Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
22/02/2020
Amemos a direcção espiritual!
Abriste sinceramente o teu coração ao teu Director, falando na
presença de Deus... E foi maravilhoso verificar como tu sozinho ias encontrando
resposta adequada às tuas próprias tentativas de evasão. Amemos a direcção
espiritual! (Sulco, 152)
Conhecem muito bem as obrigações do vosso caminho de cristãos, que
os hão-de levar sem parar e com calma à santidade; também estão precavidos
contra as dificuldades, praticamente contra todas, porque já se vislumbram
desde o princípio do caminho. Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por
um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas
diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias.
Nessa direcção espiritual mostrem-se sempre muito sinceros: não
deixem nada por dizer, abram completamente a alma, sem medo e sem vergonha.
Olhem que, se não, esse caminho tão plano e tão fácil de andar complica-se e o
que ao princípio não era nada acaba por se converter num nó que sufoca.
(...) Lembram-se da história do cigano que se foi confessar? Não
passa de uma história, de uma historieta, porque da confissão nunca se fala e,
além disso, estimo muito os ciganos. Coitadinho! Estava realmente arrependido:
Senhor Padre, acuso-me de ter roubado uma arreata... – pouca coisa, não é? – e
atrás vinha uma burra...; e depois outra arreata...; e outra burra... e assim
até vinte. Meus filhos, o mesmo acontece no nosso comportamento: quando cedemos
na arreata, depois vem o resto, a seguir vem uma série de más inclinações, de
misérias que aviltam e envergonham; e acontece o mesmo na convivência:
começa-se com uma pequena falta de delicadeza e acaba-se a viver de costas uns
para os outros, no meio da indiferença mais gelada. (Amigos de Deus, 15)
THALITA KUM 109
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Coração de Jesus!
Como te moves,
Senhor, pelo Teu Coração!
E, ainda bem, para
nós homens, que tens um coração de carne como o nosso, um coração humano com
todas as virtudes e capacidades de um coração puro e humilde.
O que espanta é
que, considerando o Teu Poder Omnipotente, se possa pensar que, o homem que tem
este Poder, tem um coração manso e humilde.
Manso porque não
sabe o que é rebelar-se contra a vida, contra os outros; porque só sabe acatar
a Vontade Divina em todas as coisas e em todas as circunstâncias, deixando-Se
guiar pelas inspirações que o Espírito Santo Lhe envia a cada momento.
Manso, porque se
“encolhe” gratuitamente para que não sobressaia senão a Vontade do Pai, numa
atitude de submissão e entrega totais e perfeitas.
Manso, porque acata
como o melhor, tudo aquilo que Lhe é sugerido pelo Senhor da Vida.
Manso, finalmente,
porque os Seus únicos sentimentos são o amor pelos outros com total
desprendimento de Si Mesmo.
Coração humilde
porque voluntariamente Se reduz a uma dimensão humana quando a Sua essência é
divina.
Humilde quando Se
comprime na tristeza que Lhe causa a animosidade dos homens.
Humilde porque é
esmagado e amarfanhado pelas Suas mãos chagadas para Se oferecer aos homens, a
todos os homens.
Quantas vezes me
ocorre aquela conhecidíssima jaculatória “Jesus, faz com que tenha um coração
igual ao Vosso” e, na verdade, o que quero e devo dizer será:
«Jesus, toma o meu
coração e faz dele o que Te aprouver que, eu, não sei o que hei-de fazer com ele.»
[2]
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Cadeira
de São Pedro
Evangelho: Mt 16, 13-19
Naquele tempo, Jesus foi para os lados
de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens
que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros
que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E
vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu
és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão,
filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim
meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra
edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado
nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».
Comentário:
Eu,
como Pedro, creio firmemente que Tu és Deus, meu Salvador e Redentor, que amo
com todas as veras do meu coração, que sigo com incondicional entrega até ao
momento que queiras chamar-me definitivamente para junto de Ti.
Como
anseio por esse momento, Senhor!
Vultum Tuum requiram, Domine!
(AMA,
comentário sobre Mt 16, 13-19, 28.06.2017)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
Carta a Tito
Tt 2
Qualidades dos anciãos e
dos jovens –
1 Tu, porém, ensina o que
é conforme à sã doutrina. 2 Os anciãos sejam sóbrios, dignos, prudentes, firmes
na fé, na caridade e na paciência. 3 Do mesmo modo, as anciãs tenham um
comportamento reverente, não sejam caluniadoras nem escravas do vinho, mas mestras
de virtude, 4 a fim de ensinarem as jovens a amar os maridos e os filhos, 5 a
serem prudentes, castas, boas donas de casa e dóceis aos maridos, de modo que a
palavra de Deus não seja difamada. 6 Exorta igualmente os jovens a serem
moderados, 7 apresentando-te em tudo a ti próprio como exemplo de boas obras,
de integridade na doutrina, de dignidade, 8 de palavra sã e irrepreensível,
para que os adversários fiquem confundidos, por não terem nada de mal a dizer
de nós.
Os escravos (1 Tm 6,1-2; 1
Pe 2,18-25)
9 Exorta os escravos a
serem em tudo dóceis aos seus senhores, procurando agradar-lhes em tudo e não
os contradizendo 10 nem defraudando, mas mostrando-se totalmente leais, a fim
de honrarem em tudo a doutrina de Deus nosso Salvador. 11 Com efeito, manifestou-se
a graça de Deus, portadora de salvação para todos os homens, 12 para nos
ensinar a renúncia à impiedade e aos desejos mundanos, a fim de vivermos no
século presente com sobriedade, justiça e piedade, 13 aguardando a
bem-aventurada esperança e a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e
Salvador Jesus Cristo. 14 Ele entregou-se por nós, a fim de nos resgatar de
toda a iniquidade e de purificar e constituir um povo de sua exclusiva posse e zeloso
na prática do bem. 15 Assim é que deves falar, exortar e repreender com toda a
autoridade. E que ninguém te despreze.
Doutrina – 523
Compêndio
SEGUNDA SECÇÃO
OS SETE SACRAMENTOS DA
IGREJA
CAPÍTULO SEGUNDO
OS SACRAMENTOS DA CURA
306. Porque é que os
pecados veniais podem ser também objecto da confissão sacramental?
A
confissão dos pecados veniais é muito recomendada pela Igreja, embora não
estritamente necessária, porque nos ajuda a formar uma consciência recta e a
lutar contra as más inclinações, para nos deixarmos curar por Cristo e
progredirmos na vida do Espírito.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
21/02/2020
Ide a José e encontrareis Jesus
Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa
que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais
o amou, depois da Nossa Mãe. Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele,
porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de
Deus. (Forja,
554)
José foi, no aspecto humano, mestre de Jesus; conviveu com Ele
diariamente, com carinho delicado, e cuidou dele com abnegação alegre. Não será
esta uma boa razão para considerarmos este varão justo, este Santo Patriarca,
no qual culmina a Fé da Antiga Aliança, Mestre de vida interior? A vida
interior não é outra coisa senão o convívio assíduo e intimo com Cristo, para
nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus.
Por isso, não deixeis nunca de conviver com ele; ite ad Joseph, como diz a tradição cristã com uma frase tomada do
Antigo Testamento.
Mestre da vida interior, trabalhador empenhado no seu trabalho,
servidor fiel de Deus em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Joseph. Com S. José o cristão
aprende o que é ser Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o
mundo. Ide a José e encontrareis Jesus. Ide a José e encontrareis Maria, que
encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (Cristo que passa, nn. 56)
A Igreja inteira reconhece S. José como seu protector e padroeiro.
Ao longo dos séculos tem-se falado dele, sublinhando diversos aspectos da sua
vida, sempre fiel à missão que Deus lhe confiara. Por isso, desde há muitos
anos, me agrada invocá-lo com um título carinhoso: Nosso Pai e Senhor.
S. José é realmente Pai e Senhor, protegendo e acompanhando no seu
caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus
enquanto crescia e se fazia homem. (Cristo que passa, nn. 39)
THALITA KUM 108
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O coração
O Coração de Cristo
é, também, um coração humano, que se enternece, que estremece de alegria, que,
por vezes, se encolhe com a tristeza. Temos, no Evangelho, tantos exemplos do
coração humano de Cristo!
«O forno arde. Ao
arder, queima todo o material, seja lenha ou outra matéria facilmente
combustível.
O Coração de Jesus,
o Coração humano de Jesus, queima com o amor que o enche. E este é o amor ao
Pai Eterno e o amor aos homens: as filhas e os filhos adoptivos.
O forno, queimando,
pouco a pouco apaga-se. O Coração de Jesus, ao contrário, é forno
inextinguível. Nisto parece-se com a “sarça
ardente” do Êxodo, em que Deus Se
revelou a Moisés. A sarça ardia com o fogo, mas... não se consumia. [1]
Efectivamente, o
amor que arde no Coração de Jesus é sobretudo o Espírito Santo, no qual
Deus-Filho se une eternamente ao Pai. O Coração de Jesus, o Coração humano de
Deus-Homem, está abrasado pela chama
viva do Amor trinitário, que jamais se extingue.
Coração de Jesus, forno ardente de caridade. O forno,
enquanto arde, ilumina as trevas da noite e aquece os corpos dos viajantes
inteiriçados com o frio.
Hoje queremos pedir
à Mãe do Verbo Eterno, para que no horizonte da vida de cada uma e cada um de
nós não cesse nunca de arder o Coração de Jesus, forno ardente de caridade. Para que Ele nos revele o amor que não
se extingue nem se deteriora jamais, o Amor que é eterno. Para que ilumine as
trevas da noite terrena e aqueça os corações.
Dando-Lhe as graças
pelo único amor capaz de transformar o mundo e a vida humana, dirigimo-nos com
a Virgem Imaculada, no momento da Anunciação ao Coração Divino que não cessa de
ser forno ardente de caridade.
Ardente: como a sarça que Moisés viu
ao pé do monte Horeb.» [2]
Quando não sabemos
o que fazer com o nosso coração, porque se rebela contra o que nem por ser
justo nos agrada, se entristece sem motivo justificado, quando parece que não
nos obedece, que tem vida própria, entreguemo-lo a Jesus, Ele sabe o que fazer
com ele.
«Nestes breves minutos na Tua presença, real,
verdadeira, no Santíssimo Sacramento presente no Sacrário, deixo o meu coração
vir para fora do peito, aperto-o nas minhas mãos e ofereço-to todo inteiro,
assim, amarfanhado pelas minhas mãos, num gesto simbólico da completa entrega
de todas as minhas preocupações, inquietudes e medos.
Tu, Senhor, recebes este meu pobre coração
e, embora saibas muito bem o que fazer com ele, atrevo-me a sugerir-te que não
mo devolvas sem o teres transformado completamente, absolutamente purificado e cheio dos Teus dons.
(AMA, reflexões).
Temas para meditar e reflectir
Confissão frequenteAs confissões frequentes, que são tantas vezes idênticas umas às outras aumentam o amor a Cristo, por causa, sem dúvida, da tristeza que concebemos por não poder provar-lhe melhor a nossa fidelidade; mas ainda mais porque em vez de estarmos sempre a examinar a nossa miséria, decidimo-nos de uma a vez a não ver senão a Sua bondade.
(Georges Chevrot, Jesus e a Samaritana, Éfeso, 1956, pg 163)
Evangelho e comentário
São
Pedro Damião – Doutor da Igreja
Evangelho: Mc 8, 34 – 9, 1
34 Chamando a si a multidão,
juntamente com os discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser vir após mim,
negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
1 Disse-lhes também: «Em verdade vos
digo que alguns dos aqui presentes não experimentarão a morte sem terem visto o
Reino de Deus chegar em todo o seu poder.»
Comentário:
A
Sagrada Liturgia propõe-nos hoje – festa de São Pedro Damião, Doutor da Igreja
– dois pequenos trechos do Evangelho escrito por São Marcos, precisamente dos
capítulos 8 e 9.
Julgo
que o melhor comentário será esta carta do Santo Doutor:
«Caríssimo,
pediste-me que te escrevesse palavras de consolação, a fim de reconfortar o teu
ânimo amargurado por tantos golpes dolorosos.
Mas
se a tua prudência e sensatez não estão adormecidas, a consolação já chegou,
porque as próprias palavras mostram sem sombra de dúvida que Deus te está
instruindo como a um filho para alcançares a herança.
Assim
o indicam claramente aquelas palavras: Filho, se queres servir a Deus,
permanece na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação.
Onde
existe o temor e a justiça, a prova de qualquer adversidade não é tormento de
escravos, mas antes correcção paterna.
Porque
até o bem-aventurado Job, quando diz no meio dos flagelos da infelicidade: Quem
dera que Deus me esmagasse, que estendesse a sua mão e pusesse fim à minha
vida, logo acrescenta: Terei a minha consolação, porque me atormenta com dores
e não me poupa.
Para
os eleitos de Deus, o castigo divino é consolação, porque, através das dores
momentâneas que suportam, progridem a grandes passos na firme esperança de
alcançar a glória da felicidade eterna.
É
para isso que o martelo bate no ouro: para que o ourives possa extrair a
escória; é para isso que se usa a lima: para que a veia do vibrante metal
brilhe com mais fulgor. É no forno que se experimenta o vaso do oleiro, é na
tribulação que se experimentam os homens justos. Porque também diz São Tiago:
Considerai como motivo de grande alegria, irmãos, as diversas provações por que
tendes passado.
É
a bom título que se devem alegrar aqueles que neste mundo suportam a tribulação
temporária pelos seus pecados, mas têm guardada para si no Céu uma recompensa
eterna pelas boas obras que praticaram.
Portanto,
caríssimo e dulcíssimo irmão, enquanto te atingem os golpes da desgraça,
enquanto és castigado pelos açoites da correcção divina, não te deixes vencer
pelo desalento, não te queixes nem murmures, não te deixes amargurar pela
tristeza nem impacientar pela fraqueza de ânimo; mas conserva sempre a
serenidade no teu rosto, a alegria no teu coração, a acção de graças na tua
boca.
São
certamente dignos de todo o louvor os desígnios de Deus, que atinge nesta vida
os seus para os poupar aos flagelos eternos; abate para elevar, fere para
curar, humilha para exaltar.
Portanto,
caríssimo, robustece o teu espírito na paciência com estes e outros testemunhos
das Escrituras divinas, e espera confiadamente a alegria que vem depois da
tristeza.
Que
a esperança daquela alegria te reanime e a caridade te inflame, de tal modo que
o teu espírito, santamente inebriado, esqueça os sofrimentos exteriores e
anseie com entusiasmo pelo que interiormente contempla.»
(Das
Cartas de São Pedro Damião, (Liv. 8, 6: PL 144, 473-476) (Sec. XI)
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