Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
11/01/2020
Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário...
Humildade
de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário... Porém, mais humilhação e mais
aniquilamento na Hóstia Santíssima; mais que no estábulo, e que em Nazaré, e
que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A
"nossa" Missa, Jesus...) (Caminho, 533)
Meus
filhos, pasmai agradecidos ante este mistério e aprendei: todo o poder, toda a
formosura, toda a majestade, toda a harmonia infinita de Deus, com as suas
grandes e incomensuráveis riquezas – todo um Deus – ficou escondido na
Humanidade de Cristo para nos servir. O Omnipotente apresenta-se decidido a
ocultar por algum tempo a sua glória, para facilitar o encontro redentor com as
suas criaturas.
Escreve
o evangelista S. João: ninguém jamais viu Deus; o Filho Unigénito que está no
seio do Pai é que o deu a conhecer, comparecendo ante o olhar atónito dos
homens: primeiro, como um recém-nascido, em Belém; depois, como um menino igual
aos outros; mais tarde, no Templo, como um adolescente, inteligente e vivo; e,
por fim, com aquela figura amável e atraente do Mestre que movia os corações
das multidões que o acompanhavam entusiasmadas. (Amigos de Deus,
111)
THALITA KUM 67
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O
que eu quero e o que eu necessito.
Nem
sempre coincidem estas duas: O que eu quero e o que necessito.
A
dificuldade reside, quase sempre, na moderação e no critério, ou seja, a
moderação da vontade de ter e a avaliação do que realmente me faz falta.
Aparentemente
o que não tenho provoca uma vontade, um desejo de possuir e se não me detenho a
pensar se isso me é absolutamente necessário, indispensável para um fim que me
proponho, caio com facilidade num mero desejo de posse sem um motivo sério,
concreto, razoável.
Neste
caso, não parece muito apropriado endereçar a Deus esse desejo, essa vontade de
ter.
Sintética,
mas plenamente o Pai-Nosso resolve a questão: peço como o Senhor ensinou aquilo
que preciso.
Mas,
sendo assim, considerarei que o “resto” é supérfluo, desnecessário, não deve
englobar o pedido?
Não
me parece que seja exactamente assim porque o que agora parece a “a mais” pode
noutra circunstância não o ser e embora deva viver o dia-a-dia preparando o
futuro não cabe este tipo de “previsões” quando se tem confiança absoluta que
Deus é hoje e sempre um Pai atento às reais necessidades dos Seus filhos.[1]
Estar na escuridão é um prenúncio de morte:
«O povo que jazia nas trevas viu uma
grande luz, e a luz amanheceu aos que jaziam na zona caliginosa da morte.» [2]
Morte, dizia, que equivale a condenação, porque quem está na escuridão
exclui-se a si mesmo da possibilidade de salvação, que é o fim que
verdadeiramente se deve procurar.
«É esta a causa da condenação: veio a
Luz ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a Luz, pois eram más as
suas obras.» [3]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Jo 3, 22-30
22 Depois disto, Jesus foi com os seus
discípulos para a região da Judeia e ali convivia com eles e baptizava. 23 Também
João estava a baptizar em Enon, perto de Salim, porque havia ali águas abundantes
e vinha gente para ser baptizada. 24 João, de facto, ainda não tinha sido
lançado na prisão. 25 Então levantou-se uma discussão entre os discípulos de
João e um judeu, acerca dos ritos de purificação. 26 Foram ter com João e
disseram-lhe: «Rabi, aquele que estava contigo na margem de além-Jordão, aquele
de quem deste testemunho, está a baptizar, e toda a gente vai ter com Ele.» 27 João
declarou: «Um homem não pode tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado
do Céu. 28 Vós mesmos sois testemunhas de que eu disse: ‘Eu não sou o Messias,
mas apenas o enviado à sua frente.’ 29 O esposo é aquele a quem pertence a
esposa; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o escuta, sente muita
alegria com a voz do esposo. Pois esta é a minha alegria! E tornou-se completa!
30 Ele é que deve crescer, e eu diminuir.»
Comentário:
Ao
baptizar as gentes tal qual João fazia, Jesus Cristo valida e institui o
Baptismo.
O
Sacramento por excelência – poderíamos dizer – porque é aquele que nos converte
de simples criaturas em autênticos Filhos de Deus.
Quantas
crianças por baptizar, meu Deus?
Como
é possível negar a um inocente essa grandeza, esse extraordinário dom que Deus
põe à sua disposição?
E
se, por falta de fé ou outro motivo qualquer não baptizam o filho ou filha
ainda crianças, porque não lhes dão – ao longo da juventude -uma oportunidade
de saber o que é o Baptismo e poder decidir por si se o quer receber?
Então
um pai ou uma mãe não há-de querer o melhor para os seus filhos e, se acaso não
sabe, não tem o estrito dever de se informar?
(AMA
comentário sobre Jo 3, 22-30, 12.11.2018)
Leitura espiritual
Tt 3
Obediência às autoridades
(Rm 13,1-7; 1 Pe 2,13-17) –
1 Recorda-lhes que sejam
submissos e obedientes aos governantes e autoridades, que estejam prontos para
qualquer boa obra, 2 que não digam mal de ninguém, nem sejam conflituosos, mas
sejam afáveis, mostrando sempre amabilidade para com todos os homens. 3 Pois
também nós éramos outrora insensatos, rebeldes, extraviados, escravos de toda a
espécie de paixões e prazeres, vivendo na maldade e na inveja, odiados e
odiando-nos uns aos outros. 4 Mas, quando se manifestou a bondade de Deus,
nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, 5 Ele salvou-nos, não em virtude
de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas da sua misericórdia, mediante
um novo nascimento e renovação do Espírito Santo, 6 que Ele derramou
abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador, 7 a fim de que,
justificados pela sua graça, nos tornemos, segundo a nossa esperança, herdeiros
da vida eterna. 8 Esta palavra é digna de fé, e desejo que tu fales com firmeza
destas coisas, para que os que acreditaram em Deus se empenhem na prática de
boas obras, pois isso é bom e útil para os homens. 9 Evita, porém, as
discussões insensatas, as genealogias, bem como as contendas legalistas, pois
são inúteis e vãs. 10 Depois de uma ou duas advertências, afasta-te do
sectário, 11 pois bem sabes que esse homem está transviado, peca e a si mesmo
se condena.
Recomendações e saudação –
12 Quando te enviar
Ártemas ou Tíquico, apressa-te em vir ter comigo a Nicópolis, pois decidi
passar lá o Inverno. 13 Providencia solicitamente quanto à viagem de Zenas, o
jurista, e de Apolo, de modo que nada lhes falte. 14 Também os nossos devem
aprender a empenhar-se em boas obras, para atender às necessidades prementes,
de modo que não deixem de produzir frutos. 15 Saúdam-te todos os que estão
comigo. Saúda todos os que nos amam na fé. A graça esteja com todos vós.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Doutrina – 518
Compêndio
SEGUNDA SECÇÃO
OS SETE SACRAMENTOS DA
IGREJA
CAPÍTULO SEGUNDO
OS SACRAMENTOS DA CURA
301. Como se manifesta a
penitência na vida cristã?
A
penitência manifesta-se de muitas maneiras, em especial pelo jejum, a oração e
a esmola. Estas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na
vida quotidiana do cristão, especialmente no tempo da Quaresma e no dia
penitencial de Sexta-feira.
10/01/2020
Temos de nos gastar diariamente com ele
Que contente se deve morrer quando se
viveram heroicamente todos os minutos da vida! Posso-to garantir, porque
presenciei a alegria daqueles que, com serena impaciência, durante muitos anos,
se prepararam para esse encontro. (Sulco, 893)
O Senhor deu-nos a vida, os sentidos,
as potências, graças sem conta. E não temos o direito de esquecer que somos,
cada um, um operário, entre tantos, nesta fazenda em que ele nos colocou, para
colaborar na tarefa de dar alimento aos outros. Este é o nosso sítio: dentro
destes limites. Aqui temos nós de nos gastar diariamente com ele, ajudando-o no
seu trabalho redentor.
Deixai-me que insista: o teu tempo
para ti? O teu tempo para Deus! Pode ser que, pela misericórdia do Senhor, esse
egoísmo não tenha entrado de momento na tua alma. Digo-te isto desde já, para
estares prevenido no caso de sentires alguma vez que o teu coração vacila na fé
de Cristo. Então, peço-te – pede-te Deus – que sejas fiel no teu empenhamento,
que domines a soberba, que sujeites a imaginação, que não te deixes ir longe
demais por leviandade, que não desertes. (Amigos de Deus, 49)
THALITA KUM 66
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Em quinto lugar, ou, talvez, como primeiríssimo motivo
para se manter nas trevas, vem a tibieza.
Esse “querer e não querer”, essa falta de decisão, o
conformismo, a indolência, a falta de vontade.
Incapaz de decidir o que quer da vida, o que deseja
como melhor para si, a hesitação permanente perante os desafios que a vida traz
consigo, as decisões que é preciso tomar, as atitudes em face de cada
circunstância peculiar da vida de todos os dias.
Infelizmente,
muitas vezes não se dá conta que, quanto mais tempo permanecer na escuridão
mais difícil lhe será aceitar a luz.
Os olhos
afeitos às trevas suportam mal a claridade e, quase que instintivamente,
fecham-se porque não conseguem distinguir com clareza o que convém.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 5, 12-16
12
Encontrando-se Jesus numa das cidades, apareceu um homem coberto de lepra. Ao
ver Jesus, caiu com a face por terra e dirigiu-lhe esta súplica: «Senhor, se
quiseres, podes purificar-me.» 13 Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo:
«Quero, fica purificado.» E imediatamente a lepra o deixou. 14 Ordenou-lhe,
então, que a ninguém o dissesse; no entanto, acrescentou: «Vai mostrar-te ao
sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés ordenou, para lhe servir
de prova.» 15 A sua fama espalhava-se cada vez mais, juntando-se grandes
multidões para o ouvirem e para que os curasse dos seus males. 16 Mas Ele
retirava-se para lugares solitários e aí se entregava à oração.
Comentário:
São
Lucas relata algo extraordinário: Jesus estendeu a mão e tocou o leproso!
Naquele
tempo a lepra obrigava à segregação radical dos que a tinham e (era uma doença
bastante comum naquele tempo) esta segregação imposta pela Lei era observada
com todo o rigor.
Os
circunstantes deverão ter ficados mudos de espanto ao ver o gesto do Senhor.
Não
obstante, o Senhor deseja que tudo fique devidamente registado e por isso mesmo
manda que o miraculado cumpra o que a Lei previa em casos de cura.
Nós
pensamos que seríamos capazes de fazer o mesmo? Ultrapassar a repulsa natural e
tocar alguém na mesma situação?
Bom…
mas e o pecado… essa autêntica lepra da alma que a torna tão repulsiva como a
da doença, convivemos com ele sem problema algum?
(AMA, comentário sobre Lc
5, 12-16, 12.11.2018)
Leitura espiritual
Tt 2
Qualidades dos anciãos e
dos jovens –
1 Tu, porém, ensina o que
é conforme à sã doutrina. 2 Os anciãos sejam sóbrios, dignos, prudentes, firmes
na fé, na caridade e na paciência. 3 Do mesmo modo, as anciãs tenham um
comportamento reverente, não sejam caluniadoras nem escravas do vinho, mas mestras
de virtude, 4 a fim de ensinarem as jovens a amar os maridos e os filhos, 5 a
serem prudentes, castas, boas donas de casa e dóceis aos maridos, de modo que a
palavra de Deus não seja difamada. 6 Exorta igualmente os jovens a serem
moderados, 7 apresentando-te em tudo a ti próprio como exemplo de boas obras,
de integridade na doutrina, de dignidade, 8 de palavra sã e irrepreensível,
para que os adversários fiquem confundidos, por não terem nada de mal a dizer
de nós.
Os escravos (1 Tm 6,1-2; 1
Pe 2,18-25)
9 Exorta os escravos a
serem em tudo dóceis aos seus senhores, procurando agradar-lhes em tudo e não
os contradizendo 10 nem defraudando, mas mostrando-se totalmente leais, a fim
de honrarem em tudo a doutrina de Deus nosso Salvador. 11 Com efeito, manifestou-se
a graça de Deus, portadora de salvação para todos os homens, 12 para nos
ensinar a renúncia à impiedade e aos desejos mundanos, a fim de vivermos no
século presente com sobriedade, justiça e piedade, 13 aguardando a
bem-aventurada esperança e a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e
Salvador Jesus Cristo. 14 Ele entregou-se por nós, a fim de nos resgatar de
toda a iniquidade e de purificar e constituir um povo de sua exclusiva posse e zeloso
na prática do bem. 15 Assim é que deves falar, exortar e repreender com toda a
autoridade. E que ninguém te despreze.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
09/01/2020
Jesus ainda está à procura de pousada
Jesus
nasceu numa gruta em Belém, diz a Escritura, "porque não havia lugar para
eles na estalagem". Não me afasto da verdade teológica, se te disser que
Jesus ainda está à procura de pousada no teu coração. (Forja,
274)
Não
me afasto da mais rigorosa verdade se vos digo que Jesus continua agora a
buscar pousada no nosso coração. Temos de Lhe pedir perdão pela nossa cegueira
pessoal, pela nossa ingratidão. Temos de Lhe pedir a graça de nunca mais Lhe
fechar a porta das nossas almas.
O
Senhor não nos oculta que a obediência rendida à vontade de Deus exige renúncia
e entrega porque o amor não pede direitos: quer servir. Ele percorreu primeiro
o caminho. Jesus, como obedecestes Tu? Usque
ad mortem, mortem autem crucis, até à morte e morte de Cruz. É preciso sair
de nós mesmos, complicar a vida, perdê-la por amor de Deus e das almas... Tu
querias viver e que nada te acontecesse; mas Deus quis outra coisa... Existem
duas vontades: a tua vontade deve ser corrigida para se identificar com a
vontade de Deus, e não torcida a de Deus para se acomodar à tua.
Com
alegria, tenho visto muitas almas que jogaram a vida – como Tu, Senhor, "usque ad mortem"! – para cumprir o
que a vontade de Deus lhes pedia, dedicando os seus esforços e o seu trabalho
profissional ao serviço da Igreja, pelo bem de todos os homens.
Aprendamos
a obedecer, aprendamos a servir. Não há maior fidalguia do que entregar-se
voluntariamente ao serviço dos outros. Quando sentimos o orgulho que referve
dentro de nós, a soberba que nos leva a pensar que somos super-homens, é o
momento de dizer que não, de dizer que o nosso único triunfo há-de ser o da
humildade. Assim nos identificaremos com Cristo na Cruz, não aborrecidos ou inquietos,
nem com mau humor, mas alegres, porque essa alegria, o esquecimento de nós
mesmos, é a melhor prova de amor. (Cristo que passa, 19)
THALITA KUM 65
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Depois, é a
vergonha que o condiciona.
Vergonha
pelas faltas, erros e fraquezas que não quer ver conhecidas e identificadas.
Os outros...
sempre os outros… não podem tomar conhecimento desse cortejo enorme de misérias
pessoais.
O conceito
que fazem dele – que pensa que fazem dele – ficaria afectado e comprometido.
Em terceiro lugar é a falta de arrependimento pessoal
que o mantém nas trevas.
O seu deficiente critério não identifica as faltas
como o que elas realmente são – ofensas a Deus e aos outros -, sentindo uma
espécie de indulgência para o que considera apenas “facetas de carácter”, não
vê grande necessidade de arrependimento. Isto, sobretudo, quando esse
arrependimento, para o ser de facto, teria de ser do conhecimento alheio, como
será o caso das ofensas feitas a outros.
Reconhecer o erro é um desprestígio até porque, no fim
e ao cabo, ele, tem as suas razões para proceder como procede.
Às vezes guarda uma lista de ofensas e agravos que lhe
terão sido feitos por outros. Traz à memória coisas passadas, às vezes há muito
tempo, para encontrar uma justificação para muitas coisas que faz. Aplica, sem
muitas vezes ter consciência disso, uma espécie de “Lei de Talião” pessoal.
Talvez, depois, seja o orgulho que o impede de emergir para a claridade.
O seu “Eu”, na escuridão, ganha vulto, dimensão.
À luz, exposto à claridade, fica reduzido a uma figura ridícula de uma
pessoa cheia de si mesma, tornando insuportável o convívio com os outros.
De resto, os outros não lhe interessam muito, sobretudo se têm problemas,
dificuldades.
Ele já tem os seus próprios problemas, as suas inúmeras dificuldades com
que se preocupar, o que, traduz a sua atitude egoísta que também o amarra com
laço bem robusto à escuridão.
«Tinha todo o aspecto de um perfeito cavalheiro e consideravam-no “um homem
de talento”. Assim chamam, em certos círculos, ao tipo especial de homens,
engordados à custa de outros, que nada fazem ou querem fazer e que, pela sua
eterna vadiagem, trazem no peito, em vez de coração, um pedaço de toucinho.» [1]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 4, 14-22
14
Impelido pelo Espírito, Jesus voltou para a Galileia e a sua fama propagou-se
por toda a região. 15 Ensinava nas sinagogas e todos o elogiavam. 16 Veio a
Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado
na sinagoga e levantou-se para ler. 17 Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías
e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: 18 «O Espírito
do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres;
enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da
vista; a mandar em liberdade os oprimidos, 19 a proclamar um ano favorável da
parte do Senhor.» 20 Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e
sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Começou,
então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais
de ouvir.» 22 Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as
palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de
José?»
Comentário:
Ninguém poderá acusar Jesus de ter deliberadamente
escondido a Sua identidade e ocultar a missão que vinha cumprir.
Ele próprio o confessa dando como “garantia” das Suas palavras a própria Escritura.
(ama, comentário
sobre LC 4 14-22, 2015.01.08)
Leitura espiritual
Tt 1
Saudação –
1 Paulo, servo de Deus e
apóstolo de Jesus Cristo, em ordem à fé dos eleitos de Deus e ao conhecimento
da verdade, que conduz à piedade, 2 na esperança da vida eterna, prometida
desde os tempos antigos pelo Deus que não mente 3 e que, no devido tempo,
manifestou a sua palavra, pela pregação que me foi confiada por mandato de
Deus, nosso Salvador: 4 a Tito, meu verdadeiro filho, pela fé comum, a graça e
a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.
Qualidades dos presbíteros
(1 Tm 3,1-7) –
5 Deixei-te em Creta, para
acabares de organizar o que ainda falta e para colocares presbíteros em cada
cidade, de acordo com as minhas instruções. 6 Cada um deles deve ser
irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de
vida leviana ou de insubordinação. 7 Porque é preciso que o bispo, como
administrador de Deus, seja irrepreensível, não arrogante, nem colérico, nem
dado ao vinho, à violência ou ao lucro desonesto; 8 mas, antes, hospitaleiro,
amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, 9 firmemente enraizado na
doutrina da palavra digna de fé, de modo que seja capaz de exortar com sãos
ensinamentos e de refutar os contraditores.
Os falsos mestres (1 Tm
1,3-7; 4,1-5; 2 Tm 2,14-20) –
10 Há, de facto, muitos
insubordinados, palradores e sedutores, sobretudo entre os da circuncisão, 11 aos
quais é preciso tapar a boca, pois transtornam famílias inteiras, ensinando o
que não devem, tendo em vista o lucro desonesto. 12 Aliás, como disse um deles,
que era profeta, «os cretenses são sempre mentirosos, bestas más e ventres
preguiçosos.» 13 E este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os
severamente, para que tenham uma fé sã, 14 não dando ouvidos a fábulas judaicas
e a preceitos de homens que se afastaram da verdade. 15 Tudo é puro para os
puros, mas, para os corruptos e os incrédulos, nada é puro, porque a sua mente
e a sua consciência estão corrompidas. 16 Proclamam conhecer a Deus, mas
negam-no com as obras, revelando-se abomináveis, rebeldes e incapazes de
qualquer obra boa.
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