, a mais piedosa, a mais venerável, admirável, poderosa sempre Virgem Mãe de Deus e minha Mãe!

 

2

O que me acontece e o que penso

Meu filho: Acreditas em Mim? Mas... a sério? Então como podes estar triste, interrogar-te sobre o futuro que puseste nas Minhas Mãos? Alguma vez te faltei?  Nunca, Senhor, nunca me faltaste, bem ao contrário, sempre me deste muito mais do que pedi. Então?

Mas... sabes, Senhor, eu sou um pobre homem que conheces tão bem e quero sempre que faças - logo - imediatamente - o que Te peço.Vê bem até onde vai a minha confiança? António! Isso não é confiança, isso é uma exigência! Pois é, Senhor, mas, Tu, habituas-te-me mal, eu, quero... sim... quero que faças o que Te peço sem tardança. Mas, se tardo algum tempo, não vês que ganhas? Tem paciência! Sacrifica-te! Faz merecer!

Entendi, Senhor, mas não Te esqueças que eu sou um pobre homem pendente e dependente em absoluto de Ti.

Ajuda-me e desculpa-me. 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça


Meditação

  

 

Instituição do Sacramento do perdão

 

Perdão

 

Poderei julgar - e talvez inconscientemente o faças - que sei muito bem o que é o perdão.

Talvez o que o que me convenha ter claro seja: o que é PERDOAR!

Sim... digo bem - o que é PERDOAR!

Parece muito claro que PERDOAR consiste em relevar uma ofensa - intencionalmente cometida contra a nossa pessoa.

Parece que sim, é uma conclusão aceitável, mas há algumas "condições" que se impõem:

Realmente o que ficou "ferido": a minha personalidade ou a minha soberba?

«Oiço falar de soberba e talvez pense numa atitude despótica e avassaladora, com grande barulho de vozes que aclamam o triunfador que passa, como um imperador romano, debaixo dos altos arcos, inclinando a cabeça, pois teme que a sua fronte gloriosa toque o alvo mármore...

Tenho de ser realista. Este tipo de soberba só tem lugar numa fantasia louca. Tenho de lutar contra outras formas mais subtis, mais frequentes: o orgulho de preferir a própria excelência à do próximo; a vaidade nas conversas, nos pensamentos e nos gestos; uma susceptibilidade quase doentia, que se sente ofendida com palavras ou acções que não são de forma alguma um agravo... Tudo isto, sim, pode ser, é uma tentação corrente. Cconsidero-me como o sol e o centro dos que estão ao meu redor. Tudo deve girar em torno de mim. Por isso, não raramente acontece que recorro, com o meu afã mórbido, à própria simulação da dor, da tristeza e da doença: para que os outros se preocupem conmigo e me mimem.

A maior parte dos conflitos que se apresentam na minha vida interior, fabrica-os a imaginação: é que disseram isto ou aquilo, são capazes de pensar aqueloutro, não me consideram... E a minha pobre alma sofre, graças à sua triste fatuidade, com suspeitas que não são reais. Nessa aventura desgraçada, a minha amargura é contínua e procura desassossegar os outros, porque não sei ser humilde, porque não aprendi a esquecer-me de mim mesmo para me entregar, generosamente, ao serviço dos outros por amor de Deus.

A "ofensa" foi real, concreta, feita directamente ou por "me ter constado"?

Trata-se de uma falsidade a meu respeito ou de uma crítica a alguma faceta do meu carácter ou comportamento?

Qual foi a minha primeira reacção?

A estas duas perguntas só é possível responder fazendo um exame sério, “desapaixonado” e justo.

A minha susceptibilidade é muitas vezes exagerada considerando agravos e ofensas o que, talvez, não passe de uma manifestação de “correcção fraterna”, ou seja, de amizade.

Há uma frase de Jesus que me deve tranquilizar a este respeito: «Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem». Que afirmação extraordinária, esta, de Jesus! Que entranhas de misericórdia! Quem, entre os homens, poderia alguma vez dizer tal coisa?

Eu que, muitas vezes ando carregado com uma lista de agravos, desconsiderações, atropelos; que, penso, me são feitos; a minha dignidade ferida, a importância que me atribuíuo desprezada, as qualidades, que julgo possuir, ignoradas… não me lembrando, quase nunca, das vezes que fiz juízos, pensei ou pior, avistei defeitos, erros, incongruências, coisas estranhas; os comentários, as lucubrações, insinuando, levantando a dúvida, a suspeita… Vou, assim, pela vida, muitas vezes, com uma postura de personagem ferida sem reparar que, a maior parte das vezes, o único ferimento que ostento está no meu orgulho.

Jesus, não! Perdoa tudo, absolutamente, quando arrependido e contrito, me ajoelho aos Seus pés e Lhe peço perdão. Mas não me só perdoa, o que já seria muito, esquece e coloca-me novamente ao pé de Si como se nunca dali tivesse saído.

Como o pai do filho pródigo, restitui-me a posição, a dignidade e a liberdade: o anel no dedo, o melhor vestido, as sandálias nos pés. E eu, pecador miserável, vou e venho, uma e outra vez, quase sempre pelos mesmos motivos, com as mesmas faltas, numa repetição de erros, abandonos, fraquezas e, Ele, sempre à minha espera e mal me avista ao longe «corre ao nosso encontro a lançar-se ao nosso pescoço e a beijar-nos».

Eu, na hora de perdoar, guardo, quase sempre, uma pequena “reserva” que, mais tarde, a propósito e a despropósito, talvez lembre.

Claro, Jesus, é Deus e, eiu sou humano, mas, não obstante, Ele quer que O imitem em tudo, mas, sobretudo, no perdão. Por isso fez constar na oração que ensinou, de uma forma muito clara, essa necessidade de perdoar para ser perdoado. Se Deus fizesse exactamente o que Lhe peço e me perdoasse só na medida em que perdoo os outros – tal como rezo no Pai-nosso – que desgraçado sería!

Felizmente, que o Senhor sabe muito bem de que “massa sou feito” e, na Sua Infinita Misericórdia concede-me um “desconto” precioso no meu compromisso.

Tão difícil perdoar! Tão difícil não julgar!  «Senhor, ajuda-me a conter-me no meu tão frequente julgamento dos outros. Intimamente e de viva voz. Põe na minha frente o espelho dos meus próprios defeitos e faltas de carácter, tudo aquilo que julgo ver nos outros. Não valho nada, não sei nada, não tenho nada, não sou nada»

 

 

 

 


07/10/2021

Publicações em Outubro 7

 


1

Oração

 

Fernandinha: Regressaste à casa do Pai! Peço-te, Senhor, que a tenhas nos Teus braços misericordiosos. E tu, meu amor, olha por mim; ajuda-me a merecer a graça de te ter tido a meu lado durante quarenta e nove anos! Ajuda-me. Inspira-me.

 

2

O que me acontece e o que penso

Para quê estares sempre aos beijos na Imagem da Virgem, insinua-se o tentador.

E, eu, nem sequer me detenho a considerar porque me lembro o quanto a minha Querida Mãe estranharia que eu passasse por ela sem a olhar, fazer uma festa, dar um beijo!

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

A Família de Jesus Cristo

Meditação

«Todo aquele que escuta e faz a Vontade de Meu Pai, que está nos céus, é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe?.

A grande família de Cristo - que somos todos os baptizados - reúne-se sob o manto protector da Mãe comum para expressar com o coração, desejos e sobretudo obras a decisão de fazer em tudo a Vontade do Pai.

Sendo da família de Cristo temos tenho de convir que não sou pouca coisa, bem pelo contrário, gerado no amor de Deus tenho que tentar por todos os meios duas coisas principais: Pagar amor com amor e, ser digno da linhagem a que pertenço. Só a dignidade e unidade de vida permitirá que o consiga. Ser um com Ele como Ele é um com o Pai. Fico abismado!

Eu, pobre homem cheio de misérias e fraquezas sou como que a Mãe e os Irmãos de Jesus Cristo! É uma honra, uma grandeza, uma dignidade que me esmaga!

Sim… se fizer – em tudo – a Vontade de Deus sou, é o Senhor quem  o diz, a Sua Família mais íntima e próxima!

Talvez que nem sempre me dê conta da extraordinária importância – poderia dizer nobreza – da minha condição humana: Ter Jesus Cristo como familiar íntimo porque assim me quer em máximo grau: deu a vida por mim e por todos nós; mas, mais que isso, que já é muito, ser da Sua Família tal como como a Sua Santíssima Mãe.

Ela gerou-O no seu seio virginal e, a mim, no seu incomensurável amor.

Assusta-me um pouco esta declaração do Senhor: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

O “laço” familiar indispensável está bem claro e definido.

Não me diz para ser correcto, leal, fiel, piedoso, “apenas” que esteja disposto a ouvir a Sua e a pô-la em prática.

E, aqui, está o segredo que, afinal, não o é porque como seria lógico alguém pretender pertencer a uma família sem estar disposto a seguir a vontade e desejos do seu Chefe?

Eu, este pobre homem, fraco e pecador, sou da Família de Jesus Cristo!

Assusta-me esta constatação porque as palavras do Senhor não deixam qualquer dúvida. Ele compara-me à Sua Mãe, aos Seus irmãos! Eu lado ansioso por chegar ao porto seguro que me tem reservado.

 

Só me ocorre dizer-he do mais fundo do meu coração: Para que queres Tu Senhor, um miserável homem cheio de defeitos e debilidades como irmão Teu?

Não Te “envergonhas” e aceitas-me tal como sou?

Ah! Mas… se essa è a Tua Vontade então que seja assim como queres.

Mas, olha bem para mim e vê como me desvio e me perco com tanta frequência seguindo por caminhos que me afastam de Ti

 

Por isso Te peço com um fervor “interesseiro”:

 

Estando a Teu lado não me desviarei, não me deixarei enganar pelos que me  oferecem outros caminhos, talvez mais fáceis e atraentes.

 

Meu Jesus, meu Irmão: Que eu nunca Te perca!