Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
25/06/2020
Temas para reflectir e meditar
Porque não? Os intercessores
a quem recorremos para a obtenção de uma Graça estão no Céu na beatífica
presença de Deus. São Santos.
Se queremos alcançar uma
Graça é perfeitamente aceitável que tentemos tudo quanto pudermos como, por
exemplo, recorrer à intercessão de alguém por quem temos especial devoção e,
talvez, aqueles a quem mais habitualmente se recorre para causas concretas como,
por exemplo, São Nicolau de Bari para as questões económicas.
Outros serão como que –
Intercessores universais – como será o caso de São José.
Mudar de intercessor?
Eles não se
"ofendem" com tal. Antes se "empenharão" mais no nosso
pedido.
(AMA,
reflexões, 13.01.2020)
Chama cada um à santidade
A oração não é prerrogativa de frades; é incumbência
de cristãos, de homens e mulheres do mundo, que se sabem filhos de Deus. (Sulco, 451)
Sentimo-nos tocados, com o coração a bater com mais
força, quando ouvimos com toda a atenção este brado de São Paulo: esta é a
vontade de Deus: a vossa santificação. Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo
e também o recordo a cada um e à Humanidade inteira: esta é a vontade de Deus,
que sejamos santos.
Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para
transformar a Terra, para procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das
coisas do mundo, é indispensável a santidade pessoal. Nas minhas conversas com
gente de tantos países e dos ambientes sociais mais diversos, perguntam-me com
frequência: - Que diz aos casados? E aos que trabalhamos no campo? E às viúvas?
E aos jovens?
Respondo sistematicamente que tenho uma só panela. E
costumo fazer notar que Jesus Cristo Nosso Senhor pregou a Boa Nova para todos,
sem qualquer distinção. Uma só panela e um único alimento: o meu alimento é
fazer a vontade d'Aquele que me enviou e dar cumprimento à sua obra. Chama cada
um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados, sãos
e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam onde
quer que estejam. Há um único modo de crescer na familiaridade e na confiança
com Deus: a intimidade da oração, falar com Ele, manifestar-Lhe - de coração a
coração - o nosso afecto.
Invocar-me-eis e Eu vos ouvirei. E invocamo-lo
conversando, dirigindo-nos a Ele. Por isso temos de pôr em prática a exortação
do Apóstolo: sine intermissione orate; rezai sempre, aconteça o que acontecer.
Não apenas de coração, mas com todo o coração. (Amigos de Deus, 294-295)
Evangelho e comentário
Evangelho:
Mt 7, 6. 12-14
6 «Não deis as coisas
santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos porcos, para não acontecer
que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos despedacem.»
12 «Portanto, o que
quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e
os Profetas.» 13 «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso
o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14 Como é
estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são
poucos os que o encontram!»
Comentário:
A prudência é uma virtude que devemos
pedir com insistência sobretudo quando se trata de responder a questões que, de
algum modo, tenham a ver com a nossa Santa Religião Cristã.
Já referimos algumas vezes que nem
todas as perguntas merecem resposta porque feitas com espírito malévolo e
intencionalmente crítico não devem ter resposta.
Ser prudentes no que dizemos e também
no que escrevemos e, em caso de dúvida, pedir conselho.
Sim, algumas vezes o que escrevemos
pode ou não ser adequado ou pela forma poderá ser deficientemente interpretado.
Nós, cristãos, não somos mestres em
coisa nenhuma, «um só é o Nosso Mestre»
como muito bem frisou Jesus Cristo. (cfr. Mt 2 3-8)
(AMA, comentário sobre Mt 7, 6 12-14,
26.06.2018)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
24/06/2020
Fortes e pacientes: serenos
Se, por teres o olhar fixo em Deus, souberes
manter-te sereno no meio das preocupações; se aprenderes a esquecer as
ninharias, os rancores e as invejas; pouparás muitas energias, que te fazem
falta para trabalhar com eficácia, em serviço dos homens. (Sulco, 856)
Quem sabe ser forte não se deixa invadir pela pressa
de conquistar logo o fruto da sua virtude; é paciente. A fortaleza leva-nos
realmente a saborear a virtude humana e divina da paciência. Mediante a
vossa paciência, possuireis as vossas almas (Lc XXI, 19). A posse da alma exprime-se na paciência, que, na verdade, é raiz e
custódia de todas as virtudes. Nós possuímos a alma com a paciência, porque,
aprendendo a dominar-nos a nós mesmos, começamos a possuir aquilo que somos . E
é esta paciência que nos leva também a ser compreensivos com os outros,
persuadidos de que as almas, como o bom vinho, melhoram com o tempo.
Fortes e pacientes: serenos. Mas não com a
serenidade daquele que compra a tranquilidade pessoal à custa de se
desinteressar dos seus irmãos ou da grande tarefa, que corresponde a todos, de difundir
ilimitadamente o bem por todo o mundo. Serenos, porque há sempre perdão, porque
tudo tem remédio, menos a morte, e, para os filhos de Deus, a morte é vida.
Serenos, ainda que seja só para poder actuar com inteligência: quem conserva a
calma está em condições de reflectir, de estudar os prós e os contras de cada
problema, de examinar judiciosamente os resultados das acções previstas. E
depois, sossegadamente, pode intervir com decisão. (Amigos de Deus, 78-79)
Evangelho e comentário
NASCIMENTO
DE SÃO JOÃO BAPTISTA
Evangelho: Lc 1, 57-66. 80
Naquele tempo, chegou a altura de
Isabel ser mãe e deu à luz um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o
Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. Oito
dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai,
Zacarias. Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». Disseram-lhe:
«Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». Perguntaram então ao pai,
por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. O pai pediu uma tábua
e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. Imediatamente se lhe
abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. Todos
os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se
divulgaram estes factos. Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração
e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava
com ele. O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no
deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.
Comentário:
Quando se trata de São
João Baptista somos invadidos por um misto de ternura e admiração.
Ternura pela sua figura
simples e absolutamente desprendida de bens ou de afectos.
Sabemos que teve numerosos
seguidores mas sempre lhes referiu que seria Outro Quem deveriam seguir.
Uma vida austera, frugal
de afastamento voluntário da vida de sociedade.
Admiração porque embora
sabendo muito bem a relevância da sua missão como Percursor se considerava como
não estar à altura nem ter dignidade suficiente para tal
(não sou digno de desatar as correias das sandálias...). (cfr.
Lc1, 57)
Por último, cumprido o seu
papel na História da Salvação da Humidade entrega a sua vida em holocausto
total.
(AMA,
comentário sobre Lc 1, 57-66. 80, Carvide, 24.06.2018)
Temas para reflectir e meditar
Podemos
pedir o que julgamos conveniente ou necessário solicitando a
"intervenção" de um ou mais intercessores.
A
graça é sempre concedida por Deus que gosta de ser instado.
Portanto...
(AMA,
reflexões, 2019)
Perfeição 5
Julgo que este tema, de
certa forma, se esgota nas palavras que Cristo dirigiu ao “jovem rico”: Se
queres ser perfeito…
Fico-me estático, como que
aturdido porque logo me vem, claríssima, a constatação das minhas “fugas”.
Mas… o jovem do Evangelho «possuía
muitos bens» e, eu…
Ah! Quais são os “bens” a que
estou agarrado me tolhem a vontade?
Chego a uma conclusão: A
necessidade – constante – de exame pessoal, profundo e detalhado.
(AMA, 2020)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
salmo ii
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.
Exame Pessoal
Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]
Noverim me
Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]
[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
23/06/2020
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 9, 18-24
18 Um dia, quando orava em
particular, estando com Ele apenas os discípulos, perguntou-lhes: «Quem dizem
as multidões que Eu sou?» 19 Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias;
outros, um dos antigos profetas ressuscitado.» 20 Disse-lhes Ele: «E vós, quem
dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.» 21 Ele
proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse; 22 acrescentou: «O
Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos
sumos-sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia,
ressuscitar.» 23 Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após
mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. 24 Pois,
quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por
minha causa há-de salvá-la.
Comentário:
Também São Lucas regista a resposta de
Pedro porque é, sem dúvida, importantíssima para os outros discípulos.
Ao proibir-lhes «formalmente de o dizerem fosse a quem
fosse», é evidente que o Senhor confirma a resposta de Pedro:
Ele é, de facto «O Messias de Deus.»
E,
desde logo lhes diz o que têm de fazer para O seguirem: negar-se a si mesmo e
tomar a cruz de cada dia.
Talvez
percam a vida nessa “aventura” (e, de facto, assim aconteceu) mas Ele
garante-lhes que perder a vida por Sua causa é garantir a salvação eterna.
O
sangue derramado ao longo dos tempos - e ainda hoje – em defesa do Santo Nome
de Deus, da fé e da confiança absolutas n’Ele foi – e é – autêntica semente de
cristãos que longe de se afastarem amedrontados se entregam com alegria e
decisão às perseguições, aos tormentos, à morte.
(AMA,
comentário sobre Lc 9, 18-24, 21.03.2019)
Todos somos irmãos!
Escreveu também o Apóstolo que "não há
distinção de gentio e judeu, de circunciso e incircunciso, de bárbaro e cita,
de escravo e livre, mas Cristo que é tudo em todos". Estas palavras valem
hoje como ontem: para o Senhor não existem diferenças de nação, de raça, de
classe, de estado... Cada um de nós renasceu em Cristo para ser uma nova
criatura, um filho de Deus; todos somos irmãos, e temos de conviver
fraternalmente! (Sulco, 317)
Perante a fome de paz, teremos de repetir com São
Paulo: Cristo é a nossa paz, pax nostra. Os desejos de verdade hão-de levar-nos
a recordar que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Aos que procuram a unidade,
temos de colocá-los perante Cristo, que pede que estejamos consummati in unum,
consumados na unidade. A fome de justiça deve conduzir-nos à fonte originária
da concórdia entre os homens: ser e saber-se filhos do Pai, irmãos.
Paz, verdade, unidade, justiça. Que difícil parece
por vezes o trabalho de superar as barreiras, que impedem o convívio entre os
homens! E contudo nós, os cristãos somos chamados a realizar esse grande
milagre da fraternidade: conseguir, com a graça de Deus, que os homens se tratem
cristãmente, levando uns as cargas dos outros,vivendo o mandamento do Amor, que
é o vínculo da perfeição e o resumo da lei. (Cristo
que passa, 157)
FILOSOFIA E RELIGIÃO
O
homem está no seu direito de praticar experiências nos animais, desde que tenha
para isso motivos razoáveis, Mas não no ser humano, que não pode ser objecto de
experiências científicas, que o prejudiquem, na, sua integridade e na sua
dignidade. (Decr. Do Santo Ofício, 02.12.1940)
No
animal, pode o homem substituir processos naturais, por processos artificiais
da sua invenção. Por exemplo, na criação de gado, a inseminação artificial é
licita. Mas é ilícita na procriação
humana e por isso formalmente condenada pela Igreja. [1]
Ora,
se a Igreja condena os processos artificiais de concepção, como contrários à
natureza humana, com maioria de razão deve condenar, e, de facto, condena os
processos contraceptivos, porque vão, não já contra o modo da geração, mas - o
que é muito mais grave - contra o mesmo facto da geração, ou contra o direito
de nascer. [1]
A
paz, que é, por definição, a tranquilidade na ordem, e, por conseguinte, a
submissão ás leis fundamentais da vida só é possível pelo caminhos da verdade. [2]
Liberdade
é poder, não de agir sem motivo, mas de determinar quais os motivos que nos
devem decidir. Usar este poder é ser livre. [3]
[1] cfr. Pio XII, Aloc. ao XVI
Congresso do Ofício Internacional de Documentação de Medicina Mundial,
30.09.154; Discurso ao Congresso
Mundial da Fertilidade e da Esterilidade.
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