04/04/2020

O-amor-o-sim



Se vês claramente o teu caminho, segue-o


Porque não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora?! (Caminho, 902)

Se vês claramente o teu caminho, segue-o. – Por que não repeles a cobardia que te detém? (Caminho, 903)

"Ide, pregai o Evangelho... Eu estarei convosco...". – Isto disse Jesus... e disse-to a ti. (Caminho, 904)

"Et regni ejus non erit finis". – O seu Reino não terá fim!
Não te dá alegria trabalhar por um reinado assim? (Caminho, 906)

"Nesciebatis quia his quae Patris mei sunt oportet me esse?". – Não sabíeis que Eu devo ocupar-Me das coisas que dizem respeito ao serviço de meu Pai?
Resposta de Jesus adolescente. E resposta a uma mãe com a sua Mãe, que há três dias anda à sua procura julgando-O perdido. – Resposta que tem por complemento aquelas palavras de Cristo que São Mateus transcreve: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim". (Caminho, 907)

Reflectindo


Cumprimento do dever 

Há que considerar que - na minha opinião -  o nosso mais importante dever é cuidar da nossa saúde - sem hipocondria, evidentemente.

Se o não fizermos o cumprimento de todos os outros deveres pode ficar comprometido.


(AMA, 03.12.2019)

LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

SÃO MATEUS

Cap IV


1 Então, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, a fim de ser tentado pelo diabo. 2 Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. 3 O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se convertam em pães.» 4 Respondeu-lhe Jesus: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.» 5 Então, o diabo conduziu-o à cidade santa e, colocando-o sobre o pináculo do templo, 6 disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito: Dará a teu respeito ordens aos seus anjos; eles suster-te-ão nas suas mãos para que os teus pés não se firam nalguma pedra.» 7 Disse-lhe Jesus: «Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus!» 8 Em seguida, o diabo conduziu-o a um monte muito alto e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo com a sua glória, 9 disse-lhe: «Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.» 10 Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» 11 Então, o diabo deixou-o e chegaram os anjos e serviram-no. 12 Tendo ouvido dizer que João fora preso, Jesus retirou-se para a Galileia. 13 Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm, cidade situada à beira-mar, na região de Zabulão e Neftali, 14 para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara: 15 Terra de Zabulão e Neftali, caminho do mar, região de além do Jordão, Galileia dos gentios. 16 O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; e aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz. 17 A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.»  18 Caminhando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.19 Disse-lhes: «Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens.» 20 E eles deixaram as redes imediatamente e seguiram-no. 21 Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, os quais, com seu pai, Zebedeu, consertavam as redes, dentro do barco. Chamou-os, e 22 eles, deixando no mesmo instante o barco e o pai, seguiram-no. 23 Depois, começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades. 24 A sua fama estendeu-se por toda a Síria e trouxeram-lhe todos os que sofriam de qualquer mal, os que padeciam doenças e tormentos, os possessos, os epilépticos e os paralíticos; e Ele curou-os. 25 E seguiram-no grandes multidões, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de além do Jordão.

Comentários:

1-11
Este trecho do Evangelho que São Mateus escreveu encerra a descrição de algo que, poderíamos pensar, um pouco insólito. Porquê Jesus Cristo Se sujeitou a tal? «O Espírito conduziu-O ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo.» A resposta está em que a Pessoa humana do Salvador não quer eximir-Se a nada a que os Seus irmãos – os homens – estão sujeitos e, isto, principalmente, para dar exemplo. Parece evidente que este episódio foi revelado aos Apóstolos pelo próprio Mestre, pois não haveria outra forma de dele tomarem conhecimento. Como poderia o demónio tentar o Senhor que não tinha nem defeito nem pecado algum? Só o pode fazer porque o próprio Jesus - propositadamente - lhe deu o ensejo para tal: «Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome.» Fica, pois, claro que a tentação aparece pelos sinais que damos de fraqueza ou desejo. Atenção, pois!
É interessante verificar que os primeiros discípulos – mais tarde Apóstolo – que Jesus escolhe sejam quatro irmãos – Pedro e André, Tiago e João e além disso com a mesma profissão: pescadores.

12-17 -

Com a prisão do Baptista termina a sua missão de percursor e Jesus Cristo, dá início à missão que O trouxe à terra. Esta missão sublime – a instauração do Reino de Deus – constituirá todo um trabalho exaustivo, sem qualquer descanso ou repouso. Reunirá à Sua volta multidões vindas de todos os lados atraídas pela fama dos seus milagres, da Sua pregação simples e verdadeira dirigida a todos os homens, a Sua figura de homem comum com uma sabedoria e predicados que nunca tinham visto arrastam e convencem. De tal forma Sua pregação e doutrina arrastam e convencem que gerará um conflito quase permanente com os chefes do povo e, de um modo particular, a classe dos fariseus.
Avulta neste trecho do Evangelhos escrito por São Mateus uma muito singular atitude de Jesus que será para todos os cristãos - particularmente - uma norma de conduta a seguir: A Prudência! Não ser prudente e ponderado nas acções e atitudes pode constituir como que um desafio - quase sempre desnecessário - ou, também, o que é pior, orgulho sem sentido. Ser prudente não se opõe á coragem nem á determinação de fazer o que é correcto e necessário, antes, ser ponderado nas decisões e actos.

12-23 -
Os quatro têm a mesma reacção ao convite de Jesus: deixam tudo e seguem-N’o. Esta prontidão na resposta ao convite-desafio do Senhor dá-nos que pensar a nós tão renitentes - por vezes – em seguir os convites que, ao longo da vida, o Senhor nos vai fazendo. Temos muitas coisas, afazeres, obrigações… há que pensar, que avaliar, fazer o que se costuma dizer: “deitar contas à vida”. A demora na resposta pode comprometer definitivamente toda a nossa vida porque, quando o Senhor chama, é sempre urgente, imperioso, responder.  A simples promessa «Eu vos farei pescadores de homens» parece um atractivo talvez vago ou pouco assertivo, mas é, com certeza, um desafio extraordinário que os quatro não hesitaram em aceitar.
Com a morte de João Baptista acaba o tempo da preparação, dos profetas, e começa o tempo da redenção anunciada ao longo dos séculos. O "anunciado", o Salvador, já está presente no mundo, disposto a iniciar a Sua tarefa redentora: a instauração do Reino de Deus entre os homens. Sem alaridos nem manifestações espectaculares começa por escolher os que O irão acompanhar nessa "aventura" de amor e que serão os futuros alicerces da sua igreja. Agora como então, Jesus continua a convidar, a sugerir, a mostrar o caminho para a vida - que é Ele próprio -, diz-nos claramente que Ele é esse caminho e que seguir após Ele é a segurança que necessitamos.

18-22 -
A Santa Igreja celebra hoje a memória do Apóstolo Santo André e apresenta-nos este trecho do Evangelho escrito por São Mateus que descreve com enorme simplicidade o chamamento feito por Cristo. O que Jesus propôs aqueles simples pescadores, não foi mudarem de profissão – por assim dizer – continuariam a ser pescadores só que, o “peixe”, seriam homens. Deixariam de procurar alimento no mar, servindo-se de redes e barcos, para passarem a dar alimento, eles próprios, a todos os homens servindo-se da palavra, do exemplo, do apostolado. A palavra apostolado que deriva exactamente de apóstolo, significa por isso trabalho de apóstolo e, a este trabalho, também o Senhor nos convoca – a todos os cristãos – num mandato simples e claro que não oferece nem dúvidas ou reticências.
Impressiona a simplicidade de algo tão transcendente com é o chamamento dos quatro primeiros Apóstolos. Não há um discurso, uma explicação o traçar de um plano de acção. O Senhor, que sabe tudo, sabia que a resposta seria pronta, imediata, completa total. Há com certeza algum conhecimento prévio da pessoa de Jesus, os quatro irmãos deveriam ter falado disso com detalhe, mas, não obstante, estariam longe de supor que este convite inopinado lhes seria feito. As pessoas simples, de espírito aberto e coração puro, abraçam sem titubear os convites que reconhecem instantaneamente como sendo algo radical que mudará as suas vidas para sempre porque, também de imediato, reconhecem em Quem os convida, uma autoridade e grandeza a que não podem resistir. Não “jogam, portanto, no escuro”, mas com a certeza e confiança que estão fazendo o que de facto lhes convém.

Os Evangelhos dizem pouco sobre o Apóstolo Santo André cuja festa celebramos hoje. Um Apóstolo sem relevo? De modo nenhum! Cada um dos Doze está sentado a julgar uma das doze tribos de Israel. Foi o Senhor Quem o afirmou. A fidelidade e obediência a Jesus são das principais características destes homens simples mas que mereceram o chamamento pessoal do próprio Salvador. Faz alguma impressão estas escolhas de Jesus: homens modestos, com pouca cultura, sem qualquer relevo na sociedade de então.

Mas, como André, quase todos deram a vida pelo Mestre propagando o Reino de Deus tal como era o mandato de Cristo.

(AMA, 2018)

Doutrina – 529


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio

312. O que são as indulgências?


As indulgências são a remissão diante de Deus da pena temporal devida aos pecados, já perdoados quanto à culpa, que, em determinadas condições, o fiel adquire para si ou para os defuntos mediante o ministério da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui o tesouro dos méritos de Cristo e dos Santos.

PANDEMIA 04 Abril


PANDEMIA - 10

Verdade

Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: Tu quem és?  Ele confessou e não negou: Eu não sou o Messias – confessou. Quem és então? – perguntaram-lhe: – És Elias? Não sou – respondeu ele. És o Profeta? Ele retorquiu: Não! Disseram-lhe então: Quem és tu? É para darmos resposta aos que nos enviaram: Que dizes de ti mesmo? Ele declarou: Sou a voz de um que brada no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’. Como disse o profeta Isaías.Tinham sido enviados alguns dos Fariseus. Interrogaram-no eles nestes termos: Então porque é que baptizas, se não és o Messias, nem Elias nem o Profeta? Respondeu-lhes João dizendo: Eu baptizo em água; mas no meio de vós se encontra quem vós não conheceis. Aquele que vem depois de mim; a quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. (Jo 1, 19-27)

Custe o que custar… sempre!
O AMOR só pode ser absolutamente verdadeiro.
Integralmente sem concessões de qualquer ordem.

A não ser assim, não passará de uma falsa imitação!

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL -TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO -  OBEDIÊNCIA – CONFIANÇA - VERDADE

Com estes predicados o AMOR não será a solução?

(AMA, 2020)

Pequena agenda do cristão

SÁBADO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Orações sugeridas:

03/04/2020

Eufemismos

Eufemismos mortais



Re: SPE DEUS

Muito por fazer



Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS


SÃO MATEUS

Cap III

1 Naqueles dias, apareceu João, o Baptista, a pregar no deserto da Judeia. 2 Dizia: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.» 3 Foi deste que falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 4 João trazia um traje de pêlos de camelo e um cinto de couro à volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 5 Iam ter com ele os de Jerusalém os de toda a Judeia e os da região do Jordão, 6 e eram por ele baptizados no Jordão, confessando os seus pecados. 7 Vendo, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera que está para vir? 8 Produzi, pois, frutos dignos de conversão 9 e não vos iludais a vós mesmos, dizendo: ‘Temos por pai a Abraão!’ Pois, digo-vos: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. 10 O machado já está posto à raiz das árvores, e toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. 11 Eu baptizo-vos com água, para vos mover à conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de lhe descalçar as sandálias. Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo. 12 Tem na sua mão a pá de joeirar; limpará a sua eira e recolherá o trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo inextinguível.» 13 Então, veio Jesus da Galileia ao Jordão ter com João, para ser baptizado por ele. 14 João opunha-se, dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti, e Tu vens a mim?» 15 Jesus, porém, respondeu-lhe: «Deixa por agora. Convém que cumpramos assim toda a justiça.» João, então, concordou. 16 Uma vez baptizado, Jesus saiu da água e eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. 17 E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.»

Comentário:

8 –
Está claríssimo: não basta considerar-se “filho de Deus”, é necessário- absolutamente – proceder como tal. A isto pode chamar-se: “unidade de vida”, ser, de facto, o que se afirma e proceder de acordo com o que se diz.Sem esta “unidade de vida”, os homens – os cristãos – andaram sempre à deriva, sem rumo ou direcção.

12 –
Esta imagem do “joeirar” é muito explícita e séria: Jesus Cristo vem para instaurar um Reino Novo onde só terão lugar aqueles que aceitem e sigam os caminhos que Deus Nosso Senhor nos indica como os correctos e convenientes para a nossa salvação eterna. Sem imposições mas respeitando a liberdade que concedeu aos homens, põe sobre os seus ombros a responsabilidade de escolher.

13 –
O baptismo de Cristo é, de facto, um acontecimento extraordinário. O próprio senhor da vida e da morte quer receber o sacramento que inicia a vida cristã. Seria necessário? Talvez não, já que em qualquer altura o Senhor poderia institui–lo, mas temos de pensar, até usando a pura lógica, se Jesus vai iniciar a Sua vida pública parece natural que queira receber o mesmo benefício que o homem Seu irmão recebe ao iniciar a sua vida de união com Deus. Parece que assim o Senhor fica mais unido a todos os que O seguem no caminho do Reino de Deus.
O Baptismo é como sabemos o sacramento da iniciação da vida cristã. Abre-nos as portas da vida com Deus e, ao tornar-nos Seus filhos outorga-nos essa extraordinária categoria e grandeza. Nunca é demais salientar a importância deste sacramento, negá-lo a qualquer pessoa adulta ou adiá-lo nos primeiros dias de vida é uma violência sem explicação nem justificação alguma. Nunca se poderão imaginar sequer as consequências que tal comportamento trará para a pessoa.

15 –
Jesus “explica” a João Baptista a “razão” pela qual deve ser baptizado: «Convém que cumpramos assim toda a justiça.» É, efectivamente, a missão do Salvador: Cumprir a Justiça de Deus. Tal significa que não há qualquer comparação entre esta “Justiça” e a justiça dos homens porque, enquanto aquela se cumprirá sempre – graças à Salvação que Jesus Cristo trouxe à humanidade -, a justiça dos homens é volúvel e sujeita a fracassos. Mas a humanidade tem um paradigma, algo que deve seguir e tentar imitar para que a justiça que lhe compete seja aceitável: aceitar, em tudo, a Justiça Divina.

17 –

        Esta «voz vinda do Céu», que muitos puderam ouvir, confirma de modo absoluto e iniludível a Divindade de Jesus Cristo. Trata-se de uma revelação categórica e decisiva e, como tal, não poderá ser uignorada por todos aqueles que a ouviram e, muito provavelmente, a transmitiram a muitos outros. É uma “confirmação” da afirmação do Baptista: « aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de lhe descalçar as sandálias».

(AMA, 2018)

Temas para reflectir e meditar

EXAME

O de Jesus o Nazareno, que foi um profeta poderoso… (Lc 24,29) Fixai-vos neste contraste. Eles dizem: (…) «Que foi! …» E têm-No ao lado, está caminhando com eles, está na sua companhia indagando a razão, as raízes íntimas da sua tristeza!
Que foi…” dizem eles. 
Nós, se fizéssemos um exame sincero, um pormenorizado exame da nossa tristeza, dos nossos desalentos, do nosso estar às voltas com a vida, encontraríamos uma ligação clara com esta passagem do Evangelho. 
Comprovaríamos que espontaneamente dizemos: “Jesus foi…”, “Jesus disse…”, porque esquecemos que, como no caminho de Emaús, Jesus está vivo, ao nosso lado agora mesmo. 
Esta redescoberta aviva a fé, ressuscita a esperança, é sinal que nos aponta Cristo como gozo presente: Jesus é, Jesus prefere; Jesus diz; Jesus manda, agora, agora mesmo.

(A. G. DorronsoroDios y la gente, Rialp, Madrid, 973, nr. 103, trad ama)

¿Y dónde está Dios



por Luces en mi agenda

A conversão dos filhos de Deus


Jesus disse que não ao Demónio, ao príncipe das trevas. E imediatamente se manifesta a luz: Então o Diabo deixou-O e chegaram os Anjos e serviram-no. Jesus suportou a prova, uma prova verdadeira, porque, comenta Santo Ambrósio, não procedeu como Deus, usando do seu poder (se não, de que nos serviria o seu exemplo?) mas, como homem, serviu-Se dos auxílios que tem em comum connosco.

O Demónio, com retorcida intenção, citou o Antigo Testamento: Deus enviará os seus Anjos para que protejam o Justo em todos os seus caminhos. Mas Jesus, recusando-se a tentar seu Pai, devolve a essa passagem bíblica o seu verdadeiro sentido. E, como prémio da sua fidelidade, chegado o tempo, apresentam-se os mensageiros de Deus Pai para O servirem.

Vale a pena reparar no modo de proceder de Satanás com Jesus Cristo: argumenta com textos dos Livros Sagrados, retorcendo, desfigurando de forma blasfema o seu sentido. Mas Jesus não se deixa enganar: o Verbo feito carne bem conhece a Palavra divina, escrita para salvação dos homens e não para confusão e condenação. Quem está unido a Jesus Cristo pelo Amor - tal é a conclusão que devemos tirar - nunca se deixará enganar por manejos fraudulentos da Sagrada Escritura, porque sabe que é obra típica do Demónio procurar confundir a consciência cristã utilizando com dolo os mesmos termos usados pela eterna Sabedoria, tentando fazer da luz trevas.

Contemplemos um pouco esta intervenção dos Anjos na vida de Jesus, pois assim entenderemos melhor o seu papel - a missão angélica - em toda a vida humana. A tradição cristã apresenta os Anjos da Guarda como grandes amigos, colocados por Deus junto de cada homem para o acompanharem nos seus caminhos. E por isso convida-nos a ganhar intimidade com eles e a recorrer a eles.

A Igreja, fazendo-nos meditar nestas passagens da vida de Cristo, recorda-nos que, em tempo de Quaresma, em que nos reconhecemos pecadores, cheios de misérias, necessitados de purificação, também tem cabimento a alegria. É que a Quaresma é simultaneamente um tempo de fortaleza e de júbilo: devemos encher-nos de ânimo, visto que a graça do Senhor não nos faltará, pois Deus estará a nosso lado e enviar-nos-á os seus Anjos, para que sejam nossos companheiros de viagem, nossos prudentes conselheiros ao longo do caminho, nossos colaboradores em todos os empreendimentos. In manibus portabunt te, ne forte offendas ad lapidem pedem tuum, diz o salmo: Os Anjos levar-te-ão nas suas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.

É preciso saber tratar com intimidade os anjos. Recorre a eles agora, diz ao teu Anjo da Guarda que estas águas sobrenaturais da Quaresma não deslizaram em vão sobre a tua alma, mas nela penetraram até ao fundo, porque tens um coração contrito. Pede-lhes que levem ao Senhor a boa vontade que a graça fez germinar na nossa miséria, como um lírio nascido numa esterqueira. Sancti Angeli Custodes nostri: defendite nos in proelio, ut non pereamus in tremendo judicio - Santos Anjos da Guarda: defendei-nos na batalha, para que não pereçamos no terrível juízo. (Cristo que passa 63)

02/04/2020

PANDEMIA


PANDEMIA - 9

Confiança

Amar é, antes de mais confiar.

Sem “cálculos”, avaliações.


O Pai ama o Filho e tudo põe na sua mão. (Jo 3, 35)

Totalmente porque, ou se confia… ou não…

Se desejamos ser amados, temos de ser pessoas verdadeiras.


O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL -TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO -  OBEDIÊNCIA – CONFIANÇA

Com estes predicados o AMOR não será a solução?

(AMA, 2020)

LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

SÃO MATEUS
Cap II

1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. 2 E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» 3 Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. 4 E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. 5 Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.» 7 Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido. 8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.» 9 Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. 10 Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; 11 e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. 12 Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho. 13 Depois de partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar.» 14 E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto, 15 permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho. 16 Então Herodes, ao ver que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o seu território, da idade de dois anos para baixo, conforme o tempo que, diligentemente, tinha inquirido dos magos. 17 Cumpriu-se, então, o que o profeta Jeremias dissera: 18 Ouviu-se uma voz em Ramá, uma lamentação e um grande pranto: É Raquel que chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque já não existem. 19 Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, 20 e disse-lhe: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino.» 21 Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. 22 Porém, tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Advertido em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23 e foi morar numa cidade chamada Nazaré; assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.

Comentários:

Logo no início da vinda do Redentor, confirma-se o que, mais tarde, dirá: «Muitos dos últimos serão dos primeiros»
De facto, estes “últimos” serão estes três homens de ciência que vêm de longe, muito longe, confirmar o que o sinal – a Estrela – lhes anunciava: O Nascimento do Rei dos Judeus.
Dos “primeiros”, como Herodes, que estava a escassa distância, não se manifesta nenhuma vontade – bem ao contrário – de confirmar o que os doutores da lei lhe comunicaram.
Compreende-se assim que para ver os “sinais” do Céu, interpretá-los e fazer de acordo é fundamental possuir um coração puro e um espírito disposto a procurar a verdade sem preconceitos nem reservas.
O cristão na sua busca incessante por Cristo o que deve fazer quando perde o “Norte”, o rumo, a direcção? Pois… perguntar a quem, por inerência de cargo o pode informar. A direcção espiritual é, assim, fundamental para não perder esse caminho que leva a Cristo.
Sozinhos corremos sério risco de escolher o que não conduz a Ele e, mesmo que nada nos aconteça de mal, não O encontraremos e, este, é o maior mal que nos pode acontecer.
Quando clamamos: Senhor que eu veja! O que pedimos verdadeiramente é que Ele nos cure de todas as nossas deficiências sobretudo aquelas que Nos impedem de O ver, O ouvir, O entender e, assim, nos impedem também de O seguir.
De uma forma ou outra, todos os homens procuram Cristo.
 “De uma forma ou outra” porque sendo natural que a criatura procure o seu Criador muitos não saibam como o fazer.
O apostolado é isso mesmo: ensinar os outros como procurar e encontrar Jesus Cristo e, mais que ensinar, levar até Ele os que andam perdidos e angustiados como “ovelhas sem pastor”. E são muitos os que esperam, às vezes longo tempo ou, até, em vão, uma oportunidade para esse encontro.
Que nunca ouçamos o que Jesus ouviu do homem da piscina de Siloé: Ho­minem non habeo! Não tive ninguém que me ajudasse
Tendo ocorrido - um facto histórico - há dois mil anos, a matança dos Inocentes continua infelizmente bem presente nos dias de hoje. Não queremos que nasça, não desejamos que venha complicar-nos a vida, de alguma forma, estas, são as razões (sem razão) mais comuns hoje em dia, feitas por gente egoísta insensível que não hesita em matar um inocente antes que veja a luz do mundo.
Tudo isto vem da teoria errada que um filho é um direito, uma posse, uma pessoa que nos pertence e da qual podemos dispor à vontade.
Se matar inocentes nos serve, como a Herodes, para "proteger" um direito, um capricho, resolver um problema, disfarçar um medo, então qual é a diferença entre as monstruosidades e quem as pratica?
Os homens por mais que tentem nunca conseguirão alterar o curso da história.
Sem dúvida que as suas acções têm consequências, mas, seja qual for a sua importância ou gravidade, os planos de Deus, não se alteram nunca.
A salvação humana estava determinada no tempo e no modo e todos os passos e acontecimentos haveriam de ser tal como Deus dispusera que fossem.
            Este trecho do Evangelho relata uma dessas etapas. 
Como obedece José!
Pode parecer uma pequena peça que no tabuleiro da Redenção, Deus vai movimentando conforme Lhe convém! Mas, não!
José não é um “boneco” uma peça de um puzzle obedecendo cegamente à Vontade Divina. Sim, obedece prontamente, é um facto, mas não o faz inconsciente ou cegamente. Obedece porque a sua profunda fé e confiança em Deus lhe dizem que é o que convém fazer.
'Ensina-me e ajuda-me, Senhor, a ter como José uma humilde simplicidade que me mostre o melhor caminho que tenho - sempre - de andar para merecer a graça de, em tudo, cumprir a Tua Vontade Santa'.
O que tantos afirmam não existirem ou, pelo menos, não reconhecem como “sinais de Deus”, não são visíveis a qualquer um. O que acontece é que, estes, esperam por manifestações ou evidências de acordo com os seus critérios pessoais, propondo como que um “desafio” ao Criador.         Ele dá sempre o que é justo e suficiente para que os homens acreditem e, acreditando, reconheçam nesses sinais a Sua Vontade.
O que cada um na verdade consegue ver e compreender, estará sempre em concordância com a sua disponibilidade para aceitar e não para impor. A estrela que guiou os Magos até Jesus continua a brilhar no Céu. Qualquer homem de olhos limpos pode vê-la e, vendo-a, seguir o seu rasto que indica o caminho para Deus. Nós, ao contrário dos Magos, sabemos onde O encontrar sempre, em qualquer momento ou circunstância. Encontramo-Lo no nosso coração bem disposto, na nossa alma em graça. A Sua luz ilumina a nossa vida inteira e, envolvendo-nos nela, não podemos enganar-nos no caminho.
Sim, olhos limpos… de desejos, impurezas, concupiscências, rancores, invejas, autossuficiência, vã glória. O mesmo que dizer, olhos de criança inocente que se deixa deslumbrar pela luz que a atrai irresistivelmente para a fonte dessa mesma luz.
Ignorá-la é permanecer nas trevas e, nas trevas, somos cegos e não atinamos com rumo.
A vinda destes Magos a visitar o Menino é providencial. Julgo que os presentes que trouxeram serviram de pecúlio precioso para a viagem e estadia no Egipto, pelo menos até José arranjar trabalho com que sustentar a Família. Na pobreza e simplicidade do Nascimento do Salvador, Deus não descura os pormenores das necessidades humanas. Poderia muito bem ter feito as coisas de mil maneiras diferentes, mas não, tudo quanto rodeia o Menino é previsto e determinado para ser “humanamente aceitável”, isto é, não há milagres, nem intervenções divinas portentosas e espectaculares. Não. Um Menino nasce em Belém e a humanidade fica a saber que se trata do Messias Salvador. Quem o anuncia são os Anjos do Céu a uns pastores e um sinal celeste a uns Magos. A “chave” desta parcimónia e discrição em tão magnífico acontecimento, está no próprio trecho do Evangelho. De facto, as autoridades e os principais de Israel sabiam muito bem onde nasceria o Messias e os sinais que acompanhariam o Seu nascimento.
Não interessa discorrer sobre a pessoa de Herodes e o seu temor a respeito do Messias, mas constatar que ele conhecia muito bem os sinais que deveriam acompanhar o Seu aparecimento. Não vai, como seria natural, vê-Lo e confirmar por si próprio a verdade do que lhe dizem. Não é isso que lhe interessa.
Se do próprio Rei vem esta atitude como se pode estranhar que, os súbditos, alguns pelo menos, não a tenham também?
Daqui que o exemplo dos que mais podem, ou na sociedade ocupam posição de proeminência, tenha uma importância capital para os que, com os olhos postos nele, tenham de decidir sobre o que fazer, que atitude tomar. Quanto maior é a “importância” social maior é a responsabilidade porque, o exemplo, mau ou bom, “vem sempre de cima”.
Os "Herodes" de hoje em dia, esses homens cheios de inveja, preconceitos e dúbias atitudes, continuam a sua acção maléfica, insidiosa e vil contra a igreja e os cristãos na vã tentativa de calarem a sua voz, abafarem o apelo que Jesus Cristo continua a dirigir a todos os homens: «Vinde a mim, que sou manso e humilde de coração
Eis aqui comprovado que Jesus Cristo veio ao mundo por todos os homens de toda e qualquer condição social ou raça. Recebe primeiro as homenagens simples e cheias de alegria dos pastores da Sua terra, Belém de Judá. Depois vêm os estrangeiros de outros locais muito afastados, pessoas de alta classe social de cultura.
No Seu Nascimento o Messias quer, desde logo, unir toda a humanidade à Sua volta. Consumará este desejo na Última Ceia pedindo ao Pai que todos sejamos um como Ele e o Pai são Um.
A matança dos Inocentes ordenada por Herodes ficará para sempre na história como a prova da bestialidade humana. Mas… e os Herodes de hoje?
Há escassos anos no Congo a todos os meninos de tenra idade da etnia Simba foi cortada a mão direita! A "justificação": para que não pudessem pegar em armas contra os dominadores! Correu mundo um filme que mostrava camiões carregados de pequeninas mãos direitas! E por outros lados do mundo os horrores in compreensíveis praticados contra inocentes só porque pertencem a uma etnia, têm uma cor de pele, ou outra razão qualquer!
É um escândalo, sem dúvida, e Jesus Cristo avisou bem que aos escandalosos mais lhes valeria não terem nascido!
     «Em sonhos» já referimos que ao Varão Ilustre, Deus lhe fazia conhecer a Sua Vontade em sonhos. Parece estranho, talvez, que algo tão importante seja assim transmitido. Será que São José não "mereceria" uma comunicação "directa" através de um anjo, por exemplo, como Zacarias ou a Santíssima Virgem?
Penso que não se trata de "merecimento" mas antes da soberana vontade e disposição do Senhor em comunicar com os Seus filhos.
O sonho foi quase sempre o "modo" escolhido e não tem que se inferir que terá maior ou menor "categoria".
Hoje talvez que o nome apropriado seja "inspirações" que é o modo como o Espírito Santo comunica com homens.
Saber reconhecer e interpretar o que o Senhor nos quer dizer, isso, é que é importante e deveras interessa.
'Começa já a perseguição! Tão indefeso e inerme nos braços de Tua Mãe e já os homens Te procuram com ânsias de Te fazerem mal. Não querem que Tu, Rei anunciado pelos Profetas, reines sobre eles.
Menino Jesus, meu Menino Jesus, que eu seja capaz de Te defender, sempre. Aperto-te contra o meu peito e não deixo ninguém fazer-te mal.
Meu Menino Jesus, reina no meu coração e transforma-me num súbdito fiel.
Meu Menino Jesus, transformam-me na criança que quero ser, para brincar contigo, inocente e alegre'.

(AMA, 2018)