Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
15/07/2020
Que a tua vida não seja uma vida estéril
Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil. – Deixa
rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua
vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do
ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas
no coração. (Caminho, 1)
Se cedesses à tentação de perguntar a ti mesmo: quem me manda a
mim meter-me nisto? teria de responder-te: manda-to, pede-to o próprio Cristo.
A messe é grande e os operários são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da messe que
mande operários para a sua messe. Não digas, comodamente: eu para isto não
sirvo; para isto já há outros; não estou feito para isto... Não. Para isto não
há outros. Se tu pudesses falar assim, todos podiam dizer a mesma coisa. O
pedido de Cristo dirige-se a todos e cada um dos cristãos. Ninguém está
dispensado: nem por razões de idade, nem de saúde, nem de ocupação. Não há
desculpas de nenhum género. Ou produzimos frutos de apostolado ou a nossa fé
será estéril.
Além disso, quem disse que para falar de Cristo, para difundir a
sua doutrina, era preciso fazer coisas especiais, fora do comum? Faz a tua vida
normal; trabalha onde estás a trabalhar, procurando cumprir os deveres do teu
estado, acabar bem o que é próprio da tua profissão ou do teu ofício, superando-te,
melhorando-te dia-a-dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo
mesmo. Sê mortificado e alegre. Será esse o teu apostolado. E, sem saberes
porquê, tendo perfeita consciência das tuas misérias, os que te rodeiam virão
ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do trabalho, numa
reunião familiar, no autocarro, ao dar um passeio, em qualquer parte – falareis
de inquietações que em todas as almas existem, embora às vezes alguns não
queiram dar por isso. Mas cada vez as perceberão melhor, desde que comecem a
procurar Deus a sério. (Amigos de Deus, 272–273)
LEITURA ESPIRITUAL
III.
MISSÕES DE PAULO
1.ª Viagem
Missionária -
15 Controvérsia sobre a Lei de Moisés –
1
Alguns que tinham descido da Judeia ensinavam aos irmãos: «Se não vos
circuncidardes, de harmonia com o uso herdado de Moisés, não podereis ser
salvos.» 2 Depois de muita confusão e de uma controvérsia bastante viva de
Paulo e Barnabé contra eles, foi resolvido que Paulo, Barnabé e mais alguns
outros subissem a Jerusalém para consultarem, sobre esta questão, os Apóstolos
e os Anciãos. 3 Então, depois de despedidos pela igreja, atravessaram a Fenícia
e a Samaria, relatando a conversão dos pagãos, o que causava imensa alegria a
todos os irmãos. 4 Chegados a Jerusalém, foram recebidos pela igreja, pelos
Apóstolos e Anciãos e contaram tudo o que Deus fizera com eles. 5 Levantaram-se
alguns do partido dos fariseus, que tinham abraçado a fé, dizendo que era
preciso circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés. 6 Os
Apóstolos e os Anciãos reuniram-se para examinarem a questão.
Discurso de Pedro –
7
Depois de longa discussão, Pedro ergueu-se e disse-lhes: «Irmãos, sabeis que
Deus me escolheu, desde os primeiros dias, para que os pagãos ouvissem da minha
boca a palavra do Evangelho e abraçassem a fé. 8 E Deus, que conhece os
corações, testemunhou a favor deles, concedendo-lhes o Espírito Santo como a
nós. 9 Não fez qualquer distinção entre eles e nós, visto ter purificado os
seus corações pela fé. 10 Porque tentais agora a Deus, querendo impor aos
discípulos um jugo que nem os nossos pais nem nós tivemos força para levar? 11 Além
disso, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos que seremos salvos,
exactamente como eles.» 12Toda a assembleia ficou em silêncio e se pôs a ouvir
Barnabé e Paulo a descrever os milagres e prodígios que Deus realizara entre os
pagãos, por intermédio deles.
Discurso de Tiago –
13
Quando acabaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: «Irmãos, escutai-me.
14 Simão contou como Deus, desde o princípio, se dignou intervir para tirar de
entre os pagãos um povo que fosse consagrado ao seu nome. 15 E com isto
concordaram as palavras dos profetas, conforme está escrito: 16 Depois disto,
hei-de voltar a reconstruir a tenda de David, que estava caída; reconstruirei
as suas ruínas e erguê-la-ei de novo, 17 a fim de que o resto dos homens
procure o Senhor, bem como todos os povos que foram consagrados ao meu nome -
diz o Senhor, que dá a conhecer 18 estas coisas desde a eternidade. 19 Por
isso, sou de opinião que não se devem importunar os pagãos convertidos a Deus.
20 Que se lhes diga apenas para se absterem de tudo quanto foi conspurcado
pelos ídolos, da imoralidade, das carnes sufocadas e do sangue. 21 Desde os
tempos antigos, Moisés tem em cada cidade os seus pregadores e é lido todos os
sábados nas sinagogas.»
Carta apostólica –
22
Então, os Apóstolos e os Anciãos, de acordo com toda a Igreja, resolveram
escolher alguns de entre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé.
Foram Judas, chamado Barsabas, e Silas, homens respeitados entre os irmãos. 23 E
mandaram a seguinte carta por intermédio deles: «Os Apóstolos e os Anciãos,
vossos irmãos, aos irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na
Cilícia, saudações! 24 Tendo conhecimento de que, sem autorização da nossa
parte, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com
as suas palavras, 25 resolvemos, de comum acordo, escolher delegados e
enviar-vo-los com os nossos queridos Barnabé e Paulo, 26 homens estes que
expuseram as suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. 27 Enviamos,
pois, Judas e Silas, que vos transmitirão verbalmente as mesmas coisas. 28 O
Espírito Santo e nós próprios resolvemos não vos impor outras obrigações além
destas, que são indispensáveis: 29 abster-vos de carnes imoladas a ídolos, do
sangue, de carnes sufocadas e da imoralidade. Procedereis bem, abstendo-vos
destas coisas. Adeus.» 30 Eles, então, depois de se despedirem, desceram a
Antioquia e, reunindo a assembleia, entregaram a carta. 31 Depois de a lerem,
todos ficaram satisfeitos com o encorajamento que lhes trazia. 32 Judas e
Silas, que também eram profetas, exortaram e fortaleceram os irmãos com um
longo discurso. 33 Ao fim de algum tempo, receberam dos irmãos a paz da
despedida, regressando para junto dos que os tinham enviado. 34 Silas, porém,
resolveu ficar ali, e Judas partiu sozinho para Jerusalém.
2.ª
Viagem Missionária
Desacordo entre Paulo e Barnabé –
35
Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e anunciando, com muitos
outros, a Boa-Nova da palavra do Senhor. 36 Passados alguns dias, Paulo disse a
Barnabé: «Voltemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que anunciámos a
palavra do Senhor, para ver como estão.» 37 Barnabé queria também levar João,
chamado Marcos. 38 Mas Paulo não era de parecer que se levasse por companheiro
quem deles se tinha afastado na Panfília e não os tinha acompanhado no
trabalho. 39 Seguiu-se uma discussão tão violenta que se separaram um do outro
e Barnabé tomou Marcos consigo, embarcando para Chipre. 40 Por seu turno, Paulo
escolheu Silas por companheiro e partiu, recomendado pelos irmãos à graça do
Senhor. 41 Atravessou a Síria e a Cilícia, fortalecendo as igrejas.
Amigos de Deus
7
É bem certo que se trata de um objectivo
elevado e árduo. Mas não se esqueçam de que o santo não nasce: forja-se no jogo
contínuo da graça divina e da correspondência humana.
Um
dos escritores cristãos dos primeiros séculos adverte, referindo-se à união com
Deus: Tudo o que se desenvolve começa por ser pequeno.
Ao
alimentar-se gradualmente, com constantes progressos, é que chega a ser grande.
Por
isso te digo que, se quiseres portar-te como um cristão coerente - sei que
estás disposto a isso, embora te custe tantas vezes vencer-te ou puxar por esse
pobre corpo - deves ter muito cuidado com os mais pequenos pormenores, porque a
santidade que Nosso Senhor te exige atinge-se realizando com amor de Deus o
trabalho e as obrigações de cada dia, que se compõem quase sempre de pequenas
realidades.
8
Coisas
pequenas e vida de infância
Pensando naqueles que, à medida que o tempo
passa, ainda se dedicam a sonhar -em sonhos vãos e pueris, como Tartarin de
Tarascon - com caçar leões nos corredores de casa, onde se calhar só há ratos e
pouco mais, pensando neles, insisto, lembro a grandeza de actuar com espírito
divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas
lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece.
Convençam-se de que normalmente não vão
encontrar ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é
habitual que surjam essas oportunidades.
Pelo
contrário, não faltam ocasiões de demonstrar o amor a Jesus Cristo, através do
que é pequeno, do normal.
A
grandeza da alma também se demonstra nas coisas diminutas, comenta S. Jerónimo.
Não
admiramos o Criador apenas no céu e na terra, no sol e no oceano, nos
elefantes, camelos, bois, cavalos, leopardos, ursos e leões; mas também nos animais
minúsculos como formigas, mosquitos, moscas, vermes e outros animais
semelhantes, que distinguimos melhor pelos corpos do que pelos nomes: admiramos
a mesma mestria tanto nos grandes como nos pequenos.
Assim,
a alma que se dá a Deus dedica às coisas menores o mesmo fervor que às maiores.
9
Ao meditar as palavras de Nosso Senhor: Por
amor deles santifico-me a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na
verdade, percebemos claramente o nosso único fim: a santificação, isto é, que
temos de ser santos para santificar.
Simultaneamente,
como tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que muito poucos
estamos decididos a responder a esse convite divino, além de nos vermos como
instrumentos de muito fraca categoria.
É
verdade, somos poucos, em comparação com o resto da humanidade e pessoalmente
não valemos nada; mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é
luz, sal, fermento do mundo e um pouco de fermento faz levedar toda a massa.
Precisamente
por isso, tenho pregado sempre que nos interessam todas as almas - as cem que
há num cento - sem nenhuma espécie de discriminações, com a certeza de que
Jesus Cristo nos redimiu a todos e quer servir-se de alguns de nós, apesar da
nossa nulidade pessoal, para darmos a conhecer esta salvação.
Um discípulo de Jesus nunca trata ninguém
mal; chama erro ao erro, mas deve corrigir com afecto o que erra: se não, não
pode ajudá-lo, não pode santificá-lo.
Temos
que conviver, temos que compreender, temos que desculpar, temos que ser
fraternos; e, como aconselhava S. João da Cruz, temos que pôr amor, onde não há
amor, para tirar amor, sempre, mesmo nas circunstâncias aparentemente
intranscendentes que o trabalho profissional e as relações familiares e sociais
nos proporcionam.
Portanto,
tu e eu vamos aproveitar até as oportunidades mais banais que se apresentarem à
nossa volta, para santificá-las, para nos santificarmos e para santificar os
que compartilham connosco os mesmos afãs quotidianos, sentindo nas nossas vidas
o peso doce e sugestivo da co-redenção.
10
Vou continuar esta conversa diante de Nosso
Senhor, com uma nota que utilizei há uns anos e que mantém a actualidade.
Recolhi
então umas considerações de Teresa de Ávila: tudo o que se acaba e não contenta
Deus é nada e menos que nada.
Compreendem
porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta
do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade?
Esforcem-se
por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de
diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um.
Bem
podem chegar ao cume da vossa actividade profissional, alcançar os triunfos
mais retumbantes, como fruto da livre iniciativa com que exercem as actividades
temporais; mas se abandonarem o sentido sobrenatural que tem de presidir todo o
nosso trabalho humano, enganaram-se lamentavelmente no caminho.
11
Permitam-me uma pequena digressão que vem
muito a propósito.
Nunca
perguntei a opinião política a nenhum dos que vêm ter comigo: não me interessa!
Com
esta minha norma de conduta, manifesto uma realidade que está muito metida no
âmago do Opus Dei, ao qual me dediquei completamente, com a graça e a
misericórdia divina, para servir a Santa Igreja.
Não
me interessa esse tema porque os cristãos gozam da mais completa liberdade, com
a consequente responsabilidade pessoal, para intervir como lhes parecer melhor
em questões de índole política, social, cultural, etc., sem outros limites além
dos que o Magistério da Igreja indica.
Só
ficaria preocupado - pelo bem dessas almas - se não respeitassem tais marcas,
porque teriam criado uma vincada oposição entre a fé que afirmam professar e as
obras: e, nessa altura, teria que lhes chamar a atenção com clareza.
Este
sacrossanto respeito pelas vossas opções, desde que elas não afastem da lei de
Deus, não se entende.
Não
o entende quem ignora o verdadeiro conceito da liberdade que Cristo nos ganhou
na Cruz, qua libertate Christus nos
liberavit, quem for sectário de um e de outro extremo, quem pretender impor
as suas opiniões temporais como dogmas. Também não o entende quem degrada o
homem, ao negar o valor da fé, colocando-a à mercê dos erros mais brutais.
12
Mas voltemos ao nosso tema.
Dizia-lhes
que bem podem alcançar os êxitos mais espectaculares no terreno profissional,
na actuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem
interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo.
Perante
Deus, que é o que conta em última análise, quem luta por comportar-se como um
cristão autêntico, é que consegue a vitória: não existe uma solução intermédia.
Por
isso vocês conhecem tantas pessoas que deviam sentir-se muito felizes, ao
julgar a sua situação de um ponto de vista humano e, no entanto, arrastam uma
existência inquieta, azeda; parece que vendem alegria a granel, mas
aprofunda-se um pouco nas suas almas e fica a descoberto um sabor acre, mais
amargo que o fel.
Isto
não há-de acontecer a nenhum de nós, se deveras tratarmos de cumprir
constantemente a Vontade de Deus, de dar-lhe glória, de louvá-lo e de espalhar
o seu reinado entre todas as criaturas.
13
A
coerência cristã da vida
Tenho muita pena sempre que sei que um
católico - um filho de Deus que, pelo Baptismo, é chamado a ser outro Cristo -
tranquiliza a consciência com uma simples piedade formalista, com uma
religiosidade que o leva a rezar de vez em quando (só se acha que lhe convém!);
a assistir à Santa Missa nos dias de preceito - e nem sequer em todos -, ao
passo que se preocupa pontualmente por acalmar o estômago, com refeições a
horas fixas; a ceder na fé, a trocá-la por um prato de lentilhas, desde que não
renuncie à sua posição...
E
depois, com descaramento ou com espalhafato, utiliza a etiqueta de cristão para
subir.
Não!
Não
nos conformemos com as etiquetas: quero que sejam cristãos de corpo inteiro,
íntegros; e, para o conseguirem, têm que procurar decididamente o alimento
espiritual adequado.
Vocês sabem por experiência pessoal - e
têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos - que a vida
interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso
coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente.
Terão
observado no vosso exame - a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça
referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso
Senhor nas necessidades da minha alma - que sofrem repetidamente pequenos
reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de
amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza.
Fomentem
as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz.
Filosofia e religião
A liturgia – momento da
história da salvação
1
– A história da salvação
A SC começa a tratar da natureza da liturgia,
no seu artigo 5, lembrando em grandes linhas a história da salvação.
No
início data história está a vontade de Deus de “salvar e fazer chegar ao
conhecimento da verdade todas as pessoas humanas”.
Para
o conseguir, Deus acompanha toda a história, particularmente do seu povo
eleito, comunicando-se com ele sobretudo pelos profetas, mas finalmente por seu
próprio Filho.
Ele
completou a obra da redenção da humanidade e da glorificação de Deus
principalmente pela sua morte e ressurreição.
Já
neste primeiro artigo debaixo do titulo “A natureza da liturgia”, o Concílio
como que prolonga esta história de Deus com a humanidade dizendo que por Jesus
Cristo “nos foi comunicada a plenitude do culto divino” e que “do lado de
Cristo dormindo na cruz nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja”.
Nesta
exposição do Vaticano II sobre a história da salvação podemos destacar várias
afirmações, em vista da própria liturgia:
A
vontade de Deus de salvar a humanidade, seu eterno plano de salvação, que é a
fonte de toda a história que chega a seu ponto culminante na páscoa do seu
Filho, revelando assim que é um Deus de amor.
Este
é o grande mistério da fé que celebramos na liturgia.
A
santificação das pessoas humanas e a glorificação de Deus são a finalidade da
história da salvação, como também da liturgia.
Do
lado aberto de Cristo na cruz nasceu a Igreja.
Nesta
última afirmacção vou deter-me primeiro, em seguida no mistério pascal.
(P.
Gregório Lutz, CSSp)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
14/07/2020
Faz o que deves e está no que fazes
Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é
grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo. (Caminho,
813)
Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento
faz o que deves e está no que fazes. (Caminho, 815)
A santidade "grande" consiste em cumprir os
"pequenos deveres" de cada instante. (Caminho, 817)
Dizes-me: quando se apresentar a ocasião de fazer algo de grande...
então sim! – Então! Pretendes fazer-me crer, e crer tu seriamente, que poderás
vencer na Olimpíada sobrenatural, sem a preparação diária, sem treino?
(Caminho, 822)
Viste como ergueram aquele edifício de grandeza imponente? – Um
tijolo, e outro. Milhares. Mas um a um. – E sacos de cimento, um a um. E blocos
de pedra, que pouco representam na mole do conjunto. – E pedaços de ferro. – E
operários que trabalham, dia a dia, as mesmas horas... Viste como levantaram
aquele edifício de grandeza imponente?... À força de pequenas coisas! (Caminho,
823)
Não tens reparado em que "ninharias" está o amor humano?
– Pois também em "ninharias" está o Amor divino. (Caminho, 824)
LEITURA ESPIRITUAL
III.
MISSÕES DE PAULO
1.ª
Viagem Missionária -
14 Paulo e Barnabé em Icónio –
1
Em Icónio, Paulo e Barnabé entraram igualmente na sinagoga dos judeus e falaram
de tal maneira que uma grande multidão de judeus e de gregos abraçou a fé. 2
Mas os judeus que não acreditaram instigaram e indispuseram os pagãos contra os
irmãos. 3 Apesar disso, Paulo e Barnabé demoraram-se por lá bastante tempo,
absolutamente confiados no Senhor, que dava testemunho à palavra da sua graça,
concedendo que se fizessem milagres e prodígios pelas mãos deles. 4 A
população da cidade dividiu-se: uns eram pelos judeus e outros pelos Apóstolos.
5 Entre os pagãos e os judeus, conduzidos pelos respectivos chefes, levantou-se
um movimento para os maltratar e apedrejar. 6 Logo que tiveram conhecimento
disso, refugiaram-se nas cidades da Licaónia, Listra e Derbe, e arredores, 7
onde começaram a anunciar a Boa-Nova.
Em Listra. Cura de um coxo –
8
Havia em Listra um homem aleijado dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha
andado. 9 Um dia, ouviu Paulo falar. Este, fitando nele os olhos e vendo que
tinha fé para ser curado, 10 disse-lhe em voz alta: «Ergue-te, direito sobre os
teus pés!» Ele deu um salto e começou a andar. 11 Ao ver o que Paulo acabava de
fazer, a multidão gritou em licaónio: «Os deuses tomaram forma humana e
desceram até nós!» 12 E chamavam Zeus a Barnabé, e Hermes a Paulo, pois este é
que lhes dirigia a palavra. 13 Então, o sacerdote do templo de Zeus, venerado
junto da cidade, trazendo touros e grinaldas para as portas da cidade,
pretendia, juntamente com a multidão, oferecer-lhes um sacrifício. 14 Ao terem
conhecimento disso, os Apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e
precipitaram-se para a multidão, gritando: 15 «Amigos, que fazeis? Também nós
somos homens da mesma condição que vós, homens que vos anunciam a Boa-Nova de
que deveis abandonar os ídolos vãos e voltar-vos para o Deus vivo, que fez o
céu, a terra, o mar e tudo quanto neles se encontra. 16 Nas gerações passadas,
permitiu que todos os povos seguissem os seus próprios caminhos, 17mas nem por
isso deixou de dar testemunho da sua generosidade, dispensando-vos do céu
chuvas e estações de fertilidade, enchendo os vossos corações de alimento e de
felicidade.» 18 Mesmo depois de terem assim falado, foi a custo que impediram a
multidão de lhes oferecer um sacrifício. 19 Apareceram, então, vindos de
Antioquia e de Icónio, alguns judeus que aliciaram o povo, apedrejaram Paulo e,
julgando-o morto, arrastaram-no para fora da cidade. 20 Mas, como os discípulos
o tivessem rodeado, ele ergueu-se e voltou para a cidade. No dia seguinte,
partiu para Derbe com Barnabé.
Regresso a Antioquia da Síria –
21
Depois de terem anunciado a Boa-Nova àquela cidade e de terem feito numerosos
discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, Icónio e Antioquia. 22 Fortaleciam
a alma dos discípulos, encorajavam-nos a manterem-se firmes na fé, porque,
diziam eles: «Temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de
Deus.» 23 Depois de lhes terem constituído anciãos em cada igreja, pela
imposição das mãos, e de terem feito orações acompanhadas de jejum,
recomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. 24 A seguir,
atravessaram a Pisídia, chegaram à Panfília e, 25 depois de anunciarem a
palavra em Perga, desceram a Atália. 26 De lá, foram de barco para Antioquia,
de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para o trabalho que agora
acabavam de realizar. 27 Assim que chegaram, reuniram a igreja e contaram tudo
o que Deus fizera com eles, e como abrira aos pagãos a porta da fé. 28 E
demoraram-se bastante tempo com os discípulos.
Amigos de Deus
1
Há muitos anos, íamos por uma estrada de
Castela e vimos ao longe, no campo, uma cena que me impressionou e me serviu
para fazer oração em muitas ocasiões: vários homens fixavam com força na terra
as estacas que depois utilizaram para segurar verticalmente uma rede e formar o
redil.
Mais
tarde, chegaram àquele lugar os pastores com as ovelhas, com os cordeiros;
chamavam-nos pelo nome e entravam um a um no aprisco, para estarem todos
juntos, em segurança.
E
hoje, meu Senhor, lembro-me de modo particular desses pastores e desse redil,
porque todos os que nos encontramos aqui reunidos para conversar contigo - e
muitos outros no mundo inteiro -, sabemo-nos metidos no teu rebanho.
Tu próprio disseste: Eu sou o Bom Pastor,
conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me.
Conheces-nos
bem; sabes que queremos ouvir, estar sempre atentos aos teus assobios de Bom
Pastor e corresponder-lhes porque a vida eterna é esta:
Que te conheçam a ti como um só Deus
verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Gosto tanto da imagem de Cristo rodeado à
direita e à esquerda pelas suas ovelhas, que mandei colocá-la no oratório onde
habitualmente celebro a Santa Missa; e fiz gravar noutros lugares, como
despertador da presença de Deus, as palavras de Jesus: cognosco oves meas et cognoscunt me meae, para considerarmos a toda
a hora que Ele nos repreende ou nos instrui e nos ensina como o pastor faz com
a sua grei.
Vem,
pois, muito a propósito esta recordação de terras de Castela.
2
Deus quer-nos santos
Todos os que aqui estamos fazemos parte da
família de Cristo, porque Ele mesmo nos escolheu antes da criação do mundo, por
amor, para sermos santos e imaculados diante dele, o qual nos predestinou para
sermos seus filhos adoptivos por meio de Jesus Cristo para sua glória, por sua
livre vontade.
Esta
escolha gratuita de que Nosso Senhor nos fez objecto, marca-nos um fim bem
determinado: a santidade pessoal, como S. Paulo nos repete insistentemente: haec est voluntas Dei: sanctificatio vestra
, esta é a vontade de Deus: a vossa santificação.
Portanto,
não nos esqueçamos: estamos no redil do Mestre, para alcançar esse fim.
3
Não se apaga da minha memória uma ocasião -
já passou muito tempo - em que fui rezar à Catedral de Valência e passei
defronte da sepultura do Venerável Ridaura.
Contaram-me
então que perguntavam a este sacerdote, quando já era muito idoso: quantos anos
tem?
Ele,
muito convencido, respondia-lhes em valenciano: poquets, pouquinhos! os que passei a servir a Deus.
Para muitos de vocês ainda se contam pelos
dedos de uma mão os anos que passaram desde que se decidiram a ter mais
intimidade com Nosso Senhor, a servi-lo no meio do mundo, no próprio ambiente e
através da própria profissão ou ofício.
Este
pormenor não tem muita importância; pelo contrário, interessa gravarmos a fogo
na alma que o convite à santidade, feito por Jesus Cristo a todos os homens sem
excepção, exige que cada um de nós cultive a vida interior, exercite
diariamente as virtudes cristãs; e não de uma maneira qualquer, nem acima do
normal, nem sequer de um modo excelente: devemos esforçar-nos até ao heroísmo,
no sentido mais forte e radical da expressão.
4
A meta que proponho - ou melhor, a que Deus
indica a todos - não é uma miragem ou um ideal inatingível: podia contar-vos
tantos exemplos concretos de mulheres e de homens correntes, como vocês e como
eu, que encontraram Jesus que passa quasi
in occulto pelas encruzilhadas aparentemente mais vulgares e decidiram
segui-lo, abraçando com amor a cruz de cada dia.
Nesta
época de desmoronamento geral, de concessões e de desânimos, ou de libertinagem
e de anarquia, parece-me ainda mais actual aquela convicção simples e profunda
que, no princípio da minha actividade sacerdotal e sempre, me consumiu em
desejos de comunicar à humanidade inteira: estas crises mundiais são crises de
santos.
5
Vida interior: é uma exigência do chamamento
que o Mestre fez à alma de todos.
Temos de ser santos - di-lo-ei com uma
expressão castiça - da cabeça aos pés: cristãos de verdade, autênticos,
canonizáveis; se não, fracassámos como discípulos do único Mestre.
Pensem
também que Deus, ao reparar em nós, ao conceder-nos a sua graça para lutarmos
por alcançar a santidade no meio do mundo, nos impõe também a obrigação do
apostolado.
Compreendam
que, até humanamente, como comenta um Padre da Igreja, a preocupação pelas
almas brota como uma consequência lógica dessa escolha: quando descobris que
algo vos foi proveitoso, tentais atrair os outros.
Tendes
pois que desejar que outros vos acompanhem pelos caminhos de Nosso Senhor.
Se
ides ao foro ou aos banhos e deparais com alguém que esteja desocupado,
convidai-lo para que vos acompanhe.
Aplicai
ao espiritual este costume terreno e, quando fordes a Deus, não o façais sós.
Se não queremos desperdiçar o tempo
inutilmente - nem sequer com falsas desculpas das dificuldades exteriores do
ambiente, que nunca faltaram desde o princípio do cristianismo - devemos ter
muito presente que, de um modo normal, Jesus Cristo vinculou à vida interior a
eficácia da nossa acção para arrastar os que nos rodeiam.
Cristo
pôs a santidade como condição para a eficácia da acção apostólica; corrijo-me,
o esforço da nossa fidelidade, porque na terra nunca seremos santos.
Parece
inacreditável, mas Deus e os homens precisam que, da nossa parte, haja uma
fidelidade sem condições, sem eufemismos, que chegue até às últimas
consequências, sem mediocridade ou concessões, em plenitude de vocação cristã
assumida e praticada com delicadeza.
6
Talvez entre vocês algum esteja a pensar que
me refiro exclusivamente a um sector de pessoas selectas.
Não
se deixem enganar tão facilmente, movidos pela cobardia ou pelo comodismo.
Pelo
contrário, que cada um sinta a urgência divina de ser outro Cristo, ipse
Christus, o próprio Cristo; em poucas palavras, a urgência de que a nossa
conduta seja coerente com as normas da fé, pois a nossa santidade - a que temos
de aspirar - não é uma santidade de segunda categoria, que não existe.
E
o principal requisito que nos é pedido - bem conforme com a nossa natureza -
consiste em amar: a caridade é o vínculo da perfeição; caridade que devemos
praticar de acordo com as orientações explícitas que o próprio Senhor
estabelece: amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua
alma, com toda a tua mente, sem reservarmos nada para nós.
A santidade consiste nisto.
Temas para reflectir e meditar
Oração de petição 2
As
nossas reais necessidades referiu-se atrás e, isto é de suma importância ter
bem claro.
O
que precisamos e que realmente nos faz falta ou o que desejamos ter apenas
porque nos apetece!
Mas,
às vezes, não sabemos muito bem distinguir entre necessitar e apetecer e, por
isso mesmo convém muito antes de pedir o que for ter bem definida essa questão.
(AMA,
19.10.2019)
Perguntas e respostas
Pergunto:
5. E a conversão dos judeus?
Respondo:
Em Rom 11, 26-27 fala-se de
que chegará um momento futuro em que "todo Israel se salve", mas esta
afirmação não está unida ao fim do mundo. A conversão terá lugar, mas o fim do
mundo pode ser muito posterior.
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
salmo ii
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.
Exame Pessoal
Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]
Noverim me
Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]
[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus
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